
Foto: Sergio Lima/Poder 360
Os brasileiros veem a atuação do Congresso de forma mais negativa no fim de dezembro de 2020 do que viam em agosto.
Pesquisa PoderData mostra que chegou a 38% a parcela dos que atribuem os conceitos “ruim” ou “péssimo” ao trabalho do Congresso Nacional. Em agosto, última vez em que essa pergunta foi feita na pesquisa, eram 31%.
O aumento superou a margem de erro, de 2 pontos percentuais. Também foi além da margem a redução na parcela dos que acham o trabalho “regular”. Eram 49% em agosto e, agora, somam 44%.
Os que julgam o trabalho do Congresso como “bom”ou “ótimo” foram de 16% para 13%. Trata-se de uma oscilação dentro da margem de erro.
A margem de 2 pontos significa que o número real de agosto está no intervalo de 14% a 18%. O de dezembro, de 11% a 15%. Por isso, ainda que seja provável que a avaliação “ótimo/bom” tenha sido menos comum nessa edição da pesquisa, não é possível cravar.

O auge da popularidade de Câmara e Senado nessa série de estudos foi em abril, com 25% de “bom/ótimo”. Depois, as avaliações positivas do trabalho do Legislativo federal variaram de 13% a 16%.
Uma hipótese para o melhor desempenho do Congresso na pesquisa de abril é o auxílio emergencial de R$ 600 pago em parte de 2020 a trabalhadores vulneráveis por causa das medidas de isolamento para conter a pandemia.
Aquela edição do levantamento foi a 1ª depois de os congressistas aprovarem o benefício. O governo queria, inicialmente, que a ajuda mensal fosse de R$ 200. No Congresso, a cifra foi aumentada.
Estratificação
O estrato que atribuiu pior avaliação ao trabalho do Congresso é o que tem renda superior a 10 salários mínimos. Nessa parcela, 67% disseram que o trabalho é “ruim/péssimo”. Nesse grupo, 26% afirmaram ser “regular”, e 7%, “ótimo/bom”.
Os desempregados ou sem renda fixa são os grupos em que a avaliação negativa do Congresso é menos comum. Nessa parcela 34% disseram que o trabalho do Legislativo é “ruim/péssimo”. Os que avaliaram como “regular” são 44%, e 16% afirmaram ser “ótimo/bom” o trabalho dos deputados e senadores.

A avaliação do trabalho do Congresso é mais negativa quanto maior é a escolaridade de quem avalia.
Dos que concluíram o ensino superior, 50% disseram que é ruim ou péssima a atuação do Legislativo federal. Essa avaliação é compartilhada por 45% dos que estudaram até o ensino médio e por 26% dos que pararam os estudos no ensino fundamental.
As taxas de rejeição ao trabalho de deputados e senadores também são maiores entre os homens (27%), os moradores do Nordeste (39%) e os brasileiros na faixa de 25 a 44 anos (48%).
Congresso & Bolsonaro
O cruzamento das avaliações do Congresso e do presidente Jair Bolsonaro mostra que 37% dos que avaliam positivamente o presidente atribuem classificação de “ruim/péssimo” ao trabalho do Legislativo. Nesse grupo, 46% julgaram a atuação do Congresso “regular”, e 14%, “ótimo/bom”.
Leia os números completos no infográfico a seguir:

O levantamento também permite cruzar os dados de avaliação do Congresso com a aprovação do governo. Eis os números:
Aprova o governo – 16% de “ótimo/bom” para o Congresso; 45% “regular”; 37% “ruim/péssimo” e 2% não sabem;
Desaprova o governo – 10% de “ótimo/bom” para o Congresso; 47% “regular”; 38% “ruim/péssimo” e 5% não sabem.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Os dados foram coletados de 21 a 23.dez.2020, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 470 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
Poder 360
Com certeza essa pesquisa está errada. Consultaram a maior parte quem desvia dinheiro público. Particularmente, não conheço ninguém que defenda o congresso.
Ainda tá bem na fita. Tem que ser desaprovado, no mínimo, 90% . Essa é o porcentagem que merecem.
E bota eu nisso
Mas na eleição reelegem os mesmos, nunca vai mudar.
100% – Ruim/péssimo.
O País vive um momento extremamente conturbado, os poderes da República estão nos aparelhos de sobrevivência. Precisamos de um Brasil menos pequeno, mais forte, solidário, humano, honesto, onde os interesses particulares não consigam sobrepujar o coletivo, Precisamos de mais ação e menos conversa.