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O PT já trabalha com a possibilidade de que a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master se torne um dos principais temas da campanha eleitoral.
Segundo análise do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, integrantes do partido também torcem para que a situação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) ganhe ainda mais repercussão.
De acordo com a coluna, a avaliação entre petistas é que, como Ciro foi ministro do governo Jair Bolsonaro, a oposição também poderá ser envolvida no desgaste político caso o caso continue avançando.
Ainda segundo Cláudio Humberto, a preocupação do PT é reduzir os impactos sobre o palanque de Lula na Bahia, especialmente porque Jaques Wagner foi intimado a prestar depoimento à Polícia Federal no dia 7 de agosto, apenas dois dias após o prazo final para as convenções partidárias. A convenção do PT baiano está marcada para 1º de agosto.
A coluna afirma ainda que o partido aposta no caráter pluripartidário das investigações relacionadas ao Banco Master para evitar que o assunto monopolize o debate eleitoral. Por enquanto, segundo o colunista, a estratégia é manter o foco político na pauta do tarifaço.
Cláudio Humberto também lembra que Ciro Nogueira é apontado como autor da chamada “Emenda Master”, citada por beneficiar negócios ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Entre a operação da PF na residência de Jaques Wagner e o depoimento do senador haverá um intervalo de cerca de dois meses e meio, período que, na avaliação do colunista, pode influenciar o cenário político.
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