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Apocalipses reais: 12 maneiras de o mundo acabar; veja as possibilidades mais prováveis – e as mais esdrúxulas

Arte: Super Interessante

Desde que o mundo é mundo, vira e mexe ele acaba. Pior: o planeta tem data para morrer. Mesmo que a humanidade evite guerra nuclear, aquecimento global ou o que for e sobreviva a pancadas com asteroides, novas eras glaciais ou invasões alienígenas, o fato é que já estamos perto do fim da linha – geologicamente falando, pelo menos. Se o planeta fosse uma pessoa com a expectativa de vida na casa dos 80 anos, neste momento ele seria um senhor de 66.

A Terra nasceu há 4,6 bilhões de anos. Quando chegar aos 5,6 bilhões, porém, será um planeta morto. A vida por aqui tem só mais 1 bilhão de anos pela frente, e isso na mais estupidamente otimista das hipóteses. É que o Sol vai estar mais forte e brilhante lá na frente e fazer evaporar todos os oceanos da Terra. Isso, por sua vez, causará um efeito estufa ainda mais devastador, tornando o planeta inteiro um inferno escaldante. Mas dificilmente vamos chegar até lá e testemunhar esse cenário. A vida na Terra praticamente acabou 5 vezes. Isso só no último meio bilhão de anos. A mais conhecida dessas fases de extinção em massa aconteceu há 65 milhões de anos. As vítimas mais famosas você conhece bem: os dinossauros. Já a extinção mais severa foi há 251 milhões de anos, matando 83% de todos os gêneros de espécies existentes então.

O mundo já acabou para 99% de todas as espécies que surgiram desde que a primeira de todas as formas de vida apareceu, há 3,5 bilhões de anos.

As criaturas que hoje habitam a Terra são apenas uma pequena fração de todas que já existiram. E as razões para seu sumiço são as mais diversas. A maior probabilidade, então, é que o mundo vai acabar temporariamente diversas vezes nos próximos milhões de anos – e muito provavelmente levar a gente junto. Dependendo da causa, pode até mesmo acontecer em breve. Veja agora as 12 receitas mais prováveis para acabar com a brincadeira da vida neste nosso pequeno canto da galáxia.

Os finais mais prováveis

(Otávio Silveira e Luiz Iria/Superinteressante)

1. Um belo de um asteroide

Há mais de mil deles perto da Terra, esperando a hora de cair. Sim os astrônomos estimam que existam mais ou menos 1.100 mil desses bólidos com 1 km de diâmetro mais passando rotineiramente pelas redondezas da Terra – todos com o potencial de causar uma catástrofe planetária. Astrônomos têm trabalhado duro para descobrir esses objetos – já foram encontrados cerca de 800. O Brasil também está engajado nessa busca, com um telescópio instalado em Pernambuco, cujo objetivo é justamente monitorar esses pedregulhos. E acompanhá-los é preciso, embora não muitos astrônomos façam esse esforço após a descoberta inicial.

“De todos os asteroides descobertos, 80% são perdidos logo em seguida”, afirma Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional especializada em asteroides e líder do Projeto Impacto, que se dedica a descobri-los no céu. “Eles são monitorados por pouco tempo, uma órbita preliminar é calculada, vê-se que não vão se chocar com a Terra e depois eles são abandonados.”

O problema é que o mundo dá voltas. Ou melhor, os mundos dão voltas. Enquanto giram ao redor do Sol, como são relativamente pequenos, os asteroides podem mudar de órbita e aí entrar em rota de colisão com a gente. Daniela trabalha na busca e na caracterização desses bólidos – para se certificar de que eles não vão mesmo trombar com a Terra. De toda forma, sempre há o risco de um objeto ser descoberto em cima da hora em rota de colisão – e não haver tempo para tomar alguma medida, como lançar uma bomba atômica que desvie a rota do objeto.

Ser atingido por um asteroide, enfim, é um método testado e aprovado para o extermínio em massa, que o digam os dinossauros, extintos numa pancada com um pedregulho de 10 km de diâmetro 65 milhões de anos atrás. Se um episódio similar acontecesse hoje, seria o fim para nós também. O problema não é tanto o impacto em si, que é localizado, mas as consequências dele. Sobem trilhões de toneladas de poeira na atmosfera e a luz do Sol é bloqueada por meses. As plantas morrem. Sem o pasto, o que o boi vai comer? E, sem o gado, o que será das churrascarias rodízio? Você entendeu a ideia… A estimativa dos cientistas sobre a frequência de impactos realmente catastróficos varia bem – os intervalos podem ser largos (a cada 1 bilhão de anos) ou nem tanto (a cada 100 milhões de anos). Mas o que passa o recado de forma ainda mais clara vem lá de cima: vira e mexe, os astrônomos encontram um asteroide que passou ou passará raspando pela Terra. E é como no futebol. O sujeito chuta uma bola na trave, duas, três… Uma hora sai o gol.

2. Quebra-pau nuclear generalizado

Ah, mais isso é tão anos 50… Não a ameaça nuclear segue viva, e seguirá assim para sempre, já que não dá para desinventar as armas atômicas. Há 22 mil ogivas nucleares no mundo. Os donos dos maiores arsenais continuam sendo Estados Unidos e Rússia. Mas, como a Guerra Fria congelou faz tempo, o risco de uma catástrofe atômica acabou, certo? Errado. O problema é que neste momento vários países não exatamente amigáveis andam desenvolvendo suas próprias armas nucleares, caso do Irã. Se o país anunciar que tem a bomba, ele dará início a uma corrida nuclear em todo o Oriente Médio, que já é um barril de pólvora hoje. Se começa uma guerra fria por lá, a chance de que ela esquente é real. E ainda existe a hipótese de que algum grupo terrorista arranje suas próprias ogivas. Daí para uma guerra global suicida, pode ser um pulo.

3. Supervulcões

Quando um vulcão no Chile ou na Islândia começa a soltar cinzas no ar, já é um transtorno. Mas tudo isso é fichinha perto do que podem fazer os supervulcões. Um supervulcão é tão grande que nem dá para ver. A boca dele fica no chão e está coberta de terra. E que boca: caberia uma cidade inteira dentro dela. “Uma das primeiras evidências dos supervulcões foi a descoberta de enormes vales circulares, alguns com 30 a 60 km de largura, que se pareciam com as caldeiras localizadas no topo de muitos dos vulcões mais conhecidos do planeta, só que em tamanho família”, conta o geólogo russo Ilya Bindeman, especialista no assunto. Imagina-se que o famoso parque americano Yellowstone seja todo ele a boca de um supervulcão, ainda que coberta de terra, e que haja outros na Indonésia e na Nova Zelândia. “Caso um deles entrasse em erupção, recobriria sua região do globo de cinzas em questão de horas”, diz Bindeman, indicando que, nos Estados Unidos, isso aconteceu pelo menos 4 vezes nos últimos 2 milhões de anos. A última há 640 mil anos, e nada impede que a próxima aconteça em breve. O maior problema é que as erupções afetam dramaticamente o clima e alteram a composição da atmosfera.

Mesmo nas erupções dos vulcões convencionais, já se vê uma queda na temperatura média do planeta (as cinzas que eles soltam bloqueia a luz solar). No caso dos gigantes em ação, nosso mundo poderia virar uma geladeira. Isso sem falar que os gases ejetados por vulcões podem abrir rombos na camada de ozônio, que proteje a superfície da radiação nociva do Sol. “Uma erupção de supervulcão tem a força da colisão de um pequeno asteroide, mas ocorre com frequência dez vezes maior”, diz Bindeman.

4. SOL ASSASSINO

Esse não tem erro. É o fim certo da Terra. O Sol, muito gradualmente, vai se tornando mais quente com o passar do tempo. No passado, era mais frio. No futuro, estará mais ativo. Em cerca de 1 bilhão de anos, a coisa vai ferver. Literalmente.

O aumento da radiação solar provocará a evaporação de toda a água da Terra. O acúmulo de vapor aumentará ainda mais a temperatura e terminaremos não muito diferentes de Vênus, com temperaturas de 400 °C. Depois vai piorar. Quando o Sol chegar ao fim de sua vida, daqui a 7 bilhões de anos, ele vai crescer até ocupar 3/4 do céu. Será tanto calor que as montanhas derreterão. E depois o Sol aumenta mais um pouquinho, engolindo a Terra. A única saída seria ir empurrando o planeta para cada vez mais longe do Sol, no mesmo ritmo em que ele esquentasse.

Outros finais plausíveis

(Fabrício Lopes/Superinteressante)

5. A extinção do nosso campo magnético

O campo magnético da Terra é uma entidade bacana: faz com que todas as bússolas apontem para o norte. Sem ele (ou seja, sem as bússolas), as Grandes Navegações do século 16 teriam acontecido séculos mais tarde. E hoje este texto talvez não estivesse em português. Mais: diversas espécies migratórias evoluíram com um sexto sentido capaz de detectar o campo magnético para guiar suas rotas de viagem. Mas hoje, que o GPS substituiu a bússola, ele é pouco mais que uma curiosidade, não?

Negativo. Ele é importante para a vida na Terra. O campo magnético funciona como uma barreira protetora contra a radiação nociva que vem do espaço. É um campo de força invisível, feito de energia. E ainda bem que ele está firme sobre a nossa cabeça: esses raios cósmicos são extremamente perigosos. Radioativos, eles atravessam nosso corpo e danificam nosso DNA, causando mutações. Em geral, o resultado desse processo é o surgimento de cânceres. Péssimo.

Tudo bem, a atmosfera também tem um papel nessa proteção, mas o trabalho é dividido com o campo magnético. Juntos, eles têm uma eficiência equivalente à de uma parede espessa de concreto. Agora as más notícias. Não é inconcebível que o campo magnético da Terra um dia bata com as 10. Na verdade, cientistas têm monitorado a intensidade do campo nas últimas décadas e sua intensidade tem caído drasticamente. “O campo geomagnético primário enfraqueceu quase 10% desde que foi medido pela primeira vez, nos anos 1830”, afirma o geofísico Peter Olson, da Universidade Johns Hopkins. Ninguém acredita que esse seja um sinal do fim.

Na verdade, o consenso é de que se trata de um sintoma de que o campo magnético da Terra está se invertendo. É isso mesmo: quando o processo terminar, a bússola vai apontar para o sul. Do lado de fora da Terra, nenhuma mudança visível. Todo o processo acontece do lado de dentro. É o ferro derretido na região externa do núcleo que se movimenta, alimentado pelo calor interno do planeta, e propicia a transmissão de cargas elétricas, produzindo o campo magnético. Vira e mexe, há uma inversão de polos mesmo. O sul magnético vira norte, e vice-versa.

Se for só isso, não é nada dramático. Apenas algumas aves vão sofrer um pouco para se adaptar, mas não estaremos diante de uma catástrofe. Mas a hipótese de que o campo magnético da Terra seja desligado de vez no futuro não pode ser completamente afastada. De fato: há evidências de que esses campos magnéticos não duram mesmo para sempre. Em Marte, por exemplo, é possível detectar sinais de que já houve um. Mas hoje nem sinal dele. Essa é uma das razões de haver tanta radiação na superfície lá – e nenhuma (ou quase nenhuma) vida.

6. Um hipervírus

Imagine um vírus letal como o HIV, mas que se espalha fácil como o da gripe. Se a natureza não produzir um por conta própria, nós poderemos fazer por conta própria. A possibilidade de combinar a engenharia genética ao arsenal de organizações terroristas é mais que especulação. Com a tecnologia de hoje, dá para fabricar vírus terríveis usando o código genético deles. Para provar que dá pé, pesquisadores da Universidade de Nova York criaram do zero um novo vírus da pólio. A mesma técnica tem como ser aplicada a vírus mais violentos, capazes de virar armas biológicas, caso do da varíola. “Nosso trabalho serve como prova do que pode ser feito”, afirma Jeronimo Cello, um dos autores do estudo. E, quando uma armar pode ser feita, alguém acaba fazendo.

7. Um aquecimento global de proporções venusianas

Você até já enjoou de ouvir falar em aquecimento global, o fato de que o mundo deve esquentar 4 ou 5 °C nos próximos 100 anos. Ok. Mas e se forem 400 °C? É o que o efeito estufa causou em Vênus, onde faz 480 °C. À noite… Isso pode acontecer aqui? “A humanidade está engajada num experimento maciço e descontrolado no clima terrestre”, afirma o biólogo David Grinspoon, um especialista em estudos planetários. “A investigação de Vênus deu aos cientistas novos lampejos sobre como responder a uma questão básica: quão estável é o clima terrestre?” A resposta mais confiável até agora: não sabemos.

8. Uma espiral glacial

Resfriamento global. Nos anos 70, esse seria o responsável mais provável pelo fim do mundo. Agora, que só se fala em aquecimento global, o resfriamento saiu de moda. Mas como hipótese continua tão realista quanto antes. Ou mais. Pesquisas relativamente recentes mostram que podemos, sim, acabar congelados. E a Terra, toda coberta de neve, dos polos até a linha do Equador. Por quê? Porque isso já aconteceu antes.

As evidências de uma Terra Bola de Neve (é assim que a teoria é chamada) vêm de meio bilhão de anos atrás. Elas foram levantadas por Paul Hoffman, de Harvard, e seus colegas, em 1998, ao estudar sedimentos na Namíbia. Há 600 milhões de anos, aquela região devia estar próxima da linha do Equador, mas suas rochas continham sinais inconfundíveis de geleiras, seguidos por uma camada marcada por depósitos de carbonatos, associada a mares muito rasos.

Para Hoffman, eram evidências claras de pelo menos um episódio Terra Bola de Neve. Isso ia ao encontro dos cálculos que o cientista russo Mikhail Budyko fez nos anos 60: ele calculou que, se a quantidade de gelo nos polos passasse certo limite, ela iria se expandir para tomar o globo todo. Como? Se a superfície é mais clara, ele reflete mais radiação do Sol. Quando o gelo começa a se expandir, sua superfície branca passa a refletir mais energia solar de volta para o espaço, em vez de absorvê-la.

Com isso, o planeta fica mais frio, e aparece mais gelo, que aumenta a reflexão, e assim por diante, até ficar tudo congelado. “Essa teoria ganhou apoio cauteloso da comunidade científica desde que nós a introduzimos primeiro”, afirma Hoffman. Contudo, ele admite que ninguém sabe direito, até hoje, o que inicia um processo descontrolado de resfriamento e, por isso mesmo, não há quem se arrisque a dizer que não vai acontecer de novo.

Finais esdrúxulos

Artwork of a pulsar. Pulsars are very rapidly spinning neutron stars the dead cores of massive stars rotating on their axes often hundreds of times every second. Radio and optical beams of radiation, emitted from the pulsar’s magnetic poles, flash across our line of sight and the star appears to blink on and off as it spins. (Mark Garlik/Getty Images)

9. Envenenamento da atmosfera

Imagine que a evolução da vida na Terra acabe por produzir uma bactéria que emita uma substância altamente tóxica, letal a quase todas as formas de vida. Esse gás iria se acumulando na atmosfera e, em questão de tempo, envenenaria completamente o ar, levando a uma onda global de extinções – o fim da humanidade incluído. Fantasia? Pois saiba que já aconteceu, e nós só herdamos o planeta por causa disso, até.

Cerca de 3,5 bilhões de anos atrás, a vida já dava seus primeiros passos seguros no planeta. E foi nessa época que surgiram as primeiras criaturas capazes de fazer a fotossíntese. Hoje, achamos a capacidade de converter a luz do Sol e o gás carbônico em oxigênio uma coisa linda. Naquela ocasião, contudo, a novidade não foi apreciada. A imensa maioria das bactérias primitivas não queria nada com o oxigênio. Elas haviam nascido e evoluído num ambiente livre desse gás.

Então, quando tiveram de encará-lo na atmosfera, foi… digamos que foi uma aula prática de darwinismo. Aquilo era veneno para elas. Talvez você não se sensibilize com o sumiço de bactérias, mas vale dizer que elas eram tudo que existia na Terra naquela época. E o dramático é que o aumento da quantidade de oxigênio, do zero para os 20% da atmosfera que vemos hoje, parece ter acontecido bem rapidamente.

Foi bom para os poucos micro-organismos que aprenderam a tirar energia do oxigênio – caso dos nossos antepassados unicelulares, que deram origem não só à gente como também a todas as outras formas de vida – das bactérias modernas aos peixes, lagartos e gorilas, todos nossos parentes. E fãs de oxigênio. Mas foi péssimo para a maior parte da vida da época, claro.

Os responsáveis por lançar esse veneno no ar foram os antepassados das plantas – algas microscópicas que faziam a fotossíntese. Mas não foram só elas as reponsáveis. Por centenas de milhões de anos, o oxigênio que elas produziam era simplesmente absorvido pelas rochas – é o que acontece quando a lataria do seu carro enferruja: o aço suga oxigênio, ele “oxida”. Mas uma hora esse processo diminuiu drasticamente, e boa parte do oxigênio que as algas produziam ficou livre no ar.

O motivo? “Rochas antigas estão ajudando a produzir um quadro de como isso se deu”, afirma Lee Kump, geólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia. Aparentemente, vulcões levaram ao solo rochas já altamente oxidadas, incapazes de absorver mais do elemento. Ok. Mas é possível acontecer outro envenenamento global como esse? A evolução não é previsível, mas, em momentos de grandes mudanças ambientais, ela costuma se acelerar. Há um ano, inclusive, pesquisadores da Nasa descobriram uma forma de vida que se alimenta de arsênico, um veneno. Era só uma bactéria. Mas nossos antepassados respiradores de oxigênio também eram.

10. Bilhar estelar

O Universo parece até um lugar relativamente organizado, quando contemplamos belas imagens do espaço. Pois ele é tudo, menos isso. O tempo todo coisas estão se chocando umas com as outras. A probabilidade de uma estrela colidir com o Sol, enquanto ambos giram em sua órbita ao redor do centro da Via Láctea, é baixíssima. Mas não é preciso que elas batam para fazer o estrago.

Se uma estrela passar relativamente perto da outra, pode ser o suficiente para desestabilizar a órbita dos planetas – a Terra incluída. Seria sem dúvida o fim para nós. “Um evento desses costuma acontecer na nossa região da galáxia a cada 10 mil anos”, destaca Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos. “Mas, como a área em que está o Sol é relativamente vazia, o risco é menor.” O que não quer dizer

11. Champagne supernova

Supernovas são os eventos mais energéticos do Universo. Quando uma estrela se torna supernova (ou seja, explode), pode brilhar mais do que uma galáxia inteira, que em geral contém centenas de bilhões de estrelas – Andrômeda, nossa vizinha, tem 1 trilhão… Na nossa modesta Via Láctea, que abriga um pouco menos de 400 bilhões de sóis, pipoca uma supernova a cada 100 anos.

Se uma acontecesse perto de nós, a energia da explosão poderia acabar conosco. Se não destruindo o planeta inteiro, pelo menos banhando-o em tanta radiação que nenhuma forma de vida poderia resistir. E o pior: há uma estrela dupla, chamada Eta Carinae, que está a 7,5 mil anos-luz de distância e prestes a explodir. É próximo o bastante para causar estragos na Terra – o que não dá para saber é o tamanho dos danos que os raios energéticos da explosão da estrela pode causar. Agora, uma ressalva: “prestes”, em astronomia, é nos próximos 30 mil anos.

12. A lei da natureza

“Somos a coisa mais fantástica que a Terra já produziu. Ninguém, nenhuma outra forma de vida, pode com a gente.” Se entrevistássemos um tubarão, ele poderia muito bem declarar isso. Tubarões são o suprassumo da predação, o topo da cadeia alimentar. O que eles não sabem é que existe uma espécie surgida há apenas 200 mil anos e que nos últimos 100 agregou tecnologia o bastante para varrer todos os tubarões da face da Terra se assim julgar necessário. Por isso mesmo, somos tão vaidosos quanto os tubarões poderiam ser. Então achamos que pode acontecer qualquer coisa, menos sermos eliminados por um predador. Estamos errados. Mas, por ora, a despeito de todas as ameaças, dá para acreditar que o nosso mundo aguenta as pontas por um bom tempo.

Epílogo: as religiões e o fim do mundo

(zu_09/Getty Images)

O mistério do fim do mundo é uma das maiores forças de inspiração das religiões. Na maioria dos casos, é só uma metáfora para a ideia de renovação, de começo de um novo ciclo – uma ideia parecida com a da ciência, diga-se.

Desde sempre, teólogos e profetas de todas as crenças têm debatido como o mundo vai terminar. Há uma certa obsessão com o tema. Afinal, uma história que não acaba fica sem um acerto de contas. Como então as autoridades lá de cima vão separar os bons e os maus, os justos dos canalhas, o joio do trigo? Para as religiões, o fim do mundo é uma peça importante do quebra-cabeça. A tradição judaica claramente se debruçou um bocado sobre esse problema, motivada sobretudo pelas circunstâncias. Quando os persas (ou macedônios, ou romanos, ou… coloque aqui o opressor da vez) pagarão por seus crimes contra o povo de Israel? Dá-lhes Juízo Final.

No Velho Testamento bíblico, o Livro de Daniel, escrito no século 2 a.C., dá o tom: ele prevê a vinda do Messias, destinado a libertar os judeus do jugo de seus opressores e iniciar uma era de paz interminável. O fim do mundo, aqui, é algo bom: um novo começo. O cristianismo é uma continuação direta da tradição jucaica, com uma importante modificação: o Messias já deu uma passada pela Terra para formar um novo pacto entre Deus e os homens (basicamente zerar a conta da humanidade e redimi-la de seus pecados), mas deve voltar numa futura oportunidade para libertar os cristãos, derrotar o Anticristo e seus aliados e, por fim, iniciar uma era de paz interminável. É a mesma lógica: quando João escreveu seu Apocalipse, anunciado por trombetas celestiais, no século 1, os cristãos estavam sendo perseguidos e mortos pelos romanos. Assim como, quando o Livro de Daniel foi escrito, os judeus estavam sob o jugo dos macedônios.

O fim do mundo como danação para os maus e redenção para os bons também acontece na religião muçulmana, nascida no mesmo caldo, no Oriente Médio. Mas nem judeus, nem muçulmanos, nem cristãos estavam sendo particularmente criativos. Zoroastro, por exemplo, já pregava a vinda de um profeta, Shaosyant, que ressuscitaria os mortos de sua cova e os levaria a um julgamento. No zoroastrismo, firmado em algum ponto entre os séculos 10 e 5 a.C., quando a hora chegar, um anjo de fogo derreterá as montanhas e o mundo será coberto por um oceano de lava.

Os vivos e os mortos então terão de atravessá-lo descalços. Para os bons, será como caminhar sobre leite. Para os maus, não. Versões alternativas mesmo são mais comuns entre religiões mais antigas. Para o hinduísmo, por exemplo, que tem mais de 3 mil anos, a questão não é tanto o bem e o mal, mas a natureza do Universo. Ele seria cíclico, passando por fases de atividade e de repouso, e diversos deuses hindus parecem ter sua função específica na trama. Brahma, o maior deles, é o Criador. Cada dia na vida dele dura 4 bilhões de anos dos nossos – período que representa um ciclo na história do Universo, ou kalpa.

Os maias, badalados por causa de 2012, tinham essa mesma pegada cíclica. A data tão mencionada, 21/12/2012, marca o final de um ciclo num de seus calendários (eles usavam quatro calendários diferentes, dependendo da escala de tempo). Esse que ficou famoso começa em 11 de agosto de 3114 a.C. e termina depois de 1 milhão e 872 mil dias (5 125,37 anos). Ou seja, precisamente em 21/12/2012. Mas não existe uma ideia de “fim do mundo” ali. É só o fim de um ciclo mesmo, para o começo de outro.

O inusitado é que essa visão cíclica do mundo é a que mais aproxima a religião da ciência. Sabe-se que o Universo, tal qual existe hoje, nasceu no Big Bang, há 13,7 bilhões de anos. Pelas contas dos cosmólogos, ao que parece, ele vai continuar se expandindo, até esfriar e terminar na mais absoluta sem-gracice. Contudo, existe a possibilidade de que, daqui a vários bilhões de anos (ninguém sabe quantos), o Cosmos troque a expansão pela contração.

Isso levaria, em última análise, a um Big Crunch (o contrário de Big Bang), que provavelmente representaria um reset no Universo, para então começar tudo de novo, com uma nova expansão. Em suma, um novo ciclo. E uma coisa é certa: você estará lá. Provavelmente na forma de energia, aquilo que sobra depois que cada um dos átomos que forma o seu corpo for destruído. Mas que vai estar, vai. Então… até o próximo ciclo!

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Judiciário

VÍDEO: Desembargador do TJ-MG lidera ranking de ‘penduricalhos’ e embolsa R$ 2,2 milhões em 2025

Imagens: Reprodução/Metrópoles

Um desembargador do TJMG aparece como o campeão nacional em pagamentos extras, os chamados “penduricalhos”, no ano de 2025. Somados, os valores classificados como “direitos pessoais”, “indenizações” e “direitos eventuais” chegaram a R$ 2,2 milhões brutos no período.

Na prática, isso significa uma média mensal de R$ 186,4 mil pagos ao magistrado ao longo do ano, apenas com esses adicionais. Os “penduricalhos” são valores que vão além do salário regular e entram na folha com diferentes classificações administrativas.

Esse tipo de pagamento tem sido alvo de críticas em todo o país por inflar a remuneração no Judiciário, mesmo em um cenário de restrições orçamentárias. Enquanto a maioria dos brasileiros enfrenta limites salariais rígidos, essas verbas extras continuam elevando os ganhos no topo da magistratura.

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Política

VÍDEO: “Jornalistas e políticos são ansiosos”: Alckmin evita falar de 2026

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, desconversou ao ser questionado sobre a possibilidade de voltar a ser vice na chapa de Lula nas eleições de 2026. Procurado pelo site Metrópoles, ele evitou qualquer definição sobre o próprio futuro político.

Sem responder objetivamente, Alckmin se limitou a afirmar que “há dois tipos de ansiosos na vida: jornalistas e políticos”. A declaração foi após o evento de aniversário do PT, onde o vice chegou a fazer o “L” e apareceu usando uma meia vermelha, símbolo tradicional do partido.

O ato petista chegou a prever o pré-lançamento da campanha de reeleição de Lula, mas o início oficial da disputa foi adiado de última hora. O recuo ocorre em meio a declarações recentes do presidente sobre o destino de sua chapa para 2026.

Em entrevista ao UOL News, na quinta-feira (5), Lula afirmou que Alckmin “tem muito a contribuir” em São Paulo, sinalizando possível mudança de rota.

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Judiciário

Justiça proíbe veículos nas praias de Touros após ação do MPF

Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou a proibição da circulação de veículos nas praias de Touros, no Litoral Norte, após ação civil pública movida pelo MPF. A decisão atinge carros, motos, quadriciclos e buggies que trafegavam pela faixa de areia do município, localizado a cerca de 90 km de Natal.

A sentença confirma uma liminar anterior e estabelece que a restrição não se aplica a veículos essenciais, como ambulâncias, viaturas de segurança pública, limpeza urbana, transporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além de apoio à pesca artesanal e a práticas esportivas autorizadas. Todos devem ser previamente cadastrados, identificados e supervisionados.

No período entre novembro e junho, quando ocorre a desova das tartarugas-marinhas, o município deverá intensificar a fiscalização para coibir a circulação e a permanência irregular de veículos nas praias. A decisão também prevê a instalação de câmeras e placas de advertência, ações de educação ambiental, criação de um comitê local, identificação dos veículos autorizados e a definição de uma rota alternativa para passeios turísticos.

A Justiça manteve multa aplicada em decisão anterior e fixou o prazo de 30 dias para que o município apresente um cronograma de execução das medidas, com comprovação periódica do cumprimento. Segundo a 15ª Vara Federal do RN, enquanto não houver rota alternativa implantada, segue válida a proibição de veículos automotores não oficiais. A decisão ainda cabe recurso.

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Política

Por unanimidade, TRE derruba prefeito de Itaú e caso sobe ao TSE

Foto: Reprodução

O TRE-RN confirmou, por unanimidade, a cassação do mandato do prefeito de Itaú, Francisco André Régis Júnior (PP), e do vice-prefeito Paulo Fernandes Maia (MDB). A decisão foi tomada nesta segunda-feira (9) e mantém o entendimento de que houve abuso de poder político e econômico nas Eleições de 2024.

Após o julgamento, André Júnior divulgou vídeo nas redes sociais dizendo que recebeu a decisão “com serenidade”, que irá cumprir a determinação judicial e que vai recorrer ao TSE. Ele também informou que o presidente da Câmara Municipal, Fernandes Melo, assumirá interinamente a Prefeitura nos próximos dias.

A cassação foi confirmada no julgamento dos Embargos de Declaração do Recurso Eleitoral nº 0600224-44.2024.6.20.0045, dentro de uma AIJE movida pela Coligação “Vontade do Povo”. O TRE manteve o entendimento de que eventos promovidos pela Prefeitura, como o Dia das Mães Itauenses e o XVI Arraiá do Zé Padeiro, caracterizaram conduta vedada e abuso durante o período eleitoral.

Além da perda dos diplomas, André Júnior foi multado em R$ 10.641,00 e declarado inelegível por oito anos. O vice-prefeito recebeu multa de R$ 5.320,50. A decisão passa a produzir efeitos após o prazo para apresentação de novos recursos.

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Política

VÍDEO: Lula ironiza exame de próstata: “Homão tem vergonha de dedada”

Imagens: Reprodução

O Lula voltou a chamar atenção nesta segunda-feira (9), ao tratar do exame de próstata de forma irônica durante um evento em São Paulo. A declaração ocorreu durante visita a uma Carreta da Saúde do programa federal “Agora Tem Especialistas”.

Ao discursar, Lula afirmou que muitos homens evitam o exame de câncer de próstata por vergonha do procedimento, que envolve o toque retal feito pelo médico. Segundo ele, há homens com mais de 60 anos que nunca realizaram o exame por não aceitarem esse tipo de avaliação médica.

Durante a fala, o petista comparou a resistência masculina com a rotina de exames enfrentada pelas mulheres. Disse ainda que a primeira-dama, Janja da Silva, fará uma mamografia em uma Carreta da Saúde e que a ideia é que ela ajude a divulgar a importância do exame preventivo.

Lula afirmou que, enquanto as mulheres se submetem a diversos exames, “o homão tem vergonha de tomar uma dedada”.

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Política

Após o Carnaval, Lula leva ministros e governador petista em giro pela Ásia

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula decidiu embarcar para a Índia e a Coreia do Sul após o feriado de Carnaval levando na bagagem ministros, um governador do PT e representantes da indústria. A viagem marca a segunda agenda internacional do petista em 2026 e envolve compromissos políticos e econômicos fora do país.

Fazem parte da comitiva os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Esther Dweck (Gestão e Inovação), além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Este confirmou que pretende discutir uma parceria entre o governo e a iniciativa privada para a produção de medicamentos contra o câncer por meio da Bahiafarma, uma estatal baiana voltada à fabricação de remédios oncológicos, hoje considerados de alto custo para o SUS.

Na Índia, Lula participará de uma Cúpula sobre Inteligência Artificial e cumprirá uma visita oficial de Estado. A aproximação ocorre no momento em que o Brasil tenta reforçar laços econômicos com o país asiático, especialmente após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, o que levou o governo federal a buscar novos parceiros comerciais.

Já a passagem pela Coreia do Sul faz parte da estratégia do Planalto de ampliar mercados internacionais, com foco na abertura para exportações de carne brasileira. Antes dessa agenda asiática, Lula esteve no Panamá, no fim de janeiro, onde firmou acordos voltados à facilitação de investimentos entre os dois países.

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Judiciário

NOVA DENÚNCIA: CNJ registra mais uma acusação de assédio contra ministro Marco Buzzi

Foto: Divulgação/STJ

O CNJ recebeu, nesta segunda-feira (9), uma nova denúncia de assédio sexual contra o ministro do STJ Marco Buzzi. A informação aponta que o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, ouviu a suposta vítima e registrou formalmente a acusação, ampliando o caso que já vinha sendo investigado.

A nova denúncia surge após a acusação feita por uma jovem de 18 anos, revelada pela imprensa nacional, envolvendo um episódio ocorrido em janeiro, durante férias em Balneário Camboriú (SC). Segundo o relato, a jovem, filha de amigos do ministro, teria sido alvo de tentativa de assédio enquanto estava no mar.

De acordo com informações do Metrópoles, a segunda suposta vítima seria uma ex-funcionária do gabinete de Marco Buzzi no STJ, e o caso permanece, por ora, sob análise exclusiva do CNJ. Já a primeira denúncia motivou a instauração de sindicância no STJ, além de ter chegado ao STF, onde o ministro Nunes Marques atua como relator.

Em nota, a defesa de Marco Buzzi afirmou que ainda não teve acesso aos autos e criticou o que chamou de “vazamento antecipado de informações não checadas”. Os advogados sustentam que não houve qualquer conduta imprópria e dizem que a inocência do ministro será demonstrada nos procedimentos em andamento.

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Polícia

Dono do Banco Master pode virar réu por estelionato e fraude financeira

Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve responder por crime de estelionato e por fraudes contra o sistema financeiro, segundo informações da coluna Andreza Matais, do Metrópoles. A apuração indica que as condutas analisadas se enquadram no artigo 171 do Código Penal, que trata de obter vantagem ilícita por meio de fraude, causando prejuízo a terceiros.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado. A decisão, segundo o próprio BC, ocorreu por causa de uma grave crise de liquidez, do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição e de violações relevantes às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional. As investigações correm no STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Além do estelionato, o mesmo capítulo do Código Penal prevê outros crimes que podem atingir o controlador do banco.

Entre eles estão fraudes envolvendo ativos financeiros, como a organização ou oferta de operações com o objetivo de obter vantagem ilícita, e irregularidades na administração de sociedades por ações, como a divulgação de informações falsas ou a ocultação de fatos relevantes ao público ou a investidores.

A defesa de Daniel Vorcaro sustenta que o Banco Master atuou dentro das regras do mercado e afirma que a instituição teria sido vítima de grandes bancos, que buscariam barrar novos concorrentes no sistema financeiro.

As apurações seguem em andamento, e caberá ao STF analisar se os fatos se confirmam e se há responsabilidade criminal.

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Política

Reunião secreta com Lula põe presidente do BC na mira da CPI do Crime Organizado

Foto: Bruno Esaki/Metrópoles

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a convocação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para depor na CPI do Crime Organizado no Senado. O alvo é uma reunião fora da agenda oficial que teria ocorrido entre Galípolo, o presidente Lula (PT) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O senador também quer ouvir o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que, segundo ele, teriam participado da mesma reunião. Girão afirma que, à época do encontro, já existiam indícios de irregularidades envolvendo o Banco Master, o que torna a presença do chefe do Banco Central ainda mais sensível.

Girão diz que a reunião “suscita questionamentos legítimos” e cobra explicações sobre a finalidade institucional do encontro, os assuntos tratados e se houve pedidos, pressões ou qualquer tipo de tratativa relacionada a decisões regulatórias do Banco Central.

No caso de Rui Costa, o senador quer saber se houve avaliação prévia dos riscos administrativos e políticos antes de levar Vorcaro para conversar com Lula fora da agenda oficial.

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Política

Flávio Bolsonaro minimiza disputa no PSD e crava: PT não chega ao poder de novo

Foto: Edilson Rodrigues/Agencia Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à movimentação de Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, governadores filiados ao PSD que articulam uma candidatura própria à Presidência da República. Para Flávio, apesar da concorrência no campo da centro-direita, o cenário tende a se polarizar novamente entre Bolsonaro e a esquerda.

Em declaração ao Metrópoles nesta segunda-feira (9), o senador afirmou que os partidos têm o direito de lançar candidatos, mas avaliou que dificilmente o segundo turno ficará fora de um Bolsonaro e um nome da esquerda.

Segundo ele, mesmo sem aliança no primeiro turno, a convergência deve ocorrer depois. Flávio também foi direto ao criticar o PT, dizendo que o país não suportaria mais quatro anos do partido no comando do Planalto.

Flávio disse ainda que mantém conversas abertas com cinco legendas em busca de apoio político: União Brasil, Republicanos, PP, Podemos e Novo. O senador está em agendas internacionais desde janeiro e retorna ao Brasil nesta quarta-feira (11), quando deve intensificar as articulações com dirigentes partidários.

Sem conversas sobre vice

Sobre especulações envolvendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Flávio afirmou que não houve conversa sobre vice.

Segundo ele, o tema será tratado no momento adequado, reforçando que, por ora, o foco é o diálogo com lideranças partidárias, enquanto o PT já tenta ampliar sua base oferecendo a vaga de vice a partidos de centro para sustentar um novo projeto de poder.

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