Milhares de manifestantes realizam protestos contra cortes na educação básica e no ensino superior nesta quarta-feira, 15. Atos ocorrem em um total de 170 cidades, que incluem as capitais de todos os Estados e o Distrito Federal, além de cidades do interior.
Parte das escolas e universidades das redes pública e privada também aderiu às manifestações e cancelaram o dia letivo.
Em visita a Dallas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e “massa de manobra”. Além disso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fala na tarde desta quarta sobre o contingenciamento em sessão na Câmara dos Deputados.
O cientista político Fernando Schuler criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que, na prática, encerrou a CPMI do INSS. Em comentário publicado nas redes sociais, ele afirmou que o episódio reforça a percepção de um país com “dois pesos e duas medidas”, especialmente no tratamento de investigações parlamentares.
Na avaliação de Schuler, a decisão da Corte impede a continuidade de apurações sobre fraudes que, segundo ele, ainda não foram totalmente esclarecidas. O colunista também destacou que os custos dessas irregularidades acabaram sendo arcados pelos contribuintes, o que aumentaria a necessidade de aprofundamento das investigações.
Um dos principais pontos levantados é a interpretação sobre o direito da minoria no Congresso. Schuler argumenta que, tanto pela Constituição quanto pelo regimento interno do Senado, haveria previsão para prorrogação automática de CPIs mediante simples comunicação à Mesa, sem necessidade de autorização da maioria — o que, segundo ele, não teria sido respeitado.
O comentarista ainda comparou a decisão atual com o posicionamento do STF em 2022, quando a Corte determinou a instalação da CPI da Covid durante o governo Jair Bolsonaro. Para Schuler, há uma diferença de critérios que levanta questionamentos sobre a coerência institucional.
Por fim, ele classificou a decisão como política e alertou para os impactos desse tipo de entendimento no equilíbrio entre os poderes. Segundo o colunista, impedir a prorrogação de uma CPI enfraquece o papel fiscalizador do Legislativo e abre espaço para dúvidas sobre a imparcialidade das decisões em uma democracia.
Foto: Hamed Jafarnejad/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar repercussão ao afirmar que foi informado pela CIA de que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, seria gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News, sem que o presidente apresentasse որևէ evidência concreta para sustentar a alegação.
Durante a conversa, Trump disse que a informação não viria apenas da agência de inteligência, mas também de outras fontes não especificadas. A fala ocorre em meio a um cenário delicado, já que o Irã criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo com base na lei islâmica, o que aumenta a tensão em torno da declaração.
A suposta informação já havia sido mencionada anteriormente pelo jornal New York Post. Ainda assim, não há confirmação oficial ou provas públicas sobre a orientação sexual de Mojtaba, que assumiu o posto após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em meio ao atual conflito no Oriente Médio.
Mojtaba Khamenei foi escolhido pela Assembleia de Peritos, órgão responsável por indicar o líder supremo iraniano. Considerado uma figura influente nos bastidores, ele mantém fortes conexões com a Guarda Revolucionária Islâmica e tende a dar continuidade à linha política do regime.
As declarações de Trump acontecem em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado após ataques que mataram parte da cúpula iraniana. O cenário segue instável, com confrontos indiretos em diversos países da região e aumento da pressão internacional sobre os desdobramentos da guerra.
O senador Carlos Viana criticou duramente o encerramento da CPMI do INSS e afirmou que a decisão representa “o fim do sonho dos aposentados brasileiros que foram roubados” de ver uma investigação ampla no país. A declaração foi dada nesta quinta-feira (26), após a comissão perder força no Congresso.
A decisão que barrou a prorrogação da CPMI veio do Supremo Tribunal Federal, que formou maioria por 8 votos a 2 contra a continuidade dos trabalhos. Votaram a favor da prorrogação os ministros André Mendonça e Luiz Fux, enquanto a maioria foi formada por Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin.
Mesmo com o desfecho, Viana afirmou que a comissão conseguiu avançar e expor irregularidades. Segundo ele, o colegiado revelou esquemas, identificou envolvidos e detalhou a forma como os recursos teriam sido desviados. O senador disse ainda esperar que os investigados — incluindo 14 pessoas já presas — sejam formalmente indiciados.
O parlamentar confirmou que o relatório final deve ser apresentado na sexta-feira (27), com expectativa de votação no mesmo dia ou, no máximo, no sábado. Ele descartou qualquer possibilidade de relatório paralelo e afirmou que o Congresso terá que decidir entre aprovar o texto apresentado ou encerrar a análise sem votação.
Por fim, Viana defendeu mudanças na legislação das comissões parlamentares de inquérito, alinhando-se a declarações de Gilmar Mendes sobre a necessidade de reequilibrar os poderes. O senador também mencionou a possibilidade de uma nova investigação, destacando a expectativa por delações que possam esclarecer um suposto rombo bilionário envolvendo servidores e políticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a provocar debate ao comentar o endividamento dos brasileiros, sugerindo que hábitos cotidianos — como o uso do Pix, do celular e os gastos com animais de estimação — estariam entre os fatores que pressionam o orçamento das famílias. A declaração repercutiu por apresentar uma leitura considerada distante da realidade econômica da maioria da população.
A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. A fala também expõe um desafio recorrente para o governo: controlar declarações improvisadas do presidente, que acabam ganhando forte impacto político. Por outro lado, esse tipo de posicionamento oferece ao eleitor um retrato direto de como o chefe do Executivo interpreta temas sensíveis, como consumo e responsabilidade financeira.
Na prática, especialistas apontam que o avanço do endividamento no país está muito mais ligado à queda do poder de compra e ao aumento dos custos básicos do que ao consumo impulsivo. Itens como internet e telefonia móvel, por exemplo, deixaram de ser supérfluos e se tornaram essenciais para trabalho, الدراسة e acesso a serviços.
Além disso, há críticas à percepção de que o discurso minimiza dificuldades enfrentadas por trabalhadores e pequenos empreendedores. Juros elevados, renda insuficiente e alta carga tributária aparecem com frequência como os principais fatores que levam brasileiros a recorrer a crédito para fechar as contas do mês.
As declarações reacendem o debate sobre o distanciamento entre a classe política e o cotidiano da população. Ao apontar ferramentas como o Pix e despesas com pets como parte do problema, o presidente reforça uma visão que contrasta com a realidade de quem luta diariamente para manter o orçamento equilibrado.
O senador Styvenson Valentim (PSDB) explicou os motivos que o levaram a recusar o comando do Republicanos no Rio Grande do Norte e endureceu o discurso ao criticar o grupo político ligado ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Ao justificar a decisão por “coerência”, o parlamentar disparou que há quem vá precisar de tempo de TV para se defender de acusações, elevando o tom da disputa nos bastidores políticos do estado.
A movimentação envolvia a possibilidade de Styvenson assumir protagonismo dentro da sigla, considerada estratégica para a montagem de nominatas competitivas e fortalecimento de alianças rumo às eleições. Mesmo assim, o senador rejeitou o convite e deixou claro que a decisão não foi eleitoral, mas pessoal.
“Todas essas mudanças têm limite. E o limite é o que eu acho moral, é o que eu acho ético”, afirmou.
O ponto central da recusa está no histórico de embates do senador com integrantes ligados ao partido no estado. Styvenson citou diretamente confrontos na CPMI do INSS e disse não ver coerência em dividir o mesmo espaço político com quem já foi alvo de suas denúncias.
“Não é coerente, não é ético, não é moral eu entrar em um partido ao qual eu combati um dos integrantes. Eu emparedo, aponto crimes. Como é que eu vou agora me juntar? Não tem coerência”, declarou.
Mesmo com a possibilidade de ganhos políticos, como maior tempo de televisão e acesso ao fundo eleitoral, o senador afirmou que não abriria mão de seus princípios.
“Podia ser 10 minutos de TV, podia ser todo o fundo eleitoral que eu não faria isso. Eu não vou fazer algo que está desconfortável para mim”, reforçou.
O momento mais contundente da fala veio ao direcionar críticas ao novo direcionamento do Republicanos que foi para o grupo de Allyson Bezerra. Sem citar diretamente o prefeito, Styvenson subiu o tom e fez uma declaração interpretada como recado direto.
“Tem gente que precisa de tempo de TV e fundo eleitoral para se defender de acusações que ainda vão vir”, disparou.
O presidente Lula protagonizou declarações fortes nesta quinta-feira (26), durante evento da Caravana Federativa em Niterói. Ao comentar críticas sobre sua condição física, o petista disparou: “Treine, seu puto”, ao responder internautas que duvidaram de sua capacidade após um vídeo fazendo exercícios.
Lula também ironizou teorias conspiratórias que circulam nas redes sociais, segundo as quais ele teria “clones”. O presidente mencionou que já foi chamado até de “quarto clone” e criticou quem questiona sua disposição física aos 80 anos, destacando a importância de hábitos saudáveis.
Ainda no discurso, o chefe do Executivo adotou tom direto ao falar sobre saúde masculina. Ele incentivou a realização de exames de próstata e afirmou que a prevenção pode evitar problemas mais graves, defendendo que homens deixem o preconceito de lado.
O presidente também disse que pretende acompanhar a primeira-dama Janja Lula da Silva em exames de rotina, como forma de incentivar a população a cuidar da saúde. A fala ocorreu ao defender ações do governo voltadas à ampliação do acesso a consultas, exames e cirurgias no país.
No mesmo evento, Lula respondeu a uma provocação do senador Flávio Bolsonaro, que o comparou a um “Opala velho”. O presidente rebateu citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele estaria “no desmanche”, em mais um capítulo da troca de farpas no cenário político.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), após cerca de duas semanas internado no Hospital DF Star. De acordo com o último boletim médico, ele apresentou boa evolução clínica e já não apresenta sinais de infecção aguda.
Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, inicialmente na UTI, após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana causada por broncoaspiração. Ao longo do tratamento, o ex-presidente respondeu bem à antibioticoterapia e foi gradualmente transferido para unidades de menor complexidade até chegar ao quarto.
Com a alta, ele não retornará ao sistema prisional. Na última terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar por 90 dias, levando em consideração o estado de saúde.
Antes da internação, Bolsonaro estava detido na chamada Papudinha, em Brasília, após passar também pela Superintendência da Polícia Federal. Ele cumpre pena e seguirá monitorado, inclusive com uso de tornozeleira eletrônica, mesmo fora da unidade prisional.
A decisão prevê que, ao fim do período de 90 dias, o STF reavalie a necessidade de manutenção da prisão domiciliar. Até lá, o ex-presidente deverá permanecer em casa, seguindo as orientações médicas e as restrições impostas pela Justiça.
A decisão do Supremo Tribunal Federal que restringe o pagamento de auxílios e verbas indenizatórias a magistrados gerou forte reação dentro do Judiciário. Nos bastidores, juízes relatam insatisfação com as novas regras e apontam um sentimento generalizado de desvalorização da carreira.
A informação é da colunista Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles. Segundo relatos obtidos sob reserva, o ambiente após o julgamento foi descrito como de “clima fúnebre”. Magistrados afirmam que a medida impõe perdas financeiras e atinge diretamente a autonomia institucional, além de representar, na visão de alguns, uma tentativa de enfraquecer a magistratura e o Ministério Público.
A decisão estabelece limites mais rígidos para os chamados “penduricalhos”, reforçando o teto constitucional de R$ 46,3 mil e proibindo benefícios sem respaldo em lei federal. Também foram determinadas novas exigências para pagamentos retroativos, que passam a depender de auditoria e autorização específica.
Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros manifestou discordância e alertou para impactos imediatos, incluindo redução na remuneração de cerca de 18 mil juízes já nos próximos contracheques. A entidade também cita possíveis riscos a princípios como a irredutibilidade de subsídios e a segurança jurídica.
Apesar das críticas, a decisão já tem efeito prático e impõe maior transparência na divulgação dos salários. Entidades da categoria devem intensificar a atuação institucional para tentar reverter ou amenizar as mudanças, enquanto cresce a preocupação interna com reflexos na atratividade e no funcionamento do Judiciário.
Em São Gonçalo do Amarante, até 2025, um número de 477 pacientes aguardavam por pequenas cirurgias, acumuladas de anos anteriores. Nesta quarta-feira (25), a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu um mutirão que zerou a demanda reprimida.
Os mutirões tiveram início na Unidade Básica de Saúde do Santa Terezinha, no final de 2025, e foram retomados em 2026 nas UBSs do Jardim Lola, Ruy Pereira e Santo Antônio, sendo concluídos no Centro de Especialidades Médicas do Amarante.
Durante o mutirão desta semana, o prefeito Jaime Calado anunciou o fim da fila de espera: “Estamos encerrando hoje a fila de pequenas cirurgias. Quando assumimos, havia 477 pessoas aguardando, algumas há até três anos. Hoje conseguimos zerar essa fila com os mutirões realizados pela equipe do doutor Antônio Jácome, junto com o nosso secretário de Saúde, Júnior Rego, e toda a equipe mobilizada para melhorar a saúde de São Gonçalo. Vamos extinguir todas as filas, não só das pequenas cirurgias, mas também das cirurgias eletivas e de outras áreas”, afirmou.
O secretário municipal de Saúde, Júnior Rego, explicou como seguirá a regulação das filas a partir de agora: “Conseguimos, neste mês de março, zerar a demanda reprimida. Sabemos que diariamente surgem novas pequenas cirurgias nas UBSs, mas agora é uma nova realidade. Esses procedimentos serão administrados pelo sistema regulatório e realizados em todas as UBSs do município com atenção especializada. Essa foi uma determinação do nosso prefeito.”
A aposentada Maria de Fátima, atendida no último mutirão, destacou a importância do procedimento: “Para mim, esse momento é muito importante, pois traz qualidade de vida. Estou muito grata por esse procedimento, que fará toda a diferença.”
Moradores da Vila de Ponta Negra, em Natal, viveram momentos de medo na noite desta quinta-feira (26), após uma sequência de episódios violentos envolvendo integrantes de facções criminosas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram veículos em chamas e cenas de pânico na comunidade.
De acordo com informações preliminares, a situação teve início após uma ocorrência atendida pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que foi até o local para averiguar uma denúncia de tráfico de drogas. Ao chegarem, os policiais teriam sido recebidos a tiros por suspeitos, dando início a um confronto armado.
Durante a ação, um homem foi baleado. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a polícia, o suspeito estava com uma pistola, maconha e outros materiais.
Após o ocorrido, integrantes de uma facção criminosa teriam reagido, promovendo ataques na região. Veículos foram incendiados e novas trocas de tiros foram registradas, aumentando ainda mais o clima de insegurança entre os moradores.
A Polícia Militar permaneceu na área durante toda a madrugada, realizando operações de varredura e reforçando o policiamento com o objetivo de conter a violência e restabelecer a tranquilidade na comunidade.
So VAGABUNDOS nestes atos!