Política

‘Bolsonaro deve admitir erro e propor um pacto’, diz Michel Temer

Com a pandemia do coronavírus cada vez mais fora de controle no País, o ex-presidente Michel Temer avalia que seria importante que Jair Bolsonaro liderasse um pacto nacional entre todas as instâncias de poder para tentar conter a doença. Aos 80 anos, o experiente político do MDB já foi procurado pelo presidente para trocar ideias. E disse que, se Bolsonaro quiser saber sua opinião sobre a pandemia, fará a sugestão de que ele convoque uma entrevista coletiva, reconheça erros, defenda vacinação em massa e aceite políticas de isolamento social. O novo mantra do governo deveria, segundo ele, ser “unidos e vacinados”.

“Se o presidente toma uma atitude dessa natureza, o povo se tranquiliza. Ele manda um sinal”, disse Temer em entrevista ao Estadão. “Não dá para ignorar a pandemia, que está num ritmo e velocidade assustadores.” Para Temer, a lógica da preservação da economia é compreensível, mas não pode vir antes da saúde. “Eu sempre digo, a economia pode ir mal nesse momento. Mas ela se recupera. A vida você não recupera”, afirmou. Mesmo sendo uma das vozes mais influentes no MDB, Temer destacou que esse não é o momento de o partido se ocupar com as eleições de 2022. “Não podemos deixar que essas discussões contaminem negativamente essa unidade que é indispensável agora, em 2021, para o combate ao coronavírus.”

Como o sr. analisa o impacto da pandemia na vida do País?

Naturalmente, tudo isso tumultuou muito a vida dos brasileiros. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é sobre o que o presidente da República poderia fazer, aproveitando a oportunidade da mudança do ministro da Saúde e que ele (Marcelo Queiroga), por sua vez, fez declarações, aparentemente, concordando com o cumprimento dos protocolos que permitem a saúde da população. Vou dar aqui um palpite. Poderia chamar uma entrevista coletiva e dizer: ‘Olha aqui, vocês sabem que, ao longo do tempo, eu sempre combati esse isolamento social preocupado com a economia. Nós temos de conjugar a economia com a saúde. Com a vida do cidadão. E, evidentemente, como aumentou muito a pandemia, agora com essa P1, que é uma nova variante do vírus, eu vou ampliar o que já estou fazendo. Ou seja, vou comprar muitas vacinas. O governo está empenhado em comprar milhões e milhões de doses. Vou propor, realmente, concordar com a hipótese de eventual isolamento social. Vou também chamar novamente os governadores e o Congresso Nacional. Vamos todos trabalhar juntos e vamos patrocinar a vacinação. Na verdade, o mantra que agora vale é unidos e vacinados’.

O sr. acha que é possível ele aceitar essa sugestão?

Se o presidente toma uma atitude dessa natureza, o povo se tranquiliza. Ele manda um sinal. Na verdade, o povo vai dizer: ‘Poxa, a União federal, presidente e governadores e o Congresso Nacional estão trabalhando em benefício da nossa saúde. Acho que ficaria muito bem para ele, presidente da República. Ficaria bem para os governadores. Ficaria bem para o Congresso. E ficaria bem para a saúde do País. Eu acho que isso seria extremamente útil. Não dá para ignorar a pandemia, que está num ritmo e velocidade assustadores.

E a pandemia sem controle compromete a saúde e todos os outros setores…

Claro. Até por uma razão. Eu sempre digo, a economia pode ir mal nesse momento. Mas ela se recupera. A vida você não recupera. Vai embora e não volta. Dou sempre um exemplo. Quando assumi o governo, o PIB era negativo, em maio de 2016. Era menos 3,6%. Um ano e seis meses depois, em dezembro de 2017, estava em 1,3%. Portanto, a economia você recupera. Então eu acho que o grande combate, agora, é contra a pandemia. Essa sugestão modesta que faço poderia pacificar um pouco o País. Com isso feito, ele terá uma unidade e dará a sensação de pacificação. O pacto do unidos e vacinados pode produzir essa ideia de pacificação do País.

Pensa em procurar o presidente para apresentar essa ideia?

Veja bem, se ele me procurar, farei essa sugestão. Agora, não quero ser inoportuno. Não quero ser um ex-presidente que, a todo momento, está querendo meter a sua colher no governo. Eu não quero fazer isso. Se um dia for consultado, direi o que estou dizendo agora publicamente. E, com toda a franqueza, acho que é em benefício da governabilidade e do País.

Houve um fato novo na política com a decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações do ex-presidente Lula, o que o torna elegível para 2022. Como o sr. vê a possível entrada dele na corrida eleitoral?

Primeiro, confesso que não gostaria de falar de um tema que diz respeito a 2022 quando temos um 2021 gravíssimo. Eu acho que, neste momento, temos de cuidar 2021. E cuidar de 2021 é unir a todos e combater a pandemia. O segundo ponto, para responder um pouco lateralmente a pergunta, é evidente que, com o ex-presidente Lula elegível, a sensação que tenho é de que poderá vir a disputar a eleição. Agora, é muito cedo para saber qual é o quadro que vai se desenhar para 2022. E, veja bem, não é nem um quadro para o início de 2022. Primeiro, porque a campanha da eleição dura 45 dias. Então, é só no segundo semestre de 2022. Não podemos deixar que essas discussões contaminem negativamente essa unidade que é indispensável, agora, em 2021, para o combate ao coronavírus.

O sr. fala de unidade e muito se discute sobre a dificuldade do centro em produzir uma candidatura consensual. Não seria o caso dessa candidatura estar sendo discutida já? Inclusive dentro do seu partido, o MDB?

Não se deve discutir isso agora. Com muita franqueza, se pudesse dar uma sugestão, diria ‘vamos deixar essa conversa para depois’. Não pode antecipar esse calendário. Estamos em março de 2021. Falta um ano e meio para lançamento de candidaturas. E você sabe que em política as coisas às vezes mudam de uma semana para a outra. Então, como é que o MDB, que sempre foi um partido muito ponderado, muito equilibrado, dentro daquilo que costuma se chamar de centro, vai entrar, agora, numa discussão para saber quem é o candidato? Se vai ter candidato, se não vai ter candidato. Quem deverá apoiar. Isso tudo vai se definir lá para frente.

Depois de seis anos de quedas na taxa de juros, o Banco Central aumentou a Selic para 2,75%. E esse processo de redução dos juros foi um ponto importante durante seu governo. Quando o sr. entrou, a taxa era de 14,25% e caiu para 6,5% na sua saída. Como é ver agora a inversão desse processo sendo feita para tentar arrumar a economia?

Há uma constatação trivial. Isso é fruto da pandemia. Agora, o que acho é que o governo precisa fazer uma nova “Ponte para o Futuro” (proposta de governo lançada durante a administração Temer). Acho que isso é o que falta. Porque no nosso governo aplicamos esses preceitos da Ponte. Então, o governo precisa agora de um plano. E essa nova Ponte para o Futuro de 2021, se o presidente tomar essas providências que estou sugerindo, poderia ser uma espécie de ponte para a vida. Acho que seria extremamente útil. Agora, o aumento da taxa, volto a dizer, creio que é fruto desse mesmo sistema da pandemia que vem surpreendendo negativamente não só no Brasil, mas fora também.

O sr. acha que pagou uma conta política alta por ter assumido a Presidência em 2016, depois do impeachment de Dilma Rousseff? Além do processo político, na ocasião, a economia demandou medidas duras e seu candidato ao Planalto, o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez pouco mais de 1% nas eleições de 2018.

É provável que eu tenha pago uma conta política. Eu até conto um fato. Logo no começo do meu governo, numa reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, alguém se levantou e disse: ‘Presidente, aproveite a sua impopularidade e faça o que o Brasil precisa’. E foi o que eu fiz. Se eu estivesse de olhos postos na eleição próxima, não teria feito teto de gastos públicos. Que é fundamental para o País. Não tinha feito a modernização trabalhista. Não teria feito a reforma do ensino médio. Não teria reduzido a inflação, não teria reduzido os juros, não teria preservado o meio ambiente. Acho que o Meirelles, que é uma grande figura, foi uma das peças importantíssimas do nosso governo, ao lado de toda equipe econômica, deve ter sofrido as consequências eleitorais disso. Mas acho que ele não se incomoda com isso, como eu não me incomodei. Você sabe que havia até protesto contra o nosso governo. E protestos naturais. Quem perdeu o poder protestava. O que eu fazia era não protestar contra o protesto. Entendia que o protesto era uma coisa democrática. Eu toquei o País para frente. E veja o que, em dois anos e meio, nós pudemos fazer pelo País.

O sr. acha que o tempo fez bem para o seu governo?

Não tenha dúvida. Eu até imaginava que isso demoraria muito tempo, mas, curiosamente, já começou a acontecer no fim do governo. O reconhecimento, eu diria, veio a galope. Imaginei que o reconhecimento viria lá diante, mas, graças a Deus, vem vindo muito rapidamente.

Ao contrário de Bolsonaro, o sr. enfrentou duas vezes pedidos de abertura de processo de impeachment. Acredita que aqueles pedidos foram injustos?

Não só foram exagerados e políticos, como, judicialmente, estão sendo derrubados. O juiz de primeiro grau e de segundo grau estão derrubando aquelas acusações. Foram, praticamente, dois pedidos de impeachment. E o Congresso não aprovou. E não aprovou porque não havia povo na rua. Quando o Congresso votou essa matéria, eu até registrava, não havia um cidadão em frente ao Congresso. Aqui no Brasil, as pessoas têm ideia de que o presidente pode tudo e não pode. Quem governa é o Executivo com o Legislativo.

Na ocasião, o sr. tinha uma proposta de reforma da Previdência pronta para ser votada e a discussão do impeachment acabou com as chances disso passar…
Não só a reforma estava engatilhada, como estava com ela praticamente pronta para ser votada antes mesmo do fim do governo. Com maioria na Câmara e no Senado. Tanto é verdade que o presidente do atual governo tem reconhecido isso. Tem várias manifestações do presidente Bolsonaro dizendo ‘olha aqui, quem enfrentou e convenceu o Congresso e o povo foi o governo do Temer’. Isso aconteceu quando, no primeiro semestre de 2019, aprovou a reforma da Previdência. Mas eu deixei, pelo menos, um caminho asfaltado para o governo.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. SE BOLSONARO ADMITIR O ERRO COMO É QUE O GADO VAI DIZER: BOLSONARO ESTAVA CERTO? tem que negar mesmo até morrer todo mundo e o gado passando pano, morrendo mãe, irmão, filhos e o gado dizendo que está tudo ok.

  2. O conselheiro do Bozo agora é o amigo do Cunha, o senhor Michel Temer?
    kkkkkkkk
    Quero ver o que vai dizer agora os bovinos teleguiados pelo gabinete do ódio.
    Depois de Roberto Jefferson e Collor….
    kkkkkkkkkmmmmkkkkkkkk
    Acabou a CORRUPÇÃO!

  3. Missão impassível , reconhecimento do erro, para quem nunca errou, quem fez de sua vida um Campo de batalha e conflitos. O tempo para soluções dessa epidemia, já estar no ponteiro de ontem.
    Ź
    BOLSOBARO SUBIU NO TELHADO….
    .

    1. Deveria chamar o Luladrão e o terrorista do Zé Dirceu como conselheiros ?

  4. É impagável ver a petezada defender o "golpista" Temer, assim como também é muito curioso ver a formação de alianças esdrúxulas entre políticos e partidos que até poucos dias se atacavam e hoje estão todos unidos contra o "genicida", "nazista", "fascista", "ditador", "negacionista" e tantos outros adjetivos que inventam. Essa gente perdeu o senso do ridículo.

  5. E como vai ficar o discurso dos zumbis apoiadores de mau caráter apoiadores do presidente?
    Num pode acontecer isso daí não, talkey?

  6. Mais pia mesmo!!!!
    Michelzinho amiguinho de Henriquinho Alves.
    Querendo que o PR, ASSUMA ERROS.
    Vc assumiu os seus??
    O PT lhe acusa de golpe, e Fátima Bezerra de GOPI.
    Rssrs
    e aí dr??

  7. O pt volta em 2023 pra construir mais estádios de copa do mundo deixando os hospitais sucateados, essa é a ideia de alguns fanáticos pelo pt

  8. Os lacradores sempre passando vergonha. Bolsonaro se curvar para um corrupto comprovado , kkkkkkkkkkk. Além de mentir esse mordomo de filmes de terror já está gagá.

  9. A vida como ela é, onde os adoradores da corrupção logo destilam seu ódio a qualquer situação que tenha o nome de Bolsonaro.
    Nunca imaginei que a falta do desvio de recursos atingisse tanta gente.
    Não existe uma palavra que se possa aproveitar nas opiniões desses destiladores de ódio. Não Tem nada no sentido de uma solução. Não existe qualquer racionalidade, normalidade e veracidade nas delirantes opiniões dos idólatras de corruptos.
    Eles só demonstram ódio e não tem capacidade em propor qualquer solução a nada. São apenas coisas inúteis que vem ao blog aplaudir os ladrões e difamar qualquer um que lute pelo bem do Brasil.
    Uma minoria que só quer o poder, que vivem de criar mentiras e tem um só objetivo: "tudo para nós e migalha (bolsa esmola) para o povo".
    Nenhum desses destiladores de ódio é difamação fala em trabalho, produtividade, desenvolvimento, ordem e progresso, tudo é pelo poder e se alto beneficiar com a distribuição ilegal dos recursos públicos, enquanto ele durar, pois o destino será transformar o país numa Venezuela ou Cuba e nada mais!

  10. Quando o Presidente Lula assumir em 2023, ele começa a arrumar a casa.
    Até lá, vamos manter os cuidados.

    1. Quem???
      Não conheço.
      Vc num ta falando do cachaceiro ladrão de 19 dedos não né??
      Kkk
      Chupa tico de adauto.

    2. Arrumar a casa como, com MENSALÃO, com PETROLÃO, com entrega de REFINARIA brasileira para Bolívia, com remessa de BILHÕES para ditaturas socialistas, com gastos de BILHÕES em COPA DO MUNDO e OLIMPÍADAS enquanto a saúde estava um caos.
      A casa já estaria arrumada se esse dinheiro todo tivesse sido usado para construir HOSPITAIS, mas para o seu condenado por CORRUPÇÃO era um RETROCESSO deixar de fazer olimpíadas para construir HOSPITAIS.

  11. Tem jeito pro genocida não.
    Ele tá mais perdido do que filho de puta no dia dos pais.
    E o pior é olhar pro lado e ver o cabo "juruna" Mourão, outro tão idiota quanto ele, prá assumir o país !!
    No fundo, no fundo, ele sempre foi um inútil de vida pública e tá de gaiato no navio…quem tem mais culpa é a legião de asnos que o elegeu.

    1. Não acho que quem votou em Bolsonaro seja asno. Eu votei nele acreditando que, diferente do Haddad / Lulaladrao, ele seria liberal na economia e conservador na política e costumes, além de que iria aumentar o combate à corrupção e defender a prisão em segunda instância. Mas logo depois descobrimos que a família dele , começando por ele, tinha um esquema criminoso de rachadinhas e o governo dele se pautou a partir daí em tão somente defender a corrupção e apoiar a derrocada da lava jato e outras normas e instituições que combatiam a corrupção. Depois veio a pandemia e o inepto assumiu uma postura negacionista e de brincar com a vida da população tão somente pra ter o discurso mais populista e pensando na reeleição (coisa que ele prometia tentar acabar, inclusive). Então, por tudo isso, não acho que quem votou no MINTOmaníaco em 2018 fosse asno, mas já quanto aos que ainda apóiam tenho minhas dúvidas…

    2. Exato Manoel F, já LULADRAO e sua quadrilha nós já sabíamos quem era. Não votei no Zé lezin, mas acho que era a melhor opção frente ao bando dos PTralhas.

  12. Uma vez golpista, sempre golpista. Em Dilma, deu certo. Agora ta tentando derrubar outro governo.

  13. Esse crápula teve oportunidade de construir bons hospitais, pergunte quantos ele fez, aí quer dar um de estadista. Um inútil desse querendo ser conselheiro.

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Comprimido diário alcança resultado inédito contra o tipo de câncer que mais mata no Brasil

Antes e depois de três meses do tratamento com medicamento para câncer de pulmão — Foto: Divulgação

Um medicamento tomado em comprimido uma vez ao dia apresentou resultados inéditos no tratamento de um tipo específico de câncer de pulmão avançado. Após sete anos de acompanhamento, 55% dos pacientes que receberam lorlatinibe estavam vivos e sem progressão da doença, segundo pesquisa apresentada em reportagem do g1 publicada neste domingo (1º).

O remédio é indicado para pacientes cujo tumor apresenta uma alteração genética chamada rearranjo do gene ALK, encontrada em aproximadamente 3% a 7% dos casos do tipo mais comum de câncer de pulmão. A substância atua bloqueando a proteína responsável por estimular o crescimento das células tumorais.

O câncer de pulmão é o que mais provoca mortes por câncer no Brasil, entre homens e mulheres, segundo dados do Inca. Os resultados do lorlatinibe representam um avanço para pacientes com a alteração genética específica, mas não devem ser generalizados para todos os casos da doença.

Apesar dos resultados promissores, o tratamento não funciona para todos. No estudo, 45% dos pacientes não alcançaram o mesmo controle da doença. Além disso, foram registrados efeitos colaterais no sistema nervoso central em 52% dos participantes, enquanto 77% apresentaram eventos adversos graves.

Outro obstáculo é o custo. O tratamento pode chegar a R$ 37 mil por mês e ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). A incorporação foi analisada pela Conitec, mas não aprovada devido à relação entre custo e benefício para o sistema público.

Com informações de g1

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[VÍDEO] Vítima de afgamento é resgatada com vida na Praia do Forte, em Natal


Imagens: Via Certa Natal

Uma pessoa foi resgatada com vida após se afogar na Praia do Forte, na Zona Leste de Natal, na manhã deste domingo (1º). A ocorrência mobilizou uma lancha do Corpo de Bombeiros e o helicóptero Potiguar 01.

De acordo com informações preliminares do Via Certa Natal, a vítima estava nas proximidades das pedras. Uma embarcação dos Bombeiros que passava pelo local realizou o resgate. O helicóptero fez buscas na região, mas retornou à base após a confirmação de que a pessoa havia sido retirada da água.

Até a última atualização, não havia informações sobre a identidade da vítima nem sobre seu estado de saúde.

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Câmara dos Deputados paga espumante e cerveja para deputada do PT em viagem a Nova York

Foto: Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados reembolsou despesas com espumante e cerveja consumidos pela deputada federal Carol Dartora (PT-PR) durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos, em março deste ano. Os pagamentos foram feitos com recursos da cota parlamentar, embora as regras da Casa proíbam o ressarcimento de gastos com bebidas alcoólicas. A informação é da coluna do jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

Uma das notas fiscais, referente a uma conta de US$ 84 (R$ 453,84) no restaurante The Palm Bar & Grill, inclui três taças de espumante e uma sobremesa. Em outro comprovante, a Câmara reembolsou R$ 216,18 por uma refeição no Luke’s Lobster, que incluía um sanduíche de lagosta e uma cerveja artesanal.

Imagem: Reprodução/Metrópoles

Carol Dartora esteve nos Estados Unidos para participar da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

A assessoria da deputada afirmou que houve um “equívoco na conferência da documentação apresentada”. Segundo o gabinete, os comprovantes estavam em inglês, o que dificultou a identificação das bebidas alcoólicas. A equipe informou que adotará as providências administrativas para devolver integralmente os valores reembolsados.

Opinião dos leitores

  1. Eu não entendo pq todo esquerdista adora viajar para os Estados Unidos. Alguém me explica essa paixão?

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Moraes mantém suspensa lei da dosimetria há quase 6 meses e impede revisão de penas de Jair Bolsonaro e condenados do 8 de janeiro

Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal/Felipe Sampaio/STF

A lei que prevê a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, continua sem aplicação quase seis meses após sua aprovação pelo Congresso.

Relator das ações que questionam a norma, o ministro do STF Alexandre de Moraes mantém a legislação suspensa há 177 dias, sem decidir sobre sua constitucionalidade ou encaminhar o caso ao plenário.

A Lei 15.402 foi publicada em 8 de maio de 2026. Na mesma data, chegaram ao Supremo duas ações diretas de inconstitucionalidade, apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol-Rede. Moraes solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Presidência e do Congresso, que foram entregues entre maio e junho.

PGR defendeu aplicação da lei até julgamento sobre constitucionalidade

Os posicionamentos foram divergentes. A PGR defendeu a aplicação da lei até o julgamento definitivo, enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a manutenção da suspensão. Câmara e Senado defenderam a competência do Congresso para definir mudanças na legislação penal, e o Senado solicitou que o plenário revertesse a decisão individual de Moraes.

O que diz a lei da dosimetria

A norma altera o cálculo das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, impede a soma de punições em determinadas situações e prevê redução de um terço a dois terços para participantes de atos praticados em contexto de multidão, sem liderança ou financiamento. Também estabelece progressão de regime após o cumprimento de 16% da pena.

A suspensão impede que juízes revisem as condenações com base nas novas regras. Moraes justificou a medida pelo risco de decisões difíceis de reverter caso o STF declare a lei inconstitucional.

A legislação foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, mas o Congresso derrubou o veto em 30 de abril. Se entrar em vigor, a norma poderá beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.

Opinião dos leitores

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Campanhas eleitorais de 2026 gastaram mais de R$ 11 bilhões, aponta levantamento

Foto: Aurimar Silva/TRE-SP

As campanhas eleitorais de 2026 já registraram R$ 11,03 bilhões em despesas, segundo levantamento da CNN Brasil com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao gasto nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar: os candidatos têm até 3 de novembro para declarar despesas do primeiro turno e até 14 de novembro para informar os custos do segundo.

A maior parte dos recursos foi destinada a repasses financeiros entre candidatos e partidos, que somaram R$ 5,72 bilhões, cerca de 52% do total. Na sequência aparecem publicidade em materiais impressos (R$ 976 milhões), serviços de terceiros (R$ 795 milhões), mobilização de rua (R$ 662 milhões) e despesas com pessoal (R$ 538 milhões).

Facebook lidera recebimentos

Entre os gastos digitais, o Facebook, plataforma da Meta, liderou os recebimentos, com R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos de impulsionamento de campanhas. O valor representa um aumento de 272% em relação a 2022, quando a empresa recebeu R$ 129 milhões.

O levantamento também aponta R$ 488 milhões em impulsionamento de conteúdo, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos. Para especialistas ouvidos pela CNN, o crescimento das plataformas digitais reflete a mudança na forma de comunicação das campanhas com os eleitores.

A redução em relação a 2022 pode estar relacionada ao fato de 21 estados terem definido a eleição para governador no primeiro turno, evitando despesas com uma segunda etapa, segundo a advogada eleitoral Mariana Steinmetz.

As campanhas receberam recursos de diferentes fontes. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundão eleitoral, destinou R$ 4,91 bilhões aos partidos. Também foram registrados R$ 5,66 bilhões em repasses de partidos e candidatos, R$ 883 milhões em doações de pessoas físicas e R$ 175 milhões em recursos próprios.

Com informações de CNN Brasil

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“A vaidade é uma merda”, diz Janones sobre disputas por protagonismo na vitória de Lula


Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) usou as redes sociais neste sábado (31) para rebater os debates no campo progressista sobre a autoria e a relevância das contribuições para o resultado da eleição presidencial. Responsável pela mobilização do canal “Exército do Lula”, o parlamentar classificou as disputas de ego como fora de contexto diante do cenário político no Congresso Nacional.


“A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo”, publicou o deputado no X (antigo Twitter).

Em sua manifestação, Janones apontou que a prioridade deveria ser a articulação política contra a forte presença da oposição no Legislativo, e não a atribuição de créditos pelo resultado das urnas.

“Tem gente que parece não ter a MÍNIMA noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar”, completou o parlamentar.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tem que reconhecer. Essa “figura” desde meado da campanha, percebeu os erros do PT na condução das eleições e fez a correção de rota no 2⁰ turno nas redes sociais. Parabéns pela “visão”, que a coordenação do Flávio não teve.

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[VÍDEO] Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro nos EUA


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte-americano. A declaração foi dada a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.

Apesar de descartar a reunião, Trump prestou apoio ao parlamentar e voltou a contestar o resultado das urnas no Brasil. “Sem planos de encontrá-lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça”, declarou em entrevista ao pool de imprensa.

Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Governo norte-americano nega apoio na saída do Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída do senador do território brasileiro, embora tenha confirmado a permissão de ingresso no país.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.

O secretário esclareceu ainda que Flávio Bolsonaro recebeu autorização de entrada sob o regime de parole (liberdade condicional administrativa), por determinação de Trump ao setor alfandegário.

Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro, Trump não chancelou a declaração divulgada por Flávio em carta recente, na qual o parlamentar autodenominou-se presidente eleito.

Com informações do Metrópoles

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Com aval do PL e rejeição do Novo, 27 partidos confirmam legitimidade da reeleição de Lula


Foto: Ricardo Stuckert

O resultado da eleição presidencial teve o reconhecimento da ampla maioria dos partidos políticos com registro ativo no país. De acordo com levantamento que analisou 29 legendas, excluindo o partido do candidato eleito, 27 chancelaram o resultado oficial das urnas, enquanto uma sigla contestou o pleito e outra não se manifestou.

O reconhecimento formal do resultado eleitoral atesta a legitimidade do processo conduzido pela Justiça Eleitoral e não implica alinhamento político ou adesão às propostas do futuro governo. Entre as siglas que reconheceram o resultado está o próprio PL, legenda que disputou o segundo turno.

Contestação e Silêncio

Na contramão da maioria, o Partido Novo não reconheceu o resultado das urnas. A legenda criticou a condução do pleito e informou ter protocolado três ações judiciais questionando a chapa vencedora.

Já o Mobiliza foi a única agremiação que não emitiu qualquer posicionamento oficial até o fechamento do levantamento.

 

Tabela: Posição dos Partidos em Relação ao Resultado

Nº Partido Situação
1 Agir Reconheceu
2 Avante Reconheceu
3 Cidadania Reconheceu
4 Democracia Cristã (DC) Reconheceu
5 Democrata Reconheceu
6 MDB Reconheceu
7 Missão Reconheceu
8 Partido Comunista Brasileiro (PCB) Reconheceu
9 Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Reconheceu
10 Partido da Causa Operária (PCO) Reconheceu
11 PDT Reconheceu
12 PL Reconheceu
13 Podemos Reconheceu
14 Progressistas (PP) Reconheceu
15 Partido Renovação Democrática (PRD) Reconheceu
16 PRTB Reconheceu
17 PSB Reconheceu
18 PSD Reconheceu
19 PSDB Reconheceu
20 PSOL Reconheceu
21 PSTU Reconheceu
22 Partido Verde (PV) Reconheceu
23 Rede Sustentabilidade Reconheceu
24 Republicanos Reconheceu
25 Solidariedade Reconheceu
26 União Brasil Reconheceu
27 Unidade Popular (UP) Reconheceu
28 Novo Não reconheceu
29 Mobiliza Não se manifestou

Com informações do Metrópoles

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Geral

Suposto apoio a fuga de Flávio Bolsonaro agrava crise diplomática entre Brasil e Argentina


Foto: Ricardo Stuckert

A suspeita de que o governo da Argentina tenha prestado auxílio para facilitar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil agravou o desgaste nas relações entre os dois países. O episódio compromete ainda mais o diálogo bilateral e distancies as chances de uma retomada da normalidade diplomática.

Flávio Bolsonaro deixou o país após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. O parlamentar, que declarou não reconhecer o resultado da eleição, viajou rumo aos Estados Unidos em uma rota que incluiu escalas na Argentina e no Equador. O deslocamento teria contado com a assistência da Casa Branca e o suporte da Casa Rosada.

Na Argentina, a articulação é atribuída a Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente Javier Milei. O senador brasileiro viajou a bordo de uma aeronave da empresa argentina Baires Fly S.A., companhia atualmente investigada no país vizinho em um esquema que envolve a irmã do líder argentino.

Em resposta ao caso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, ministra-conselheira Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos oficiais ao Itamaraty.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Artistas do RJ se mobilizam por segundo turno em meio a impasse judicial sobre votos de Garotinho

Caso fosse realizado um segundo turno no RJ, a disputa ficaria entre o eleito em 1° turno, Douglas Ruas e Eduardo Paes. Foto: Ana Branco/ Agência GLOBO

Um grupo de artistas do Rio de Janeiro organiza um ato para contestar o resultado da eleição para o governo estadual e reivindicar a realização do segundo turno. Liderada por Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), a iniciativa será apresentada oficialmente em um encontro agendado para esta terça-feira (3), segundo informação divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A mobilização surge no centro de um imbróglio jurídico em torno da apuração dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O PSD, partido do candidato Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos 274.411 votos obtidos pelo ex-governador.

Garotinho disputou o pleito com a candidatura indeferida e com recurso pendente na Justiça Eleitoral, mas formalizou a desistência da ação após o término da votação. Paes classificou a atitude do ex-governador como uma manobra estratégica para favorecer seu adversário político.

Alteração nos votos válidos

A anulação dos votos de Garotinho alterou diretamente o resultado das urnas: o candidato Douglas Ruas (PL) subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, atingindo a maioria absoluta necessária para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

O PSD contesta o recálculo promovido pela Justiça Eleitoral e defende que o eleitorado volte às urnas para definir a eleição em um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

    1. Nao tem nada a ver com ser golpista. O TSE nao deveria ter deixado o garotinho ter disputado as eleicoes. Participou de debates, teve seu nome nas urnas e sua candidatura foi cancelada. Nao pode. Isso interferiu nas eleicoes.

    2. Tales se for procurar por quem não deveria ter disputado eleições, Lula deveria tá preso. Tiraram da cadeia e colocaram na cadeira de presidente. O TSE também não era pra ter permitido as manobras que Lula fez entre o primeiro e segundo turno. Até antecipar pagamento do bolsa família foi permitido.

    3. Thales, o que você acha disso? 👉🏿STF declara inconstitucional aumento de benefícios sociais no ano eleitoral de 2022
      Ministros derrubaram trechos da “Emenda dos Benefícios”, que permitiu ao governo Bolsonaro ampliar Auxílio Brasil e criar repasse a caminhoneiros e taxistas👈🏿 Esse ano teve um tal de bolsa família rolando por aí? Será que a justiça brasileira só funciona pra um lado?

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