Jornalismo

Bolsonaristas contornam ordem do STF e mudam localização dos perfis no Twitter para continuar postando

Mensagens compartilhadas no Twitter por Bernardo Küster (acima), Allan dos Santos e Sara Winter mesmo depois terem suas contas restringidas | Foto: Reprodução/ Twitter

Alguns dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que tiveram suas contas no Twitter bloqueadas nesta sexta-feira (24) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), contornaram a medida tomada pelo site e continuaram publicando mensagens na rede social.

Veja mais: Alexandre de Moraes manda Twitter suspender contas de envolvidos no inquérito das fake news

Isso foi possível porque a conta deles não foi suspensa, mas apenas sofreu uma restrição para não ser acessada por pessoas no Brasil. Assim, com mudanças na funcionalidade de localização do Twitter, torna-se possível ler os tweets dos alvos da decisão judicial.

Veja mais: Roberto Jefferson, Luciano Hang, Allan dos Santos e mais: veja lista de contas bloqueadas pelo twitter por decisão judicial em decorrência do inquérito das fake news

Em maio, Moraes determinou o bloqueio das contas nas redes sociais “para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

Em nota, o Twitter informou que “agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

A CNN identificou que pelo menos quatro dos 16 alvos da ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contornaram a proibição: a ativista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, os blogueiros Allan dos Santos e Bernardo Küster, e o empresário Otávio Fakhoury.

“Antes que tirem o recurso de mudarem de país ou bloqueiem de uma vez por todas, gostaria de deixar claro que: O CABEÇA DE PIROCA UM DITADOR DE MERDA. Conseguem ler?”, escreveu, ofendendo Moraes. Sara chegou a ser presa em junho após o ministro aceitar pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Já Küster escreveu que não foi informado sobre a decisão judicial que bloqueou sua conta na rede social. “A única de que tenho notícia era do inquérito ilegal, a mesma que permitiu buscas e apreensões. POR QUE AGORA? Vão bloquear outras também? Saibam, não vão parar em mim”, afirmou.

Em outra mensagem, ele postou instruções de como os usuários deveriam proceder para poder acompanhar suas publicações e terminou com uma ofensa ao ministro do Supremo. “Tente censurar o Tio Sam agora, Cabeça de Ovo!”

Allan do Santos, conhecido como Allan Terça Livre, usou sua conta para publicar uma mensagem em inglês. No texto, publicado com a hashtah #FreedomOfSpeech (Liberdade de Expressão), ele disse que quem podia ler sua mensagem estava fora do Brasil e que o STF havia banido sua conta no Brasil.

Mais econômico, Fakhoury publicou uma mensagem apenas questionando o advogado João Vinícius Manssur: “Foi o STF que me calou?”.

Bolsonaristas se manifestam

Alvos da decisão do STF e outros partidários do presidente se manifestaram nas redes sociais sobre a decisão.

“Mais uma censura grave do Supremo. Em pleno terceiro milênio e uma ditadura desses juízes, eu fui censurado mais uma vez. Eu tenho 210 mil seguidores e 90 milhões de interações, estão calando a minha voz”, disse o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, em entrevista à CNN.

O empresário Otávio Fakhoury também se manifestou. “Estamos na China. Fomos censurados como queriam. Um dos objetivos desse inquérito é censurar e intimidar pessoas ligadasà direita brasileira”, disse.

O empresário Luciano Hang se pronunciou por meio de nota. “Recebi com surpresa o bloqueio das minhas redes sociais. Reforço que jamais atentei contra o STF (Supremo Tribunal Federal). Acredito na democracia e que ela só existe através da plena liberdade de expressão, garantida pela Constituição Federal. Todos têm o direito de expressar opiniões individuais. Para construirmos um país cada vez melhor é necessário discutir ideias e manter o debate aberto para toda a sociedade. Isso é o que eu sempre defendi.”

Reynaldo Bianchi Júnior negou que financie fake news. “Em primeiro lugar, fui acusado de financiador de fake news, o que JAMAIS provaram e que NUNCA fui. Em todo o processo, não existe NENHUMA prova contra mim. Essa decisão mostra o autoritarismo, ativismo judiciário e destruição da democracia, realizado por alguns ministros do STF.  A sociedade é completamente contra esses atos!”

“Eu, Sara Winter, encaro isso realmente como uma censura a todos os apoiadores do presidente Bolsonaro”, disse Sara Giromini. Por meio de nota, sua defesa disse que “denunciará aos organismos internacionais de direitos humanos a grave ofensa à liberdade de expressão, direitos e garantias fundamentais”.

Marcelo Stachin disse que jamais fez citações que atacassem quaisquer das instituições. “Sempre defendi a liberdade delas, e que todas possam atuar em conjunto para benefício do nosso país.  Acredito que o Inquérito das Fake News bem com a PL 2630 poderá destruir nossa liberdade, ou o que ainda resta dela. E isso inclui não somente os apoiadores do Presidente Bolsonaro mas a própria imprensa. Hoje somos nós os conservadores, da direita, os bolsonaristas, mas amanhã, serão os outros milhões que iro perder  seu direito à livre opinião. A atuação do STF através do grotesco e inconstitucional Inquérito, é a maior demonstração da ditadura no judiciário brasileiro contra a nossa nação!”

Edson Pires Salomão também acredita ser alvo de censura. “Hoje foi institucionalizado o crime de opinião”, afirmou.” Foi declarada a censura aos conservadores por meio de uma decisão do STF.”

Edgard Gomes Corona não vai se manifestar no momento.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Essa é a turma de homens e mulheres de bem, patriotas, que querem mudar o Brasil falando mentiras e disseminando o ódio.
    Gizus! ?

  2. Vergonhoso com tanta roubalheira confirmada nesse país e a suprema corte preocupada com mentiras

  3. Isso é uma palhaçada do casquinha do STF, que agora virou a casa da alegria, com tantos disparates, posicionamentos equivocados e autoritários, que Deus tenha piedade desses novos palhaços, a atividade circense está em decadência, assim como o supremo.

  4. Absurdo, inaceitável, criminoso esse procedimento do STF , esse Ministro talvez o mais Incrédulo Alexandre Careca está simplesmente impondo uma censura , uma ditadura do judiciário aos que se expressam suas opiniões que não sejam do seu agrado, é uma demonstração verdadeira de militância política do judiciário que não pode e nem deve se comportar dessa forma , talvez por esse tipo de procedimento de Alguns membros do STF que o presidente Bolsonaro cresce tanto em Aprovação, pois é evidente a repusa que a grande maioria do povo brasileiro tem pelos srs Ministros do supremo que enfrentam uma rejeição gigantesca do povo , são absurdos como esses que a cada dia mais os torna odiados pelo povo que não aceitam essa ditadura da toga.

  5. O STF através de Um Ministro Talvez o mais Incrédulo Alexandre Careca está impondo uma censura inaceitável e criando uma ditadura para os que pensam e tem opiniões diferentes, isso além de absurdo é inaceitável, é por situações vexatórias patrocinada pelo STF qual a cada dia o povo brasileiro odeia essa casa STF e impõe um verdadeiro menosprezo por esses ditadores da justiça que usa a toga para humilhar as pessoas, isso tem um efeito enorme no crescimento da aprovação do presidente que segue liderando todas às pesquisas de opinião para as eleições de 2.022, justamente o troco que o povo dar a essa carja de Ministros que abandonaram as suas funções para virar militantes políticos, absurdo, absurdo o direito de expressão é soberano, jamais poderemos nos calar com esses absurdos , respeitem a constituição.

    1. Ninguém vai calar boca nenhuma, vai fazer o que????? Vai chorar??? Muuuuuuuuuu

  6. Patriotas defensores da ordem e dos bons costumes. Malandro é malandro e mané é mané….Esse negócio de não se discute se cumpre fica pra mané.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PGR endossa decisão de Moraes que quebrou sigilo de jornalista do Maranhão que publicou reportagens com denúncias contra Dino

Foto: Victor Piemonte/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O profissional publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino, ministro da Corte, e seus familiares no Maranhão.

Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a divulgação de dados sobre os veículos poderia colocar em risco a segurança de Dino. Segundo ele, a quebra de sigilo também permitiria esclarecer como as informações foram obtidas e se houve pagamento pela publicação das reportagens.

O jornalista é acusado de cobrar R$ 100 mil para divulgar o material. Gonet afirmou que a investigação deve apurar uma possível relação financeira envolvendo informações reservadas. A defesa de Luís Pablo, porém, contesta a acusação e sustenta que não há fundamento para afastar a garantia constitucional do sigilo da fonte.

A medida de Moraes foi autorizada em março e incluiu buscas e apreensões de celulares e computadores na residência do jornalista. Após a decisão, a defesa recorreu ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento da investigação, a proteção das comunicações com fontes e advogados e o envio do caso à primeira instância.

A defesa também argumenta que reportagens sobre o uso de patrimônio público não caracterizam perseguição política contra o ministro e que a quebra do sigilo só poderia ser admitida diante de um interesse público preponderante.

Um relatório da Polícia Federal citado pela CNN Brasil apontou não haver indícios de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista. O documento também afirma que não foi possível confirmar que ele recebeu dinheiro para publicar as reportagens.

Moraes determinou ainda busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista. Cutrim está preso em outra investigação, sob acusação de obstrução de uma apuração de homicídio, mas nega a acusação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula é aconselhado a fazer indicação “segura” ao STF antes do fim do ano

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que ele escolha um nome com apoio consolidado no Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é que o governo precisa garantir a aprovação da indicação ainda em 2026, antes da renovação da Casa, que terá maior presença da oposição a partir do próximo ano.

Apesar de Lula ter sinalizado a intenção de indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, o nome ainda enfrenta resistência entre os senadores. Em abril, sua indicação foi rejeitada pelo plenário, uma derrota do governo no Legislativo durante o terceiro mandato.

Diante desse cenário, parlamentares aliados e integrantes do Planalto defendem uma escolha que tenha o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das principais lideranças da Casa. O favorito desse grupo é Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pacheco já era o nome preferido de Alcolumbre e de integrantes da cúpula do Senado antes da indicação de Messias. A recente aproximação entre Lula e o presidente da Casa também é vista pelos articuladores como um fator favorável ao ex-senador.

A preocupação aumentou após o avanço da direita nas eleições. O PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, terá 28 cadeiras no Senado a partir de 2027, sendo 19 conquistadas no último pleito.

Lula ainda não definiu sua escolha e deve amadurecer a decisão nos próximos dias. Além da indicação ao STF, o governo tem como prioridades no Congresso a PEC da Segurança Pública e o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Expectativas de inflação para 2027 e 2028 disparam após reeleição de Lula

Foto: Cristiano Mariz

A expectativa de inflação no Brasil subiu significativamente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa da corretora BGC Liquidez com cerca de 30 participantes do mercado elevou a projeção do IPCA para 5,3% em 2027 e 4,3% em 2028.

Antes do segundo turno, a pesquisa Focus, do Banco Central, apontava inflação de 4,34% para 2027 e 3,75% para 2028. A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O economista da BGC Carlos Thadeu afirma que a revisão reflete principalmente a preocupação com a falta de uma estratégia de ajuste fiscal e a expectativa de aumento dos gastos públicos. A alta do dólar, que passou de R$ 4,99 para R$ 5,44 em pouco mais de uma semana, também pressiona os preços, especialmente os combustíveis.

O economista diz ainda que 11% dos entrevistados já projetam inflação superior a 6% em 2027. Ele também aponta o possível fim da escala 6×1 como um fator adicional de pressão sobre os custos das empresas.

A preocupação do mercado envolve ainda a situação das contas públicas. A dívida bruta brasileira está próxima de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o governo prevê déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano. Economistas avaliam que seria necessário um ajuste fiscal de pelo menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos.

O cenário também mudou as expectativas para a taxa básica de juros. Com a Selic atualmente em 13,75% ao ano, a curva de juros futuros passou a indicar manutenção da taxa na próxima reunião do Copom, com apenas 20% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Mercado clandestino de bets pode dobrar após proibição e movimentar cerca de R$ 56 bilhões

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O mercado clandestino de apostas no Brasil pode crescer 101% após a proibição das bets, com receitas anuais estimadas em R$ 56 bilhões. A projeção é do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que calcula que 70% dos apostadores de plataformas regulamentadas migrem para operadores ilegais.

A receita anual do mercado clandestino passaria de R$ 27,9 bilhões para R$ 56 bilhões, um aumento de R$ 28,1 bilhões, de acordo com a estimativa do IBJR. O cálculo considera o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à diferença entre o valor apostado e os prêmios pagos, e não ao volume total de apostas.

O levantamento também identificou 60.477 endereços suspeitos de oferecer apostas clandestinas na internet. Desse total, 34.134 apresentavam características como cadastro de usuários, oferta de bônus e pagamentos por Pix. A ferramenta de monitoramento LegitBet também encontrou páginas que utilizam nomes e identidades visuais semelhantes aos de empresas conhecidas, como Betano, Bet365, Novibet e BetMGM.

O IBJR ressalta, porém, que a inclusão de um endereço na base de monitoramento não comprova que ele tenha sido criado após a proibição nem confirma, por si só, a ilegalidade da operação.

O instituto alerta que a migração para plataformas clandestinas pode deixar os apostadores sem mecanismos de proteção exigidos das empresas autorizadas, como verificação de identidade, fiscalização das transações e medidas para impedir o acesso de menores de idade.

A proibição foi estabelecida pelo presidente Lula através da Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026. O texto tem validade inicial até 23 de novembro e depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitivo. Caso não seja votado no prazo, poderá ser prorrogado por mais 60 dias.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns, gênios!
    Os viciados continuam viciados, mas agora não tem empresa ‘de verdade” pra processar e tentar tirar uma orelha…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

THE ECONOMIST: Mercado reage mal à vitória inesperada de Lula; revista britânica cita risco de recessão

Foto: Sebastião Moreira/EFE

O Brasil corre o risco de enfrentar uma crise fiscal e uma recessão caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não mude a condução da política econômica. O alerta é da revista britânica The Economist, em análise publicada após a vitória do petista nas eleições presidenciais e reproduzida pelo Estadão.

A publicação afirma que o país enfrenta uma combinação de gastos públicos elevados, juros altos, endividamento crescente e baixo ritmo de crescimento. O déficit orçamentário supera 9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida pública chegará a 97% do PIB neste ano, ante 84% em 2022.

A revista também destaca que a taxa real de juros está em 9%, resultado, entre outros fatores, da pressão fiscal sobre a política monetária. O custo elevado do crédito prejudica investimentos, empresas e famílias, além de limitar o crescimento econômico.

Para a The Economist, Lula precisará demonstrar compromisso com a disciplina fiscal, começando pela escolha de um ministro da Fazenda que transmita confiança ao mercado e pela apresentação de um plano consistente para controlar as contas públicas.

Entre as medidas apontadas estão a criação de limites para os gastos, a revisão de benefícios tributários concedidos a empresas e o controle do crescimento das despesas previdenciárias, especialmente com aposentadorias de servidores públicos e militares.

A The Economist também critica a promessa de ampliação de subsídios e políticas sociais sem uma fonte sustentável de financiamento. Segundo a análise, as novas iniciativas anunciadas pelo governo podem representar despesas equivalentes a cerca de 2% do PIB até o fim de 2027.

Na avaliação da publicação, a capacidade de Lula de reorganizar a política econômica será decisiva para recuperar a confiança dos investidores, estimular os investimentos e evitar o agravamento do endividamento. Caso mantenha a trajetória atual de gastos, o país poderá enfrentar uma crise fiscal com consequências para toda a economia.

The Economist, via Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Novo imposto sobre consumo no Brasil pode ficar acima de 30% e superar o de países ricos; veja ranking

Alíquotas do imposto sobre o consumo — Imagem: Ranking da Tax Foundation e estimativa de analistas para o Brasil

O Brasil poderá ter uma das maiores alíquotas de impostos sobre o consumo do mundo com a implementação da Reforma Tributária. A taxa padrão do novo sistema pode ultrapassar 30%, superando os percentuais praticados em países ricos, como Hungria, Finlândia e Dinamarca, segundo levantamento divulgado pelo g1.

A projeção coloca o Brasil acima de todos os países da comparação feita com dados da Tax Foundation, uma organização independente fundada em 1937 nos EUA que coleta dados e publica pesquisas de política fiscal.

No ranking, a Hungria aparece na segunda posição, com alíquota de 27%, seguida por Finlândia (25,5%) e Dinamarca, Noruega e Suécia, todas com 25%. Outros países europeus também apresentam taxas elevadas, mas inferiores à projeção brasileira. Estônia, Grécia e Islândia cobram 24%, enquanto Portugal, Irlanda, Polônia e Eslováquia têm alíquota de 23%. Na Itália, o percentual é de 22%.

Na outra ponta, Japão, Coreia do Sul e Austrália têm taxas de 10%. A Suíça cobra 8,1%, e os Estados Unidos aparecem com 7,5% de imposto sobre vendas. Nesse último caso, a comparação exige uma ressalva: os EUA não possuem um IVA nacional, mas impostos sobre vendas definidos em níveis estaduais e locais.

A projeção brasileira considera a alíquota padrão do novo modelo de tributação sobre o consumo, que reunirá tributos federais, estaduais e municipais. O percentual definitivo ainda depende da regulamentação e dos ajustes previstos na transição para o novo sistema.

Opinião dos leitores

  1. Custou muito caro pra Lula ganhar a eleição, pior que a conta vai chegar e sempre sobra pra o pobre no final.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Marco Rubio nega que os EUA tenham ajudado Flávio Bolsonaro a sair do Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha ajudado Flávio Bolsonaro (PL) a deixar o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país. Pelo menos o governo dos EUA não estava envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos”, declarou.

O secretário também disse que Trump havia garantido a Flávio uma autorização especial de entrada, chamada parole, caso ele chegasse a um posto de imigração dos EUA.

A declaração foi dada após Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, admitir que organizou o jato particular utilizado pelo senador para chegar ao território norte-americano.

Flávio deixou o Brasil dois dias após o resultado do segundo turno. Na segunda-feira (26), visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e foi informado de que a Polícia Federal o aguardava para comunicar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o recolhimento de seus passaportes.

Com informações de Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Maquiador é preso em flagrante por aplicar golpe com falso comprovante de Pix em restaurante de Natal

O maquiador e cabeleireiro Pedro Souza foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (30), em Natal, após tentar aplicar novamente um golpe em um restaurante onde já havia causado prejuízo de algumas centenas de reais. Atenta à prática, a equipe do estabelecimento acionou a Polícia Militar, que efetuou a prisão.

O BLOGDOBG confirmou com o restaurante onde Pedro foi preso que além de não ser a primeira vez que ele aplicava o golpe no estabelecimento, era também uma prática constante.

As denúncias contra Pedro são de que ele utilizava comprovantes falsos de Pix para simular pagamentos não realizados. Relatos também dão conta de que ele também reproduziria a prática em lojas de roupas. A possível existência de outras vítimas ainda precisam ser apuradas pelas autoridades.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Após visita a Jair Bolsonaro, Carlos reafirma apoio a Rogério Marinho à Presidência do Senado

A candidatura de Rogério Marinho (PL) à Presidência do Senado voltou a receber o apoio público de Carlos Bolsonaro (PL) neste sábado (31). O senador eleito por Santa Catarina reafirmou a posição após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.

“A gente tem uma eleição no Senado agora. Nosso candidato é o Rogério Marinho e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender, minimamente, tudo aquilo que a gente acredita, tudo aquilo que a gente prometeu para vocês. A luta vai continuar”, afirmou.

Durante a visita, Carlos também demonstrou preocupação com a saúde do pai e relatou o retorno das crises de soluço. “Os soluços dele voltaram, é claro que devido às circunstâncias que acabam afetando o psicológico dele, essas coisas acontecem. Me assusta um pouquinho o crescimento da barriga dele. O emagrecimento, aquilo que sempre falei, mas foi um bate-papo bacana com ele”, disse.

O senador eleito contou ainda que Jair Bolsonaro manifestou saudades dos filhos Flávio e Eduardo, que estão nos Estados Unidos. Flávio deixou o Brasil após perder a eleição presidencial no último domingo (25).

“Em relação à política, não quero que façam maldade com ele. Então deixo do jeito que tá. Dizer que ele tá seguindo a vida dele, preocupando a cada dia, a mim, uma coisa pessoal minha, a saúde dele mental e física. E a gente vai tocando. Hoje é sábado, dia 31 de outubro, ele falou que está com muita saudade do Flávio. Ele não é muito de falar isso, mas as coisas vão cada vez pesando mais. Falou do Eduardo também”, relatou.

Opinião dos leitores

  1. Senhor Bruno Giovanni de Oliveira chega a dar nojo e náuseas essa sua babação de ovo que vc tem com esse senhor que se Deus quiser vai terminar emb31 de janeiro de 2031 chega a ser vergonhoso.

  2. Vao fzr acordao pra soltar o pai…e de novo…pela terceira vez…vao apoiar alcolumbre e falar que agora vai ser diferente

  3. Esse Jair é todo ao contrário, geralmente o soluço passa quando se toma um susto, o dele volta depois do susto… tô sabendo mais de nada.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REFORMA TRIBUTÁRIA: Senado vai ouvir Fazenda e TCU antes de definir alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado iniciará em 11 de novembro as discussões sobre a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal criado pela Reforma Tributária.

O presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que convidará o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, para participar das audiências públicas.

O TCU estabeleceu uma alíquota de referência de 11,3%, que servirá de base para a análise dos senadores. O percentual definirá quanto será cobrado para substituir o PIS e a Cofins, tributos federais atualmente aplicados sobre produtos e serviços.

A definição precisa ser votada ainda neste ano. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da proposta, também deverá ouvir especialistas em tributação e representantes da sociedade.

A CBS começará a ser cobrada efetivamente em 2027, quando o governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões com o tributo. Ela integrará o novo modelo de impostos sobre o consumo, ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos estaduais e municipais. A transição para o sistema será concluída em 2033.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *