Brasil

Aliados de Bolsonaro já aguardam denúncia da PGR e veem STF numa encruzilhada

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

Aliados de Jair Bolsonaro já aguardam uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente, em meio ao avanço das diversas frentes de investigação da Polícia Federal.

Mas a avaliação interna é a de que, apesar do desgaste com o caso das joias, que levou ao indiciamento de Bolsonaro por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, é na apuração da trama golpista que devem surgir as imputações mais graves contra o ex-ocupante do Palácio do Planalto.

A expectativa da PF é de concluir ainda nesta semana o relatório da trama golpista instalada no seio da antiga administração para impedir a posse de Lula.

Investigadores que acompanham de perto essa apuração veem elementos para enquadrar Bolsonaro nos crimes de abolição do Estado Democrático de Direito (com pena de 4 a 8 anos de prisão) e golpe de Estado voltado para tentar depor um governo legitimamente constituído (4 a 12 anos), ambos previstos no Código Penal, respectivamente nos artigos 359-L e 359-M.

Para o entorno bolsonarista, um novo indiciamento da PF – mas desta vez no caso da minuta golpista –, com uma denúncia da PGR, pode pavimentar o caminho da prisão do ex-presidente, mas colocará o STF numa encruzilhada.

Isso porque, na opinião de integrantes do PL ouvidos reservadamente pela equipe da coluna, Bolsonaro pode reforçar o discurso de perseguição política, incitar as ruas e ser mais um fator de instabilidade para o País, caso seja preso. Também há o risco de colocar o Supremo sob pressão de uma expressiva parte da sociedade que ainda defende o ex-presidente, mesmo com o avanço das diferentes investigações.

“Bolsonaro preso é um problema para o STF e pode gerar um movimento popular pela sua soltura”, resume um interlocutor do ex-presidente.

Malu Gaspar – O Globo

Opinião dos leitores

  1. O Advogado de Bolsonaro, Wassef está certo: basta dizer que é fake news que os bolsonaristas acreditam. Ou então diga que Lula fez pior. É a melhor estratégia de defesa porque a burrice dos seus seguidores não tem limites.
    Hilário os comentários dos bolsonaristas, nível 5a série, igual ao Ex-Presidente e toda a equipe que governou com ele.

  2. Essas propagandas todas contra o Presidente Jair Bolsonaro, é pra encandear a sociedade brasileira das merdas que esse atual governo vem fazendo, ou seja.
    Usam Bolsonaro pra poder o GROSSO ENTRAR E PASSAR DESPERCEBIDO.
    Essa a verdade.
    Um bando de bandidos, querendo a todo custo prender um cara honesto.
    Sistema pôdre.
    Fede de mais.
    Por isso tantos urubus em cima.

  3. 1. Um cidadão sai da Previdência levando 11 caminhões de presentes sob os olhares estupefatos da Nação, do congresso nacional, do stf, da imprensa falada, escrita e televisada e ninguém fez nada. 2. Outro cidadão sai da Previdência e é rigorosamente investigado por uma suposta apropriação de alguns presentes que lhe foram ofertados. 3. Onde está a lógica no procedimento desses que se intitulam donos da verdade e fortuitamente assumiram as funções de um bisonho congresso nacional? 3. Não seria o caso de uma CPI mista para investigar a conduta desses dois políticos? 4. Chegou a hora desse congresso se firmar como uma instituição responsável e respeitável perante a opinião pública e restabelecer a verdade dos fatos? 5. Estamos diante de dois pesos e duas medidas diferentes, pois, esse absurdo está acontecendo diante dos nossos olhos à revelia da Constituição Federal.

  4. 🚨🚨🚨VEM AÍ A CPI DOS PRESENTES QUE OS PRESENTES GANHARAM À PARTIR DO ANO 2000. QUERO VER DEPUTADO PETISTA ASSINANDO, HEIN!? E TEM MAIS, A DIREITA É QUEM TÁ SOLICITANDO. O LADRÃO NÃO É O BOLSONARO? ENTÃO VAMOS ESCLARECER SE FORAM ROUBADOS 25 MILHÕES OU SÓ 7 MILHÕES!

    1. Se o pensamento da justiça for o de que pode ocorrer uma revolta com a prisão de Bolsonaro
      Então nos não podem o ficar bancando uma justiça acovardada
      O certo é armar o povo e banir a justiça do país cada cidadão por si
      A justiça não pode ser covarde
      Tipo ha esse nos não pode prender porque ele é perigoso
      Há esse não não pode condenar porque tem apoio da população
      Prenderam o marcola o Fernandinho
      Porque o medo de prender o Bolsonaro ??

  5. Na prisão do Lulla todos também pensavam e diziam que o país ia virar um caos. Ficou mais de ano preso e não aconteceu nada. Em pouco tempo, salvo uma meia dúzia, ninguém mais lembrava que ele estava preso. O máximo que a imprensa comentava, sem muita repercussão, era sobre a rotina do presidiário na cadeia. Nada mais que isto e ninguém se importava sequer em saber do dia a dia dele. O que se lia era só piadas sobre a situação do Lulla.
    Com Bollsonaro será a mesma coisa, como seria com qualquer outro e, salvo também uma meia dúzia, ninguém mais lembrará do presidiário.

  6. Encruzilhada de que? Lula foi preso e o Brasil não se acabou… Pq iria acabar agora com a prisão de um ladrão de joias?

    1. Bem observado… Na prisão do Lulla todos também pensavam e diziam que o país ia virar um caos. Ficou mais de ano preso e não aconteceu nada. Em pouco tempo, salvo uma meia dúzia, ninguém mais lembrava que ele estava preso. O máximo que a imprensa comentava, sem muita repercussão, era sobre a rotina do presidiário na cadeia. Nada mais que isto e ninguém se importava sequer em saber do dia a dia dele. O que se lia era só piadas sobre a situação do Lulla. Com Bollsonaro será a mesma coisa, como seria com qualquer outro e, salvo também uma meia dúzia, ninguém mais lembrará do presidiário.

  7. Já caíram na real. Estamos todos esperando esse grande dia. A justiça não falhará nesses casos.

  8. Não importam os FATOS, isso é mero detalhe a ser ignorado.
    Quem julgar e sentencia vai seguir as NARRATIVAS CRIADAS para CULPAR quem não cometeu crime, mas é político da DIREITA.
    Por outro lado, político da ESQUERDA que se apropriou de presentes dados a outros presidentes e os mantém guardados em cofres, não existe crime.
    Esse é o temerário, perigoso e destruído Brasil de hoje.
    É perseguição política de forma inquestionável.
    Mas o povo gosta e que venham mais aumentos de impostos e desemprego.

  9. É ladrão de joias, lavador de dinheiro e formador de quadrilha. Recebia dólares em mão do general pai de Cid. Se fosse um cidadão comum já estava em Alcaçuz. Ladrão, ladrão, ladrão federal e internacional. Cana nele!

  10. Mesmo muido da época em que Lula estava pra ser preso. O Brasil vai pegar fogo… o exército vermelho do stedili não vai deixar… o povo vai se revoltar…
    Foi preso, o único movimento que se viu foram uns 100 abnegados dando bom dia, boa tarde e boa noite presidente Lula na frente da carceragem!!

  11. Enquanto o brasileiro não se livrar dessa doença de está endeusando Bolsonaro e Lula, o país não sairá dessa miséria. A régua moral das pessoas nunca esteve tão baixa. Lulistas defendendo seu líder apesar das condenações e devoluções de dinheiro ao cofre público. E os Bolsonaristas se defendem dizendo que se Lula roubou porque o Mito não pode roubar também! Triste fim para nosso país. Ulisses Guimarães no passado ja dizia, está achando o congresso ruim, espere para ver no futuro. A bandidagem se instalou em todos os níveis da república.

  12. CADEIA NESSA VAGABUNDO CORNO MILICIANO, EXTREMISTAS GOLPISTAS ESTÃO ACHANDO QUE O STF VAI SE REBAIXAR A MEIA DUZIAS DE ADORADORES DE CORNO MILICIANO. AGUARDEM PRA VER, A CERVEJA JA TA FICANDO NO PONTO PRO GRANDE DIA, CHUPA GADAIADA

  13. Enquanto vocês discutem uma venda de jóias, que já recalculadas, e sem se entrar na legalidade da venda, não deram nem valor de um carro de entrada, a alma mais pura do mundo aprova uma MP para favorecer seus parças açogueiros se metendo no setor elétrico. Vamos passar 15 anos pagando.

  14. O maior crime já cometido em todos esses anos foi o ex presidiário e descondenado ter saído da prisão para concorrer e “ganhar” a eleição com a ajuda do STF e ainda colocar imposto sobre imposto no bolso dos brasileiros, ter cometido vários crimes de responsabilidade fiscal, ter chamado uma jovem de macum@# em um evento, estar envolvido em esquema de corrupção no caso do arroz, pregar ódio a todos os eventos que frequenta, diminuir o poder de compra dos brasileiros. Tendo um vice presidente que não tem autonomia porque a “primeira dama” que não tem cargo nenhum está exercendo papel de vice…… Etc…

  15. A prisão de Bolsonaro será o ingrediente fundamental para o impulso da reforma do STF, segundo a qual acabará com o cargo vitalício de ministro do STF e substituirá todos os atuais ministros do STF por ministros com mandato de 8 anos. O povo deseja a reforma do STF desde do mensalão, momento do qual o STF iniciou a anulação das condenações de corrupção e roubo de dinheiro público. Além disso, a prisão dele também acelerar a soltura dos idosos inocentes do 08/01 que sofrem até hoje atrocidades e abusos do STF. A prisão de Bolsonaro fortalece mais as pautas centrais da direita que desde de sempre foram a reforma do STF e o fim aparelhamento estatal da esquerda na instituições, que deveriam ser imparciais, mas ainda não são.

  16. Não houve crime. Joia, caneta, relógio, salvo exceções, não tem valor histórico, documental ou artístico. Têm caráter pessoal. Ele poderia jogá-las da ponte, enfiar no uc, vender e gastar na raparigagem… mas mesmo assim foram devolvidas.

  17. Alguém já sabe qual foi a contrapartida que Bolsomito deu aos sauditas pelas jóias? Algum favorecimento para alguma empreiteira associada?

  18. Quer dizer que são esses os moralistas, defensores da pátria e família que mesmo havendo provas de crimes querem que o suposto criminoso não seja punido!?!?!? É assim que se portam e acreditam estar dando exemplo???? É isso??? Coisa de crápulas, vampiros… Era bom um Van Helsing aí…

  19. No caso das joias a justiça e a PF usam dois pesos e duas medidas. O Lula quando deixou a presidência roubou 11 contêineres de presentes e não foi punido por isso. Se Bolsonaro fez isso tem que pagar pelo crime.

  20. Vários presidentes ficaram com presentes oficiais, mas nenhuma até hoje teve a ganância de vendelos para se apropriar dos recursos, isso é grave e Bolsonaro tem que pagar por isso.

    1. Se o presente é de cunho pessoal, pode ser vendido. É meio feio para quem doou, mas não é ilegal. Presente de valor historiográfico ou artístico, esse sim deve ir para o patrimônio do Planalto. O que não é o caso de jóias ou relógios.

    2. Inventa outra! Quis as provas que você tem que não venderam? O problema é hoje não acham crimes pra prender Bolsonaro, não tem corrupção no seu governo, aí inventam crimes até de importunar baleias. A realidade é essa.

  21. Bolsonaro está colhendo o que plantou. Não se trata de ser lulista ou Bolsonarista, se trata de reconhecer que ele fez uma presidencia Kamikazi no aspecto de sair atirando sem propósito. Para todo lado. Na verdade ele queria construir uma fama de Mito, uma religião com seguidores também não questionadores. Nisso acertou as demais autoridadede e demais poderes, sem falar que foi o presidente que na história da república prejudicou servidores policiais dai agora o telhado de vidro não para de levar pedrada. Precisamos libertar o país de políticos inconsequentes, seja de que lado estejam.

    1. Esse país é um comédia o presodente ladrão tem autorização para usar um relógio pelo TCU, esse desgoverno tem que trabalhar mais e só taxação e perseguição ao Bolsonaro e essa a verdade, alguém falar dis desvios,Amazonas em chamas, gasolina e gás todos calados e os preços mas altura s

  22. Das ações contra bolsonaro, essa foi a que realmente há indícios de crimes. Ele se apropriou (roubou) de bens da União que custa mais de 6 milhões, somente. O amor ao político de estimação não permite que as pessoas percebam o quão grave é isso.

    1. Perseguição política, não tem nada que justifique a prisão. O ladrãozinho que roubou e vocês votaram está sendo seu presidente! Os servidores públicos que mamaram no passado e continuam mamando agora estão animados para vê o Bozo no xadrez!

    2. Felipe, falando isso você finge que não sabe da história das joias escondidas em cofre no banco do Brasil, entre elas um crucifixo de valor inestimável que tinha desaparecido do Palácio da alvorada. Agora se foi comprovado que cometeu crime deve ser preso independente de lado político

    3. São 25 milhões pera… são 6,8 milhões…. pera, são 68 mil…

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Brasil

Governo usa memes para comemorar isenção do IR até R$ 5.000

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem usado memes nas redes sociais para comemorar a isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000. O projeto foi aprovado em 2025, mas começa a valer a partir de fevereiro.

Assalariados que ganham até R$ 5.000 brutos por mês ficam totalmente isentos do IR. Quem recebe até R$ 7.350 terá redução gradual do imposto retido na fonte.

Veja alguns memes:

A conta do governo no X publicou um vídeo no domingo (1º.fev.2026) que mostra um papel escrito “contracheque sem imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000” e um homem que passa na rua. A postagem tem a frase: “como me sequestrar”.

Poder360

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Meio Ambiente

VÍDEO: Baleia cachalote é encontrada morta na areia da Via Costeira

Vídeo: Reprodução

Um cachalote foi encontrado morto na faixa de areia da Via Costeira, em Natal, no fim de semana, próximo ao Hotel Vila do Mar. O caso chamou a atenção após a circulação de vídeos nas redes sociais e mobilizou o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM), responsável pelo atendimento técnico da ocorrência. No mesmo trecho, uma tartaruga marinha também foi localizada sem vida.

De acordo com o CEMAM, o acionamento ocorreu no sábado (31), quando a equipe se deslocou ao local e confirmou o encalhe de um cachalote subadulto, com cerca de 8 a 9 metros de comprimento. O animal já estava morto e apresentava avançado estado de decomposição, o que exigiu planejamento específico para a retirada da carcaça.

Por causa do horário, os técnicos realizaram inicialmente apenas o levantamento de informações para organização da logística. O atendimento completo ocorreu na manhã do domingo (1º), a partir das 7h30, seguindo os protocolos previstos para casos de encalhe de grandes cetáceos.

Durante a avaliação, foram identificadas marcas compatíveis com mordidas de tubarão. Segundo o CEMAM, esses sinais provavelmente ocorreram após a morte do animal. O nível de decomposição impediu a identificação da causa do óbito, que foi considerada inconclusiva.

A retirada do cachalote está sendo feita com apoio do poder público municipal. Uma retroescavadeira foi utilizada para remover o corpo da linha de maré e realizar o enterramento adequado, após a conclusão dos procedimentos técnicos necessários.

Novo Notícias

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Polícia

Deputado do PT é preso suspeito de passar pênis em mulher no aeroporto

Foto: Reprodução

O suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) foi detido nesta segunda-feira (2/2) após ser acusado de importunação sexual no Aeroporto de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará. A ocorrência foi registrada pela Polícia Federal, responsável pelo atendimento no local.

A denúncia partiu de uma mulher de 33 anos, que relatou que o parlamentar esfregou as partes íntimas nela durante o desembarque de um voo. A vítima procurou os policiais ainda dentro do aeroporto e formalizou a acusação.
O suplente de deputado e a mulher foram encaminhados à sede da Polícia Federal na manhã desta segunda-feira, onde prestaram depoimento. O caso foi registrado e segue sob apuração.

Dois dias antes da ocorrência, Pedro Lobo havia publicado em redes sociais que encerrava uma viagem internacional.

Metrópoles

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Cidades

Cratera se abre dentro de casa e imóvel é evacuado no interior do RN

Foto: Reprodução

Uma cratera se abriu dentro de uma casa na cidade de Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, na manhã deste domingo (1º). Ninguém ficou ferido.

O caso aconteceu no bairro Baixa da Alegria. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma equipe enviada ao local constatou que o piso cedeu, formando um vão.

Ainda segundo os bombeiros, a área onde o imóvel foi construído funciona como escoamento de água da chuva. Ao longo do tempo, a fundação abaixo do piso teria sido levada pela água, o que provocou o desabamento da estrutura.

Apesar do colapso do piso, as paredes e o telhado da residência permaneceram em pé. No entanto, a estrutura do imóvel foi considerada altamente comprometida.

Uma casa vizinha também apresentou sinais de risco e, diante do quadro, o Corpo de Bombeiros orientou que os moradores deixassem os imóveis por precaução.

A área foi isolada e a Defesa Civil foi acionada para realizar a avaliação técnica. O órgão municipal foi acionado, mas não se posicionou sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

G1RN

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Brasil

Feito para viciar, Roblox tem lógica de cassino e vira caça-níquel para crianças

Opinião – Daniel Mariani

Em 13 de setembro de 2025, 24 milhões de pessoas jogaram ao mesmo tempo “Roube um Brainrot”, do Roblox, estabelecendo um novo recorde mundial. Nesse dia, eu e a minha esposa deletamos o aplicativo do tablet do nosso filho de 10 anos.

A plataforma reúne milhões de jogos criados pelos usuários —hoje, mais de 150 milhões de usuários diários, dos quais 40% declaram ser menores de 13 anos. A empresa fornece as ferramentas, e a comunidade produz o conteúdo.

Muitos motivos anteriores não nos levaram a tomar a decisão de deletar o aplicativo: os quase 80 processos nos Estados Unidos de facilitação de aliciação de melhores, os casos de sequestro, os jogos com temas antissemitas ou racistas, o trabalho infantil ou a arquitetura econômica que entrega aos desenvolvedores uma pequena fração da renda dos jogos.

Foto: Reprodução

Sabíamos de tudo isso e, mesmo assim, permitíamos que o nosso filho jogasse no Roblox, cedendo às razões mundanas pelas quais as famílias cedem: choro, medo de decepcionar os filhos e a sensação de impor a eles um custo social, já que todos os amigos jogam. Administrávamos os riscos —desligamos o chat e configuramos filtros—, mas fechávamos os olhos para as questões morais.

O que nos fez finamente agir foi uma rotina insuportável de brigas e negociações. Um dia, o nosso filho nos fez prometer que voltaríamos de um almoço a tal hora porque havia algo inadiável no jogo. A família estava se adaptando à plataforma, mas o que a tornava especialmente problemática?

Em entrevista ao Hard Fork, podcast de tecnologia do jornal The New York Times, o CEO do Roblox, David Baszucki, disse que um sistema de apostas na plataforma parecia “muito divertido e óbvio”. O executivo falava de algo semelhante ao Polymarket, site em que adultos apostam no resultado dos mais diversos eventos.

Acredito que a maioria das famílias consideraria esse recurso absurdo, já que o Roblox é voltado para crianças. No entanto, a plataforma já está repleta de mecanismos de apostas.

Em “Roube um Brainrot”, jogo que gerou o basta em casa, a partida começa com uma esteira vermelha por onde surgem, aleatoriamente, personagens com diferentes preços. Isso expõe o usuário ao reforço intermitente, mecanismo psicológico em que recompensas imprevisíveis produzem mais engajamento. Muitos produtos infantis exploram essa lógica, como o Kinder Ovo e os pacotes de figurinhas.

No entanto, antes do lançamento da plataforma, em 2006, existiam os caça-níqueis. De acordo com a antropóloga Natasha Dow Schüll, as máquinas, que geravam uma receita minoritária dos cassinos na década de 1980, passaram a responder por cerca de 85% dos seus lucros no começo dos anos 2000. O objetivo dos caça-níqueis —segurar o jogador na cadeira— foi aperfeiçoado durante décadas.

Para isso, era crucial manter os apostadores na chamada zona da máquina, estado em que perdem a noção de tempo e o fluxo consciente e permanecem no ritmo contínuo e hipnótico do jogo. Essa condição foi estudada por Schüll, autora do livro “Addiction by Design”, resultado de 15 anos de pesquisa sobre as máquinas de apostas dos cassinos de Las Vegas.

Um requisito para alcançar a zona da máquina é eliminar qualquer sinal de parada. Esses sinais costumavam estar presentes em toda a parte das nossas vidas: o fim de um disco ou os créditos de um filme. Hoje, plataformas de streaming emendam um episódio no seguinte. “Competimos com o sono”, disse o cofundador da Netflix em 2017.

Eu já havia notado isso. Na primeira infância do meu filho, tive que desabilitar a função de exibição automática do próximo episódio de um desenho para que ele concordasse em tomar banho. Do contrário, uma batalha começava.

Os sinais de parada também eram abundantes nos videogames antigos, por meio da passagem de fases ou da morte de personagens. Não há nada parecido em “Roube um Brainrot”, em que existe uma vida invencível em uma fase contínua.

“SimCity” e “Minecraft”, por exemplo, também não têm paradas, mas “Roube um Brainrot” alia a isso outra estratégia: diversas tarefas de curto prazo. Enquanto naqueles jogos clássicos havia objetivos abertos, de construção e de escolhas não induzidas, em “Roube um Brainrot” o usuário armazena os personagens em plataformas na sua base. Eles geram dinheiro a todo segundo, é preciso voltar à base para coletar os ganhos e a base pode ser invadida a qualquer momento por outros jogadores.

Dessa forma, o usuário opera em três ciclos —acumulação, obtenção de renda e defesa— e há sempre um objetivo. Nos caça-níqueis atuais, a frequência de eventos pode atingir 1.200 apostas por hora. “Você não quer restaurar o estado cognitivo do jogador para que ele possa tomar decisões racionais”, afirmou uma analista de design de cassinos. “No espaço entre cálculo e intuição, racionalidade e afeto, a indústria busca receita”, escreveu Schüll. Na infância, esse espaço é maior.

Tanto os caça-níqueis quanto “Roube um Brainrot” combinam metas de curto prazo com a promessa de um prêmio pelo tempo investido dos jogadores. Nas máquinas, há rodadas bônus para quem completa um número de jogadas. No jogo do Roblox, cronômetros anunciam que, em tantos minutos, um personagem de alto valor surgirá na esteira.

Mesmo que o jogador consiga sair da zona da máquina e pense em parar, desistir tem um custo: o tempo investido no jogo. Não por acaso, o meu filho costumava pedir para jogar mais alguns minutos quando eu insistia para que ele parasse.

Esses mecanismos fazem com que, uma vez no jogo, seja difícil sair. Há também o desafio de fazer o jogador chegar. Para levar apostadores às máquinas, os cassinos seguiam os princípios de um livro de Bill Friedman, ex-presidente de uma casa de apostas de Las Vegas e consultor de cassinos por mais de 30 anos. A entrada dos estabelecimentos deveria ter formas curvas, com uma transição gradual entre o lado de fora e o de dentro, e máquinas deveriam ser posicionadas a poucos passos da entrada.

Da mesma forma, o Roblox se esforça para remover qualquer dificuldade de cadastro. A plataforma não exige email, número de telefone, verificação de identidade ou permissão dos pais. O jogador só precisa inserir um nome de usuário, uma senha e uma data de nascimento. A exceção é para o uso do chat, em que a verificação de idade por meio de foto do rosto é obrigatória, mas o sistema é falho e pode ser burlado.

As crianças podem, então, ter acesso a milhares de jogos sem que os pais os aprovem individualmente, o que o procurador-geral do Texas chamou de “promessas e garantias enganosas”. A classificação indicativa de cada jogo é declarada por seus desenvolvedores, com uma revisão posterior apenas pela própria plataforma.

Essa facilidade de acesso é tão estratégica para a obtenção de novos usuários que o Roblox resiste em implementar verificações mínimas, como exigir um telefone. É possível criar 95 contas em uma hora na plataforma, o que permite que criminosos voltem quase instantaneamente depois de serem banidos.

Obter usuários, porém, não basta. É preciso garantir que eles sempre voltem à plataforma. Em Las Vegas, esse problema foi resolvido espalhando caça-níqueis por toda a cidade. Já o Roblox encontrou uma solução ainda mais eficiente que as notificações em celulares e tablets: eventos com data e hora marcadas, durante os quais os jogadores recebem de graça itens raros, que exigiriam horas para serem conquistados.

A expectativa do evento se espalha entre amigos, gerando Fomo (medo de ficar de fora), o que os desenvolvedores assumem abertamente, em palestras da empresa, a buscar no Roblox. No sábado às 16h, sempre havia um evento, e o meu filho insistia para não sairmos de casa nesse horário.

Como se não bastasse, o jogo aumenta os rendimentos em até 30% quando amigos jogam simultaneamente, criando um incentivo permanente ao recrutamento de novos usuários.

Tanto em cassinos quanto no Roblox, o dinheiro é convertido em créditos, chamados de Robux na plataforma, mas a conversão não é de um para um. A chamada desmaterialização do dinheiro ofusca o seu valor e reduz o desconforto emocional associado a gastar.

No caso do Roblox, essa conversão ainda varia de acordo com fatores como quanto o usuário está comprando. “Roube um Brainrot” tem ainda a sua moeda própria, que pode ser comprada com Robux, também com outra taxa de conversão.

Uma vez que o dinheiro vira pontos abstratos, é hora de gastá-lo. As microtransações, um fracionamento do gasto em quantias tão pequenas que não disparam resistência psicólogica, são a estratégia mais rápida para isso.

Nos caça-níqueis, isso se materializou em “penny slots”, apostas de um centavo por linha, mas de centenas de linhas simultâneas. Já “Roube um Brainrot” permite ao usuário pagar cerca de 39 Robux, o equivalente a R$ 3, para desfazer a proteção das bases rivais por um minuto. O valor é baixo, mas a oferta está sempre presente.

A retenção de usuários também é monetizada por meio de publicidade, com anúncios exibidos só para contas de maiores de 13 anos. A partir deste ano, o Roblox passou a permitir que jogadores escolham assistir a comerciais em troca de itens nos jogos.

Por último, a monetização também ocorre por meio de itens e personagens. Uma das principais formas de obtê-los nos jogos da plataforma é comprando “lucky blocks “(caixas-surpresa), proibidas ou restritas a menores de idade em diversos países por serem consideradas jogo de azar.

Para mitigar a frustração vinda das caixas, alguns jogos implementam o “pity system”, garantia de um item raro depois de um número fixo de sorteios ruins. Com a mesma lógica, a rede de cassinos Harrah’s calcula, para evitar a desistência dos apostadores, o limiar de perdas que os levaria a parar e dispara um bônus para “transformar a dor em boa experiência”, de acordo com Schüll. O “pity system” foi mencionado como estratégia por desenvolvedores em uma conferência do Roblox em 2023 com a mesma lógica e o mesmo vocabulário.

Em cassinos da Austrália —até a proibição do recurso, a partir de 2007— e no Roblox, o recurso de “autoplay” permite que o jogador apenas invista o dinheiro: a máquina ou o jogo é quem atua. A antropóloga descreve isso como o estágio final da sequência que vai da agência do jogador para a zona da máquina e, dela, para a automação total.

As armadilhas de tempo, a sorte e o Fomo foram respostas dos desenvolvedores ao sistema de pagamentos baseados em engajamento, que os remunera pelo tempo que jogadores pagantes passam em seus jogos. Para isso, o Roblox fornece ferramentas com monitoramento detalhado sobre em que ponto os jogadores abandonam o jogo, quanto tempo passam e em que momento compram —tudo discriminado por idade, gênero e modelo do aparelho.

É a mesma transformação que a autora de “Addiction by Design” documentou nos cassinos: a indústria abandonou, na década de 1990, jogos baseados em “adivinhação e instinto” em favor de máquinas que funcionam como “dispositivos de vigilância eletrônica em rede” capazes de registrar comportamentos em tempo real.

A diferença é que os cassinos mantêm essas ferramentas sob controle estrito de operadores e fabricantes. O Roblox as distribui amplamente a milhões de criadores, muitos deles adolescentes, que se transformam em operadores de extração de atenção sem que precisem conhecer qualquer teoria de comportamento.

Já o programa Recompensa ao Criador prevê bônus para desenvolvedores que consigam trazer novos usuários ou reativar contas inativas. Pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), o tratamento e a manutenção de dados pessoais de crianças depende do consentimento dos pais e deve obedecer ao princípio do melhor interesse do menor. Resta saber como sistemas projetados para maximizar o tempo de tela e os gastos nos jogos atendem a esse critério.

Quando tirei o meu filho do Roblox, quis remover a sua conta. Para a minha surpresa, essa opção não existe, apenas deixar a conta inativa. Na primeira crise da criança em um dia de família cansada, a ação pode ser revertida facilmente.

Depois de muita pesquisa, escrevi um email para a empresa alegando que, ao manter a conta, eles infringiam a LGPD. Ao longo de um mês, foram mais de uma dezena de emails, a maioria em inglês (algo que a plataforma exigiu), cópia do passaporte e fotos até conseguir a remoção da conta.

Um desenvolvedor entrevistado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia expõe como a arquitetura do sistema força o uso de práticas predatórias: “As duas principais coisas que impulsionam os algoritmos [de recomendação de jogos] são a receita gerada e a retenção […]. Se todos estão usando táticas de apostas para crianças para gerar receita, se eu quiser competir, fica implícito que também preciso adicionar apostas para crianças”.

O Roblox afirma que 90% do tráfego começa na página inicial da plataforma. Não por acaso, quase todos os jogos nela estão repletos de mecanismos de apostas. A indústria de games não vende mais diversão, mas monetiza a frustração e a impulsividade.

Essa desconexão entre diversão e tempo gasto desafia o senso comum: se uma criança escolhe passar horas ali, algum prazer deve existir. Porém, esse raciocínio parte de uma confusão fundamental entre diversão e engajamento, já que as principais estratégias do Roblox não se apoiam no lúdico, mas em colecionismo e sorteios e na tensão permanente entre perder um investimento material ou de tempo e a pressão de grupo.

A indústria de cassinos também enfrentou esse dilema décadas atrás. “As pessoas não querem realmente ser entretidas. Nossos melhores clientes querem ser totalmente absorvidos”, disse um designer de apostas a Schüll.

O valor de jogar no Roblox não está na experiência, mas em não ficar de fora. Faltar a eventos da plataforma significa perder o investimento de tempo, os itens raros e a conexão com colegas.

Baszucki, CEO da plataforma, disse ver o Roblox como algo parecido ao futuro do sistema telefônico e ter como meta atingir 1 bilhão de usuários.

Está nítido que o objetivo é se tornar uma rede social. A plataforma já possui elementos similares, como perfis, listas de seguidores, feeds de atividade e notificações constantes. Os avatares funcionam como ferramenta de expressão identitária e comparação social permanente —itens de vestuário dos avatares aparecem com seus respectivos preços. A empresa também lançou, em setembro de 2025, o Roblox Moments, que espelha o formato do TikTok.

Essa transformação parece ser uma questão de mercado. Em “Careless People”, Sarah Wynn-Williams, ex-executiva do Facebook, narra como a companhia voltou seus esforços para outros segmentos depois de saturar o mercado americano adulto. Documentos internos da Meta mostram que a empresa estudou a psicologia de crianças e explorou produtos para usuários de 5 a 10 anos. Quando Mark Zuckerberg tentou lançar o Instagram Kids em 2021, 44 estados dos EUA se opuseram ao projeto e a empresa foi forçada a recuar.

Enquanto a Meta colidiu com a barreira moral da proteção à infância, o Roblox vem ampliando o seu mercado escalando a pirâmide etária de baixo para cima. A plataforma já introduziu jogos para maiores de 17 anos, cogita criar funcionalidades de namoro e não descarta a presença de nudez na plataforma, o que transformaria um playground em ambiente adulto sem precisar trocar de endereço.

Ao ser classificado como plataforma de jogos, o Roblox consegue operar sob um regime regulatório mais brando que o das redes sociais —a empresa ficou de fora, por exemplo, da regulação da Austrália, que atingiu até o YouTube.

Se o conteúdo dos jogos e o uso do chat por predadores sexuais são conhecidos, o design viciante e a estrutura de incentivos financeiros da plataforma raramente ganham atenção. Um estudo indica a razão dessa disparidade: enquanto um texto abusivo ou uma imagem ofensiva são alvos evidentes, o design opera de forma fluida, o que dificulta o seu enquadramento.

Em uma entrevista, o CEO do Roblox narrou a luta para ajudar o seu filho de 21 anos, diagnosticado com transtorno bipolar. Em uma crise de mania, ele jogou fora os remédios e fugiu de casa, o que fez Baszucki recorrer a “voo particular, carro alugado, tipo coisa de equipe SWAT” para encontrá-lo.

A compreensão do problema com o meu filho levou seis meses, durante os quais eu larguei um trabalho presencial para, entre outras coisas, ficar mais perto das crianças. Para substituir o tablet com o Roblox, comprei um Nintendo Switch 2 e alguns jogos que custaram cerca de R$ 5.000. Não recorri a operações swatianas, mas tinha duas coisas raras: tempo e dinheiro —tempo para observar, ler e comparar e dinheiro para trocar uma plataforma grátis por um console caro. A maioria das famílias não dispõem de nenhum dos dois, e o CEO do Roblox sabe bem disso.

Tenho 43 anos, cresci na internet e trabalho como programador. Mesmo assim, preciso seguir vigilante: o Spotify começou a pôr vídeos na plataforma de podcasts que o meu filho escuta e, em determinado momento, um aplicativo de edição de vídeos “kid friendly” se revelou uma rede social disfarçada.

Parafraseando Gaia Bernstein, autora de “Unwired”, insistir na responsabilidade individual dos usuários ignora as assimetrias de poder. Como indivíduos isolados, tentamos resistir a um exército dos melhores programadores, armados de teorias psicológicas sólidas e dados infinitos, além de equipes jurídicas que fazem com que os seus clientes não sejam regulados a contento.

De volta a “Addiction by Design”, Schüll conta a história de Darlene, uma viciada em caça-níqueis que buscava respostas ao seu problema em um grupo de apoio. “Sei como é”, respondiam a ela, que não estava interessada em empatia. Um dia, alguém escreveu: “Caça-níqueis são caixas de Skinner para humanos. Reforço intermitente. O rato não sabe quando vem a recompensa, então nunca para de apertar a alavanca”.

Folha de S. Paulo

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Geral

Grupo Fictor, que tentou comprar o Master, pede recuperação judicial

Foto: Reprodução

O Grupo Fictor entrou junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) com um pedido de recuperação judicial. A holding detém uma dívida de, aproximadamente, R$ 4 bilhões.

Em nota, a empresa afirma que o pedido de recuperação judicial “é consequência da crise de liquidez momentânea originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master”.
Segundo a Fictor, um consórcio liderado por ela iria adquirir o Master. A instituição que pede a recuperação judicial se diz vítima da ação do Banco Central no Master.

“A reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz trecho do comunicado distribuído à imprensa.

Em 17 de novembro de 2025, o Grupo Fictor anunciou que que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões. No dia seguinte, no entanto, o Banco Central decretou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro e a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Compliance Zero, que levou o banqueiro e outros integrantes da cúpula da instituição financeira para a cadeia.

Metrópoles

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Economia

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda (2)

Foto: Reprodução

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segundafeira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025.

O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina INPC (inflação) e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do INSS(Instituto Nacional do Seguro Social) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

CNN

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Política

Em ano eleitoral, Lula terá agenda de lançamentos e inaugurações

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma agenda de inaugurações e lançamentos em todo o país no primeiro semestre deste ano.

A relação de compromissos tem sido preparada pela Casa Civil, com a contribuição de todas as pastas da Esplanada dos Ministérios.

O objetivo é que o petista participe do máximo de cerimônias antes da vedação eleitoral, a partir de julho, quando o agente público não pode marcar presença.

Segundo relatos feitos à CNN, a ideia é priorizar eventos no Sudeste e no Nordeste, considerados cruciais na estratégia eleitoral do presidente.

O primeiro reúne os três maiores colégios eleitorais do país, onde direita e esquerda disputam preferência no processo eleitoral.

O segundo costuma garantir vantagem à esquerda, nos últimos processos eleitorais, para compensar vantagem da direita no Sul e no Centro-Oeste.

As últimas pesquisas eleitorais mostraram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem melhorado seu desempenho no Sudeste.

Por isso, Lula tem se dedicado nas últimas semanas a definir palanques estaduais tanto em São Paulo como em Minas Gerais.

Um segundo turno nos dois estados, segundo aliados do presidente, é considerado crucial para evitar uma derrota nas eleições presidenciais.

CNN

Opinião dos leitores

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Geral

Senado ignora CPMI e dados do WhatsApp de Vorcaro ficam com Alcolumbre

Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

A CPMI do INSS foi esvaziada de informações consideradas centrais para a investigação ao ter ignorado, pela Advocacia do Senado, um pedido formal para acessar dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Com isso, as informações seguem sob controle exclusivo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem qualquer compartilhamento com o colegiado.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Na prática, Alcolumbre mantém em mãos a quebra dos sigilos telemáticos de Vorcaro enviados pela Meta, que incluem registros de contatos e grupos no WhatsApp, além de dados bancários e financeiros. Conforme já revelado, os documentos apontam movimentações expressivas, com faturas de cartão de crédito que chegam a R$ 2,4 milhões mensais.

A concentração do material ocorreu após decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, em 12 de dezembro, que determinou o envio de todos os dados sigilosos de Vorcaro ao gabinete da presidência do Senado. Desde então, a CPMI perdeu acesso às informações, apesar de ter solicitado formalmente à Advocacia do Senado que peticionasse ao Supremo para reverter a medida — o que nunca foi feito.

A CPMI havia aprovado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro por conta da relação do Banco Master com o INSS, no âmbito da oferta de crédito consignado a aposentados. Diante do impasse, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que solicitou audiência com Dias Toffoli para tratar da devolução do material, enquanto cresce a insatisfação entre parlamentares com o esvaziamento da investigação.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esse cidadão honesto tem feito muito pelo país, é tão bom que foi reeleita pelo senadores, ele é tipo os ministros do STF que também são eleitos pelos senadores, estamos muito bem representados, outubro vem aí

  2. Batoré tem o rabo preso, se não tocar a música como eles mandam, aí a casa cai. Acorda Brasil.

  3. Tem um piloto de avião por aí que sabe muito sobre essa cambada, inclusive, cita nomes em um vídeo.

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Política

STF retoma atividades com caso Master, assassinato de Marielle e emendas parlamentares no centro da pauta

Foto: Antonio Augusto/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma os trabalhos nesta segunda-feira (2) com uma série de processos de forte impacto político no radar. Um dos principais focos é o caso envolvendo o Banco Master, que ainda concentra investigações pendentes, quebras de sigilo e questionamentos sobre decisões tomadas durante o recesso, especialmente aquelas relacionadas ao ministro Dias Toffoli.

Conforme apurou a CNN, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, deixou aberta a possibilidade de revisão de decisões adotadas no caso após o retorno das atividades. Em nota, Fachin afirmou que não se furtará a conduzir ou validar eventuais revisões, desde que feitas pelos meios regimentais, afastando qualquer influência de pressão política, manifestações populares ou críticas da imprensa.

Outro tema de destaque é o julgamento do assassinato da vereadora Marielle Franco. A expectativa é que, já em fevereiro, o STF leve a julgamento o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e outros réus acusados de participação no crime. Além disso, a Corte deve avançar em processos que investigam o desvio de recursos por meio de emendas parlamentares, envolvendo deputados do PL, com julgamento previsto para março.

O STF também deve enfrentar debates relevantes no plenário, como os limites do foro privilegiado e a chamada “uberização”, que discute o vínculo empregatício entre trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais. No campo penal, seguem no radar ações envolvendo Eduardo Bolsonaro e a possível conclusão do inquérito que apura o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso das joias sauditas, o que pode resultar em nova denúncia a ser analisada pela Corte.

Com informações da CNN

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