Diversos

A surpreendente lei da Suécia que dá 6 meses de folga do trabalho para empreender

A SUÉCIA TEM UM SISTEMA ÚNICO DE CONCESSÃO DE LICENÇA AOS TRABALHADORES PARA QUE POSSAM LANÇAR UM NOVO NEGÓCIO (FOTO: ALAMY VIA BBC)

Jana Cagin nunca havia pensado em administrar sua própria empresa até ela e seu noivo terem “um daqueles momentos de iluminação” enquanto procuravam um novo sofá em uma loja da rede de móveis e decoração Ikea, em um subúrbio de Estocolmo, capital da Suécia.

Eles notaram que a gama de pernas para móveis disponíveis era muito limitada. Depois de vasculharem a internet e não encontrarem alternativas adequadas, tiveram a ideia de desenvolver sua própria marca de peças de reposição para móveis, para ajudar consumidores a dar um ar artístico às suas novas compras ou a produtos já existentes.

“Ficamos empolgados com essa ideia”, diz ela.

O casal começou a administrar o empreendimento em seu tempo livre. Mas, de acordo com Cagin, foi a possibilidade de tirar uma licença de seu trabalho como psicóloga organizacional que realmente permitiu que as coisas saíssem do papel.

“Começamos a buscar fornecedores, a sair na imprensa, a construir o site”, afirma.

A empresa também foi aceita em um programa de aceleração de empresas iniciantes, que ofereceu treinamento, workshops e orientação. “Se trabalhasse durante esse tempo, não teria conseguido participar, e isso realmente nos ajudou a acreditar em nossa ideia.”

Enquanto isso, saber que ela poderia voltar ao antigo trabalho se as coisas não dessem certo diminuiu o risco financeiro, especialmente porque seu parceiro era freelancer na indústria criativa.

“Nunca me vi como um empreendedora, então, poder ter esse tipo de segurança e algo para me apoiar teve um papel importante.”

Ela não voltou ao seu antigo emprego. Seis anos depois daquele “momento de iluminação”, que aconteceu quando Cagin tinha 31 anos, o negócio de comércio eletrônico do casal agora oferece maçanetas decorativas e revestimentos para armários, bem como pernas para uma variedade de móveis. Eles estão em 30 países e têm seis funcionários em tempo integral.

Licença para empreender é um direito legalmente consagrado no país
Embora nem todas as novas empresas tenham tanto sucesso, a experiência de Cagin de tirar uma folga do emprego fixo está longe de ser única na Suécia. Nas duas últimas décadas, os trabalhadores em tempo integral com empregos fixos passaram a ter o direito de se afastar por seis meses para iniciar uma empresa – ou, alternativamente, para estudar ou cuidar de um parente.

Os chefes só podem negar se houver razões operacionais cruciais que eles não conseguem administrar sem aquele integrante da equipe ou se a nova empresa for vista como concorrente direta. Espera-se que os funcionários retornem à mesma posição de antes após esse período.

MAX FRIBERG TIROU UMA LICENÇA DE SEU TRABALHO EM UMA CONSULTORIA, MAS AINDA TINHA RESERVAS, APESAR DA SEGURANÇA DE NÃO TER DEIXADO SEU EMPREGO (FOTO: REPRODUÇÃO/BBC NEWS BRASIL)

“Até onde sei, este é o único país que oferece um direito legalmente consagrado de tirar uma licença para o empreendedorismo”, explica Claire Ingram Bogusz, pesquisadora de empreendedorismo e sistemas de informação na Escola de Economia de Estocolmo.

“É comum que as pessoas tenham permissão do empregador para iniciar algo desde que isso não interfira com o emprego, e, uma vez que o negócio esteja funcionando, tirem então uma licença para ver se realmente conseguem fazer só aquilo na vida”, diz ela.

“É muito frequente, especialmente entre os empreendedores altamente qualificados que criam empresas de tecnologia.”

Max Friberg, de 31 ano, é um deles. Ele administra uma plataforma de software e optou por tirar uma licença da consultoria em que trabalhava, em vez de deixar o emprego, apesar de ter se dedicado ao projeto durante seu tempo livre por mais de um ano antes de fazer isso. Ele diz estar confiante.

Para ele, perder a vantagem competitiva e o “status social” que ele trabalhou durante anos para alcançar era uma preocupação tão grande quanto a insegurança financeira. A possibilidade de uma licença não remunerada ajudou bastante com algumas dessas preocupações.

“Tinha um emprego fantástico e trabalhado muito durante toda a universidade para obtê-lo e, depois, para mantê-lo e progredir”, explica ele. “Eu me questionava: ‘Estou fazendo uma loucura?’ Mas sentir que poderia voltar tirou um pouco desse medo.”

O segredo da inovação?

A Suécia, com uma população de apenas 10 milhões de pessoas, criou a reputação de ser um dos países mais inovadores da Europa nos últimos anos. As razões mais comumente citadas para que seu cenário de novas empresas crescesse tão rapidamente incluem forte infraestrutura digital, uma cultura de colaboração e seguro de desemprego privado acessível, o que proporciona uma rede de segurança social maior.

Medir exatamente o quanto o direito à licença não remunerada contribuiu para isso é complicado. Embora a tendência – particularmente no cenário tecnológico – tenha sido observada por acadêmicos, sindicatos e empregadores, não há bancos de dados nacionais que detalhem quantas pessoas registradas para tirar uma licença de trabalho iniciam um negócio.

Mas o que os números confirmam é que a crescente demanda por todos os tipos de licenças (incluindo a licença parental remunerada) coincide com o aumento do número de suecos que começam suas próprias empresas.

A SUÉCIA, COM UMA POPULAÇÃO DE APENAS 10 MILHÕES DE PESSOAS, CRIOU A REPUTAÇÃO DE SER UM DOS PAÍSES MAIS INOVADORES DA EUROPA (FOTO: ALAMY VIA BBC)

Em 2017, 175 mil pessoas entre 25 e 54 anos de idade foram licenciadas, em comparação com 163 mil em 2007, de acordo com dados oficiais. O escritório de registro de empresas suecas diz que 48.542 empresas limitadas foram registradas em 2017, em comparação com 27.994 em 2007.

Então, o que o resto do mundo pode aprender com o sistema de licenças não remuneradas da Suécia?

De acordo com Claire Ingram Bogusz, a tendência de se licenciar para abrir uma empresa precisa ser vista no contexto das leis trabalhistas notoriamente rígidas do país nórdico.

Elas tradicionalmente dificultam mais que patrões demitam funcionários em comparação com muitos países. A especialista argumenta que isso pode encorajar alguns funcionários a permanecerem em seus empregos quando têm segurança.

“As pessoas não desistem facilmente de um emprego [permanente] depois que conquistam um”, diz ela. “É análogo a ter uma casa ou um apartamento. Uma vez que você é o proprietário de um imóvel, não desiste dele facilmente.”

Adaptação do modelo

Samuel Engblom, chefe de política da Confederação Sueca para Empregados Profissionais, explica que o governo, sindicatos e empregadores na Suécia apoiam o direito de se afastar como “uma forma de promover a mobilidade no mercado de trabalho”.

“A maioria dos funcionários hesita em deixar um emprego que consideram seguro por algo tão inseguro quanto começar um negócio”, diz ele.

“Talvez seja uma visão bastante sueca – quero dizer, você poderia promover o empreendedorismo tornando-o mais lucrativo, e fazemos isso até certo ponto, mas você também pode promover o empreendedorismo tornando-o menos inseguro.”

Ting Xu, professor da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, cujo trabalho se concentra em finanças empresariais, argumenta que a ampliação do direito à licença não remunerada pode desempenhar um papel crucial no fomento do empreendedorismo, mesmo em países com mercados de trabalho muito mais flexíveis.

Ele cita um estudo de 2016 sobre como ajudar os futuros empreendedores de tecnologia a romper as barreiras geradas pelo medo do fracasso. A pesquisa descobriu que, embora o risco financeiro fosse a principal preocupação, o risco para a carreira estava em segundo lugar.

“O medo de perder uma carreira profissional estável se a sua empresa fracassa é algo que faz muitas pessoas não empreenderem”, argumenta. “Muitos países subsidiam financiamentos para empreendedores. No entanto, a redução do risco para a carreira pode ser igualmente importante e é frequentemente ignorada por quem toma decisões políticas.”

Embora sua pesquisa se concentre na licença parental, e não na licença não remunerada, ela fornece dados empíricos para respaldar essa ideia.

Ting fazia parte de uma equipe de cientistas que analisou uma reforma que ampliou a licença parental no Canadá de alguns meses para um ano inteiro em 2001. Eles descobriram que as mulheres que tiveram um período maior de licença eram mais propensas a serem empreendedoras cinco anos depois em comparação com aquelas que deram à luz antes da mudança.

“Esse resultado é uma forte evidência que mostra que, quando removemos o risco para a carreira, isso pode estimular o empreendedorismo”, conclui.

Há algum lado negativo?

Alguns observadores argumentam que pode ser mais difícil para os empregadores fora da Suécia permitir que os trabalhadores retornem aos seus antigos cargos depois de se ausentarem para administrar um negócio. Esses trabalhadores podem enfrentar discriminação em perspectivas futuras de carreira ou salário. No entanto, na Suécia, esse tipo de preconceito é contra a lei.

“Alguém ter saído e tentado algo novo, ter essa oportunidade e voltar, não é algo visto de forma negativa. É visto de forma neutra na pior das hipóteses e, provavelmente, até de forma positiva, porque a pessoa disse ‘ah, não, esse trabalho é o melhor para mim'”, explica Ingram Bogusz.

Ela argumenta que o foco dos suecos no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é um “grande fator a favor”, que pode não ser relevante em outros lugares.

“Na Suécia, espera-se que as pessoas tenham um equilíbrio em seu emprego – não apenas em termos de equilibrar suas vidas pessoais, mas também de equilibrar outras coisas que são importantes para elas ou que signifiquem crescimento pessoal. Começar um novo negócio pode ser [parte de] isso.”

Jessica Petterson é uma das pessoas que estão aproveitando ao máximo a oportunidade. A atriz de 30 anos está encerrando um período de licença não remunerada em que passou lançando um serviço de assistente virtual para instituições de caridade. Ela decidiu retornar ao seu emprego permanente em uma organização sem fins lucrativos e dar continuidade a seu empreendedorismo mais lentamente.

“Não ganho o suficiente com a minha empresa para me sustentar e quero comprar um apartamento em breve. Preciso voltar ao meu antigo emprego para receber um salário fixo todos os meses”, explica ela.

“Eles [meus gerentes] estão muito felizes comigo de volta. Eles me deram alguns outros projetos para me dedicar, para que eu não me sinta tão ‘estagnada’ quanto antes.”

No entanto, Samuel Engblom, da Confederação Sueca para Empregados Profissionais, ressalta que, embora muitos empregadores compartilhem dessa atitude positiva em relação à licença não remunerada, outros podem enfrentar desafios administrativos e financeiros ligados à cobertura das responsabilidades de um trabalhador durante a folga.

“Para o empregador, significa perder alguém que conhece o trabalho. Especialmente em campos em que há falta de trabalhadores qualificados, isso pode ser problemático”, diz ele.

Ele sugere que esses desafios podem ser ainda maiores em países com economias menos estáveis ​​do que a Suécia.

Um novo futuro?

É claro que tanto as vantagens quanto os desafios da licença não remunerada só são relevantes quando os funcionários têm empregos permanentes.

Enquanto a grande maioria dos suecos está em empregos estáveis, tem havido uma mudança em direção ao emprego temporário e à “economia do bico” nos últimos anos, que afetou em grande parte os trabalhadores mais jovens.

Em 2017, quase 50% dos jovens suecos entre os 16 e os 24 anos e 18% daqueles entre os 25 e os 34 anos estavam em trabalhos temporários, em comparação com 44% e 14% em 2009, respectivamente.

“É um problema que a Suécia enfrenta, assim como muitos outros países do mundo: essa polarização entre pessoas com empregos permanentes e aquelas que não têm”, diz Ingram Bogarz. “Para os trabalhadores da ‘economia do bico’ e freelancers, as licenças não fazem diferença.”

Legisladores suecos estão monitorando a tendência de perto. Recentemente, um comitê do governo foi solicitado a investigar como mais segurança poderia ser fornecida para estes tipos de trabalhadores.

Enquanto isso, o direito à licença não remunerada para funcionários permanentes parece ter vindo para ficar. Vários sindicatos chegaram a acordos coletivos com empregadores que expandem os direitos dos trabalhadores à licença não remunerada, oferecendo-lhes 12 meses de folga para tentar iniciar um negócio, em vez do requisito padrão de seis meses.

O que é vital que todos os empreendedores lembrem, de acordo com Ingram Bogarz, é que, independentemente de terem ou não direito a licença não remunerada, iniciar um negócio continua sendo algo arriscado.

“A desvantagem de passar do emprego permanente para o empreendedorismo é real aqui na Suécia, como em qualquer outro lugar. Você passa de um emprego estável e muitas vezes decente para receber uma quantia de dinheiro instável e provavelmente menor”, explica ela.

“Mas uma licença significa que você pode ter o melhor dos dois mundos: a segurança de um trabalho que não vai a lugar algum e o tempo livre para buscar o que é importante para você.”

Época, via BBC

 

Opinião dos leitores

  1. É porque na SUÉCIA existem 14 sindicatos….aqui na república das bananas existem 16.700 sindicatos mamando no dinheiro do VERDADEIRO TRABALHADOR, aqui no RN tem professora que nunca entrou em sala de aula , bancário que não sabe aonde fica o Caixa , enfermeiro que não sabe a cor de um sangue, metalúrgico que se aposentou por causa de um DEDINHO MINGO, Entenderam porque as coisas não funcionam no Brasil ? É porque uns trabalham e outros MAMAM DO DINHEIRO DO REAL TRABALHADOR

    1. Vai ver qto ganha um deputado, um ministro, um juiz, um secretário, e o que tem de mordomias no serviço público. a resposta é um salário razoável, nunca comparado com esses daqui, e nenhuma mordomias, nem assessores aos montes como é no Brasil. E olhe que é país de 1o mundo. Enquanto aqui, num país quebrado, esse povo são incontáveis, ganham rios de dinheiro, mordomias sem limites e muitos assessores. Por isso que estamos onde estamos. Enquanto não parar essa farra, ficamos na m****

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

STF declara trânsito em julgado de ação do “núcleo da desinformação” e condenados não podem mais recorrer

Foto: Reprodução/Metrópoles

O STF declarou nesta terça-feira (7) o trânsito em julgado da ação penal envolvendo o chamado “núcleo 4”, apontado pela PGR como responsável por ações de desinformação no contexto da investigação sobre tentativa de golpe de Estado. Com a decisão, os condenados não podem mais apresentar recursos.

De acordo com o STF, a medida permite que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo na Corte, determine o início da execução das penas impostas aos réus. O grupo é formado por militares da ativa e da reserva, além de um agente da Polícia Federal e do presidente do Instituto Voto Legal.

Segundo informações do processo, os condenados são:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros;
  • Ângelo Martins Denicoli;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha;
  • Giancarlo Gomes Rodrigues;
  • Guilherme Marques de Almeida;
  • Marcelo Araújo Bormevet;
  • Reginaldo Vieira de Abreu.

Conforme decisões anteriores do STF, a maioria deles cumpre prisão domiciliar desde dezembro do ano passado.

Ainda segundo o STF e a Polícia Federal, Reginaldo Abreu está nos Estados Unidos, enquanto Carlos César é considerado foragido após não ter sido localizado durante operação realizada pela PF no fim de 2025. Com o trânsito em julgado, o processo entra agora na fase de cumprimento das penas determinadas pela Corte.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Escolha de novo ministro do TCU fica para próxima semana, diz Hugo Motta

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (7) que a escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) será realizada apenas na próxima semana. Segundo ele, a Casa seguirá o rito interno para a definição do nome que ocupará a vaga no tribunal.

A possibilidade de votação já nesta quarta-feira (8) chegou a ser considerada, mas gerou reação de deputados do Centrão e da oposição. De acordo com relatos feitos à imprensa, parlamentares criticaram a rapidez do processo e defenderam que o procedimento seguisse o calendário tradicional da Câmara.

Segundo Motta, o prazo para apresentação das candidaturas foi aberto nesta terça (7). Os indicados deverão passar por sabatina na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) na quinta-feira (9), antes da votação em plenário, que ocorre de forma secreta.

O presidente da Câmara declarou ainda a jornalistas que pretende manter o compromisso de apoiar o deputado Odair Cunha (PT-MG), indicado pela bancada do PT. Já parlamentares da oposição discutem lançar um nome alternativo para disputar a vaga, e o nome da deputada Soraya Santos (PL-RJ) foi citado em conversas entre partidos.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ALERTA: RN registra quase 900 acidentes com escorpiões nos primeiros meses de 2026

Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou 858 acidentes com escorpiões entre janeiro e o início de março de 2026, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Ao longo de todo o ano de 2025, o estado contabilizou 5.756 ocorrências, segundo o levantamento oficial.

Diante do número de registros, a Sesap, por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (Ciatox), divulgou orientações à população sobre prevenção, sintomas e locais adequados para atendimento em caso de picada.

Segundo a pasta, o primeiro atendimento deve ser feito em unidades de pronto atendimento. Quando há necessidade do soro antiescorpiônico, o paciente é encaminhado para uma unidade de referência da rede estadual.

De acordo com o Ciatox, os sintomas mais comuns após a picada incluem dor no local, ardência e dormência. Em alguns casos, podem surgir dor abdominal, náuseas, vômitos, suor intenso e agitação, conforme informações da equipe técnica.

A Sesap orienta que, após qualquer acidente com escorpião, a pessoa procure atendimento médico imediatamente e também entre em contato com o Ciatox para receber orientações. O serviço funciona por meio dos telefones (84) 98883-9155, 0800 281 7005 e 3232-4295, com atendimento de plantão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

“INACEITÁVEIS”: Papa critica ameaças de Trump ao Irã e pede mobilização internacional pela paz

Foto: Reprodução

O papa Leão XIV afirmou nesta terça-feira (7) que ameaças contra a população do Irã são “inaceitáveis”. A declaração foi feita horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar nas redes sociais que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, frase que repercutiu entre líderes internacionais.

De acordo com o pontífice, a situação envolve não apenas questões de direito internacional, mas também um debate moral sobre a proteção da população civil. “Hoje, como todos sabemos, houve essa ameaça contra todo o povo do Irã, e isso realmente é inaceitável”.

Nas últimas semanas, porém, Leão XIV tem feito apelos públicos relacionados ao conflito no Oriente Médio. Em conversa com jornalistas, o papa pediu mobilização internacional para reduzir a escalada de tensão na região. Ele também convidou cidadãos de diferentes países a procurarem representantes políticos e parlamentares para defender iniciativas voltadas à paz.

O pontífice também afirmou que ataques contra infraestrutura civil violam o direito internacional e pediu atenção especial às populações vulneráveis afetadas por conflitos. Segundo ele, é necessário lembrar “das crianças inocentes, dos idosos e dos doentes”, que costumam ser as principais vítimas de guerras prolongadas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

OH LOUCO!!! Cadu Xavier diz que gestão Fátima Bezerra foi “a melhor dos últimos 20 anos” no RN

Foto: Reprodução

O pré-candidato do PT ao Governo do RN, Cadu Xavier, afirmou que a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) foi a melhor do Estado nas últimas duas décadas. Segundo ele, que integrou o governo como secretário de Tributação e depois como secretário de Fazenda, a atual gestão teria promovido mudanças estruturais no Estado em comparação ao cenário anterior a 2019.

Cadu citou, entre outros pontos abordados durante entrevista à TV Band RN, a regularização do pagamento de salários do funcionalismo. De acordo com o pré-candidato, o comprometimento da receita com despesas de pessoal também teria sido reduzido. Ele afirmou que o índice, que estaria em cerca de 63% em 2018, estaria atualmente na faixa de 56%.

Na área da segurança pública, Cadu disse que considera o setor como um dos principais legados da gestão. Segundo ele, indicadores apontariam melhora no cenário estadual e na capital potiguar. O pré-candidato também mencionou a realização de concursos públicos e investimentos em equipamentos e viaturas para as forças de segurança.

Sobre a saúde pública, Cadu reconheceu desafios, mas afirmou que houve ampliação da estrutura hospitalar. De acordo com ele, o número de leitos de UTI teria aumentado em relação ao período anterior e houve ampliação de cirurgias eletivas e melhorias em hospitais regionais.

Na educação, o pré-candidato citou aumento no número de alunos no ensino integral, reformas em escolas da rede estadual, distribuição de Chromebooks e a construção de institutos estaduais de educação. Ele também afirmou esperar melhora nos indicadores educacionais com a divulgação dos próximos resultados do Ideb.

Cadu Xavier afirmou que colocou o nome à disposição para disputar o governo do Estado defendendo a continuidade do projeto político iniciado na atual gestão. Segundo ele, o objetivo é dar sequência às políticas públicas e buscar novos avanços para o Rio Grande do Norte.

Opinião dos leitores

  1. Só faltou ele dizer para quem? Talvez para a pelegada tenha sido, agora para a população do RN foi a Pior.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Gonet diz que Ministério Público será ‘firme’ no combate à influência de facções nas eleições

Foto: Antônio Augusto

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público vai atuar para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. A declaração foi feita durante encontro com procuradores do Ministério Público Eleitoral, em Brasília.

Gonet defendeu uma atuação firme e neutra para garantir que o eleitor possa escolher livremente, sem pressões econômicas, políticas ou psicológicas. Entre as prioridades estão o combate à desinformação e à violência política, especialmente contra mulheres.

O encontro reúne cerca de 30 procuradores que discutem estratégias de fiscalização das eleições, incluindo temas como registro de candidaturas, fraude à cota de gênero, abuso de poder e prestação de contas.

Segundo o procurador, uma das principais preocupações é evitar a influência de facções criminosas no financiamento de campanhas e na escolha dos eleitores. Para isso, foi criado um grupo de trabalho que atuará em conjunto com núcleos de inteligência e grupos de combate ao crime organizado.

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, também destacou a necessidade de enfrentar a violência política de gênero. Atualmente, cerca de 300 casos são monitorados no país. Desde 2021, a prática é considerada crime eleitoral, com penas de até quatro anos de prisão.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TARIFAÇO: Exportações do Brasil para os EUA caem quase 19% no 1º trimestre de 2026

Foto: Pixabay

As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 18,7% no primeiro trimestre de 2026, somando US$ 7,78 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. As importações também recuaram 11,1%, para US$ 9,17 bilhões, gerando déficit de US$ 1,39 bilhão na balança bilateral.

Com isso, a corrente de comércio entre os dois países caiu 14,8%, refletindo a perda de dinamismo nas trocas comerciais. A retração ocorre após a adoção de tarifas adicionais pelos EUA, o chamado ‘tafifaço’, que reduziram a competitividade de produtos brasileiros, especialmente nos setores de aço, alimentos e bens industrializados.

Em março, as exportações caíram 9,1% na comparação anual, enquanto as importações recuaram 6,3%, mantendo o saldo negativo no mês.

Diante das barreiras, exportadores brasileiros têm buscado novos mercados para compensar as perdas. Mesmo com a queda nas vendas para os EUA, o Brasil manteve superávit comercial geral, de US$ 6,4 bilhões em março, impulsionado principalmente pelas exportações de commodities como petróleo e minério de ferro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Número de empresas em recuperação judicial cresce e bate recorde

Imagem: ilustrativa/reprodução

O número de empresas em recuperação judicial no Brasil bateu recorde em 2025, com 2.466 companhias recorrendo à Justiça para reestruturar dívidas, segundo levantamento da Serasa Experian.

Ao todo, foram registrados 977 processos no ano, alta de 5,5%, com média de 53 pedidos por mês. Considerando os CNPJs envolvidos, cerca de 103 empresas entraram em recuperação judicial mensalmente.

De acordo com analistas, o cenário é pressionado por juros elevados e maior restrição ao crédito, o que tem afetado o caixa das empresas. O endividamento das companhias de capital aberto já soma cerca de R$ 2,3 trilhões.

O setor mais impactado foi o agropecuário, responsável por 30,1% dos casos, seguido por serviços (30%), comércio (21,7%) e indústria (18,2%). Especialistas apontam que fatores como riscos climáticos, variação de preços e custos em dólar aumentam a vulnerabilidade do agronegócio.

A inadimplência também segue elevada: em janeiro de 2026, 8,7 milhões de empresas estavam negativadas, com dívida média de R$ 23 mil. Já os pedidos de falência caíram 19% em 2025, indicando que mais empresas têm buscado a recuperação judicial como alternativa para evitar o fechamento.

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente tevemos um péssimos governo entre 2018 e 2022. Muitas empresas não conseguiram se reerguer dessa tragédia.

    1. Lerdice da molesta, nam.
      Mas a maioria sabe que são os impostos, perda do poder de compra dos brasileiros além do tarifaço dos EUA etc.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Endividamento das famílias bate recorde e chega a 80,4% em março de 2026

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março, maior nível desde o início da série histórica, em 2015, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice subiu 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro.

O percentual representa famílias com dívidas como cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e carnês. Para a CNC, o avanço acende alerta, diante de fatores como juros elevados, aumento dos combustíveis e incertezas econômicas.

Apesar da alta no endividamento, a inadimplência ficou estável em 29,6% no mês, mas acima do registrado há um ano. Segundo a entidade, o cenário reflete o impacto do custo de vida e da taxa básica de juros ainda elevada.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda novas medidas para renegociação de dívidas, incluindo uma possível retomada do programa Desenrola Brasil, com descontos e condições facilitadas.

A CNC avalia que o alívio no orçamento das famílias deve ocorrer apenas nos próximos meses, à medida que a redução dos juros comece a surtir efeito na economia.

Opinião dos leitores

    1. Na minha opinião esse resultado é culpa do governo de Sarney…kkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Redução da jornada de trabalho pode cortar R$ 76 bilhões do PIB, aponta estudo da Confederação Nacional da Indústria

Foto: Arthur de Souza/ME

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode provocar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.

Segundo o levantamento, a indústria seria o setor mais impactado, com retração estimada de 1,2% do PIB (R$ 25,4 bilhões), seguida pelo comércio (-0,9%) e pelos serviços (-0,8%). Também haveria impactos na agropecuária (-0,4%) e na construção civil (-0,3%).

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida pode reduzir a competitividade da indústria brasileira, com aumento de custos, queda nas exportações e avanço das importações.

O estudo indica ainda que a redução da jornada tende a elevar o custo do trabalho, o que pode gerar aumento generalizado de preços e afetar tanto consumidores quanto empresas.

A entidade defende que o tema seja debatido com base em critérios técnicos e nos impactos econômicos, destacando que o Brasil ainda enfrenta baixa produtividade e escassez de mão de obra.

Opinião dos leitores

    1. Perfeito helena.
      Por hora e sem carteira assinada igual nos EUA.
      Quem não quiser ser empregado, vire empresário.
      Vá vender ovos de galinha e agua mineral na rua.
      É simples assim.
      Ponto final.

    2. No Canadá é 150 dólares canadenses, algo como 600 reais, Paulo, tu ganha quanto puxando o saco dos petistas, inclusive de fatao.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *