Brasil

Beneficiários do Bolsa Família fizeram transações com rede ligada ao PCC e suspeita de lavagem de dinheiro

Foto: Roberta Aline/MDS

Beneficiários do Bolsa Família realizaram dezenas de transações com uma fintech investigada por envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Os relatórios financeiros a respeito dessas movimentações foram elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e encaminhados no fim do ano passado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) à Polícia Federal, responsável por investigar o caso. O avanço das apurações deve indicar se há de fato pessoas que recebem indevidamente o auxílio do governo federal e integram uma rede criminosa ou se esses beneficiários foram vítimas de golpes aplicados por clientes da fintech.

Um dos recebedores do Bolsa Família identificados no relatório é morador de Maricá (RJ) e acaba de completar 31 anos de idade. Autodeclarado vendedor de comércio varejista e atacadista, o homem recebe R$ 800 por mês do programa de transferência de renda — antes, teve acesso também ao Auxílio Emergencial e ao Auxílio Brasil. Apesar de o programa federal em vigência ser destinado a famílias que recebem até R$ 218 por pessoa, o morador de Maricá ostenta gastos que destoam desse perfil: apenas nos seis meses entre outubro de 2022 e março de 2023, passaram pelas suas contas R$ 345,6 mil.

O intenso entra e sai de dinheiro motivou a comunicação ao Coaf, em abril de 2023. Dentre as transações listadas no relatório, ao qual o GLOBO teve acesso, estão o recebimento de 72 transferências via Pix que totalizaram R$ 16.734 de uma conta da fintech 2GO, e o posterior envio de R$ 25.700 para esse mesmo remetente.

A mesma conta fez transações com uma empregada doméstica que mora no Recife (PE). Também beneficiária do Bolsa Família, que proporciona a ela R$ 350 mensais, a mulher recebeu 68 Pix que totalizaram R$ 8.295 no período de novembro de 2023 a abril de 2024. Para essa mesma conta, a mulher enviou de volta R$ 6.350 a partir de transações picadas: foram 113 operações.

Outra conta da 2GO operou também uma série de transferências via Pix para dois outros beneficiários do Bolsa Família à primeira vista sem conexão entre si: uma auxiliar geral de Contagem (MG), e um professor de Tutoia (MA). A fintech também fez transferências para um taxista de Barra do Piraí (RJ) e para uma autônoma de Aquidauana (MS) — ambos igualmente assistidos pelo programa social do governo.

Ao Coaf, os bancos que reportaram as movimentações suspeitas relataram que os clientes apresentaram “perfil incompatível” com o de beneficiários de programas sociais, com “intensa movimentação de recursos, principalmente através de transferências instantâneas”, o que “causou estranheza”.

Ao todo, as duas contas da 2GO identificadas no relatório aparecem em transações com 68 pessoas que tiveram atividades reportadas por bancos, cartórios e empresas de crédito ao Coaf no período de novembro de 2022 a outubro do ano passado.

Como mostrou o GLOBO, a 2GO Bank foi fundada em 2020 pelo policial civil Cyllas Salerno Elia Júnior, à época lotado no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), órgão da Polícia Civil paulista responsável por atuar em ações estratégicas contra o crime organizado. A empresa foi alvo de operação da PF em novembro, após investigação indicar que os clientes da fintech a utilizavam para fazer movimentações financeiras anônimas, de difícil rastreabilidade, e encobrir dinheiro de origem criminosa.

Em seu acordo de delação premiada com o MP-SP, o empresário Antonio Vinicius Gritzbach afirmou que a 2GO Bank era ligada a Anselmo Becheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, e a Rafael Maeda, o “Japa”, ambos integrantes do PCC que foram assassinados na Zona Leste de São Paulo. O próprio Gritzbach veio depois a também ser executado, na saída do Aeroporto de Guarulhos, em novembro do ano passado.

O Coaf atua no combate a crimes financeiros como a lavagem de dinheiro e pode ter a colaboração da Receita Federal, responsável por coibir fraudes fiscais. Ambos os órgãos têm a prerrogativa de acionar a Polícia Federal ou o Ministério Público caso se deparem com indícios de crimes.

O governo revogou no mês passado uma instrução normativa que pretendia ampliar o escopo da fiscalização da Receita Federal após uma enxurrada de fake news associar a mudança a uma falsa taxação do Pix. Agora, fintechs como a 2GO voltam a ser desobrigadas a reportar movimentações ao órgão, o que diminui os caminhos para as autoridades identificarem irregularidades envolvendo essas empresas.

— Os bancos são obrigados a informar movimentações suspeitas ao Coaf, enquanto a Receita recebe informações globais, menos detalhadas, e confronta essas informações com outras bases de dados para identificar possíveis fraudes fiscais. Caso encontre algo, ela chama o contribuinte a se explicar. Se a pessoa não conseguir, abre-se um procedimento interno de fiscalização que pode levar à quebra de sigilo bancário e resultar em um auto de infração. Se houver indício de outros crimes, a Receita pode oficiar os órgãos competentes para investigar — explica o advogado André Felix Ricotta, doutor em direito tributário e sócio da Felix Ricotta Advocacia.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), responsável pelo Bolsa Família, informou que faz avaliações para identificar situações de inconsistência de renda de modo “rotineiro” e que iniciou estudos em agosto do ano passado para “aprimorar o procedimento” em 2025. A pasta afirma que o novo Cadastro Único (CadÚnico) entrará em operação em março e garantirá “maior precisão e confiabilidade” das informações, além de ajudar a evitar fraudes.

“A medida visa aprimorar a destinação dos recursos e assegurar a focalização do programa, e não gerar economia, uma vez que os benefícios devem ser pagos a todos que atendam aos critérios de elegibilidade”, acrescentou a pasta.

A Controladoria-Geral da União (CGU) também faz auditorias para identificar beneficiários incompatíveis e rastrear “sinais exteriores de riqueza”, conforme um auditor explicou ao GLOBO. Procurado para comentar o caso, o órgão informou que não se manifesta sobre fiscalizações “até que estejam finalizadas e permitam que resultados efetivos sejam apresentados”. Em relatório publicado em dezembro, a CGU indicou que a desatualização e inconsistência nos dados dos beneficiários do Bolsa Família prejudica a identificação daqueles que descumprem as condições para receber o auxílio do governo.

A Polícia Federal não quis comentar o caso. Também procurada, a 2GO Bank não respondeu aos pedidos de manifestação.

O Globo

Opinião dos leitores

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Brasil

ESQUECEU? Lula tem de avisar PF, PGR e STF que não é para proteger Lulinha, observa colunista

Foto: Reprodução

Indagado sobre Lulinha, que aparentemente deixou de ser o Ronaldinho dos negócios que fazia o orgulho do papai, o chefão petista disse o seguinte: “Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele.”

É preciso, então, avisar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que não é para proteger Lulinha.

Até hoje, por exemplo, a PF não subiu no processo relatado por André Mendonça a análise das quebras de sigilo telemático e bancário do filho de Lula.

Dado curioso, um dos peritos encarregados de fazer a análise pediu para não trabalhar mais no caso, alegando questões pessoais.

Também é recomendável que Lula dê um toque no procurador-geral da República, Paulo Gonet, para ele se segurar no seu afã de mostrar serviço.

Prestativo além da conta, o PGR quer transferir o caso de Lulinha para a primeira instância, contrariando fatos e jurisprudências.

Não menos vital, o chefão petista poderia aproveitar o próximo whisky com os políticos do STF para reafirmar que a justiça deve seguir o seu curso, sem que mãos peludas no tribunal tentem impedir o trabalho do ministro André Mendonça.

Com informações da coluna Mario Sabino/ Metrópoles

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Esporte

SURFE: Potiguar Ítalo Ferreira leva cinco pontos no nariz após acidente em Fiji

Foto: Reprodução/Instagram

O potiguar Ítalo Ferreira publicou uma imagem no Instagram em que aparece com o rosto ensanguentado após acidente com a prancha de surfe. Em Fiji, na Oceania, para mais uma etapa da WSL, o surfista brasileiro, líder do ranking, desabafou e revelou que precisou levar cinco pontos no nariz.

“Ontem foi mais um daqueles dias que o surf nos coloca à prova. A prancha atingiu meu nariz, foram 5 pontos e uma dor que eu não desejo pra ninguém”, declarou.

“Mas seguimos… O inimigo tenta de todas as formas, mas a minha fé permanece inabalável. Deus me protege, me fortalece e me faz seguir em frente em cada batalha. Mais uma cicatriz, mais um motivo para buscar”, fazendo referência à passagem bíblica Romanos 8:31.

Em nota, a equipe de Ítalo revelou mais detalhes do acidente. “Informamos que Ítalo Ferreira sofreu um pequeno acidente durante sessão de treino na manhã de quarta-feira em Fiji (horário local). O atleta precisou levar pontos no nariz após bater na borda da prancha, mas encontra-se estável e medicado. Apesar do ocorrido, Ítalo está confirmado na etapa”, descreveu.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

Há 8 dias no ar, site da campanha de Flávio é alvo de mais de 3 mil ataques hacker

Foto: Reprodução

A equipe de cibersegurança do candidato à presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, identificou 3.250 tentativas de invasão do site oficial da campanha somente no primeiros oito dias em que portal online está no ar.

Lançada em 17 de agosto, a página www.flaviobolsonaro.com.br reúne informações sobre os compromissos de campanha, a cobertura dos atos públicos, as propostas do Plano de Governo “Para o Brasil Vencer o Atraso”, além de materiais informativos, fotos, imagens e logotipos.

A equipe de cibersegurança do candidato à presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, identificou 3.250 tentativas de invasão do site oficial da campanha somente no primeiros oito dias em que portal online está no ar.

Lançada em 17 de agosto, a página www.flaviobolsonaro.com.br reúne informações sobre os compromissos de campanha, a cobertura dos atos públicos, as propostas do Plano de Governo “Para o Brasil Vencer o Atraso”, além de materiais informativos, fotos, imagens e logotipos.

Os dados enviados ao Pleno.News revelam que do total de ataques, 1.198 foram de buscas por arquivos sensíveis como credenciais, chaves de acesso e backups; 1.106 foram tentativas de comunicação direta com a infraestrutura e 853 foram de eventos contra o acesso administrativo, como tentativas de autenticação.

As investidas para tentar invadir o sistma têm como objetivo a obtenção de dados ou a derrubada do site por sobrecarrega de acessos simultâneos provocado por robôs. Foram registradas 375 mil requisições de acesso em um curto período com o objetivo de degradar o funcionamento ou tirar o serviço do ar.

Com informações de Pleno News

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Brasil

Advogado de Lulinha reclama de “vazamentos” a ministro e chefe da PF

Foto: Divulgação

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que encabeça a defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, tratou nesta terça-feira (25) de vazamentos em inquéritos que citam o filho mais velho do presidente com o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça, Wellington César.

Marco Aurélio disse nas conversas que os vazamentos são prejudiciais ao trabalho do ministro e do chefe da PF. A defesa de Lulinha afirma que uma ala da corporação, com viés eleitoral, seletivamente veicula informações descontextualizadas do inquérito.

“Nunca vi nada parecido. Não tem precedentes, nem na história da finada Operação Lava-Jato. Precisamos tirar o rosto do processo. Se acontece algo assim com o filho do presidente, quem dirá o que pode ocorrer com outro cidadão qualquer?”, disse à reportagem.

Com informações da CNN

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Brasil

Brasil tem 6,3 mil empresas em recuperação judicial

Foto: Marcello Casal Jr

O Brasil terminou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial ativa, segundo o Monitor RGF-BizDoc. O levantamento, elaborado pelas consultorias RGF e BizDoc com dados da Receita Federal e dos Tribunais de Justiça, mostra crescimento de 6,2% no número de empresas em recuperação em relação ao fim de 2025.

O avanço foi mais expressivo entre as empresas de menor porte. Entre o primeiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, o número de microempresas em recuperação judicial cresceu 133%. Entre as pequenas empresas, a alta foi de 69%. Nas médias, o crescimento chegou a 31%.

Leia também: “Entenda o que a Casas Bahia tem a ver com suas compras mais caras“

Entre as microempresas, a proporção passou de 0,03 para 0,07 empresa em recuperação judicial a cada mil negócios. No grupo das pequenas, o índice subiu de 0,52 para 0,87 por mil.

As grandes companhias ainda apresentam índices proporcionalmente maiores de recuperação judicial. Segundo o levantamento, porém, essas empresas também recorrem a outros mecanismos de reestruturação, como negociações diretas e recuperações extrajudiciais.

O comércio tinha o maior estoque de empresas em recuperação judicial no fim do segundo trimestre, com 1.649 casos. A indústria aparecia na sequência, com 1.455 empresas, enquanto o agronegócio registrava 1.263.

O agronegócio também foi o setor que mais acrescentou novos casos durante o segundo trimestre, com 111 entradas.

O levantamento ocorre em um cenário de crédito mais caro e juros elevados. Esses fatores podem aumentar a pressão sobre empresas endividadas, mas os dados não atribuem o crescimento das recuperações judiciais a uma única causa.

Questões relacionadas à estrutura financeira dos negócios também podem contribuir para dificuldades de pagamento, como endividamento elevado, margens reduzidas, despesas incompatíveis com a geração de caixa e crescimento financiado por dívida.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

Justiça nega liminar pedida por Lulinha para retirar vídeo de Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo negou, em um primeiro momento, a liminar pedida por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para retirar das redes sociais um vídeo publicado pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que o liga às fraudes no INSS.

Na decisão, a juíza Alessandra Lopes Santana de Mello, da 41ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, afirmou que “a prova documental carreada à inicial não permite aferir, nesse momento, a inveracidade do conteúdo do vídeo postado pelo primeiro réu nas redes sociais”.

“Não consta dos autos prova mínima do conteúdo das investigações mencionadas na inicial, o que impede a identificação, com segurança, da verossimilhança da ilicitude alegada”, escreveu a magistrada.

A juíza também defendeu cautela antes de determinar a retirada do conteúdo. “A questão merece ser apreciada com maior cautela e sob o crivo do contraditório, a fim de evitar cerceamento indevido à liberdade de expressão e ao direito de crítica, notadamente por recaírem tais direitos fundamentais sobre fatos que podem encerrar interesse público e político.”

Com informações da CNN

 

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Eleições 2026

Denúncias eleitorais em app do TSE triplicam em cinco dias

Foto: Divulgação

O número de denúncias de possíveis irregularidades nas campanhas eleitorais de 2026 disparou nos últimos dias. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o aplicativo Pardal recebeu 3.468 registros até esta segunda-feira (24). O volume representa um aumento de 2.365 ocorrências em apenas cinco dias, em relação às 1.103 denúncias contabilizadas na última quarta-feira (19).

Entre os cargos disputados, as campanhas para deputado estadual concentram a maior quantidade de queixas, com 1.245 registros. Na sequência aparecem deputado federal, com 1.096, e denúncias relacionadas a partidos, coligações e federações, que somam 447. Também foram registrados 392 casos envolvendo candidatos a governador, 120 a senador, 108 a deputado distrital, 57 a presidente e três a vice-governador.

O Pardal Móvel é utilizado pela Justiça Eleitoral como uma ferramenta de participação da sociedade na fiscalização das campanhas. Regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria TSE nº 451/2026, o sistema permite que cidadãos comuniquem possíveis violações das regras eleitorais e encaminhem informações para análise dos órgãos competentes.

São Paulo aparece na liderança entre os Estados com maior quantidade de registros no Pardal, com 613 denúncias. A Bahia ocupa a segunda posição, com 309 ocorrências, seguida pelo Rio Grande do Sul, que soma 301.

Minas Gerais e Pernambuco aparecem logo depois, com 275 denúncias cada. O Paraná contabiliza 272 registros, enquanto o Ceará reúne 219. O levantamento indica uma distribuição significativa das ocorrências entre diferentes regiões do País.

As irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral em vias públicas são o principal motivo das denúncias, com 1.200 registros. A propaganda na internet aparece em segundo lugar, com 599 ocorrências.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

TRE-RN libera candidato do PT ao Governo do Estado para usar “Cadu de Lula” como nome de urna

Foto: Divulgação/PT

O Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN) rejeitou, nesta terça-feira (25), o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para impedir que o candidato do PT ao Governo do Estado, Cadu Xavier, usasse “Cadu de Lula” como nome de urna.

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a expressão pode confundir o eleitor e sugerir um parentesco inexistente com o presidente Lula. O Pleno do TRE-RN, no entanto, rejeitou a tese e liberou o candidato petista para usar o nome de urna “Cadu de Lula”.

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Brasil

COBRANÇA ABUSIVA: MPT acusa Uber de cobrar para motorista trabalhar e pede R$ 321 milhões de indenização

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou na Justiça contra a Uber e quer suspender imediatamente um programa que, na avaliação do órgão, faz o motorista pagar para ter acesso ao próprio trabalho. A ação civil pública pede a suspensão do chamado “Passe para Motoristas”, além da devolução dos valores pagos pelos trabalhadores e uma indenização de R$ 321 milhões por dano moral coletivo. O processo tramita na 9ª Vara do Trabalho de Salvador.

Para o MPT, o modelo cria uma situação de dependência econômica e risco de endividamento, já que o trabalhador pode precisar continuar fazendo corridas justamente para quitar uma dívida contraída para ter acesso às corridas.

O programa foi lançado em maio em 12 cidades e, segundo informações da própria empresa, já chegou a 29 municípios. O Ministério Público quer impedir também a expansão do sistema para outras localidades.

A procuradoria solicita ainda acesso aos critérios utilizados pelo algoritmo da Uber para distribuição das corridas e definição dos preços, além de questionar possíveis impactos do programa sobre a concorrência com outros aplicativos.

O MPT chegou a afirmar que o mecanismo apresenta características de “servidão por dívida” e pode ter elementos associados ao trabalho em condições análogas à escravidão. A ação, porém, não pede reconhecimento de vínculo empregatício entre a Uber e os motoristas.

Com informações do jornal O Globo

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Brasil

AGU trava ação contra Mendonça, mas PF mantém pressão e amplia crise

Foto: Agência Senado

A Polícia Federal mantém o pedido à AGU (Advocacia-Geral da União) para que seja apresentado um recurso contra a decisão do ministro André Mendonça de determinar o compartilhamento dos dados brutos do caso INSS, que tem, entre outras provas, a íntegra das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e da lobista Roberta Luchsinger.

A ordem judicial também proíbe que sejam realizadas mudanças na equipe de investigação sem informar ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

A polícia afirma que a decisão é uma violação à autonomia investigativa da corporação e procurou, há mais de um mês, o advogado-geral da União, Jorge Messias, para tentar derrubar a determinação do magistrado.

O chefe da AGU, no entanto, tem defendido no governo que o ideal seria estreitar o diálogo nos bastidores para chegar a um acordo entre PF e Mendonça.

A cúpula da polícia, porém, insiste na necessidade de recorrer da decisão, o que tem feito a crise entre o magistrado e a polícia se ampliar a cada dia.

Os atritos entre o ministro e a corporação tiveram início devido ao caso do INSS. Um dos motivos, como mostrou a CNN, foi o fato de a PF ter levado mais de sete meses para enviar ao magistrado os dados das quebras de sigilo de Lulinha.

O magistrado determinou a derrubada dos sigilos fiscal, bancário e telemático do primogênito do chefe do Executivo em dezembro do ano passado, mas a demora em compartilhar as informações irritou o magistrado, que determinou o compartilhamento dos dados brutos do caso.

Além disso, a troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS foi outro motivo que desencadeou a crise.

Com informações da CNN

 

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