Jornalismo

BOMBA MAIS MÉDICOS – reportagem reveladora Isto É, com áudios: “Cubanos eram escravos no Brasil”, vigiados e ameaçados

As atrocidades do Mais Médicos

Depoimentos, áudios e trocas de mensagens às quais ISTOÉ teve acesso revelam que médicos cubanos viviam quase como escravos no Brasil. Vigiados por agentes enviados por Havana, não podiam sair de um município a outro sem autorização mesmo nas folgas, eram assediados sexualmente e até extorquidos. Agora, quem não quer voltar à ilha sofre ameaças

Montagem sobre foto: Gerson Nascimento

Em 29 de novembro, a doutora Dayaimy González Valon, 38 anos, integrante do programa “Mais Médicos”, anunciou em transmissão ao vivo pelo youtube uma decisão, segundo ela, de caráter irrevogável: preferia permanecer no Brasil a regressar ao flagelo da ditadura cubana. “É uma decisão da qual não me arrependo”, desabafou ela, que havia desembarcado no Brasil no dia 12 de outubro de 2016, com destino ao município de Paranatinga, interior de Mato Grosso, em substituição a um colega. Nesses dois anos, além de atender aos moradores da cabeceira municipal, a médica viajou exaustivamente pela região para atender à população de cinco assentamentos rurais e duas comunidades indígenas.

Apenas vinte minutos após a declaração de ruptura, a médica recebeu a ligação do Coordenador Estadual da Brigada no estado de Mato Grosso, Dr. Leoncio Fuentes Correa. A conversa que começou amena rapidamente degenerou para o tom ameaçador. “Pense bem doutora, eu apenas sugiro (…) no final, se você ficar aqui, você sabe que não vai entrar em Cuba por oito anos. E você tem família em Cuba (…) e se algo acontecer com um de seus familiares, que tomara não aconteça, você não poderá entrar no país (…)”, afirmou. “Se você não entrar nesse voo (marcado para 7 de dezembro), eu te reportarei por abandono do posto. Quando eu preencher essa ficha, ela automaticamente vai para a imigração e em oito anos você não poderá ir a Cuba. Isso não tem retorno”, advertiu o coordenador numa ligação de sete minutos gravada pela médica, à qual ISTOÉ teve acesso.

Apesar de não ser uma norma escrita, os cubanos que saem do país enviados pelo governo para as chamadas “missões internacionalistas”, sejam médicos, esportistas ou maestros, e decidem abandonar os contratos laborais, são banidos e proibidos de voltar durante o período de oito anos. “O castigo é arbitrário e busca punir de maneira exemplar àqueles que ousam desobedecer. Nega o direito de entrar na nossa própria terra e o direito de conviver com nossos familiares”, lamenta a Dra. Nora Salvia, que saiu da Missão Bairro Adentro na Venezuela em 2014 e é uma das fundadoras do Grupo NoSomosDesertores, que pressiona pela suspensão da norma.

“Ele me ofendia, me humilhava e ameaçava me desligar. Depois, oferecia passagem para relaxar um pouco no hotel com ele”. (Médica, vítima de assédio sexual praticado por agente cubano).

Leôncio Fuentes é um dos 36 consultores internacionais contratados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), para o biênio 2018-2019. Todos, sem exceção, funcionários cubanos com cargos nas instituições de saúde em Cuba. Assim como também é cubano o representante da entidade regional no Brasil, Joaquin Molina, que, antes de ingressar na OPAS, em 1991, ocupara altos cargos no Ministério de Saúde da ilha caribenha. Travestidos de “consultores internacionais”, os funcionários cubanos compuseram e ainda compõem no Brasil – ao menos enquanto aqui estiverem – uma rede de vigilância montada pelo regime para exercer controle total sobre os profissionais enviados pela ilha – tratados por esses agentes cubanos quase como escravos desde que desembarcaram em solo brasileiro. Emails, mensagens e depoimentos obtidos por ISTOÉ lançam luz sobre a atuação desta rede de verdadeiros capatazes em Santa Catarina, Rio Grande Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Groso, Goiás e Pará. Era para esses “consultores” da OPAS que os médicos deviam informar sobre cada passo. Desde visitas familiares que receberiam de Cuba até meras saídas para outros municípios fora do horário do expediente. Os agentes cubanos controlavam para que a permanência dos parentes no Brasil não excedesse três meses, sob pena de o profissional ser desligado do programa Mais Médicos. Segundo o relato de uma médica cubana, para comprovar o retorno para Cuba do marido, foi exigido o envio do cartão do embarque. No caso de viagens para fora dos municípios de atuação, mesmo nas folgas, médicos relataram que deviam ter autorização do coordenador para se deslocar, informando o endereço onde ficariam. Caso contrário, eram punidos.

Controle autoritário

Médicos cubanos ouvidos por ISTOÉ que decidiram romper com o regime e ficar no Brasil denunciaram outras situações de autoritarismo, descaso, abuso de poder e até assédio sexual por parte dos coordenadores cubanos. “Ele me fez sofrer muito, me ofendia, me humilhava, me chamava de indisciplinada e ameaçava analisar meu caso e me desligar”, relata uma médica que foi vítima de assédio sexual do seu superior estadual durante um longo período. “Passei a gravar as conversas”, relata. O coordenador, segundo ela, “oferecia pagar a passagem” para a capital do estado, a mais de 380 km da região onde a médica exercia, para “relaxar um pouco no hotel com ele”. Aflita com a situação, a médica decidiu contar para uma colega em outro município, que confessou ter recebido os mesmos apelos e afagos do coordenador.

O cubano Alioski Ramirez Reyes rompeu com o regime em 2017. Ao finalizar o contrato de três anos no Mais Médicos, também optou por não voltar ao seu país. E vivenciou a pressão dos emissários de Havana. “Tive a amarga experiência de receber a senhora Amaylid Arteaga García (assessora estadual) na minha casa. Fez uma serie de denúncias e ameaças porque, supostamente, meu nome estaria na lista de 180 médicos que haviam entrado na Justiça do Brasil pelo direito de assinar um contrato individual no Programa Mais Médicos. Disseram que iam me colocar no primeiro avião para Cuba e que estavam avaliando invalidar meu diploma de medicina”, conta. “Eles ameaçam sempre de forma verbal, não deixam registros”, explica. Por não retornar para Cuba, Alioski foi expulso do Partido Comunista pela estrutura partidária montada pelos cubanos no Brasil.

Arrecadação

Quiçá o fato mais revelador de que os assessores da OPAS não passavam de comissários políticos comandados pelo regime foi o mecanismo estruturado nas 27 unidades federais do País para a arrecadação mensal de uma contribuição partidária. Não bastassem os 75% tungados dos respectivos salários, os médicos filiados ao Partido Comunista eram obrigados a entregar mensalmente no Brasil uma contribuição de R$ 24. O dinheiro era arrecadado em cada município e transferido para a conta do coordenador estadual, que por sua vez repassava os valores para a Coordenação Nacional em Brasília. Estima-se que, por essa via, os cubanos podem ter arrecadado no Brasil mais de R$ 1,7 milhão extra, em nome do Partido Comunista. Operado sob sigilo total, o esquema era de conhecimento geral dos médicos cubanos, mesmo entre aqueles não filiados ao partido.

Para falar do assunto, mantido a sete chaves, os coordenadores usavam códigos. O dinheiro era “Bola”, “Maçã” ou “Pinhata” e os militantes eram “peloteros”, termo usado em Cuba para designar “jogador de beisebol”, o esporte nacional. “Uma amiga do Partido me explicou o significado do código, que vi pela primeira vez em um e-mail enviado para todos os médicos. Também tivemos algumas reuniões de colaboradores em Porto Alegre e, no final, a coordenadora se reunia com seus “peloteros”, conta a Dra. Eva Maria Arzuaga Duanys, 44 anos, que mora em Barros Casal, Rio Grande do Sul.

Num grupo fechado de médicos no Facebook, a revolta com a decisão cubana de deixar o Mais Médicos extravasou e o sigilo partidário foi quebrado. Os cubanos protestavam pelo pouco tempo fornecido a eles para organizar o envio dos pertences para Cuba, pela falta de dinheiro para transportar eventualmente uma carga e a ausência de informações sobre o traslado. “Onde estão os nossos coordenadores? Para cobrar o dinheiro da contribuição do partido ligam pelo WhatsApp, mas para dar uma resposta que merecemos ninguém aparece”, escreveu uma médica.

Na conta de quem?

De 2013 a 2018, a OPAS contratou 120 desses consultores internacionais, conforme os Planos de Trabalho divulgados pela entidade desde 2014 e de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que analisou os primeiros desembolsos do governo federal em 2013. Além de apontar “obscuridade na relação” OPAS-Cuba, o TCU questionou a contratação de 20 assessores internacionais para os primeiros sete meses do programa, pelo salário de R$25.000 por mês. O TCU pediu esclarecimentos sobre o papel deles no projeto, sendo que o Mais Médicos já previa tutoria de profissionais brasileiros para os cubanos. O salário dos consultores estava incluído nos custos do Programa e era repassado pelo Ministério da Saúde à OPAS no montante para pagamento dos bolsistas, passagens, diárias, seguros e ajudas de custo para a instalação dos médicos nos municípios.

O BUNKER Sede da OPAS no Brasil abrigava conselheiros que atuavam aqui a serviço do regime cubano (Crédito:Divulgação/Kardel Producoes Fotograficas)

Sustentar a vigilância opressiva cubana teria custado aos cofres públicos R$ 52,1 milhões, transferidos à OPAS como pagamento de assessores. De acordo com médicos cubanos entrevistados, os coordenadores recebiam líquido R$ 11.800, o que indica que Cuba também aplicava confisco salarial aos seus homens de confiança. Até março deste ano, o Ministério da Saúde havia desembolsado mais de R$ 6,6 bilhões pela permanência dos cubanos no programa. Considerando que a entidade regional ficava com 5% do líquido dos recursos, a OPAS faturou pelo menos R$ 330 milhões em cinco anos de Mais Médicos.

Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos recebiam apenas R$ 2.976,26 dos R$ 11.800 referentes à bolsa paga pelo Mais Médicos. A retenção salarial pactuada entre o governo petista de Dilma Rousseff e o regime de Cuba foi possível graças ao mecanismo usado para a contratação dos cubanos.

De acordo com o 80º Termo de Cooperação Técnica assinado pelo PT, a entidade ficou responsável pelo fornecimento de profissionais de saúde para atendimento da população brasileira. Os cubanos chegaram então ao programa não através de contratos individuais com o Ministério da Saúde, mas como parte de um acordo de cooperação entre a OPAS e Cuba. Segundo o contrato, o governo brasileiro entregava à OPAS o valor total dos salários e das ajudas de custo, que são repassados integralmente para Cuba. O governo cubano se encarregava de fazer a remuneração dos médicos através de depósitos que saíam da Embaixada de Cuba em Brasília. Cuba ficava com a maior parte da ajuda de custo oferecida pelo programa para a instalação dos médicos participantes, além de embolsar 75% dos vencimentos dos médicos. O que sobrava do confisco constituía o “prêmio” por suportar aqui, em solo brasileiro, as atrocidades típicas do regime cubano perpetradas por agentes travestidos de consultores internacionais. Tudo pago com o nosso dinheiro.

Isto É

 

 

Opinião dos leitores

  1. E pensar que o PT, Lula e sua corja apoiam esse regime ditatorial e perverso. Fico imaginando o sofrimento dos cubanos com esses ditadores sanguessugas. Não perco as esperanças de um dia o povo cubano se livrar desses ratos imundos que dominam aquele país. Pena que Fidel Castro já tenha morrido e assim não parará por toda a ruindade que fez e faz ao povo cubano. Aqui pelo menos estamos vendo Lula apodrecer na cadeia.

  2. Não conheço um programa do governo petralhas pra não ter um propósito espúrios, são movidos pelo mal e acobertados por idiotários.

  3. Sinceramente não acredito nessa matéria.
    Conheci e acompanhei diversos médicos cubanos que trabalhavam nos municípios do RN e também através da SESAP em ações da atenção básica e nunca soubemos de nada nesse sentido.
    Estão querendo criar histórias.

    1. Nunca soube!?
      Nunca percebeu!?
      Nunca perguntou!?
      Perceba que o silêncio é uma exigência do programa, portanto, os médicos cubanos sabiam o que falar e não falar!

    2. Acho que o senhor não leu bem a matéria,que eles eram presionados e tinha que ficar calados por serem sempre ameaçados e ainda envolviam as famílias deles.

    3. Exatamente.
      Tudo mentira contra a Democracia Cubana. Querem envenenar o mundo contra a democracia e seu trabalho cooperativo pelo mundo.
      A verdade é essa. Sempre inventaram histórias sobre Cuba. Tudo mentir!!! Nunca, em tempo algum, nenhum Cubano sequer sonhou em deixar a Ilha Paraíso. Os relatos são de agentes americanos infiltrados para desestabilizar o Regime.
      O que acontece de fato é o acúmulo de filas intermináveis de Americanos e Europeus, querendo morar em Cuba, mas proibidos por seus países que mantém um sistema capitalista autoritário.
      #LulaLivre #LulaInocente #VivaoPT #CubaOasis #CubaDemocrática #OSitioNaoEdoLula #NemOTriplex #LulaDeus #CapitalismoECoisadoCapeta

  4. Qual a novidade? Quem não sabia disso? Ahhhh, os alienados comedores de mortadelas! Eles ainda não irão acreditar, pois acham que a Venezuela e Cuba são países maravilhosos, porém não querem ir morar lá…

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Brisa Bracchi tem vitória na Justiça contra Matheus Faustino; vereador ainda pode recorrer da decisão

A vereadora Brisa Bracchi (PT) obteve vitória na Justiça contra o vereador Matheus Faustino (União), condenado por divulgar informação falsa sobre uso de emenda parlamentar. Faustino ainda poder recorrer da decisão.

Sentença da 16ª Vara Cível de Natal, assinada pelo juiz André Luis de Medeiros Pereira, determina que Faustino apague as postagens e pague R$ 4 mil por danos morais à Brisa.

O caso envolve vídeo publicado em agosto, no qual Faustino afirmou que Brisa teria gasto R$ 50 mil com aluguel de mesas e cadeiras. No processo, a parlamentar comprovou que o valor total do empenho era global e que, no caso, foram utilizados R$ 5.222,60 em diferentes eventos.

Na decisão, o juiz apontou que houve distorção dos dados e que a crítica política não pode se basear em informação falsa. Segundo o magistrado, a atribuição integral dos R$ 50 mil à vereadora “não corresponde à realidade” e configura abuso de direito.

A defesa de Brisa sustentou que houve divulgação dolosa de informação inverídica, extrapolando o limite da crítica política. Em nota, a vereadora afirmou que a decisão reforça a veracidade de suas ações e criticou ataques recorrentes. Já o vereador ainda pode recorrer da condenação.

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Justiça condena vereador Matheus Faustino por fake news contra Brisa Bracchi

Juiz da 16ª Vara Cível da Comarca de Natal reconheceu que o vereador de extrema direita mentiu ao divulgar informação sobre emenda parlamentar. Decisão é mais uma vitória da vereadora no processo de perseguição movido pela extrema direita contra ela

O vereador Matheus Faustino (União) foi condenado pela Justiça estadual por publicar notícia falsa (fake news) contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). Ele terá que retirar todas as postagens relacionadas ao caso veiculadas em suas redes sociais e pagar indenização por danos morais no valor de R$ 4 mil. A decisão é do dia 17 de abril.

O caso representa mais uma vitória de Brisa Bracchi em meio ao processo de perseguição promovido por representantes da extrema direita do qual ela tem sido vítima.

O vídeo com a notícia falsa foi gravado em agosto, logo após pedido de abertura de processo de cassação do mandato de Brisa Bracchi; e visava promover o desgaste da petista. A notícia falsa faz parte de um conjunto de 94 ataques publicados por Matheus Faustino contra a vereadora no período de um ano.

A decisão refere-se a postagens feitas por Matheus Faustino nas quais ele afirmou que Brisa Bracchi teria usado R$ 50 mil de emendas para aluguel de mesas e cadeiras. A vereadora comprovou que a afirmação era uma mentira.

De acordo com os documentos apresentados à Justiça, na realidade, foram usados apenas R$ 5.222,60 e que esses recursos serviram a vários eventos. No processo, a defesa de Brisa alegou que “houve distorção dolosa das informações, com atribuição isolada e indevida do montante global do empenho à sua pessoa, extrapolando os limites do exercício regular da crítica política”.

Na decisão, o juiz André Luis de Medeiros Pereira, da 16ª Vara Cível da Comarca de Natal, chegou à conclusão que Brisa Bracchi falava a verdade e que Matheus Faustino divulgou uma mentira sobre o uso da emenda parlamentar.

Ele explicou que, da análise dos documentos apresentados, foi possível identificar que os R$ 50 mil correspondiam ao valor global; e que “as liquidações demonstram que o montante foi utilizado em diversos eventos, inclusive vinculados a outros vereadores, havendo apenas registros pontuais relacionados à autora (Brisa), com valores significativamente inferiores ao total empenhado”.

“Desse modo, evidencia-se que a imputação de que a autora teria destinado integralmente o valor de R$ 50.000,00 para determinada finalidade não corresponde à realidade fática demonstrada nos autos, tratando-se de narrativa que desconsidera o caráter global do empenho e a pluralidade de liquidações dele decorrentes”, disse o juiz, na decisão.

E acrescentou: “A crítica política é legítima e constitui elemento essencial do regime democrático, contudo não se confunde com a divulgação de informação fática inverídica ou distorcida, de modo que, ao atribuir à autora, de forma isolada, a destinação integral do montante global do empenho, o réu extrapolou os limites do exercício regular do direito de crítica, incidindo em abuso de direito, nos termos do art. 187 do Código Civil, o que configura ato ilícito à luz dos arts. 186 e 927 do mesmo diploma legal”.

Para Brisa Bracchi, a decisão vem mais uma vez confirmar que ela é alvo de um processo de perseguição promovido pela extrema direita. E que a Justiça mais uma vez vem reconhecer a responsabilidade do mandato com os recursos públicos. “Decisões como essa vêm mostrar que sempre falamos a verdade. Vamos seguir assim. Essa vitória só nos estimula a seguir trabalhando com seriedade e coragem, enfrentando aqueles que usam a mentira e não constroem nada para a sociedade”, afirmou.

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Romeu Zema ganha quase meio milhão de seguidores nas redes sociais em uma semana após embate público com Gilmar Mendes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A troca de críticas entre Gilmar Mendes e Romeu Zema impulsionou a presença digital do pré-candidato do Novo à Presidência da República. Segundo a consultoria Bites, Zema ganhou mais de 494 mil seguidores nas redes sociais em uma semana.

No mesmo período, outros pré-candidatos tiveram crescimento menor: Flávio Bolsonaro somou 114 mil seguidores, Luiz Inácio Lula da Silva ganhou 39 mil, Ronaldo Caiado teve 1.900, e Renan dos Santos cresceu 129 mil.

Mais relevante que o aumento de seguidores foi o engajamento. Zema alcançou 7,7 milhões de interações em posts no Facebook, Instagram e X. Lula registrou 3,9 milhões, seguido por Flávio Bolsonaro (3,7 milhões), Renan dos Santos (1,3 milhão) e Caiado (104 mil).

O embate começou após Zema publicar um vídeo com críticas ao STF, usando personagens que faziam referência a ministros da Corte. Em resposta, Gilmar Mendes pediu a inclusão do conteúdo no inquérito das fake news e a investigação do ex-governador, alegando ataque à imagem do tribunal.

Após a reação, Zema intensificou as críticas, publicando ao menos 14 vídeos na semana. O episódio ampliou sua visibilidade e reduziu a pressão interna para que fosse vice em uma eventual chapa.

Gilmar Mendes também deu entrevistas defendendo o STF e criticando o que chamou de ataques organizados à Corte. Em meio à repercussão, fez uma declaração considerada inadequada e depois pediu desculpas.

O caso ainda gerou reação política: o deputado Cabo Gilberto Silva apresentou pedido de impeachment contra o ministro.

Para a Bites, o episódio mostra que Zema conseguiu transformar um conflito institucional em ganho político e aumento de engajamento nas redes sociais.

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Lajes realiza Semana Alzira Soriano e reforça protagonismo feminino no RN

O Rio Grande do Norte é reconhecido nacionalmente pelo seu pioneirismo no protagonismo feminino. Foi aqui que o Estado registrou a primeira eleitora do Brasil e também a primeira prefeita eleita da América Latina: Alzira Soriano, que governou o município de Lajes.

É nesse contexto histórico que Lajes celebra a força das mulheres com a realização da Semana Alzira Soriano, uma programação especial que valoriza o legado de coragem, liderança e participação feminina na vida pública.

A programação acontece de 26 de abril a 2 de maio, reunindo ações culturais, esportivas, sociais e de entretenimento em diferentes pontos da cidade.

Programação

* 26/04 (domingo) – Alziras Rurais
Comunidade Mulungu | 16h

* 27/04 (segunda) – Alziras em Ação
Quadra Central | 8h às 11h

* 28/04 (terça) – Meet Mulheres que Inspiram
Quadra Central | 19h Participação da cantora e apresentadora Priscila Freire e Rose Câmara (SENAC)

* 29/04 (quarta) – Espetáculo Mulher e Poesia
Quadra Central | 18h

* 30/04 (quinta) – Final da Copa das Alziras
Quadra Central | 19h

* 01/05 (sexta) – 1ª Corrida das Alziras
Largada: Palácio Alzira Soriano | 17h

* 01/05 (sexta) – Praça Delas
Praça Central | 22h

Shows de Renata Falcão, Marina Elali e Tanda Macedo
* 02/05 (sábado) – Festa das Alziras

Praça Central | 22h
Show de Fernandinha, Tati Girl e a artista local Paula Patrícia

Para o prefeito Felipe Menezes, a Semana Alzira Soriano representa um momento de resgate histórico e afirmação de valores:

“Lajes tem um papel histórico no protagonismo feminino. Por isso, convido toda a população do Rio Grande do Norte a participar dessa semana tão especial. É um momento de celebrar, reconhecer e, acima de tudo, ‘Alzirar’ — viver a força, a coragem e o protagonismo que fazem parte da nossa história.”

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Delação do escândalo do INSS vira motivo de batalha entre PGR e PF no Supremo

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

As investigações do escândalo do INSS completam um ano, nesta semana, marcadas por uma disputa entre Polícia Federal e PGR sobre o controle das delações.

A procuradoria não reconhece negociações feitas isoladamente pela PF e deve pedir providências a André Mendonça, seguindo mesmo roteiro adotado na colaboração de Mauro Cid, quando a procuradoria chegou a atacar e desqualificar os depoimentos do delator.

No caso de Cid, a delação foi mantida pelo ministro Alexandre de Moraes, mesmo diante da contrariedade da Procuradoria.

No caso das colaborações do INSS, o ministro André Mendonça deve adotar critérios rigorosos para avaliar os depoimentos prestados, as provas de corroboração apresentadas e a efetividade dos fatos delatados para avaliar a concessão de benefício e a devida homologação.

Mendonça recebeu os anexos do acordo de Maurício Camisotti, empresário apontado como um dos cabeças do esquema no INSS, e despachou a papelada para o gabinete de Paulo Gonet, que analisará com lupa o que foi apresentado. Se não conseguir evitar a delação exclusivamente da PF, a PGR poderá pedir mais provas e detalhamentos ou novas diligências.

Veja

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Transporte público grátis aos domingos começa a valer em Natal com reforço na frota

Foto: Heilysmar Lima

A gratuidade no transporte público aos domingos começa a valer neste fim de semana em Natal, a partir deste domingo (26). O benefício é exclusivo para usuários que utilizam o cartão de transporte. Quem pagar em dinheiro continuará sendo tarifado normalmente.

Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), a operação contará com reforço no sistema, incluindo aumento de 50% no número de viagens, ampliação de 24% da frota e redução de 38% no tempo de espera.

Mudanças operacionais

Entre as principais alterações estão:

  • Retorno de linhas ligando o bairro Nossa Senhora da Apresentação ao Norte Shopping
  • Criação de linha exclusiva no trecho Redinha–Igapó (Av. João Medeiros Filho)
  • Retomada de linha em Candelária com reforço nos horários de pico
  • Inclusão de atendimento ao Parque das Dunas
  • Reforço de linhas para praias, shoppings e áreas de lazer

A operação também prevê integrações entre linhas para facilitar o acesso a diferentes regiões da cidade.

Novas linhas criadas

  • 582 – Mirassol / Nova Descoberta / Lagoa Nova (via Midway Mall)
  • 583 – Mirassol / Candelária
  • 584 – Pirangi / Mirassol (via BR-101)

Além disso, a linha 600 passa a operar aos domingos e a linha 309 reforça a ligação entre Igapó e a praia da Redinha

Integrações e ajustes

Algumas linhas passam a ter novos pontos de retorno, como Midway Mall, Natal Shopping e Nordestão Santa Catarina, com possibilidade de integração para outros destinos, incluindo Av. Hermes da Fonseca e Cidade Alta.

Importante

  • A gratuidade vale apenas para linhas municipais de Natal
  • Linhas intermunicipais não fazem parte do programa, mesmo usando o mesmo sistema de bilhetagem

Cartão de transporte

O cartão pode ser emitido gratuitamente pelo aplicativo NuBus ou em postos de atendimento. A entrega em casa tem custo, mas a retirada presencial é imediata.

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PARANÁ PESQUISAS: Flávio tem 47% contra 40,5% de Lula entre eleitores do RJ

Imagem: reprodução/Paraná Pesquisas

Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado neste sábado (25) indica que o senador Flávio Bolsonaro venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno entre eleitores do Rio de Janeiro. Flávio aparece com 47% das intenções de voto, contra 40,5% de Lula.

O levantamento ouviu 1.680 eleitores em 63 municípios do estado entre os dias 21 e 23 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01920/2026 e teve custo de R$ 45 mil, pago com recursos próprios do instituto.

Opinião dos leitores

  1. Esse LULADRAO ainda tem isso tudinho, kkkkk
    São muitos os criminosos e idiotas que ainda apoiam o larápio de nove dedos.

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TAXA DAS BLUSINHAS: receita dos Correios com encomendas internacionais cai de 22% para 8%

Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União — Foto: Jornal Nacional/ ReproduçãoTesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A participação das receitas com encomendas internacionais nas contas dos Correios caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025, segundo demonstrações financeiras publicadas no Diário Oficial da União.

A queda está ligada ao programa Remessa Conforme, do Ministério da Fazenda, que encerrou o monopólio da estatal na distribuição de encomendas internacionais e abriu o mercado para outras empresas.

Em 2024, a receita com esse segmento foi de R$ 3,9 bilhões, já com redução de R$ 530 milhões em relação a 2023. Em 2025, o valor caiu para R$ 1,3 bilhão — uma queda de R$ 2,6 bilhões em um ano.

Segundo documento da empresa, a perda de participação no mercado evidenciou a falta de adaptação ao novo cenário após as mudanças regulatórias.

Redução de transporte de encomendas

Um relatório interno aponta que o volume de encomendas internacionais caiu cerca de 110 milhões de objetos nos nove primeiros meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

Foram 149 milhões de pacotes transportados até setembro de 2024, contra 41 milhões no mesmo intervalo de 2025.

Com o avanço dos marketplaces internacionais, a receita desse segmento, que já representou quase 25% do faturamento, hoje corresponde a cerca de 8,8%.

Em julho de 2024, a empresa transportou 21 milhões de pacotes e faturou R$ 449 milhões. Em setembro de 2025, foram 3 milhões de encomendas e R$ 87 milhões — o menor volume em 23 meses.

Tráfego Postal Internacional — Foto: Reprodução/ Correios
Tráfego Postal Internacional — Foto: Reprodução/ Correios

Ciclo vicioso de prejuízo

A queda nas receitas contribuiu para um “ciclo vicioso de prejuízos”, segundo a própria estatal.

De acordo com o documento, a perda de clientes e a baixa qualidade operacional reduziram a geração de caixa, dificultando o cumprimento de obrigações.

A empresa também aponta que negociações com grandes clientes, responsáveis por mais de 50% da receita, ficaram mais sensíveis, comprometendo resultados e ampliando os prejuízos.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. Além da queda o coice. Já não basta a quadrilha de PTralhas está dilapidando a estatal, ainda tem mais essa ” ajudinha” de LULADRAO. Eita criminoso perigoso, esse nome dedos.

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Aneel anuncia bandeira amarela para maio e conta de luz ficará mais cara

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária em maio será amarela. Com isso, haverá cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo a agência, a mudança ocorre devido à redução das chuvas, o que diminui a geração de energia pelas hidrelétricas. Com menor volume de água nos reservatórios, aumenta o uso de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

De janeiro a abril, a bandeira permaneceu verde, sem cobrança extra na conta de luz.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica o custo real da geração de energia no país, levando em conta fatores como nível dos reservatórios, uso de fontes renováveis e acionamento de usinas mais caras. Quando a produção fica mais onerosa, há cobrança adicional ao consumidor.

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkk,isso lá é novidade,todos os dias os brasileiros estão escutando isso ,VAI AUMENTAR PREÇO ,LIBERADO REAJUSTE ,VAI SUBIR OS IMPOSTOS,o brasileiro já se acostumou nesse DESGOVERNO DO PT.

  2. Kkkkkkkk,isso lá é novidade,todos os dias os brasileiros estão escutando isso ,VAI AUMENTAR PREÇO ,LIBERADO REAJUSTE DE PREÇOS,VAI AUMENTAR OS IMPOSTOS,o brasileiro já se acostumou nesse DESGOVERNO DO PT.

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Relatório aponta que gestão Alysson Bezarra pode ter “maquiado” gastos com pessoal em Mossoró


Foto: Adriano Abreu

Uma análise técnica identificou indícios de possível maquiagem contábil nas despesas com pessoal da gestão do ex-prefeito Alysson Bezerra, em Mossoró, especialmente em 2023 e 2024. O relatório, da Integrativa Assessoria e Formações Ltda., aponta possível subavaliação da Despesa Total com Pessoal (DTP), o que pode violar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo reportagem do jornal O Mossoroense, publicada neste sábado (25).

O foco está na rubrica “Outras Despesas de Pessoal Decorrentes de Terceirização”, que chegou a R$ 24,3 milhões em 2022, mas passou a registrar valor zero a partir de 2023, sem justificativa.

Segundo a análise, pode ter havido reclassificação dessas despesas para outras categorias, reduzindo artificialmente os índices de gasto com pessoal e distorcendo a situação fiscal.

A prática, se confirmada, pode violar dispositivos da LRF e da Lei nº 4.320/1964, que exigem correta contabilização e transparência.

O estudo se baseia em dados oficiais, Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) e documentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), e aponta possível irregularidade no período de 2021 a 2024.

Com informações de O Mossoroense

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