Saúde

Anvisa aprova importação controlada de vacinas Covaxin e Sputnik V, com rigorosas restrições

Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (4), a importação temporária e excepcional da vacina Sputnik V, da Rússia, e da vacina Covaxin, da Índia, mas com restrições para o uso de ambos os imunizantes no país. Grávidas, pessoas com doenças crônicas não controladas, pessoas com HIV e com histórico de anafilaxia pós-vacinação não devem tomar a vacina. (Veja abaixo outras contraindicações)

Anteriormente, o órgão rejeitou a importação de ambos os imunizantes, mas passou a discutir a possibilidade de aprovar o uso da Sputnik V após pressão de governadores do Nordeste, que já fizeram acordos com a Rússia para mais de 67 milhões de doses da Sputnik e por considerar lenta a vacinação no país e a necessidade de mais doses.

O Ministério da Saúde já reservou mais de 20 milhões de doses da Covaxin e aguarda a autorização da Anvisa para importar as doses.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, iniciou a reunião expressando pesar à todas as vítimas da pandemia e afirmando que acredita que o país vá alcançar um nível de vacinação internacional.

“Hoje mesmo, o noticiário internacional mostrou países que alcançaram um nível de vacinação que, mercê de Deus, vamos alcançar no menor prazo possível. Esses países já retomando suas vidas e começando a esboçar uma retomada do seu dia a dia, que certamente não será igual, mas talvez um pouco mais próximo do que era antes de mergulharmos nesse abismo de dor”, disse.

Pela legislação, estados, os municípios e o Distrito Federal ficam autorizados a adquirir, a distribuir e a aplicar as vacinas contra a Covid-19 registradas, autorizadas para uso emergencial ou autorizadas excepcionalmente para importação.

Esse uso após a aprovação da importação pode acontecer caso a União não realize as aquisições e a distribuição de doses suficientes para a vacinação dos grupos previstos no Plano Nacional de Imunização.

Quem não deve tomar as vacinas

Técnicos da Anvisa, como o gerente-geral de medicamentos Gustavo Mendes e Suzie Marie Teixeira Gomes, gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON), listaram para quais pessoas a vacina russa não é indicada.

“Entendemos que essa vacina não deverá ser utilizada por pessoas com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula, grávidas, lactantes, menores de 18, mulheres em idade fértil que querem engravidar, enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia”, disse Mendes.

Além disso, não poderão receber essa vacina pessoas que tenham recebido outra vacina contra Covid-19, febre, HIV, hepatite B ou C, que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores, tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados 3 meses antes, tenham recebido tratamentos com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação 36 meses, tenham recebido terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos, apontou o gerente da Anvisa.

As mesmas contraindicações foram feitas para a vacina Covaxin.

Responsabilidades dos Estados

Mendes alertou ainda que passa a ser responsabilidade dos estados evitar que sejam trocadas as doses da Sputnik V.

A primeira e segunda dose do imunizante russo têm adenovírus diferentes e devem ser administradas conforme a bula.

“Todas essas condicionantes terão que estar na bula. Como essa vacina é com dois adenovírus, o risco de troca dos dois componentes é grande, por isso estados deverão estabelecer as ações necessárias para evitar os erros de trocas entre os dois componentes da vacina”.

Mendes também destacou que a importação, distribuição e uso devem ser suspensos caso a Anvisa ou OMS reprovem o uso emergencial da Sputnik V. “Os estados devem comunicar amplamente à sociedade que a vacina Sputnik V importada não possui avaliação da Anvisa quanto aos critérios de qualidade, eficácia e segurança. Nós não tivemos acesso aos dados, então, como atestar?”

Condicionantes da Sputnik V

A entrega de documentos pelas autoridades russas, então pendentes na última solicitação da Anvisa, somada a documentação entregue pelos governadores do Nordeste e por informações adquiridas pela própria Anvisa via diplomacia de países que já utilizam a Sputnik V pesaram na decisão do colegiado.

Outro fator como a presença de efeitos colaterais considerados leves como febre e dor no local da aplicação também foram avaliados pela agência. No entanto, segundo a Anvisa a decisão virá junta de uma série de restrições quanto ao uso do imunizante russo no Brasil. Essas restrições a agência chamou de condicionantes.

Entre elas, Mendes alertou ainda que passa a ser responsabilidade dos estados evitar que sejam trocadas as doses da Sputnik V.A primeira e segunda dose do imunizante russo têm adenovírus diferentes e devem ser administradas conforme a bula.

“Todas essas condicionantes terão que estar na bula. Como essa vacina é com dois adenovírus, o risco de troca dos dois componentes é grande, por isso estados deverão estabelecer as ações necessárias para evitar os erros de trocas entre os dois componentes da vacina”.

  •  Distribuir e utilizar a vacina em condições controladas com condução de estudo de efetividade (estudo de vida real que ateste a proteção da vacina), com delineamento acordado com a Anvisa e executado conforme boas práticas clínicas;
  • Os lotes a serem destinados ao Brasil devem ser provenientes das plantas produtivas inspecionadas pela Anvisa na Rússia;
  • Os lotes importados devem ser aprovados pelo INCQS (laboratório vinculado à Fiocruz) por meio de análise laboratorial que demonstrem a ausência de adenovírus replicantes, que assegurem a sua qualidade. É fundamental que sejam disponibilizados os procedimentos operacionais padrão, materiais de referência, protocolos e insumos específicos para a Anvisa;
  • Os estados deverão disponibilizar às unidades de saúde as informações de rótulos e bulas, que sejam importantes para o uso correto do produto, no idioma português.

Condicionantes à exportação da Covaxin

Ana Carolina Moreira Marino, gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS), apresentou as condicionantes para aprovação da Covaxin.

“Queria deixar o recado e pedir que os diretores considerem nos seus votos: nós não estamos atestando qualidade e segurança das vacinas. Existem pendências técnicas que precisam ser resolvidas. Contudo, a lei existe e foi pensada no contexto da pandemia. Estamos no esforço da área técnica para pensar estratégias e resolver o acesso às vacinas. Sabemos que vacinas são importantes, mas vacinas de segurança, qualidade e eficácia comprovada”, disse

  • Devem ser apresentados os resultados de imunogenicidade e relatório clínico de segurança, conforme datas declaradas pela representante no Brasil;
  • Os lotes destinados ao Brasil devem ser provenientes das plantas produtivas inspecionadas pela Anvisa;
  • Lotes importados devem ser aprovados pela INCQS por meio de análise laboratorial que demonstrem a potência da vacina, o conteúdo antigênico e também assegurem a sua qualidade. É fundamental que sejam disponibilizados os Procedimentos Operacionais Padrão, materiais de referência, protocolos e insumos específicos.
  • Contra-indicação/restrição de uso: A vacina não deverá ser utilizada por pessoas com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula, gravidez, lactantes, menores de 18 anos, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos 12 meses, enfermidades graves ou não controladas (cardiovascular, respiratória, neurológica, insuficiência hepática, insuficiência renal, patologias endócrinas) e antecedentes de anafilaxia;
  • Não poderão receber essa vacina pessoas que tenham recebido outra vacina contra Covid-19, que tenham febre, HIV, hepatite B ou C, que tenham se vacinado nas quatro semanas anteriores, tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados três meses antes, tenham recebido tratamento com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação em 36 meses, tenham recebido terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos.
  • O Ministério da Saúde deverá disponibilizar às unidades de saúde as informações de rótulos e bulas, que sejam importantes para o uso correto do produto, no idioma português;
  • O Ministério da Saúde deverá suspender a importação, distribuição e uso, caso a Anvisa ou a OMS reprovem o uso emergencial da vacina Covaxin;
  • O Ministério da Saúde deverá comunicar amplamente à sociedade que a vacina Covaxin importada não possui avaliação da Anvisa quanto aos critérios de qualidade, eficácia e segurança.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Com tantas restrições não era pra ser liberada, os governadores comunista do nordeste vão comprar de todo jeito

  2. A porra dessa vacina russa só vai servir para o consórcio ROUBESTE encher o caixa pra campanha de 2022

    NÃO AO CONSÓRCIO ROUBESTE
    NÃO À VACINA RUSSA
    NÃO À VACINA CHINESA

  3. Como são poucas as doses era para priorizar: os governantes e seu secretariado,em seguida os cargos de chefia e os comitês cientificos, eles tem a prioridade.

  4. Ai meu Deus já vi que esses comunistas do nordeste vão trazer essa vista da,Sputnik v , se o desgoverno do RN comprar eu não tomo essa vista, cheia de restrições.

  5. Os bandidos do consórcio Nordeste estão se lambendo pra que isso seja aprovado. Lá se vão mais um monte de dinheiro roubado. Gabas deve tá muito feliz

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Geral

América é punido pela FNF, perde 18 pontos por utilizar jogador irregular e cai para a penúltima posição na tabela

Foto: Edmário Oliveira/América FC

A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) publicou a Resolução nº 003/2026 (veja aqui) que pune América SAF e Potyguar Seridoense por uso irregular de atletas no Campeonato Potiguar 2026.

O América foi punido com a perda de 18 pontos e o Potyguar de Currais Novos perdeu 15 pontos, com base no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o que os coloca na penúltima e núltima colocação, respectivamente, na tabela de classificação.

A punição decorre de denúncia feita por seis clubes, que apontaram a utilização de jogadores com vínculo não profissional acima do limite de idade previsto no regulamento.

Segundo a apuração, o atleta Elias Vitor Conceição dos Santos atuou de forma irregular pelo América SAF. Já o Potyguar Seridoense utilizou Fabrício Cabral da Silva e Caio Vinícius da Cruz Lima em partidas entre a 1ª e a 4ª rodada.

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Geral

Setor hoteleiro do RN projeta ocupação de 79% durante o Carnaval de 2026, diz ABIH

Foto: Alex Régis

O setor hoteleiro do Rio Grande do Norte projeta ocupação média de 79% durante o Carnaval de 2026, segundo pesquisa da ABIH-RN. O índice representa queda de 7 pontos percentuais em relação a 2025, quando a taxa chegou a 85%.

Para o presidente da entidade, Edmar Gadelha, a retração reflete problemas de competitividade do destino, especialmente a baixa conectividade aérea e o alto custo das passagens, o que reduz o fluxo de turistas.

Apesar disso, Natal segue com demanda relevante no período, impulsionada pelas praias urbanas e pela programação. Outros destinos potiguares também devem receber turistas, como Pipa, São Miguel do Gostoso, Mossoró e Caicó.

O presidente da ABAV-RN, Antônio Neto, avalia que a expectativa do trade é positiva, sustentada por três fatores: boa ocupação hoteleira, reforço da malha aérea e forte turismo regional, que costuma decidir a viagem próximo da data.

Segundo ele, o Carnaval ocorre no fim da alta estação e se beneficia da demanda já instalada do verão, mantendo a visibilidade do destino e ajudando na conversão de vendas.

A avaliação geral, no entanto, é de expectativa moderada. Com passagens aéreas caras, cresce o turismo regional e rodoviário, sobretudo de estados do Nordeste e do interior do RN.

Para a Emprotur, o Carnaval funciona como atrativo adicional para manter turistas no estado, com destaque para o público jovem e visitantes internacionais, especialmente argentinos.

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Educação

Prefeitura do Assú entrega 10 novas salas de aulas no CEPA ampliando acesso a educação infantil

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Assú inaugurou nesta sexta-feira (30) o anexo do Centro Educacional Pedro Amorim (CEPA), marcando o início do ano letivo 2026 com ampliação da rede municipal de ensino.

A nova estrutura conta com 10 salas de aula amplas, modernas, climatizadas, e banheiros fortalecendo o atendimento e a expansão da rede municipal. O anexo foi construído em parceria com o Consórcio Sol de Assú, projeto de energia solar da Engie Brasil.

A inauguração acontece em momento de expansão da estrutura educacional de Assú. A gestão municipal desenvolve um dos maiores pacotes de obras em escolas dos últimos anos, com cinco unidades em reforma e ampliação.

O anexo do CEPA beneficia cerca de 500 crianças da educação infantil. A ampliação garante mais espaço, conforto, dignidade e qualidade no aprendizado.

Educação em transformação

A Prefeitura de Assú desenvolve um dos maiores pacotes de investimentos na educação municipal dos últimos anos. As ações representam compromisso da gestão com a melhoria da qualidade do ensino público.

Escolas em reforma e ampliação:

– Escola Nair Fernandes: obra concluída com nova quadra esportiva com arquibancada, praça de convivência, revitalização completa e pintura total da estrutura
– Escola Engenheiro Carlos Queiroz (Mendubim): melhorias estruturais e instalação de climatização
– Escola Joaquim Rodrigues (Santa Clara): melhorias estruturais e instalação de climatização
– Escola Alferes Soares Filgueira (Porto Piató): recuperação da cobertura, alvenarias, novas instalações elétricas e hidráulicas, além de climatização
– Escola Senador Georgino Avelino (Bela Vista Piató): reconstrução completa em parceria com a Engie Brasil, com estrutura totalmente nova, moderna e segura

Outros investimentos em educação:

– Entrega de fardamento escolar completo para mais de 5 mil alunos
– Distribuição de novos materiais esportivos
– Convocação de professores efetivos aprovados em concurso
– Convocação de estagiários
– Fortalecimento do Programa Bolsa Educação, que beneficia cerca de 600 estudantes

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Saúde

Lula recebe alta de hospital após cirurgia de catarata

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu alta do hospital nesta 6ª feira (30.jan.2026) depois de fazer cirurgia de catarata no olho esquerdo. O petista deixou o CBV Hospital de Olhos, em Brasília, por volta de 10 horas.

Lula passou por exames pré-operatórios no hospital na manhã de 5ª feira (29.jan.2026). Essa foi a 2ª cirurgia de catarata feita pelo presidente. O procedimento, considerado simples e com duração de aproximadamente 30 minutos, também foi realizado no olho direito, em 2020.

A catarata se dá quando o cristalino do olho perde a transparência. O fenômeno provoca visão embaçada, dificuldade para enxergar cores e sensibilidade à luz. É considerado comum em pessoas com mais idade. Lula tem 80 anos.

O procedimento consiste em substituir o cristalino do olho por uma lente intraocular artificial.

Lula retornou à Granja do Torto, onde tem ficado com a reforma no Palácio do Alvorada. A expectativa é que volte a enxergar normalmente em 48 horas.

O presidente tem afirmado que condiciona uma eventual candidatura à reeleição em 2026 à manutenção da saúde física e mental. Já disse que só disputará um novo mandato se estiver “bem de saúde” e com disposição para governar.

Desde o início do atual mandato, em 2023, o petista passou por ao menos 5 procedimentos ou episódios médicos relevantes.

Poder360

Opinião dos leitores

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Polícia

Investigação apura perda de 12,7 mil remédios vencidos em Serra do Mel

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Serra do Mel adquiriu 1.000 frascos de Paracetamol 200 mg/ml com apenas nove dias de validade, embora o consumo estimado das unidades básicas de saúde indicasse a utilização de apenas nove unidades dentro do prazo, o que resultou em uma perda provável de 99,1% do estoque, segundo auditoria de uma nota fiscal que integra a investigação da Operação Mederi. As análises apontam uma perda provável de 12,7 mil diferentes remédios por expiração do prazo de validade na cidade de 13,8 mil habitantes, localizada no Oeste potiguar.

Serra do Mel está entre os municípios investigados na Operação Mederi, que apura irregularidades em contratos, licitações e na gestão de recursos públicos destinados à área da saúde em cinco cidades do Rio Grande do Norte. A investigação da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que, desde 2016, Serra do Mel movimentou R$ 4,08 milhões com a Dismed e mais R$ 1,4 milhão com a Drogaria Mais Saúde entre 2024 e 2025. A reportagem da TN não conseguiu contato com a Prefeitura de Serra do Mel.

Os dados sobre os medicamentos constam em relatório técnico que analisou compras destinadas às UBSs de Serra do Mel e apontou um descompasso entre o volume adquirido, o prazo de validade e a demanda real da rede pública de saúde. No caso do Paracetamol, a fiscalização calculou que 991 frascos apresentavam perda provável, já que não havia tempo hábil nem histórico de consumo compatível para utilização antes do vencimento.

No entanto, a situação não se restringiu ao Paracetamol. Outros medicamentos adquiridos também apresentavam validade reduzida e quantidades incompatíveis com o consumo médio nas UBSs. Entre os itens estão lotes de Azitromicina 200/500 mg, Aciclovir 200 mg, Metoclopramida 10 mg, todos comprados com validade residual que variava entre 30 e 62 dias. Mesmo assim, as quantidades adquiridas superavam, em larga escala, o consumo estimado até o vencimento.

ara se ter uma ideia, a fiscalização identificou a compra de 8.950 unidades de Azitromicina 500 mg com validade de 60 dias, apesar de consumo estimado de 759 unidades no período, o que representa uma perda provável superior a dez vezes o volume que poderia ser absorvido pela rede municipal. Em outras palavras, a auditoria mostra que, das 8.950 unidades de Azitromicina 500 mg compradas, 8.191 (91,5%) foram jogadas no lixo, de acordo com a investigação.

O relatório também atestou a situação do medicamento “Succinato de Metoprolol 100 mg”, que teria sido fornecido em 1.000 unidades, com prazo de validade de apenas um dia, o que resultou na perda total do lote no dia seguinte.

Os auditores destacam que os achados referentes ao município evidenciam fragilidade nos controles internos e ausência de critérios técnicos adequados na definição das quantidades adquiridas, especialmente em compras realizadas com produtos próximos ao vencimento.

“Em auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União no referido município, foram identificados os seguintes achados: a) parte significativa dos produtos pagos pela Prefeitura não é entregue pela empresa Dismed; b) são adquiridos produtos em quantidades superiores ao histórico de consumo da rede municipal de saúde; c) são realizados pagamentos por produtos com prazo de validade residual incompatível com o padrão de consumo do município; d) sobrepreço da ordem de R$ 53.800,00 nos itens contratados com a empresa Dismed no Pregão nº 006/2023”, diz o relatório.

Tribuna do Norte

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Polícia

Morte de corretora pode ter acontecido em cerca de 8 minutos, diz polícia

Foto: Reprodução 

A Polícia Civil de Goiás afirma que a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, pode ter acontecido em um intervalo de oito minutos. Isso porque esse foi o tempo entre o sumiço dela das imagens das câmeras de segurança e a passagem de outra moradora pelo local onde a vítima teria sido morta.

Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada morta na madrugada da última quarta-feira (28), em uma área de mata na região de Caldas Novas (GO).

Segundo a polícia, Daiane desaparece das imagens às 19h, e às 19h08 as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo local.

“Estabelecemos que o crime foi cometido no máximo dentro desse prazo, sem que o porteiro tivesse autorizado a entrada de pessoas estranhas, sem qualquer fluxo estranho que tivesse sido presenciado”, pontuou a polícia.

CNN

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Cidades

Prefeitura desmembra área de Candelária e sanciona novo bairro em Natal

Foto:  Magnus Nascimento 

A Prefeitura do Natal sancionou a Lei nº 8.044, que cria oficialmente o bairro Parque das Colinas, a partir do desmembramento de parte do bairro de Candelária, na zona Sul da capital. A nova divisão administrativa foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município desta quinta-feira (29). De acordo com a lei, o novo bairro passa a existir formalmente no mapa urbano de Natal, com delimitação territorial definida e mapeamento próprio, que integra o anexo da norma.

Os limites do novo bairro são estabelecidos por importantes vias da zona Sul. Ao Norte, o Parque das Colinas faz divisa com a Avenida Governador Tarcísio de Vasconcelos Maia; ao Leste, com a via marginal da BR-101; ao Sul, com a Avenida Antoine de Saint’ Exupéry; e, a Oeste, com a Avenida Prefeito Omar O’Grady.

A lei também autoriza o Poder Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), a implantar a sinalização oficial de identificação do novo bairro, inclusive nas placas de logradouros públicos. A norma determina ainda que essa sinalização seja padronizada e mantida em bom estado de conservação.

Tribuna do Norte 

Opinião dos leitores

  1. Acredito que seja o último bairro de nossa cidade, espero que o prefeito olhe para o nosso bairro, diferente dos anteriores, que nunca fizeram absolutamente nada, só sabiam cobrar os impostos. Tão central, tão bonito, e tão esquecido e desvalorizado pelos governos anteriores. Vamos sonhar…..

  2. Esse interesse desse desmendatemento do bairro, deve ser a questao do aumento do IPTU, p gastarem com festas carissimas, pois o bairro Parque das Colinas, possui muitas casas confortaves,isso favoresse o aumento de Receita.

  3. Espero que com a criação desse “novo bairro”, possamos ter algum benefício, porque por enquanto é só lixo, buracos, falta de iluminação, falta de calçamento, falta de saneamento e água, abandono total, a única coisa que não vacilam é com o IPTU, botam pra arrebentar.

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Economia

Setor público tem déficit de R$ 55 bilhões em 2025, diz Banco Central

Foto: Reprodução

O setor público consolidado — formado por União, Estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (30).

O resultado representa o maior déficit desde 2023. Veja a série histórica do setor público consolidado no acumulado do ano:

  • 2020: déficit de R$ 702,95 bilhões
  • 2021: superávit de R$ 64,727 bilhões
  • 2022: superávit de R$ 126 bilhões
  • 2023: déficit de R$ 249,123 bilhões
  • 2024: déficit de R$ 47,552 bilhões
  • 2025: déficit de R$ 55 bilhões
  • CNN

Opinião dos leitores

  1. Só Prejuízos…quem paga essa conta?! Não a indícios suficientes para um impeachment?

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Cidades

RN cria 15,8 mil empregos em 2025, menor saldo desde a pandemia

Foto: Adriano Abreu

O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com saldo positivo de 15.870 empregos formais, segundo dados do Novo Caged, resultado de 257.414 admissões e 241.544 demissões ao longo do ano. Apesar de manter o mercado de trabalho no campo positivo, o desempenho representa uma forte desaceleração na geração de vagas e configura o menor saldo anual desde a pandemia da covid-19, quando o estado terminou 2020 com resultado negativo de 3.146 desligamentos a mais que o número de contratações.

Em comparação com 2024, quando o RN havia registrado saldo de 34.156 postos, a queda foi de mais de 53%. O resultado de 2025 também ficou abaixo dos saldos observados em 2023 (22.496 vagas), 2022 (21.030) e 2021 (32.692), evidenciando um ritmo mais fraco de expansão do emprego formal no estado.

Ainda assim, o RN acompanhou a tendência nacional de crescimento do emprego ao longo do ano. Em 2025, o Brasil fechou o período com saldo positivo de 1.279.498 vagas com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Todas as unidades da federação tiveram resultado positivo no acumulado do ano, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia em números absolutos, e Amapá, Paraíba e Piauí nas taxas proporcionais de crescimento.

Tribuna do Norte

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Política

Com debandada de ministros, Lula aposta em nomes da própria equipe para evitar paralisia no governo

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Com a proximidade do calendário eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma ampla reformulação no primeiro escalão. A expectativa é que mais de 20 ministros deixem seus cargos até o fim de março para disputar as eleições de outubro. Para evitar descontinuidade administrativa neste último ano de mandato, Lula tem sinalizado que pretende recorrer a “soluções caseiras”, promovendo quadros que já integram os ministérios.

A orientação no Palácio do Planalto é priorizar secretários-executivos e auxiliares diretos, que conhecem a rotina das pastas e podem manter o ritmo das entregas. Um dos movimentos já definidos envolve a Casa Civil. A atual secretária-executiva, Miriam Belchior, deve assumir o ministério no lugar de Rui Costa, que deixará o cargo para concorrer ao Senado pela Bahia. A escolha já foi comunicada internamente e segue a lógica de continuidade defendida pelo presidente.

Miriam Belchior integra o núcleo do governo desde o início do mandato e tem histórico de peso na gestão petista. Foi ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff e presidiu a Caixa Econômica Federal entre 2015 e 2016. A avaliação de aliados é de que o perfil técnico da futura ministra ajuda a blindar a Casa Civil de turbulências em um período de transição política.

Na área econômica, a tendência é semelhante. O atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, é o nome mais cotado para assumir o comando da pasta com a saída de Fernando Haddad, prevista para fevereiro. Haddad, que ainda não decidiu se disputará eleições ou atuará na articulação política da campanha de Lula, tem feito elogios públicos ao auxiliar e defendido sua trajetória em governos petistas. A eventual ascensão de Durigan é vista como um sinal de estabilidade ao mercado, sem mudanças bruscas na política fiscal.

Outra troca em andamento envolve a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Com a saída de Gleisi Hoffmann para disputar o Senado pelo Paraná, o nome mais forte para assumir a articulação política do governo é o de Olavo Noleto, atual presidente do Conselhão. Auxiliares do Planalto destacam sua experiência, a confiança de Gleisi e o bom trânsito com parlamentares como fatores decisivos para a escolha.

Com essas movimentações, Lula busca atravessar o ano eleitoral mantendo o funcionamento da máquina pública e evitando sobressaltos administrativos. A aposta em nomes da própria equipe reflete a estratégia de preservar a agenda do governo enquanto ministros deixam o Planalto para entrar de vez na disputa política.

Com informações do Metrópoles

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