Um grave acidente envolvendo três veículos acabou em morte e com vários feridos na tarde chuvosa desta terça-feira (9), em trecho da BR-226, em Macaíba, na região metropolitana de Natal. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma Hilux, um Gol e uma moto foram os carros envolvidos. Na ocasião, uma pessoa morreu e seis ficaram feridas,
Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Metropolitano (Samu), a vítima fatal estava em Gol com placas de Belo Horizonte. Quanto aos feridos, uma das vítimas foi socorrida em estado grave.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realiza neste sábado (7) uma reunião de cúpula com líderes latino-americanos na cidade de Doral, perto de Miami, na Flórida. O encontro marca o lançamento do grupo chamado “Escudo das Américas”, uma coalizão formada por países aliados do governo norte-americano na região. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não foi convidado para o evento.
A cúpula acontece em um resort e campo de golfe de propriedade de Trump e reúne chefes de Estado e líderes políticos alinhados à agenda do republicano. Entre os participantes estão nomes como Javier Milei, da Argentina, Nayib Bukele, de El Salvador, e José Antonio Kast, presidente eleito do Chile.
Segundo a Casa Branca, a iniciativa reúne os “mais fortes aliados com os mesmos ideais” no hemisfério para discutir segurança regional, combate ao crime organizado, imigração ilegal e influência estrangeira nas Américas. A estratégia também é vista como parte de um esforço dos EUA para reduzir a influência da China na região.
Além de Lula, outros líderes de esquerda da América Latina também ficaram de fora do encontro, como Claudia Sheinbaum, do México, e Gustavo Petro, da Colômbia. A ausência de representantes desses países reforça a leitura de que a reunião reúne principalmente governos ideologicamente alinhados ao atual governo norte-americano.
O evento deve terminar com a assinatura da chamada “Carta de Doral”, documento que pretende estabelecer diretrizes de cooperação entre os países participantes para enfrentar organizações criminosas, narcotráfico e interferências externas no continente.
A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a Penitenciária Federal de Brasília foi interpretada por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) como um possível movimento de pressão para estimular uma delação. A avaliação ocorre em meio à crise envolvendo o tribunal após a divulgação de uma suposta troca de mensagens entre o empresário e o ministro Alexandre de Moraes.
Nos bastidores da Corte, ministros ouvidos pela CNN consideram que a nota divulgada por Moraes para negar contato com Vorcaro no dia da prisão não foi suficientemente clara. Para parte dos magistrados, a explicação deveria ter sido mais direta sobre a existência — ou não — de qualquer conversa entre o ministro e o banqueiro, inclusive por meio de mensagens de visualização única.
Reservadamente, um integrante do STF afirmou que o comunicado acabou ampliando as dúvidas. Segundo ele, “a emenda saiu pior que o soneto”, expressão usada para indicar quando uma tentativa de resolver um problema acaba agravando a situação.
Na nota oficial, Moraes afirmou que uma análise técnica dos dados extraídos do celular de Vorcaro concluiu que as mensagens enviadas em 17 de novembro de 2025, dia da prisão do empresário, não correspondem a contatos do ministro nos arquivos apreendidos. O texto, porém, não detalha quem realizou essa análise técnica.
A situação também reacendeu questionamentos dentro da Corte sobre a relação entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. O contrato firmado entre o banco e o escritório previa pagamentos que poderiam chegar a R$ 129 milhões ao longo de três anos, valor que já vinha sendo visto com cautela por membros do Supremo.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira (6) os grupos da Série D do Campeonato Brasileiro de 2026. A competição terá a maior edição da história, com 96 clubes, divididos em 16 grupos com seis equipes cada. O Rio Grande do Norte será representado por ABC, América e Laguna.
Os três clubes potiguares ficaram juntos no Grupo A8, ao lado de equipes da Paraíba e de Pernambuco. Além do clássico potiguar entre ABC e América, a chave também terá o Laguna como estreante em competições nacionais, além de Sousa-PB, Maguary-PE e Central-PE.
A Série D começa no dia 5 de abril e seguirá até 13 de setembro. Na primeira fase, os clubes jogam entre si dentro do grupo em turno e returno, totalizando dez rodadas, com cinco partidas em casa e cinco fora. Os quatro melhores colocados de cada chave avançam para a fase de mata-mata.
Confira os 16 grupos da Série D 2026:
Grupo A1
Nacional-AM
Manaus-AM
Manauara-AM
GAS-RR
Monte Roraima-RR
São Raimundo-RR
Grupo A2
Independência-AC
Galvez-AC
Humaitá-AC
Porto Velho-RO
Guaporé-RO
Araguaína-TO
Grupo A3
Gama-DF
Brasiliense-DF
Luverdense-MT
Primavera-MT
Inhumas-GO
Aparecidense-GO
Grupo A4
Capital-DF
Ceilândia-DF
Mixto-MT
Operário-MT
União-MT
Goiatuba-GO
Grupo A5
Trem-AP
Oratório-AP
Tuna Luso-PA
Águia de Marabá-PA
Tocantinópolis-TO
Imperatriz-MA
Grupo A6
Sampaio Corrêa-MA
Moto Club-MA
IAPE-MA
Maracanã-CE
Iguatu-CE
Parnahyba-PI
Grupo A7
Ferroviário-CE
Tirol-CE
Atlético-CE
Altos-PI
Piauí-PI
Fluminense-PI
Grupo A8
ABC-RN
América-RN
Laguna-RN
Sousa-PB
Maguary-PE
Central-PE
Grupo A9
Retrô-PE
Decisão-PE
Serra Branca-PB
Treze-PB
Lagarto-SE
Sergipe-SE
Grupo A10
ASA-AL
CSA-AL
CSE-AL
Jacuipense-BA
Atlético-BA
Juazeirense-BA
Grupo A11
Uberlândia-MG
Betim-MG
CRAC-GO
ABECAT-GO
Operário-MS
Ivinhema-MS
Grupo A12
Porto-BA
Rio Branco-ES
Vitória-ES
Real Noroeste-ES
Tombense-MG
Democrata GV-MG
Grupo A13
Madureira-RJ
Portuguesa-RJ
America-RJ
Portuguesa-SP
Água Santa-SP
Pouso Alegre-MG
Grupo A14
Nova Iguaçu-RJ
Sampaio Corrêa-RJ
Maricá-RJ
XV de Piracicaba-SP
Noroeste-SP
Velo Clube-SP
Grupo A15
Cianorte-PR
FC Cascavel-PR
Santa Catarina-SC
Joinville-SC
Guarany de Bagé-RS
São Luiz-RS
Grupo A16
Blumenau-SC
Marcílio Dias-SC
São Joseense-PR
Azuriz-PR
São José-RS
Brasil-RS
Pelo regulamento, os quatro primeiros colocados de cada grupo avançam para a segunda fase, que será disputada em confrontos de ida e volta. Os semifinalistas garantem acesso à Série C de 2027, enquanto o campeão também assegura vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil de 2027.
Duas empresas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, estão registradas em um endereço comercial que atualmente está desocupado na zona oeste de São Paulo. As companhias — LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia — enviaram juntas mais de R$ 3 milhões para contas bancárias do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados revelados em quebra de sigilo bancário.
A informação veio à tona após visita ao prédio onde as empresas estão registradas na Junta Comercial. No local, foi informado que as salas estão vazias há cerca de sete meses. Antes disso, os espaços eram ocupados por uma certificadora digital e por uma organização social da área de saúde.
Registros bancários enviados à CPMI do INSS mostram que a LLF Tech transferiu cerca de R$ 2,37 milhões para Lulinha, enquanto a G4 Entretenimento e Tecnologia repassou aproximadamente R$ 772 mil. As movimentações ocorreram entre 2022 e 2025. No total, a quebra de sigilo aponta uma movimentação financeira de R$ 19,3 milhões no período de quatro anos.
A defesa de Lulinha afirmou que o endereço registrado é usado apenas para recebimento de correspondências. Segundo o advogado Guilherme Suguimori, a LLF Tech sempre teve como sede a residência de Fábio Luís, que foi alterada após sua mudança para o exterior. Já a empresa G4, segundo ele, não está mais em atividade, mas ainda possui valores judicializados a receber.
O filho do presidente também é citado nas investigações da CPMI que apura fraudes no INSS, devido à relação com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A defesa nega qualquer ligação de Lulinha com irregularidades e afirma que os dados divulgados foram vazados de forma seletiva e ainda precisam ser analisados pelas autoridades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu uma ação judicial movida contra o jornalista e youtuber Luís Ernesto Lacombe após ser chamado de “diabo”, “capeta”, “tinhoso” e “besta ao quadrado” em um vídeo publicado na internet. A decisão foi tomada pelo juiz Paulo Cerqueira Campos, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que entendeu que as declarações estão protegidas pela liberdade de expressão.
A sentença foi proferida em 19 de janeiro. Além de ter o pedido negado, Lula foi condenado ao pagamento de R$ 9.395 em custas processuais e honorários advocatícios. Ainda cabe recurso da decisão.
O processo teve origem em um vídeo publicado por Lacombe em 2 de novembro de 2023, em seu canal no YouTube, ligado à coluna que mantinha no jornal Gazeta do Povo. Na gravação, o comunicador faz críticas ao presidente e usa termos ofensivos para se referir a ele.
Na ação, a defesa de Lula argumentou que o conteúdo ultrapassou os limites da crítica política e atingiu a honra do chefe de Estado, afirmando que a liberdade de expressão não pode justificar ataques ou incitação ao ódio.
Ao analisar o caso, o magistrado avaliou que o discurso se enquadra como manifestação de opinião. Na decisão, ele citou que as declarações se inserem no “animus narrandi” (intenção de relatar) e “animus criticandi” (intenção de criticar), entendendo que prevalece o caráter opinativo dentro do exercício da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa.
A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo estudo sobre a polilaminina — substância investigada como possível tratamento para lesões na medula espinhal — afirmou que fará uma revisão no artigo científico que descreve os primeiros testes em humanos. Segundo ela, o trabalho passará por ajustes na apresentação dos dados, correções técnicas e mudanças na forma como os resultados foram explicados.
A reportagem é do g1. O estudo foi divulgado inicialmente como pré-print, ou seja, uma versão preliminar publicada antes da revisão por outros cientistas. Tatiana explicou que o texto foi disponibilizado apenas para registrar a autoria da pesquisa e reconheceu que a redação do material precisava de melhorias.
Entre os pontos que serão corrigidos está um erro em um gráfico do estudo. Na versão atual, um paciente aparece com cerca de 400 dias de acompanhamento, embora o próprio artigo informe que ele morreu poucos dias após o procedimento. A pesquisadora disse que houve um erro de digitação e que os dados pertencem, na verdade, a outro participante do estudo.
Outro ajuste envolve a forma como resultados de exames de eletromiografia foram apresentados. Especialistas apontaram que alguns dados citados como indicativos de melhora não mostravam mudanças claras. Tatiana afirmou que uma das figuras será substituída por uma versão com dados organizados de forma mais precisa, mas destacou que os resultados gerais da pesquisa não serão alterados.
Apesar das correções, o tratamento ainda precisa passar por várias etapas para comprovar segurança e eficácia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes clínicos regulatórios em humanos, que ainda não começaram. Especialistas afirmam que serão necessários estudos maiores e comparações com grupos de controle para confirmar se a polilaminina realmente é responsável pelas melhoras observadas em pacientes com lesão medular.
O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou nesta sexta-feira (6) que não há registros de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro no material analisado pela Polícia Federal. A manifestação ocorreu após reportagem do jornal O Globo apontar uma suposta conversa entre os dois no dia em que o empresário foi preso, em novembro de 2025.
Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Corte, o STF informou que uma análise técnica dos dados extraídos do celular de Vorcaro não identificou mensagens vinculadas ao contato do ministro. Segundo o comunicado, os arquivos analisados indicam que as mensagens de visualização única enviadas pelo banqueiro naquele dia não correspondem ao telefone de Moraes.
O tribunal também afirmou que não pode revelar quem seria o possível destinatário das mensagens citadas na investigação, pois o caso segue sob sigilo por decisão do ministro André Mendonça, relator do processo relacionado ao Banco Master.
Após a divulgação da nota, O Globo reafirmou a veracidade da reportagem. De acordo com o jornal, o conteúdo teria sido obtido a partir de uma extração pericial feita pela Polícia Federal, utilizando um software capaz de recuperar arquivos e visualizar simultaneamente as mensagens enviadas por WhatsApp, inclusive as de visualização única.
Segundo a publicação, o material mostra mensagens enviadas por Vorcaro em 17 de novembro de 2025 — dia em que ele foi preso — nas quais perguntaria se seria possível “bloquear” a operação. Ainda conforme o jornal, o contato atribuído ao ministro teria respondido por meio de mensagens de visualização única e emojis, embora o número tenha sido ocultado nas imagens divulgadas para preservar dados pessoais.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu na noite desta sexta-feira (6) em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela defesa do investigado, que informou que o óbito foi declarado às 18h55, após a conclusão do protocolo médico de morte encefálica iniciado pela manhã.
“Sicário” havia sido preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, Mourão era responsável por coordenar ações de vigilância e coleta de informações contra pessoas consideradas rivais ou críticas do empresário, recebendo cerca de R$ 1 milhão por mês para executar essas atividades.
De acordo com a PF, o investigado atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da corporação em Minas Gerais. Agentes que estavam no local iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Samu. Ele foi levado em estado grave para o Hospital João XXIII, onde permaneceu internado até a confirmação da morte.
As investigações apontam que Mourão seria um dos principais articuladores de um grupo chamado de “A Turma”, organização que, segundo a polícia, atuava em diferentes frentes criminosas, incluindo fraudes financeiras, ocultação de patrimônio, corrupção e intimidação de pessoas ligadas às investigações.
No mesmo desdobramento da operação, o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser preso preventivamente sob suspeita de tentar interferir nas apurações. Por determinação do ministro André Mendonça, do STF, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, enquanto a Polícia Federal continua analisando mensagens e documentos que podem ampliar o alcance do caso.
Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que ele enviou “bom dia” quase ao mesmo tempo para três mulheres diferentes. Entre elas estão a influenciadora Martha Graeff e Erika Schneider, ex-participante do reality A Fazenda e musa da escola de samba Gaviões da Fiel.
De acordo com os prints citados na investigação, Vorcaro também organizava festas internacionais com um amigo que “agenciava” mulheres com perfil de modelo para eventos em cidades como Lisboa, em Portugal, e Saint-Tropez, na França.
As mensagens tratariam de hospedagem e da presença dessas mulheres nos encontros, indicando interesse em manter contato próximo com elas durante viagens do executivo.
Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. As mensagens foram localizadas no aparelho celular do banqueiro durante a apuração.
O empresário nega as acusações. A defesa dele não comentou o conteúdo das mensagens mencionadas na investigação.
O jornalista Carlos Andreazza levantou uma comparação que voltou a circular nas redes ao comentar decisões do ministro Alexandre de Moraes. Em análise publicada pelo Estadão, Andreazza questiona o que chamou de “direito xandônico” ao tratar da interpretação sobre mensagens apagadas em investigações.
Ele relembra o caso de Débora Rodrigues dos Santos, quando Moraes afirmou que o fato de ela ter apagado mensagens representaria “desprezo para com o Poder Judiciário e a ordem pública”, classificando a atitude como ocultação de provas.
Andreazza então levanta a pergunta: se apagar mensagens foi tratado como ocultação de provas naquele episódio, como interpretar o fato de não existirem respostas de Moraes a mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro? Segundo ele, dentro da mesma lógica, a ausência dessas mensagens poderia gerar o mesmo tipo de questionamento.
Na análise, o jornalista provoca: se, nesse entendimento, a falta de mensagens pode virar indício, então a própria ausência de respostas também poderia levantar dúvidas sobre ocultação de provas ou até obstrução de Justiça. A reflexão foi publicada como comentário opinativo no Estadão.
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