Polêmica

Cardozo: Setores do PT queriam mudanças na PF

16061455Foto: Alan Marques/Folhapress

Após cinco anos e dois meses no comando do Ministério da Justiça, José Eduardo Cardozo afirma que deixou o cargo por “desgaste pessoal e político” e admite que setores de seu partido, o PT, pediram que ele atuasse de forma diferente diante da Polícia Federal, para “melhorar a atuação” da corporação.

Em sua primeira entrevista após a demissão e um dia antes de assumir a Advocacia-Geral da União, Cardozo disse que não sofreu “pressão direta” do ex-presidente Lula para sair do ministério e que não há risco de a Operação Lava Jato ter qualquer tipo de interferência política.

“O novo ministro [Wellington César] agirá dentro dos padrões que têm caracterizado minha conduta”, afirmou.

Folha – O senhor ensaia há meses sair do Ministério da Justiça. Por que agora?

José Eduardo Cardozo – Sou o ministro mais longevo do período democrático. O tipo de atribuição que o Ministério da Justiça tem implica em uma série de desgaste, seja pessoal ou político, que recomenda que tenhamos renovação de ministros. Quando falei com a presidente Dilma, fiz ponderações sobre isso e acho que existe uma fadiga de material numa permanência tão alongada. Era a hora certa da substituição.

No seu caso foi desgaste pessoal ou político?

Os dois. O ministro da Justiça é acusado, especialmente em períodos de investigação da Polícia Federal, por investigar aliados –e aí não tenho o controle da polícia que alguns acham que eu deveria ter.

Quando os investigados são adversários, sou acusado de perseguição. Vivi as duas situações, que mostram o nível de tensão e desgaste político que um ministro da Justiça sofre no Brasil.

*Está cedendo à pressão do ex-presidente Lula e do PT, que dizem que o senhor “não controla a Polícia Federal”?
Desconheço pressão do ex-presidente Lula. Estive com ele várias vezes e ele nunca fez nenhuma pressão direta a mim. Claro que li na imprensa muitas coisas, recebi críticas de setores do meu partido, mas acho que são críticas normais.

O Brasil está pouco ambientado com a dimensão de uma atuação institucional republicana. As pessoas sempre acham que, por força da PF estar vinculada ao Ministério da Justiça, tudo é uma ação política, quando não é.

O ex-presidente Lula nunca falou diretamente com o senhor, mas já disse à presidente Dilma e a interlocutores do governo e do PT que não estava satisfeito com sua atuação.

É fato que muitos rumores foram publicados, mas também é fato que conversei inúmeras vezes com o ex-presidente, pessoalmente e por telefone, e ele tem liberdade para fazer as críticas –eu iria ouvi-las. Mas não posso comentar ‘diz que me disse’.

Nenhuma vez houve um pedido direto de Lula ou de outro petista para que o senhor agisse de determinada maneira à frente do ministério?

Falo em relação ao ex-presidente Lula. Muitas vezes, militantes ou parlamentares petistas me fizeram críticas e sugestões em relação a melhorar a atuação da Polícia Federal, evitar abusos e ilegalidades. Isso era frequente.

A presidente Dilma já pediu que o senhor atuasse em alguma operação ou investigação?

A presidente nunca, em momento algum, me dirigiu qualquer orientação para que tentasse obstar, criar dificuldades ou embaraços em qualquer investigação.

O senhor sofreu críticas por não saber com antecedência de operações que atingiriam quadros importantes do governo e do PT. Como vê isso?

O ministro da Justiça sabe de uma operação no momento de sua deflagração. Apenas verifica se os pressupostos jurídicos estão dados. As pessoas não entendem isso, talvez acostumadas a outro período da história brasileira.

A Polícia Federal mudou muito nos governos Lula e Dilma. Nós não criamos situações de engavetamentos, não nomeamos pessoas que paralisam investigações, ao mesmo tempo em que agimos quando temos desmandos e irregularidades.

Mas dizem que até presidente Dilma já se irritou algumas vezes, dizendo: ‘Somos sempre os últimos a saber.’

A presidente, muitas vezes, fica justificadamente irritada quando tem vazamentos ilegais. Ou seja, nós respeitamos o sigilo, mas subitamente alguém, que pode ser um policial federal, um membro do Ministério Público, um advogado ou um juiz vaza informações para a imprensa. Às vezes ela até chega a dizer isso como uma certa brincadeira [risos].

Com a troca no comando do ministério, pode haver mudança no andamento da Operação Lava Jato, como temem investigadores e delegados?

Não, há um forte compromisso do governo com o respeito ao Estado Democrático de Direito. O ministro que irá tomar posse [Wellington César] agirá, não tenho a menor dúvida, dentro dos mesmo padrões que têm caracterizado minha conduta. Ele tem o mesmo comprometimento democrático e talvez até maior habilidade para conduzir o processo do que eu.

*Não é ruim deixar o posto no momento em que a Lava Jato pode chegar à campanha de Dilma, com a prisão do marqueteiro João Santana

Se eu tivesse saído há um ano, você faria essa mesma pergunta. João foi preso agora. Nós já tivemos prisões de diretores da Petrobras, do tesoureiro do PT [João Vaccari Neto] e outras tantas. Tem um momento em que você tem que ter a clareza política de que é hora de sair.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Mais um escolhido a dedo que sai escondendo o jogo dos bastidores.
    O PT destruiu a petrobras, os militantes do PT vem sendo investigados e condenados por envolvimento em desvios dos recursos públicos, o PT aparelhou o Estado brasileiro, tem muitas condutas questionáveis no campo ético, moral, social, político e legal, mas uma coisa ninguém faz melhor que o PT, escolher sua assessoria direta.
    Pense num monte de diretores, tesoureiros, banqueiros, empresários e empresas condenados e que mantém o bico fechado. Vão ficar na cadeia pagando uma conta que devia ser dividida entre eles e os mandatários, mas preferem ficar calados, como se tudo fosse obra e graça apenas deles. Como se eles tivessem poder para autorizar o manuseios dos bilhões que foram desviados.
    Nisso o PT tem competência, saber nomear seus aliados.

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67% dos brasileiros dizem que não se beneficiaram pela nova isenção do Imposto de Renda, diz pesquisa Quaest

Foto: Marcos Serra / g1

Mesmo após a entrada em vigor da nova isenção do Imposto de Renda, a maioria dos brasileiros afirma não ter sentido efeito no bolso. Pesquisa da Quaest mostra que 67% dizem não ter sido beneficiados, nem pessoalmente nem na renda familiar, pela medida que isenta salários de até R$ 5.000 mensais.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre 5 e 9 de fevereiro. Apenas 30% afirmaram ter recebido algum benefício, enquanto 3% não souberam responder.

Entre os que disseram ter sido beneficiados, 50% afirmam não ter percebido mudança na renda. Outros 32% relataram impacto pequeno e só 15% disseram ter notado aumento relevante. O restante não soube avaliar.

O recorte político mostra diferenças claras. Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% afirmaram ter sido beneficiados. O índice é semelhante entre eleitores da esquerda não lulista (43%). Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, apenas 12% relataram algum ganho. Na direita não bolsonarista, o percentual foi de 26%, e entre independentes, 29%.

A nova regra isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 por mês (R$ 60 mil ao ano) e prevê descontos graduais para rendas de até R$ 7.350. Antes da mudança, a expectativa do governo era de um acréscimo mensal de até R$ 312,89 para quem estava no teto da isenção.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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Geral

Carnaval no Cicchetti com buffet todos os dias e rodízio de pizzas no domingo

Para quem vai aproveitar o Carnaval em Natal, seja para curtir a folia, o mar ou até mesmo momentos de puro descanso, o Cicchetti Midway preparou uma experiência gastronômica à altura desses dias especiais. Durante os quatro dias de animação, a casa abre as portas para receber foliões e apreciadores da boa mesa com seu delicioso buffet, servido das 11h30 às 15h.

No salão, a proposta é um passeio de sabores que une o melhor da culinária local, brasileira, além de pratos clássicos da tradição italiana. Entre receitas e preparos que celebram a autenticidade dos ingredientes, o buffet convida a uma degustação sem pressa, e com direito a sobremesas que encerram a experiência com delicadeza e doçura. Tudo isso por R$ 73,90.

E se o domingo ainda pede energia para mais um giro na folia, a pedida perfeita é o rodízio de pizzas, servido das 16h às 22h. Com massa fresca, de textura leve e bordas douradas, e molho de tomate suculento que realça cada cobertura, as “redondas” desfilam em sabores variados, como Pizza Tartufo e a Pizza Pugliese, equilibrando tradição e criatividade. O rodízio custa R$ 69,00, um convite irresistível para fechar o dia com sabor e celebração.

Serviço:
Cicchetti Midway
Shopping Midway Mall – 3º Piso
Av. Nevaldo Rocha, 3775
Tirol – Natal/RN
Fone: (84) 98619-0365
Instagram: @cicchettinatal

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Geral

Senadores do PP dizem que não foram consultados sobre nota da Federação União Progressista em apoio a Toffoli

A bancada do Progressistas no Senado negou ter participado da elaboração da nota da Federação União Progressista que saiu em defesa do ministro Dias Toffoli.

Em publicação nas redes sociais, a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, afirmou que o posicionamento não foi discutido previamente com os senadores e, por isso, não representa a bancada.

Segundo a nota, não houve anuência dos parlamentares do PP no Senado para a manifestação divulgada pela federação formada por União Brasil e Progressistas.

A nota também foi assinata pelos senadores Dr. Hiran, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze e Margareth Buzetti.

Na sexta-feira (13), a federação divulgou nota em defesa de Toffoli após ele deixar a relatoria do inquérito que apura fraudes no Banco Master. O texto criticou “narrativas” contra o ministro e foi assinado por Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e por Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.

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Geral

CASO MASTER: Nota do STF ‘choca o país’ e ‘aprofunda a degradação institucional brasileira’, diz Transparência Internacional

A reação da Transparência Internacional Brasil à nota do Supremo Tribunal Federal foi dura. A entidade afirmou que o posicionamento da Corte ao descartar a suspeição do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master “choca o país” e aprofunda a degradação institucional brasileira.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a ONG afirmou que o problema deixou de ser pontual e passou a contaminar todo o sistema de Justiça. Segundo a entidade, a postura do STF também deve causar impacto negativo na percepção internacional sobre o Brasil.

A Transparência Internacional citou o fato de Toffoli ter admitido participação societária no Resort Tayayá, posteriormente vendido a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Toffoli deixou a relatoria do caso nesta semana. Após reunião interna, ministros do STF divulgaram nota conjunta em apoio ao colega, afirmando que não havia motivo para declarar suspeição e reconhecendo a validade de todos os atos praticados por ele no processo.

A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou conversas entre Toffoli e Vorcaro no celular do banqueiro. Conforme revelou o UOL, o diretor-geral da PF, Andrei Passos, levou novos pedidos de investigação ao presidente do STF, Edson Fachin.

Leia a íntegra da nota abaixo:

Ontem, a nota do STF aprofundou, diante do país e do mundo, a degradação institucional brasileira.

O que começou como a degradação moral de alguns ministros transformou-se em metástase que hoje contamina o tribunal e todo o sistema de Justiça.

A decisão anunciada ontem expôs um STF agora unido em dar mais um largo passo no caminho já trilhado: o da submissão da Constituição a interesses corporativistas e privados. O tribunal já havia derrubado dispositivo legal aprovado pelo Congresso que impedia juízes de atuar em casos envolvendo escritórios de parentes. O Parlamento eleito viu impedimento; o STF viu discriminação contra seus familiares. No conflito entre o interesse constitucional e o interesse dos ministros, venceram os ministros.

Agora, a nota choca o país — e chocará a comunidade internacional — ao afirmar inexistir impedimento ou suspeição na relatoria do ministro Dias Toffoli no caso Master. Um juiz presidindo investigação que, se conduzida com técnica, independência e legalidade, deverá alcançar sua família e, muito provavelmente, ele próprio.

Há semanas, a imprensa revelou negócios altamente suspeitos envolvendo fundo registrado em endereço de fachada, controladores sem respaldo patrimonial e beneficiário final oculto — tudo isso ligando irmãos do juiz a parente do investigado. No dia da própria nota, o ministro relator admitiu que ele também é sócio — até então oculto — do negócio. Apesar disso, o Supremo comunica ao país que não há qualquer suspeição.

Não há suspeição, mas, politicamente, decidiram que a solução mais conveniente seria afastar o relator e publicar um desagravo.

Com isso, o STF promoveu um rebaixamento abissal dos critérios de suspeição aplicáveis a todos os juízes do Brasil — e, junto, flexibilizou o princípio da indeclinabilidade, agora condicionado à conveniência política. São as novas diretrizes para as escolas da magistratura e para as faculdades de direito. Em nome de “altos interesses institucionais”.

A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia. Em pleno ano eleitoral, o Supremo alimenta feras, estimula o extremismo autoritário e dá razão a quem despreza a razão.

A minoria de ministros que ainda preserva a estatura moral de juízes constitucionais, ao assinar a nota, deu sinais inequívocos de que está subjugada. O resgate da instituição terá de vir de forças democráticas dos outros Poderes e, sobretudo, da sociedade.

O Brasil precisa se unir na defesa da Justiça e da democracia.

Opinião dos leitores

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Geral

PT demonstra cautela com nova relatoria de André Mendonça no caso Master

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, tem adotado postura técnica e discreta no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles. Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita. A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com influência no Congresso.

A expectativa no PT é que o andamento das investigações avance nos próximos meses, principalmente após a troca de relatoria que tirou o ministro Dias Toffoli do caso. O processo é considerado sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.

Na sexta-feira (13), Mendonça e integrantes de seu gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações, que seguem sob sigilo.

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Geral

Lula critica crise no STF e comentário sobre Toffoli gera reação política

Foto: Reprodução

Nos bastidores de Brasília, aliados relatam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito que o ministro Dias Toffoli deveria deixar o Supremo Tribunal Federal para evitar que a crise envolvendo o caso Banco Master contaminasse o governo. A declaração, segundo interlocutores, foi interpretada por opositores como sinal de desconforto do Planalto diante do desgaste institucional provocado pela investigação.

A fala gerou reação de críticos do governo, que passaram a apontar uma suposta interferência do Executivo sobre o Judiciário. Parlamentares da oposição alegam que o presidente trata o Supremo Tribunal Federal como um braço político do governo, citando encontros frequentes entre integrantes dos Poderes fora das agendas oficiais. O Planalto, porém, não confirmou o teor da frase nem comentou oficialmente o assunto.

Nos bastidores, aliados do presidente afirmam que o objetivo seria evitar que o episódio envolvendo o STF e o Banco Master ampliasse o desgaste político em um momento sensível do cenário pré-eleitoral. A avaliação é que qualquer crise institucional prolongada pode afetar a agenda do governo e gerar ruídos na articulação política.

Enquanto isso, o caso segue em análise no Supremo após a saída de Toffoli da relatoria, agora sob responsabilidade do ministro André Mendonça. O episódio reacendeu o debate sobre a relação entre os Poderes e aumentou a pressão política em torno da atuação da Corte em temas de grande repercussão nacional.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. Esse vei só dá furada kkkkkkk, continua assim, qt mais conversar besteira, se meter onde não deve, melhor, vá falando, vá falando, é bom de mais kkkkkkk, bate com com a lingua nos dentes, aproveita e toma umas de Pitu ou ipioca, faz um bem danado.

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Política

Partido Novo aciona TCU e questiona uso do Planalto na organização de carro alegórico com Janja

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As bancadas do partido Partido Novo na Câmara e no Senado protocolaram uma representação no Tribunal de Contas da União pedindo investigação sobre um suposto uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. O foco da ação é a participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, no carro alegórico “Amigos do Lula”, da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

Segundo o documento encaminhado ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, servidores ligados ao cerimonial da primeira-dama — que integra a estrutura do Palácio do Planalto — teriam sido mobilizados para organizar convites e apoio logístico ao desfile. A representação afirma que empresários, políticos, banqueiros e artistas teriam sido convidados a participar do carro alegórico e que até medidas dos participantes teriam sido solicitadas para a produção das fantasias.

Os parlamentares do Novo alegam que a utilização de estrutura pública para viabilizar a participação da primeira-dama pode configurar desvio de finalidade e ausência de interesse público. O texto também cita que a escola de samba teria recebido cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos e sustenta possível descumprimento de orientação da Advocacia-Geral da União, que determina que a atuação do cônjuge do presidente respeite princípios constitucionais e tenha base jurídica clara.

Na representação, o partido pede medida cautelar para que o TCU determine a interrupção imediata de qualquer atividade de servidores federais relacionada ao carro alegórico, além de eventual responsabilização de gestores caso irregularidades sejam constatadas. O pedido é assinado por deputados e senadores da legenda, incluindo Adriana Ventura, Marcel van Hattem e Eduardo Girão. Até o momento, a Presidência da República não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Com informações da CNN

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Política

Mendonça aguarda relatório da PF antes de decidir futuro do caso Master no STF

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, vai esperar a entrega de um relatório da Polícia Federal antes de definir os próximos passos do inquérito envolvendo o Banco Master. A decisão ocorre logo após o magistrado assumir a relatoria do caso, que antes estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, em meio à crise provocada pelas menções ao nome do magistrado em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro.

Um dia depois de ser sorteado relator, Mendonça participou de uma reunião com delegados da PF para alinhar procedimentos e entender o estágio atual das investigações. O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, contou com integrantes do gabinete do ministro e da equipe policial responsável pelo inquérito. Segundo o Supremo, a conversa teve caráter técnico e buscou dar continuidade ao andamento do processo, agora sob nova condução.

Interlocutores do ministro afirmam que a postura adotada neste primeiro momento será de cautela. A orientação interna é atuar com “serenidade e responsabilidade”, evitando declarações públicas e decisões precipitadas. A expectativa é que, após analisar o material solicitado à PF, Mendonça avalie se o processo deve continuar no STF ou ser remetido à primeira instância, dependendo do alcance das investigações e da presença — ou não — de autoridades com foro privilegiado.

Nos bastidores da Corte, ministros avaliam que a chegada de Mendonça pode ajudar a reduzir a turbulência institucional provocada pela troca de relatoria. O novo relator é visto como mais focado nos aspectos processuais e menos propenso a movimentos que ampliem o desgaste público. O caso, no entanto, segue sensível dentro do tribunal, sobretudo após o vazamento de detalhes da reunião que selou a saída de Toffoli do comando do inquérito.

Com informações do O Globo

Opinião dos leitores

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Geral

Governo Lula torra R$ 2 milhões em anúncios nas redes sociais em um mês

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou cerca de R$ 2 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram apenas nos últimos 30 dias. Os dados constam na biblioteca de anúncios da Meta, plataforma que reúne informações sobre publicidade de caráter político ou institucional divulgada nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, o volume de investimento cresce ainda mais quando analisado um período maior. Somando os últimos três meses, os gastos com propaganda digital nessas duas plataformas chegam a aproximadamente R$ 7,4 milhões, valor voltado principalmente para campanhas de divulgação de programas e ações do governo federal.

Entre os conteúdos impulsionados, um dos principais focos foi a divulgação da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Só esse tema concentrou cerca de R$ 700 mil em anúncios no período de um mês, distribuídos em diferentes peças publicitárias direcionadas ao público nas redes.

A distribuição dos investimentos também chamou atenção pela concentração regional. Segundo os dados, os estados que mais receberam anúncios foram São Paulo, com cerca de R$ 289 mil; Rio Grande do Sul, com R$ 212 mil; e Bahia, com R$ 207 mil. Já unidades da federação como Mato Grosso e Distrito Federal tiveram menor volume de publicidade, com cerca de R$ 21 mil cada.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. É nisso onde vai embora parte da riqueza do Brasil, o bandido Lula querendo ser famoso, e recuperar alguns votos que ainda lhe resta, É uma pura sacanagem isso que ele vem fazendo sem ser punido, Se o Brasil fosse um País sério o Lula já estava na rua, perdido esse mandato que ele não sabe administrar, lamentamos tudo isso , mas só falta 10 meses, para ele cair fora. Fora Lula a bem do Brasil.

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Geral

VÍDEO: Noite de sexta-feira abre Carnaval de Natal em grande estilo na Praia de Ponta Negra

Vídeo: Reprodução

A sexta-feira de Carnaval em Natal foi marcada por muita festa, alegria e praia lotada no Polo Praia de Ponta Negra. O primeiro grande dia da programação carnavalesca reuniu milhares de foliões que tomaram a orla para acompanhar uma noite de shows marcada por energia alta e diversidade musical, consolidando o clima positivo da folia na capital potiguar.

A programação começou com o DJ Samir aquecendo o público e abrindo espaço para uma sequência de apresentações que levantou a multidão. O cantor Alceu Valença colocou a praia para cantar em coro os grandes clássicos do carnaval, seguido pelo forró contagiante da banda Cavaleiros do Forró, que manteve o público animado do início ao fim. Encerrando a noite, a dupla Rafa e Pipo Marques garantiu ainda mais animação, com repertório voltado para o axé e para o clima carnavalesco, fazendo a festa seguir madrugada adentro.

Com forte presença de turistas e moradores, a noite ficou marcada pelo clima familiar e pela tranquilidade, reforçando o sucesso da organização e a força do Carnaval de Natal como um dos principais eventos do calendário turístico da cidade. A Praia de Ponta Negra virou um grande palco ao ar livre, reunindo diferentes estilos musicais e mostrando a pluralidade da festa.

E a folia segue intensa neste sábado (14), com programação espalhada pelos principais polos da capital. No Polo Praia de Ponta Negra, a tradicional Engorda começa a partir das 19h, com shows de Priscilla Freire, Banda Mel, Márcia Fellipe e Luiz Caldas. Já no Polo Avenida da Alegria, na Redinha, a concentração começa às 14h com Banda Grafith, Banda Mel e Capilé. No Polo Ginásio Nélio Dias, a festa também inicia às 19h, com Márcia Fellipe, Pagode do Coxa, Cavaleiros do Forró e Soanata. A expectativa é de mais uma noite de grande público e muita animação no Carnaval de Natal.

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