Diversos

A Placa, por Heraldo Palmeira

A PLACA

Heraldo Palmeira

Já estamos acostumados à falta de boas notícias. Aprendemos a dar de ombros à tristeza cotidiana, diuturna, interminável, anos a fio! Mas temos um fevereiro todos os anos, uma tradução nacional irrepreensível.

O importante é ser fevereiro
E ter Carnaval
Pra gente sambar

O palco estava ali, bem diante da janela privilegiada. Bastava chegar no peitoril no final de tarde e olhar para baixo, ver se já era hora de descer. Vantagem de estar no epicentro de um dos polos da folia de rua da cidade que revitalizou seu Carnaval. Dias seguidos, diversos shows numa mesma noite.

O marqueteiro da ocasião lhe incluiu “Multicultural” no nome, como se isso fosse alguma novidade, como se qualquer Carnaval já não fosse, desde sempre, multicultural,
democrático, do povo de todas as origens que forma o extraordinário mosaico brasileiro.

Ah, tempos chatos dessa insistência em definir demais as coisas que já estão definidas por aclamação! É preciso relevar, quem não é do ramo é capaz de passar uma vida fora do tom.

Por volta das onze da manhã, começava a tal passagem de som, que aqui é um negócio quase pré-histórico, mesmo se tratando do país que produz uma das melhores músicas do mundo. Esse é um quesito curioso da produção cultural e da indústria do entretenimento nacional que me chama a atenção: o processo, mesmo chato e demorado, quase sempre resulta num som ruim na hora do espetáculo.

Convivo há muitos anos com a produção de discos musicais e de eventos, e obter qualidade sonora não é tarefa simples. Na verdade, a despeito dos equipamentos de ótimo nível, ainda são poucos os operadores de som que dispõem de formação técnica adequada. A maioria chegou ali de forma empírica.

Vivemos a ditadura do volume alto demais e da hegemonia dos sons graves. O subwoofer, certamente imaginado para “dar peso” e aveludar o som, virou hegemônico em todos os lugares e descaracteriza qualquer música tocada. É seu péssimo uso que causa aquela sensação desconfortável de bate-estaca cheia de uma mistura insolúvel de pês, enes, efes, us, erres e esses, aquela coisa parecida com um fungado distorcido, como se houvesse algo frouxo trepidando o tempo inteiro.

Claro, os técnicos de som empíricos se apresentam soberanos, costumam ostentar aquele ar solene de operadores do sistema solar. E fazem cara de desprezo – com pitadas de nojo – se algum simples mortal ousar reclamar ou sugerir alguma coisa.

Natural que careçam de horas a fio para a tal passagem de som e terminem não conseguindo timbrar corretamente os instrumentos, muito menos uma mixagem aceitável no conjunto sonoro final. Tentativa e erro que quase sempre resulta em erro.

Felizmente, naquele trecho de rua os empíricos foram minoria. Supremo conforto, o repertório refinado também não permitiu nenhum desses lixos musicais em voga.

Cantamos e dançamos grandes músicas brasileiras de todos os tempos e até um repertório inteirinho só de Beatles num dos shows – uma pequena viagem de submarino amarelo. Ora, somos multiculturais desde sempre!

Foi bom demais ver e participar de um resgate histórico. Repetimos o que era comum na nossa juventude: gente de todas as idades, muitas famílias com suas crianças,
concentrávamos em determinados pontos do bairro e circulávamos em pequenos blocos.

Agora, todos rumando para diante do palco.

Bares tradicionais (verdadeiras confrarias), preços honestos, mesas no meio da rua. O tempo repaginado por amigos de longa data, filhos e seus agregados amorosos, filhos desses filhos, como alas usufruindo em harmonia a herança da nossa antiga folia… A prata nos cabelos era bem mais do que fantasia.

Perdi a conta dos sorrisos, dos acenos, dos gracejos, dos brindes entusiasmados, dos abraços apertados de reencontro, das boas conversas aos gritos, das gargalhadas. A sensação potente de misturar saudade, emoção, esperança e alegria. De tempo parado no ar, como se os passos do frevo não saíssem do lugar. Como se todas aquelas noites fossem uma só, apenas com um pequeno intervalo de dia claro para um breve descanso.

Como se estivéssemos em mais um capítulo de um mesmo Carnaval interminável. Como se os anos, tantos, não tivessem passado tão rápido.

Fantasias improvisadas, engraçadas, descaradas, ricas de descompromisso estético, enfeitando o desejo de festejar, de ser feliz, de se acabar na alegria e nada mais.

Amores antigos, novos, feitos, refeitos, revigorados, descartados. Olhares mantendo segredos e saudades. Olhares de lince, de lança, provocantes, paralisantes, como ímãs atraindo corpos na dança. Todos os amores possíveis, sem qualquer dificuldade, sem discurso, apenas sendo, seguindo como um rio em seu curso.

Beijos roubados, trocados, ensaiados, desejados, adiados. Um sonho derramado para dentro da alma, como se não houvesse amanhã e depois de amanhã. A contagem regressiva da noite da terça-feira, a madrugada chegando, o acorde final, o silêncio da música. O até breve e uma cerveja combinada para depois como senha de esperança na vida, no futuro, na alegria que virá envelhecida pelo tempo de um ano que correrá até o próximo fevereiro. O peso da Quarta-feira de Cinzas.

Sopraram cinzas no meu coração
Tocou silêncio em todos clarins
Caiu a máscara da ilusão
Dos Pierrots e arlequins

O movimento triste das ruas se esvaziando, o pelotão da limpeza urbana, garçons fechando contas, abraços de quem quer ficar, carícias trôpegas de cansaço, o torpor em
câmara lenta. A esquina dobrada deixando para trás aquele meio quarteirão e seu córner que agora são somente memória, saudade que dói em dor quase física. Águas passadas de mais um Carnaval lavando a alma, parando no olho. Difícil saber se é brilho ou lágrima.

Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar

Lembrei da placa que havia pendurada numa parede da casa antiga: "Que Deus abençoe esta bagunça". Sim, que Deus abençoe esta bagunça que nos organiza em fevereiro.

Ainda bem que existe um fevereiro todos os anos. É a boa notícia que sempre chega, mesmo que a gente passe o ano inteiro dormindo nos retalhos de cetim da vida que
vamos perdendo a cada dia.

O movimento lento do elevador subindo para mais perto do céu, deixando as estrelas soberanas um tiquinho mais perto de mim. Uma última vista da janela privilegiada antes de apagar as luzes da sala, a quase manhã prestes a desmanchar a magia daquelas noites que agora não sei direito onde estão.

Vão adormecer comigo aqueles olhos intensos com que assisti encantado a tudo. E a promessa íntima de que estarei aqui de novo no ano que vem – e em todos os anos
antes da minha Quarta-feira de Cinzas. Agora, peço licença para reverenciar o silêncio de surdos e tamborins. E o meu cansaço.

Trechos de:

O importante é ser fevereiro (Nilo Amaro-Wando)
Turbilhão (David Raw-Victor Simão)
Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola)

 

Opinião dos leitores

    1. Não, meu amigo. O do Jornal Nacional é Heraldo Pereira. Heraldo Palmeira é talento nosso, nascido em Acari-RN.

  1. Uma multidão desta gritando pelos seus direitos, para um país. Mas infelizmente é carnaval, então não se pode reclamar de nada. É só folia.

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Mundo

GREEN CARD: Tempo de espera pelo benefício nos EUA chega a 179 anos após medida de Trump

Foto: Reprodução

O tempo de espera por green cards chega a surreais 179 anos, após o governo de Donald Trump impor limites rigorosos à concessão de residência permanente.

A atual fila de espera por green cards atingiu 1,2 milhão de pessoas. A legislação federal de imigração limitou a 140 mil o número de vistos concedidos anualmente, com um teto de 7% para cada país.

A nova política, revelada por relatório da National Foundation for American Policy (NFAP), indica que imigrantes de países populosos, como Índia e China, estão sujeitos a tempos de espera de décadas ou mais antes de obterem a residência permanente.

De acordo com os dados, um cidadão chinês que solicite um green Card na categoria EB-2, que abrange a maioria dos profissionais com mestrado, poderia enfrentar uma espera de aproximadamente 25 anos.

A situação é bem mais dramática com profissionais da Índia, para os quais a espera estimada é de 179 anos, segundo a NFAP, uma organização sem fins lucrativos sediada na Virgínia que estuda imigração e comércio internacional.

Já os trabalhadores mais qualificados, de acordo com os padrões da imigração dos EUA, das Filipinas enfrentam uma espera de apenas alguns meses.

Os maiores tempos de espera para os cobiçados green cards da categoria EB-1, reservados para pessoas com “habilidade extraordinária”, giram em torno de quatro a cinco anos para cidadãos indianos e cinco anos para solicitantes da China.

A NFAP argumenta que os longos períodos de espera dificultam a contratação e a retenção de trabalhadores estrangeiros por empregadores sediados nos EUA e sobrecarregam as famílias de imigrantes.

“Muitos americanos não percebem o quão desafiador pode ser imigrar legalmente para os Estados Unidos, mesmo para as pessoas mais inovadoras e altamente qualificadas do país”, disse Stuart Anderson, diretor executivo da NFAP, ao “San Francisco Chronicle”. “São pessoas que querem se tornar americanas e estão dispostas a esperar anos por essa oportunidade”, emendou.

Para os portadores de vistos de trabalho temporários H-1B, concedidos majoritariamente a profissionais do setor de tecnologia, processos pendentes de green card os imigrantes presos no chamado “limbo do H-1B”, obrigando-os a permanecer em postos em empresas que patrocinam a solicitação do benefício.

Com informações de Extra

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Brasil

APARECEU: OAB vai a Fachin pedir investigação rigorosa do escândalo Vorcaro/Moraes

Foto: Reprodução/IA

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e os presidentes das 27 seccionais da Ordem marcaram reunião para o prøximo dia no dia 9 com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir investigação rigorosa das mensagens ligadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na audiência, a entidade deve manifestar a preocupação da advocacia com os fatos recentes envolvendo integrantes da Corte, em especial Moraes, e reiterar o pedido de investigação aprofundada, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. Os representantes da OAB também pretendem ouvir de Fachin quais providências já estão sendo tomadas.

O encontro foi solicitado pelo próprio Simonetti, por telefone. Em nota divulgada no dia 1º de setembro, a OAB já havia defendido a apuração dos fatos “em relação a quem quer que seja” e alertado para os impactos da crise sobre as instituições. Os presidentes das seccionais terão espaço para apresentar suas posições durante a reunião.

Com informações do Diário do Poder

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Política

CACETADA: Emendas parlamentares podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027

Foto: Ilustração/ Pinterest

As emendas parlamentares ao Orçamento da União podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027.

O valor corresponde a pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal, que incluem recursos para custeio e investimentos.

O montante considera R$ 44,8 bilhões já reservados pelo Executivo na proposta orçamentária para emendas individuais e de bancadas estaduais, ambas de execução obrigatória, e até R$ 12,7 bilhões que poderão ser destinados às emendas de comissões do Congresso.

Na comparação com 2026, o crescimento seria de quase 7%.

Neste ano, as emendas somaram cerca de R$ 50 bilhões, mas outros R$ 3,9 bilhões inicialmente destinados às bancadas estaduais foram remanejados para o Fundo Eleitoral.

Considerado esse valor, a diferença entre os dois anos fica menor.

As emendas permitem que deputados e senadores direcionem recursos do Orçamento para Estados e municípios.

Embora possam financiar diferentes áreas, a saúde concentra parcela significativa das indicações parlamentares.

Os R$ 44,8 bilhões previstos para emendas individuais e de bancadas estaduais foram calculados a partir de uma regra estabelecida pelo ministro Flávio Dino, do STF, para limitar o ritmo de crescimento desses recursos.

Pelo critério, a atualização deve considerar o menor resultado entre três indicadores: o reajuste permitido pelo arcabouço fiscal para o limite total de gastos, a variação da receita corrente líquida e o crescimento das despesas não obrigatórias.

Para 2027, o menor índice foi justamente o previsto pelas regras do arcabouço fiscal.

Com isso, as emendas continuam crescendo, mas em ritmo inferior ao que ocorreria caso fossem adotados os demais critérios.

Com informações de Congresso em Foco

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Eleições 2026

Data Capital: Walter Alves lidera nominata do MDB e desempenho indica partido com força para eleger pelo menos três deputados estaduais

Foto: Divulgação

A pesquisa Data Capital, divulgada nesta sexta-feira (4), reforça a força do MDB na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O levantamento aponta Walter Alves na 3ª colocação geral entre os candidatos a deputado estadual e, mais uma vez, como o nome mais citado da nominata do MDB.

Além de Walter Alves, outros dois nomes do partido também aparecem entre os mais candidatos mais citados: Bibiano (4º) e Ivan Júnior. O resultado mostra a competitividade da nominata emedebista e sinaliza um cenário favorável para que o partido possa eleger pelo menos três deputados estaduais nas Eleições de 2026.

Para Walter Alves, o resultado representa o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos e a confiança do eleitor potiguar. “Recebo esse resultado com muita alegria e, principalmente, com gratidão. Quero agradecer a cada potiguar que confia no nosso trabalho e no MDB. Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de continuar trabalhando”, afirmou.

A liderança de Walter dentro da nominata e a presença de outros nomes do MDB entre os mais citados reforçam a expectativa de crescimento do partido na Assembleia Legislativa. O desempenho também evidencia a força da nominata construída pelo MDB para as Eleições deste ano.

Pesquisa

A pesquisa Data Capital foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sob o número RN-03735/2026. O levantamento ouviu 2.150 eleitores entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, em todo o Rio Grande do Norte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Brasil

Doença rara que atinge milhares de mulheres pode garantir isenção do Imposto de Renda

Foto: Divulgação

Uma falta de ar repentina durante uma caminhada curta, tosses que nunca passam e idas e vindas a postos de saúde com diagnósticos errados de asma ou bronquite. Essa é a rotina silenciosa enfrentada por cerca de 3 mil brasileiras que convivem com a linfangioleiomiomatose, conhecida na medicina pela sigla LAM. Para tentar diminuir o peso financeiro que acompanha essa condição grave e sem cura, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deu um passo importante ao aprovar uma proposta que isenta as pacientes aposentadas e pensionistas do pagamento do Imposto de Renda.

O Projeto de Lei 2.220/2024, de autoria do senador Alan Rick (Republicanos) tem o objetivo de permitir que o dinheiro retido pela Receita Federal fique no bolso de quem precisa custear remédios contínuos, cilindros de oxigênio e deslocamentos frequentes para centros de tratamento especializados.

A LAM se caracteriza pelo crescimento desordenado de células musculares que formam cistos por todo o tecido pulmonar, destruindo aos poucos a capacidade da pessoa de respirar. Por ter forte ligação com hormônios femininos, o problema atinge quase que exclusivamente mulheres em idade fértil, entre 20 e 40 anos.

Com o avanço dos danos nos pulmões, muitas pacientes perdem a capacidade de trabalhar e acabam aposentadas por invalidez ainda jovens. O tratamento exige o uso do medicamento sirolimo, fornecido pelo SUS, mas os custos adicionais com exames particulares, fisioterapia respiratória e suporte de oxigênio dentro de casa comprometem grande parte da renda familiar. Caso a nova regra entre em vigor, a isenção valerá para quem recebe aposentadoria, pensão ou para militares que foram transferidas para a reserva por conta da saúde.

Além da barreira financeira, quem sofre com a LAM enfrenta uma corrida contra o tempo para descobrir o que realmente tem. Dados apresentados em agosto pela Comissão de Direitos Humanos do Senado que das cerca de 3 mil mulheres estimadas com a doença no Brasil, somente 500 conseguiram um laudo conclusivo.

Como os sintomas iniciais imitam problemas respiratórios comuns do dia a dia, a maioria das leva anos até passar por uma tomografia de tórax detalhada ou por exames de sangue específicos. Esse atraso faz com que muitas cheguem aos consultórios com os pulmões severamente comprometidos, quando a única alternativa de sobrevivência a longo prazo passa a ser a fila do transplante.

Apesar do avanço, a medida ainda não começou a valer. O texto segue agora para análise e votação na Câmara dos Deputados. Se for aprovado pelos parlamentares sem alterações, vai direto para sanção do presidente da República e só passa a vigorar após a publicação oficial.

Com informações do Correio 24h

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Política

JÁ PENSOU? Lula diz que ninguém tem “autoridade moral” para cobrá-lo na área fiscal

Foto: Marcelo Camargo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (4.set.2026) que nenhum economista ou ex-presidente tem “autoridade moral” para cobrá-lo sobre responsabilidade fiscal. Candidato à reeleição, o petista disse que aprendeu com a mãe, dona Lindu, a não gastar mais do que ganha e defendeu que despesas acima da receita só se justificam quando destinadas à aquisição de ativos ou à ampliação do patrimônio público.

“Não tem nenhum economista e nenhum ex-presidente que tem autoridade moral para falar de responsabilidade fiscal comigo”, declarou em entrevista à Rádio Progresso FM, no Ceará. Segundo Lula, os efeitos de desequilíbrios nas contas públicas recaem principalmente sobre a população de menor renda. “Eu sei que, quando a corda arrebenta, é sempre do lado do pobre”, disse.

A declaração foi dada depois de Lula ser questionado sobre como pretende conciliar equilíbrio fiscal e novos investimentos em um eventual 4º mandato. O presidente respondeu citando os resultados das contas públicas durante suas primeiras passagens pelo Palácio do Planalto.

“Ninguém vem a mim falar de responsabilidade, que eu aprendi com a dona Lindu, não aprendi na escola. Eu aprendi com a dona Lindu que, se a gente gastar mais do que a gente ganha, a gente vai quebrar a cara”, afirmou.

Com informações de Poder 360

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Política

“CABOU-SE”: Senadora diz que Moraes gastou ‘última ponta de credibilidade’ do STF

Foto: Agência Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou nesta sexta-feira 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de decisão que atingiu o ministro André Mendonça.

Segundo Damares, Moraes teria usado “a última ponta de credibilidade do STF” para atacar quem o investiga. A parlamentar também classificou como “ilegal” o inquérito em que a decisão foi tomada.

“Moraes gastou a última ponta de credibilidade do STF para, em decisão em um inquérito ilegal, partir para o ataque contra quem o investiga”, escreveu a senadora nas redes sociais.

Com informações da Revista Oeste

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Política

Flávio rebate deputado: “Será que vou ter que classificar o PT como organização terrorista?”

Foto: Reprodução/Redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou uma denúncia apresentada contra um deputado estadual do PT para sugerir que poderá classificar a sigla como organização terrorista caso seja eleito.

No X, o parlamentar compartilhou uma reportagem sobre o pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral para impugnar a candidatura do deputado estadual pelo Rio, Renato Machado, por supostamente liderar uma “narcomilícia” em Maricá, na Região dos Lagos.

“Será que além de PCC, CV e milícias vou ter que classificar o PT como organização terrorista também?”, escreveu no X.

Com informações de O Antagonista

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Política

“Mendonça tem que dar voz de prisão a Moraes em plenário”, encoraja Nikolas

Foto: Kayo Magalhães

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem que dar voz de prisão ao colega de Corte Alexandre de Moraes. A declaração é dada em meio à crise instaurada no STF.

A publicação foi feita logo após Moraes pedir ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que Mendonça seja investigado.

Segundo Moraes, há “indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” pelo ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.

Moraes, no entanto, utilizou um relatório da Polícia Federal (PF) classificado pela própria corporação como sem “valor probatório” para fundamentar a decisão em que atribui a Mendonça três supostos crimes relacionados à condução do caso Banco Master.

Com informações de Pleno News

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Brasil

Com fim definitivo da ‘taxa das blusinhas’, veja como ficam compras na Shein, Shopee e AliExpress

Foto: Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que mantém zerado o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O fim da chamada “taxa das blusinhas”, que já está em vigor desde maio, depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se tornar permanente.

A MP perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada por deputados e senadores. Nesse cenário, a cobrança de 20% voltaria a incidir sobre encomendas feitas em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.

Apesar da retirada do imposto federal, as compras continuam sujeitas ao ICMS, cuja alíquota é de 17% ou 20%, dependendo do estado.

Na prática, a mudança reduz o preço final das encomendas. Uma compra de US$ 50, por exemplo, chegava a US$ 72,29 com o imposto de importação de 20% e o ICMS de 17%. Sem a cobrança federal, o valor fica em US$ 60,24. Pela cotação usada no cálculo, isso representa uma redução de aproximadamente R$ 374 para R$ 312.

A votação ocorreu após um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação evitou que a MP perdesse a validade.

A “taxa das blusinhas” havia entrado em vigor em agosto de 2024, estabelecendo imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 dentro do programa Remessa Conforme. Em maio deste ano, o governo zerou a alíquota por meio da medida provisória.

Nos quatro primeiros meses de 2026, antes da mudança, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O resultado foi 25% maior que o registrado no mesmo período de 2025 e representou recorde para o intervalo.

Com informações do Correio 24h

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