Jornalismo

A Polícia está investigando só preto, pobre e prostituta

Há uma boa justificativa para o fato de existirem bem menos pessoas presas atualmente no Brasil por decorrência de investigações do Ministério Público do que aqueles que são detidos pela Polícia Civil, conforme apontou diretor da Associação Nacional dos Delegados de Polícia, Magnus Barreto. E o motivo disso não tem nada a ver com o fato do MP poder ou não investigar. Segundo o presidente da Associação dos Promotores de Justiça do RN (Ampern), Eudo Leite, o motivo é que o MP investiga crimes praticados por poderosos, enquanto as polícias prendem pessoas mais humildes.

“Magnus tem alguma razão no que está dizendo pelo simples fato de que quem está investigando os crimes de corrupção, de colarinho branco, os poderosos, é o Ministério Público. A Polícia está investigando só preto, pobre e prostituta. Portanto esses vão para cadeia normalmente no Brasil”, afirmou o presidente da Ampern.

Segundo Eudo Leite, “os políticos, a classe econômica poderosa nesse país, a gente tem uma grande dificuldade de colocar na cadeia. Mas o MP tem feito um trabalho exemplar. Tem investigado, tem acusado. Tem conseguido prisões para permitir que o processo possa andar, prisões preventivas, que permitem a não destruição de provas”.

Além disso, o fato das condenações não terem sido deferidas até o momento, em muitos casos, não é consequência da investigação, mas sim do ritmo processual mesmo. “Condenação ou não, aí é um problema do sistema judicial brasileiro. É um problema de cultura. É um problema do processo ser muito mais complexo, ter grandes advogados, que cria uma grande dificuldade para o processo tramitar adequadamente. Na verdade, os poderosos, a quem o MP atinge, realmente, há muito mais dificuldade para que eles sejam condenados”, analisou.

De qualquer forma, essa afirmação também acaba por concordar com outra declaração de Magnus Barreto, de que o Ministério Público do RN pinça as principais investigações para si e não se preocupa, por exemplo, em apurar roubos de uma bicicleta, que muitas vezes, para o cidadão, é tão importante quanto um carro, por exemplo.

“A questão é que o Ministério Público quer o poder e não o dever de investigar. Na realidade eles querem os processos que geram mídia, que atraem o interesse de vocês jornalistas. Os promotores gostam mesmo é de bancar os heróis da sociedade”, analisou o delegado Magnus Barreto.

É importante lembrar que toda essa discussão sobre quem investiga quem é resultado da análise da Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC 37), que está em tramitação na Câmara Federal. O delegado Magnus é a favor da aprovação dela e, consequentemente, favorável da impossibilidade do MP realizar investigações. O promotor Eudo Leite, claro, é contra.

Sobre esse assunto, inclusive, nesta sexta-feira houve uma grande mobilização na Assembleia Legislativa do RN onde foi anunciado apoio ao MP contra a PEC 37.

 Promotor compara o Foliaduto ao Máscara Negra e afirma: “Foliaduto foi muito mais grave”

Nesta semana, foi só se falar na contratação irregular de bandas para shows gratuitos para a população, que se lembra, automaticamente, da Operação Máscara Negra, do Ministério Público do RN, deflagrada nesta terça-feira. Contudo, há alguns anos, o que se lembrava quando se falava em shows e bandas sob suspeita era de outro caso de grande repercussão local: o Foliaduto, ocorrido durante a gestão da ex-governadora e atual vice-prefeita Wilma de Faria, em 2006. E para o promotor Eudo Leite, presidente da Associação dos Promotores de Justiça do RN (Ampern), o Foliaduto, ainda, é o mais grave.

“Os dois casos tratam de irregularidades em festejos no Estado. E, naturalmente, no Foliaduto, as festas sequer existiam. Ele é muito mais grave que o Máscara Negra. Em Macau e Guamaré, digamos que a fraude foi mais sofisticada. A festa existiu, mas foi superfaturada aquela despesa”, avaliou Eudo Leite.

O presidente da Ampern explicou também que no caso do Foliaduto, diferente do Máscara Negra, os gestores máximos da época, no caso, a governadora Wilma de Faria, não chegou a ser apontada como envolvida no esquema porque não era ela a ordenadora de despesa. Estava em um grau hierárquico muito distante, diferente dos ex-prefeitos de Macau, Flávio Veras, e de Guamaré, Auricélio Teixeira, que eram os próprios ordenadores da despesa.

“No Foliaduto houve a investigação da governadora, mas não houve o processo porque ela não assinava os documentos. O que nós tivemos foi o irmão da governadora (Carlos Faria), que era o chefe da Casa Civil, em que pese ele não ter assinado documentos, mas ele teve a chamada autoria de escritório, ele determinou à Fundação José Augusto à concepção daquelas fraudes. E na denúncia oferecida pelo Ministério Público não se logrou êxito que a governadora tivesse agido daquela mesma forma”, analisou o promotor, ressaltando que, “no caso da Máscara Negra é diferente porque o prefeito é o ordenador de despesa. Ele age diretamente”.

É importante lembrar que na semana passada, o parecer do Ministério Público de Contas no processo que apura o Foliaduto no Tribunal de Contas do Estado (TCE) também confirmou a exclusão da governadora Wilma de Faria do processo. Na verdade, apenas o diretor da FJA na época, François Silvestre, foi colocado como responsável, uma vez que a análise do TCE é ainda mais técnica que a do MP sobre o caso, colocando como autor dos desvios apenas aquele que, realmente, assinou pelos shows.

Jornal de Hoje

Opinião dos leitores

  1. Temos muita competência na nossa polícia. Que tal pagarmos e aparelharmos bem nossa policia, como ocorre com o MP? Igualemos as forcas em todos os sentidos , depois discutamos as competências.

  2. Uma Polícia Civil que transfere delegado que chegava perto de Deputado Verde que comandava o IPEM, mandando-o investigar desvio de bolinho de grude, pode ficar com a exclusividade da investigação quando?

    Isso sem dizer que 97% dos Inquéritos estão nas Delegacias parados, só fazendo volume.

    Essa PEC nos iguala a Uganda, Quenia e Indonésia em matéria processual. Grande avanço.

  3. Sendo bem realista: o Promotor falou alguma inverdade?
    Tradicionalmente, não é isso mesmo o que todo mundo sabe?
    No Brasil só há cadeia para os 3 Ps. Quando um povo "diferente "começou a aparecer por lá, iniciou-se uma mobilização pra impedir isso…
    Sou contra a PEC 37.

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Geral

Ataque em escola: “Um dos piores da história do Canadá”, diz autoridade

Foto: Reuters

O primeiro-ministro da província canadense da Colúmbia Britânica, David Eby, à população que se una em apoio à comunidade de Tumbler Ridge na terça-feira (10), após um ataque a tiros em uma escola secundária local que terminou com nove vítimas e deixou diversos feridos, em um dos eventos com múltiplas vítimas mais mortais da história recente do país.

“Esta é uma tragédia devastadora e inimaginável. Não podemos imaginar o que a comunidade está passando. Mas sei que isso nos faz abraçar nossos filhos com ainda mais força esta noite”, disse Eby em uma coletiva de imprensa na terça-feira.

“Oito das pessoas que morreram em decorrência dos tiros estavam na escola, incluindo um indivíduo que, segundo informações, é o suspeito do tiroteio e que acredita-se ter morrido de um ferimento de bala autoinfligido”, afirmou ele.

Após o ocorrido, seis pessoas foram encontradas mortas dentro da escola de ensino médio; outras duas foram encontradas mortas em uma residência que se acredita estar ligada ao caso; e uma terceira morreu a caminho do hospital, informou a Polícia Montada Real Canadense.

A atiradora também foi encontrada morta, totalizando dez mortes até o momento.

Pelo menos outras duas pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves ou que ameaçam suas vidas, e até 25 estavam sendo tratadas por ferimentos leves, informou a polícia, acrescentando que não acreditava que houvesse mais suspeitos ou que houvesse uma ameaça contínua ao público.

CNN

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Geral

Agenda de Lula revela concentração de poder: Casa Civil lidera encontros e ministros dominam acesso ao presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto MetropolesFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamento sobre a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra que o chefe do Executivo realizou 4.488 compromissos desde o início do terceiro mandato, em 2023. Apesar do alto volume de reuniões, apenas 54% dos encontros tiveram participantes identificados, o que levanta questionamentos sobre transparência e acesso ao Palácio do Planalto.

Os dados, compilados pela ferramenta Agenda Transparente, da ONG Fiquem Sabendo, indicam que o núcleo político do governo concentra a maior parte das reuniões com o presidente. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, aparece disparado na liderança do ranking, com 343 encontros registrados — uma média próxima de duas reuniões semanais ao longo da gestão.

Na sequência, surgem nomes estratégicos da articulação política e econômica, como Alexandre Padilha, com 215 reuniões, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com 203. Também aparecem Paulo Pimenta, Esther Dweck e Sidônio Palmeira, todos ligados à comunicação e à estrutura administrativa do governo federal.

O ranking reforça a centralização das decisões em torno de ministros do primeiro escalão, com destaque ainda para o vice-presidente Geraldo Alckmin, Mauro Vieira, Camilo Santana e José Múcio entre os mais frequentes. A presença majoritária de integrantes do próprio governo nas reuniões evidencia um perfil interno de articulação política, com menor exposição a encontros externos.

Especialistas apontam que a falta de identificação completa dos participantes em quase metade dos compromissos pode dificultar o controle social sobre a agenda presidencial. O monitoramento das reuniões, segundo analistas, torna-se ainda mais relevante em um cenário de intensa disputa política e debates sobre transparência na gestão pública.

Com informações do Metrópoles

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Mundo

Ataque a tiros em escola no Canadá deixa ao menos 10 mortos; suspeita foi encontrada sem vida

Foto: Trent Ernst/AFP

Um ataque a tiros em uma escola de ensino médio na cidade de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, no Canadá, deixou pelo menos dez pessoas mortas nesta terça-feira (10), segundo informações da Polícia Montada Real Canadense (RCMP). A tragédia também deixou dezenas de feridos e mobilizou equipes de emergência em toda a região.

De acordo com as autoridades, seis vítimas foram encontradas dentro da escola e outras duas em uma residência ligada ao caso. Uma terceira pessoa morreu a caminho do hospital. A suspeita do ataque foi localizada sem vida dentro da unidade escolar, com indícios de ferimento autoinfligido, e não há outros suspeitos foragidos.

Ainda não foi confirmada a motivação do crime nem quantas das vítimas eram estudantes. Duas pessoas seguem em estado grave após serem transferidas de helicóptero, enquanto cerca de 25 feridos leves recebem atendimento médico local. O alerta que orientava moradores a permanecerem em casa foi suspenso no fim da tarde.

Autoridades locais classificaram o episódio como uma “tragédia devastadora”. A escola e outra unidade de ensino da cidade permanecerão fechadas durante a semana, enquanto equipes policiais continuam buscas e investigações para esclarecer o ocorrido.

Massacres desse tipo são raros no Canadá, país que possui leis rígidas de controle de armas. O caso reacende o debate sobre segurança e violência armada, especialmente após episódios históricos que levaram à criação de normas mais severas para a posse de armamentos.

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Geral

Liberdade na internet do Brasil é parcial, diz estudo

fintechs garantia celularFoto: Freepik

O Brasil foi classificado como país de liberdade parcial na internet, segundo o relatório Freedom on the Net 2025, da organização Freedom House. O levantamento atribuiu 65 pontos de um total de 100 ao cenário brasileiro, indicando avanços no acesso à rede, mas também alertando para decisões judiciais, punições e pressões que impactam a atuação online.

De acordo com o estudo, um dos fatores que influenciaram a nota foi o bloqueio de perfis em redes sociais por decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A entidade também menciona medidas consideradas restritivas contra jornalistas e usuários, apontando que o ambiente digital tem enfrentado tensões relacionadas à liberdade de expressão.

Foto: Freedom House

O relatório afirma ainda que jornalistas independentes e ativistas seguem expostos a assédio, ataques e episódios de violência política. Outro ponto citado é o risco de ações judiciais contra profissionais da comunicação que investigam figuras influentes, o que, segundo a organização, contribui para um cenário de autocensura e insegurança no ambiente online.

Entre os exemplos mencionados está o caso regional do jornalista Ricardo Antunes, condenado após denunciar um suposto esquema em Pernambuco. Para a Freedom House, episódios como esse refletem desafios estruturais para garantir equilíbrio entre combate à desinformação e preservação das liberdades digitais no país.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

Chuva forte provoca alagamentos e falta de energia em Natal; STTU alerta para vias intransitáveis nesta quarta-feira (11)

Foto: Reprodução

Natal amanheceu sob forte chuva nesta quarta-feira (11), com registros de alagamentos, transtornos no trânsito e ocorrências de falta de energia em algumas áreas da Zona Norte. A previsão indica céu nublado ao longo do dia, com temperaturas variando entre 24ºC e 27ºC e umidade chegando a 95%, cenário que exige atenção redobrada de motoristas e pedestres.

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informou que segue monitorando as principais vias da capital após o volume de chuva registrado durante a madrugada. Equipes acompanham a situação em tempo real e classificam os trechos afetados como transitáveis ou intransitáveis, atualizando as condições conforme o nível da água diminui ou aumenta.

Entre os pontos considerados intransitáveis estão a Rua Almino Afonso, na Ribeira; a Avenida Solange Nunes, em frente à Unimetais; a lateral da Avenida Hermes da Fonseca, próximo ao Colégio Auxiliadora; e o cruzamento da Rua Açu com a Avenida Afonso Pena. Já locais como a Avenida Nevaldo Rocha com Coronel Estevam, Avenida João Medeiros com Moema Tinôco, Rua Mossoró com Afonso Pena, Avenida da Integração e o viaduto do 4º Centenário, na BR-101, seguem liberados, porém com trânsito lento.

A orientação das autoridades é que condutores evitem áreas críticas e redobrem a cautela, já que novos pontos de alagamento podem surgir ao longo do dia caso a chuva continue. A recomendação é reduzir a velocidade, manter distância segura e, sempre que possível, buscar rotas alternativas para evitar riscos.

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Economia

Inflação no RN supera média do país em 2025 e acende alerta para o bolso do consumidor em 2026

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A inflação registrada no Rio Grande do Norte terminou 2025 acima do índice nacional, reforçando um cenário de atenção para consumidores e setor produtivo. Estimativas com base no IPCA de Natal indicam alta próxima de 4,4% no ano, enquanto o índice oficial do Brasil fechou em 4,26%, evidenciando pressões regionais mais intensas sobre preços.

O avanço foi puxado principalmente pelo encarecimento dos alimentos e dos serviços, áreas que tiveram reajustes constantes ao longo do ano. Questões climáticas, custos logísticos e a dependência de produtos vindos de outros estados influenciaram diretamente o abastecimento local, enquanto despesas com habitação, transporte e alimentação fora de casa também pesaram no orçamento das famílias.

Itens administrados, como energia elétrica e combustíveis, seguiram como fator relevante para o resultado mais elevado no estado, refletindo impactos acumulados e oscilações externas que chegaram ao consumidor final. Apesar disso, alguns segmentos apresentaram alívio, como a construção civil, que teve crescimento de custos abaixo das médias regional e nacional.

Para 2026, o mercado projeta inflação mais moderada, segundo o boletim Focus do Banco Central, mas o cenário ainda exige cautela diante dos juros elevados e das incertezas fiscais. A expectativa é de desaceleração gradual dos preços, embora especialistas alertem que a persistência da inflação de serviços pode continuar sendo um desafio para a economia potiguar.

Com informações do Agora RN

Opinião dos leitores

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Geral

Banco Master usa Lei Rouanet para direcionar R$ 1 milhão a filme e levanta debate sobre renúncia fiscal

Banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro MetrópolesFoto: Reprodução / Redes sociais

O Banco Master destinou R$ 1 milhão, por meio de renúncia fiscal autorizada pela Lei Rouanet, para a produção de um longa-metragem inspirado na história de São Jorge. A autorização para captação ocorreu ainda em 2023, conforme informou o Ministério da Cultura, dentro de um projeto aprovado anteriormente nos sistemas oficiais do audiovisual.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. De acordo com dados da Ancine, o filme está em fase inicial de produção e já acumulou mais de R$ 15 milhões captados via incentivos fiscais. Na prática, o mecanismo permite que empresas direcionem parte dos impostos que pagariam à União para financiar iniciativas culturais, o que reacende discussões sobre o uso desses recursos em meio a polêmicas envolvendo o banco.

A obra será produzida pela Latinamerica Entretenimento Internacional, empresa comandada pela cineasta Luiza Shelling Tubaldini, responsável também por outros projetos do cinema nacional. A proposta do longa mistura elementos históricos e ficcionais ao retratar o personagem como um general que enfrenta crises políticas e religiosas dentro de um império em decadência.

Segundo a sinopse registrada, o enredo acompanha a trajetória de Jorge desde sua atuação militar até o conflito com o chamado “dragão”, além da pressão para que abandone suas crenças pessoais. O roteiro aposta em temas como fé, ética e resistência diante de mudanças impostas por autoridades da época.

O financiamento via incentivos fiscais, porém, coloca o projeto no centro de questionamentos políticos e econômicos, já que a renúncia representa valores que deixam de entrar nos cofres públicos. Em meio ao cenário de investigações e debates recentes envolvendo o Banco Master, a destinação do recurso tende a ampliar o escrutínio sobre a relação entre grandes empresas e mecanismos de incentivo cultural.

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Política

Desfile pró-Lula vira alerta no Planalto e já provoca ofensiva jurídica antes do Carnaval

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem, nos bastidores, preocupação com possíveis impactos jurídicos do desfile que vai homenageá-lo no Carnaval. A avaliação dentro do governo e entre setores do Judiciário é de que o evento pode acabar sendo interpretado como propaganda eleitoral antecipada, abrindo espaço para questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A informação é da colunista Andréia Sadi, do g1. O temor ganhou força diante de precedentes recentes, como a decisão que tornou Jair Bolsonaro inelegível após entendimento de uso político de estruturas oficiais. Integrantes do governo avaliam que qualquer leitura semelhante pode gerar desgaste em um momento considerado sensível do calendário pré-eleitoral, motivo pelo qual o tema passou a ser monitorado de perto por ministros e assessores do Planalto.

A pressão aumentou após o partido Novo acionar o TSE contra Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, responsável pelo enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A sigla argumenta que a homenagem ultrapassa o caráter cultural e pede multa milionária, alegando que o desfile funcionaria como peça de pré-campanha.

Paralelamente, a senadora Damares Alves também levou questionamentos ao Ministério Público Eleitoral, citando trechos do samba que, segundo ela, promoveriam o presidente e atacariam adversários políticos. A parlamentar ainda apontou o uso de recursos públicos e a transmissão em TV aberta como fatores que poderiam agravar a discussão jurídica.

Apesar das ações, decisões recentes têm freado tentativas de barrar repasses e suspender iniciativas ligadas ao desfile. Mesmo assim, o assunto segue no radar do governo, especialmente diante da futura composição do TSE e do receio de que um evento festivo acabe se transformando em novo foco de desgaste político para o Planalto.

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Política

Ministro afastado por suspeita de assédio segue recebendo salário enquanto PF aguarda STF liberar inquérito

Foto: Gustavo Lima/STJ

A Polícia Federal ainda espera o Supremo Tribunal Federal enviar oficialmente o inquérito que investiga o ministro Marco Buzzi, do STJ, acusado de importunação sexual. O caso está sob relatoria de Kassio Nunes Marques e corre em sigilo, já que o magistrado possui foro privilegiado, o que faz com que as diligências dependam de autorização direta da Corte.

As acusações começaram após o depoimento de uma jovem de 18 anos, que registrou ocorrência em janeiro e afirmou que teria sido abordada de forma inadequada pelo ministro durante um encontro em Balneário Camboriú. Posteriormente, uma servidora terceirizada do próprio STJ também relatou suposto assédio dentro do gabinete, ampliando a pressão sobre o tribunal e acelerando procedimentos internos.

Mesmo sem ter prestado depoimento até agora, Buzzi foi afastado de forma unânime pelos colegas em sessão extraordinária marcada por silêncio e indignação entre magistrados, segundo relatos de bastidores. A decisão esvaziou um pedido de licença apresentado pelo próprio ministro minutos antes da reunião e abriu caminho para que o tribunal avalie medidas disciplinares mais duras.

Apesar de proibido de frequentar o STJ, usar carro oficial e exercer funções institucionais, o magistrado segue recebendo remuneração mensal superior a R$ 44 mil, o que gerou críticas internas e externas. A Corte deve decidir em março se avança para uma possível aposentadoria compulsória, conforme o andamento da sindicância.

A defesa sustenta que o afastamento cria um “precedente perigoso” e afirma que ainda não houve pleno contraditório. Os advogados dizem estar reunindo provas para contestar as acusações, enquanto o caso avança simultaneamente no STF, no CNJ e nas apurações administrativas dentro do próprio STJ.

Com informações da CNN

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Geral

Lula diz ter cobrado explicações de filho após citação na CPMI do INSS

CPMI do INSS quer ouvir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conversou diretamente com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, depois que o nome dele apareceu nas discussões da CPMI do INSS, comissão que investiga um esquema de descontos indevidos revelado pela imprensa. Segundo o petista, o diálogo ocorreu de forma reservada e teve tom de cobrança e esclarecimento. A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Em entrevista ao Uol, Lula relatou que disse ao filho que cada um deve responder por seus atos e que, caso exista qualquer irregularidade, as consequências precisam ser enfrentadas. O presidente, porém, não detalhou o teor completo da conversa nem comentou aspectos jurídicos do caso.

Informações de bastidores apontam que o encontro aconteceu em dezembro, no Palácio da Alvorada, em Brasília, e contou com a presença de um dos advogados de defesa de Lulinha. Na ocasião, ele ainda estava no Brasil durante o período de férias, antes de retornar à Espanha, onde reside atualmente.

De acordo com relatos, o filho do presidente negou qualquer envolvimento irregular e relembrou episódios anteriores em que foi alvo de acusações falsas, usadas como exemplo para reforçar sua versão. Auxiliares afirmam que Lula também compartilhou o conteúdo da conversa com aliados políticos que acompanham a CPMI.

O nome de Lulinha passou a ser citado após uma testemunha mencionar um suposto lobby ligado ao empresário conhecido como “Careca do INSS”. Apesar disso, um pedido para convocá-lo foi rejeitado pela comissão na época, sob a justificativa de que ainda não havia provas suficientes para sustentar a oitiva. A Secretaria de Imprensa da Presidência não comentou o assunto até o momento.

Opinião dos leitores

  1. Daqui a pouco ele vai dizer que não sabia de nada, e se bicho pegar mesmo que o Lulinha é filho de Bolsonaro

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