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“Às vezes, o cara não vê o vídeo pela música, mas pela menina rebolando. É difícil competir com a bunda”, diz Kiko Zambianchi, que celebra 35 anos de carreira

Kiko Zambianchi celebra 35 anos de carreira com show nesta terça (31), às 21h, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo – Foto: Bob Sousa – Blog do Arcanjo – UOL

Por Miguel Arcanjo Prado

Fotos Bob Sousa

Compositor de sucessos como “Rolam as Pedras”, “Eu te Amo Você” e “Primeiros Erros”, Kiko Zambianchi é um dos grandes ídolos da geração Rock Brasil dos anos 1980. Ele celebra em São Paulo seus 35 anos de carreira com o show especial “Bem Bacana Demais” nesta terça (31), às 21h, no Teatro Porto Seguro (al. Barão de Piracicaba, 740) com ingressos entre R$ 20 (meia balcão) e R$ 60 (inteira plateia).

O músico de 57 anos nascido em Ribeirão Preto conversou com exclusividade com o Blog do Arcanjo no UOL. Falou sobre sua chegada na efervescente capital paulista em 1983, de como foi se tornar uma estrela do rock e dá sua opinião sobre a música que faz sucesso atualmente no Brasil: “A gente ainda luta contra a sacanagem, a bunda. Às vezes o cara não vê o vídeo pela música, mas pela menina rebolando. É difícil competir com bunda”.

Miguel Arcanjo Prado – O que você prepara para este show de 35 anos de carreira?

Kiko Zambianchi — O público verá nossas músicas que fizeram sucesso comigo, outras que fizeram sucesso com outras pessoas e coisas novas também. Vamos ter participações especiais também, entre elas da minha filha Ana Julia Zambianchi. Vão ter vários estilos, porque nem tudo que faço é rock. Eu já compus pra Zizi Possi.

Miguel Arcanjo Prado – Você é de Ribeirão Preto e veio para São Paulo no auge do começo da cena do rock?

Eu vim para São Paulo em 1983, aos 23 anos. Fiquei sofrendo, porque eu era superpopular em Ribeirão Preto, conhecia todo mundo. Aqui, entrava nos lugares, e não conhecia ninguém. Foi um sofrimento! Aí eu fui morar em uma casa que tinham oito mulheres.

Miguel Arcanjo Prado – Era ‘A Casa das Oito Mulheres’ [risos]?

Kiko Zambianchi — Isso mesmo. Uma delas namorava o Rui Mendes, que virou o maior fotógrafo dos anos 1980 do rock’n’roll. E o Paulo Ricardo também ia muito lá. Ele nem era músico ainda. Ele era crítico da revista SomTrês. Comecei a conhecer o pessoal. Com oito mulheres na casa é claro que ia chover de homens, então, acabei conhecendo muita gente do rock’n’roll e conhecendo coisas novas. Passei a ir muito no Madame Satã, no Rose Bom Bom, no Radar Tantan.

Miguel Arcanjo Prado – Mas você já tinha a experiência de Ribeirão.

Kiko Zambianchi – Antes de eu vir para São Paulo, o primeiro show que toquei foi com o João Bosco, lá em Ribeirão. Teve uma festa da USP e o pessoal me falou que tinha o João Bosco. A gente ficou tocando até quatro e meia da manhã. Aí no outro dia ele me chamou para ir tocar com ele em Barretos. Eu fui e acabei tocando no meu primeiro show ao lado de uma grande figura, tocando percussão para o João Bosco.

Miguel Arcanjo Prado – O que você fazia lá em Ribeirão?

Kiko Zambianchi – Eu fazia som nas festas universitárias. Comecei a fazer festivais com 14, 15 anos. Eu ganhava vários festivais. Desde moleque o que eu gostava de fazer era música. Eu sempre fiz música.

Miguel Arcanjo Prado – Por que veio para São Paulo?

Kiko Zambianchi – Eu vim porque percebi que estava rolando uma cena do rock. Pensei: se essas pessoas estão acontecendo, eu posso acontecer também. Já estava com 23 anos e com quase dez anos de carreira [risos]. Então, eu vim. Em Ribeirão, com 17 anos era apresentado como o “veterano” em festivais.

Miguel Arcanjo Prado – Então você já veio confiante.

Kiko Zambianchi – Cheguei e fui contratado em um mês pela gravadora EMI. Mandei uma fita K7 C120, com os dois lados cheios de música inédita que eu tinha composto. Quando o cara da gravadora viu aquilo me contratou. Voltei para Ribeirão e contei para meu pai e ele não acreditava.

Miguel Arcanjo Prado – Como foi viver de música tão jovem?

Kiko Zambianchi – Quando me senti totalmente autônomo financeiramente foi antes de São Paulo, ainda em Ribeirão, com 16, 17 anos. Lembro que falei um dia: pai, estou indo para o Rio. Ele falou que não ia dar dinheiro, que eu não ia. Eu falei: não, pai, só estou avisando, vou com meu dinheiro. Eu tinha um primo no Rio e gostava muito de ir para lá, curtir a praia.

Miguel Arcanjo Prado – E em São Paulo logo você entrou na cena do rock?

Kiko Zambianchi – Foi rápido. Através dos amigos que fiz aqui que frequentavam a cena do rock’n’roll fui conhecendo todo mundo. Vi show do Ira, vi show do Titãs quando eles foram contratados, lembro do Paulo Ricardo parando no jornalismo e começando no RPM.

Miguel Arcanjo Prado – Quando você ficou famoso?

Kiko Zambianchi – Foi no final de 1984. Fiz “Rolam as Pedras” e não esperava tanto sucesso. Achei a música cabeça demais para o que estava rolando. Titãs era “Sonífera Ilha”, o Ultraje a Rigor era “Inútil”, o Paralamas era “Óculos e eu com “Rolam as Pedras”: “Vejo os sonhos livres, pais, irmãos e filhos, corpos tão estranhos aos meus…”. Na época até tive uma discussão com meu produtor, falando que a música era muito cabeça e não tinha a ver com o cenário. Mas, na verdade, a música refletia muito o que estava acontecendo no mundo em termos de rock’n’roll, porque o punk já estava caindo lá fora. O “Rolam as Pedras” tocou muito na rádio.

Miguel Arcanjo Prado – Como foi viver este momento de se tornar um ídolo do rock?

Kiko Zambianchi – Nunca me senti um rock star. Ainda hoje não tenho essa certeza que eu sou alguma coisa. Mas foi demais ouvir a primeira vez no rádio no final de 1984. Começou a tocar em Ribeirão Preto, todo mundo falando que viu minha música, aí começaram a rolar muitos shows . Até que eu fui para o Chacrinha, onde encontrei todos os caras que eu perturbava quando iam a Ribeirão.

Miguel Arcanjo Prado – Que encontro no Chacrinha foi marcante?

Kiko Zambianchi – Encontrei o Gilberto Gil no Chacrinha, e ele falou: Kiko, o que você está fazendo aqui? Eu falei, eu lancei uma música aí [risos]. O Gilberto Gil eu conhecia de Ribeirão. Quando ele tocou lá, fui no hotel dele e fiquei tocando com ele a tarde inteira. Ele depois falou no show dele de mim, que o povo devia me conhecer. Essas coisas que acabaram me dando, não a certeza, mas uma vontade de seguir na música.

Miguel Arcanjo Prado – Você falou do Chacrinha, que tinha essa característica genial de misturar tudo no programa dele. Você acha que falta esse espaço para a música hoje na TV, para deixar surgir coisas novas?

Kiko Zambianchi – Nos anos 1980, a TV brasileira tinha muita abertura para o rock e em um lugar muito popular, como o Chacrinha. Eu vejo que na época tinha uma cena de rock. Quase todas as novelas tinham rock’n’roll. A gente tinha o pai do Cazuza, o João Araújo, chefe da Som Livre. Isso foi primordial. O pai de um roqueiro estava na direção de uma empresa que era a única sócia da Rede Globo, o único sócio dos Marinho era o João Araújo. Ele começou a colocar o rock’n’roll nas novelas. As rádios passaram a tocar e se criou uma cena de rock no Brasil.

Miguel Arcanjo Prado – E as músicas do rock diziam coisas muito interessantes.

Kiko Zambianchi – A ditadura começou a deixar as pessoas falarem. A gente podia falar o que não estava gostando, era final da ditadura. Tivemos ainda discos censurados, como o da Blitz, que vinha riscado, uma coisa ridícula. Estava começando a abertura. Então, era um período de efervescência, de um novo rumo para a música, onde se procurava novos artistas para criar essa cena de rock. E essa era a diferença: a mídia apoiava. Estava tudo favorável. Lá fora teve o punk, depois o new wave. E foi a primeira vez que na história das rádios que se tocou mais música brasileira que estrangeira. Acho até que esse sucesso aqui preocupou lá fora.

Miguel Arcanjo Prado – Como você vê a atual cena musical?

Kiko Zambianchi – Os brasileiros colocaram as bananas de novo na cabeça, enquanto os gringos são os chiques. Voltou a ter o apelo folclórico, regional, na música brasileira. O rock brasileiro dos anos 1980 era uma música internacional. O Rock in Rio foi um exemplo disso, fazendo um intercâmbio entre o rock daqui e o de lá de fora. Muitos bons artistas estão aqui até hoje surgiu por essa busca por artistas de qualidade que houve nos anos 1980. Hoje está diferente, temos uma coisa mais imediatista.

Miguel Arcanjo Prado – Como você vê o domínio atual na música brasileira do sertanejo e do funk carioca?

Kiko Zambianchi – Se fosse sertanejo ainda estava bom. Mas são pessoas da capital e até cariocas que fazem sertanejo visando única e exclusivamente estourar e ganhar dinheiro. Tem gente que se propõe a fazer para sobreviver. Você vê muito sertanejo que gosta de rock’n’roll, está ali fazendo aquilo para sobreviver e ganhar dinheiro. Por outro lado vemos artistas que estão ali e de uma hora para outra podem desaparecer. Nos anos 1990 tivemos uma leva de artistas que tivemos de engolir todos os sábados e domingos, do mais baixo nível, que depois desapareceram e, junto deles, os fãs. O que não faltam são artistas bons de qualidade, compondo e fazendo coisas legais, não só no rock, como na MPB e em outros estilos, mas falta espaço, sobretudo na mídia.

Miguel Arcanjo Prado – Falta um João Araújo, um Boni, que banque novos artistas bons na TV e os transforme em ídolos da massa?

Kiko Zambianchi – Talvez. Uma coisa que nunca achei que fosse sentir falta é de um diretor artístico, que faça a seleção de quem é o quê. Nos anos 1980 a gente tinha a Gretchen e a Xuxa, mas não se esquecia de artistas como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Sempre tivemos esse lado popularesco, mas a gravadora tinha uma noção do que era um músico de carreira e o que era a música do momento. Tinha uma diferença grande neste sentido de perceber o que é uma coisa, o que é outra. Hoje em dia está tudo meio jogado. Você vê falar que alguns artistas são gênios e você vai ver o que são e acha meio estranho.

O músico Kiko Zambianchi conversa com o jornalista Miguel Arcanjo Prado – Foto: Bob Sousa – Blog do Arcanjo – UOL

Miguel Arcanjo Prado – O que acha do YouTube?

Kiko Zambianchi – O YouTube é muito legal para divulgar o trabalho, mas ao mesmo tempo, junto com o cara bom vem 400 mil ruins. Então, para você achar um cara legal vai ter de insistir e procurar muito. E geralmente o público procura o que é mais fácil, rápido e engraçado e aquilo ali toma espaço de muita gente boa, que poderia ser descoberta. A gente tinha de tomar cuidado porque hoje em dia qualquer um é repórter, qualquer um é artista, qualquer um é apresentador. E alguns levam a sério como se fossem famozaços. É uma faca de dois gumes, ajuda, mas também atrapalha. Tem de peneirar. É preciso procurar para achar artistas bons. E a gente ainda luta contra a sacanagem, a bunda. Às vezes o cara não vê o vídeo pela música, mas pela menina rebolando. É difícil competir com a bunda.

Miguel Arcanjo Prado – Qual sua visão das eleições neste ano? Quem você quer que ganhe e quem você quer que não ganhe?

Kiko Zambianchi – Antes eu até questionava bastante e achava isso, achava aquilo. Eu sinceramente agora acho que estamos ferrados. A solução seria não votar em nenhum político que está aí. É preciso procurar uma pessoa que nunca esteve na política. Mesmo se não for legal, pelo menos é novo, não já vai estar ainda fazendo parte daquela quadrilha. Eu acredito nisso: temos de tirar todo mundo que está lá e botar gente nova. Adoraria que o pais tivesse uma regra que, para ser político, você tivesse que ter pelo menos uma faculdade, uma especialização, porque é muita gente ignorante sendo colocada na política para depois virar manobra e moeda para pessoas de má índole e má intenção.

Miguel Arcanjo Prado – Qual a cara da sua música?

Kiko Zambianchi – Eu gosto de tudo. Eu não consigo me definir como isso ou aquilo. Gosto de compor principalmente, é o meu forte. Componho vários tipos de música e gosto disso. Você pode dizer que eu sou mais compositor do que cantor. Eu vou fluindo no que vem aparecendo. Eu tenho uma ideia e parto dela para fazer a música, não tenho preconceito nesse sentido. Eu tenho uma coisa meio espiritual, talvez, com a composição. Eu passo um pouco mal quando vou compor e não tenho uma composição igual. Componho reggae, rock, clássico, trilha. Eu gosto de várias coisas. Claro que tem gêneros que não são minha praia, não faço axé, sertanejo, pagode, mas faço MPB.

Miguel Arcanjo Prado — E funk?

Kiko Zambianchi – Esse funk que está aí para mim não é funk, é funk carioca. Não é minha praia também. O outro funk, tipos Motown, James Brown, eu gosto. Isso pra mim é funk.

https://blogdoarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2018/07/27/kiko-zambianchi-faz-35-anos-de-carreira-e-dificil-competir-com-a-bunda/

 

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Geral

Michelle tem candidatura confirmada ao Senado e diz que caminhará com Flávio Bolsonaro

Foto: Wilton Junior / Estadão

Michelle Bolsonaro (PL) confirmou neste domingo (2) a sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. O anúncio foi feito em discurso lido pelo irmão da ex-primeira-dama em convenção distrital do PL. Apesar de esperada, Michelle não marcou presença no evento.

Horas antes, a ex-primeira-dama recebeu alta do hospital DF Star, onde estava internada desde a noite de sábado (1º) com um quadro de cefaleia.

“Eu gostaria muito de estar aí com vocês, mas faz mais de dez dias que estou com enxaqueca muito forte. Estava tomando medicamentos, mas isso não resolveu. Ontem fui ao hospital, onde fiquei internada. Meu corpo precisou parar, mas o meu compromisso com vocês não parou”, diz trecho da mensagem lida por Diego, irmão da ex-primeirda-dama.

“Caminhar juntos”, diz Mchelle sobre Flávio

“É por isso que aceitei esse desafio. Sou pré-candidata ao Senado. Meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e vamos caminhar juntos e a passos largos. Queremos justiça de verdade”, diz outro trecho do discurso.

Pouco antes das 19h, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, chegou ao evento. Em discurso, desejou rápida recuperação à madrasta.

Daqui a pouco [Michelle] vai estar de volta e firme e forte para nos ajudar a resgatar esse Brasil, junto com a Bia”, disse.

Essa é a primeira candidatura da ex-primeira-dama. Natural de Ceilândia(DF), Michelle se casou com o então deputado Jair Bolsonaro em 2007. A candidata é uma das apostas do PL para aproximar a sigla do público feminino. Michelle assumiu presidência do PL Mulher em 2023.

Com informações de g1 e Metrópoles

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VÍDEO: Corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados na noite deste domingo (2)

Imagens obtidas pelo BLOGDOBG mostram corredores do Hospital Walfredo Gurgel lotados.

O vídeo foi gravado no início da noite deste domingo (2).

São diversas macas, dos dois lados dos corredores.

Também é possível notar um homem sendo atendido em uma cadeira no corredor.

É o caos na Saúde do governo Fátima.

Opinião dos leitores

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Política

Tratamento prioritário dado a Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, faz aumentar crise interna na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP

Foto: reprodução/redes sociais

A crise na nominata de deputado estadual da Federação União Brasil e PP não é fogo de palha nem fofoca. Após algumas especulações da imprensa, dois candidatos confirmaram ao Blog do BG que existe uma insatisfação grande com o tratamento prioritário que Cínthia Pinheiro, esposa de Allyson Bezerra, vem tendo dentro da coligação do candidato ao Governo do Estado.

As reclamações, segundo relataram os dois candidatos, não têm a ver com o fato de Cínthia ser esposa de Allyson, mas sim com a forma como a campanha dela vem se aproveitando dessa condição. Ela é a única a acompanhar o candidato a governador em todas as agendas, inclusive em redutos de outros candidatos a deputado estadual.

A insatisfação ficou mais aparente após a convenção do União Brasil, quando ela chegou ao Palácio dos Esportes carregada nos braços dos apoiares junto com Allyson Bezerra.

Depois disso, a crise interna só vem aumentando.

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Flávio Bolsonaro atribui responsabilidade pelo tarifaço dos EUA à ‘incompetência’ e às ‘agressões’ do governo Lula

Foto: Taba Benedicto/Estadão

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atribuiu a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil à “incompetência” e “às agressões” do governo de Luiz Inácio Lula Silva. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio defendeu a atuação de sua família em relação à política externa dos EUA, mas rejeitou a tese de que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha influência na aplicação das sanções americanas contra o Brasil.

Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”, afirmou o candidato na entrevista que será exibida na íntegra às 20h, na BandNews TV e, às 22h, na Band.

Flávio criticou a diplomacia do governo Lula, disse ainda que o Brasil “lambe botas da China” e que a postura do atual presidente que levou à taxação dos EUA. “O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”, afirmou Flávio, segundo prévia das declarações publicadas no site da rede Bandeirantes.

O candidato do PL ainda avaliou um cenário de isolamento internacional do Brasil, fazendo referência a conflitos diplomáticos que o País teria não só com os EUA, mas também com Argentina e Paraguai.

Estadão Conteúdo

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LUDOPATIA: Vício em apostas online afeta empresas que já relatam funcionários endividados, baixa produtividade e faltas

Foto: iStockphoto/Agência Senado

O avanço das apostas esportivas tem gerado preocupação entre empresas brasileiras, que relatam aumento de casos de funcionários endividados, desatentos e com problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos.

Segundo entidades como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e a Abrasel, pedidos frequentes de adiantamento salarial, crises financeiras, faltas ao trabalho e queda de produtividade estão entre os principais sinais observados.

Dados do INSS mostram que os afastamentos por transtorno relacionado ao jogo, conhecido como ludopatia, cresceram 59,8% em 2025, passando de 425 para 679 casos. Especialistas alertam que o problema costuma estar associado a transtornos como ansiedade, depressão e dependência química.

Diante desse cenário, empresas como Ypê, Gerdau e Whirlpool passaram a promover campanhas de conscientização e programas de acolhimento para orientar funcionários sobre os riscos das apostas e incentivar a busca por tratamento.

O Ministério da Saúde também oferece atendimento gratuito por telemedicina para pessoas com dependência em apostas, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, o tratamento pode ser iniciado em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

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[VÍDEO] HUMILDE? Lula se compara a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo em discurso na convenção nacional do PT

Logo no início do discurso na convenção nacional do PT neste domingo (2) o presidente Lula se comparou a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo, fazendo um balanço das participações dos jogadores em Copas do Mundo, e dele em eleições presidenciais.

“O Pelé, que foi o grande do futebol do século XX, considerado atleta do século, só disputou quatro Copas […] Então o Messi e o Cristiano Ronaldo me parece que estão passando para a história como os dois únicos jogadores que participaram de seis Copas. O que eles não sabem é que essa Copa minha é a sétima. […] Se eu ganhar essa, são quatro Copas.

Lula finalizou a fala afirmando que esta seria sua última disputa eleitoral: “Eu não vou ter chance de disputar o penta porque eu resolvi, depois da gente entregar o Brasil perfeitamente para o povo brasileiro, nós vamos sair de férias para namorar mais uns 20 anos. Esse é o meu desejo.”

Opinião dos leitores

  1. Lula é uma lenda. Aos 80 ainda corre 8km/dia e trabalha incansavelmente pelo povo. Enquanto isso, o Bozo (com seu histórico de atleta) está decrépito, tornozelado e com o bucho por acolá…kkkkk

  2. 👉🏿Em dezembro de 2022, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil encerrou em 71,7% do PIB
    👺👹 Agora a Dívida pública chega a 82% do PIB e atinge maior nível desde 2021
    👺OLHA AÍ O LEGADO QUE VOCÊ CONSEGUIU, DESGRAÇA!
    👉🏿Num país, onde duas coligações combinam em não divulgar os crimes cometidos pelos adversários pra não atrapalhar as campanhas, com isso, os desavisados continuarem votando, não precisa dizer mais de nada.
    💩 Isso tá acontecendo na Bahia, pra quem não sabe. Ou seja, os caras estão assumindo que são corruptos, mas ninguém precisa falar um do outro, já que a população dorme em berço esplêndido, com relação a política.

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Kelps declara apoio a Nina Souza para a Câmara dos Deputados: “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal”

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Kelps Lima (@kelpslima)

Kelps Lima declarou apoio à pré-candidatura a deputada federal da vereadora Nina Souza (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado de Nina, Kelps diz que, apesar de não ter podido ser candidato esse ano, não poderia ficar de fora do processo eleitoral, porque tem “responsabilidade”. “Eu escolhi, na minha opinião, a melhor candidata a deputada federal, minha amiga Nina”, declarou.

“A campanha tá bem pertinho de começar, vou para as ruas com Nina, acreditando que a gente vai ter essa representação séria em Brasília. Nina tem gana, tem garra, ninguém pega na munheca dela, é uma mulher forte e eu agora faço parte desse time, sou um dos meninos do grande exército da nossa Nina”, afirmou.

Nina agradeceu o apoio de Kelps lembrando que eles têm muitas pautas em comum, principalmente a ideia de transformar o Rio Grande do Norte. “Pra mim é uma honra muito grande receber o seu apoio, porque não é de agora que eu acompanho o seu trabalho. Você chega numa hora muito oportuna, pra me orientar, pra se juntar a nós, porque a gente precisa trazer coisas boas e você pra nós é muito importante”, afirmou a pré-candidata.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] LULA: “O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher”

Imagens: PT/YouTube

Durante o lançamento da candidatura de reeleição à Presidência da República neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou o tema da violência contra as mulheres.

“Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, completou.

Em seu discurso, Lula admitiu que o Brasil ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos de violência contra as mulheres, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo.

Opinião dos leitores

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VÍDEO: “Eu vou ser multado”, diz Lula sobre pedidos de voto em convenção do PT na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido em São Paulo, que deve ser multado por ter pedido votos antecipadamente na convenção do PT na Bahia.

Eu não posso falar que eu sou candidato. Eu vou ser multado pelo que falei na Bahia. Não pode pedir voto. Eu não devia ter pedido, só pode depois do dia 15″, declarou.

Ação no TSE

A declaração ocorre após o partido Novo acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do PT, por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação foi distribuída para o ministro André Mendonça.

Pedid de voto na Bahia

Na convenção da Bahia, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança.

Lula já foi multado por pedido de voto

Semanas antes, Lula já havia sido multado em R$ 15 mil pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por propaganda eleitoral antecipada, após dizer em um evento oficial: “Não mexam nem com a Simone nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia, é dar voto para as duas, só isso.

O que diz a lei

Pela legislação eleitoral, pedidos explícitos de voto só são permitidos a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral. Antes dessa data, a multa por propaganda antecipada pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Opinião dos leitores

  1. Criminoso é assim sabe que está cometendo um crime mas também sabe que a Justiça vai lhe beneficiar.

  2. Pra ele isso não vale nada ele não pagar com dinheiro dele e sim com nosso dinheiro velhaco sem vergonha

  3. Se sente muito à vontade pra cometer crimes, sabe que pra ele não dá em nada. Se fosse um Bolsonaro, o lindinho da Odebrecht já estaria batendo a porta do supremo pra deixar inelegível.

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RN registra alta de 154% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Foto: reprodução/Mossoró Patrulha

O Rio Grande do Norte registrou aumento de 153,9% nas mortes violentas de crianças e adolescentes em 2025, na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de vítimas de até 17 anos passou de 24 para 60, enquanto o Brasil teve redução de 10,8% nesse tipo de crime. Os dados são destaque em reportagem da Tribuna do Norte deste domingo (2).

O crescimento ocorreu principalmente na faixa de adolescentes de 12 a 17 anos, com os casos saltando de 20 para 56. Com isso, o RN passou a ter a sexta maior taxa do país, com 7,4 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 4,1.

O avanço das facções criminosas e o recrutamento de adolescentes em áreas socialmente vulneráveis estão entre os principais fatores para o aumento da violência. Também são citados problemas como evasão escolar, pobreza, uso de drogas, dificuldades familiares e falta de oportunidades.

A Defensoria Pública afirma que tem observado maior vulnerabilidade de jovens expostos ao crime organizado, enquanto pesquisadores defendem investimentos em educação, esporte, cultura, saúde mental e fortalecimento dos vínculos familiares para reduzir o aliciamento de adolescentes.

A Secretaria de Segurança Pública reconheceu o aumento dos casos, mas ressaltou que o estado ainda registra menos mortes violentas do que nos anos mais críticos da última década. Segundo a pasta, operações contra facções, ampliação da Ronda Escolar, fortalecimento do Proerd e ações integradas de combate ao crime organizado fazem parte das estratégias de enfrentamento.

A Polícia Civil informou que também ampliou a estrutura de investigação de homicídios, com a expansão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a criação de novos núcleos especializados no interior do estado.

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