Opinião

ARTIGO: Salvem a educação! Uma geração pode ser perdida

Rafael tem 16 anos e foi trabalhar. Cursava o ensino médio, mas teve que largar. Essa foi uma realidade do ano passado, em meio ao caos provocado pela pandemia. Assim como a realidade da maioria dos jovens de sua idade de pouco poder aquisitivo, a internet em casa não era das melhores para fazer as tarefas da escola e a situação econômica apertou. Essa história está mais próxima de você do que posso imaginar, é a realidade de muitos jovens do nosso País, mas Rafael depois pode quem sabe fazer um supletivo e tentar um lugar ao sol novamente.

A evasão escolar sempre foi alta, no Brasil. De acordo com o IBGE em 2019 (ano antes da pandemia) com um percentual de 7,6% para o país, a evasão dos adolescentes atingia 9,2% no Norte e Nordeste e era menor no Sudeste (6%). O fenômeno era maior na zona rural (11,5%) do que na urbana (6,8%), entre homens (8,1%) do que mulheres (7%) e era maior entre pretos ou pardos (8,4%) do que brancos (6,1%).

A pandemia irá piorar isto e ampliar ainda mais o gap de gênero. A Unicef mostrou em pesquisa recente que o Brasil é um dos cinco países que mais permaneceu com escolas fechadas. Foram 191 dias entre março de 2020 e fevereiro de 2021, contra 52 dias na média europeia. Na América Latina e no Caribe vivem cerca de 60% de todas as crianças e todos os adolescentes que perderam um ano escolar de educação presencial no mundo devido ao confinamento por causa da Covid-19, de acordo com dados publicados hoje pelo UNICEF.

Uma pesquisa encomendada pelo banco digital C6 Bank, realizada pelo Instituto Datafolha, aponta que cerca de 4 milhões de estudantes brasileiros, com idade entre 6 e 34 anos, abandonaram os estudos em 2020, o que representa uma taxa de 8,4% de evasão escolar. Segundo a UNICEF o Brasil corre o risco de regredir mais de duas décadas em relação ao enfrentamento da evasão escolar.

Não podemos negar que são evidentes os danos que isto irá gerar. A “geração pandemia” terá um enorme déficit de aprendizagem. Terá desvantagem quando for disputar espaços, no mercado de trabalho. Segundo o Banco Mundial O fechamento prolongado de escolas devido à pandemia de covid-19 pode fazer com que até 70% das crianças brasileiras não consigam ler e compreender um texto simples ao concluir o ensino fundamental. Isso pode soar como um exagero, mas é a dura e triste realidade.

O impacto negativo da pandemia sobre o aprendizado dos alunos não é homogêneo e tem chance de aumentar ainda mais a desigualdade social. De acordo com o boletim do Banco Mundial, embora crianças que têm condições materiais para acesso ao ensino a distância também tenham experimentado algum déficit de aprendizado, o prejuízo é muito maior para crianças pobres, que “foram destituídas de qualquer tipo de ensino em 2020”, por terem menos ou nenhum acesso à internet e a ambientes adequados de aprendizado.

O tema é difícil e é compreensível o receio dos professores. Sabemos que muitos professores tem idade avançada e também as novas cepas da covid tem atingido pessoas mais jovens, ou seja, todos são potenciais. Porém a reabertura, de todo modo, precisa ser feita com prudência, e a vacinação de professores deveria ser prioritária.

Diante de toda essa diferença e principalmente do impacto que o fechamento das escolas públicas tem causado a toda uma geração, surge uma pergunta: o que houve com o setor público? É cruel por exemplo culpar os alunos. Dado que boa parte não possui um computador e boa internet, para eles não haveria muito o que fazer. Isso não pode nunca servir como desculpa para inércia tanto de gestores governamentais como também da população para cobrar.

A condição econômica pesa, e é exatamente para isto que existe o Estado. Para dar conta dessas deficiências e então garantir o acesso ao ensino, que é constitucional. Se o Estado não souber fazer isto, é preciso refletir, parar e repensar o modo de fazer educação no País.

Precisamos de agilidade, e de um senso de urgência. A urgência aqui, não significa fazer as coisas de qualquer jeito, mas é reconhecer que se precisa de tomada de decisão, comprar equipamentos, treinamento e capacitação dos professores. Se espelhar no setor privado não seria uma má ideia, lá as escolas precisaram se adaptar rapidamente para oferecer com segurança seu serviço, com a pena de perder seu aluno para escola concorrente.

Ou tomamos uma atitude ou a conta, como de costume, será paga pelos alunos e famílias que não têm um outro lugar para escolher, que dependem unicamente do Estado para prover a educação dos seus filhos, e também não tem voz para pressionar o poder público. Na verdade, estão esquecidos.

Não quero aqui nem citar, todo o problema que essas crianças estão sofrendo. Algumas são vítimas de abusos em casa, ou nem mesmo tem o que comer. Precisamos dar um basta e repensar urgentemente o que fazer. Não podemos mais aceitar a inércia, ou futuros planejamentos, o poder público teve tempo suficiente ao menos para preparar estrutura dentre outras coisas, mas sempre encontramos desculpas. Até quando? Nossas crianças precisam ter a oportunidade de estudar, os jovens sempre são os mais afetados durante uma crise, imagine o futuro daqueles que estão sem estudar? Com responsabilidade, a educação no RN precisa ser levada a sério.

Thiago Medeiros
Publicitário e Sociólogo

Opinião dos leitores

  1. O poder público não faz questão de debater. E as pessoas ficam tranquilas pq seus filhos estão em escola particular. Seu texto joga luz e dá voz a quem tem. Que possa ser debatido, a escola pública precisa de planejamento.

  2. Quando lembro do fracasso do “Pátria Educadora” e vejo uma governadora que se diz professora relegar a educação ao nível das coisas descartáveis, apoiada por sindicato despreocupado com os jovens que estão nas ruas desocupados sem aula, e ainda ficam apontando o dedo pro governo federal, dá a medida certa do poder destrutivo da esquerda atrasada do Brasil.

  3. Não sou muito de comentar opiniões, porque opiniões são imagens próprias e não posso impor as minhas.
    Mas queria deixar aqui só uma reflexão: Fim da II Guerra Mundial, 2 países estavam arrasados, Alemanha e Japão. Investindo em educação tornaram-se potencias em menos de 20 anos.

  4. Mto boa a discussão. Educação precisa de um olhar limpo de ideologias e dedos sujos apontados culpados. Por 31 anos estive em sala de aula. Mto vi. Vi professores dedicados, mas vi mtos enrolando, desde o horário de chegar até a velha chamada. Imagine uma aula de 50min. Professor chegou atrasado 15 min. 10 min. Pra acalmar a turma. 10min. Pra chamada. 3min apagar o quadro que ficou anterior. Somem e me digam q professor é esse. Planejamento ? Nunca fez, passou de um ano a outro.
    Pais: mtos analfabetos funcionais, q em viam seus filhos a escola pra livrar uma refeição em casa. Reunião de pais nunca foi.
    Estado: repasse de 25% de um orçamento q não chega atividade fim.
    Escola: caindo aos pedaços.
    Alunos: seguindo o exemplo do professores, pais, estado e sociedade.
    Sindicato: politiqueiro, cheio de professores q se escondem por trás de uma atividade, simplesmente pra não cumprir seu compromisso como educador a exemplo de nossa governadora. Lamentável: Brasil

    1. Comentário extremamente correto, estudei em escola pública e sei bem como é.

  5. Não vi essa campanha quando o FUNDEB foi ser votado e o governo federal queria desconfigurá-lo; Não vi essa campanha quando o governo federal vetou internet grátis para os estudantes e escolas; Não vi essa campanha quando o governo federal congelou o piso dos professores; Não vi essa campanha quando o governo federal retirou recursos da educação com cortes no orçamento; e não vejo essa campanha quando esse que se dizem a favor da reabertura das escolas, não dão nenhum apoio para a vacinação dos professores. Os professores estão trabalhando através de aulas remotas, e querem voltar a trabalhar presencialmente, desde que sejam vacinados, e possam voltar com o mínimo de segurança. BG, você defende muito a volta das aulas, muito pelos interesses econômicos das escolas particulares. Ainda não vi você fazer uma campanha pela vacinação dos profissionais da educação. Faça isso.

  6. Rafael se largou, largaria de qualquer jeito após finalizar o médio. A maldição do desemprego exacerbado e funções mal-remuneradas (uberização) já vem de antes da pandemia.
    Sejamos honestos nas nossas colocações.

  7. Pois é, se desde do início da pandemia tivesse tido um planejamento linear entre os gestores, tendo como referência o presidente e seu ministro da educação, hoje seria bem diferente. Mas, o principal representante do país, recusou a tomar medidas com base cintífica, encorajou manifestações em massa, questionou a vacinação, foi à justiça contra governadores que decretaram medias rígidas de confinamento, chamou essa doença que já matou mais de 400 mil pessoas de gripezinha. Aí está colhendo o que plantou. Portanto, se não fossem os governadores a frente e a popuilação enxergando a necessidade da vacina, estaria bem pior. Pensemos na economia? sim, sem sombra de dúvida, mas em um momento como esse , tudo é diferente!! Ao invés de união, empatia, amor ao próximo, não, o extremismo e o radicalismo levou ao que está aí. Mas, a fé e pessoas racionais e íntergras existem ainda. E , neles, é que está fazendo a diferença. Graças a Deus , as atitudes de respeito, argumentação correta e ao povo de bem. Que só quer o que é de melhor para o seu povo, independente de direita, esquerda, centro, etc,etc,etc

  8. já fui professor e garanto: 90% dos alunos não querem estudar… então não venham com essa de o problema do Brasil é o professor… o problema são os pais que criam seus filhos na frente de um celular e não ensinam valores. Dão tudo na boquinha e são fracos da cabeça, não tem força pra correr atrás de nada, qualquer coisa já estão em depressão. Vamos ser realistas!

    1. E você se acha “ o cara” né seu Zé mané”?! Para estar generalizando assim quando fala dos pais. Você tem filho?! Ele já ganhou um prêmio Nobel é isso?! Você quer uma medalha de paizão eu compro uma para você lá no Alecrim, gosta de lata. Dizer que 90% dos alunos não quer estudar beira o ridículo, mas mesmo que isso fosse verdade o professor e o nosso arcaico modelo de ensino não teria nenhuma culpa?! Ah, vá despejar seu ranço na casa de cacete.

    2. Vou entrar em depressão com seu comentário Ricardo rs. Sou teu filho não. Já vi que nunca pisou em uma sala de aula e que é revoltado. Deve ser Uber.

    3. Você foi professor de que mesmo?! Já que é um preconceituoso. Se eu fosse Uber qual seria o problema?! Não é um trabalho digno não?!
      Quanto à sala de aula, já pisei como aluno em duas graduações concluídas.
      Quanto à revolta, sim sou revoltado com pessoas como você, afetadas e que se defendem generalizando q crítica aos outros. Será que você não é um daqueles que se esconde atrás de um contra cheque público e é contra a retomada das aulas? Você está me cheirando (mal) a sindicalista.

  9. pra salvar a educação primeiro tem que ter investimento, não vai ser voltar as aulas no meio da pandemia que vai provar nada. Professor precisa ser valorizado. Conheço vários que estão desistindo da profissão pois a valorização não existe. Estão abrindo empresas e até saindo do país. Pensem nisso, se só está ficando a ralé a culpa é de quem?

  10. BOLSONARO mesmo distante fazendo o melhor pelo RN., do que a “PREFESSORA” um desastre, uma desumanidade, um atraso terrível esse que estamos passando, na saúde e na educação aqui no RIO GRANDE DO NORTE

  11. Vacinem professores e alunos!
    A culpa é dos governos (todos os níveis)..se houvesse diálogo entre eles..se não estivessem esperando que por mágica o vírus desaparecesse…se tivessem feito um planejamento…se, se, se…
    Ainda há tempo…

    1. Já imaginou se os profissionais de saúde tivessem pensado dessa mesma maneira no ano passado?

  12. Não tem necessidade, os políticos precisam de gestores desonestos e sem capacidade, e o povo com educação tinha o poder de reflexão, nisso, tinham melhores escolhas, e acabava com esse sistema corrupto e ineficiente.

  13. Parabéns pelo excelente texto! é até meio paradoxal, mas em um estado governado por uma professora, a educação nunca foi tão relegada.

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2º TURNO: Pesquisas internas de Flávio e Lula divergem sobre disputa presidencial

Fotos:  Agência Senado e Palácio do Planalto

As pesquisas internas das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam resultados diferentes sobre a disputa presidencial no 2º turno. Enquanto aliados do senador apontam uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o presidente, a equipe petista afirma que a diferença diminuiu e que os candidatos estão tecnicamente empatados.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (13) pelo jornalista Pedro Venceslau, da CNN Brasil, com base em fontes das duas campanhas.

Segundo integrantes do comando da campanha de Flávio, os levantamentos internos, conhecidos como trackings, indicam que o senador teria uma votação superior à registrada no 1º turno caso a eleição fosse realizada agora.

A avaliação do PL é que o desempenho de Flávio no 1º turno impulsionou uma nova mobilização do eleitorado de direita, que também teria alcançado a região Nordeste.

Já a campanha de Lula trabalha com números diferentes. De acordo com o deputado Pastor Henrique (Psol-RJ), os levantamentos internos mostram uma redução da distância entre os candidatos, que teria passado de quatro a seis pontos percentuais para uma diferença entre um e três pontos.

A equipe petista atribui a mudança às manifestações de apoio a Lula realizadas nos últimos dias, que, na avaliação dos aliados, estariam contribuindo para a recuperação do presidente na disputa.

Os números apresentados pelas campanhas são de levantamentos internos, sem divulgação de informações sobre amostra, metodologia ou margem de erro, o que impede uma comparação técnica independente dos resultados.

 

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PODERDATA/AYA: Flávio tem 51% contra 49% de Lula no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert e Carlos Moura/Agência Senado

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos no 2º turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 8 de outubro, Flávio oscilou dois pontos percentuais para baixo, passando de 53% para 51%. Lula registrou movimento contrário, subindo de 47% para 49%. Com isso, a diferença entre os candidatos caiu de seis para dois pontos percentuais em cinco dias.

No 1º turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois candidatos nas urnas foi de 1,87 ponto percentual.

O levantamento também apresenta dados por segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, Lula registra 53% das intenções de voto, contra 39% de Flávio. O senador apresenta seus maiores percentuais regionais no Sul, com 61%, e no Centro-Oeste, com 55%. Entre os eleitores com ensino médio, Flávio alcança 52%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026, com 3 mil eleitores de 686 municípios das 27 unidades da Federação. As entrevistas foram feitas por telefone, utilizando o sistema de resposta audível automatizada.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData, em parceria de divulgação com o Aya Bancah, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01209/2026.

Com informações do Poder360

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TSE dá 24 horas para fórum sindical apagar publicações contra Flávio Bolsonaro

Foto: Raul Spinassé/Divulgação

O ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) retire, em até 24 horas, publicações contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) feitas no Instagram. A decisão, tomada nesta segunda-feira (12), atende a um pedido da campanha do senador.

Bellizze considerou que as postagens configuram propaganda eleitoral irregular em perfil institucional. Embora o Fonasefe não tenha personalidade jurídica própria, o ministro entendeu que a página funciona como canal oficial das entidades sindicais e associativas que integram o fórum.

A legislação eleitoral proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em perfis de pessoas jurídicas, mesmo quando realizada gratuitamente. A campanha de Flávio identificou pelo menos 17 publicações contrárias ao candidato.

As postagens faziam críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma possível reforma administrativa atribuída a Flávio. Em uma delas, o fórum classificou a proposta como prejudicial ao serviço público. A campanha alegou que a entidade utilizou sua estrutura institucional para estimular a rejeição ao candidato e divulgou informações falsas ou descontextualizadas.

O ministro, no entanto, rejeitou o pedido para proibir preventivamente novas publicações eleitorais do Fonasefe. Segundo Bellizze, a medida representaria controle prévio de conteúdo, e eventuais irregularidades futuras deverão ser analisadas individualmente.

A decisão também determina que a Meta, responsável pelo Instagram, remova as publicações caso o fórum não cumpra o prazo estabelecido. A empresa deverá preservar dados de alcance, visualizações, compartilhamentos e eventual impulsionamento, além de fornecer informações cadastrais dos responsáveis pelo perfil.

A determinação não analisou a veracidade das afirmações divulgadas pelo fórum e ainda será submetida ao plenário do TSE.

Com informações do UOL

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GERP: 53% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum; 42% rejeitam Flávio

Foto: Ricardo Stuckert/Estadão Conteúdo

Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (13) aponta que 53% dos eleitores brasileiros rejeitam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário estimulado do 2º turno das eleições presidenciais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 42% de rejeição, uma diferença de 11 pontos percentuais.

O levantamento perguntou aos entrevistados em qual dos dois candidatos não votariam de jeito nenhum. Os resultados mostram ainda que 1% rejeita ambos os candidatos, enquanto outro 1% afirma que poderia votar em qualquer um deles. Outros 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.400 eleitores em todo o país, por telefone, nos dias 8, 9 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto Gerp e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026.

Com informações da CNN Brasil

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BTG/NEXUS: Nova pesquisa mostra para onde vão os votos de Cury, Caiado, Renan e Zema no 2º turno

Fotos: Reprodução

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra como os eleitores de candidatos derrotados no 1º turno estão distribuindo suas intenções de voto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os eleitores de Romeu Zema, 80% declaram voto em Flávio. No grupo que votou em Ronaldo Caiado, o percentual é de 55%.

Entre os entrevistados que afirmaram ter votado em Zema, nenhum declarou intenção de votar em Lula. Outros 12% pretendem votar em branco ou nulo e 8% não souberam ou não responderam.

No eleitorado de Caiado, Flávio registra 55% das intenções de voto, contra 27% de Lula. Outros 11% afirmam que votarão em branco ou nulo, enquanto 7% estão indecisos ou não responderam.

Entre os eleitores de Renan Santos, Flávio aparece com 37% e Lula com 30%. Nesse grupo, 33% declaram intenção de votar em branco ou nulo.

Já entre os que votaram em Augusto Cury, os percentuais são de 43% para Flávio e 41% para Lula. Outros 13% pretendem votar em branco ou nulo e 4% não souberam ou não responderam.

O levantamento também mostra que os dois candidatos mantêm 98% dos eleitores que declararam ter votado neles no 1º turno. Entre os eleitores de Lula, 1% declara agora voto em Flávio. Entre os de Flávio, 2% afirmam que votarão no presidente.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026. As margens de erro específicas dos subgrupos não foram informadas na reportagem.

Com informações da Veja

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BTG/NEXUS: Flávio tem 58% entre evangélicos contra 32% de Lula; presidente lidera entre católicos

Foto: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 58% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos no 2º turno da eleição presidencial, contra 32% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de 26 pontos percentuais. Entre os católicos, Lula aparece com 51%, enquanto Flávio registra 44%.

No eleitorado evangélico, 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Entre os católicos, os votos brancos e nulos somam 2%, e os indecisos representam 3%.

O levantamento também apresenta os resultados entre eleitores de outras religiões. Nesse grupo, Lula registra 51% das intenções de voto, contra 46% de Flávio. Outros 3% declararam voto branco ou nulo.

Entre os brasileiros que afirmam não ter religião, o presidente aparece com 56%, enquanto o senador alcança 37%. Nesse segmento, 8% dos entrevistados disseram que votarão em branco ou nulo.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.

Com informações da Veja

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Flávio mira oito estados para ampliar votação contra Lula no 2º turno; veja quais

Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu oito estados como prioritários para ampliar sua votação no 2º turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia concentra esforços no Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará, Bahia e Tocantins.

O objetivo é aumentar a vantagem nos estados onde Flávio venceu no 1º turno e reduzir a diferença nos locais em que Lula obteve mais votos. Para isso, o senador conta com o apoio de governadores eleitos, candidatos que disputam o 2º turno e lideranças políticas regionais.

No Rio Grande do Sul, Flávio tem o apoio do governador eleito Luciano Zucco (PL), do senador Hamilton Mourão (Republicanos) e de Marcel van Hattem (Novo), eleito para o Senado. Em São Paulo, os principais aliados são o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Os dois confirmaram um ato de apoio ao presidenciável na Avenida Paulista para domingo (18).

Em Minas Gerais, a campanha conta com o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o ex-governador Romeu Zema (Novo). No Rio de Janeiro, o principal aliado é Douglas Ruas (PL), eleito governador após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos).

No Amazonas, Flávio aposta no palanque de Maria do Carmo Seffair (PL), que disputa o 2º turno para o governo estadual contra Omar Aziz (PSD), apoiado pelo PT. No Pará, recebeu o apoio do governador eleito Daniel Santos, conhecido como Dr. Daniel, enquanto Lula mantém a aliança com o grupo político de Helder Barbalho.

Na Bahia, a articulação envolve ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo estadual. O ex-prefeito de Salvador declarou apoio a Flávio e prometeu mobilizar suas bases políticas. Lula, por sua vez, conta com o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT).

No Tocantins, Flávio firmou uma aliança com Professora Dorinha (União Brasil), candidata ao governo no 2º turno. O acordo também envolve o senador Eduardo Gomes (PL). Uma visita do presidenciável ao estado está em discussão, mas ainda depende de confirmação.

Dos oito estados considerados prioritários, Flávio venceu no 1º turno em cinco: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins. Lula ficou à frente no Amazonas, Pará e Bahia.

Com informações da Veja

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ELEIÇÕES 2026: RN registra 85 denúncias de irregularidades no 2º turno; Natal lidera com 30 casos

Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou 85 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais no 2º turno das eleições de 2026. Os dados são do sistema Pardal, do TSE, e mostram Natal com o maior número de registros, 30 ocorrências, seguida por Mossoró, com 19, e Pau dos Ferros, com sete.

As denúncias registradas na capital representam mais de um terço do total contabilizado no estado. Entre as principais ocorrências estão suspeitas de propaganda eleitoral irregular em espaços públicos e na internet.

Além das três cidades com mais registros, Angicos contabilizou cinco denúncias, Caicó teve quatro e Nova Cruz, três. Martins, Santa Cruz e São Gonçalo do Amarante registraram duas ocorrências cada.

A propaganda eleitoral em bens públicos lidera as denúncias, com 28 registros. Em seguida aparecem a propaganda irregular na internet, com 18 casos, e em vias públicas, com 16 ocorrências.

As denúncias serão analisadas pelo Ministério Público Eleitoral e pela Justiça Eleitoral, que deverão verificar se houve descumprimento da legislação e definir as medidas cabíveis.

Com informações do BNews RN

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GERP: Flávio chega a 53% contra 44% de Lula no 2º turno

Fotos: Estadão Conteúdo/Ricardo Stuckert

Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (13) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% das intenções de voto no 2º turno da eleição presidencial, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de nove pontos percentuais.

No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, 1% afirmou que não votaria em nenhum dos dois, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 2.400 eleitores nos dias 8, 9 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026 e foi financiada com recursos próprios do instituto, ao custo de R$ 10 mil.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos, Flávio registra 53% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40%.

Com informações do Poder360

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FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 2,4% para 2,2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, passando de 2,2% para 1,9%. Os dados constam do relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta segunda-feira (12).

Segundo o FMI, a desaceleração da economia brasileira está relacionada aos juros elevados, à retirada de estímulos fiscais e às incertezas no cenário internacional. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3%.

O relatório também aponta uma piora nas perspectivas para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego, que ficou em 6% em 2025, deve subir para 6,2% em 2026 e alcançar 6,8% em 2027.

Em relação à inflação, o organismo internacional projeta uma redução de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Os percentuais correspondem à média anual de variação dos preços ao consumidor.

As estimativas de crescimento do Brasil ficam abaixo das projeções para a América Latina e o Caribe, que devem registrar expansão de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027.

Enquanto revisou para baixo as expectativas para o Brasil, o FMI elevou a projeção de crescimento da economia mundial em 2026, de 3% para 3,1%. Para 2027, a previsão global foi mantida em 3,4%.

Com informações do Poder360

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