
Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (4) o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição nº 10/2020, chamada pelos parlamentares de PEC do Orçamento de Guerra. O projeto prevê uso de dinheiro público para medidas econômicas que possam minimizar os efeitos da pandemia de covid-19.
Os deputados aprovaram as mudanças feitas pelos senadores no texto que havia passado anteriormente pela Câmara no começo de abril. Foram 481 votos a favor contra 4. Em seguida, votaram as alterações do relator Hugo Motta (Republicanos-PB), por 326 votos favoráveis a 143. Agora, os parlamentares analisam os destaques. A PEC deverá passar por segunda votação.
Entre as mudanças estão a exclusão do comitê de gestão da crise e a adoção de mecanismos diferentes de prestação de contas pelo Poder Executivo.
Os senadores também incluíram dispositivos para preservar empregos e restringiram as hipóteses em que o Banco Central (BC) poderá comprar títulos privados.
O substitutivo do Senado alterou o projeto original dos deputados em alguns pontos, mas manteve o essencial quanto à permissão para a União descumprir a chamada “regra de ouro” – mecanismo constitucional que impede o governo federal de se endividar para pagar despesas correntes da máquina pública, como salários e custeios.
A PEC autoriza que sejam separados do Orçamento Geral da União de 2020 os gastos realizados no combate à epidemia. A proposta flexibiliza normas de controle de despesas e endividamento durante estado de calamidade pública, como o atual. A ideia é tornar mais rápidos os processos para compras, obras e contratações de serviços temporários.
Os senadores excluíram da PEC original a criação de um Comitê de Gestão de Crise, que seria liderado pelo presidente da República e composto por ministros e secretários estaduais e municipais. A alegação foi de que o órgão traria problemas constitucionais e conflitos de competências entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Dispositivos foram incluídos para preservar empregos e restringir as hipóteses em que o Banco Central (BC) poderá comprar títulos privados para ajudar micro, pequenas e médias empresas.
Pelas alterações, o BC fica autorizado a atuar só nos chamados mercados secundários. É obrigatório que os papéis negociados estejam de posse de bancos e fundos de investimentos – sendo vetado que as instituições financeiras utilizem esses recursos vindos do governo para distribuição de lucros e dividendos.
A proposta também permite que empresas com débitos na Previdência Social possam receber incentivos fiscais.
R7 com Agência Câmara
Mais alguma milhões para serem desviados, quero dizer, usados para combate ao covid. Governadores, prefeitos, deputados todos rindo feito um bando de ladrões, com tanta grana pra ser desviada, quero dizer, usada no combate a patifaria.