Saúde

Brasil já tem 73% dos serviços públicos de saúde sob gestão privada, segundo o IBGE

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Empresas privadas com ou sem fins lucrativos já são responsáveis por 73% dos 3.013 serviços públicos de saúde, como hospitais e unidades básicas, presentes nos 5.570 municípios brasileiros.

A grande maioria (58%) está sob gestão de OS (Organizações Sociais), entidades sem fins lucrativos, e 15% nas mãos de empresas privadas, por meio de modelos como as PPP (Parcerias Público-Privadas), mencionadas em decreto revogado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na semana que passou.

Os dados são da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais, divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano passado.

Em municípios com mais 500 mil habitantes, a gestão da saúde é realizada majoritariamente por organizações sociais (83,3%), criadas por lei federal há 22 anos. Em 2015, duas decisões do Supremo Tribunal Federal entenderam que estas são constitucionalmente permitidas e não afrontam os princípios do SUS.

Hoje as OS estão presentes em 24 dos 26 estados brasileiros. Administram a atenção básica, ambulatórios e hospitais. Em São Paulo, são 26 OS que, juntas, recebem cerca de R$ 6 bilhões por ano. Só no município de São Paulo, em 2019, elas consumiram 38% da fatia do orçamento da saúde —4,3 bilhões de 11,4 bilhões. A atenção primária ficou com R$ 3,8 bilhões.

As PPP na saúde são mais recentes e ainda mais restritas a hospitais. A primeira delas data de 2010, com a construção do Hospital do Subúrbio, em Salvador (BA), na gestão do então governador Jacques Wagner (PT), hoje senador.

Em Belo Horizonte (MG), 40 centros de saúde estão sendo construídos por de uma PPP entre a prefeitura e a Concessionária Saúde BH, ligada à OEC (Odebrecht Engenharia & Construção). O investimento é de R$ 215 milhões, e a concessão tem prazo de 20 anos.

A empresa será responsável pela prestação de serviços não assistenciais, como limpeza, manutenção predial, segurança. A assistência segue a cargo da prefeitura.

O modelo de PPP prevê que a empresa parceira explore os serviços administrativos do hospital, tais como limpeza, segurança e lavanderia.

No estado de São Paulo, o primeiro hospital construído por meio do modelo de PPP é o Hospital Regional de Sorocaba, inaugurado há dois anos.

Os serviços assistenciais, como consultas, cirurgias e outros atendimentos, ficam a cargo de uma OS, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), uma das maiores do país.

Segundo o advogado sanitarista Daniel Dourado, pesquisador do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da USP, nesse modelo de PPP vigente na saúde, a concessão administrativa, a empresa não pode cobrar do usuário. Ela é financiada pelo poder público para prestar o serviço.

O lucro vem de outros serviços explorados, como os de logística, restaurantes e estacionamento. Ou mesmo de eventuais ganhos obtidos por meio de mais eficiência.

No caso das OS, se houver sobra de caixa, a prefeitura abate do valor no repasse do mês seguinte. Já nas PPP, o lucro fica com a empresa.

Para Dourado, o decreto não deixou claro como as empresas teriam lucro numa eventual PPP na atenção primária. “É um serviço que não é autossustentável, não tem margem [de lucro]. Pelo contrário, precisa de mais recursos.” Segundo ele, toda a confusão pode ter sido um balão de ensaio para algo.

“Foi tudo muito esquisito. Primeiro por nem ter tido participação do Ministério da Saúde, segundo por estar no PPI, que é um programa de privatização. A questão é que privatização da saúde pública não tem como, seria inconstitucional.”

Terceirização da gestão do SUS

Dos 3.013 estabelecimentos de saúde sob responsabilidade municipal: 

– 58,3% são gerenciados por organizações sociais;

– 15% por empresas privadas;

– 11% por consórcios públicos;

– 9,4% por fundações;

– 72,4% estão no Sudeste, sobretudo no estado de SP.

Nos municípios com até 5.000 habitantes, 65% dos serviços de saúde são administrados por consórcios públicos.

Nos municípios com população acima de 500 mil habitantes, 83% são geridos por organizações sociais.

Na opinião do professor Mario Scheffer, do departamento de saúde preventiva da USP, o decreto não pareceu visar itens de negócios já previstos no modelo das OS ou das PPP.

“Podem ser novos negócios do setor privado, como telemedicina e teleconsulta, tecnologia da informação.”

Ele lembra que como as OS hoje dominam a gestão da saúde pública no Brasil, qualquer novo ator nesse cenário terá que envolver parcerias com essas organizações.

Para os municípios que enfrentam grave crise financeira, a grande vantagem do modelo das OS é a terceirização da contratação de pessoal. Eles se livram de contabilizar os gastos com pessoal, driblando assim, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe que as cidades de gastar mais do que 60% do que arrecadam com recursos humanos.

Levantamento da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) aponta que 70% dos municípios terceirizam a mão de obra, embora a Constituição determine que as vagas sejam preenchidas por concurso público. Desse total, apenas 10% registram esse gasto como despesa pessoal.

No município de São Paulo, 25 OS são responsáveis por 65% dos recursos humanos da saúde. Dos 13 mil médicos da rede municipal, 9.000 são contratados por meio de OS.

Para Scheffer, a questão crucial envolvendo as OS hoje é que, embora movimentem bilhões em verbas públicas, não conseguem resolver os problemas cruciais da saúde pública, como a falta de médicos, as filas de espera e as disparidades nos indicadores.

“São Paulo tem 60 mil médicos. Como pode elas não conseguirem contratar médicos? A rotatividade é imensa. O médico fica dois, três meses e já sai. Como se mantém uma atenção primária eficiente dessa forma?”, questiona.

Em São Paulo, o tempo de espera para uma consulta em oftalmologia pediátrica chega a três anos. Para um otorrino, dois anos, o mesmo tempo para agendar uma cirurgia vascular ou no ombro.

Os indicadores de saúde também mostram discrepâncias regionais. Por exemplo, as mortes por diabetes, cujo manejo é de responsabilidade da atenção primária, variam de 8/100 mil habitantes em Santa Cecília (centro de SP) para 30/ cem mil na região de Parelheiros (extremo sul).

Além disso, muitas OS no país estão sob a mira de operações policiais e de CPIs por fraudes nas contratações e desvio de dinheiro público.

Na Operação Raio-X, a Polícia Civil de São Paulo cumpriu ao menos 66 mandados de prisão e 275 de busca de apreensão em cinco estados (Paraná, São Paulo, Pará, Minas e Mato Grosso do Sul). O esquema de corrupção envolve agentes públicos, empresários e profissionais liberais.

“É um volume muito grande de contratos. Aumentou muito a rede sob responsabilidade das OS e não foi desenvolvido um mecanismo de controle”, diz Scheffer.

Atualmente, está em curso na Assembleia Legislativa de SP uma CPI, das Quarteirizações, espécie de segunda fase de outra CPI de 2018. A ideia é aprofundar as investigações de subcontratos firmados pelas OS com prestadores de serviços, com termos vagos e pouca transparência.

O deputado Edmir Chedid, que preside a atual CPI, entende que, aos 22 anos da lei, novas demandas surgiram, e a legislação precisa acompanhar as transformações. “Sob o risco de, daqui algum tempo, chegarmos ao extremo do Rio, que resolveu banir as OS.”

Em 2018, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) chegou a publicar uma resolução determinando que todas as OS contratadas pelo estado e pelas prefeituras paulistas abrissem seus dados para consulta pública. Informações sobre salários, contratos com o poder público e com prestadores, entre outros.

“Passados dois anos, pouca coisa mudou. A maioria das OS não aceita a ter que prestar contas de seus atos à sociedade, embora sejam mantidas com dinheiro público.”

No Rio, das dez OS que atuam no município, oito são investigadas por corrupção. Uma lei estadual prevê a extinção do modelo a partir de 2024. Uma comissão da Assembleia Legislativa quer antecipar o fim para até 2022.

Para o médico sanitarista Renilson Rehem de Sousa, presidente do Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde), que representa 20 das maiores OS brasileiras, surgiram instituições criminosas disfarçadas de OS.

Segundo ele, gestores públicos respondem pelo processo de qualificação e as escolhas. “Não dá para responsabilizar o modelo de OS pela corrupção. Corrupto é o gestor.”

Para Sousa, o poder público deve melhorar mecanismos de controle. “Ele tem o dever de construir parcerias com organizações sérias e responsáveis, firmar contratos de gestão claros e transparentes, monitorar o trabalho executado e estabelecer as metas assistenciais e de qualidade.”

Entenda as diferenças entre modelos de gestão no SUS:

OS (Organizações Sociais) – Entidades privadas, sem fins lucrativos, contratadas para administrar hospitais e unidade de saúde. Administram profissionais e executam as políticas públicas de saúde conforme as metas assistenciais estabelecidas nos contratos de gestão.

PPP (Parcerias Público-Privadas) – Contratos administrativos entre o poder público e empresas privadas para criação de um serviço de saúde, manutenção e prestação de serviços. O poder público complementa a receita da empresa e ela pode explorar outros serviços que dão lucro. Não há cobrança do usuário.

Privatização – O governo vende ativos para a iniciativa privada, e os bens deixam de ter caráter público. Não existe essa modalidade no SUS.

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. Vão questionar o IBGE! 73% são privatizado,ex as ubs encaminhar você com a guia medica direto pras clínicas particulares pago com dinheiro do próprio contribuinte.

  2. Tem que privatizar mesmo , fui no Posto de Saúde de Nova Descoberta as 15:55 entrei para Vacinar essa semana e não vacinaram pq só vacinavam até as 16hs .

    1. Tem que privatizar né "cidadau" pra tu ter que ter plano de saúde, pagar pela vacina e pagar a consulta né mané. Sim, e o estacionamento TB. Kkkkk

    2. Daí vc já percebe o "nível" do "cidadão". Quer privatizar pq não podia esperar 5min pra tomar vacina…????????????
      Quando privatizar, NÃO tem volta, mané…tu vai pagar até pra entrar…
      ????????????

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Política

VÍDEO: [ANÁLISE] Malu Gaspar: STF perde força, desconfia de Lula e crise expõe tensão em Brasília

Imagens: Reprodução/GloboNews

A jornalista Malu Gaspar, da GloboNews, afirmou que o STF vive uma crise interna e já não teria força para resolver impasses do governo como fazia antes. Segundo ela, há desconfiança dentro da Corte em relação ao presidente Lula.

A avaliação é de que a investigação que alcançou o ministro Dias Toffoli, com relatório sobre indícios de suspeição envolvendo relação com o banqueiro Vorcaro, não teria avançado sem autorização do presidente.

De acordo com a jornalista, um dos pontos que agravaram o cenário foi a troca de relator nos casos envolvendo o Master e o INSS. Hoje, quem relata é o ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ela afirmou que isso teria gerado desconforto no Congresso e em Brasília, inclusive em meio a relatos de que Mendonça teria sido boicotado politicamente por Davi Alcolumbre.

Malu Gaspar também comentou a votação na CPI envolvendo o Master. Segundo ela, havia um acordo entre Alcolumbre, o Centrão e a base do governo para barrar determinados requerimentos, tanto ligados ao chamado “Lulinha” quanto a um assessor de Alcolumbre citado como tendo relação com o chamado “careca do INSS”.

Ela disse que a derrota do governo em uma das votações teria sido vista como surpresa e atribuída, por interlocutores no Senado, a excesso de confiança.

Por fim, a análise destaca que Alcolumbre teria três decisões centrais nas mãos: encaminhar a indicação de Jorge Messias ao STF, tratar de um possível acordo envolvendo dosimetria e a CPI do Master e decidir sobre eventual autorização de quebra de sigilo do “Lulinha”.

Segundo a jornalista, qualquer decisão pode gerar judicialização. Ela também afirmou que, em Brasília, há a percepção de que o presidente manda na Polícia Federal — independentemente de isso ocorrer na prática, o que importa, segundo a análise, é como a situação é interpretada politicamente.

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Política

Lula chama vaias a Dilma na Copa de 2014 de “grosseria” e diz que país precisa “se redimir”

Foto: Divulgação

O presidente Lula (PT) criticou, nesta quinta-feira (26), as vaias recebidas por Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014. Em discurso no Palácio do Planalto, Lula classificou o episódio como “um momento muito delicado” e afirmou que o país precisa “se redimir” do que aconteceu naquele torneio.

Segundo ele, as vaias foram “uma grosseria” e representaram desrespeito à então presidente da República. “As pessoas trataram a presidenta com desrespeito”, declarou, ao dizer que jamais imaginou ver aquele tratamento durante uma festa organizada pelo Brasil.

Lula também rebateu denúncias de corrupção associadas à Copa de 2014. Afirmou que o Tribunal de Contas acompanhou as obras em 12 estados e concluiu que “não houve corrupção”. Para o presidente, o que foi passado à sociedade foi “uma mentira” que contaminou o clima do torneio.

Sobre o resultado da seleção brasileira, derrotada pela Alemanha na semifinal, Lula fez um comentário irônico. Disse que a única indicação daquele “banho” foi que, se a Alemanha quisesse jogar “certo”, teria feito “mais 3 ou 4 gols”.

Opinião dos leitores

  1. Quem deve desculpas e nos devolver a dignidade é esse senhor e sua Trupe de desonestos e corruptos onde Ele, já restou provado é o chefe, tá na hora de vc tomar vergonha na cara e se recolher ao Ostracismo e curtir a nada justa aposentadoria junto a sua família e deixar as outras famílias viver com o pouco de dignidade que ainda nos resta,seu canalha

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Polícia

CASO ITUMBIARA: Polícia conclui inquérito e confirma duplo homicídio seguido de suicídio

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás concluiu nesta quinta-feira (26) o inquérito sobre a morte do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, e dos dois filhos, de 12 e 8 anos. A investigação confirmou que o caso é tratado como duplo homicídio seguido de suicídio.

Os detalhes serão apresentados em coletiva nesta sexta-feira (27), pelo delegado Felipe Soares Sala, do Grupo de Investigação de Homicídios do município, com participação da Superintendência de Polícia Técnico-Científica.

O crime ocorreu na madrugada de 12 de fevereiro, dentro de um apartamento no Condomínio Paraíso, em Itumbiara (GO). Segundo a apuração, as crianças foram baleadas pelo próprio pai. Miguel Araújo Machado, de 12 anos, morreu ainda na madrugada. Benício Araújo Machado, de 8, passou por cirurgia no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, ficou internado em estado gravíssimo e morreu no dia seguinte, 13 de fevereiro.

Thales Machado era secretário de Governo desde 2021 e genro do prefeito Dione Araújo (União). Em carta póstuma publicada na internet, pediu desculpas a familiares e amigos, relatou dificuldades no casamento e afirmou ter descoberto uma suposta traição. A mãe das crianças estava em viagem a São Paulo no momento do crime.

As duas crianças foram veladas na casa do avô materno, que é prefeito da cidade. Thales era figura conhecida na política local e era apontado como possível candidato a deputado nas eleições deste ano, com apoio do sogro.

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Política

PRESSÃO NA PGR: 47 deputados pedem prisão preventiva de Lulinha por suposto caso no INSS

Foto: Reprodução

Quarenta e sete deputados federais protocolaram nesta quinta-feira (26) uma representação na PGR pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

O pedido cita suposta participação no escândalo do INSS e foi apresentado pela deputada Rosangela Moro, com apoio de parlamentares de PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil.

No documento, os deputados solicitam abertura de investigação formal, decretação de prisão preventiva, inclusão do nome em difusão vermelha da Interpol e início de processo de extradição junto ao governo da Espanha.

Também pedem cancelamento do passaporte e uso de tornozeleira eletrônica caso ele retorne ao Brasil, além de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático e bloqueio de bens.

A representação sustenta que Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro de um esquema de fraudes no INSS.

Segundo o texto protocolado, ele teria recebido cerca de R$ 300 mil mensais para “viabilizar e proteger interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”, com base em relatórios fazendários e depoimentos colhidos no fim de 2025.

Outro ponto citado é a mudança de residência para Madri, na Espanha, em 2025. Para os autores da peça, a permanência no exterior pode dificultar eventual cumprimento de decisões judiciais e representar risco à aplicação da lei penal.

Até o momento, Lulinha não se manifestou publicamente sobre o conteúdo da representação. Caberá ao MPF analisar se há elementos para instaurar investigação ou adotar as medidas solicitadas.

Opinião dos leitores

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Política

VÍDEO: Governistas tentam barrar quebra de sigilo de Lulinha após decisão da CPMI do INSS

Imagens: Reprodução/Metrópoles

Parlamentares governistas anunciaram que vão pedir a anulação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. A decisão foi aprovada nesta quinta-feira (26) pela CPMI que investiga fraudes no INSS.

A quebra de sigilo permite que a comissão tenha acesso a movimentações bancárias e dados fiscais do filho do presidente Lula. Logo após a votação, aliados do governo confirmaram, em entrevista coletiva, que vão tentar reverter a medida.

Segundo o Metrópoles, Lulinha teria recebido cerca de R$ 300 mil por mês de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A informação consta em depoimento de uma testemunha ouvido pela Polícia Federal.

O relato foi encaminhado posteriormente à CPMI no Congresso Nacional. A iniciativa partiu de Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirma ser alvo de perseguição por parte do ex-empregador.

Opinião dos leitores

  1. Estão se mijando de medo, porque esses bandidos tem medo de investigação, não são tudo “santinhos”.

  2. 👉🏿👉🏿👉🏿👉🏿Decisão de Mendonça quebrou sigilo de Lulinha e pegou Planalto de surpresa. E agora??????????????????

  3. AGORA ROGÉRIO CORREIA VAI, DE NOVO, USAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA PRODUZIR UMA FOTO COM 14 PESSOAS 👺👺👺 EU NÃO SABIA QUE 31 ÷ 2 = 14🫏🫏🫏🫏

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Política

VÍDEO: Petista admite soco em deputado do NOVO e diz que foi “sem querer” na CPMI

O deputado Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter atingido o deputado Luiz Lima (Novo) durante sessão da CPMI do INSS. Segundo o próprio parlamentar, o soco no rosto do colega aconteceu “sem querer”, em meio à confusão registrada no plenário.

Em pronunciamento oficial, o petista pediu desculpas pelo ocorrido. Ele afirmou que não teve a intenção de ferir o deputado do Novo e que o contato físico teria sido acidental, ocorrido durante uma reação no tumulto.

O episódio aconteceu durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS — colegiado formado por deputados e senadores para investigar fatos relacionados ao órgão. A sessão foi marcada por tensão e bate-boca entre parlamentares.

A declaração do deputado mineiro confirma o contato físico e coloca o caso no centro do debate político em Brasília. Até o momento, ele sustenta que não houve intenção de agressão, apenas um ato involuntário em meio à confusão.

Opinião dos leitores

  1. Até o BBB que é um programa de entretenimento agressão é motivo de expulsão. Mas no nosso circo não.

  2. Procura-se urgente um esquerdista na CPMI do INSS, hoje, na parte da tarde 🤿🔦📡🔬🔭👓🔎🔎🔎🔎🔎🔎🔎🔎🪬🪬

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Política

Decisão de Mendonça quebrou sigilo de Lulinha e pegou Planalto de surpresa

Foto: Reprodução

A decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, caiu como bomba no Palácio do Planalto. Auxiliares e aliados do presidente Lula afirmam que foram pegos de surpresa com o despacho, que está sob sigilo.

Relator do inquérito sobre a chamada “Farra do INSS” no STF, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Segundo fontes da Corte, a autorização foi concedida em janeiro de 2026, antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar medida semelhante.

Após a divulgação da decisão pela imprensa, interlocutores de Lula procuraram integrantes da PF e, inicialmente, ouviram que a corporação não tinha conhecimento da autorização. Depois, ao buscar informações no próprio STF, foram informados de que o ministro realmente havia determinado a quebra dos sigilos.

Nos bastidores do governo, a avaliação é de que a medida indica que Lulinha é oficialmente investigado no inquérito — já que, segundo assessores presidenciais, o STF não autorizaria a quebra de sigilo sem investigação formal.

Aliados afirmam que a decisão deve alterar a estratégia jurídica do filho do presidente e também a estratégia política do governo, embora ministros avaliem que o impacto no Supremo tende a ser menor do que o de uma eventual ofensiva na CPMI, onde o desgaste político seria maior.

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Geral

Irmãos de Toffoli não são obrigados a depor em CPI do Crime Organizado, decide André Mendonça

Foto: Saulo Cruz/Agência Brasil

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (26) que os irmãos do ministro Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.

Ontem (25), José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli foram convocados pela comissão para prestar depoimento sobre as transações financeiras ocorridas entre a empresa Maridt Participações e um fundo investimentos ligado ao Banco Master. A empresa familiar foi dona do resort Tayayá, localizado no Paraná.

Na decisão, o ministro atendeu ao pedido feito pela defesa dos irmãos de Toffoli e afirmou eles foram tratados pela CPI na condição de investigados. Dessa forma, segundo Mendonça, eles não são obrigados a produzir provas contra si mesmos, e o depoimento deve ser facultativo.

“Há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o direito de um investigado a não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato”, decidiu o ministro.

De acordo com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, há suspeitas de que a Maridt atuou como como empresa de “fachada” para lavagem de dinheiro.

Defesa

Na petição enviada ao Supremo, os advogados dos irmãos de Toffoli alegaram que a CPI não pode obrigá-los a prestar depoimento, após apontar que eles são investigados. Além disso, a defesa destacou que eles poderiam sofrer ameaças de responsabilização penal durante a oitiva.

Agência Brasil

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Geral

Professor é afastado de escola pública após denúncia de aliciamento sexual de alunas menores de idade

Imagem: reprodução

Um professor de artes de uma escola municipal de Santa Cruz, no Agreste potiguar, foi afastado das funções e denunciado à Polícia Civil por suspeita de aliciamento sexual contra alunas menores de idade.

A denúncia partiu da mãe de uma estudante da Escola Municipal José Rodrigues da Rocha, que divulgou troca de mensagens do professor de artes com as duas alunas pelas redes sociais.

Nas conversas, o professor usa linguagem sexual em várias mensagens com a criança e a adolescente, algumas se referindo a posições e órgãos sexuais. Em uma das mensagens, o professor propõe um ato sexual.

O professor é formado em artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e apagou o perfil na rede social após a denúncia. A Inter TV Cabugi não conseguiu contato com ele até a última atualização desta reportagem.

Ao tomar conhecimento das denúncias, a Prefeitura de Santa Cruz decidiu afastar o professor da sala de aula e de todas as funções que exercia na escola. Ele era contratado pelo município.

A prefeitura também informou que registrou um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil investigue o caso.

Em nota oficial, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, disse que a gestão adotou as providências administrativas cabíveis e que o afastamento imediato do profissional foi uma “medida preventiva, a fim de assegurar a apuração rigorosa, responsável e transparente dos acontecimentos”.

A Prefeitura ainda afirmou que “não tolera, sob nenhuma circunstância, qualquer forma de aliciamento, conduta inadequada ou prática que atente contra a integridade física, moral e psicológica dos estudantes ou de qualquer cidadão”.

A Polícia Civil não comentou o caso até a última atualização desta reportagem.

g1-RN

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Geral

Brasil tem menor número de alunos em ensino médio em uma década

Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O número de matrículas no ensino médio no Brasil caiu 5,3% entre 2024 e 2025, atingindo o menor patamar em uma década, segundo dados do Censo Escolar, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC).

A redução foi concentrada na rede pública, enquanto o ensino privado registrou crescimento de 0,6%. Ao todo, o ensino médio soma atualmente 7,3 milhões de alunos.

O São Paulo teve peso decisivo na queda: dos 425 mil alunos a menos no ensino médio público em todo o país, 259 mil (60%) são da rede estadual paulista.

Segundo o MEC, a redução se explica por dois fatores principais: diminuição da população jovem e melhora no fluxo escolar. “Os alunos estão repetindo menos, o que reduz a distorção idade-série”, afirmou o ministro Camilo Santana. A proporção de estudantes atrasados caiu de 27,2% em 2021 para 14% em 2025.

Apesar disso, o censo aponta que houve 359 mil jovens a menos entre 15 e 17 anos matriculados — faixa etária considerada adequada para o ensino médio. Especialistas alertam que parte da queda pode estar ligada à evasão escolar, sobretudo entre os mais pobres.

Dados do Todos pela Educação mostram que, em 2024, apenas 82,8% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na escola. Entre os 20% mais pobres, o índice era de 72%.

O governo aposta em programas como o Pé-de-Meia, lançado em 2024, que oferece incentivo financeiro para permanência na escola e custa cerca de R$ 12 bilhões por ano, embora os resultados ainda não estejam consolidados.

No total da educação básica, o Brasil passou de 47 milhões de estudantes em 2024 para 46 milhões em 2025, uma redução de 1 milhão de matrículas. Em contrapartida, o ensino em tempo integral cresceu 11% na rede pública entre 2024 e 2025, alcançando 8,8 milhões de alunos, o equivalente a 19% do total.

Especialistas defendem maior detalhamento dos dados, sobretudo em relação a São Paulo, onde o governo estadual afirma que parte da queda se deve à correção de duplicidades no cadastro de matrículas.

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