A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2/5) um requerimento para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja ouvido em uma audiência pública sobre as prisões de denunciados que participaram dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
O requerimento foi proposto na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, pelos deputados federais Marcel Van Hattem (NOVO-RS) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) e convida autoridades a respeito das prisões de pessoas envolvidas com os atos antidemocráticos do 8 de janeiro.
Entre os nomes convidados, estão o ministro do STF, Alexandre de Moraes e o ministro do Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Beto Simonetti e o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues. A audiência ainda não tem data para acontecer.
“Faço esse pedido para tentar diminuir o sofrimento que as famílias destes presos ilegais estão sofrendo (…) o que estamos vendo é uma série de desrespeitos ao devido processo legal e abusos de autoridade que precisam ser debatidos”, defendeu o deputado Van Hattem.
O STF julgará mais 250 denunciados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro a partir desta quarta-feira (3/5). A votação acontecerá em plenário virtual, quando os ministros depositam seus votos individualmente, mas apenas relator e divergentes podem discorrer.
Os 10 magistrados que ocupam as cadeiras de Supremo atualmente votarão de 3 a 8 de maio. Com mais essa leva a ser apreciada, o total de análises chega 550 casos.
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Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para definir a nova composição do Congresso americano. As eleições de meio de mandato (midterms) representam o maior teste político ao segundo mandato de Donald Trump e ameaçam impor os primeiros travamentos legislativos à sua administração.
O pleito renovará todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. A votação ocorre sob o desgaste direto da Casa Branca, motivado pela alta no custo de vida, pelo arrastamento da guerra com o Irã e pelos índices persistentemente baixos de aprovação popular do presidente republicano.
Desgaste nas Pesquisas
Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera da eleição (2) apontou a aprovação de Trump estagnada em 32%, patamar muito próximo do mínimo histórico de 31% registrado em meados de outubro.
O levantamento revela a vantagem da oposição: 46% dos eleitores preferem candidatos democratas para o Congresso, enquanto 38% apoiam nomes republicanos. Entre os eleitores independentes, fatia decisiva para a disputa, metade declarou intenção de votar contra a base governista. A pesquisa ouviu 1.765 eleitores e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
Projeções Favoráveis à Oposição
Modelos e projeções eleitorais indicam que o Partido Democrata possui mais de 90% de probabilidade de retomar o controle da Câmara dos Representantes. No Senado, a disputa é mais acirrada, mas a vantagem nas projeções também pertence à oposição.
Caso a virada se confirme em ao menos uma das Casas, os democratas garantirão poder de veto sobre a pauta legislativa, orçamento federal e nomeações do governo nos próximos dois anos.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não planeja retornar ao Brasil após a reeleição do pai. A interlocutores próximos, ele afirmou que pretende continuar residindo na Espanha com a família ao longo do quarto mandato do petista.
Apesar da permanência no exterior, a defesa de Lulinha informou recentemente que ele viajará ao Brasil para prestar depoimento caso seja intimado pela Polícia Federal (PF).
Atualmente, o filho do presidente é citado em três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações miram suspeitas de tráfico de influência no governo federal ocorridas durante a terceira gestão de Lula.
A Câmara dos Deputados articula a mudança do sistema eleitoral brasileiro para neutralizar o impacto dos chamados “puxadores de voto” nas eleições proporcionais. A proposta em discussão prevê a implementação do voto distrital misto, modelo que altera a dinâmica de votação expressiva de nomes como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), cujos votos excedentes hoje ajudam a eleger outros candidatos da mesma legenda.
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), comanda as negociações com lideranças partidárias para formalizar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que substitua o atual formato de lista aberta. O objetivo da cúpula da Câmara é votar a matéria ainda em 2026.
Cronograma e Relatoria
O texto em elaboração estabelece um cronograma de transição: o sistema distrital misto passaria a vigorar de forma definitiva nas eleições de 2034, com a adoção intermediária do chamado “distritão” no pleito de 2030.
A relatoria do texto em plenário deve ficar a cargo do deputado Domingos Neto (PSD-CE), que já conduz projeto sobre a reformulação do sistema eleitoral na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Polícia Federal (PF) investiga se a esposa e as duas filhas adolescentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizaram um voo privado diferente do parlamentar para deixar Brasília rumo à fronteira com a Argentina, na semana passada.
Uma das principais linhas de apuração indica que Fernanda Bolsonaro e as filhas decolaram da capital federal na terça-feira (27) em direção a Cascavel (PR), cidade a cerca de 150 km de Puerto Iguazú, no lado argentino da fronteira.
A trajetória da aeronave despertou a atenção dos investigadores: o avião partiu de Brasília por volta das 10h, pousou em solo paranaense pouco antes do meio-dia e decolou de volta para a capital federal apenas 25 minutos depois, às 12h18.
Desvio e ponto de encontro
Paralelamente, a PF apura a rota utilizada pelo senador. A hipótese central é que Flávio tenha viajado no mesmo dia em um jato executivo pertencente a uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, seu aliado pessoal.
A suspeita é que a família tenha se reunido na noite de terça-feira em Puerto Iguazú. De lá, embarcaram juntos em outra aeronave privada com destino aos Estados Unidos, onde desembarcaram em Miami na manhã de quarta-feira (28).
Descumprimento de ordem judicial
Ao deixar o território nacional, Flávio Bolsonaro descumpriu expressamente determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia proibido o parlamentar de se ausentar do país e ordenado a entrega imediata de seus passaportes.
Diferente do senador, a esposa e as filhas não possuíam qualquer restrição de viagem ou medida cautelar imposta pela Justiça.
O Palácio do Planalto intensificou a articulação política para tentar aprovar no Plenário do Senado, nesta terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria já aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é a principal aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fundamentar a criação do Ministério da Segurança Pública.
A votação, inicialmente prevista para ocorrer antes do segundo turno das eleições, foi adiada após o senador Camilo Santana (PT-CE) apresentar uma emenda propondo a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, como homicídio, estupro e tortura.
Para destravar a pauta, o chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, desembarcou em Brasília na segunda-feira (2) e iniciou uma série de reuniões com lideranças partidárias. Uma nova rodada de conversas está agendada para a manhã desta terça-feira.
Estratégia do Governo
A orientação do governo é retirar o debate sobre a maioridade penal do texto da PEC. A manobra visa evitar qualquer alteração na proposta aprovada pelo Senado, o que exigiria o retorno da matéria à Câmara e atrasaria sua promulgação.
A estratégia foi corroborada pelo senador eleito Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, que defendeu tratar da redução da maioridade penal em uma pauta paralela.
“Acho que houve uma intempestividade ao incluir o tema da maioridade penal na PEC. A melhor solução é votar o texto como veio da Câmara, permitindo ao presidente criar o ministério, que é uma urgência. Paralelamente, cria-se uma comissão para discutir a menoridade. Sou favorável a rever a regra para crimes graves: se aos 16 anos o jovem pode votar ou dirigir, também deve responder por crimes hediondos”, avaliou o parlamentar.
Caso o texto original seja mantido e aprovado pelo Senado sem alterações, a PEC segue diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional, permitindo ao Executivo formalizar a criação da nova pasta ainda este ano.
O número de focos de incêndio no Brasil cresceu 13,2% em outubro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 32.454 focos, contra 28.678 em outubro de 2025, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Pará liderou o ranking, com 12.457 registros, o equivalente a 38,4% do total nacional. Em seguida aparecem Maranhão, com 4.225 focos; Bahia, com 3.308; e Amazonas, com 2.271.
São Paulo registrou 26 focos, enquanto o Distrito Federal teve 11 e o Rio de Janeiro, cinco. Todos os biomas brasileiros apresentaram ocorrências, com concentração na Amazônia, que somou 18.907 focos.
Apesar da alta em outubro, o acumulado de janeiro a outubro chegou a 102.804 focos, uma redução de 1,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 104.423.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, pretende defender que parlamentares de direita declarem publicamente seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia busca evitar que integrantes do grupo apoiem secretamente a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, afirmou Marinho à Folha de S.Paulo.
Os senadores do PL se reunirão nesta quarta-feira (4) para definir a estratégia e devem lançar Marinho como candidato. Parte da legenda, porém, defende negociar com Alcolumbre para garantir espaço na estrutura do Senado. Outro grupo prefere disputar a presidência, por acreditar que há votos suficientes para vencer.
A direita terá uma bancada ampliada na próxima legislatura. PL e Novo somarão 32 senadores, enquanto Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão outros 15 parlamentares, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. São necessários 41 votos para vencer a eleição.
Marinho e Alcolumbre afirmam contar com 48 votos cada, mas as estimativas se sobrepõem. Como a votação é secreta, aliados do senador potiguar defendem que a exposição pública dos votos ajude a evitar deserções.
A resistência a Alcolumbre está relacionada, principalmente, à sua posição contrária à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e à condução das negociações sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Bolsonaristas também o criticam por pautas apoiadas pelo governo Lula, como a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) poderá receber R$ 207,9 milhões em recursos discricionários em 2027, valor 34% superior aos R$ 155 milhões previstos para 2026. O aumento consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado pelo governo Lula ao Congresso e ainda depende de aprovação.
A verba é destinada a despesas não obrigatórias, como investimentos, contratação de serviços e aquisição de tecnologia, e não inclui gastos com salários. O crescimento previsto é mais de três vezes superior à alta geral de aproximadamente 10% nas despesas do Orçamento da União para 2027, já descontada a inflação.
No orçamento total, que inclui a folha de pagamento, a EBC deverá contar com R$ 1,1 bilhão. O valor representa uma redução nominal de 1,4% em relação a 2026, mas mantém a estatal próxima do maior patamar de recursos de sua série histórica.
A verba discricionária, apesar do aumento previsto, ainda ficará abaixo dos R$ 703 milhões registrados em 2010, em valores corrigidos pela inflação. Naquele ano, esse tipo de despesa representava 65,17% do orçamento total da empresa. Para 2027, a participação deverá cair para 18,12%.
Em resposta ao Poder360, a EBC atribuiu a mudança à conclusão da fase inicial de estruturação da empresa e à realização de concursos públicos em 2011 e 2013, que substituíram trabalhadores temporários e terceirizados por funcionários concursados.
Em dezembro de 2025, a estatal tinha 1.902 funcionários próprios e 46 servidores de outros órgãos cedidos à empresa. Outros 193 empregados da EBC estavam cedidos a instituições públicas.
Programação realizada nesta segunda-feira (2) contou com celebrações religiosas e ações dedicadas à memória de entes queridos
O Dia da Lembrança foi marcado por homenagens, celebrações religiosas e reencontros com memórias familiares nas unidades do Morada da Paz, no Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (2). Ao longo do dia, visitantes reservaram momentos para prestar homenagens a entes queridos e recordar histórias que continuam presentes em suas vidas. A programação integrou a campanha “Eternos”, do Grupo Morada, que neste ano propõe uma reflexão sobre os vínculos, os valores e os ensinamentos que permanecem mesmo depois da despedida.
Mais de 25 mil pessoas visitaram os cemitérios Morada da Paz Emaús e Mipibu, além do Morada da Paz Essencial Zona Norte durante o feriadão. As unidades contaram com celebrações de diferentes religiões na programação.
Entre as pessoas que reservaram a data para homenagear familiares estavam as amigas Maria Emília e Maria Lúcia. Para elas, visitar o cemitério no Dia da Lembrança é uma tradição que permite dedicar um tempo especial às lembranças de pais, irmãos e avós. Mais do que recordar a ausência, o momento representa uma oportunidade de celebrar as histórias compartilhadas.
“Eu lembro deles todos os dias, mas em 2 de novembro essa lembrança fica mais aguçada”, contou Maria Emília. Para Maria Lúcia, a data também é um momento de reconhecer o legado deixado por quem partiu. “É celebrar nossos entes queridos, a história deles, como eles foram com a gente e o que fizeram”, afirma.
Eternos
Neste ano, a campanha “Eternos” trouxe para o Dia da Lembrança a proposta de reconhecer as diferentes maneiras pelas quais uma pessoa continua presente na vida de quem fica. Gestos, costumes, conselhos, receitas de família e valores transmitidos entre gerações são exemplos de vínculos que ultrapassam a ausência física.
Como parte dessa proposta, a programação em Emaús incluiu uma ação em que os visitantes foram convidados a registrar memórias em papel e caneta, compondo uma instalação visual coletiva. A atividade buscou dar espaço às lembranças pessoais e transformar diferentes histórias em uma homenagem compartilhada.
Outra iniciativa vinculada à campanha foi o jogo de cartas “Conversas que Importam”, desenvolvido para incentivar diálogos entre familiares e amigos sobre histórias, valores, desejos e lembranças. A proposta é estimular a troca de experiências e a preservação de memórias enquanto ainda existe a oportunidade de conversar e ouvir.
O Morada da Paz é referência no Nordeste em acolhimento e serviços funerários, com unidades no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. O Grupo Morada reúne as marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial e Morada da Paz Pet, e atua com o propósito de oferecer cuidado, respeito e continuidade às famílias em todos os momentos do ciclo da vida.
O futuro das apostas esportivas no Brasil será debatido nesta terça-feira (3), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro vai discutir os impactos da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula, que proibiu a exploração das chamadas bets no país e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.
A audiência começa às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma, com transmissão pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.
Ao todo, 34 entidades, órgãos e associações participarão do debate, com dez minutos cada para apresentar suas considerações.
Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da CBF, do Comitê Olímpico do Brasil e de representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça. Também foram incluídos órgãos públicos, entidades esportivas e representantes dos setores empresarial e industrial.
O debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a constitucionalidade da medida provisória e pede a suspensão de seus efeitos. A mesma MP é alvo de outras três ações no STF.
Relator dos processos, Fux também conduz ações que questionam a Lei das Bets, de 2023. Em novembro de 2024, o Supremo já havia realizado uma audiência pública sobre a regulamentação do setor, com a participação de mais de 50 especialistas e representantes da sociedade civil.
Nenhum dos três vai….
Legislativo não tem mais moral… Acabou.
COM CERTEZA ISSO FOI INICIATIVA DE BOLSONARISTAS RAIZES, DEPUTADOS QUE SÃO ⚓️ MARUJO DE BOLSONARO🇧🇷🇧🇷🇧🇷 NOSSO ALMIRANTE-MOR, BOM ESSE VLOG QUE NÃO FICA ATUALIZANDO
Vai nunca. Não tem argumentos.