Diversos

9% dos idosos do país consomem álcool diariamente, diz Datafolha

Foto: Bruno Santos/Folhapress

Assunto cercado de tabus, o consumo excessivo de álcool na velhice é um problema de saúde e social pouco abordado nas políticas públicas, hoje direcionadas aos consumidores mais jovens.

Pesquisa Datafolha inédita mostra que quase um em cada dez homens idosos brasileiros (9%) bebe todos os dias, cinco vezes a média do país (2%) e o dobro do percentual de beberrões (4%).

Entre as idosas, 81% não bebem, contra 57% dos idosos, o que confirma a tendência na população em geral de as mulheres serem menos expostas ao álcool que os homens (63% delas não bebem, contra 6% dos homens).

O alcoolismo causa um grande impacto nos sistemas nervoso, cardiovascular, circulatório e gastrointestinal.

Se a bebida for associada ao uso de cigarros ou calmantes, situação frequente entre os idosos, o estrago é ainda maior porque somam-se efeitos deletérios, segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Unifesp.

“Há degenerações do sistema nervoso central, como as demências, danos ao sistema cardiovascular, como hipertensão arterial e os AVCs. No sistema gastrointestinal, podem surgir cânceres e hepatites com cirrose hepática. Ainda são comuns casos de diabetes alcoólica e de infecção causadas por queda do sistema imunológico.”

Segundo a psiquiatra, alguns estudos apontam que a taxa de dependência de idosos a calmantes chega a 10%. “Imagina esses 9% de dependentes de álcool [da pesquisa Datafolha] somados aos dependentes de calmantes. O impacto é imprevisível. É pior do que droga na cabeça de adolescente porque a vulnerabilidade é muito maior.”

Para Ana Cecília Marques, o idoso alcoólatra é um “paciente invisível”, que muitas vezes desenvolve a dependência após a aposentadoria, o divórcio ou a viuvez. O administrador Roberto N. enfrentou essa situação, tendo desenvolvido um quadro de alcoolismo após aposentar-se aos 65 anos.

“Aquele que bebe desde cedo tem problemas de saúde antes, já com 40 ou 50 anos. O que começa a beber mais tarde é, em geral, solitário. Ele não busca ajuda, o álcool acaba sendo uma automedicação.”

O uso do álcool também pode desencadear ou potencializar distúrbios psiquiátricos, como a depressão, muito associada aos suicídios entre os idosos. “O álcool sozinho já aumenta a taxa de suicídio. E os calmantes também. Eles dão uma falsa sensação de alívio da angústia e a pessoa vai perdendo o controle da situação.”

SOLIDÃO

O clínico-geral Paulo Olzon concorda que a solidão, a morte de amigos e parentes e a consequente perda de referências seja um importante desencadeador do alcoolismo na velhice.

Ele argumenta, porém, que os médicos têm pouco a fazer diante da recusa do paciente em aceitar ajuda. “Os idosos dificilmente admitem o consumo excessivo de álcool, acham que têm controle sobre a bebida.”

Para ele, é preciso respeitar a autonomia do paciente. “Tem idoso que fala: ‘quero comer e beber até morrer. Já sou aposentado, não estou atrapalhando ninguém e quero viver do meu jeito’. Acabou o tempo de médico exercer papel de pai.”

Segundo Ana Cecília Marques, é comum o idoso ter descontrole nos níveis da pressão arterial ou da glicemia por causa da bebida e esconder isso do médico.

Ela diz que, em alguns pacientes, beber uma vez por semana já traz problemas. Entre os entrevistados pela Datafolha, 35% se enquadram nessa situação.

“Eles nem bebem muito porque não aguentam. Vão cair muito antes do que uma pessoa mais jovem. Se eles bebem três ou quatro doses, elas já fazem efeito de dez.”

Ana Cecília diz que faltam políticas públicas voltadas para o álcool e outras drogas e, entre os idosos, a ausência é ainda maior. “Fala-se muito do consumo de álcool na adolescência, mas quase nada na velhice.”

CIGARRO

De acordo com o Datafolha, a taxa de fumantes é menor entre idosos (14%, contra o pico de 22% dos 35 aos 59 anos), mas a porcentagem entre idosos dos que nunca fumaram é a mais baixa (55%, contra 71% dos que têm de 16 a 24 anos). Dos brasileiros, 61% nunca fumaram, 19% fumam e 20% largaram o cigarro.

Mulheres são menos expostas ao fumo que homens: 68% nunca fumaram, 16% fumam (55% e 22% para eles). Dentre mulheres idosas, 64% nunca fumaram, contra apenas 43% dos homens idosos, ou seja, a maioria dos homens idosos foi exposta ao cigarro; 39% deles largaram e 18% ainda fumam. Fumantes idosas são 11% entre as mulheres de 60+.

Segundo Jaqueline Scholz, cardiologista do Programa de Tabagismo do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP), dificilmente as pessoas começam a fumar na velhice. “Normalmente, ela inicia na juventude e passa a vida toda fumando. Quando idosa, não acredita que vai conseguir parar.”

De acordo com o Datafolha, pessoas menos escolarizadas fumam mais no geral, contudo, entre os idosos, são os graduados que fumam mais (18%), como é o caso do casal Rosaly e Sylvio Bocchini, que fumaram por mais de cinco décadas até abandonarem, há três anos, o vício do cigarro.

Em geral, explica a médica, o vínculo emocional do idoso com o cigarro é grande e a dificuldade de se livrar da dependência é maior.

A maioria chega para o tratamento pelas mãos de parentes. A terapia envolve antidepressivos e medicamento antitabaco.

“Quando conseguem, melhoram muito a qualidade de vida. Têm aumento da capacidade respiratória, melhoram da tosse, sentem menos cansaço, recuperam a voz”, explica a médica.

Nessa fase da vida, diz ela, parar de fumar costuma ser para valer. “Muitos se sentem tão bem que questionam por que não pararam antes.”

ALCOOLISMO NA APOSENTADORIA

Foi numa noite quente de julho do ano passado que o administrador de empresas Roberto N., 77, diz que ter chegado “ao fundo do poço”.

Ele havia saído às 11h para dar uma volta e só foi encontrado oito horas depois pelo filho caçula. Estava bêbado, desacordado na mesa de um bar, a poucos metros da sua casa, na região da avenida Paulista, em São Paulo.

Com um currículo que inclui graduação em direito, MBA em administração pela FGV e passagem por importantes empresas de São Paulo, Roberto conta que só a partir daquele episódio é que percebeu a sua impotência em relação ao álcool.

“Recebi um ultimato da mulher e dos filhos. ‘Roberto, ou você para de beber ou a família acaba aqui'”, lembra emocionado. Dias depois, buscou ajuda em um grupo AA (Alcoólicos Anônimos).

Roberto lembra que até a aposentadoria bebia “sem grandes problemas”. “Na adolescência, era um garotão de praia. Bebia para me sentir confiante com as moças. Gostava de cuba libre, gin tônica, hi-fi”, diverte-se.

Depois, já formado e bem-sucedido no mercado de trabalho, costumava beber depois do expediente ou em almoços de negócio. “Mas não bebia todos os dias. Era um pai bastante presente.”

Em 1974, três anos depois de se casar e já trabalhando na área de investimentos de um banco, veio o primeiro grande trauma: quase morreu no incêndio do edifício Joelma. “Queimei muito as mãos e os pés. Vários colegas morreram”, lembra.

Duas décadas depois, viria a segunda grande dor: perdeu um filho para uma doença cardíaca grave. “Não uso esses traumas para justificar o meu alcoolismo, mas eles mexeram muito comigo.”

Ao se aproximar dos 60 anos, já não conseguia mais emprego. “Essa frustração, sim, me empurrou para a bebida desbragadamente.”

Quando se aposentou, aos 65 anos, a dependência do álcool ficou clara. “Já não precisava esperar o fim do expediente. Comecei a beber de manhã, à tarde e à noite.”

À época fez dois tratamentos, com medicamentos. “Cheguei a ficar um ano sem beber. Mas aí achava que já tinha controle e voltava a beber. Com duas cervejas e duas doses de conhaque, ‘pimba’!”.

Roberto também era dependente do tabaco. Fumou da adolescência até 2014, quando descobriu um câncer de pulmão. O tumor veio a se somar a um enfisema pulmonar e a uma doença cardíaca, os três associados ao cigarro.

Seis meses se passaram desde a fatídica noite de julho. Desde então, Roberto segue sóbrio. Não perde nenhuma reunião do AA. “Eu reconquistei o respeito da minha família, o meu autorrespeito. Meu maior lema é: evite o primeiro gole a cada 24 horas. É o primeiro gole que vai te levar para a desgraça. Não é o último.”

APÓS OS 70, CASAL ABANDONA CIGARRO

Foto: Bruno Santos/Folhapress

“Como o senhor vai”? Ao atender o telefone e ouvir essa pergunta a filósofa e escritora Rosaly Bocchino, 75, decidiu levar a sério um tratamento para parar de fumar.

Tabagista há mais de cinco décadas, ela tinha uma lesão nas cordas vocais e uma voz muito rouca que, além de ser confundida com a de um homem no telefone, preocupava a família e os médicos.

A dependência começou aos 18 anos, quando cursava faculdade de filosofia em São Paulo. “Tinha uma grande amiga que fumava e eu comecei a fumar também, sempre escondida dos meus pais.” Com o tempo, o cigarro se tornou um companheiro. “Fumava até enquanto esculpia.”

Na gravidez, chegou a marcar o cigarro com vários tracinhos para fracioná-lo e se policiava para dar apenas duas tragadas quando a vontade se tornava insuportável. Depois, conseguiu parar até o fim da gestação.

A mãe tentou livrá-la do vício com remédio homeopático, mas não funcionou. Mais tarde, outros dois tratamentos para o tabagismo também não deram certo.

O marido, o cirurgião do aparelho digestivo Sylvio Bocchino, 79, também era fumante, porém, mais moderado. Enquanto Rosaly chegava a fumar um maço e meio de cigarro por dia, ele não passava de doze unidades.

“Fumava a caminho do trabalho, na volta, depois das refeições. Fora da rotina, extrapolava mais. Mas não pensava em largar porque nunca tive nenhuma consequência para a saúde”, diz o médico.

No dia em que Rosaly marcou a consulta para iniciar o derradeiro tratamento contra o tabagismo, Bocchino decidiu que iria “apenas acompanhá-la”. “A médica perguntou se eu não ia fazer também [o tratamento] e eu disse que não, que não precisava porque fumava muito pouco.”

Quando a mulher saiu do consultório, a médica voltou a insistir que ele também parasse de fumar. “Decidi que faria por solidariedade [a ela]. E assim começamos os dois o tratamento, diminuindo aos poucos o consumo até que paramos de vez. Passaram-se 15 dias, um mês e lá se vão três anos sem fumar!”

Bocchino diz que ainda hoje se surpreende com a facilidade com que abandonaram o cigarro. “Eu fiquei mais admirado com ela, que tinha um vício pesado.” Ambos usaram medicação.

Rosaly conta que o início foi bem difícil, mas que a estratégia usada pela médica foi muito eficaz. “Ela não proibiu nada de cara. Fui diminuindo aos poucos.”

Hoje, percebe os ganhos de uma vida sem tabaco. “O paladar melhorou muito, eu já não tinha mais vontade de comer. A respiração também é outra. Antes, ficava cansada, puxava o ar e não vinha. Minha habitual tosse acabou.”

O casal também abandonou o hábito, muito associado ao cigarro, de tomar um drinque no final do dia. “Substituímos pela Netflix”, diverte-se Rosaly.

Folha de São Paulo

 

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Política

Adjuto Dias participa da Festa dos Mártires de Cunhaú e amplia apoios em Canguaretama com adesão do Ex Prefeito Wellinson Ribeiro

Foto: Divulgação

O deputado estadual Adjuto Dias cumpriu agenda nesta quinta-feira (16) no município de Canguaretama, na região Agreste Potiguar, onde participou do encerramento da Festa dos Mártires de Cunhaú, uma das mais tradicionais celebrações religiosas do Rio Grande do Norte.

Durante a visita, o parlamentar foi recebido pelos ex-prefeitos João Wilson, Wilsinho Ribeiro e Wellinson Ribeiro. Na ocasião, Wellinson oficializou apoio à reeleição de Adjuto Dias, somando-se ao ex-prefeito Wilsinho Ribeiro, que já havia declarado apoio anteriormente ao parlamentar.

Ao lado das lideranças e de fiéis, Adjuto acompanhou a programação de encerramento da festa, que reúne anualmente milhares de peregrinos em homenagem aos Mártires de Cunhaú, reconhecidos como protomártires do Brasil.

A agenda integra a série de visitas que Adjuto Dias tem realizado aos municípios do Rio Grande do Norte, mantendo presença nas diferentes regiões do Estado e acompanhando importantes eventos religiosos, culturais e institucionais.

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Mundo

Outdoor no Irã exibe Trump em caixão e pede morte do presidente

Foto: Getty

Um outdoor instalado em Teerã, capital do Irã, passou a chamar atenção, nesta quinta-feira (16/7), ao exibir uma ilustração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro de um caixão. A peça também traz mensagens em inglês e persa, como “Vamos matar Trump”.

A campanha, no entanto, não se limitou ao outdoor. Em diferentes pontos da cidade, faixas com imagens de caixões cobertos pela bandeira dos Estados Unidos e frases defendendo a morte do republicano foram registradas em meio ao agravamento da crise entre os dois países.

Nesta quinta-feira (16/7), os Estados Unidos completaram seis dias seguidos bombardeando o território iraniano.

O tom adotado nas ruas acompanha o discurso da liderança iraniana após a morte do ex-líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel. No último sábado (11/7), o atual líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que o Irã buscará vingança pela morte do pai e declarou que a resposta será dada “aconteça o que acontecer com o Irã”.

Trump reagiu às ameaças afirmando que os Estados Unidos responderão com força caso haja qualquer tentativa de atentado contra sua vida. Segundo o presidente americano, os militares do país estão preparados para realizar uma ofensiva de grande escala, se necessário.

Metrópoles

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Brasil

Influenciador vira réu após dizer que “pobres não deveriam votar”

Foto: Reprodução

Vídeos em que afirma que “pobres não deveriam votar” e que “pobre quer tirar vantagem em tudo” levaram o influenciador Leonardo Marcondes a se tornar réu em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em decisão liminar, a Justiça determinou que ele pare de publicar conteúdos considerados discurso de ódio contra pessoas de baixa renda.

Pela decisão, Leonardo Marcondes deverá retirar os conteúdos e parar de fazer novas publicações com esse teor. Em caso de descumprimento, a Justiça fixou multa de R$ 1 mil por dia, inicialmente limitada a 5 dias. Caso a ordem continue sendo ignorada após esse período, o valor da penalidade poderá ser aumentado.

A ação foi motivada por um vídeo publicado pelo influenciador em que ele afirma que “pobres não deveriam votar” e que “pobre quer tirar vantagem em tudo”. Para a magistrada, há indícios suficientes para determinar, em caráter liminar, que esse tipo de conteúdo deixe de ser divulgado enquanto o processo tramita.

Por outro lado, a juíza negou o pedido para que todo o perfil de Leonardo Marcondes fosse retirado do ar. Segundo a decisão, excluir integralmente a conta, antes da apresentação da defesa, seria uma medida desproporcional e poderia restringir indevidamente o direito à liberdade de expressão.

Segundo os autos, Leonardo Marcondes figura como réu na ação civil pública ao lado da Meta e do Facebook. O processo segue em tramitação, e o mérito da ação ainda será analisado pela Justiça.

Metrópoles

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Mundo

Trump estará no estádio para assistir Espanha x Argentina e vai entregar taça

Foto: Getty

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo (19), informou nesta quinta-feira (16) a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

“Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos”, disse Leavitt em coletiva de imprensa.

Trump será o responsável pela entrega da taça da Copa do Mundo de 2026 ao capitão da seleção que for campeã.

A informação é do jornal francês L’Équipe. Segundo o veículo, a medida representará uma exceção ao protocolo da Fifa, já que o regulamento prevê que a taça permaneça em um pedestal e seja levada ao placo da celebração por um integrante da equipe vencedora.

Jovem Pan

 

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Política

Nikolas compara Bolsonaro a Messi e diz que direita está desfalcada

Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao jogador argentino Lionel Messi ao afirmar que as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo desfalcam a direita nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), durante entrevista ao programa The News Morning.

Segundo Nikolas, as medidas que afastam Bolsonaro da disputa eleitoral e limitam sua participação na campanha não prejudicam apenas o ex-presidente, mas também os eleitores que gostariam de votar nele e os candidatos que poderiam receber seu apoio.

“Não é que o Bolsonaro está sendo prejudicado, não. São milhões de pessoas que foram prejudicadas de não poder escolher, por exemplo, o Jair Bolsonaro.”

O deputado citou ainda a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para Nikolas, o ex-presidente poderia viajar pelos estados para apoiar o filho e reforçar as candidaturas de aliados aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados.

Ele lembrou que recebeu o apoio de Bolsonaro em suas campanhas para vereador de Belo Horizonte e para deputado federal.

“Melhor jogador do time”

Para ilustrar o peso político de Bolsonaro, Nikolas comparou o ex-presidente à principal estrela da equipe de futebol argetino.

“Será que tirar o melhor jogador do time não desfalca o time? O que aconteceria se o Messi agora fosse retirado?”
Na sequência, o parlamentar também citou Lamine Yamal, jogador do Barcelona e da seleção espanhola, e afirmou que retirar um dos principais atletas comprometeria o desempenho de toda a equipe.

“Não desfalcaria o time? Então é isso que as pessoas precisam compreender”, disse.

Nikolas encerrou o trecho com críticas à condução do processo eleitoral e das instituições. Segundo ele, tanto o processo eleitoral quanto a democracia estariam sendo conduzidos por um “falso guia”.

Congresso em Foco

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Economia

Governo prevê que tarifaço atinja 18% das exportações aos EUA e anuncia programa de auxílio

Foto: Júlio César Silva/MDIC

O governo federal estima que o novo tarifaço dos Estados Unidos deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o país. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, em relação ao período de 2024, os números correspondem a US$ 7,4 bilhões.

“Com essa nova tarifa, nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões de dólares, isso considerando o período de 2024. Se considerarmos 2025, já com as tarifas, cai para 15%”, afirmou.

Para reduzir os impactos das tarifas, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo federal vai lançar um programa de apoio para os setores econômicos que forem prejudicados pela medida. O programa será uma resposta a decisão do governo do presidente Donald Trump, que vai aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho.

“O governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, afirmou Alckmin em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (16/7).

Além de Alckmin, participaram da coletiva os ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Dario Durigan (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo Capobianco (Meia Ambiente), a secretária de Justiça, Maria Rosa Guimarães, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Alckmin ainda classificou a medida como “injusta e descabida”. “A medida é injusta e descabida. Injusta porque se pegarmos os dados, nos últimos 15 anos os EUA tiveram superávit na balança comercial e não déficit”, afirmou o vice-presidente.

Alckmin informou que o governo estuda aplicar a Lei da Reciprocidade contra os EUA — que permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras unilaterais a produtos nacionais.

“Nós temos uma lei (da Reciprocidade), aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e que o governo, no momento adequado, saberá implementá-la”, afirmou.

 

Metrópoles

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Polícia

PRF prende homem em Mossoró com fuzil mais usado por grupos terroristas no mundo

Foto: Divulgação/PRF

Um caminhoneiro foi preso pela Polícia Rodoviária Federal, em um posto de combustíveis às margens da BR-304, em Mossoró, na tarde desta quinta-feira (16). Com ele, os policiais encontraram um fuzil, que possivelmente é um AK47.

De acordo com a PRF, o homem disse que teria recebido R$ 1 mil para transportar o fuzil para o estado do Pará. Ainda segundo os policiais, uma denúncia de violência sexual infantil havia sido repassada e, durante a ação no local, o motorista acabou confessando que estava com a arma.

A PRF pontuou ainda que comprimidos de anfetamina, substância utilizada ilegalmente para evitar o sono durante a viagem. O caminhoneiro foi preso em flagrante e a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil, em Mossoró.

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Mundo

Elton John perde a paciência com pedidos de dinheiro do príncipe Harry: ‘Não sou caixa eletrônico’

Foto: Getty

A amizade de décadas entre Elton John e o príncipe Harry parece estar passando por uma crise. Conhecido por ser um porto seguro para o filho caçula de Lady Di, o cantor britânico teria perdido a paciência com os recorrentes pedidos de ajuda financeira feitos pelo duque de Sussex, que abdicou de suas funções e privilégios na família real britânica.

De acordo com informações reveladas pela jornalista Paula Froelich, a paciência do artista esgotou após a insistência do príncipe por dinheiro. Sem papas na língua, Elton John teria dado uma chamada no amigo: “Eu não sou um caixa eletrônico”.

Fontes ligadas ao cantor apontam que ele cansou do comportamento “impulsivo e difícil” adotado por Harry nos últimos tempos. O distanciamento chama atenção, já que Elton sempre funcionou como uma espécie de padrinho e conselheiro para o príncipe após a trágica morte de sua mãe, a princesa Diana, em 1997.

A proximidade entre os dois sempre foi muito pública. Elton John não apenas cantou no casamento de Harry com Meghan Markle, em 2018, como também foi um dos poucos aliados que defendeu publicamente a decisão do casal de se afastar da monarquia.

No ano seguinte, em 2019, o cantor chegou a ceder seu jatinho particular para que a família passasse férias luxuosas no sul da França e em Ibiza. Além dos transportes exclusivos, o cantor também teria contribuído financeiramente para manter de pé os projetos do casal, incluindo a Fundação Archewell, iniciativa que atualmente já não está mais ativa.

Correio 24h

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Política

VEM BARULHO AÍ: Boulos diz que “porta-vozes do Lula” têm missão de se opor ao tarifaço

Foto: AFP

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), divulgou um áudio em grupos dos “porta-vozes de Lula” em que afirma que os apoiadores do presidente têm a “missão de colocar a narrativa real do que está acontecendo, de quem está a favor do Brasil, quem é patriota de verdade e quem é traidor da pátria”.

No áudio, Boulos pede que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestem “nas redes sociais, nos comentários, nos grupos de Zap, no ônibus, na igreja, na escola, onde for”.

O ministro também responsabilizou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela tarifa de 25% sobre produtos brasileiros oficializada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na 4ª feira (15.jul.2026). “O tarifaço tem 2 pais. Um pai é o Trump, agindo na Casa Branca pelo interesse colonialista dos Estados Unidos. O outro pai se chama Flávio Bolsonaro, agindo por interesse eleitoral, por traição à Pátria”, disse.

Boulos afirmou que Lula reagiu de “maneira altiva” e que acionará a Lei da Reciprocidade. O ministro também contestou a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que o governo brasileiro teria negociado de “má-fé”. “Mentira. O que nós não topamos foi negociar terras-raras, o que nós não topamos foi negociar PIX, o que nós não topamos foi negociar ajoelhado, que é como os Estados Unidos queriam e como a família Bolsonaro sempre fez batendo continência”, declarou.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.

Portal 360

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Brasil

Deolane acredita que só deixará a cadeia “depois da eleição”, diz mãe

Foto: Reprodução/Redes sociais

A influenciadora Deolane Bezerra, presa desde maio na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, acredita que deixará a prisão apenas “após a eleição”. A revelação foi feita por Solange Bezerra, mãe da advogada, nas redes sociais.

Deolane Bezerra foi presa preventivamente durante a Operação Vérnix da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo a investigação, entre 2018 e 2021, ela recebeu mais de R$ 1 milhão, dinheiro que seria incompatível com sua renda formal.

Nos stories do Instagram, no entanto, Solange Bezerra tentou vincular a prisão da filha a uma questão eleitoral.

“A Deolane é muito forte, ela é quem nos dá força. Eu chego lá [na cadeia] muito abatida, muito angustiada, e ela [fala]: ‘Mãe, se acalme, põe uma coisa no seu coração que eu já pus no meu, eu só saio daqui depois das eleições’”, disse Solange nas redes sociais.

A fala da mãe de Deolane gerou reações e polêmica. “Gostaria de saber o que tem a ver eleições com lavagem.de dinheiro ao PCC?”, apontou Kátia Paes. “Realmente, eu não enxergo ligação entre a sua prisão e o processo eleitoral”, concordou Andreia Cesarre. “Eu fico besta com a importância que elas se dão, juro”, ironizou Johane Ramos.

Essa não é a primeira vez que Solange Bezerra gera treta ao falar sobre a prisão da filha. No começo do mês, a mãe de Deolane detonou Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo, disse que a delegada “protege bandidos” e que usa o cargo para “receber propina”.

Nos stories do Instagram, Solange se revoltou e fez uma série de ataques contra a delegada. “Uma pessoa que devia proteger os cidadões [sic], mas que, na verdade, usa seu cargo para extorquir, para receber propina e para proteger bandidos, assassinos e estupradores. É essa a função dela como delegada de polícia”, disse.

Metrópoles

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