Política

Câmara prepara pacote de projetos para flexibilizar leis anticorrupção

Depois de fracassar na tentativa de blindar parlamentares da prisão, a Câmara se prepara para enfrentar, nas próximas semanas, uma série de discussões com potencial para afrouxar leis anticorrupção e dificultar investigações. Nos bastidores, as medidas são chamadas de “pacote da impunidade” por adversários do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL). A ofensiva reúne propostas que vão de mudanças nas leis de Improbidade Administrativa, Ficha Limpa, lavagem de dinheiro e proteção de dados para fins penais até a inviolabilidade de escritórios de advocacia.

A agenda é de interesse do Centrão, bloco de partidos que voltou ao comando da Câmara com a eleição de Lira. Logo no primeiro mês à frente da Casa, ele tentou aprovar a jato uma nova Proposta de Emenda à Constituição nesse pacote: a PEC da Blindagem, que amplia a imunidade parlamentar e restringe a possibilidade de prisão de deputados e senadores.

Foi uma resposta corporativa à prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ), determinada no dia 16 pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o deputado bolsonarista divulgar um vídeo nas redes sociais com ofensas à Corte e apologia à ditadura militar. A manobra para aprovar a PEC sem passar pelo crivo de uma comissão só não vingou por pressão do Supremo e críticas de eleitores.

Diante do desgaste provocado na imagem do Congresso com a tentativa de autoproteção em um momento de agravamento da pandemia, os partidos se dividiram e Lira foi obrigado a recuar, enviando a PEC para análise de uma comissão especial.

O presidente da Câmara rejeita o carimbo atribuído à iniciativa. “Não há impunidade nem blindagem. Nossa prioridade é não permitir que a gente viva nesse contexto de crise institucional semanal”, disse Lira em recente live promovida pelo grupo Prerrogativas, que reúne advogados. “Não vai faltar coragem para debater os temas necessários, que tenham clamor.”

Na semana passada, a Mesa Diretora da Casa liberou o funcionamento das comissões, que estavam paralisadas, entre elas o Conselho de Ética. À exceção da PEC da Blindagem e da ideia em negociação de apresentar uma proposta separada para alterar a Lei da Ficha Limpa, as demais proposições do “pacote” foram herdadas do período em que Rodrigo Maia (DEM-RJ) era presidente da Câmara. Algumas estão sendo preparadas desde 2019 e passaram por comissões especiais de juristas.

É o caso da proposta de criação da Lei Geral de Proteção de Dados Penal (LGPD-Penal) e da reforma da Lei de Lavagem de Capitais. Propostas feitas nessas comissões indicam que há risco de entraves às investigações e abrandamento de penas. Em 2020, o ritmo foi lento e nenhuma delas chegou a ser votada, apesar da derradeira tentativa de emplacar a proibição para ações de busca e apreensão em escritórios de advogados com base apenas na palavra de delatores.

“Tem comissões trabalhando há bastante tempo, que ainda não deram resultado. Outras estão mais adiantadas, como é o caso da que trata da improbidade. (A análise) vai ser muito no caso a caso, mas não vai haver corte em tudo”, afirmou Margarete Coelho (Progressistas-PI), que faz parte do núcleo de confiança de Lira. Foi ela a relatora da PEC da Blindagem, que amplia a imunidade parlamentar, e a deputada integra a maior parte dessas comissões.

Suspiro. O deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG), relator do projeto de prerrogativas dos advogados, disse que, “como houve uma série de atropelos”, Lira ainda não teve tempo para se debruçar sobre todas as propostas: “Quando houver um suspiro, essas pautas vão andar. Essas comissões voltarão ao normal, elas não morreram”.

Na Câmara, além da comissão da improbidade, a que está mais adiantada é a que trata da prisão após condenação em segunda instância. As duas já têm relatórios finais. Com as revelações da Operação Spoofing, mostrando a troca de mensagens entre procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro no processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os parlamentares que costumam defender a Lava Jato temem ser derrotados. A portas fechadas, muitos manifestam receio de que o momento político favoreça acabe afrouxando a norma.

No caso da improbidade administrativa, sete dos atuais 24 integrantes da comissão especial criada na Câmara podem ser beneficiados por mudanças na lei, como revelou o Estadão. Eles respondem a processos , e as alterações propostas podem livrá-los de eventuais punições.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro disse que a atual Lei de Improbidade é burocrática e “engessa o prefeito”. Já o líder do governo, Ricardo Barros (Progressistas-PR), defendeu a liberação da contratação de parentes no serviço público. Ou seja, quer autorizar o nepotismo, hoje proibido pela Lei de Improbidade e também pelo Supremo.

Ficha Limpa. Criada em 2010 inspirada nos movimentos anticorrupção, a Lei da Ficha Limpa, por sua vez, também deve sofrer modificações, assim que a pandemia arrefecer, como mostrou o Estadão. A proposta chegou a entrar na PEC da Blindagem, mas foi retirada na frustrada tentativa de votar o texto a toque de caixa.

Agora, a ideia do PT e de partidos do Centrão, como o Progressistas e o Republicanos, é apresentar uma PEC separada, prevendo a possibilidade de novos recursos judiciais para salvar a candidatura de políticos hoje proibidos de disputar eleições porque foram condenados por decisões colegiadas. Para Lira, a Lei da Ficha Limpa “não pode ser uma prisão perpétua”. Condenado na Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou inelegível em virtude dessa lei.

Para o deputado Aliel Machado (PSB-PR), a Câmara não deve se precipitar em votações polêmicas sem ter certeza de que terá apoio: “Lira me disse que todas as discussões devem ser decididas no plenário, não vai segurar nada”. Machado assume em breve a presidência da comissão especial da PEC que analisa a prisão em segunda instância. O Supremo derrubou, no fim de 2019, a possibilidade de execução antecipada de pena. A medida era um dos pilares da Lava Jato e a decisão permitiu a libertação de Lula.

Agora, a Câmara pode alterar a Constituição e prever a execução antecipada da pena. Em conversas reservadas, porém, parlamentares admitem que a chance de uma reviravolta assim ocorrer é próxima de zero. Machado acredita que o texto pode ir a plenário em 45 dias, mas não quer se precipitar. “Pautar a prisão em segunda instância de um dia para o outro, como aconteceu com a PEC da imunidade, pode fazer com que se perca todo o trabalho”, disse o parlamentar.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Eh a nova política do MINTOmaníaco e Seu parlamentar favorito : Lira! Votar reformas nada né?! Muita gente (??) acreditou que Lira era o escolhido do presidente inepto pq iria fazer as reformas , mas e agora? Só vejo PEC da impunidade e medidas pra enfraquecimento do combate a corrupção! Qual a narrativa da vez? Afastem a viseira e tirem a cangalha pra ver se conseguem raciocinar um pouco !

  2. Legislativo sob nova direção, Lira e Pacheco, apoiados pelo presidente. O projeto é o mesmo do governo, livrar os bandidos, eles próprios, de condenação, autoritarismo, impunidade e corrupção.
    #Moro 2022.

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Política

Ato de Lula no sábado em Natal muda de local da Zona Norte para o Alecrim

Reprodução

O ato de campanha de Lula (PT) em Natal mudou de local e horário. A programação deste sábado (10), antes anunciada para a Área de Lazer do Panatis, na Zona Norte, agora será uma passeata no Alecrim, às 10h, com concentração a partir das 8h no centro comercial do bairro.

A mudança foi anunciada pelo próprio presidente em um vídeo publicado nas redes sociais da deputada federal Natália Bonavides (PT).

Lula estará acompanhado de Cadu Xavier (PT), que disputa o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil). A visita integra a mobilização pelas candidaturas petistas ao governo estadual e à Presidência da República.

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Política

[VÍDEO] Procurada por Lula e Flávio, Raquel Lyra sinaliza neutralidade no segundo turno

A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta quarta-feira (7) que foi procurada pelas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas sinalizou que continuará neutra no segundo turno da eleição presidencial.

Raquel disse que recebeu cumprimentos das duas campanhas pela reeleição e agradeceu o apoio de servidores, prefeitos, parlamentares e da população pernambucana. Apesar dos contatos, não anunciou apoio a nenhum dos presidenciáveis.

“Me manterei com coerência, que sempre tive desde 2022, de buscar unir o estado de Pernambuco”, declarou à imprensa.

A governadora também criticou as tentativas de rotular sua posição política. “Não é sobre isso, é sobre como a gente chega mais na vida do povo, e é isso que eu estou demonstrando aqui com trabalho e com respeito a todos e a cada um”, afirmou.

Com informações do Diário de Pernambuco

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Política

A nova fake news de Janja contra Flávio Bolsonaro

Reprodução

A primeira-dama Janja Lula da Silva publicou um vídeo nas redes sociais com uma série de acusações contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno. As declarações foram rebatidas pelo PL.

Janja afirmou que Flávio acabaria com o Farmácia Popular, “enterraria” a proposta de fim da escala 6×1 e “destruiria” direitos das mulheres. Também disse que, em um eventual governo do senador, o crime organizado “vai dominar o Brasil”.

Em publicação nas redes sociais, o PL afirmou que o Farmácia Popular continuará distribuindo medicamentos gratuitos e classificou as afirmações de Janja como “fake news”.

Sobre a escala 6×1, Flávio de fato já se posicionou contra a proposta nos moldes atualmente discutidos no Senado, classificando a discussão como oportunista, e defende uma alternativa baseada na negociação da jornada entre trabalhadores e empregadores.

O vídeo de Janja ocorre dias após outra controvérsia envolvendo uma informação falsa relacionada a Nossa Senhora Aparecida, que também repercutiu durante a campanha.

Com informações de O Antagonista 

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Política

DESESPERO TOTAL: Apoiadores de Lula espalham panfletos apócrifos contra Flávio em paradas de ônibus do campus da UFRN

Os apoiadores do presidente Lula estão mesmo desesperados para reverter o resultado das urnas no primeiro turno e das pesquisas de intenção de voto que continuam colocando o candidato Flávio Bolsonaro na frente da corrida presidencial.

O Blog do BG recebeu imagens das paradas de ônibus do Campus Universitário com panfletos fixados contendo fake News, dizendo que Flávio vai acabar com direitos trabalhistas, como o décimo terceiro salário e as férias.

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Política

[VÍDEO] ACM Neto afirma que fará um “grande empenho na Bahia” para eleger Flávio


O candidato derrotado na eleição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (7) que fará um grande empenho na Bahia para eleger Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República no segundo turno.

“Eu disse a ele que nós faremos todo o empenho na Bahia, eu e todo o meu grupo político, os prefeitos que me acompanharam, os deputados federais eleitos, os candidatos que disputaram o primeiro turno. Todos nós estaremos motivados, mobilizados e trabalhando a partir de hoje pela campanha de Flávio Bolsonaro para presidente”, disse ACM Neto durante a oficialização do apoio da Federação União Progressista a Flávio.

Com informações do BNews

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Política

“ESCONDAM JANJA”: Coordenadora de Lula critica espaço da primeira-dama na campanha do PT

Primeira-dama, Janja da Silva, e ex-senadora Kátia Abreu (Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Agência Senado | Montagem: CCT)

A ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, cobrou mais espaço para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e criticou o protagonismo de Janja. A declaração foi feita em uma reunião fechada com coordenadores estaduais, nesta terça-feira (6), em Brasília. Ela confirmou a informação nesta quarta-feira (7).

“Janja está maior que o Alckmin na campanha. Isso está errado”, afirmou ela à GloboNews. De acordo com a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, o pedido por menos participação da primeira-dama e mais presença do vice foi aplaudido na reunião.

A ex-senadora também criticou a concentração de paulistas no comando nacional da campanha. Para ela, faltou diversidade e participação de lideranças regionais nas decisões.

Com informações do UOL

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Eleições 2026

PF arquiva apuração sobre suposta interferência dos EUA nas eleições

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal arquivou a apuração preliminar aberta para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. A análise foi encerrada por falta de elementos mínimos que justificassem a abertura de um inquérito formal.

O procedimento havia sido solicitado pela Advocacia-Geral da União (AGU) após reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um projeto do governo americano que previa US$ 1 milhão para iniciativas relacionadas a críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A apuração foi anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no dia do primeiro turno. Na ocasião, ele ressaltou que ainda se tratava de um procedimento preliminar. Com o arquivamento, a PF concluiu que as informações apresentadas não eram suficientes para comprovar uma interferência estrangeira no processo eleitoral.

Com informações da CNN

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Política

[VÍDEO] Apoiadores de Lula estariam usando a estrutura do DCE da UFRN para produzir panfletos contra Flávio


Leitores do Blog do BG enviaram um vídeo em que apoiadores do presidente Lula (PT) estariam imprimindo material de apoio ao petista e contra Flávio Bolsonaro (PL) nas dependências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

As imagens mostram que a estrutura seria da impressora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que estaria confeccionando diversos panfletos contra o candidato do PL.

Não é a primeira vez que o blog recebe denúncias de aparelhamento de instituições públicas, como a UFRN, pela esquerda durante as eleições de 2026.

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Política

Álvaro participa de encontro nacional do PL e reforça mobilização para ampliar votação de Flávio Bolsonaro no RN

Divulgação

Reunião em Brasília reuniu Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, governadores, candidatos, aliados e principais lideranças nacionais do partido para definir estratégias do segundo turno

Álvaro Dias participou, nesta quarta-feira (7), em Brasília, de um grande encontro promovido pela campanha nacional e pela Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) para alinhar as estratégias da candidatura de Flávio Bolsonaro nesta reta final do segundo turno das eleições.

Realizada na sede nacional do PL, a reunião contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, do senador Rogério Marinho, do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, de Michelle Bolsonaro, além de governadores, senadores, deputados, candidatos, parlamentares eleitos, aliados e das principais lideranças nacionais da legenda.

O encontro teve como foco a definição das estratégias que serão adotadas em todo o país nos próximos dias de campanha. Álvaro participou das discussões e do alinhamento das ações que serão desenvolvidas no Rio Grande do Norte, onde o PL pretende intensificar a mobilização de suas lideranças e apoiadores.

“Viemos a Brasília para alinhar as estratégias nacionais com o trabalho que vamos desenvolver no Rio Grande do Norte. Agora é hora de intensificar a mobilização, unir nossas lideranças e trabalhar ainda mais para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no nosso estado”, afirmou Álvaro Dias.

Ele ressaltou que o PL e seus aliados no Rio Grande do Norte estarão empenhados durante todo o segundo turno, ampliando as ações nos municípios e buscando novos apoios para a candidatura presidencial.

“Vamos nos dedicar integralmente nesses próximos dias. Temos um grupo forte e mobilizado e vamos levar a mensagem de Flávio a todas as regiões do Rio Grande do Norte. Nosso objetivo é crescer, conquistar novos votos e dar uma contribuição ainda maior para a vitória de Flávio Bolsonaro”, concluiu Álvaro.

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Política

Lula teve três vezes mais votos que Flávio entre presos provisórios

Foto: Douglas Magno e Gledston Tavares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve quase três vezes mais votos que Flávio Bolsonaro (PL) entre presos provisórios no primeiro turno. Foram 8,1 mil votos para Lula contra 2,6 mil para Flávio.

O levantamento analisou os registros de 243 seções eleitorais instaladas para receber votos de presos provisórios. Entre os demais candidatos, Augusto Cury teve 177 votos, Ronaldo Caiado, 168, e Renan Santos, 73.

O voto é permitido a presos provisórios que ainda não possuem condenação criminal transitada em julgado, já que não tiveram os direitos políticos suspensos. Já presos com condenação definitiva ficam impedidos de votar enquanto durarem os efeitos da condenação.

Na Papuda, porém, a disputa foi mais equilibrada: Lula recebeu 74 votos (47% dos válidos), enquanto Flávio teve 70 (44%).

Com informações do Metrópoles

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