Geral

Após pressão, Neoenergia Cosern reage e anuncia plano de ação para clientes de energia solar no RN

Foto: Divulgação

Após a repercussão das queixas sobre aumento nas contas e mudanças no faturamento da energia solar, a Neoenergia Cosern divulgou uma nota oficial afirmando que já iniciou diálogo com representantes do setor no Rio Grande do Norte. A distribuidora informou que realizou uma reunião com a Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) e empresas do segmento para esclarecer dúvidas relacionadas aos clientes de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD).

Segundo a concessionária, entre as medidas anunciadas está o reforço no atendimento presencial para consumidores que desejam esclarecimentos sobre faturamento e compensação de energia. A iniciativa surge em meio à mobilização de clientes e empresários que cobram transparência nas cobranças e prometem protestos em Natal diante das recentes mudanças que impactaram as faturas.

A Cosern também confirmou que um novo encontro com representantes do setor solar já está marcado para o início de março, indicando que o tema continuará em debate nas próximas semanas. O posicionamento ocorre enquanto consumidores seguem relatando dificuldades com contabilização da energia, impostos e valores finais considerados elevados.

Confira a nota da Neoenergia Cosern na íntegra:

NOTA NEOENERGIA COSERN

Natal (RN), 03 de fevereiro de 2026

A Neoenergia Cosern informa que se reuniu nesta terça-feira (03) com a direção da Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) e com representantes de empresas e energia solar para esclarecer as principais dúvidas relacionadas ao faturamento dos clientes MMGD. Na ocasião, a distribuidora também apresentou um plano de ação para, entre outras iniciativas, reforçar o atendimento presencial para tirar dúvidas sobre MMGD a partir da próxima segunda-feira (09) nas Lojas de Atendimento de Natal (Rua João Pessoa, Centro), Mossoró e Caicó.

Uma nova reunião sobre o tema foi agenda para o início de março.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA NEOENERGIA COSERN

Opinião dos leitores

  1. Para justificar o aumento do ICMS pis cofis e taxa de iluminação pública me aumentaram o consumo em mais de 300%.

  2. Eu pagava em torno de 26,00. Desde novembro veio 3 a 4 vezes mais a conta. Eu vejo na conta que o aumento foi devido a uma taxa de iluminação pública que subiu. O que mudou nos critérios de cálculo? Isso é um absurdo para quem investiu em energia solar.

  3. Fui questionar os atendentes, sobre o motivo do aumento e o que estavam me cobrando foi uma 1 hora no telefone, uma enrolação tão grande, mais tão grande que sinceramente, esgotei minha energia, parece que eles são instruídos ou a enrolar o cliente ou nem mesmo eles sabem o que estão falando. Isso é um absurdo, uma insegurança jurídica sem pretendentes, faz se um investimento e de repente de acordo com “boa vontade e bom critério da empresa” mudam a regra, mudam o jogo, e empresas, empregados e consumidores ficam literalmente sem saída, pois o investimento em energia solar hoje no estado do rio grande do norte se torna inviável, quebrando toda uma cadeia de consumo e quem já investiu ficará no prejuízo.

  4. Um absurdo de aumento aqui pagava somente uma taxa de 22,00 reais agora 150,00, liguei pra cosern indiguinada e me responderam que eu tinha que procurar outra empresa pra resolver pois não era com a cosern.

  5. É puro descaso com os clientes ninguém responde as perguntas eles mandam a cobrança e somos obrigados a pagar. Vergonhoso demais já já teremos que pagar maus um posto por estamos usando o SOL

  6. Na realidade estamos querendo solução, acabando com os descontos, esperando poder comprar baterias, pra mim livrar desses descontos abusivos

  7. Eu pagava uma taxa de 25 reais de repente uma conta de quase 400,00.
    Ninguém sabe e ninguém viu 👀

  8. Pessoal, após um período o excedente de nossas energias, eles tomam, e zera tudo de novo. Nesse abaixo assinado, vamos pedir ao governo, que o excedente de nossas energias, podemos VENDER, como é em outros países.

  9. Cadê a lei. A lei é só para os pobres. A rica empresa faz da gente o que quer a a lei não obriga ela parar ou devolver o dinheiro que ficouindividamente.

  10. Enganação. A cosern mudou os critérios de faturamento desde novembro. Vinha cobrando de um jeito especialmente as unidades beneficiárias. Procura-se os canais de atendimento e cada um dá explicação esfarrada que explica uma conta que custava em média 60 reais e passou para 400 reais pq não acessa os créditos da Usina que antes acessava.

  11. Minha média de consumo era entre 8 e 12 kW/mês, durante todo o segundo semestre de 2024 e até outubro de 2025. Em novembro, misteriosamente, o consumo subiu para mais de 150 kw, sem ter havido nenhum acréscimo de carga. E isso em três imóveis. Dezenas de tentativas de falar com a Cosern foram inúteis. O contato era sempre cortado ou interrompido sem conclusão.
    Resumindo, estamos sendo roubados descaradamente. O que não é nenhuma novidade nesta merda de país e hoje está praticamente legalizado.

  12. Aqui na minha residência aumentou demais, mesmo eu tendo os mesmos hábitos!!!!
    Absurdo o valor da conta!!

  13. Antes pagava 250,00. Coloquei energia solar, investimento caro. Tava pagando 25,00 . De novembro/2025 tá só aumentando, paguei esse mês de janeiro/2026 100,00. Daqui a pouco vou pagar 250,00 de novo. E meu investimento?

  14. Não dá pra entender o porquê de cobrar bandeira amarela e vermelha, se geramos a própria energia e, portanto, não usamos termelétricas.

  15. A inclusão da rubrica “ICMS CDEGD2” nas faturas da Neoenergia Cosern, desde novembro, desencadeou forte reação entre consumidores com sistemas de energia solar no Rio Grande do Norte. A distribuidora fundamenta a cobrança na Lei Federal nº 14.300/2022 e na Lei Estadual nº 6.968/1996, alegando que, mesmo com geração própria, o usuário utiliza a rede elétrica e seus serviços — o que justificaria a incidência do ICMS sobre a TUSD.

    Contudo, análises jurídicas contestam duramente essa interpretação. Especialistas destacam que a Lei 14.300, considerada pela Cosern como base da cobrança, não faz qualquer menção ao ICMS, tampouco autoriza tarifas como a “CDEGD2”. O texto trata apenas de aspectos técnicos e regulatórios da geração distribuída, não de tributos.

    “A Lei 14.300 não é uma lei tributária. Usá-la para criar ou justificar ICMS sobre energia solar compensada é totalmente indevido. Não há previsão legal para essa cobrança”, afirma o advogado Ariolan Fernandes (@ariolanfernandes), um dos afetados pela medida.

    A jurisprudência brasileira também reforça o questionamento. Tribunais têm reiterado que a energia produzida pelo próprio consumidor e injetada na rede para compensação não configura circulação de mercadoria, requisito central para incidir ICMS. “O consumidor não realiza uma operação comercial. Ele apenas utiliza a rede como um ‘banco de energia’. Tributar isso vai contra o entendimento consolidado”, explica Ariolan.

    Para os potiguares que investiram em energia solar, o novo encargo representa um custo inesperado, que reduz a previsibilidade financeira e desestimula fontes renováveis. A ausência de respaldo legal claro, aliada à jurisprudência desfavorável à tributação, abre espaço para contestações administrativas e judiciais.

    Associações e profissionais do direito já se mobilizam para orientar os consumidores. A disputa sobre o “ICMS CDEGD2” promete se tornar um caso emblemático sobre os limites da tributação na geração distribuída no Brasil

  16. Um absurdo e uma falta de consideração pelo consumidor.
    A COSERN sempre enchendo o bolso com nosso dinheiro e o pior q não existe poder público pra defender o consumidor, ela sempre fazendo o q quer com taxas absurdas de energia

  17. Pagava 167.00 aumentou para 502.00 .o boleto de pagamento ninguém conseguer entender o que está sendo cobrado.sou os especialistas da cosern entender.

  18. Nessa questão, aqui em casa teve uma aumento mais de 200% isso é uma falta de respeito com quem pagou um preço pra colocar energia solar.

    1. Tenho usinas de energia solar a mais de 10 anos minha conta quadruplicou sem nenhuma explicação. Muitas taxas foram inseridas na fatura inclusove ilumin̈ação publica .
      Absurdo

  19. Vai enrolar como faz até hoje ,não queremos explicações e sim mudanças, fazem isso para tornar inviável para o consumidor.

  20. Muito bla bla do lado da cosern, e quer que consumidor vá até o atendimento presencial vai ouvir e sair sem entender nada

  21. Antes desse aumento abusivo pagava entre R$ 25,00 e R$ 30,00 de energia. Agora, sem nenhuma alteração de consumo estou pagando entre R$ 130,00 e R$ 140,00. Abuso.

    1. Eu pagava R$ 41.00 veio neste mês R$ 148.00. Liguei pra Cosern não deram nenhuma explicação..do aumento..apenas disseram q a conta estava correta..o consumidor e punido a todos tempo..procon MP cuida…

  22. Essa neoenergia é uma empresa ladrona, picareta safado, imunda que rouba o povo que colocou energia solar na sua residência, fora cafajeste imunda

  23. Precisamos da devolução dos valores pagos em forma de taxa de iluminação pública e o refaturaento das contas que vieram sem a compensação.

  24. Agente coloca um benefício que não e barato, pincipalmente pra que tem parcelamento da geração

  25. Estamos sendo lesados e vão, no máximo, disponibilizar créditos pra quem pagar a conta. É ridículo o ocorrido e sem explicação. A mídia tem que cair dentro do assunto na proteção do consumidor.

  26. Está querendo ganhar tempo….Para que não sei…
    O Ministério Público tem que agir rápido e acabar com essa farra!!! Está nitidamente claro que está havendo uma afronta a lei que estabelece regras para o setor de energia solar….Em outros estados, a justiça já deu um basta colocando fim a ilegalidade…

  27. Este é o caminho as entidades de classe todos juntos contra este absurdo que a Cosern quis empurrar

  28. Quem tem energia solar, está sendo roubado na cara de pau e ninguém faz nada. Cosern não explica e aumentou nossas contas em mais de 300%. Cadê o MP.

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Geral

Pior desempenho em 4 anos: Acadêmicos de Niterói teve nota mais baixa desde 2022

Foto: Reprodução/Instagram

Fundada há apenas 7 anos, a Acadêmicos de Niterói, escola que fez homenagem ao presidente Lula (PT), recebeu a pior nota de um Grupo Especial do Rio desde 2022. Com apenas 264,6 pontos de 270 possíveis, a agremiação ficou em último lugar e foi rebaixada para a Série Ouro em 2027.

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos perdeu pontos em todos os 9 quesitos avaliados pelos jurados. As piores notas foram em fantasia (29) e alegorias e adereços (29,1). O único 10 veio para o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, com dois jurados dando nota máxima.

Antes da apuração, a escola também foi multada em R$ 80 mil por problemas na dispersão do desfile, mas não perdeu pontos. O desafio principal da Acadêmicos de Niterói era evitar o chamado “efeito iô-iô”, quando uma escola sobe para o Grupo Especial e cai no ano seguinte — fenômeno raro, ocorrido apenas cinco vezes nos últimos 25 anos.

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Judiciário

Auditor da Receita admite acesso “acidental” a dados de familiar de ministro do STF e vira alvo da PF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Polícia Federal investiga quatro servidores públicos por supostos acessos irregulares a dados fiscais de ministros do STF e de familiares. Um deles é o auditor fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes, que prestou depoimento preliminar e afirmou ter acessado, de forma “acidental”, informações ligadas a uma enteada do ministro Gilmar Mendes.

Segundo o próprio auditor, a consulta ocorreu por “infelicidade”, sem intenção de violar o sigilo fiscal. O caso é apurado em inquérito que investiga acessos sem autorização e fora de qualquer justificativa funcional, o que, em termos simples, significa entrar em dados protegidos sem que o trabalho exigisse isso.

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, foi afastado das funções públicas, está proibido de sair da cidade onde mora e deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana. O passaporte também foi apreendido.

Atualmente, o auditor está lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Entre os investigados, ele é o que recebe o maior salário. Conforme apurado, Mansano chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025. O salário atual é de R$ 38.261,86, valor que pode aumentar com indenizações e gratificações.

Mansano ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995. Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia, com registros frequentes em atos administrativos publicados no Diário Oficial da União desde a década de 1990.

Além dele, também são investigados Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro desde 1981, com salário de R$ 12.778,82; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social lotado na Delegacia da Receita Federal em Salvador, que recebe R$ 11.517,49; e Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social na Delegacia da Receita Federal em Santos (SP), que ingressou no órgão em abril de 1994 e recebe R$ 11.128,16.

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Política

Planalto minimiza rebaixamento de escola que homenageou Lula e culpa “futebol”

Foto: Clara Radovicz/Riotur

O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula no Carnaval de 2026, foi visto com naturalidade por ministros do Planalto. Para auxiliares presidenciais, a queda da escola para a série inferior não teve relação com o samba-enredo, que recebeu duas notas 10, nem indicou qualquer interferência do governo.

No palácio, a avaliação foi prática: comparações com o futebol reforçam a ideia de que times recém-promovidos muitas vezes caem no ano seguinte. O recado dos ministros é claro: não houve abuso financeiro nem irregularidade no desfile.

O Planalto também descartou ataques políticos como causa do rebaixamento. “O que está tendo é um aproveitamento, ou melhor, um oportunismo eleitoral”, disse um ministro, referindo-se à reação da oposição ao presidente.

A Acadêmicos de Niterói havia conquistado a vaga no grupo especial após o Carnaval de 2025 e foi a primeira escola a desfilar em 2026, no domingo, 15 de fevereiro. O resultado final foi 264,6 pontos, a menor nota entre as agremiações. A campeã Viradouro somou 270, enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel ficou com 267,4 — apenas três pontos à frente da escola rebaixada.

Opinião dos leitores

  1. A diferença da Acadêmicos de Niterói para a Mocidade foi só “um dedinho”, mas lhe custou o rebaixamento. Kkkkkkkkk…

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Judiciário

Último ato de Toffoli no caso Master: jogada sigilosa que divide processos no STF

Foto: Divulgação/STF

O último movimento de Dias Toffoli no caso Master ocorreu no fim da tarde do dia 11 de fevereiro. No dia seguinte (12), ele entregou a relatoria do processo ao presidente do STF, Edson Fachin. Em despacho sigiloso obtido pelo Metrópoles, Toffoli retirou dois documentos do processo principal e determinou que fossem transformados em novos processos autônomos. Por ser o relator do tema àquela altura, ele se apontou como responsável pelos novos casos “por prevenção”.

O caso Master segue se fragmentando. Assim como esses dois processos, outros desdobramentos do caso já tramitam de forma independente no STF. Ainda não se sabe se todos já passaram para a relatoria do ministro André Mendonça, escolhido como novo responsável pelo caso.

A movimentação de Toffoli mostra como decisões sigilosas podem alterar a dinâmica do Supremo. A fragmentação dos processos impacta prazos e estratégias, mantendo o caso Master sob acompanhamento político e jurídico intenso.

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Política

VÍDEO: Auditores da Receita com medo de STF: “É menos arriscado fiscalizar o PCC”

Imagens: Reprodução/Instagram/GloboNews

O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, afirmou que o caso envolvendo quatro servidores da Receita Federal, suspeitos de vazamento de informações sobre ministros do STF, expôs fragilidades e provocou intimidação dentro do órgão. Em entrevista ao #Estúdioi da Globo News, ele descreveu o episódio como um “vexame enorme para a administração da Receita”.

Cabral explicou que todos os acessos aos dados geram alertas nos sistemas internos de controle, mas defendeu que as medidas adotadas contra os servidores precisariam ser proporcionais. Segundo ele, a forma como as autoridades agiram teve efeito intimidatório sobre os auditores.

“Há uma mensagem que eu preciso registrar, que é subliminar e que afeta muito os auditores. Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. E o pior é que dá certo”, disse Cabral.

Ele destacou que, hoje, poucos se dispõem a investigar autoridades de alto escalão: “Se você for perguntar na Receita, quem topa ir atrás de altas autoridades, você não vai encontrar nenhum. É menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.

O presidente da Unafisco concluiu que o efeito concreto dessa situação é negativo para toda a instituição, minando a coragem dos auditores e deixando claro o risco de represálias ao lidar com figuras políticas de peso.

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Geral

CHORA NÃO, BEBÊ: Rebaixada, escola que exaltou Lula reage nas redes

Foto: Divulgação

A Acadêmicos de Niterói terminou sua estreia no grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro na última colocação e foi rebaixada. A escola, que levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Lula  (PT), se manifestou nas redes sociais nesta quarta-feira (18), afirmando que “a arte não é para os covardes”.

O enredo, intitulado “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, percorreu a trajetória de Lula da infância ao retorno ao Palácio do Planalto. A escola trouxe alas com referências ao PT e também sátiras e críticas a adversários políticos do presidente.

Foto: Reprodução/Instagram/Acadêmicos de Niterói

O samba-enredo reproduziu o grito de guerra do partido, “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, e mencionou em duas passagens o número de urna do PT. Ao final da apuração, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, ficando em último lugar do grupo especial.

Poucos minutos depois do resultado, a escola também questionou: “Quanto vale entrar para a história?”. O tema da escola de samba levantou debates sobre a possível configuração de ilícito eleitoral. Lula seguiu orientações jurídicas e acompanhou quase todo o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), aparecendo na avenida apenas uma vez.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Os deuses mandando seus sinais kkkkk, queda da imagem, queda da escola, só falta cair o representante de satan.

    1. Típico dos bolsonaristas: num fundo sempre esperam isso

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Geral

Arquidiocese do Rio critica desfile que ironizou fé e família em homenagem a Lula

Foto: Reprodução

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro divulgou nota criticando o uso de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em desfiles de Carnaval. Sem citar nomes, o posicionamento foi interpretado como reação direta ao enredo da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula e ironizou a chamada “família conservadora”.

No desfile, a escola apresentou a ala “neoconservadores em conserva”, com fantasias em forma de lata e a imagem de uma família tradicional, em sátira a evangélicos e a grupos conservadores que fazem oposição ao petista. A agremiação afirmou que esses setores atuam contra pautas defendidas por Lula.

Na nota, a Arquidiocese reconhece a cultura popular, mas afirma que manifestações culturais não podem desrespeitar convicções religiosas nem valores que estruturam a vida social. O texto ressalta o papel da fé e da família na sociedade e defende que liberdade de expressão deve caminhar junto com responsabilidade e respeito.

O que diz a Arquidiocese do Rio de Janeiro

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifesta sua preocupação a respeito da utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira que compreendemos como ofensiva.

Reafirmamos nossa proximidade a todas as famílias, acolhendo as diferentes realidades em que se empenham para permanecerem unidas, educar seus filhos no bem e transmitir valores que contribuem para uma sociedade mais justa e fraterna. Quando a família permanece um elemento central e estruturante da vida social, essencial para a convivência e o bem-estar da sociedade.

As religiões, presentes em toda a cidade, desempenham papel particular e relevante na promoção da solidariedade, da educação e do cuidado com os mais vulneráveis. A fé continua ocupando um lugar essencial na vida social, permanecendo viva, influente e fundamental na formação ética e moral da sociedade.

Ataques ou desrespeito a ela atingem não apenas as instituições, mas também a consciência de milhões de cidadãos.

A alegria, vivida de forma saudável e respeitosa, é legítima e enriquece a vida cultural. Situações pontuais de desrespeito não representam a riqueza e a diversidade cultural da cidade, que devem ser sempre espaços de inclusão, diálogo e convivência democrática.

Cabe lembrar que os eventos culturais possuem regulamentos próprios, que estabelecem limites para manifestações públicas. Esses limites existem não para cercear a liberdade de expressão, mas justamente à luz desse valor fundamental em uma sociedade democrática, garantindo o respeito à posição religiosa das pessoas e à dignidade da família.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da fé, da dignidade da família, da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e da construção de uma cultura de diálogo e paz. Direitos fundamentais como a liberdade de expressão caminham lado a lado com responsabilidade e respeito mútuo.

O Rio de Janeiro é maior quando constrói pontes, promove a convivência respeitosa e reconhece que família, fé e cultura podem caminhar juntas na edificação de uma sociedade mais fraterna, madura e verdadeiramente democrática.

Opinião dos leitores

  1. Conseguiram unir católicos e evangélicos contra o PT…
    .Um verdadeiro tiro no pé! A coisa poderia ter sido pior, se o Lula ou a Janja tivessem desfilado ….

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Política

Bolsonaro ironiza homenagem a Lula na Sapucaí e cutuca o TSE: “Se fosse comigo, já estaria inelegível”

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou com aliados, durante visita recebida na quarta-feira (18), na Papudinha, o desfile de uma escola de samba que homenageou o presidente Lula na Marquês de Sapucaí. A conversa ocorreu com o senador Carlos Portinho (PL-RJ), atual líder do PL no Senado, segundo o Metrópoles.

Segundo relato de Portinho, Bolsonaro afirmou que o tratamento dado pela Justiça Eleitoral seria diferente caso a homenagem tivesse sido feita a ele em um ano eleitoral. Para o ex-presidente, o TSE teria adotado uma postura mais dura se o alvo fosse Bolsonaro. “Imagina se fosse comigo? Ficaria inelegível antes da eleição, vergonha”, disse Bolsonaro, segundo o senador. A fala faz referência às decisões do TSE que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente.

Lula foi homenageado pela escola Acadêmicos de Niterói no primeiro dia de desfiles do grupo especial. No enredo, Bolsonaro foi retratado como um palhaço e aparece, ao final do desfile, sendo preso — representação que gerou reação da oposição.

Lideranças bolsonaristas, como o senador Flávio Bolsonaro, acionaram a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a homenagem poderia configurar propaganda eleitoral antecipada. Antes do desfile, no entanto, o TSE declarou que a apresentação se enquadra na liberdade de expressão artística, mas ressaltou que o Carnaval não pode servir de pretexto para crimes eleitorais.

Além do Carnaval, Bolsonaro e Portinho também trataram da disputa eleitoral no Rio de Janeiro em 2026. O PL discute a sucessão do governador Cláudio Castro, que não pode disputar a reeleição, e a definição das candidaturas ao Senado.

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Política

A CONSERVA DA ESQUERDA AZEDOU: Após exaltar Lula, escola amarga rebaixamento no Carnaval do Rio

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Acadêmicos de Niterói terminou na 12ª colocação no Carnaval do Rio de Janeiro e foi rebaixada nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026). Escola estreante no Grupo Especial, a agremiação levou para a Marquês de Sapucaí um desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Com o resultado, a escola voltará a disputar a Série Ouro em 2027.

Antes mesmo da apuração, a Acadêmicos de Niterói já havia sido punida por falhas na dispersão do desfile. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) aplicou multa de R$ 80 mil, sem perda de pontos. A Portela também foi penalizada pelo mesmo motivo. A campeã do Carnaval do Rio em 2026 foi a Viradouro.

O desfile trouxe referências políticas explícitas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi retratado como um palhaço, com alusões à prisão e ao uso de tornozeleira eletrônica, em referência a um episódio ocorrido em novembro de 2025. Já o impeachment de Dilma Rousseff (PT) apareceu logo no início, com a troca simbólica da faixa presidencial para um personagem que representava Michel Temer (MDB), narrativa defendida por Lula e pelo PT como um “golpe”.

Outro ponto que chamou atenção foi a ausência da primeira-dama Janja, que desistiu de desfilar na última hora. Ela seria destaque do último carro alegórico, mas não entrou na avenida para evitar interpretação de campanha eleitoral antecipada. Segundo a jornalista Monique Arruda, Janja chegou a ficar na área de concentração e depois acompanhou o desfile de um camarote ao lado de Lula.

Foto: Reprodução

A escola também levou à avenida uma ala chamada “neoconservadores em conserva”, representando grupos de oposição a Lula, incluindo pessoas do agronegócio, defensores da ditadura militar e evangélicos. A fantasia gerou reação imediata. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a ala e afirmou ser inadmissível ridicularizar um grupo religioso.

Durante o desfile, integrantes fizeram o gesto do “L de Lula”. A escola afirmou que não houve orientação para evitar o gesto, apesar de informações de que a recomendação teria sido feita previamente. Nos ensaios técnicos, os instrumentos da bateria chegaram a exibir o símbolo. O resultado final colocou um ponto final no desfile politizado: rebaixamento logo na estreia.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns a escola de Niterói. Fez uma justa e bela homenagem ao presidente Lula e conseguiu o principal que foi deixar nosso presidente entre os assuntos mais falados durante e após o Carnaval. Lula reeleito em 2026.

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Política

Planalto montou plantão jurídico no Carnaval para blindar Lula na Sapucaí

Foto: Dilson Silva/Agnews

O Palácio do Planalto montou um verdadeiro plantão jurídico durante o Carnaval para tentar proteger o presidente Lula de um possível risco de inelegibilidade após sua ida à Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A preocupação era com eventuais questionamentos legais envolvendo a exposição do presidente em um evento de grande visibilidade.

Lula esteve na Sapucaí no domingo (15), primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial, para acompanhar a escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista em seu samba-enredo. A presença do presidente e todo o conteúdo divulgado nas redes sociais passaram por análise prévia da equipe jurídica ligada ao governo, conforme informações do Metrópoles.

Segundo assessores do Planalto, cada postagem relacionada à passagem de Lula pelo sambódromo foi previamente avaliada. Por orientação jurídica, o presidente publicou apenas imagens assistindo aos desfiles e cumprimentando integrantes das quatro escolas que passaram pela avenida naquele dia: Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mangueira.

A cautela jurídica, no entanto, acabou gerando um incômodo interno no próprio governo. Auxiliares de Lula fizeram um mea-culpa ao avaliar que a preocupação excessiva com possíveis efeitos legais deixou em segundo plano a análise do impacto político do desfile que homenageou o presidente.

Uma das alas da Acadêmicos de Niterói, que retratou a chamada “família tradicional” dentro de uma lata de conservas, provocou reação negativa entre evangélicos. O episódio atingiu justamente um segmento do eleitorado do qual Lula tenta se aproximar com vistas às próximas eleições.

Mesmo assim, parte dos auxiliares tentou minimizar o desgaste. O argumento interno é de que a existência dessa ala no desfile serviria como prova de que o governo não teve qualquer ingerência sobre o conteúdo apresentado pela escola de samba.

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