Foto: Reprodução
A decisão de André Mendonça de levantar o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro trouxe à tona uma série de revelações envolvendo o ministro do STF, sua família e o dono do Banco Master. A investigação aponta contratos milionários, proposta de pagamento com cotas de jato e helicóptero, além de viagens e experiências de luxo que teriam sido oferecidas pelo banqueiro ao magistrado e seus familiares. As informações constam dos documentos da investigação obtidos pelo g1.
Um dos principais pontos envolve o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em um contrato, o Banco Master se comprometeu a pagar 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos. A PF encontrou o nome “Ministro Alexandre de Moraes” nos metadados de duas versões da minuta do acordo.
Entre fevereiro de 2024 e outubro de 2025, quatro comprovantes de transferências ao escritório encontrados pelos investigadores somam R$ 13,6 milhões. Em mensagem, Vorcaro teria classificado o repasse como “o pagamento mais importante” e dito que não poderia atrasar.
A PF também identificou uma negociação de outro contrato, de até R$ 50 milhões. Uma das propostas previa quitar R$ 40 milhões por meio da entrega de cotas de um jato Legacy 650 e de um helicóptero, além de R$ 10 milhões referentes a despesas de utilização das aeronaves.
O escritório Barci de Moraes afirmou que esse segundo contrato não foi assinado e que os termos não foram aceitos. Segundo a defesa, nenhuma cota de aeronave ou outro ativo previsto na negociação foi recebido.
A investigação ainda cita uma recepção de luxo em Campos do Jordão, com chef particular, passeios a cavalo e estrutura para convidados e seguranças, além da participação de Moraes no Fórum Jurídico Londres Brasil de Ideias, realizado em abril de 2024, com despesas da viagem custeadas.
Com informações do g1
Comente aqui