Diversos

Ação pede bloqueio de salário de Frota por calote em boate gay

Foto: Reprodução

Em 2006, Nice Pereira era uma empresária brasiliense que não tinha do que se queixar. Sua empresa havia decolado e era sinônimo de cultura. Ostentava um currículo com produções de shows de Gilberto Gil, Hermeto Pascoal e Zizi Possi. A Agita Cultural também havia sido representante exclusiva na cidade de grandes sucessos do cinema. De Harry Potter a O Senhor dos Anéis , passando por Carandiru e O Homem Que Copiava . Mas, longe das grandes plateias, ela farejou uma oportunidade. As paradas gays estavam se consolidando. Bingo. Resolveu, então, deixar de lado por uma vez os figurões da indústria e apostar nesse público. Faria uma “Festa do Orgulho Gay em Brasília”. A estrela seria Alexandre Frota, que atuava em filmes pornôs.

Frota assinou um contrato com cachê de R$ 2 mil — metade paga logo após a assinatura, metade pouco antes da festa—, fora diárias e passagens de São Paulo. Ele topou fazer no mínimo uma hora e meia de show na “Oficina Dancing Bar”, a 15 quilômetros do Congresso Nacional. Mas Frota não foi. A empresária se irritou e reclamou à Justiça danos materiais e morais — só conseguiu sentença favorável para o primeiro pleito. Desde então, corre um processo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) contra o hoje deputado do PSL de São Paulo. Até mês passado, quando a Câmara dos Deputados recebeu um ofício da corte pedindo detalhes do salário do parlamentar, para avaliar se mandava penhorar o valor, ele ou qualquer representante legal jamais haviam se manifestado nos autos. O montante cobrado pela Justiça saltou com o passar dos anos. De R$ 30 mil para R$ 80 mil. O Alexandre Frota que consta do processo é um devedor contumaz, que o tribunal tinha dificuldades em localizar, assim como seus bens.

O TJDFT custou a comunicar Frota sobre o início do caso, em meados de 2007, um ano após o contrato que ele não respeitou. A Justiça mandou cartas a quatro endereços dele em São Paulo, sem sucesso, incluindo um em que moraria sua irmã. A defesa de Nice Pereira solicitou, então, que o procurassem na TV Record, onde ele trabalhava. Detalhou dia e horário em que ele participava da gravação de um programa. Nem assim o oficial de Justiça o encontrou. Seis meses depois da primeira tentativa, o oficial recebeu uma ligação de um suposto advogado de Frota, informando um endereço onde o intimado estaria. Só assim conseguiu a assinatura de Frota. Ele ficaria mais de uma década sem fazer qualquer comunicação no processo. Não indicou advogados nem defensores públicos, tampouco fez defesa própria. Deixou o caso correr. A saga para a citação da parte, um procedimento comum em todo processo, era o prenúncio de que a procura pelo dinheiro devido seria dura. No meio de 2008, a juíza Fabriziane Figueiredo Stellet condenou Frota a pagar cerca de R$ 30 mil, por danos materiais. Foi o valor pedido pela defesa, sendo metade o que Nice Pereira deixou de lucrar, e metade os danos que ela alega ter sofrido. Como Frota não se manifestou, o processo teve “julgamento antecipado”. A defesa de Pereira deflagrou uma caça frenética aos bens de Frota, para tentar fazer cumprir a decisão judicial. Alegou ao TJDFT que ele se “muda constantemente de endereço residencial”, mas é “notoriamente conhecido de todo brasileiro que assiste televisão”. Em 2009, a Receita Federal informou à corte as declarações de imposto de renda de Frota de 2006 e 2008 (não encontrou a de 2007). Não havia bens passíveis de apreensão.

Ainda em 2010, a juíza Paloma Fernandes Rodrigues Barbosa autorizou o bloqueio de 10% do salário de Frota na TV Record. Os depósitos eram baixos e duraram pouco, já que meses depois Frota não trabalhava mais na emissora. O mesmo aconteceu com o SBT. Os depósitos não chegaram a R$ 20 mil. A dívida já alcançava R$ 45 mil. O advogado de Pereira, Igor Costa de Sousa, indicou como outros locais de trabalho, para tentar bloquear salários de Frota, a Rede Brasil e até o Corinthians, onde Frota jogava futebol americano. Uma editora que publicaria um livro de Frota também foi notificada. Com um detalhe: notícias davam conta de que o lucro obtido com a obra autobiográfica Identidade Frota – A estrela e a escuridão iria para a caridade. A defesa chiou e acusou Frota de estar “fazendo cortesia com o chapéu alheio, já que não paga os seus credores, opondo-se maliciosamente à execução”. Reiteradamente, o advogado de Pereira anexou ao processo matérias sobre a carreira de Frota. Uma, do próprio site oficial do ator, tinha a manchete “Alexandre Frota é ator, diretor e conselheiro na Record”. As respostas das companhias não eram animadoras. De pronto, alegavam que Frota não era funcionário. No máximo, citavam empresas relacionadas a Frota, com as quais os contratos eram firmados. “O Sr. Alexandre Frota de Andrade participa apenas do time de futebol americano vinculado ao Corinthians como atleta não profissional (‘amador’), não recebendo nenhum rendimento, salário, remuneração ou qualquer outra contrapartida”, escreveu o Corinthians em 2013. Também houve tentativas fracassadas de que o pagamento fosse feito por meio de apreensão de carros de Frota. Em uma consulta ao Detran de São Paulo, constava que dois carros de Frota tinham mais da metade de seu valor em multas e dívidas. Suas contas bancárias tampouco tinham movimentação. E assim o imbróglio seguia.

Em 2018, surgia um novo Frota, com imagem colada ao moralismo de Jair Bolsonaro, Joice Hasselmann e a trupe do PSL. “A sua luta é a minha luta. Pelo fim da corrupção!”, bradava no horário eleitoral. Deu certo. Nice Pereira achou que também teria uma vitória. No dia em que ele foi eleito deputado federal, ela vibrou, esperançosa. “O salário de deputado vai cair na conta de funcionário público, não tem como fugir”, afirmou a ÉPOCA. Era sua chance de, dez anos depois, receber sua dívida, que passava dos R$ 80 mil. No começo deste ano, a juíza Priscila Faria da Silva concordou em oficiar a Câmara dos Deputados tão logo Frota tomasse posse. Faria citou que o salário bruto de um deputado passa dos R$ 33 mil, e “é de conhecimento público que parlamentares recebem outras verbas indenizatórias de caráter não alimentar que fazem com que sua remuneração exceda a quantia equivalente ao limite de 50 salários mínimos prevista na legislação”. A juíza se mostrava disposta a autorizar o bloqueio dos vencimentos se a Câmara dissesse que Frota ganhava, na prática, mais de R$ 50 mil, com os auxílios. A Casa respondeu que o rendimento se limitava aos R$ 33 mil, fechando o caminho para o bloqueio, mas a surpresa ali era outra: o primeiro contracheque de Frota como deputado já tinha 30% bloqueado, por uma condenação judicial de São Paulo. Foi só aí que advogados de Frota, já parlamentar federal, entraram no caso de Brasília.

O contracheque de R$ 33.743 brutos de fevereiro tinha um “desconto judicial” de R$ 10.128,90. Com abatimentos de impostos e seguridade social, Frota auferiu R$ 11.990,83 naquele mês. O embargo foi determinado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no começo deste ano, por causa de uma dívida de Frota com o Banco Econômico. A defesa anexou o caso ao processo de Brasília, para defender a manutenção do salário do deputado. Alegaram que o bloqueio de seu soldo “prejudica imensamente sua subsistência e de toda a família (esposa, enteado e dois filhos biológicos)”. Frota “não possui outra fonte de renda e é destituído de patrimônio e rendimentos complementares, com exceção do seu salário como deputado federal”, segue a defesa. Os advogados chegam a admitir que Frota tem outros credores, com dívidas mais urgentes do que um banco falido, em alusão ao Banco Econômico. “Não é possível identificar quais elementos o juiz levou em consideração para crer que o agravante poderia sobreviver com apenas 70% de seu salário de deputado federal”.

“Não vou desistir. Que isso fique bem claro. Vou recorrer até o STF se for preciso”, afirma Nice Pereira, quase 13 anos após a frustrada festa do orgulho gay de Brasília. Ela diz que o calote de Frota trouxe prejuízos. Perdeu o sócio e saiu do circuito de grandes eventos. Trabalha a “duras penas”. Descarrega indignação com o deputado. “Ele tirou dinheiro de onde até agora? Ganhava da mãe dele? Quem sustentava? Conta no nome dele, ele tem, só não tem movimentação. Ele usava um laranja, com certeza”, diz. Ela nega que queira prejudicá-lo, ou que torça contra o deputado. “Não tenho interesse nenhum em prejudicá-lo. Só quero meu direito. Aliás, quero que ele se dê muito bem, e cumpra com as obrigações, incluindo pagar a quem ele deve. É pura falta de interesse e irresponsabilidade”. Ela avisa a estratégia jurídica: seguirá pedindo ao TJDFT que bloqueie o que resta do salário dele, por volta de R$ 12 mil. “Ele ainda recebe R$ 12 mil líquidos. Por que não? Ele sempre viveu sem esse salário a vida inteira. E R$ 12 mil é muito dinheiro. Para o brasileiro, é. Para mim, é”.

Nice Pereira se diz amargamente arrependida por ter feito negócio com Frota. “Era uma oportunidade para se ganhar dinheiro por conta da Semana Gay. Como todo empresário, você vê o lucro. Mas só tive prejuízo”. Ela conta que o contato com ele para assinar o contrato foi “de primeira”. E diz que viveu momentos de angústia no dia da festa. “Teve muita briga, teve gente que tivemos que liberar, porque não foi para ver o gogo dancer substituto que arranjamos de última hora, foi para ver Frota. E era a primeira vez do Frota numa boate aqui. Todos queriam vê-lo. Ele estava muito bonito naquele tempo”.

Época

 

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Geral

Bolsonaro e generais poderiam ir para presídio comum em caso de perdas de patentes das Forças Armadas

Foto: Adriano Machado/Reuters

Com o início da análise no Superior Tribunal Militar (STM) dos pedidos de perda de postos e patentes de Jair Bolsonaro e outros quatro condenados pelo STF na trama golpista, surge a possibilidade de mudança no local de prisão dos réus. A informação é da Julia Duailibi, no g1.

Bolsonaro, hoje no 19º Batalhão da PM do DF, e os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Oliveira estão detidos em instalações militares por conta de seus vínculos com as Forças Armadas. Caso sejam expulsos, em tese, deixariam de ter direito a esse tipo de custódia.

A decisão caberá ao ministro relator, que deve considerar o peso político e institucional do caso. Diante do contexto de pressão sobre o STF e para evitar novos atritos, a tendência apontada é manter Bolsonaro e os demais réus em instalações militares.

A eventual expulsão também pode implicar perda de salários. Nas Forças Armadas, a exclusão gera a chamada “morte ficta”, que encerra o vínculo do militar, mas preserva o direito de esposas e filhos à pensão — tema ainda em debate na reforma administrativa no Congresso.

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Geral

Ministro do STJ manda PF retomar inquérito sobre compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste

Imagem: Roberta Aline/Governo do Piauí

O ministro do STJ Og Fernandes determinou o envio à Polícia Federal do inquérito sobre desvios na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, envolvendo o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa. A PF terá 90 dias para retomar as diligências e informar o andamento das investigações.

A decisão acolhe manifestação da Procuradoria-Geral da República, que apontou indícios de crimes e pediu a reabertura da apuração. O processo estava no STF por causa do foro de Rui Costa, mas o relator, ministro Flávio Dino, devolveu o caso ao STJ por entender que os fatos se referem ao período em que ele era governador.

Antes do despacho, Og Fernandes solicitou parecer da PGR sobre as diligências. O vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand defendeu a remessa do inquérito à PF, o que foi atendido pelo ministro.

Procurado, Rui Costa afirmou, por meio da assessoria, que deseja que “os criminosos respondam por seus crimes” e reiterou que não há fatos que o vinculem a irregularidades.

O caso

A investigação apura prejuízo de R$ 48 milhões na compra de respiradores em 2020, no início da pandemia. À época, Rui Costa presidia o Consórcio Nordeste e assinou contrato com pagamento antecipado integral a uma empresa sem capacidade técnica. Os equipamentos nunca foram entregues.

Segundo a PGR, o inquérito analisa a possível participação de agentes públicos, citando que o contrato foi firmado sem garantias ao poder público.

Com informações do Blog do Fausto Macedo, Estadão

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Geral

Justiça do Rio manda prender rapper Oruam após STJ revogar habeas corpus

Foto: Júlia Aguiar

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A decisão é da juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal, após o STJ revogar a liminar que mantinha o cantor em liberdade.

Segundo a magistrada, relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária apontam descumprimento reiterado das medidas cautelares, sobretudo no uso da tornozeleira eletrônica. Entre outubro e novembro de 2025, foram registrados mais de 20 episódios de falhas, como falta de bateria, inoperância do equipamento e violações do recolhimento domiciliar noturno, principalmente de madrugada e nos fins de semana.

Na decisão, a juíza determinou a expedição imediata do mandado de prisão preventiva, com o mesmo prazo do anterior, já revogado.

A defesa afirma que os problemas na tornozeleira foram técnicos e nega intenção de fuga. A CNN informou que aguarda novo posicionamento dos advogados.

Acusações

O processo tem origem em um episódio ocorrido em julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio. O Ministério Público acusa Oruam e outros envolvidos de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Segundo os agentes, pedras teriam sido arremessadas do andar superior da residência do cantor. A Justiça também cita o uso de redes sociais para desafiar autoridades e incitar a população contra operações policiais.

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Geral

Possível eleição indireta para o Governo no RN terá votos abertos de deputados, diz presidente da Assembleia Legislativa

Foto: reprodução/ALRN

A possibilidade de o Rio Grande do Norte contar com duas eleições para governador em um mesmo ano foi um dos principais temas na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa do estado nesta terça-feira (3).

O cenário depende da renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice Walter Alves (MDB), que já manifestaram intenção de disputar cargos legislativos em abril.

Se a dupla deixar o cargo, os 24 deputados estaduais elegerão, por voto aberto, um governador e um vice para mandato-tampão até janeiro de 2027.

O presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB), afirmou que o tema ainda é uma hipótese, mas disse que a Casa prepara um projeto de lei com as regras da eleição. Segundo ele, qualquer cidadão filiado a partido, com mais de 35 anos e ficha limpa, poderá concorrer em chapa conjunta.

“Diante dessa possibilidade, durante o mês de janeiro, eu me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Será feito um projeto de lei com as diretrizes desta eleição. Se isso vier acontecer, nós temos que esperar”, disse o parlamentar.

“A assembleia só se manifesta se houver a vacância. Nós teríamos como eleitores os 24 deputados. E poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido que tenha mais de 35 anos, com conduta ilibada. Seria feita uma chapa de governador e de vice-governador, porque nós teríamos a vacância dupla e a eleição se daria aqui na Assembleia”, afirmou.

Ezequiel não comentou se assumiria o governo interinamente em caso de dupla vacância e indicou que o processo eleitoral pode ser conduzido pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, que esteve na sessão, mas não falou com a imprensa.

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Informe Publicitário

Hospital do Coração: mais acesso, mais cuidado

O Hospital do Coração atende diversos convênios de saúde, entre eles Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil, Omint e Humana Saúde. A atuação com múltiplas operadoras reforça o compromisso da instituição em oferecer um atendimento qualificado, seguro e acessível, garantindo mais opções e tranquilidade aos pacientes e seus familiares.

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Meio Ambiente

Baobá histórico de Macaíba, com aproximadamente 200 anos, desaba na Grande Natal

Foto: Reprodução/Instagram/@sergio_drone93

O Baobá de Macaíba, também conhecido como Baobá de Jundiaí, tombou no último domingo (1º). Considerada uma das árvores mais simbólicas do município, a planta tinha cerca de 200 anos e fazia parte do patrimônio histórico e ambiental da região. De acordo com a Prefeitura de Macaíba, o baobá estava localizada em uma área que pertence à Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN).

De acordo com a Prefeitura de Macaíba, o baobá passou por poda preventiva no ano passado, realizada pelo Corpo de Bombeiros, após solicitação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). A medida teve como objetivo reduzir riscos estruturais da árvore.

Após o tombamento, equipes da Prefeitura trabalham remoção dos galhos que caíram, com foco na liberação da área e na segurança de quem circula pelo local. “O que a Prefeitura está fazendo desde ontem [segunda-feira] é cortar os galhos que caíram pra fazer a remoção do local”, informou a gestão municipal.

Originário do continente africano, o baobá é conhecido por sua longevidade, podendo viver milhares de anos, além de carregar forte simbolismo histórico e cultural. No Rio Grande do Norte, essas árvores são associadas ao período colonial e à presença africana no Estado.

Tribuna do Norte

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Política

“Vamos ver quem convence quem”, diz Haddad em relação a Lula

Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), reafirmou nesta 3ª feira (3.fev.2026) o seu desejo de participar da coordenação da campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. Haddad deixou claro que não quer ser candidato nem ao governo de São Paulo nem ao Senado pelo Estado –vontade de Lula.

“Vamos ver quem convence quem”, declarou o ministro em entrevista à rádio BandNews FM.

Haddad, que deve deixar o comando da Fazenda este mês, pontuou que, nos últimos anos, foi candidato a presidente em 2018 “quando ninguém quis ser” e ao governo de São Paulo em 2022.

“Eu penso que você tem de se colocar à disposição para aquilo que está animado, para aquilo que acha que vai contribuir e vestir a camiseta e dar de tudo. E eu fiz isso várias vezes”, declarou.

“Então vem falar de sacrifício? Para mim? Quem é a pessoa que está falando de sacrifício para mim?”, questionou retoricamente.

Quando os repórteres mencionaram as declarações da ministra da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), Haddad respondeu: “Cada um tem de falar: ‘a posição que eu jogo melhor, nesse momento, é essa aqui’”.

E acrescentou: “Eu gostaria de participar da campanha do presidente. É isso que eu acho que vou fazer de melhor, porque penso que precisamos elaborar um plano qualitativamente mais exigente em virtude de tudo o que está acontecendo no mundo. É onde me vejo colaborando mais”.

No fim de janeiro, Gleisi defendeu que Haddad disputasse as eleições de 2026. Para ela, o momento político exige que todos os principais quadros do partido participem do processo eleitoral como forma de barrar o avanço da direita no país.

“Estamos em uma quadra histórica de defesa da democracia. Não temos o direito de deixar a extrema-direita voltar a governar”, afirmou Gleisi. Segundo ela, todos devem “vestir a camisa” e fazer o que sabem de melhor na disputa eleitoral.

Poder360

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Polícia

PRF aposentado morre em troca tiros com assaltantes na Grande Natal

Foto: Reprodução

Um policial rodoviário federal aposentado morreu na noite desta segunda-feira (2) após reagir a um assalto e trocar tiros com criminosos no distrito de Arenã, zona rural de São José de Mipibu, na região metropolitana de Natal.

De acordo com a Polícia Militar, um dos criminosos foi baleado pela vítima e foi deixado pelos comparsas no Hospital de Monte Alegre, mas não resistiu e também morreu.

A polícia prendeu outro suspeito no ínício da manhã desta terça-feira (3).

A vítima foi identificada como Antônio Fernandes Ferreira, conhecido como Fernando Delfino, de 68 anos.

Segundo a 8ª Companhia Independente da PM, seis assaltantes entraram em uma granja, renderam duas mulheres que estavam na casa – a esposa e a filha do policial rodoviário – e exigiram que elas entregassem a arma dele, que não estava no imóvel.

Ao chegar no imóvel minutos depois, o policial percebeu a ação criminosa e entrou em confronto com os bandidos, mas foi baleado e morreu no local.

Os criminosos fugiram levando o carro da vítima – uma caminhonete Strada, que foi recuperada ainda durante a noite.

O suspeito preso nesta terça-feira (3) estava com um vasto material, incluindo munições e uma arma de fabricacao caseira. Ele tem 35 anos.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal lamentou o falecimento do servidor aposentado, que era natural de Recife. Segundo a corporação, Antônio entrou na corporação em 1979 e, ao longo da carreira, exerceu funções importantes, como a chefia da 1ª Delegacia da PRF-RN.

“Sua partida deixa um vazio na instituição, onde era reconhecido pelo profissionalismo e comprometimento. A PRF manifesta solidariedade e destina o sincero desejo de conforto aos familiares, amigos e colegas neste momento de luto”, diz a publicação.

G1RN

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Música

Com saída às 16h, Nem Se Acaba Nem Fica Pouco abre o Carnaval de Natal neste sábado

Fotos: Divulgação

Natal entra oficialmente no clima do Carnaval neste sábado, 7 de fevereiro, com mais uma edição do Nem Se Acaba Nem Fica Pouco, bloco que há anos marca a abertura oficial da folia na capital potiguar. A poucos dias do evento, a organização divulga as informações finais de serviço, reunindo tudo o que o público precisa saber para curtir a festa com tranquilidade.

A concentração acontece a partir das 16h, no China Espetos, ponto tradicional de largada do bloco. A saída do trio está prevista para o mesmo horário, com destino ao Aeroclube de Natal, onde a programação segue com estrutura completa de palco, bares e segurança.

O percurso oficial segue pela Rua Major Laurentino de Morais, vira à direita na Rua Alberto Maranhão, continua até a Avenida Hermes da Fonseca e tem como chegada o Aeroclube de Natal. O mapa detalhado do trajeto já está disponível nas redes sociais oficiais do bloco @nemacabanempouco.

Durante o percurso, está liberada a entrada com coolers e copos térmicos. Já dentro do Aeroclube, a entrada com esses itens somente será permitida se estiverem vazios, seguindo as normas de segurança do evento.

A festa será comandada por um time de atrações que reforça a identidade e a tradição do bloco: Tatau, anfitrião do Nem Se Acaba Nem Fica Pouco, AloBened, ex-vocalista da Banda Mel, levando o axé raiz para a festa, Allyson Carlyle, representando o talento potiguar e Vivi Nascimento, responsável por puxar a abertura do percurso até o Aeroclube.

A edição 2026 do Nem Se Acaba Nem Fica Pouco conta com o patrocínio da Unimed Natal, Praiamar Arena, MaxMeio, Supermercado Nordestão e Sterbom, marcas que acreditam na força do Carnaval e no impacto cultural do evento para a cidade.

Os ingressos seguem à venda pela Bilheteria Digital e via WhatsApp (84) 9 9624-8518, com pagamento via Pix sem taxa e no ponto de venda físico Sol Bijoux, no Midway Mall, com pagamento em crédito e débito.

Tradicional, vibrante e com público fiel, o Nem Se Acaba Nem Fica Pouco promete mais uma vez abrir o Carnaval de Natal do jeito que o folião gosta: com música, emoção e muita energia do começo ao fim.

Serviço:
Data: 07 de fevereiro de 2026
Concentração e saída: 16h
Concentração: China Espetos
Chegada: Aeroclube de Natal
Atrações: Tatau, AloBened, Allyson Carlyle e Vivi Nascimento
Ingressos: Bilheteria Digital e WhatsApp (Pix sem taxa)
WhatsApp: (84) 9 9624-8518
Ponto físico: Sol Bijoux – Midway Mall
Patrocínio: Unimed Natal, Praiamar Arena, MaxMeio, Supermercado Nordestão e Sterbom
Informações: @nemacabanempouco

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Geral

MP Militar deve pedir expulsão de Bolsonaro do Exército nesta semana

Foto: Breno Esaki

O Ministério Público Militar deve protocolar nesta semana pedido ao Superior Tribunal Militar (STM) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros militares condenados pela trama golpista — o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto — sejam expulsos das Forças Armadas.

O Poder Judiciário volta ao funcionamento normal nesta segunda-feira (2/2).

Bolsonaro e os outros militares citados foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Veja as penas dos militares estabelecidas pelo STF

  • Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército e ex-presidente da República: 27 anos e três meses de prisão;
  • Walter Braga Netto, general da reserva do Exército: 26 anos de prisão;
  • Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha: 24 anos de prisão;
  • Augusto Heleno, general da reserva do Exército: 21 anos de prisão;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general da reserva do Exército: 19 anos de prisão.

O Código Penal Militar estabelece que militares condenados a penas privativas de liberdade superiores a dois anos sejam punidos com a a chamada “indignidade para o oficialato”, que resulta na perda de posto e patente, e consequentemente, na exclusão das Forças Armadas, seguindo o devido processo de julgamento.

Segundo levantamento do Metrópoles, na coluna Grande Angular, o STM cassou patentes em 85% dos processos sobre indignidade para o oficialato, entre 2018 e 2025.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. O sistema colocou uma militante para presidir o STM com essa missão, está tudo dominado, triste fim das Forças Armadas, força esta que eu servir e tinha um grande orgulho, hoje tenho vergonha

  2. Mais um grande dia para o Brasil. Que seja expulso e continue preso por décadas!!!! Ainda falta a condenação da pendemia, aguardaremos…

    1. Falta também levar de volta a prisão essa carniça que não foi absolvido. Continua condenado em três instâncias.

    2. Brasil ficou em 14 lugar no ranking de mortes per capita.Ombreando com alguns países de primeiro mundo. Em 2026 ainda vemos gente nessa pilha histérica de ‘genocídio ‘.

    3. Enquanto isto o bandido de 09-dedos descondenado, após tres instancias o condenaram e nomeado presidente. essa senhora deve ser uma esquerdista satisfeita com o assalto que o País esta novamente sendo destruido. INSS, Banco Master consorcio do nordeste,ete, etc.

    4. Ainda falta também o teu presidentezinho DESCONDENADO voltar pra cadeia.

    5. Esquerdolóides são incapazes de enxergar os fatos, preferem acreditar em narrativas.

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