Aviso em restaurante espanhol: país lidera a revolta (Foto: guachinchecasaaguere/Instagram)
Restaurantes e outros estabelecimentos comerciais na Europa e nos EUA estão adotando uma medida que, até pouco tempo, parecia improvável, a proibição da entrada de influenciadores digitais.
A justificativa é o comportamento de alguns “influencers”, acusados de transformar os locais em cenários para gravações, incomodar outros clientes e, em alguns casos, exigir refeições e produtos gratuitos em troca de divulgação.
Itália
Na Itália, a pizzaria L’Evoluzione, em Catânia, na Sicília, colocou na porta uma placa com o aviso: “Aqui os influencers não podem entrar (aceitam-se pessoas, não personagens)”. A decisão foi tomada pelo chef Lele Scandurra depois de um episódio em que um influenciador consumiu pizzas, bebidas e sobremesa com um acompanhante e deixou o restaurante sem pagar. A dupla ainda prometeu publicar imagens do local, mas as postagens nunca foram feitas.
O italiano Scandurra (Foto: Reprodução)
“Para mim, isso não é postura. Estávamos nos primeiros meses de abertura, tínhamos muitas despesas e precisávamos faturar”, afirmou Scandurra. Segundo ele, o mais irritante foi o influenciador ter considerado natural receber a refeição de graça: “O que me deixou profundamente chateado foi ele ter dado como certo que eu lhe daria o jantar de presente”.
Espanha
A reação do chef viralizou nas redes e se soma a um movimento que ganhou força principalmente na Espanha. Restaurantes passaram a colocar placas como “Proibida a entrada de influencers” e “Influencers não são bem-vindos”, além de informar que não oferecem comida em troca de avaliações ou publicações.
O restaurante de massas Pastifizzio, em Valladolid, na Espanha, adotou essa política. “Acreditamos que uma avaliação tem mais valor quando surge de forma espontânea, sem um convite por trás. Não trocamos comida por publicações ou opiniões”, afirmou o estabelecimento.
Inglaterra
Em Londres, Jeremy King também decidiu restringir a presença de influenciadores no restaurante The Park após episódios recorrentes de gravações. Segundo ele, a escadaria do restaurante chegou a ser disputada por grupos que queriam fazer fotos e vídeos, enquanto o banheiro era usado como camarim por influenciadores e suas equipes. King também passou a barrar clientes com grandes tripés e equipamentos de iluminação.
EUA
A rejeição já chegou aos Estados Unidos. A loja Four Winds Craft Guild, em Massachusetts, proibiu influenciadores depois de perceber que o estabelecimento havia se transformado em cenário para fotos e vídeos sem gerar retorno comercial. A medida provocou críticas de integrantes da categoria nas redes sociais, mas a loja manteve a decisão.
Loja americana: “influencers” fazem bagunça e dão calote na conta (Fotos: fourwindscraftguild/Instagram)
Com informações de Veja
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