
Movimentos sociais protestam na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na tarde deste sábado (27), contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que começou a ser debatida no Senado no dia 17 de novembro e deve ser votada no dia 29. Os manifestantes se reuniram às 15h em frente ao Masp.
O protesto foi organizado pela frente de mobilização Povo Sem Medo, que reúne mais de 30 movimentos sociais, dentre eles o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).
A manifestação é também contrária à proposta de emenda que prevê anistia a políticos que em eleições passadas tenham praticado caixa 2 (uso de recursos não declarados à Justiça Eleitoral). Mais cedo, o presidente Michel Temer, em coletiva de imprensa, anunciou um “ajustamento institucional” com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a fim de impedir a tramitação no Congresso da medida de anistia.
O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse que a PEC é um atentado ao povo brasileiro e que a declaração de Temer deste domingo, sobre a intenção de barrar a emenda da anistia ao caixa 2 é uma hipocrisia. “É a velha história de roubar a carteira e gritar ‘pega ladrão’. Foram eles que criaram tudo isso”, afirmou.
Os manifestantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Fidel Castro, morto na sexta-feira (25) e logo em seguida gritaram “Viva Fidel”. Boulos voltou ao microfone para fazer críticas ao governo e ao Congresso.
“Estamos aqui hoje para dar alguns recados para este governo sem-vergonha. Não aceitamos essa PEC do Fim do Mundo que eles querem botar para votar no Senado Federal. O Congresso está de costas para o povo brasileiro e legisla em causa própria”, afirmou.
“Não tem dinheiro para moradia, mas tem dinheiro para ficar dando banquete no Palácio”, diz Boulos sobre o congelamento do Programa Minha Casa Minha Vida.
Dificil de entender… 1 min de silencio em homenagem a um genocida-ditador? Que mundo doentio é esse?