As manifestações em favor do Impeachment de Bolsonaro, realizadas nesse domingo(12) em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, chamaram a atenção principalmente na avenida Paulista, em São Paulo, por terem representantes da esquerda e antigos apoiadores do presidente unidos para pedir a sua saída do cargo. O governador João Dória, do PSDB, por exemplo, defendeu a criação de uma grande frente democrática, inclusive com o PT, partido de oposição, para combater o presidente Bolsonaro.
Apesar de algumas cisões entre grupos devido às críticas ao ex-presidente Lula – o que enfraquece o principal rival de Bolsonaro -, opositores se revezaram para discursar nos carros de som dos organizadores. Além de Dória, houve a participação de Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), Luiz Henrique Mandetta (PDT), Joice Hasselman (PSL), Kim Kataguiri (DEM-SP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Simone Tebet (MDB), bem como a deputada estadual Isa Penna (PSOL), e o músico Tico Santa Cruz, além de líderes sindicais.
Em entrevista exclusiva a VEJA, a deputada federal Tabata Amaral (Sem Partido), que discursou com a camiseta do movimento Acredito no carro do MBL, afirmou que o grande marco dos protestos foi justamente esta união. Segundo ela, representantes da esquerda foram muito criticados por subirem ao palanque ao lado de opositores no espectro “esquerda-direita”, mas esta união é fundamental: “quando a direita e a esquerda pedem o impeachment, ele passa a ser mais viável”, diz ela. Tabata participou da organização dos últimos protestos pró impeachment de Bolsonaro, realizados no começo de julho pelos partidos de esquerda e que tiveram a participação do PSDB, PSD e Cidadania.
Como avalia os protestos de hoje?
Estou participando das manifestações, inclusive da organização dos protestos mais à esquerda, e achei muito ampla e importante. Tinha uma parte importante da direita ali, mas da esquerda também, e isso soma. A disputa não é entre as manifestações, mas uma soma de esforços pelo impeachment. No momento que eu falei, havia um cuidado muito grande de alternar pessoas de esquerda e de direita, um falando depois do outro. Quando a direita e a esquerda pedem o impeachment, ele passa a ser mais viável.
A união de hoje pode ser um ensaio para as eleições de 2022, ou seja, diferentes partidos se unindo para fazer frente ao Bolsonaro?
Isso que a gente viu hoje foi muito difícil. O PT por exemplo foi contra esta união e no meu entendimento foi uma questão estratégica. Quem estava lá representando a esquerda apanhou muito, muito mesmo, e isso eu vi nas redes sociais, no meu WhatsApp e em conversa com várias pessoas. Estas críticas não fazem sentido porque temos um objetivo em comum, que é tirar o Bolsonaro do poder. Acho que temos de continuar crescendo deste jeito, é importante até para que a gente possa discordar e eu possa questionar o que é o MBL por exemplo. Hoje foi uma manifestação ampla, mas mais à direita. Da mesma forma que a última foi ampla e mais esquerda. Vamos ver se agora a gente consegue misturar e mostrar que não é sobre partido, não é sobre a disputa eleitoral do ano que vem, é sobre a democracia e o crime corrupção que está tomando conta do país. Se lá na frente a gente falhar e a gente tiver que ir para essa eleição de maneira tão polarizada e violenta – o que vai ser muito ruim para o nosso país – que tudo isso tenha servido de ensaio, para mostrar que a gente consegue se unir em prol de algo maior.
Em relação às manifestações de julho, qual foi a grande diferença?
A repercussão do 7 de setembro estava muito presente nas falas das pessoas, no sentido de que Bolsonaro é um covarde golpista. O tom ficou muito claro, não tem margem para a dúvida de qual é a intenção e o desejo de Bolsonaro. A maior novidade é que foi a primeira vez que a gente viu o Novo, o partido mais à direita que a gente tem, o MBL, que contribuiu muito para a eleição do Bolsonaro, o Vem Pra Rua e várias lideranças de direita subindo no palanque para pedir o impeachment. Isso é algo positivo, porque o impeachment só será possível se for amplo e incluir aqueles que apoiaram o atual governo
Como você vê as discussões por uma terceira via?
Tenho uma maneira diferente de ver isso porque não crescei na política, fico vendo o povo tentando escolher quem é a terceira via em Brasília mas acho que quem vai dizer daqui a seis, nove meses quem é o candidato de terceira via é o povo. Falo como uma pessoa que faz 10 mil reuniões em Brasília sobre a terceira via, mas não dá para achar que este candidato vai sair dessas reuniões. Não acho ruim ter tantos candidatos, mas eles têm de começar a dizer a que vieram, e não só “eu não sou Lula e nem Bolsonaro”. Tem todo um espectro aí no meio, dizer o que defende para a educação, qual visão econômica, como vai gerar emprego e renda. O que sai são os mínimos comuns para estarem juntos no segundo turno, se alguém se mostrar claramente mais viável, se abre mão de outras candidaturas. Isso é mais importante nesse momento, e é o povo que escolhe, temos um ano pela frente.
Agora vai. Com essa união de tantas “estrelas apagadas”, faltou chão na Avenida Paulista para receber esse mar de gente que foi protestar contra o Presidente. Kkkkkkkkk… O ato não poderia ser mais cômico e teve o seu ponto alto com a “dancinha” do saltitante João Dória ao som do “pisca o c*” que, em breve, depois dessa performance, deverá receber convites para ser gogo old em alguma boate decadente do centro de SP. Esse povo não cansa de passar vexame.
Reuniu só o lixo da esquerda, deveriam ter era vergonha.
De FATO o FRACASSO foi visto, as imagens são não deixam dúvida.
A esquerda viveu mais um fiasco, a pesquisa popular foi registrada de forma contundente, a esquerda sem voto!
Aguardando os institutos de pesquisa publicar suas pesquisas FAKE dando o ex presidente, rejeitado pelo povo, que não vai as ruas, como líder nas pesquisas e esses políticos da esquerda que foram a manifestação vazia com intenção de votos.
Estiveram presente Dória e outros líderes da esquerda como Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), Luiz Henrique Mandetta (o genocida do fique em casa), Joice Hasselman (PSL), Kim Kataguiri (DEM-SP), estavam presentes para testemunhar a falta de povo. Mesmo com toda chamada feita por esses políticos o movimento foi um fracasso incontestável em todo país.
Não teve nada de ampla, e foi sim, importante, muito importante para o Brasil constatar que a esquerda desidratou, derreteu, diminuiu, não chega a 8% dos brasileiros.
Se juntar todas as 3 ou 4 manifestações da esquerda, em todo Brasil, não dá a quantidade de manifestantes que a direita levou as ruas aqui em Natal.
Segundo dados no dia 07/09 tinham 89 MILHÕES de pessoas nas manifestações, de forma ordeira, gratuita, por vontade própria, em nome do bem, da ordem, do progresso e da verdadeira democracia brasileira.
Só Deus na causa deputada, tem um porém que dificulta muito para vcs, não acreditar na existência dele e vergonhosamente, só recorrem a ele nas disputas eleitorais.
Se “ele” for algum corrupto, condenado ou rejeitado pelo povo, nem adianta querer nada, o 12/09 mostrou a realidade do Brasil.
Por sua afirmativa, seu corrupto de estimação não teve coragem de ir a manifestação vazia da esquerda, parece ser um fantasma político que só vocês e o sistema corrupto tentam dar vida, mas politicamente está a beira do abismo, só falta admitir.
Essa tal terceira via, não existe, é desvio de foco para tentar levar voto para o ex presidente que demonstra está eleitoralmente fragilizado, desacreditado, com o voto do que sobrou de uma esquerda que nunca teve projeto para o Brasil, só quer o poder.
Os dias 07/09 e 12/09 montaram a realidade eleitoral do Brasil, não existe dúvida. De resto apenas as narrativas imorais e as notícias fake produzidas diariamente pela esquerda, jornazista, bloquezistas, coluzistas e demais figuras que sofrem com a abstinência dos recursos públicos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu, nesta quarta-feira (6/5), existir discussão sobre a retirada da chamada “taxa das blusinhas”, que impôs a cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
A afirmação de Durigan foi realizada durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Durigan afirmou, no entanto, que não abre mão do programa Remessa Conforme, que estabeleceu regras para empresas estrangeiras que enviam produtos ao Brasil, garantindo a vigilância para o pagamento correto de impostos.
“A gente tem de olhar e fazer o debate racional. Eu não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que a gente atingiu. E aqui, o programa Remessa Conforme é algo que eu não abro mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]”, afirmou o ministro.
A então ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou no fim de março que a arrecadação com a “taxa das blusinhas” foi de quase R$ 2 bilhões em 2025.
A discussão sobre a retirada da “taxa das blusinhas” pelo governo federal surgiu diante do desgaste da medida para a popularidade do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição para o cargo.
Levantamento da AtlasIntel mostra que 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro do governo, enquanto 30% avaliam a medida como um acerto. O resultado ampliou a pressão interna por uma reavaliação da política. Por outro lado, o setor produtivo nacional defende a “taxa das blusinhas”.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, no último dia 22, um estudo no qual afirma que a taxa evitou a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados e ajudou a preservar mais de 135 mil empregos no país.
Sou totalmente contra, principalmente contra produtos que o Brasil não dispõe, mas que essa taxa ajudou muita gente do varejo, ajudou. Inclusive segmento textil, que as classes BCD estavam comprando muito da Shein.
Gostaria de saber do Sr. Flávio Rocha que voltou para a política sua opinião.
Uma mulher de 38 anos está internada no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, aguardando autorização para a realização de uma cirurgia neurológica de urgência. Trata-se da professora de biologia Nara Iohanna Araújo Gomes, cuja situação tem gerado preocupação diante da necessidade imediata do procedimento.
Moradora de São Gonçalo do Amarante e mãe, Nara sofre de uma Malformação Arteriovenosa (MAV) e já enfrentou sete Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs). O procedimento solicitado, uma embolização, é considerado vital para impedir que ela sofra um oitavo episódio e tenha sua vida colocada em risco novamente.
O caso de Nara Iohanna revela uma espera que já dura 10 anos. Desde o diagnóstico, a professora aguarda na fila do sistema Regula RN pela realização da cirurgia.
Atualmente, a mobilização da família buscam pressionar a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) para que a autorização seja emitida de forma imediata, garantindo a realização do procedimento no hospital onde ela já se encontra hospitalizada.
O drama da professora ganhou força nas plataformas digitais através de um vídeo-denúncia que convoca a sociedade a cobrar providências do Governo do Estado. Na publicação, a mensagem é incisiva sobre a urgência diante do descaso:
Quanto é que vale a vida de uma mulher no Rio Grande do Norte? Eu acabei de receber uma notícia de uma mulher de 38 anos que está na fila do regula RN aguardando uma cirurgia para que ela não tenha mais um AVC. Peço que compartilhem essa informação e marquem a Sesap para que Nara consiga fazer essa cirurgia o quanto antes”, destaca o apelo divulgado pelo perfil Pauta Local.
Dois elevadores do prédio Clóvis Sarinho, no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, estão quebrados, sendo um desde terça-feira (5). No momento, apenas os elevadores do prédio antigo da unidade hospitalar estão funcionando. A informação foi confirmada à TRIBUNA DO NORTE pelo Sindsaúde. Por causa disso, de acordo com o Sindicato, pacientes que precisam transitar entre os dois prédios estão sendo “obrigados a sair pela área externa do hospital e passar pelo estacionamento”.
Uma visita técnica da empresa responsável pelo elevadores é aguardada até o final da tarde desta quarta-feira (6), segundo a direção do hospital. O Sindsaúde afirmou que muitos desses pacientes estão em cadeiras de rodas ou com dificuldade de locomoção. O Sindicato informou que a situação já está causando atrasos e até perda de exames previamente agendados, porque alguns pacientes não conseguem fazer esse deslocamento.
“Outro ponto grave é que, em caso de intercorrência, quando um paciente precisa ser transferido rapidamente de um andar para outro por exemplo, quando o médico solicita a descida imediata para o setor de politrauma, essa transferência também fica comprometida. Sem os elevadores funcionando, o deslocamento acaba acontecendo da mesma forma improvisada, passando pela área externa do hospital. Isso representa um risco enorme, especialmente no caso de pacientes críticos, que podem sofrer agravamento do quadro durante o transporte”, disse o Sindicato.
“Há preocupação real de que uma situação mais grave possa acontecer no meio desse trajeto. Portanto, trata-se de uma situação extremamente preocupante, que coloca pacientes e trabalhadores em risco, além de comprometer o funcionamento adequado do hospital”, pontuou o Sindsaúde em seguida. A TRIBUNA DO NORTE fez contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesap) e com a direção do hospital para obter um posicionamento.
No entanto, de acordo com Geraldo Neto, diretor do Walfredo Gurgel, é “aguardada uma visita técnica da empresa de manutenção até o final da tarde desta quarta-feira (6). Ele disse desconhecer a informação de que exames previamente agendados estão sendo perdidos, mas falou que, caso isso ocorra, “o procedimento será reagendado”.
A situação no Walfredo não é relativamente nova. No caso mais recente, em dezembro do ano passado, pacientes foram transferidos amarrados em macas ou cadeiras de rodas pelas escadas, entre setores, por conta do mesmo problema.
Confira a nota completa da Sesap:
“Informamos que, nesta terça-feira (05), o elevador do Hospital Clóvis Sarinho apresentou falha em seu funcionamento, sendo imediatamente acionada a empresa responsável pela manutenção do equipamento.
A equipe técnica fez uma avaliação inicial, identificou a necessidade de substituição de peça específica, a qual não se encontra disponível no estado neste momento, impossibilitando a correção imediata do problema.
Hoje (06), a equipe técnica retornará à unidade para apresentar um posicionamento oficial quanto ao prazo necessário para a realização do serviço corretivo.
Ressaltamos que, enquanto perdurar a indisponibilidade do elevador, as equipes assistenciais e administrativas estão adotando medidas contingenciais, com redirecionamento de fluxos e reorganização interna, a fim de minimizar impactos e garantir a continuidade da assistência aos pacientes.
Seguiremos acompanhando a situação de forma contínua e manteremos todos devidamente informados.”
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram Marcos Antônio Bezerra de Medeiros como o “ponto de contato” entre a distribuidora de medicamentos Dismed e a Prefeitura de Mossoró no esquema investigado pela Operação Mederi. Gravações captadas em escuta ambiental no escritório da empresa, em Serra do Mel, registraram os sócios da Dismed discutindo o pagamento de propina ao então vice-prefeito e o planejamento de financiar sua campanha eleitoral com dinheiro desviado de contratos públicos de saúde. Marcos Medeiros é prefeito de Mossoró desde o dia 27 de março de 2026, quando Allyson Bezerra renunciou para disputar o governo do estado.
Foto: Reprodução
Se os indícios levantados pela investigação federal se confirmarem, Marcos Medeiros pode responder por corrupção passiva — pena de dois a doze anos de reclusão — e por integrar organização criminosa, conforme a Lei 12.850/2013. Nas peças em que PF e MPF ajuízam perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, lista-se o seu nome entre os 28 investigados alvejados nos mandados de busca e apreensão cumpridos em 27 de janeiro de 2026.
O Blog do Dina apurou o conteúdo da representação criminal, documento que ainda não havia sido analisado publicamente com foco no papel de Marcos Medeiros no esquema.
A defesa de Marcos Medeiros foi procurada para comentar essa reportagem. O Blog do Dina enviou perguntas a partir das dúvidas abertas com o papel descrito pelos investigadores sobre Marcos. Em resposta, a defesa enviou a seguinte nota:
Marcos Medeiros, por sua defesa, reafirma que não praticou qualquer irregularidade no exercício de suas funções e confia que, ao final, os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.
Antes de ser eleito vice-prefeito de Mossoró em outubro de 2024, Marcos Medeiros ocupou cargos no coração administrativo da saúde municipal. Foi secretário substituto da Secretaria Municipal de Saúde e secretário interino do Fundo Municipal de Saúde — os postos que, segundo o MPF, eram a engrenagem central do esquema investigado.
A Dismed, distribuidora de medicamentos com sede em Mossoró, recebeu R$ 13,6 milhões da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2025. O pico foi em 2024: R$ 5,86 milhões em um único ano.
Dismed recebeu R$ 5,86 mi de Mossoró em 2024 — o maior volume da série
Valores pagos pela Prefeitura de Mossoró à Dismed Distribuidora de Medicamentos, por período. O pico de 2024 ocorreu enquanto o inquérito policial da Operação Mederi já corria há quase um ano.
IPL Inquérito aberto em 24/11/2023 → contratos em 2024 atingem o pico histórico → Marcos Medeiros é escolhido como vice de Allyson
Fonte: Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5), com base em dados do TCE-RN. Valor de 2025 refere-se ao período até mai/2025 (data das escutas ambientais). Período 2021–2023 representa valor agregado (R$ 4,82 mi total; breakdown anual pendente de confirmação via TCE-RN).
A representação criminal de que Marcos e outros envolvidos são alvos descreve o papel do atual prefeito de Mossoró nesses contratos sem meias palavras:
“Mencionado como ponto de contato com os sócios da Dismed, circunstância confirmada pelos registros de mensagens e ligações de WhatsApp.”
A Polícia Federal abriu o inquérito em 24 de novembro de 2023. Investigava uma distribuidora de medicamentos que havia movimentado dezenas de milhões de reais junto a prefeituras do Rio Grande do Norte — e cujos sócios mantinham contato com o servidor que controlava os contratos dentro da Secretaria de Saúde de Mossoró.
Em 2024, enquanto o inquérito corria, a Dismed recebeu o maior volume de recursos de sua história junto à prefeitura: R$ 5,86 milhões em um único ano — o pico de uma série que somaria R$ 13,6 milhões entre 2021 e 2025.
Foi nesse mesmo ano que Allyson Bezerra escolheu Marcos Medeiros como seu candidato a vice-prefeito.
Marcos venceu as eleições de outubro de 2024. A investigação seguia em sigilo. Os contratos com a Dismed continuaram.
A rede de conexões da Operação Mederi — núcleo de Mossoró
Relações documentadas entre investigados, empresa e órgão público, conforme Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5).
Passe o cursor sobre os nós para ver detalhes. Arraste para reorganizar.
Fonte: RepNotCrim 0006371 (pgs. 36, 98, 100, 307, 309, 311) + IPL Parte 2 (pgs. 703–705). Conexões baseadas em evidências documentais: escutas ambientais, registros de WhatsApp, análise financeira do TCE-RN e COAF.
Em 6 de maio de 2025, os sócios da Dismed, Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares, estavam no escritório da empresa em Serra do Mel. Conversavam sobre os contratos de Mossoró — um milhão e meio de reais que a prefeitura havia pago à distribuidora — e simulavam, em voz alta, o que diriam a Marcos em um encontro que planejavam ter com ele.
A transcrição da escuta ambiental registra Oseas narrando o que diria ao então vice-prefeito:
“MARCOS, eu queria combinar com você duas coisas: do jeito que tá não tá ganhando eu nem você! Desse aqui eu fui em cima, fui abaixo, fui em cima, fui abaixo e deu pra arrumar cem conto pra vocês, tá certo? Tô tirando do meu lucro! Agora, MARCOS, eu queria que… tá aqui, um milhão e meio se fosse como a gente trabalhava antes você botava duzentos e tantos no bolso, meu filho!”
O MPF não deixou a frase passar sem interpretação. Na análise de prova, o órgão registra: “A referência a ‘como a gente trabalhava antes’ sugere claramente um relacionamento pretérito entre as partes, presumivelmente quando MARCOS ANTÔNIO ocupava função na Secretaria de Saúde. A menção a valores que ‘você botava duzentos e tantos no bolso’ indica que havia recebimento de valores por parte de MARCOS ANTÔNIO BEZERRA DE MEDEIROS em período anterior.”
O que as escutas registraram sobre Marcos Medeiros
Trechos das gravações ambientais no escritório da Dismed em Serra do Mel (mai/2025), reproduzidos na Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000.
MARCOS, eu queria combinar com você duas coisas: do jeito que tá não tá ganhando eu nem você! Desse aqui eu fui em cima, fui abaixo, fui em cima, fui abaixo e deu pra arrumar cem conto pra vocês, tá certo? Tô tirando do meu lucro! Agora, MARCOS, eu queria que… tá aqui, um milhão e meio se fosse como a gente trabalhava antes você botava duzentos e tantos no bolso, meu filho!
Contexto: Oseas Monthalggan simula o que diria a Marcos em reunião planejada. A frase “como a gente trabalhava antes” levou o MPF a concluir que havia repasse anterior, quando Marcos estava na Secretaria de Saúde.
Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.
Quem fala: José Moabe. O MPF classificou esta fala como não deixando “muita margem a outras interpretações”.
Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for pra começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você.
Plano total: acumular R$ 500 mil ao longo de um ano para a campanha de Marcos. Quando Moabe mencionou a campanha de Allyson ao governo do estado, Oseas respondeu: “Pra dele, homi!” — distinguindo os dois destinatários.
Transcrições reproduzidas a partir da Informação Policial nº 99/2025, incorporada à Representação Criminal nº 0006371-27.2025.4.05.0000 (TRF-5, págs. 36, 100, 307). Escuta ambiental autorizada judicialmente no escritório da Dismed em Serra do Mel/RN.
Dias depois, os mesmos interlocutores voltaram ao tema. Em uma sequência de três gravações, Oseas e Moabe discutiram a estratégia para financiar a campanha eleitoral de Marcos — que, naquele momento, exercia o cargo de vice-prefeito de Mossoró há quatro meses e era apontado como o sucessor natural de Allyson Bezerra na prefeitura.
Moabe propôs uma conta que, segundo o MPF, “não deixa muita margem a outras interpretações”:
“Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.”
E mais adiante, na mesma conversa:
“Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for pra começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você.”
Oseas confirmou: “Pra campanha!”
O plano total era acumular R$ 500 mil ao longo de um ano — dinheiro reservado para a campanha de Marcos. Quando Moabe mencionou a campanha de Allyson ao governo do estado, Oseas foi direto: “Pra dele, homi!” — distinguindo os dois destinos.
A PF, ao analisar as gravações, identificou “MARCO” como “provavelmente o atual vice-prefeito da cidade de Mossoró/RN, Marcos Antônio Bezerra de Medeiros, futuro candidato a cargo eletivo e destinatário de valores a título de propina a ser oferecida pelos representantes da Dismed Distribuidora.”
O que tornaria o caso de Marcos Medeiros distinto dos demais é uma linha registrada nos autos: os contatos entre ele e Oseas não cessaram quando ele deixou a Secretaria de Saúde.
Os autos da investigação revelam a troca de mensagens e ligações pelo WhatsApp entre o sócio da Dismed e o então vice-prefeito. “Tais diálogos”, registra o documento, “ocorreram já no ano de 2025, quando Marcos Antônio já havia assumido como vice-prefeito e não ocupava mais nenhuma função na Secretaria de Saúde.”
O MPF avalia: “A manutenção do contato, mesmo após a mudança de função administrativa, sugere que o relacionamento transcende questões meramente administrativas ou profissionais.”
A representação criminal descreve o papel estrutural de Marcos Medeiros no esquema com uma precisão que vai além das escutas:
“A contribuição de Marcos Antônio Bezerra de Medeiros na estrutura seria a de servir como ponto de contato e interlocução entre as empresas fornecedoras e a administração municipal. Durante o período em que ocupou cargos na Secretaria de Saúde, teria facilitado as contratações e mantido o fluxo de pagamentos que beneficiava o esquema. Após assumir como vice-prefeito, teria continuado, conforme referido naqueles diálogos, como interlocutor relevante, o que sugere manutenção de sua influência sobre as decisões relacionadas aos contratos.”
Em 27 de janeiro de 2026, quando a Polícia Federal cumpriu os mandados da fase ostensiva da Operação Mederi, dois endereços em Mossoró foram alvos de busca e apreensão vinculados ao nome de Marcos Medeiros. Um mandado de busca pessoal também foi expedido em seu nome.
Cinquenta e nove dias depois, Marcos Bezerra de Medeiros tomava posse como prefeito de Mossoró.
O Governo do RN realizou a abertura dos envelopes da licitação de publicidade no dia 30 de março de 2026, ou seja, há quase 40 dias, e até hoje não julgou as propostas das agências participantes.
Diversas agências do RN e de todo o Brasil participaram do certame, entregaram suas propostas e aguardam o julgamento. Já são quase quarenta dias e o julgamento das propostas sequer se iniciou. Serão escolhidas 5 agências para atender às demandas do Governo, uma outra para o Detran e mais uma para o Idema.
Uma licitação deste porte exige meses de trabalho por parte das agências, que mobilizam suas equipes e investem pesado para apresentar um trabalho de excelência na concorrência.
O Governo do RN, além de não julgar as propostas e nem dar sequência ao certame, sequer deu uma satisfação oficial às quinze agências participantes, deixando todo mundo no escuro.
O que está acontecendo? Tem alguma carta marcada? Estão querendo anular a licitação? Por qual motivo? Alguém que deveria entrar ficou de fora? A sociedade (
e os órgãos de controle quer saber.
Fica só a pergunta, será que o publicitário Bruno Oliveira está no meio?
Levantamento da Meia/Ideia divulgado nesta 4ª feira (6.mai.2026) mostra que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 45,3% das intenções de voto em um eventual 2º turno. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pontua 44,7%. Os 2 estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05356/2026. Custou R$ 27.600 e foi pago pelo Canal Meio. Leia a íntegra (PDF – 4,47mB).
A pesquisa testou um cenário de 1º turno. A Meia/Ideia perguntou: “Em qual desses candidatos você votaria para presidente da República se a eleição fosse hoje?”. Eis como os entrevistados responderam:
O vereador de Extremoz, Rafael Correia, apresentou ao Poder Executivo Municipal uma importante proposição legislativa solicitando a realização de um censo populacional de animais de pequeno e grande porte em todo o município.
A proposta, encaminhada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ao Centro de Zoonoses, visa mapear com precisão a realidade da população animal na cidade, incluindo cães, gatos, cavalos, bovinos e outros animais de relevância.
De acordo com o parlamentar, a iniciativa é essencial para garantir a formulação de políticas públicas eficazes e direcionadas. “Não se consegue fazer políticas públicas sérias sem dados concretos. Precisamos conhecer a realidade do município para agir com responsabilidade e eficiência”, destacou Rafael Correia.
O levantamento também prevê a identificação específica dos chamados “pets comunitários” animais em situação de rua bem como sua distribuição territorial dentro do município.
A proposta ainda sugere que, caso o município não disponha de equipe técnica suficiente, seja realizada a contratação de empresa especializada para a execução do estudo, assegurando qualidade e precisão nos dados coletados.
A indicação reforça a necessidade de transparência, recomendando que os dados obtidos sejam amplamente divulgados à população, servindo de base para ações estratégicas nas áreas de saúde pública, controle de zoonoses, campanhas de castração e programas permanentes de bem-estar animal.
Rafael Correia tem se destacado pela atuação firme em defesa da causa animal no município. Ao longo de seus mandatos, o parlamentar já foi autor de diversas iniciativas legislativas voltadas ao tema, como a lei que proíbe o uso de fogos de artifício com estampido, protegendo animais e pessoas sensíveis ao barulho, além de pleitos importantes como a solicitação de implantação de um hospital veterinário municipal.
A proposta do censo animal surge como mais um passo estruturante para consolidar políticas públicas modernas e eficazes, alinhadas às necessidades da população e ao respeito aos animais.
Tu já ouviu falar no Censo Agropecuário, mané?
Vai lá, sai por aí contando galinhas, subindo na empresa poleiros. Homi, vai no procurar revitalizar a mono produção do grude que hoje mais parece chiclete tupiniquim…
Um homem morreu após sofrer um choque elétrico enquanto manuseava uma bomba d’água na zona rural do município de Ouro Branco, no Seridó Potiguar. O caso aconteceu nessa terça-feira (5). A vítima foi identificada inicialmente como Joaquim Silva.
Segundo as informações, ele havia saído de casa para o local onde costumeiramente fazia esse manuseio. Com a demora dele para voltar, familiares decidiram ir atrás e encontraram o homem já sem vida.
A próxima indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal) deveria ser de um nome técnico e sem ligação com o governo, segundo 39,4% dos brasileiros. Os dados são da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (6).
O levantamento aponta também que 37% dos brasileiros defendem que o presidente mantenha uma indicação de cunho político e ligações com o governo.
Para 13,2% dos brasileiros, a vaga aberta do STF deve ser negociada com o Senado. Outros 5% acreditam que uma mulher deve ser indicada. Do total de entrevistados, 5,4% não souberam responder.
Metodologia
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 1 e 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O código de registro no TSE é BR-05356/2026
A cantora Daniela Mercury se tornou ré em uma ação judicial que investiga o uso de recursos públicos em um show realizado no Dia do Trabalhador de 2022, em São Paulo. O caso envolve o pagamento de cachê de R$ 100 mil à artista e apura se houve irregularidades na contratação e no contexto da apresentação, conforme informações do Diário do Poder.
De acordo com informações do processo, o evento ocorreu em 1º de maio de 2022, na Praça Charles Miller, e teria custado cerca de R$ 170 mil aos cofres públicos, sendo R$ 100 mil destinados à cantora. Outros artistas e a produtora responsável também são citados na ação.
Segundo os autos, a investigação busca esclarecer se houve uso indevido de recursos públicos em um evento que, conforme alegações apresentadas no processo, teria assumido caráter político fora do período eleitoral.
A ação foi movida pelo deputado estadual Gil Diniz, que aponta possíveis irregularidades e classifica o caso como um “showmício”. O processo segue em tramitação na Justiça paulista.
Em manifestação no processo, a defesa da produtora responsável pela contratação afirma que não houve ilegalidade e sustenta que eventuais posicionamentos da artista durante a apresentação estão amparados pela liberdade de expressão.
A luz do idiotismo e da masturbação ideológica,
foi um sucesso.
O General Mourão é muito melhor do que o capitão e melhor do que Lula. MOURÃO 2022!
Agora vai. Com essa união de tantas “estrelas apagadas”, faltou chão na Avenida Paulista para receber esse mar de gente que foi protestar contra o Presidente. Kkkkkkkkk… O ato não poderia ser mais cômico e teve o seu ponto alto com a “dancinha” do saltitante João Dória ao som do “pisca o c*” que, em breve, depois dessa performance, deverá receber convites para ser gogo old em alguma boate decadente do centro de SP. Esse povo não cansa de passar vexame.
Reuniu só o lixo da esquerda, deveriam ter era vergonha.
De FATO o FRACASSO foi visto, as imagens são não deixam dúvida.
A esquerda viveu mais um fiasco, a pesquisa popular foi registrada de forma contundente, a esquerda sem voto!
Aguardando os institutos de pesquisa publicar suas pesquisas FAKE dando o ex presidente, rejeitado pelo povo, que não vai as ruas, como líder nas pesquisas e esses políticos da esquerda que foram a manifestação vazia com intenção de votos.
Estiveram presente Dória e outros líderes da esquerda como Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), Luiz Henrique Mandetta (o genocida do fique em casa), Joice Hasselman (PSL), Kim Kataguiri (DEM-SP), estavam presentes para testemunhar a falta de povo. Mesmo com toda chamada feita por esses políticos o movimento foi um fracasso incontestável em todo país.
Não teve nada de ampla, e foi sim, importante, muito importante para o Brasil constatar que a esquerda desidratou, derreteu, diminuiu, não chega a 8% dos brasileiros.
Se juntar todas as 3 ou 4 manifestações da esquerda, em todo Brasil, não dá a quantidade de manifestantes que a direita levou as ruas aqui em Natal.
Segundo dados no dia 07/09 tinham 89 MILHÕES de pessoas nas manifestações, de forma ordeira, gratuita, por vontade própria, em nome do bem, da ordem, do progresso e da verdadeira democracia brasileira.
Só Deus na causa deputada, tem um porém que dificulta muito para vcs, não acreditar na existência dele e vergonhosamente, só recorrem a ele nas disputas eleitorais.
Se “ele” for algum corrupto, condenado ou rejeitado pelo povo, nem adianta querer nada, o 12/09 mostrou a realidade do Brasil.
Por sua afirmativa, seu corrupto de estimação não teve coragem de ir a manifestação vazia da esquerda, parece ser um fantasma político que só vocês e o sistema corrupto tentam dar vida, mas politicamente está a beira do abismo, só falta admitir.
Essa tal terceira via, não existe, é desvio de foco para tentar levar voto para o ex presidente que demonstra está eleitoralmente fragilizado, desacreditado, com o voto do que sobrou de uma esquerda que nunca teve projeto para o Brasil, só quer o poder.
Os dias 07/09 e 12/09 montaram a realidade eleitoral do Brasil, não existe dúvida. De resto apenas as narrativas imorais e as notícias fake produzidas diariamente pela esquerda, jornazista, bloquezistas, coluzistas e demais figuras que sofrem com a abstinência dos recursos públicos.