Economia

Câmara conclui votação da PEC que destrava auxílio emergencial

A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno finalizado na madrugada desta sexta-feira (12), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, em votação acompanhada de perto pelo ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), responsável pela articulação política e que esteve no plenário para evitar novas tentativas de desidratar a proposta.

O texto-base foi aprovado por 366 votos a 127 —eram necessários ao menos 308 votos para a proposta passar. Na votação posterior, os deputados suprimiram os dois trechos que proibiam promoção e progressão de carreira de agentes públicos, seguindo acordo firmado com o governo. A PEC deve ser promulgada na próxima semana.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou à Câmara no final da manhã desta quinta (11) acompanhado de Ramos. Ele falou rapidamente com jornalistas e afirmou que a manutenção do texto da PEC era “imperiosa” pelos acordos feitos. “O governo cedeu um pouco, o plenário da Câmara ajustou”, disse. “É importantíssimo que nós terminemos hoje essa PEC, para dar tempo de se tomar as providências necessárias e passarmos para outros assuntos, que são justamente a reforma administrativa, com a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] já instalada, e a liberação do relatório [da reforma tributária].”

Lira minimizou a presença de Ramos na votação. “Ele é o ministro da Secretaria de Governo, é quem trata da política do governo, é quem tem a relação com os parlamentares”, disse. “É função dele estar em contato direto com o Parlamento, para acompanhar votações importantes para o governo. Nada de especulação. O clima está de tranquilidade.”

Na quarta-feira, para que os deputados não derrotassem a estrutura central da proposta, o governo teve que abrir mão de parte do ajuste e liberar promoções e progressões para servidores públicos. Avaliação preliminar do Ministério da Economia indica que o impacto da liberação das promoções e progressões é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em um ano para o governo federal.

Levantamento do CLP (Centro de Liderança Pública) estima que o impacto total da PEC aprovada pelo Senado, incluindo economia de gastos e redução de incentivos tributários, era de R$ 155,3 bilhões em uma década. Com a desidratação da Câmara, esse valor caiu para R$ 120,6 bilhões.

Do total, R$ 100 bilhões foram estimados considerando que o governo vai enviar e aprovar o plano de redução de benefícios tributários. Essa economia, portanto, é incerta. Desse modo, foi projetada uma redução efetiva de gastos em dez anos de apenas R$ 20,6 bilhões, sendo R$ 12,8 bilhões para estados e municípios e R$ 7,8 bilhões para a União.

Isso significa que, em dez anos, a economia potencial da medida para o governo federal corresponde a menos de 20% do valor previsto para ser desembolsado em 2021 com o auxílio emergencial.

Na avaliação do gerente de causas do CLP, José Nascimento, a PEC é positiva e traz mecanismos importantes como o plano de redução de incentivos fiscais, melhor uso de recursos de fundos públicos e alguns gatilhos de ajuste fiscal. Ele critica, no entanto, o movimento do Congresso e do próprio Palácio do Planalto para desidratar o texto. “O texto original trazia gatilhos mais duros de cortes de ​gastos no setor público, mas a gente perdeu vários. Tendo em vista essa sinalização do Planalto de não propor adequações que cortem na carne, como diz o ministro Guedes, a gente tem que ir para outras oportunidades. A própria reforma administrativa não tem um intuito fiscalista, mas naturalmente seu impacto se dá nas contas do governo”, disse.

O acordo feito pelo governo na quarta-feira teve como objetivo reverter votos a favor de um destaque do PT que buscava retirar da PEC gatilhos de ajuste fiscal para os estados e municípios quando a despesa corrente ultrapassar 95% da receita corrente. Pelo artigo, nesses casos, podem ser adotados mecanismos para reduzir o endividamento, com a proibição de concessão de aumentos a servidores, realização de concursos públicos ou criação de despesas obrigatórias.

Na prática, porém, a retirada desse dispositivo não inviabilizaria apenas o ajuste dos governos regionais, mas também da União. Ainda tornaria sem efeito o ajuste fiscal proposto em caso de decretação de calamidade, enterrando o protocolo de crise elaborado pelo Ministério da Economia. Esse efeito em cascata ocorreria porque nos casos de calamidade ou de crise fiscal na União, a PEC afirma que serão adotados os ajustes previstos no artigo que trata de estados e municípios —e que quase foi descartado pelos deputados.

Esses mecanismos são o pilar da proposta defendida pela equipe econômica. O ministro Paulo Guedes (Economia) chegou a dizer a interlocutores que poderia deixar o cargo se o Congresso não aprovasse as medidas de ajuste fiscal como contrapartida à liberação da nova rodada do auxílio emergencial.

Diante da derrota iminente, Ramos e o assessor especial de Guedes, Esteves Colnago, foram ao plenário na quarta para “virar votos” —ou seja, convencer deputados favoráveis ao destaque do PT a rever a posição e rejeitar a mudança. A negociação envolveu a aprovação de dois destaques para suprimir do texto dispositivos que impediam a promoção e progressão de funcionários públicos. Esse benefício será liberado mesmo em situações de emergência fiscal ou calamidade.

Na quarta, a Câmara também impôs outro revés à equipe econômica, ao rejeitar desvincular receitas de impostos a fundos, despesas e órgãos específicos. Com isso, o governo não poderá descarimbar e remanejar recursos de fundos como o de meio ambiente, cultura, aviação civil, saúde e social. Também será obrigado a manter os repasses à Receita Federal.

Nesta quinta, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) prometeu manter integralmente os incentivos fiscais da lei de informática. “Nós então nos comprometemos a fazer uma nova emenda constitucional que trará os incentivos da lei de informática no mesmo nível hierárquico que está a zona franca de Manaus”, afirmou. “Nós entendemos que isso traz segurança jurídica para todos os que investem nesse setor.”

O relator do texto, Daniel Freitas (PSL-SC), manteve o texto como veio do Senado. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro e deputados ligados à segurança pública tentaram excluir do ajuste fiscal promovido pela PEC categorias como policiais e militares.

Esse grupo foi decisivo na pressão pela derrubada das medidas, o que acabou levando o governo a abrir mão de parte do ajuste para não perder todo o texto.

Líderes de partidos de centro e Lira, porém, se alinharam à equipe de Guedes e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para evitar uma desidratação maior do texto, o que não conseguiram.

Os deputados rejeitaram outras tentativas de desidratar o texto, mantendo os gatilhos de congelamento de salário e outros mecanismos de ajuste fiscal para estados endividados. Além disso, não alteraram o limite de R$ 44 bilhões para pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial.

O texto-base da PEC foi aprovado na madrugada desta quarta em primeiro turno. A proposição recebeu 341 votos favoráveis e 121 contrários –eram necessários pelo menos 308 votos. “Às vezes a gente não pode ganhar de três a zero, quatro a zero, cinco a zero. Se ganhar de dois a um, é uma vitória. E foi uma vitória que tivemos hoje que soma para que a nossa população tenha dias melhores, soma para que os investidores tenham cada vez mais confiança”, disse o presidente Jair Bolsonaro em evento virtual com micro e pequenos empresários.

A proposta foi aprovada no Senado na última quinta-feira (4). A tramitação acelerada tem como objetivo destravar o pagamento do auxílio emergencial em março. Segundo Guedes, as parcelas da nova rodada do benefício irão variar de R$ 175 a R$ 375. O valor médio será de R$ 250. A PEC autoriza o uso do saldo financeiro dos fundos públicos para compensar a dívida pública. A medida é uma forma de balancear o endividamento a ser realizado para pagar o novo auxílio emergencial e outras consequências da crise do coronavírus.

Proposta que chegou a fazer parte da medida, a extinção dos mínimos constitucionais para gastos com saúde e educação saiu do texto durante a tramitação no Senado. Também foi retirado o corte nos repasses do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para o BNDES.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Adivinha quem votou CONTRA essa PEC Emergencial e contra o auxílio emergencial? Os partidos de esquerda, aqueles que DIZEM defender os carentes. Querem o pior para o país, pensando que isso deve beneficiá-los politicamente. Só pensam no poder. Querem que o povo se f… SEMPRE agiram assim. Quem realmente se preocupa com o povo é o presidente Bolsonaro.

  2. Esses caras vao fuder tudo….!!!! La na frente muitos vao de hj estarao bem !!!! Mas, os filhos estarão fudidos urrando…..e quem vai querer ser servidor publico??? Só vai ser bom lra babao de politico, bajulador, baba ovo, sem vergonha, sem morala !!!+ esse povo subserviente é quem vai achar bom!!!! Mas a vida, assim como a a politica é um ciclo !!!tenho pena dos invejosos….

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[VÍDEO] MALU GASPAR: Ministros do Supremo estão virando cabo eleitoral de candidato a presidente


Vídeo: Reprodução/GloboNews

O debate sobre a neutralidade e a atuação das cortes superiores voltou a esquentar o cenário político brasileiro após desdobramentos de decisões recentes da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma análise transmitida em um telejornal da GloboNews, a jornalista Malu Gaspar criticou duramente a postura de ministros das cortes, classificando a situação institucional do país como “surreal, absurda e inaceitável”.

“Se o ministro do Supremo quer fazer campanha, ele tira a toga e vai fazer campanha, vai fazer política. Se o ministro do Supremo resolve atuar a favor de um candidato, ministro do Supremo e ministro do TSE, eles deixam de ser juízes”, disparou a jornalista durante a transmissão.

No centro da crítica está a percepção de conflito de interesses quando membros do Judiciário e da Corte Eleitoral adotam decisões que favorecem ou prejudicam candidaturas específicas. Para a comentarista, a postura de magistrados que supostamente atuam a favor de candidatos compromete a lisura do processo democrático.

A polêmica ganhou força após episódios envolvendo o cancelamento e as regras de exibição de debates presidenciais na televisão, culminando em decisões que, segundo críticos, acabam interferindo de forma direta na dinâmica da disputa eleitoral.

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[VÍDEO] Augusto Cury diz que protagonismo do STF beira ao colapso da democracia e defende fim dos mandatos vitalícios de ministros


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a repercussão da decisão que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vazio durante o debate realizado na última quinta-feira (1º).

Em declaração à imprensa, Cury classificou o atual momento político e institucional do país como um cenário que “beira ao colapso da democracia”, apontando o que considera ser uma desproporcionalidade na atuação da mais alta corte do país.

Insegurança jurídica e protagonismo do STF

Questionado sobre a estabilidade institucional e sobre os rumos de sua campanha, Cury confirmou que mantém sua candidatura firme para o primeiro turno e afirmou que a insegurança jurídica no Brasil precisa ter um fim.

“O STF é o alicerce da democracia, mas um alicerce tem que ser discreto. Ninguém sabe o nome de um ministro da Suprema Corte americana, mas no Brasil nós sabemos de quase todos, e fora do país também. Na verdade, o STF tem um protagonismo completamente desproporcional, que beira a um colapso da democracia, infelizmente”, declarou o candidato.

Propostas para o Judiciário

Durante o pronunciamento, Cury defendeu reformas estruturais profundas na relação entre os Poderes. O candidato afirmou que, caso seja eleito presidente, buscará articular um pacto nacional entre os poderes para propor ao Congresso a mudança da Constituição com o objetivo de acabar com a vitaliciedade dos ministros do STF.

Pela proposta defendida pelo candidato, cada magistrado da Corte deveria cumprir um mandato fixo estipulado por ele em um limite máximo de oito anos, após o qual deixaria o cargo definitivamente.

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[VÍDEO] Ministra do TSE que proibiu TV Globo de mostrar púlpito vazio declarou voto em Lula


Vídeo: Reprodução/Revista Veja

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornou-se o centro de intensos debates políticos nesta sexta-feira (2) após proibir a TV Globo de exibir o púlpito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vazio durante o debate realizado na última quinta-feira (1º). A decisão gerou repercussão nos bastidores e chamou atenção para o perfil e o histórico profissional da magistrada – que já gravou vídeo declarando voto no presidente Lula. 

Nomeada por Lula para uma vaga de ministra substituta ou efetiva no TSE em 1º de agosto de 2025 com mandato de dois anos, Estela tem passagens recentes pela administração federal. No atual governo, ela atuou como secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de Flávio Dino, período em que ganhou projeção nacional por sua postura firme na regulação e no combate a abusos das grandes empresas de tecnologia (big techs).

Posteriormente, integrou a equipe da Presidência da República como assessora especial na assessoria internacional, liderada pelo ex-chanceler Celso Amorim. No próprio TSE, atuou como assessora no gabinete da Presidência em 2025, sob a gestão da ministra Cármen Lúcia.

Perfil e Formação

Especialista em direito digital e inteligência artificial, Estela Aranha possui uma carreira acadêmica e institucional sólida. É graduada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) desde 1999 e mestre em Direito Constitucional pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa).

Entre suas atuações de destaque, constam a participação no Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Inteligência Artificial e a presidência das comissões de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB no Rio de Janeiro (OAB-RJ), além de ter coordenado núcleos de estudos no IBCCRIM. Na área educacional, acumulou passagens como professora convidada em instituições de peso, como FGV, Mackenzie, EMERJ e IDP.

Com informações da CNN Brasil

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Geral

VOX BRASIL: Flávio Bolsonaro lidera 2° turno contra Lula com 48,2% a 45,2%


Fotos: Ricardo Stuckert/Agência Senado

Uma nova pesquisa do instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (2), aponta um cenário de forte acirramento na corrida presidencial. Em um eventual segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 48,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 45,2%.

Como a vantagem de 3 pontos percentuais de Flávio sobre Lula está dentro da margem de erro do levantamento que é de 2,15 pontos percentuais, os dois candidatos figuram em empate técnico. Brancos e nulos somam 2,5%, e eleitores que não sabem ou não opinaram representam 4,1%.

Nas demais simulações de segundo turno testadas pela pesquisa, o presidente Lula mantém a liderança. Contra o governador Ronaldo Caiado (PSD), o petista pontua 46,3% contra 42,1% do adversário. Já em uma disputa frente a frente com Augusto Cury (Avante), Lula abre ampla vantagem, marcando 46,8% ante 33,1% do escritor e psiquiatra.

Cenário de Primeiro Turno

Na disputa estimulada para o primeiro turno, a corrida segue igualmente equilibrada. Flávio Bolsonaro aparece ligeiramente à frente com 41,2% das intenções de voto, seguido de perto por Lula, que registra 40,4%.

Atrás dos líderes, os demais concorrentes aparecem distantes:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 3,3%

  • Renan Santos (Missão): 2,2%

  • Zema (Novo): 1,3%

  • Augusto Cury (Avante): 1,2%

  • Edmilson Costa (PCB): 0,2%

Os candidatos Wilson Grassi (Democrata), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Samara (UP) não pontuaram. Votos em branco, nulos ou em nenhum somam 3,2%, enquanto 7% dos entrevistados não souberam ou preferiram não opinar.

Metodologia

O levantamento do instituto Vox Brasil ouviu 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026. A margem de erro geral da pesquisa é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00148/2026.

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Política

“BATEU EM RETIRADA”: Caiado acusa Lula de provocar cancelamento do debate da Globo

Ronaldo Caiado (PSD) acusou Lula (PT) de provocar o cancelamento do debate da TV Globo, que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). Para ele, as decisões judiciais que mudaram as regras do programa foram uma “afronta à democracia brasileira”.

“O Lula provocou tudo isso. Ele foi provocado pelo Flávio na minha cidade, em Goiânia, dizendo: ‘Vai lá que eu vou lhe enfrentar’. E bateu em retirada”, declarou Caiado.

A Globo cancelou o debate após receber decisões do TSE e do STF que alteraram regras previamente acordadas. Lula já havia recusado o convite, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) desistiu horas antes e alegou “censura”.

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Política

[VÍDEO] Multidão lota o largo do Atheneu para o último comício de Álvaro Dias no 1º turno em Natal

Em clima de festa e emoção na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) realizou, nesta quinta-feira (1º), seu último comício em Natal antes do primeiro turno. Com o Largo do Atheneu lotado, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte chegou caminhando no meio do povo, abraçando apoiadores e sendo recebido por caravanas e lideranças de várias regiões do Estado.

Ao lado de Álvaro estavam o prefeito Paulinho Freire, a vice-prefeita Joanna Guerra, o candidato ao Senado Coronel Hélio e os candidatos a deputado federal General Girão, Carla Dickson, Coronel Brilhante, Sargento Gonçalves e Nina Souza, além de candidatos a deputado estadual, prefeitos, vereadores e outras lideranças.

Ao falar sobre a decisão de realizar o último comício, Álvaro destacou a importância de encerrar a campanha perto da população. “As pessoas me aconselharam a não fazer o último comício, e eu disse: eu tinha que fazer. Eu não podia encerrar essa campanha política sem fazer o que fiz hoje aqui: chegar abraçado à população, apertar as mãos dos nossos amigos da cidade de Natal”, declarou.

Emocionado, Álvaro falou da caminhada eleitoral e da esperança que encontrou nas ruas. “Não poderia sair dessa campanha sem ver a esperança do povo do Rio Grande do Norte, abraço por abraço, sorriso por sorriso. Vamos juntos mudar o Estado do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Ao final, Álvaro agradeceu aos apoiadores que o acompanharam durante a campanha e encerrou a noite em meio às manifestações de carinho do público.

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Geral

CENSURA: Globo afirma que “decisões judiciais” que levaram a cancelamento do debate “representam uma interferência indevida na liberdade dos veículos de imprensa”

Foto: Reprodução / Jornal Nacional

A Globo afirmou que “as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate” com os candidatos a presidente, previsto para esta quinta-feira (1º), “causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais”.

“Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite”, informou a emissora, que lembrou da sua “longa tradição na organização de debates eleitorais”.

“Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia”, destacou a Globo.

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Política

[VÍDEO] “NÃO VOU COMPACTUAR COM A CENSURA”: Flávio Bolsonaro denuncia interferência do Judiciário nas eleições de 2026

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não vai “compactuar com censura e interferência do Judiciário nas eleições [de 2026]”. A declaração se deu depois que ele anunciou a decisão de não participar do debate que estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (1º) na TV Globo.

O candidato convocou os eleitores a decidirem a disputa presidencial já no primeiro turno. “Vamos resolver esse negócio já nesse domingo agora para que a gente possa dar um recado claro de que o Brasil tem jeito e ninguém aguenta mais essa situação de sequestro que a nossa democracia enfrentou”, disse ele.

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Brasil

URGENTE: Globo cancela debate presidencial após decisões do TSE e STF e desistência de Flávio

Reprodução

A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência de República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). O encontro seria o último antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

O cancelamento ocorreu após uma sequência de decisões judiciais. A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de mostrar o púlpito vazio de Lula (PT), enquanto Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão), contrariando decisões anteriores de Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques.

Lula já havia informado que não compareceria. Depois da decisão sobre o púlpito, Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu e alegou “censura”. Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estavam confirmados.

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Política

EDITORIAL BG: A toga tomou o lugar dos candidatos no debate da Globo

Arte Metrópoles

O debate presidencial da TV Globo, marcado para a noite desta quinta-feira (1º), foi atropelado pelo Judiciário antes mesmo de começar. Em poucas horas, decisões de ministros passaram a determinar o que a emissora poderia mostrar e até quem deveria estar no palco. A Justiça deixou de garantir as regras da eleição para interferir diretamente na organização de um programa jornalístico.

Primeiro, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Lula (PT), que decidiu não comparecer ao último debate antes do primeiro turno. A magistrada entendeu que a imagem poderia pressionar candidatos a participar, embora o comparecimento seja facultativo.

O argumento não convence. Mostrar o lugar vazio de um candidato convidado não é censura, punição nem constrangimento ilegal. É informar ao eleitor que aquele candidato escolheu não estar ali. Lula tem o direito de faltar, mas a emissora e o público também têm o direito de registrar sua ausência. Depois da decisão, Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar e classificou a medida como “censura”.

Para piorar ainda mais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no debate. A decisão contrariou entendimentos anteriores da ministra Cármen Lúcia e do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

O Missão possui apenas um deputado federal, enquanto a legislação assegura a participação aos candidatos de partidos ou federações com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. As regras da Globo permitiam que a emissora, diante da desistência de um convidado, chamasse outro candidato bem colocado na pesquisa Quaest, mas deixavam claro que isso ocorreria a seu exclusivo critério. Gilmar transformou uma possibilidade editorial em obrigação judicial.

Gilmar passou por cima dos dois colegas de STF e decidiu, sozinho, quem deveria participar de um debate promovido por uma empresa jornalística. Isso não é um detalhe jurídico. É uma interferência direta na liberdade de imprensa e no processo democrático.

Hoje, um ministro determina quem entra no debate. Outro decide qual imagem pode aparecer. Amanhã, o que impedirá o Judiciário de estabelecer as perguntas, escolher os temas ou definir o formato mais conveniente?

Em defesa da liberdade de imprensa e por respeito à democracia, a emissora deveria cancelar o debate. Essa seria uma resposta dura, mas necessária, diante de decisões que desmontaram as regras acertadas previamente e transformaram um encontro entre candidatos em um espetáculo comandado por ministros.

Debate eleitoral deve ser decidido por regras públicas, pela lei e pela autonomia jornalística, não pela vontade de uma toga.

 

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