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Apocalipses reais: 12 maneiras de o mundo acabar; veja as possibilidades mais prováveis – e as mais esdrúxulas

Arte: Super Interessante

Desde que o mundo é mundo, vira e mexe ele acaba. Pior: o planeta tem data para morrer. Mesmo que a humanidade evite guerra nuclear, aquecimento global ou o que for e sobreviva a pancadas com asteroides, novas eras glaciais ou invasões alienígenas, o fato é que já estamos perto do fim da linha – geologicamente falando, pelo menos. Se o planeta fosse uma pessoa com a expectativa de vida na casa dos 80 anos, neste momento ele seria um senhor de 66.

A Terra nasceu há 4,6 bilhões de anos. Quando chegar aos 5,6 bilhões, porém, será um planeta morto. A vida por aqui tem só mais 1 bilhão de anos pela frente, e isso na mais estupidamente otimista das hipóteses. É que o Sol vai estar mais forte e brilhante lá na frente e fazer evaporar todos os oceanos da Terra. Isso, por sua vez, causará um efeito estufa ainda mais devastador, tornando o planeta inteiro um inferno escaldante. Mas dificilmente vamos chegar até lá e testemunhar esse cenário. A vida na Terra praticamente acabou 5 vezes. Isso só no último meio bilhão de anos. A mais conhecida dessas fases de extinção em massa aconteceu há 65 milhões de anos. As vítimas mais famosas você conhece bem: os dinossauros. Já a extinção mais severa foi há 251 milhões de anos, matando 83% de todos os gêneros de espécies existentes então.

O mundo já acabou para 99% de todas as espécies que surgiram desde que a primeira de todas as formas de vida apareceu, há 3,5 bilhões de anos.

As criaturas que hoje habitam a Terra são apenas uma pequena fração de todas que já existiram. E as razões para seu sumiço são as mais diversas. A maior probabilidade, então, é que o mundo vai acabar temporariamente diversas vezes nos próximos milhões de anos – e muito provavelmente levar a gente junto. Dependendo da causa, pode até mesmo acontecer em breve. Veja agora as 12 receitas mais prováveis para acabar com a brincadeira da vida neste nosso pequeno canto da galáxia.

Os finais mais prováveis

(Otávio Silveira e Luiz Iria/Superinteressante)

1. Um belo de um asteroide

Há mais de mil deles perto da Terra, esperando a hora de cair. Sim os astrônomos estimam que existam mais ou menos 1.100 mil desses bólidos com 1 km de diâmetro mais passando rotineiramente pelas redondezas da Terra – todos com o potencial de causar uma catástrofe planetária. Astrônomos têm trabalhado duro para descobrir esses objetos – já foram encontrados cerca de 800. O Brasil também está engajado nessa busca, com um telescópio instalado em Pernambuco, cujo objetivo é justamente monitorar esses pedregulhos. E acompanhá-los é preciso, embora não muitos astrônomos façam esse esforço após a descoberta inicial.

“De todos os asteroides descobertos, 80% são perdidos logo em seguida”, afirma Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional especializada em asteroides e líder do Projeto Impacto, que se dedica a descobri-los no céu. “Eles são monitorados por pouco tempo, uma órbita preliminar é calculada, vê-se que não vão se chocar com a Terra e depois eles são abandonados.”

O problema é que o mundo dá voltas. Ou melhor, os mundos dão voltas. Enquanto giram ao redor do Sol, como são relativamente pequenos, os asteroides podem mudar de órbita e aí entrar em rota de colisão com a gente. Daniela trabalha na busca e na caracterização desses bólidos – para se certificar de que eles não vão mesmo trombar com a Terra. De toda forma, sempre há o risco de um objeto ser descoberto em cima da hora em rota de colisão – e não haver tempo para tomar alguma medida, como lançar uma bomba atômica que desvie a rota do objeto.

Ser atingido por um asteroide, enfim, é um método testado e aprovado para o extermínio em massa, que o digam os dinossauros, extintos numa pancada com um pedregulho de 10 km de diâmetro 65 milhões de anos atrás. Se um episódio similar acontecesse hoje, seria o fim para nós também. O problema não é tanto o impacto em si, que é localizado, mas as consequências dele. Sobem trilhões de toneladas de poeira na atmosfera e a luz do Sol é bloqueada por meses. As plantas morrem. Sem o pasto, o que o boi vai comer? E, sem o gado, o que será das churrascarias rodízio? Você entendeu a ideia… A estimativa dos cientistas sobre a frequência de impactos realmente catastróficos varia bem – os intervalos podem ser largos (a cada 1 bilhão de anos) ou nem tanto (a cada 100 milhões de anos). Mas o que passa o recado de forma ainda mais clara vem lá de cima: vira e mexe, os astrônomos encontram um asteroide que passou ou passará raspando pela Terra. E é como no futebol. O sujeito chuta uma bola na trave, duas, três… Uma hora sai o gol.

2. Quebra-pau nuclear generalizado

Ah, mais isso é tão anos 50… Não a ameaça nuclear segue viva, e seguirá assim para sempre, já que não dá para desinventar as armas atômicas. Há 22 mil ogivas nucleares no mundo. Os donos dos maiores arsenais continuam sendo Estados Unidos e Rússia. Mas, como a Guerra Fria congelou faz tempo, o risco de uma catástrofe atômica acabou, certo? Errado. O problema é que neste momento vários países não exatamente amigáveis andam desenvolvendo suas próprias armas nucleares, caso do Irã. Se o país anunciar que tem a bomba, ele dará início a uma corrida nuclear em todo o Oriente Médio, que já é um barril de pólvora hoje. Se começa uma guerra fria por lá, a chance de que ela esquente é real. E ainda existe a hipótese de que algum grupo terrorista arranje suas próprias ogivas. Daí para uma guerra global suicida, pode ser um pulo.

3. Supervulcões

Quando um vulcão no Chile ou na Islândia começa a soltar cinzas no ar, já é um transtorno. Mas tudo isso é fichinha perto do que podem fazer os supervulcões. Um supervulcão é tão grande que nem dá para ver. A boca dele fica no chão e está coberta de terra. E que boca: caberia uma cidade inteira dentro dela. “Uma das primeiras evidências dos supervulcões foi a descoberta de enormes vales circulares, alguns com 30 a 60 km de largura, que se pareciam com as caldeiras localizadas no topo de muitos dos vulcões mais conhecidos do planeta, só que em tamanho família”, conta o geólogo russo Ilya Bindeman, especialista no assunto. Imagina-se que o famoso parque americano Yellowstone seja todo ele a boca de um supervulcão, ainda que coberta de terra, e que haja outros na Indonésia e na Nova Zelândia. “Caso um deles entrasse em erupção, recobriria sua região do globo de cinzas em questão de horas”, diz Bindeman, indicando que, nos Estados Unidos, isso aconteceu pelo menos 4 vezes nos últimos 2 milhões de anos. A última há 640 mil anos, e nada impede que a próxima aconteça em breve. O maior problema é que as erupções afetam dramaticamente o clima e alteram a composição da atmosfera.

Mesmo nas erupções dos vulcões convencionais, já se vê uma queda na temperatura média do planeta (as cinzas que eles soltam bloqueia a luz solar). No caso dos gigantes em ação, nosso mundo poderia virar uma geladeira. Isso sem falar que os gases ejetados por vulcões podem abrir rombos na camada de ozônio, que proteje a superfície da radiação nociva do Sol. “Uma erupção de supervulcão tem a força da colisão de um pequeno asteroide, mas ocorre com frequência dez vezes maior”, diz Bindeman.

4. SOL ASSASSINO

Esse não tem erro. É o fim certo da Terra. O Sol, muito gradualmente, vai se tornando mais quente com o passar do tempo. No passado, era mais frio. No futuro, estará mais ativo. Em cerca de 1 bilhão de anos, a coisa vai ferver. Literalmente.

O aumento da radiação solar provocará a evaporação de toda a água da Terra. O acúmulo de vapor aumentará ainda mais a temperatura e terminaremos não muito diferentes de Vênus, com temperaturas de 400 °C. Depois vai piorar. Quando o Sol chegar ao fim de sua vida, daqui a 7 bilhões de anos, ele vai crescer até ocupar 3/4 do céu. Será tanto calor que as montanhas derreterão. E depois o Sol aumenta mais um pouquinho, engolindo a Terra. A única saída seria ir empurrando o planeta para cada vez mais longe do Sol, no mesmo ritmo em que ele esquentasse.

Outros finais plausíveis

(Fabrício Lopes/Superinteressante)

5. A extinção do nosso campo magnético

O campo magnético da Terra é uma entidade bacana: faz com que todas as bússolas apontem para o norte. Sem ele (ou seja, sem as bússolas), as Grandes Navegações do século 16 teriam acontecido séculos mais tarde. E hoje este texto talvez não estivesse em português. Mais: diversas espécies migratórias evoluíram com um sexto sentido capaz de detectar o campo magnético para guiar suas rotas de viagem. Mas hoje, que o GPS substituiu a bússola, ele é pouco mais que uma curiosidade, não?

Negativo. Ele é importante para a vida na Terra. O campo magnético funciona como uma barreira protetora contra a radiação nociva que vem do espaço. É um campo de força invisível, feito de energia. E ainda bem que ele está firme sobre a nossa cabeça: esses raios cósmicos são extremamente perigosos. Radioativos, eles atravessam nosso corpo e danificam nosso DNA, causando mutações. Em geral, o resultado desse processo é o surgimento de cânceres. Péssimo.

Tudo bem, a atmosfera também tem um papel nessa proteção, mas o trabalho é dividido com o campo magnético. Juntos, eles têm uma eficiência equivalente à de uma parede espessa de concreto. Agora as más notícias. Não é inconcebível que o campo magnético da Terra um dia bata com as 10. Na verdade, cientistas têm monitorado a intensidade do campo nas últimas décadas e sua intensidade tem caído drasticamente. “O campo geomagnético primário enfraqueceu quase 10% desde que foi medido pela primeira vez, nos anos 1830”, afirma o geofísico Peter Olson, da Universidade Johns Hopkins. Ninguém acredita que esse seja um sinal do fim.

Na verdade, o consenso é de que se trata de um sintoma de que o campo magnético da Terra está se invertendo. É isso mesmo: quando o processo terminar, a bússola vai apontar para o sul. Do lado de fora da Terra, nenhuma mudança visível. Todo o processo acontece do lado de dentro. É o ferro derretido na região externa do núcleo que se movimenta, alimentado pelo calor interno do planeta, e propicia a transmissão de cargas elétricas, produzindo o campo magnético. Vira e mexe, há uma inversão de polos mesmo. O sul magnético vira norte, e vice-versa.

Se for só isso, não é nada dramático. Apenas algumas aves vão sofrer um pouco para se adaptar, mas não estaremos diante de uma catástrofe. Mas a hipótese de que o campo magnético da Terra seja desligado de vez no futuro não pode ser completamente afastada. De fato: há evidências de que esses campos magnéticos não duram mesmo para sempre. Em Marte, por exemplo, é possível detectar sinais de que já houve um. Mas hoje nem sinal dele. Essa é uma das razões de haver tanta radiação na superfície lá – e nenhuma (ou quase nenhuma) vida.

6. Um hipervírus

Imagine um vírus letal como o HIV, mas que se espalha fácil como o da gripe. Se a natureza não produzir um por conta própria, nós poderemos fazer por conta própria. A possibilidade de combinar a engenharia genética ao arsenal de organizações terroristas é mais que especulação. Com a tecnologia de hoje, dá para fabricar vírus terríveis usando o código genético deles. Para provar que dá pé, pesquisadores da Universidade de Nova York criaram do zero um novo vírus da pólio. A mesma técnica tem como ser aplicada a vírus mais violentos, capazes de virar armas biológicas, caso do da varíola. “Nosso trabalho serve como prova do que pode ser feito”, afirma Jeronimo Cello, um dos autores do estudo. E, quando uma armar pode ser feita, alguém acaba fazendo.

7. Um aquecimento global de proporções venusianas

Você até já enjoou de ouvir falar em aquecimento global, o fato de que o mundo deve esquentar 4 ou 5 °C nos próximos 100 anos. Ok. Mas e se forem 400 °C? É o que o efeito estufa causou em Vênus, onde faz 480 °C. À noite… Isso pode acontecer aqui? “A humanidade está engajada num experimento maciço e descontrolado no clima terrestre”, afirma o biólogo David Grinspoon, um especialista em estudos planetários. “A investigação de Vênus deu aos cientistas novos lampejos sobre como responder a uma questão básica: quão estável é o clima terrestre?” A resposta mais confiável até agora: não sabemos.

8. Uma espiral glacial

Resfriamento global. Nos anos 70, esse seria o responsável mais provável pelo fim do mundo. Agora, que só se fala em aquecimento global, o resfriamento saiu de moda. Mas como hipótese continua tão realista quanto antes. Ou mais. Pesquisas relativamente recentes mostram que podemos, sim, acabar congelados. E a Terra, toda coberta de neve, dos polos até a linha do Equador. Por quê? Porque isso já aconteceu antes.

As evidências de uma Terra Bola de Neve (é assim que a teoria é chamada) vêm de meio bilhão de anos atrás. Elas foram levantadas por Paul Hoffman, de Harvard, e seus colegas, em 1998, ao estudar sedimentos na Namíbia. Há 600 milhões de anos, aquela região devia estar próxima da linha do Equador, mas suas rochas continham sinais inconfundíveis de geleiras, seguidos por uma camada marcada por depósitos de carbonatos, associada a mares muito rasos.

Para Hoffman, eram evidências claras de pelo menos um episódio Terra Bola de Neve. Isso ia ao encontro dos cálculos que o cientista russo Mikhail Budyko fez nos anos 60: ele calculou que, se a quantidade de gelo nos polos passasse certo limite, ela iria se expandir para tomar o globo todo. Como? Se a superfície é mais clara, ele reflete mais radiação do Sol. Quando o gelo começa a se expandir, sua superfície branca passa a refletir mais energia solar de volta para o espaço, em vez de absorvê-la.

Com isso, o planeta fica mais frio, e aparece mais gelo, que aumenta a reflexão, e assim por diante, até ficar tudo congelado. “Essa teoria ganhou apoio cauteloso da comunidade científica desde que nós a introduzimos primeiro”, afirma Hoffman. Contudo, ele admite que ninguém sabe direito, até hoje, o que inicia um processo descontrolado de resfriamento e, por isso mesmo, não há quem se arrisque a dizer que não vai acontecer de novo.

Finais esdrúxulos

Artwork of a pulsar. Pulsars are very rapidly spinning neutron stars the dead cores of massive stars rotating on their axes often hundreds of times every second. Radio and optical beams of radiation, emitted from the pulsar’s magnetic poles, flash across our line of sight and the star appears to blink on and off as it spins. (Mark Garlik/Getty Images)

9. Envenenamento da atmosfera

Imagine que a evolução da vida na Terra acabe por produzir uma bactéria que emita uma substância altamente tóxica, letal a quase todas as formas de vida. Esse gás iria se acumulando na atmosfera e, em questão de tempo, envenenaria completamente o ar, levando a uma onda global de extinções – o fim da humanidade incluído. Fantasia? Pois saiba que já aconteceu, e nós só herdamos o planeta por causa disso, até.

Cerca de 3,5 bilhões de anos atrás, a vida já dava seus primeiros passos seguros no planeta. E foi nessa época que surgiram as primeiras criaturas capazes de fazer a fotossíntese. Hoje, achamos a capacidade de converter a luz do Sol e o gás carbônico em oxigênio uma coisa linda. Naquela ocasião, contudo, a novidade não foi apreciada. A imensa maioria das bactérias primitivas não queria nada com o oxigênio. Elas haviam nascido e evoluído num ambiente livre desse gás.

Então, quando tiveram de encará-lo na atmosfera, foi… digamos que foi uma aula prática de darwinismo. Aquilo era veneno para elas. Talvez você não se sensibilize com o sumiço de bactérias, mas vale dizer que elas eram tudo que existia na Terra naquela época. E o dramático é que o aumento da quantidade de oxigênio, do zero para os 20% da atmosfera que vemos hoje, parece ter acontecido bem rapidamente.

Foi bom para os poucos micro-organismos que aprenderam a tirar energia do oxigênio – caso dos nossos antepassados unicelulares, que deram origem não só à gente como também a todas as outras formas de vida – das bactérias modernas aos peixes, lagartos e gorilas, todos nossos parentes. E fãs de oxigênio. Mas foi péssimo para a maior parte da vida da época, claro.

Os responsáveis por lançar esse veneno no ar foram os antepassados das plantas – algas microscópicas que faziam a fotossíntese. Mas não foram só elas as reponsáveis. Por centenas de milhões de anos, o oxigênio que elas produziam era simplesmente absorvido pelas rochas – é o que acontece quando a lataria do seu carro enferruja: o aço suga oxigênio, ele “oxida”. Mas uma hora esse processo diminuiu drasticamente, e boa parte do oxigênio que as algas produziam ficou livre no ar.

O motivo? “Rochas antigas estão ajudando a produzir um quadro de como isso se deu”, afirma Lee Kump, geólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia. Aparentemente, vulcões levaram ao solo rochas já altamente oxidadas, incapazes de absorver mais do elemento. Ok. Mas é possível acontecer outro envenenamento global como esse? A evolução não é previsível, mas, em momentos de grandes mudanças ambientais, ela costuma se acelerar. Há um ano, inclusive, pesquisadores da Nasa descobriram uma forma de vida que se alimenta de arsênico, um veneno. Era só uma bactéria. Mas nossos antepassados respiradores de oxigênio também eram.

10. Bilhar estelar

O Universo parece até um lugar relativamente organizado, quando contemplamos belas imagens do espaço. Pois ele é tudo, menos isso. O tempo todo coisas estão se chocando umas com as outras. A probabilidade de uma estrela colidir com o Sol, enquanto ambos giram em sua órbita ao redor do centro da Via Láctea, é baixíssima. Mas não é preciso que elas batam para fazer o estrago.

Se uma estrela passar relativamente perto da outra, pode ser o suficiente para desestabilizar a órbita dos planetas – a Terra incluída. Seria sem dúvida o fim para nós. “Um evento desses costuma acontecer na nossa região da galáxia a cada 10 mil anos”, destaca Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos. “Mas, como a área em que está o Sol é relativamente vazia, o risco é menor.” O que não quer dizer

11. Champagne supernova

Supernovas são os eventos mais energéticos do Universo. Quando uma estrela se torna supernova (ou seja, explode), pode brilhar mais do que uma galáxia inteira, que em geral contém centenas de bilhões de estrelas – Andrômeda, nossa vizinha, tem 1 trilhão… Na nossa modesta Via Láctea, que abriga um pouco menos de 400 bilhões de sóis, pipoca uma supernova a cada 100 anos.

Se uma acontecesse perto de nós, a energia da explosão poderia acabar conosco. Se não destruindo o planeta inteiro, pelo menos banhando-o em tanta radiação que nenhuma forma de vida poderia resistir. E o pior: há uma estrela dupla, chamada Eta Carinae, que está a 7,5 mil anos-luz de distância e prestes a explodir. É próximo o bastante para causar estragos na Terra – o que não dá para saber é o tamanho dos danos que os raios energéticos da explosão da estrela pode causar. Agora, uma ressalva: “prestes”, em astronomia, é nos próximos 30 mil anos.

12. A lei da natureza

“Somos a coisa mais fantástica que a Terra já produziu. Ninguém, nenhuma outra forma de vida, pode com a gente.” Se entrevistássemos um tubarão, ele poderia muito bem declarar isso. Tubarões são o suprassumo da predação, o topo da cadeia alimentar. O que eles não sabem é que existe uma espécie surgida há apenas 200 mil anos e que nos últimos 100 agregou tecnologia o bastante para varrer todos os tubarões da face da Terra se assim julgar necessário. Por isso mesmo, somos tão vaidosos quanto os tubarões poderiam ser. Então achamos que pode acontecer qualquer coisa, menos sermos eliminados por um predador. Estamos errados. Mas, por ora, a despeito de todas as ameaças, dá para acreditar que o nosso mundo aguenta as pontas por um bom tempo.

Epílogo: as religiões e o fim do mundo

(zu_09/Getty Images)

O mistério do fim do mundo é uma das maiores forças de inspiração das religiões. Na maioria dos casos, é só uma metáfora para a ideia de renovação, de começo de um novo ciclo – uma ideia parecida com a da ciência, diga-se.

Desde sempre, teólogos e profetas de todas as crenças têm debatido como o mundo vai terminar. Há uma certa obsessão com o tema. Afinal, uma história que não acaba fica sem um acerto de contas. Como então as autoridades lá de cima vão separar os bons e os maus, os justos dos canalhas, o joio do trigo? Para as religiões, o fim do mundo é uma peça importante do quebra-cabeça. A tradição judaica claramente se debruçou um bocado sobre esse problema, motivada sobretudo pelas circunstâncias. Quando os persas (ou macedônios, ou romanos, ou… coloque aqui o opressor da vez) pagarão por seus crimes contra o povo de Israel? Dá-lhes Juízo Final.

No Velho Testamento bíblico, o Livro de Daniel, escrito no século 2 a.C., dá o tom: ele prevê a vinda do Messias, destinado a libertar os judeus do jugo de seus opressores e iniciar uma era de paz interminável. O fim do mundo, aqui, é algo bom: um novo começo. O cristianismo é uma continuação direta da tradição jucaica, com uma importante modificação: o Messias já deu uma passada pela Terra para formar um novo pacto entre Deus e os homens (basicamente zerar a conta da humanidade e redimi-la de seus pecados), mas deve voltar numa futura oportunidade para libertar os cristãos, derrotar o Anticristo e seus aliados e, por fim, iniciar uma era de paz interminável. É a mesma lógica: quando João escreveu seu Apocalipse, anunciado por trombetas celestiais, no século 1, os cristãos estavam sendo perseguidos e mortos pelos romanos. Assim como, quando o Livro de Daniel foi escrito, os judeus estavam sob o jugo dos macedônios.

O fim do mundo como danação para os maus e redenção para os bons também acontece na religião muçulmana, nascida no mesmo caldo, no Oriente Médio. Mas nem judeus, nem muçulmanos, nem cristãos estavam sendo particularmente criativos. Zoroastro, por exemplo, já pregava a vinda de um profeta, Shaosyant, que ressuscitaria os mortos de sua cova e os levaria a um julgamento. No zoroastrismo, firmado em algum ponto entre os séculos 10 e 5 a.C., quando a hora chegar, um anjo de fogo derreterá as montanhas e o mundo será coberto por um oceano de lava.

Os vivos e os mortos então terão de atravessá-lo descalços. Para os bons, será como caminhar sobre leite. Para os maus, não. Versões alternativas mesmo são mais comuns entre religiões mais antigas. Para o hinduísmo, por exemplo, que tem mais de 3 mil anos, a questão não é tanto o bem e o mal, mas a natureza do Universo. Ele seria cíclico, passando por fases de atividade e de repouso, e diversos deuses hindus parecem ter sua função específica na trama. Brahma, o maior deles, é o Criador. Cada dia na vida dele dura 4 bilhões de anos dos nossos – período que representa um ciclo na história do Universo, ou kalpa.

Os maias, badalados por causa de 2012, tinham essa mesma pegada cíclica. A data tão mencionada, 21/12/2012, marca o final de um ciclo num de seus calendários (eles usavam quatro calendários diferentes, dependendo da escala de tempo). Esse que ficou famoso começa em 11 de agosto de 3114 a.C. e termina depois de 1 milhão e 872 mil dias (5 125,37 anos). Ou seja, precisamente em 21/12/2012. Mas não existe uma ideia de “fim do mundo” ali. É só o fim de um ciclo mesmo, para o começo de outro.

O inusitado é que essa visão cíclica do mundo é a que mais aproxima a religião da ciência. Sabe-se que o Universo, tal qual existe hoje, nasceu no Big Bang, há 13,7 bilhões de anos. Pelas contas dos cosmólogos, ao que parece, ele vai continuar se expandindo, até esfriar e terminar na mais absoluta sem-gracice. Contudo, existe a possibilidade de que, daqui a vários bilhões de anos (ninguém sabe quantos), o Cosmos troque a expansão pela contração.

Isso levaria, em última análise, a um Big Crunch (o contrário de Big Bang), que provavelmente representaria um reset no Universo, para então começar tudo de novo, com uma nova expansão. Em suma, um novo ciclo. E uma coisa é certa: você estará lá. Provavelmente na forma de energia, aquilo que sobra depois que cada um dos átomos que forma o seu corpo for destruído. Mas que vai estar, vai. Então… até o próximo ciclo!

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Opinião dos leitores

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Em visita à Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil em SP, Álvaro Dias estreita laços com o segmento evangélico, conquista apoio da Assembleia de Deus, e fortalece sua caminhada ao Governo do RN

Foto: Divulgação

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu em São Paulo um importante gesto de apoio do pastor José Wellington Costa Júnior, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), uma das maiores lideranças evangélicas do país.

O encontro tem forte repercussão no cenário político potiguar, especialmente pelo peso da Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte. A denominação reúne mais de 1.600 igrejas distribuídas em todas as regiões do estado e exerce significativa influência religiosa e social em centenas de municípios.

O apoio é visto como um marco na disputa pelo Governo do Estado, pois representa a aproximação de Álvaro Dias com um segmento que tradicionalmente acompanha de perto o posicionamento de suas lideranças em temas ligados à defesa dos valores cristãos.

Segundo as manifestações públicas das lideranças da Assembleia de Deus ao longo dos anos, a igreja tem reafirmado a defesa de princípios cristãos em sua atuação na sociedade e costuma enfatizar que não apoia projetos políticos que, em seu entendimento, contrariem esses valores ou estejam associados a denúncias de corrupção.

Nesse contexto, o gesto de apoio recebido por Álvaro Dias é interpretado por aliados como um importante reforço à sua pré-candidatura, ampliando sua presença junto ao eleitorado evangélico e fortalecendo seu projeto político para as eleições deste ano.

O movimento ocorre em um momento de intensificação das articulações eleitorais no Rio Grande do Norte, no qual Álvaro Dias vem ampliando sua base de apoios políticos e institucionais em diferentes segmentos da sociedade. Recentemente, sua candidatura também recebeu o apoio do PSDB estadual, liderado por Ezequiel Ferreira, fortalecendo ainda mais sua composição política.

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Geração de empregos no Brasil cai 25% nos seis primeiros meses de 2026 e registra pior primeiro semestre desde 2020, segundo dados do Caged

Foto: Claiton Dornelles/JC

A criação de empregos com carteira assinada no Brasil caiu 25% no primeiro semestre de 2026. Segundo o Ministério do Trabalho, foram abertas 921.640 vagas no período, contra 1,23 milhão no mesmo período do ano passado, no pior resultado para os seis primeiros meses desde 2020.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Somente em junho, o saldo foi de 145.160 empregos formais, queda de 10,4% em relação ao mesmo mês de 2025. No período, foram registradas 2,22 milhões de contratações e 2,07 milhões de desligamentos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração aos juros elevados, com a Selic em 14,25% ao ano, além dos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e dos conflitos internacionais sobre a economia.

Apesar da queda no ritmo de contratações, o país encerrou junho com 48,03 milhões de trabalhadores com carteira assinada, acima do total registrado no mesmo período de 2025.

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Sicredi RN mobiliza voluntários para mais uma edição do Dia C

Campanha incentiva a cooperação e a solidariedade em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social

A Sicredi RN abriu, no dia 27 de julho, mais uma edição do Dia C – Dia de Cooperar. A campanha de arrecadação ficará aberta até 29 de agosto, quando ocorre o Dia C, data em que os donativos serão entregues às instituições sociais parceiras. A iniciativa mobiliza colaboradores e associados voluntários em todo o Rio Grande do Norte, fortalecendo um ciclo de cooperação e solidariedade em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Durante o período de campanha, os associados podem levar doações de alimentos a qualquer agência da Sicredi RN no estado.

Na edição do ano passado, a campanha arrecadou cerca de 9 toneladas de donativos, que beneficiaram abrigos de idosos, lares de crianças em situação de vulnerabilidade, associações de acolhimento a pessoas com deficiência e comunidades periféricas dos municípios onde a cooperativa está presente.

O Dia C integra o Movimento Nacional de Voluntariado do Sistema Sicredi, que busca inspirar, mobilizar e impulsionar iniciativas capazes de fortalecer as comunidades locais.

“A essência do cooperativismo é cuidar das pessoas e construir soluções coletivas. Convidamos todos os nossos associados a participar de mais uma edição do Dia C, levando sua doação a qualquer agência da Sicredi RN no estado. Cada gesto de solidariedade fortalece essa corrente de cooperação e ajuda a transformar a realidade de quem mais precisa do nosso apoio”, afirma o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro.

Sobre a Sicredi RN

Fundada em 1993, a Sicredi RN é a maior instituição financeira cooperativa do estado. Com atuação em 11 cidades-polo, está presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte, oferecendo seu modelo cooperativo de relacionamento aos associados e apoiando a realização de projetos, o crescimento dos negócios e o desenvolvimento da economia local.

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LEI MARIA DA PENHA: 54% das mulheres dizem já ter sofrido agressões de parceiro; abuso psicológico é o mais comum

magem: Getty

Mais da metade das brasileiras que já tiveram relacionamento com homens afirma ter sofrido algum tipo de agressão praticada por parceiro ou ex-parceiro, segundo a pesquisa “20 anos da Lei Maria da Penha”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva.

O levantamento mostra que 54% das mulheres, o equivalente a 47,7 milhões de brasileiras, relatam ter sido vítimas de algum tipo de agressão previsto na Lei Maria da Penha.

O abuso psicológico é o mais frequente, citado por 42% das entrevistadas, seguido por agressão física (25%), moral (19%), sexual (10%) e patrimonial (9%).

Entre os homens, 11% admitiram ter cometido algum tipo de agressão contra uma parceira ou ex-parceira quando questionados sobre situações específicas. Já 7% reconheceram espontaneamente ter praticado esse tipo de conduta.

A pesquisa também aponta que 88% das mulheres identificam parceiros ou ex-parceiros como os principais autores das agressões.

Em relação à reação diante de um caso de agressão, 70% das mulheres disseram que acionariam a polícia ou as autoridades. Entre os homens, esse percentual é de 56%.

O levantamento ouviu 1.000 mulheres e 500 homens com 16 anos ou mais, entre os dias 22 e 30 de abril, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

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Após ter propostas de delação rejeitadas, defesa de Daniel Vorcaro muda de estratégia e agora quer anular provas

oto: reprodução

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro desistiu de insistir em um acordo de delação premiada e passará a concentrar a estratégia na contestação das provas da ação penal. A informação é da jornaista Tainá Falcão, da CNN Brasil.

Os advogados pretendem questionar a cadeia de custódia dos celulares apreendidos, alegando falhas na preservação dos aparelhos. Com isso, buscam invalidar essas provas e, posteriormente, solicitar a prisão domiciliar de Vorcaro.

A mudança ocorre após a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitarem as propostas de colaboração apresentadas pela defesa, sob o entendimento de que elas não traziam fatos novos nem elementos suficientes para justificar um acordo.

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Adega São Cristóvão, promove no Cicchetti Midway, um Jantar harmonizado com Enólogo da Garbo Enologia criativa, Jonathan Marini

Em sua 1ª Vez em Natal, o enólogo da Garbo Jhonatan Marini, conduzirá a experiência no Cicchetti Midway através de um jantar harmonizado de 5 etapas, no dia 30 de julho, às 20h.

1ª etapa
🥂Espumante imperial Blanc de blanc
Cestos de pães e antepastos.

2º etapa
🍽️Risoto almare
(Calamari, mexilhão, polvo ,camarão e castanhas)
🍷Akis riesling

3ª etapa
🍽️ ravioli pecorino trufado
🍷vinho inquieto Merlot / sauvignon blanc

4ª etapa
🍽️cupim braseado
🍷jornada dos vagamundos touriga nacional

🍽️ brownie de chocolate
🍷Alicante bourbon

Ingresso 🎟️ R$ 250,00 (clique aqui), VAGAS LIMITADAS

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Nunes Marques determina que Meta preserve dados cadastrais de 51 perfis nas redes sociais suspeitos de impulsionamento irregular para atacar Flávio Bolsonaro

Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta preserve os dados de 51 perfis do Facebook e Instagram apontados pelo PL como responsáveis por impulsionar conteúdo negativo contra o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão, em caráter sigiloso, atende a um pedido da campanha, que afirma ter identificado uma rede de páginas com poucos seguidores, algumas com apenas 20 a 30, mas que teriam investido cerca de R$ 3 milhões em anúncios patrocinados entre março e junho. Segundo o partido, foram publicados 4.607 anúncios, que alcançaram aproximadamente 250 milhões de visualizações.

Na decisão, Kassio afirmou que há indícios de possível impulsionamento irregular de propaganda político-eleitoral negativa durante a pré-campanha. O ministro também destacou que parte das páginas aparenta compartilhar uma mesma estrutura operacional, como telefones com o mesmo DDD e vínculos entre contas de anúncios.

A Meta deverá preservar registros de anúncios, dados cadastrais, históricos de criação das contas, informações sobre pagamentos, faturamento e identificação dos responsáveis pelos impulsionamentos. A medida busca garantir a produção de provas para a continuidade das investigações.

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Cicchetti celebra um ano em Natal com cardápio especial, rolha free e música ao vivo

Um ano depois de abrir as portas em Natal, o Cicchetti Natal comemora seu primeiro aniversário com uma programação que combina gastronomia, música e vinho. A celebração ocorre durante esse fim de semana (de 31 de julho a 2 de agosto), com cardápio especial, apresentações ao vivo, DJs e rolha free .

Instalado no terceiro piso do Midway Mall, o restaurante ficou conhecido pela proposta de servir pratos em porções menores, ideais para compartilhar e provar diferentes sabores em uma mesma refeição. A cozinha reúne influências italianas, massas artesanais, pizzas, risotos, carnes, frutos do mar, além de uma seleção de entradas e sobremesas.

E para marcar o primeiro ano da unidade natalense, a casa prepara um cardápio especial para a comemoração. A proposta é transformar o aniversário em uma celebração à mesa, mantendo a essência do Cicchetti de promover encontros, boas conversas e refeições compartilhadas.

A programação musical começa na sexta-feira à noite, com DJ, e segue no sábado, também no período noturno. No sábado e no domingo, apresentações de música ao vivo completam o clima de celebração.

Um dos atrativos será a rolha free . Os clientes poderão levar o vinho de sua preferência para acompanhar a refeição, sem o pagamento da taxa de rolha.

Serviço
Aniversário de um ano do Cicchetti Natal
Shopping Midway Mall, 3º piso
Avenida Nevaldo Rocha, 3775, Tirol, Natal/RN
Reservas e informações: (84) 98619-0365
Instagram: @cicchettinatal

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Dino intima Lula, Motta e Alcolumbre e dá prazo de 10 dias para apresentarem plano sobre destinação de emendas parlamentares

Foto: Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (29) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apresentem, em até 10 dias, um plano que defina as responsabilidades na destinação e execução das emendas parlamentares.

Segundo a decisão, o documento deverá identificar os agentes envolvidos em cada etapa da aplicação dos recursos e estabelecer as atribuições de cada um, incluindo a responsabilidade do parlamentar que indica a emenda.

Dino também deu prazo de cinco dias para que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o caso.

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação da Rede Sustentabilidade, que questiona as regras atuais das emendas impositivas e defende que os parlamentares também sejam responsabilizados pela aplicação dos recursos que indicam.

Opinião dos leitores

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Dra. Zenaide aparece entre os eleitos para o Senado em nova pesquisa no RN

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece entre os nomes que hoje ocupariam uma das duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado Federal em disputa nas eleições deste ano, de acordo com pesquisa do Instituto Perfil, realizada em parceria com o Blog do BG.

Na soma das intenções de voto para a primeira e a segunda vagas, Zenaide alcança 12,06% e ocupa a segunda colocação, sendo reeleita com Styvenson Valentim (Podemos), que registra 16,56%.

O levantamento reforça a presença da senadora na disputa e mostra a consolidação do seu nome entre os principais candidatos ao Senado no Rio Grande do Norte. Na sequência aparecem Rafael Motta (PDT), com 8,75%; Coronel Hélio (PL), com 4,41%; e Samanda Alves (PT), com 4,09%.

O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 26 de julho, ouviu 1.600 eleitores em todo o Estado e possui margem de erro de 2,45 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05225/2026 e no TRE-RN sob o número 00337/2026.

Opinião dos leitores

  1. O POTIGUAR É TÃO TAPADO, COM RELAÇÃO A POLÍTICA, QUE OS FORASTEIROS SÃO QUEM FAZEM A FESTA AQUI NO ESTADO.
    👉🏿Styvenson Valentim
    Naturalidade:
    Rio Branco (AC)
    👉🏿Fátima Bezerra:
    Nova Palmeira, Paraíba
    👉🏿Zenaide Maia
    Brejo do Cruz, Paraíba
    👉🏿Mineiro Nascimento:
    Curvelo, Minas Gerais
    👉🏿Girão Nascimento:
    Fortaleza, Ceará
    👉🏿Cadu Xavier
    Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)
    🚨DEVE TER MAIS AÍ

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