Finanças

Campanha de Haddad gasta R$ 2,1 milhões com réu da Lava Jato e delator no Peru

Giovane Favieri, acusado de receber parte de empréstimo fraudulento junto ao Banco Schahin, e Valdemir Garreta, que admitiu às autoridades peruanas receber US$ 700 mil para campanha presidencial, são sócios da Rentalcine, empresa contratada pela campanha do petista

Reprodução do site do TSE/ Prestação de contas de Fernando Haddad

Giovane Favieri, réu por suposta lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, e Valdemir Garreta, colaborador no Peru em investigação sobre caixa dois da Odebrecht, receberam R$ 2,1 milhões da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República nas eleições de 2018. Sócios na empresa Rental, eles locaram equipamentos e estrutura de gravações à candidatura do petista, em despesa datada da última terça-feira, 25, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Giovane Favieri foi denunciado na Lava Jato em outubro de 2016. Enquanto prestador de serviços de produção de vídeos à campanha do ex-prefeito de Campinas, Dr. Hélio (PDT), em 2004, ele é acusado de ser receptor de parte de empréstimo fraudulento contraído pelo pecuarista José Carlos Bumlai, junto ao Banco Schahin, naquele ano.

Segundo a acusação, Bumlai, que é amigo do ex-presidente Lula, contraiu R$ 12 milhões junto à instituição financeira cujo grupo controlador tinha contratos com a Petrobrás. O valor teria sido abatido de forma fraudulenta. Em depoimento, Bumlai e delatores do grupo Schahin admitiram o suposto crime. O pecuarista foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro 9 anos e 10 meses de prisão na Lava Jato por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção.

Segundo a Lava Jato, em troca do empréstimo, o Grupo Schahin foi favorecido por um contrato de US$ 1,6 bilhão sem licitação com a Petrobrás, em 2009, para operar o navio sonda Vitória 10.000.

O caso se desmembrou em duas ações. Uma se refere à parte dos valores que teriam sido repassados por Bumlai ao empresário Ronan Maria Pinto. Em outra, é acusado o suposto uso do dinheiro do empréstimo para bancar dívidas de campanha que elegeu Dr. Hélio, em Campinas, em 2004.

O montante teria sido repassado por Bumlai ao grupo Bertin, que, de maneira dissimulada, repassou R$ 3,9 milhões a Favieri, segundo a Procuradoria.

O pagamento teria servido para quitar uma dívida de campanha de Dr. Hélio, que fora apoiado pelo PT no segundo turno. Segundo a denúncia, a ordem para abastecer o candidato do PDT teria partido de Delúbio Soares, então tesoureiro petista, também condenado na Lava Jato.

Reprodução do site do TSE/ Prestação de contas de Fernando Haddad

Dr. Hélio, Favieri, executivos do grupo Bertin e Delúbio viraram réus em outubro de 2016, por decisão do juiz federal Sérgio Moro.

Em agosto deste ano, a ação recebeu o compartilhamento de mais provas, que envolvem a delação do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Em colaboração com as autoridades, Mônica afirmou que recebeu pelo menos R$ 800 mil ‘por fora’ de Favieri para ajudar na campanha de Hélio em 2004.

Em outro inquérito, que tramita na Justiça Federal de São Paulo, Mônica e João Santana também admitiram que, em 2012, houve suposto caixa dois de R$ 20 milhões na campanha de Haddad. Eles disseram, em depoimento à PF, que foram pagos diretamente pela Odebrecht em contas na Suíça pela campanha do ex-prefeito.

Esta não é a primeira vez que Favieri presta serviços a Haddad. Em 2016, ele foi o maior receptor das despesas eleitorais – cadastradas no TSE – da candidatura do petista à Prefeitura de São Paulo, por meio da empresa F5BI, que recebeu R$ 3,5 milhões – equivalente a 22% dos gastos da campanha. Segundo a prestação parcial de contas, nesta eleição, o gasto com a empresa de Favieri e Garreta chega a 63% do total de despesas – que atingiu R$ 3,3 milhões – para a candidatura do petista.

Em agosto deste ano, sua empresa Rental Locação de Bens admitiu como sócio Valdemir Garreta, que foi responsável por coordenar os trabalhos de publicidade de candidaturas como a de Alexandre Padilha, em 2014, ao governo de São Paulo, e secretário municipal na gestão de Marta Suplicy (PT). Garreta e Favieri trabalham juntos desde os anos 90.

Em acordo com autoridades peruanas que ainda permanece em sigilo, Garreta admitiu ter recebido da Odebrecht US$ 700 mil para conduzir a campanha de 2011 do ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016).

Delatores da empreiteira, entre eles, Marcelo Odebrecht, dizem ter feito repasse de R$ 3 milhões à campanha de Humala a pedido do ex-ministro Antonio Palocci, em 2011.

Em colaboração com as autoridades peruanas, Garreta diz desconhecer o envolvimento de Palocci, mas confirmou ter recebido diretamente da Odebrecht para a campanha de Humala.

Humala chegou a ser preso desde julho de 2017, mas saiu em abril deste ano. Segundo as investigações naquele país, Humala e a ex-primeira-dama, Nadine Heredia são acusados de terem recebido dinheiro ilícito da Venezuela e da empreiteira Odebrecht para as campanhas presidenciais de 2006 e 2011 – a empresa diz estar colaborando com as investigações.

Em seu acordo com autoridades do Peru, Gerreta afirma que a ex-primeira-dama teria pedido a ele que recebesse diretamente da Odebrecht no segundo turno das eleições.

O escândalo de corrupção da Odebrecht no Peru também envolveu os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006) e Alan García (1985-1990 e 2006-2011), acusados de terem recebido propina para obter a concessão de obras públicas. Delatores da empreiteira citam ainda repasses à campanha de Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, em 2011.

Investigados. Fernando Haddad também nomeou como tesoureiro de sua campanha ao Planalto seu ex-secretário Francisco Macena. Ele também é alvo do inquérito embasado na delação de João Santana e Mônica Moura. Em delação premiada, Mônica ainda relatou reunião com Antonio Palocci, João Vaccari e Macena na qual ficou combinado que, da conta de R$ 30 milhões no 1.º turno, R$ 10 milhões seriam pagos por fora pela Odebrecht.

COM A PALAVRA, GIOVANE FAVIERI

Giovane Favieri explicou que presta serviços à campanha de Fernando Haddad (PT) na área de locação de equipamentos de filmagem, computadores e ilhas de edição.

Ele ressalta que a força-tarefa da Operação Lava Jato nunca questionou a prestação de serviços. “O que somos acusados é que teríamos recebido um dinheiro que veio do Bertin”.

“Não tínhamos como identificar de onde vinha o dinheiro. Naquele tempo, caiu na conta da empresa, tudo certo, houve prestação de contas. não aparecia depositado por fulano, como aparece hoje”, lembra.

Ele afirma ter pedido ‘absolvição sumária’ no processo. “Somos apenas prestadores de serviços”.

Favieri também confirma a contratação do casal João Santana e Mônica Moura para realizar a campanha de Dr. Hélio (PDT). “Ela recebeu R$ 600 mil da nossa parte e R$200 mil que foram pagos em dinheiro”.

Favieri afirma que à época era mais ‘difícil’ de identificar os pagadores dos serviços prestados. “Antigamente, era uma coisa que a gente não sabia. Nem quem pagava, nem quem recebia se preocupava muito com as formalidades”.

“Ainda bem que as leis vieram para elucidar tudo isso, e hoje em dia a gente faz tudo nos conformes. Tomamos as precauções necessárias para não ter esse tipo de dor de cabeça. Acho que vem para melhorar”.

“Hoje, as coisas estão muito mais claras, estão no TSE não tem motivo para ser como eram antes. Tudo é muito disponível a todo mundo”, avalia.

Ele afirma que presta serviços à campanha de Haddad, e não foi convidado especificamente por ninguém. “Eu sou um dos que eles cotaram os preços. Quando cotam, eles chamam a gente para fazer, negociar preço. Eles devem escolher o melhor preço”

“Eles pediram a redução de preços”, afirma.

COM A PALAVRA, VALDEMIR GARRETA

Valdemir Garreta afirmou que não vai se manifestar.

COM A PALAVRA, FERNANDO HADDAD

Por meio da assessoria de imprensa, o candidato informou que não irá se manifestar.

Estadão

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CONTAS PÚBLICAS: Governo Lula admite falta de recursos para manter políticas atuais a partir de 2028

Foto: Wilton Junior/Estadão

O governo Lula (PT) reconheceu, em documento enviado ao Congresso Nacional, que poderá faltar dinheiro para manter as políticas públicas atuais a partir de 2028. As projeções apontam uma insuficiência de R$ 15,8 bilhões em 2028, R$ 14,9 bilhões em 2029 e R$ 23 bilhões em 2030, caso seja mantida a trajetória atual das despesas.

Os cálculos foram apresentados junto à proposta de Orçamento de 2027 e consideram os limites de gastos estabelecidos pelo arcabouço fiscal. A estimativa leva em conta despesas de funcionamento da máquina pública e investimentos, diante do crescimento dos gastos obrigatórios, como aposentadorias e benefícios sociais.

O cenário ainda não inclui novas promessas anunciadas por Lula durante a campanha eleitoral, como reajuste do Bolsa Família, Pix de R$ 5 mil para microempreendedores individuais e gratuidade no transporte público aos fins de semana. Segundo o Estadão, essas medidas exigiriam ajustes de pelo menos R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027.

No documento, o próprio governo reconhece a necessidade de revisar despesas e reavaliar programas nos próximos anos. O Ministério do Planejamento, porém, afirma que as projeções são exercícios técnicos e não significam descumprimento das regras fiscais ou desequilíbrio nas contas públicas.

A situação ocorre em meio às críticas de Lula à proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de reduzir gastos da administração federal. O candidato do PL nega que pretenda cortar benefícios sociais e afirma que pretende economizar com despesas da máquina pública, como supersalários, viagens, ministérios e cargos comissionados.

Com informações do Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Cabo Deyvison declara neutralidade no 2º turno no RN e diz que seu único voto será em Flávio Bolsonaro

 

O cabo Deyvison (PL), vereador de Mossoró que recebeu 100.795 votos para deputado federal nas eleições deste ano, anunciou que não apoiará nenhum dos dois candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte no 2º turno. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele fez duras críticas a Allyson Bezerra e declarou que seu único voto será para Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

Deyvison afirmou que apoiou Álvaro Dias (PL) no 1º turno por considerar que ele apresentava a posição mais firme no combate às facções criminosas. Sobre a disputa estadual, criticou Allyson, a quem chamou de “um candidato acusado de desviar mais de R$ 14 milhões da saúde pública de Mossoró”. A afirmação é uma acusação reproduzida pelo ex-vereador, sem comprovação apresentada no vídeo.

O ex-vereador também criticou a gestão municipal por problemas na saúde pública, aumento do IPTU e suposto superfaturamento em licitações. “Um candidato que eu sempre denunciei pelo abandono e descaso com as nossas periferias”, afirmou. Ele ainda acusou Allyson e Walter Alves, presidente do MDB no RN, de terem articulado a cassação de seu mandato.

Ao justificar o apoio a Flávio Bolsonaro, Deyvison destacou o combate às facções criminosas e lembrou o atentado que sofreu. Segundo ele, o candidato do PL foi o único a se solidarizar com o episódio. “Nesse segundo turno, o meu único voto é para Flávio Bolsonaro, 22”, declarou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

EXPECTATIVA FRUSTRADA: Felca decepciona internautas que esperavam denúncias políticas em novo vídeo

Foto: Reprodução/Youtube

O influenciador Felca voltou ao YouTube nesta terça-feira (20), após meses de afastamento, mas frustrou parte dos internautas que esperavam denúncias envolvendo políticos às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais. Em vez disso, publicou um vídeo de mais de uma hora sobre sua luta contra a fobia social e o bullying sofrido na adolescência.

A expectativa surgiu após Felca anunciar seu retorno com uma mensagem enigmática nas redes sociais, alimentando especulações sobre possíveis revelações envolvendo Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O conteúdo, porém, não abordou a disputa eleitoral.

Nas redes sociais, parte dos usuários criticou a expectativa criada. “Esperava: Felca expondo os Bolsonaros. Recebemos: fobia social”, escreveu um internauta. O humorista Antonio Tabet também ironizou: “Agora, também estou com fobia social do Felca”.

No vídeo, Felca relatou ter sofrido agressões e humilhações durante oito anos na escola, além de recorrer ao álcool para enfrentar situações sociais. Ele anunciou um desafio de 90 dias para superar dificuldades de socialização e retomar suas atividades.

Apesar das críticas, outros internautas defenderam o influenciador e destacaram a importância do relato sobre saúde mental. Felca não havia prometido denúncias políticas.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ALFA: Flávio tem 51,5% dos votos válidos contra 48,5% de Lula no 2º turno

Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

Levantamento da Alfa Inteligência divulgado nesta terça-feira (20) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,5% das intenções de voto contra 48,5% do presidente Lula (PT) no 2º turno das eleições presidenciais. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,9 ponto percentual.

Os números consideram apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, conforme o critério utilizado pela Justiça Eleitoral. Flávio aparece numericamente à frente, com uma diferença de três pontos percentuais sobre Lula.

A pesquisa entrevistou presencialmente 2.700 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026. O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00820/2026.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REAL TIME BIG DATA: Allyson tem 45% e Cadu de Lula 42% no 2º turno no RN

Fotos:  Lucas Bulcão e Divulgação

Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (20) aponta Allyson Bezerra (União Brasil) com 45% das intenções de voto contra 42% de Cadu de Lula (PT) na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário estimulado de votos totais, 9% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 4% não souberam ou não responderam.

Quando considerados apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Allyson aparece com 52% e Cadu de Lula registra 48%. A diferença é de quatro pontos percentuais, no limite da margem de erro.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 19 de outubro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-02651/2026.

Com informações do UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REAL TIME BIG DATA: Flávio tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula no 2º turno

Fotos: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

O levantamento Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (20) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% das intenções de voto contra 48% do presidente Lula (PT) no 2º turno das eleições presidenciais. Os percentuais consideram apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos. Os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário estimulado de votos totais, Flávio registra 48%, enquanto Lula aparece com 45%. Os votos brancos e nulos somam 5%, e outros 2% não souberam ou não responderam.

Já no cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio tem 47% e Lula, 44%. Nesse levantamento, 5% declararam voto branco ou nulo e 4% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02952/2026.

Com informações da Gazeta do Povo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] “ENROLOU MAIS AINDA”: Jornalista do SBT cita crítica de adversário e questiona Lula sobre o Desenrola


Vídeo: Reprodução/Jornal Razão/SBT

Durante sabatina concedida a jornalistas do SBT na noite desta segunda-feira (19), o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi confrontado sobre as falhas e o baixo impacto prático das etapas anteriores do programa Desenrola. Questionado por uma das jornalistas sobre as críticas da oposição, que apontou que o governo teria “enrolado mais ainda”, Lula rejeitou o argumento.

“Não, senhor, não, não é verdade”, rebateu o presidente, destacando que a primeira etapa do programa auxiliou quase 15 milhões de pessoas. Diante de indagações sobre a eficácia das versões anteriores, o chefe do Executivo explicou o funcionamento do novo modelo.

Segundo Lula, o governo planeja adquirir a dívida dos brasileiros junto aos bancos, estimada em cerca de R$ 300 bilhões por meio de um leilão com deságio projetado entre “92, 93, até 95%”, o que classificou como uma compra a “preço de banana”. Após a quitação do débito, o cidadão contemplado receberá “um Pix de cinco mil reais” para “recomeçar sua vida”, com a ressalva de que o valor “não é empréstimo”.

O presidente também brincou sobre a nomenclatura da iniciativa, afirmando que a medida “poderia ser Recomeçar, mas a gente não pode mudar de nome”.

A entrevista ocorre na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no próximo domingo (25) entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Lula volta a defender saidinhas de presos durante sabatina no SBT


Vídeo: Reprodução/SBT/TubarãoBelaSC

Durante sabatina realizada no SBT nesta segunda-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a defender a manutenção das saídas temporárias de detentos, conhecidas popularmente como “saidinhas”. Questionado sobre o tema em meio ao debate de segurança pública e ao clamor popular por rigores maiores contra a criminalidade, Lula argumentou que o benefício está atrelado ao direito fundamental de convivência familiar.

Segundo o presidente, a medida deve ser analisada sob a ótica dos direitos humanos e da ressocialização. Ele pontuou que, caso um cidadão seja detido por um delito de menor gravidade e mantenha vínculos familiares com pais, mães, cônjuges ou filhos, é compreensível que possa ter o induto para visitar os parentes, dependendo do comportamento apresentado na prisão.

“A ‘saidinha’ é uma questão de direito das pessoas com viver em família”, declarou Lula durante a entrevista. O candidato à reeleição acrescentou que o sistema prisional precisa ter como objetivo central a tentativa de recuperar os indivíduos.

Questionado sobre casos em que beneficiados pelo induto voltam a cometer crimes, Lula ponderou que eventuais reincidências de uma minoria não devem justificar a punição generalizada de centenas de milhares de detentos. “Você não pode, por causa de dois ou três, punir centenas ou milhares de pessoas. Nós acreditamos na possibilidade de recuperar”, concluiu Lula.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Bloquinho do 22: Flávio Bolsonaro mobiliza multidão no Amazonas ao lado de deputados recordistas de votos


Vídeo: Divulgação/PL

A seis dias do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25), o candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, participou nesta segunda-feira (19) do ato político “Bloquinho do 22”, realizado na praia da Ponta Negra, zona oeste de Manaus (AM). O evento também contou com a presença dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).

Nikolas e Pavanato chegam ao evento embalados pelos expressivos resultados das eleições de 2026. O parlamentar mineiro fez história ao se tornar o deputado federal mais votado do Brasil, alcançando a marca de 3.119.051 votos. Logo atrás no ranking nacional, o paulista Lucas Pavanato garantiu a segunda colocação com 3.038.438 votos.

A concentração de apoiadores teve início às 18h nas proximidades da Praça dos Cocos, com caminhada a partir das 19h em direção ao Tropical Hotel Amazônia. Registros compartilhados nas redes sociais evidenciaram a mobilização de simpatizantes com bandeiras do Brasil, adereços de campanha e celulares com as lanternas acesas ao longo do percurso.

O ato contou ainda com a presença de lideranças regionais do Partido Liberal, entre elas a candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) e o vereador manauara sargento Salazar.

Com a proximidade do pleito, que definirá tanto o comando do Palácio do Planalto entre Flávio e Lula quanto o governo do estado do Amazonas, a campanha intensifica a agenda nas capitais para consolidar bases eleitorais na reta final da disputa.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] WILLIAM WAACK: Debate entre Flávio e Lula degrada a campanha, mas não muda votos


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

Na reta final para a definição do segundo turno presidencial, o debate entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi marcado por um tom considerado degradante e, em partes, grotesco. Contudo, na avaliação do jornalista William Waack em análise para a CNN, o confronto televisivo não aparenta ter sido decisivo a ponto de alterar de forma significativa o panorama da disputa eleitoral.

Segundo o levantamento do cenário atual, Flávio Bolsonaro mantém uma vantagem numérica reduzida, mas constante, sobre Lula nas pesquisas de intenção de voto mais recentes. De acordo com a análise, esse quadro não difere substancialmente daquele observado dias antes do primeiro confronto direto entre os candidatos. Embora Lula tenha buscado alguma recuperação em relação aos resultados iniciais do primeiro turno, o saldo final do debate não provocou uma reviravolta nas urnas.

A gente já conta em horas, não mais em dias, o que falta para a decisão do segundo turno, mas 120 do momento em que essa edição do WW está indo para o ar. A vantagem reduzida de Flávio, ela se mantém sobre Lula de acordo com as últimas quatro pesquisas. Essa vantagem, aguenta esse número de horas? Esse quadro deste momento, agora, desse instante, não era muito diferente do quadro de uns dois dias atrás”, comentou. 

Para Waack, a explicação para a estabilidade do eleitorado, mesmo diante de um espetáculo político considerado áspero reside em fatores econômicos de grande amplitude que pesam diretamente na percepção popular. Enquanto os debates focam em estratégias e embates de palanque, o cotidiano da população é guiado por três indicadores básicos e concretos: o custo do carrinho de supermercado, o endividamento bancário e a capacidade real de consumo.

Na visão de analistas políticos, quando a inflação corrói o poder de compra e o crédito aperta o orçamento familiar, o desgaste recresce sobre quem está no poder. A fórmula simples explica o clima de tensão, angústias e acusações que dominam os momentos finais da campanha.

Por outro lado, o analista aponta que uma parcela significativa do eleitorado pouco se orienta por conceitos técnicos tradicionais de macroeconomia, como PIB, déficit nominal ou buraco fiscal na hora de definir seu voto. Essa desconexão entre o debate técnico-ideológico e a realidade econômica do dia a ajuda a explicar por que embates altamente esperados acabam gerando forte repercussão retórica, mas geram impacto limitado na correlação de forças nas urnas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *