A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) definiu o preço máximo para a caneta emagrecedora brasileira.
Em maio, informou a CNN, a agência já havia dado o aval para a fabricação nacional do medicamento de semaglutida sintética da fabricante EMS após o fim da patente do Ozempic, derrubada em 20 de março.
O pedido foi feito em 2023. O Ozivy faz parte dos chamados medicamentos do tipo GLP-1 e é feito à base de semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic. Essa categoria é indicada para o tratamento da diabetes tipo 2 e é popularmente conhecida como “canetas emagrecedoras”.
O teto fixado é de R$ 803,44 para as embalagens com uma caneta na dosagem de 1,34 mg/ml.
Mesmo com o teto, é a EMS quem vai definir o preço final para venda. Na última semana, o vice-presidente da farmacêutica, Marcus Sanchez, afirmou que a empresa quer a precificação em 30% inferior à das principais opções disponíveis.
Caso a venda seja de duas unidades, o valor vai a R$1.606,88. No parecer, a agência diz ter usado como base para o cálculo os preços dos medicamentos Extensior e Ozempic, que têm a mesma “indicação terapêutica e posologia aprovadas em bula que o medicamento objeto do pleito”.
Os valores não incluem a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que varia conforme cada estado brasileiro.
O Governo do Rio Grande do Norte confirmou nesta terça-feira (2) a existência de problemas no novo sistema responsável pelo abastecimento da frota oficial do Estado. A informação foi divulgada por meio de nota da Secretaria de Estado da Administração (Sead), após relatos de dificuldades enfrentadas por alguns veículos para realizar o abastecimento.
De acordo com a pasta, noticiou o Portal 96 FM, a instabilidade ocorreu nos primeiros dias de funcionamento da nova plataforma, implantada recentemente para gerenciar o abastecimento dos veículos estaduais. Durante o mês de maio, toda a frota passou por um processo de cadastramento e adaptação ao novo sistema.
A Sead afirmou que a maior parte dos veículos segue sendo abastecida normalmente nos postos credenciados e que os transtornos atingiram apenas parte da frota em razão da falha técnica identificada. O órgão informou ainda que acompanha a situação desde as primeiras ocorrências e trabalha junto à empresa responsável para restabelecer a normalidade do serviço.
Na nota, o governo também negou informações que circulam sobre a existência de limites financeiros para abastecimento das forças de segurança ou de cotas diárias nos postos credenciados. Segundo a secretaria, não houve qualquer restrição desse tipo imposta pela empresa operadora do sistema.
Confira a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Secretaria de Estado da Administração informa que, nesta terça-feira (02), identificou uma instabilidade técnica temporária no sistema operado pela empresa contratada para o gerenciamento do abastecimento da frota oficial do Estado.
A ocorrência foi registrada nos primeiros dias de funcionamento desse novo sistema de abastecimento da frota estadual, implantado recentemente pelo Governo do Estado. Durante o mês de maio, todos os veículos utilizados pela administração estadual passaram por um processo de cadastramento e adequação à nova plataforma, que tem como objetivo ampliar a eficiência, o controle e a segurança na gestão do abastecimento da frota pública.
A maioria dos veículos segue realizando abastecimento normalmente na rede de postos credenciados. As dificuldades registradas atingiram apenas alguns veículos em razão da instabilidade verificada no sistema.
A SEAD acompanha a situação desde as primeiras ocorrências e atua diretamente junto à empresa responsável pela operação do sistema para normalizar o serviço e assegurar o atendimento de toda a frota estadual, sem prejuízos à prestação dos serviços públicos.
A Secretaria esclarece ainda que não procedem as informações de que a empresa operadora tenha imposto limites operacionais ao abastecimento das forças de segurança pública ou estabelecido tetos financeiros para o abastecimento da frota estadual. Da mesma forma, a SEAD desconhece a existência de supostas cotas diárias para abastecimento nos postos credenciados.
O Governo do Estado segue monitorando a operação do novo sistema e adotando as medidas necessárias para garantir a continuidade do abastecimento dos veículos oficiais e a prestação dos serviços públicos à população.
Natal, 02 de junho de 2026. Secretaria de Estado da Administração
Uma soldado da Polícia Militar, de 36 anos, que não teve a identidade divulgada, foi presa por atirar na perna da atual companheira do ex-marido, uma mulher de 31 anos. O desentendimento entre as duas teria sido motivado por causa de pão de queijo, de acordo com o registro da PM. O caso ocorreu na noite dessa segunda-feira (1º) no bairro Cauamé, zona Oeste de Boa Vista, no estado de Roraima. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Geral de Roraima (HGR). As informações são do G1 Roraima.
A soldado informou aos policiais que atenderam a ocorrência que tem a guarda compartilhada da filha com o ex-marido e que tinha ido até a casa do pai da criança para entregar uma sacola de pão de queijo para a filha. Ela relatou ainda que, um pouco depois, a madrasta pediu que a menina ligasse para a mãe para que ela retornasse ao local e buscasse os pães de queijo. O caso foi por volta das 20h36.
Ainda segundo a policial, cerca de 20 minutos após a ligação, ela volta à casa do ex-marido e inicia uma discussão com a madrasta da filha. A ação foi registrada por uma câmera de segurança. As imagens mostram a mulher indo até o portão com uma sacola na mão. Em seguida, ela abre o e começa a conversar com a policial. O vídeo também registra a discussão entre as duas. Em determinado momento, a soldado vai até o carro e retorna atirando contra a vítima, que sai mancando.
A policial alegou ainda em seu relato aos colegas de farda que atenderam a ocorrência que se sentiu desacatada ao ser chamada de “policialzinha de merda” e “vagabunda”. Ela também informou que “acionou o gatilho acidentalmente”. A mulher baleada relatou à PM que, durante a discussão, disse à soldado que ela “só se garantia na farda”. Segundo a vítima, após a fala, a policial foi até o carro, pegou a arma e atirou.
No registro da ocorrência, a PM informou que a soldado permaneceu no local após o disparo e acionou o socorro. A arma utilizada por ela, uma pistola calibre 9 milímetros, além de 12 munições, foi apreendida. O caso foi registrado na delegacia como lesão corporal dolosa e disparo de arma de fogo em local habitado, em via pública ou em suas proximidades. Equipes da Perícia Criminal também estiveram na residência para realizar os procedimentos periciais. Após os trabalhos no local, a policial foi conduzida à delegacia, onde foi apresentada à autoridade policial responsável pelo caso.
Parlamentares da oposição protocolaram uma nova ofensiva contra ministros do governo Lula, apelidada de “Impeachmaço 2.0”.
A medida ocorre após o arquivamento de pedidos anteriores pela Procuradoria-Geral da República (PGR), decisão que gerou forte reação entre os congressistas.
Os parlamentares apontam que em fevereiro, haviam protocolado pedidos de impeachment contra 16 ministros do governo por descumprimento do prazo constitucional para responder requerimentos de informação enviados pelo Congresso Nacional.
A Constituição Federal estabelece prazo de 30 dias para resposta e prevê crime de responsabilidade em caso de não atendimento.
No entanto, a PGR arquivou os pedidos adotando uma interpretação considerada inédita pela oposição. Na prática, o órgão entendeu que o atraso, por si só, não seria suficiente para caracterizar crime de responsabilidade.
Segundo a decisão, seriam necessários três elementos simultâneos:
• que o requerimento tivesse sido regularmente encaminhado pela Mesa da Câmara, Senado ou comissão;
• que houvesse atraso injustificado;
• e que existissem indícios de conduta dolosa, ou seja, intenção deliberada de ocultar informações.
Além disso, a decisão considerou que uma resposta enviada fora do prazo constitucional poderia afastar a configuração do crime.
Para a deputada federal Carol De Toni (PL-SC), a interpretação esvazia a função fiscalizatória do Congresso.
“Estamos diante de uma situação muito grave. A Constituição fala em 30 dias. Não fala em 300 dias, nem em mil dias, muito menos em vários anos. Se o governo pode responder quando quiser e ainda assim não acontecer nada, então o instrumento de fiscalização do Parlamento perde completamente a eficácia”, afirmou.
Diferentemente dos pedidos anteriores, a nova iniciativa foi estruturada justamente com base nos parâmetros utilizados pela própria PGR. Um dos casos envolve a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Segundo os parlamentares, diversos requerimentos aprovados regularmente pela Câmara permanecem sem resposta até hoje. Somados, os atrasos ultrapassariam 3.688 dias acumulados sem qualquer justificativa formal apresentada, envolvendo questionamentos sobre execução de emendas, recursos da Lei Rouanet e programas públicos ligados à cultura.
Situações semelhantes teriam ocorrido em outras pastas do governo federal. De acordo com o levantamento apresentado pela oposição, a soma de atraso de alguns requerimentos da ministra Anielle Franco totalizam 1.514 dias de atraso em respostas; do Luiz Marinho, 1.129 dias; da Margaret Menezes, 3.688 dias; do Sidônio Palmeira, 488 dias; e do Vinícius Carvalho, 795 dias.
Para a oposição, a reiteração das omissões e o longo período de silêncio afastariam a tese de mero atraso burocrático. Carol ainda relembrou que o cidadão comum está sujeito a multas, juros e sanções por atrasos em obrigações legais e tributárias, sem margem para descumprimentos prolongados, autoridades públicas estariam acumulando meses e até anos de atraso sem consequências proporcionais.
“A própria PGR disse que seria necessária demora injustificada e indícios de intenção deliberada. Então a pergunta é simples: milhares de dias sem resposta, sem justificativa e de forma reiterada podem ser tratados como mera burocracia?”, questionou Carol.
Os parlamentares sustentam que não se trata apenas de uma disputa jurídica, mas de uma discussão institucional sobre os limites da relação entre Executivo e Legislativo.
“Quando o Congresso pergunta, não pergunta por curiosidade. Pergunta em nome da população. Ignorar esses instrumentos significa enfraquecer um dos principais mecanismos de controle previstos na Constituição”, concluiu.
O papa Leão XIV nomeou, nessa terça-feira (2), uma executiva do conglomerado de mídia católica Eternal Word Television Network (EWTN), dos Estados Unidos (EUA), como a nova chefe do Departamento de Comunicações do Vaticano. É primeira nomeação de uma mulher para o cargo sênior da Igreja.
Maria Montserrat Alvarado, da Cidade do México, liderará o Dicastério para as Comunicações do Vaticano, uma operação em expansão que supervisiona o portal de notícias do Vaticano, a estação de rádio, o jornal e o escritório de imprensa, entre outras entidades.
Alvarado, presidente e diretora de operações da EWTN News desde 2023, substituirá Paolo Ruffini, que ocupa o cargo desde 2018 e está se aposentando. Ela iniciará suas funções em novembro, informou o Vaticano em comunicado.
A EWTN foi lançada por uma freira chamada Madre Angélica em 1981, mas se tornou um conglomerado de mídia global com quase uma dúzia de estações de TV, uma divisão de publicação de livros, um jornal e uma afiliada de rádio.
A emissora geralmente atrai os católicos conservadores dos EUA. O presidente Donald Trump apareceu na rede várias vezes e um de seus principais apresentadores é colaborador da Fox News.
A emissora criticava ocasionalmente o falecido papa Francisco, que se queixava de a rede “falar mal” dele.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, informou que irá acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o petista insinuar que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mereciam ser enforcados.
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele, são vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merece os traidores?”, questionou o presidente, ao cometer um ato falho, uma vez que Tiradentes é quem morreu enforcado por ser um dos líderes da Inconfidência Mineira.
A declaração foi dada durante um evento realizado no interior de Goiás, nesta terça-feira (2). Lula reclamou da decisão dos Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros em até 25%.
A medida foi anunciada pelo governo americano dias após o senador brasileiro ter um encontro com o presidente Donald Trump.
Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que apresentará ainda nesta terça uma denúncia ao STF contra Lula. De acordo com o senador, a fala do presidente configuraria ameaça e incitação ao crime.
“Lula afirmou que o senador deveria ter o mesmo destino que Tiradentes e ser morto por enforcamento. A fala do presidente configura crime de ameaça e de incitação ao crime”, diz a nota divulgada pelo parlamentar.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a iniciativa anunciada pelo senador.
A seleção brasileira embarcou rumo aos Estados Unidos na noite dessa segunda-feira (01/06) para a Copa do Mundo, que começa na próxima semana. Com o sonho de buscar o hexa para os brasileiros, a delegação usou um uniforme em tons de cinza, com o escudo bordado da seleção, que dividiu opiniões na internet.
Segundo o portal O Tempo, o uniforme foi idealizado pelo estilista Ricardo Almeida com referências externas e de tendências da moda atual. É a terceira vez que o profissional é responsável pela produção da seleção brasileira em copas do mundo.
No início de maio, Ricardo deu detalhes da escolha e explicou que as roupas usadas pelos jogadores no embarque seriam diferentes da comissão técnica pela primeira vez:
“A gente pôs os jogadores dessa maneira mais descontraída, e a comissão técnica, que seria mais executiva, a gente pôs de alfaiataria”, contou Ricardo Almeida ao Jornal Nacional em maio.
Durante o embarque, os atletas usaram um look mais moderno e despojado, já Ancelotti e a comissão viajaram com o blazer tradicional.
A delegação brasileira viajou com mais de cem pessoas, e os uniformes começaram a ser confeccionados muitos antes da convocação oficial dos jogadores. Ajustes para cada atleta escolhido foram feitos nos últimos dias.
Na web, internautas elogiaram e também criticaram a escolha. Alguns internautas compararam o uniforme ao que é usado por profissionais do SUS, mecânicos e até quem trabalha com dedetização. Outros elogiaram as peças e afirmaram que o time estava com a ‘aura de campeão’.
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (2) um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) que derruba uma resolução do Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente) sobre o atendimento e acesso ao aborto legal por crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A matéria vai à promulgação.
Segundo informações da CNN, a proposta foi incluída de última hora na pauta do dia como item extrapauta, além de ter sido votada de maneira simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos. De autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), o texto foi aprovado no final de 2025 na Câmara dos Deputados e aguardava análise da Comissão de Direitos Humanos do Senado, o que aconteceu nesta terça.
Publicada em dezembro de 2024, a resolução do Conanda considera que a interrupção da gravidez não dependerá da apresentação de boletim de ocorrência policial, de decisão judicial autorizativa ou da comunicação aos responsáveis legais nos casos em que houver suspeita de violência sexual ocorrida na família.
O texto da resolução também estabelece que, em caso de divergência entre a vontade da criança e a dos pais ou responsáveis, os profissionais de saúde deverão acionar a Defensoria Pública e o Ministério Público para obter orientações legais sobre os procedimentos a serem seguidos.
“Os pais, se não forem eles os culpados, precisam participar desse processo de proteção da criança”, defendeu Damares. “Vamos dar a oportunidade para o Conanda rever essa resolução”, acrescentou a senadora.
Na prática, a resolução viabiliza o processo de interrupção da gravidez em crianças e adolescentes que relatarem gestação “decorrente de violência sexual e/ou situação de risco de vida ou diagnóstico de anencefalia” e manifestarem o interesse na interrupção legal da gravidez.
A norma não altera a legislação sobre aborto. O Código Penal permite o aborto legal no caso de gravidez resultante de estupro. A resolução também prevê diretrizes para a prevenção à violência sexual e da gestação na infância, como o acesso a informações que permitam a identificação e denúncia de situações de violência sexual.
O texto da resolução também estabelece que, em caso de divergência entre a vontade da criança e a dos pais ou responsáveis, os profissionais de saúde deverão acionar a Defensoria Pública e o Ministério Público para obter orientações legais sobre os procedimentos a serem seguidos.
“Os pais, se não forem eles os culpados, precisam participar desse processo de proteção da criança”, defendeu Damares. “Vamos dar a oportunidade para o Conanda rever essa resolução”, acrescentou a senadora.
Na prática, a resolução viabiliza o processo de interrupção da gravidez em crianças e adolescentes que relatarem gestação “decorrente de violência sexual e/ou situação de risco de vida ou diagnóstico de anencefalia” e manifestarem o interesse na interrupção legal da gravidez.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da 19ª Promotoria de Justiça de Natal, instaurou um procedimento preparatório para apurar as providências adotadas pelas forças policiais do Rio Grande do Norte para assegurar a neutralidade política de suas atividades no período eleitoral de 2026.
A iniciativa baseia-se no artigo 6º da Constituição Estadual, que proíbe expressamente o favorecimento de partidos ou grupos políticos por parte do Estado, de suas autoridades ou de seus servidores, garantindo o tratamento igualitário a todos os cidadãos. O objetivo do MPRN é garantir que as polícias atuem estritamente como instituições de Estado, com comportamento técnico e imparcial, sem influências político-partidárias.
A abertura da investigação ocorreu após a divulgação de dois episódios recentes em redes sociais, nos quais políticos participaram de diligências policiais e utilizaram as ações como propaganda eleitoral. No primeiro caso, em Natal, um vereador que pretende se candidatar a deputado estadual acompanhou e filmou uma prisão em flagrante realizada pelas Polícias Civil e Científica. No segundo evento, ocorrido em Mossoró, outro vereador, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal, usou colete balístico e publicou vídeos afirmando ter participado de uma operação da Polícia Militar. Esta última prisão foi considerada abusiva e acabou relaxada pela Justiça.
Punições
O MPRN ressalta que o desrespeito ao dever de neutralidade política gera punições severas para os agentes envolvidos. Para os servidores civis, como policiais civis e peritos criminais, a violação desse dever constitucional e o uso do cargo para benefício pessoal ou de terceiros configuram transgressões disciplinares passíveis de demissão. Já no caso dos policiais militares, a recusa em cumprir instruções que vedam condutas políticas no período eleitoral pode configurar, em tese, o crime militar de insubordinação.
Diante dos fatos, o MPRN determinou uma série de notificações iniciais com prazo de dez dias para resposta. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a Corregedoria-Geral da Polícia Científica e a Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar foram oficiadas para informar quais providências foram tomadas em relação aos servidores que permitiram a participação dos vereadores nas ocorrências de Natal e Mossoró.
Adicionalmente, os comandos gerais da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Científica e da Polícia Penal devem relatar quais medidas institucionais gerais estão sendo implementadas para coibir infrações disciplinares ligadas ao uso indevido da imagem das corporações durante o ano eleitoral. O procurador regional Eleitoral do RN também foi comunicado sobre a instauração do procedimento para tomar conhecimento e reportar outros possíveis casos semelhantes.
Após o recebimento das informações e a conclusão das diligências, os autos retornarão para que o MPRN expeça uma recomendação oficial aos gestores da segurança pública estadual.
A Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) realizará uma operação especial de limpeza durante o São João de Natal 2026, com reforço das equipes nos polos Arena das Dunas e Nélio Dias, na Zona Norte da capital. A ação ocorrerá entre os dias 5 e 28 de junho.
As equipes atuarão antes, durante e após os eventos, executando serviços de varrição, coleta de resíduos e limpeza dos espaços utilizados pela programação. A operação também contará com a instalação de contentores e lixeiras em pontos estratégicos, seguindo modelo semelhante ao adotado durante o Carnaval de Natal.
Paralelamente à operação nos polos juninos, será realizado o projeto Recicla Natal 2026, iniciativa voltada à promoção da sustentabilidade durante os grandes eventos da cidade. O programa reúne ações de educação ambiental, coleta seletiva, reciclagem, inclusão socioprodutiva, economia circular e gestão integrada dos resíduos, buscando fortalecer práticas sustentáveis durante os festejos.
Entre as ações previstas estão a implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), atividades de sensibilização ambiental, apoio às cooperativas e aos catadores de materiais recicláveis, além da triagem e destinação ambientalmente adequada dos resíduos gerados durante o evento.
A iniciativa também promoverá a inclusão produtiva de catadores de materiais recicláveis, que atuarão de forma cadastrada e identificada, com fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), estrutura de apoio, acompanhamento social e remuneração baseada na pesagem dos materiais coletados.
O projeto será executado de forma integrada, por meio da cooperação entre a Urbana, Semsur, Semtas, Semurb, Funcarte e a Pipa Ambiental, reunindo esforços nas áreas de logística, infraestrutura, assistência social, educação ambiental, licenciamento e gestão operacional dos resíduos.
Para o presidente da Urbana, Alvamar Vale, a operação representa um avanço na integração entre limpeza urbana, sustentabilidade e inclusão social. “Estamos trabalhando para garantir que o São João de Natal seja uma grande festa também do ponto de vista ambiental, com espaços limpos, valorização dos catadores e destinação adequada dos resíduos gerados durante o evento”, destacou.
Durante todo o período dos festejos, a Urbana manterá normalmente os serviços essenciais de limpeza urbana em toda a cidade, incluindo coleta domiciliar, limpeza de praias, feiras livres, áreas públicas e demais atividades operacionais.
A Urbana orienta a população a utilizar corretamente as lixeiras, contentores e pontos de coleta disponibilizados nos locais das festividades, contribuindo para uma cidade sempre limpa, organizada e sustentável.
O Grupo Marca apresentou soluções inovadoras para valorização de resíduos, transição energética e inclusão social durante o SANEARN, em Mossoró. Foto: Divulgação
Durante o SANEARN – Seminário de Saneamento Ambiental do Rio Grande do Norte, promovido pela ABES no município de Mossoró, o Diretor do Grupo Marca apresentou os conceitos e projetos desenvolvidos pela empresa voltados à valorização de resíduos sólidos, à transição energética e à inclusão social dos catadores de materiais recicláveis.
Em sua apresentação, foram destacados modelos modernos de gestão integrada de resíduos, capazes de transformar passivos ambientais em ativos econômicos, impulsionando a economia circular, a geração de energia renovável e a redução das emissões de gases de efeito estufa. As soluções apresentadas também contemplam a inclusão produtiva dos catadores, fortalecendo cooperativas e promovendo geração de trabalho, renda e dignidade.
“Os lixões a céu aberto não representam apenas um problema ambiental. São também um grave problema social e de saúde pública, que impacta diretamente a qualidade de vida da população, expõe trabalhadores a condições degradantes e compromete o desenvolvimento sustentável dos municípios. O encerramento dos lixões precisa estar acompanhado de políticas públicas que garantam oportunidades e inclusão para os catadores”, destacou.
Ao final, o Grupo Marca reforçou que Mossoró tem um aterro ambientalmente correto, porém precisa de novas tecnologias e firmou o compromisso de que em 2027 concluirá a construção do novo equipamento que trará soluções que conciliem proteção ambiental, desenvolvimento econômico, transição energética, inclusão social e segurança jurídica, para Mossoró e região.
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