Inexiste o documento que o próprio presidente Jair Bolsonaro disse, em junho passado, ter recebido do ministro Sergio Moro (Justiça) sobre o inquérito da Polícia Federal acerca dos laranjas do PSL, de acordo com a versão apresentada pela CGU (Controladoria-Geral da União), órgão do governo federal.
A CGU é comandada por um ex-oficial do Exército, Wagner Rosário.
A manifestação da CGU é resposta ao recurso feito pela Folha a partir de pedidos recusados duas vezes por Moro dentro da Lei de Acesso à Informação.
A CGU deu parecer sem pedir explicações adicionais à Presidência e ao Ministério da Justiça, sob o argumento de que as informações constantes no processo digital “foram suficientes para a formação da opinião técnica”.
O artigo 23 do decreto que regulamentou a Lei de Acesso diz que a CGU “poderá determinar que o órgão ou entidade preste esclarecimentos”. A Controladoria abriu mão dessa hipótese e escreveu que “não houve necessidade de interlocução” com a finalidade de obter esclarecimentos adicionais.
Com a manifestação da CGU, o paradoxo agora é respaldado pelo órgão em tese responsável pelo cumprimento da Lei de Acesso: Bolsonaro disse, em entrevista coletiva, ter recebido um documento de Moro, mas a CGU agora acolhe argumento do ministro e diz que esse papel não existiu.
No dia 28 de junho, Bolsonaro foi indagado por jornalistas em Osaka, no Japão, sobre a investigação desencadeada um dia antes pela PF sobre membros do PSL.
Em sua resposta a jornalistas, o presidente afirmou: “Conversei com o Sergio Moro rapidamente sobre isso (a prioridade nossa aqui é outra). Ele [Moro] mandou a cópia do que foi investigado pela Polícia Federal pra mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler”.
O caso, entretanto, tramitava sob segredo na 26ª Zona Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte —e o repasse de dados a pessoas que não são parte da apuração poderia configurar quebra do sigilo processual.
Um grupo de aprovados em concursos públicos da Prefeitura de Mossoró ocupou, na manhã desta segunda-feira (6), o Palácio da Resistência para cobrar a convocação de candidatos das áreas de educação, saúde, assistência social e Guarda Municipal.
Os manifestantes afirmam que existem mais de 230 vagas sendo ocupadas por servidores contratados temporariamente e defendem a nomeação dos concursados.
O protesto foi encerrado após a chegada da Guarda Municipal, que retirou os manifestantes do prédio. Segundo o grupo, não houve negociação com o prefeito Marcos Medeiros.
TRE-RN concedeu liminar determinando que Instagram e YouTube retirem do ar, em 24 horas, cinco publicações da deputada federal; decisão aponta conteúdo “descolado da realidade do texto legislativo” e impulsionamento pago de propaganda negativa, prática vedada pela legislação eleitoral | Foto: divulgação
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou nesta segunda-feira (6) a remoção de cinco publicações da deputada federal Natália Bonavides (PT) que atribuíam ao senador Styvenson Valentim (Podemos) a defesa de uma suposta “escala 7×0” de trabalho. A decisão liminar, assinada pela juíza Sulamita Pacheco, relatora do caso, dá 24 horas para que Meta (Instagram) e Google (YouTube) retirem os conteúdos do ar, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
A representação, ajuizada inicialmente pelo próprio senador e assumida pelo diretório estadual do Podemos, sustenta que a parlamentar petista veiculou, entre 31 de maio e 9 de junho, uma série coordenada de postagens imputando falsamente a Styvenson o apoio à eliminação de direitos trabalhistas — entre eles o 13º salário, o FGTS, as férias e o repouso semanal remunerado — por ter assinado a Proposta de Emenda à Constituição nº 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN).
Ao analisar o pedido, a magistrada confrontou o teor das publicações com o texto literal da PEC e concluiu que as alegações não encontram respaldo na proposta. A decisão registra que a emenda não altera o dispositivo constitucional que garante o repouso semanal remunerado — o que afasta a tese da “escala 7×0” —, mantém expressamente o teto de 44 horas semanais de jornada e resguarda a proporcionalidade no cálculo de férias, décimo terceiro e demais benefícios em caso de redução da carga horária. Para a relatora, as postagens partem de “premissas factuais descoladas da realidade do texto legislativo debatido” e carregam conotação negativa “dolosamente utilizada com o intuito de ferir a imagem e a reputação” do pré-candidato ao Senado.
Um dos pontos centrais da decisão envolve a comprovação de que ao menos uma das publicações — postada em 8 de junho no Instagram, com alcance estimado entre 40 mil e 45 mil impressões — foi objeto de impulsionamento pago. A prática esbarra em vedação expressa da legislação eleitoral: a Lei nº 9.504/1997 e a Resolução nº 23.610 do TSE só admitem o impulsionamento de conteúdo para promover ou beneficiar candidatura, jamais para veicular propaganda negativa ou crítica a adversário, inclusive durante a pré-campanha.
A juíza ponderou que o debate político é livre e comporta críticas duras entre concorrentes, mas lembrou que a liberdade de expressão encontra limite na proibição de divulgar conteúdos sabidamente falsos ou gravemente descontextualizados, capazes de induzir o eleitor em erro. Pesou ainda, na avaliação da Corte, o fato de as mensagens partirem não de uma pessoa leiga, mas de outra pré-candidata detentora de mandato federal — circunstância que, segundo a decisão, reforça o dever de checagem da veracidade do que se publica.
Há uma ironia processual que não passou despercebida. Ao fundamentar a plausibilidade do direito invocado, a relatora citou precedente do próprio TRE-RN, de outubro de 2024, em que o Tribunal concedeu direito de resposta justamente a Natália Bonavides, então candidata, vítima de deturpação da finalidade de um projeto de lei que defendia. Na ocasião, a Corte entendeu que distorcer o conteúdo de proposta legislativa extrapola os limites da crítica política e configura desinformação passível de intervenção da Justiça Eleitoral.
Entre os conteúdos alvo da remoção estão quatro postagens no Instagram — incluindo montagens que rotulavam o senador de “inimigo do trabalhador” e uma peça gráfica intitulada “O Megazord dos Patrões” — e um episódio do De Repente Podcast, no YouTube, apresentado pela própria deputada.
Além da remoção, a decisão determina que as plataformas preservem integralmente registros, metadados, métricas de alcance e histórico de impulsionamento das publicações, de modo a viabilizar a apuração técnica dos fatos, e que a Meta informe se houve pagamento para ampliar o alcance das demais postagens. Bonavides foi citada e tem prazo de dois dias para apresentar defesa. Em seguida, o processo segue para parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, antes do julgamento de mérito pelo colegiado do TRE-RN, quando poderão ser aplicadas as multas previstas na legislação por propaganda antecipada negativa e impulsionamento irregular de conteúdo.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou no início da tarde deste domingo, em Natal, do lançamento da pré-candidatura de Josemar Varela a deputado estadual. O evento, intitulado “Acorda RN”, reuniu lideranças do Partido Liberal (PL) e marcou o fortalecimento do PL Jovem dentro do projeto político para as eleições deste ano.
Realizado no Praiamar Arena Hotel, o encontro reuniu militantes, apoiadores e representantes do partido, promovendo debates sobre renovação política, participação da juventude e os desafios do Rio Grande do Norte.
Também participaram do evento o deputado federal Nikolas Ferreira; o vereador de São Paulo Fernando Holiday; o vereador de São Paulo Lucas Pavanato; o deputado federal General Girão; o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio; o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira; a pré-candidata a deputada federal Nina Souza; e a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra.
Durante seu pronunciamento, Álvaro Dias afirmou que o Rio Grande do Norte vive um momento decisivo e defendeu a necessidade de um novo ciclo de desenvolvimento para o estado. O pré-candidato também destacou sua experiência administrativa e relembrou sua atuação durante a pandemia da Covid-19.
“Estamos chegando a um momento muito importante de refletir, de parar e de pensar no futuro do nosso estado. O Rio Grande do Norte já errou muito e precisa retomar o caminho do desenvolvimento. Nossa gestão à frente da Prefeitura de Natal foi encerrada com 65% de aprovação popular, demonstrando o reconhecimento da população pelo trabalho realizado. Durante a pandemia, enfrentamos momentos muito difíceis e, com muito empenho, ajudamos a salvar vidas. O Rio Grande do Norte conhece o nosso trabalho e sabe da nossa capacidade de enfrentar desafios”, finalizou Álvaro Dias.
Uma tentativa de assalto terminou como um bandido baleado. A ação criminosa foi interrompida a após a mulher descer da garupa da moto e atirar em um dos criminosos. O outro fugiu.
Além da reação precisa, o que também chamou atenção na cena foi a vibração do homem que estava com a mulher na moto, quando foram abordados pelos criminosos.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação no bairro Cidade Operária, em São Luís-MA.
O grupo terrorista Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) a dissolução do órgão que administrava a Faixa de Gaza desde 2007. A medida abre caminho para que um comitê de tecnocratas assuma a gestão civil do território, conforme previsto no plano de paz mediado pelos Estados Unidos.
Segundo o Hamas, a decisão busca facilitar a transição administrativa. No entanto, o grupo afirmou que continuará responsável pela segurança nas áreas sob seu controle e que os funcionários nomeados permanecerão em seus cargos.
O governo de Israel classificou a medida como um “truque” para evitar o desarmamento do Hamas, uma das exigências do acordo de paz. O grupo, por sua vez, acusa Israel de descumprir o cessar-fogo e de não retirar suas tropas da Faixa de Gaza.
Enquanto as negociações seguem, as forças israelenses continuam controlando mais de 60% do território, e novos ataques registrados nesta segunda-feira deixaram mortos e feridos na Faixa de Gaza, segundo autoridades locais.
Fotos: Rosinei Coutinho/SCO/STF e Adriano Machado/Reuters
O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (6) que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, entregue à Polícia Federal, em até 48 horas, as oito armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro que estão sob custódia da unidade.
Inicialmente, Moraes havia determinado que a defesa de Bolsonaro fizesse a entrega do armamento. No entanto, após os advogados informarem que as armas estão guardadas pelo Exército, o ministro transferiu a responsabilidade diretamente ao comando militar.
A defesa também informou que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União. Moraes determinou ainda que a Polícia Federal confirme se esse armamento está, de fato, sob sua guarda. Na última sexta-feira (3), o ministro também revogou o Certificado de Registro de CAC de Bolsonaro.
Foto: Mandel Ngan/AFP, Charlotte Wilson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (6) que pediu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a revisão da expulsão do atacante Folarin Balogun, mas negou ter solicitado a anulação da punição.
“Pedi uma revisão porque não achei que tivesse sido falta. Tudo o que fiz foi pedir uma revisão; não disse que eles tinham que fazer isso”, declarou.
Trump também criticou a decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus.
“Aquilo sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em velocidade máxima que acabaram se chocando.”
Sobre Claus, afirmou:
“Um pouco suspeito, se você analisar o passado dele.”
Balogun havia recebido cartão vermelho direto, confirmado pelo VAR, por um lance contra a Bósnia. No domingo (5), a FIFA informou que a suspensão seria adiada por um ano após um contato de Trump com Infantino, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica.
Ao comentar o confronto, Trump disse:
“Teremos um time completo e a Bélgica terá um time completo. E quer saber? Se eles nos vencerem, poderemos realmente nos orgulhar.”
Na sequência, voltou a repetir uma alegação falsa sobre as eleições americanas de 2020:
“Por outro lado, se eles nos vencerem… eu direi que foi manipulado, assim como a eleição de 2020 foi manipulada.”
O ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 48 horas para os presidentes de sete Tribunais de Justiça explicarem o pagamento de verbas indenizatórias que podem ter ultrapassado o teto constitucional de remuneração.
A decisão foi tomada após reportagem da Folha de S. Paulo apontar que tribunais estaduais teriam descumprido entendimento do STF sobre os chamados “penduricalhos”, autorizando pagamentos que chegaram a R$ 495 mil em alguns casos.
Foram intimados os Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia.
De acordo com a decisão de Moraes, os tribunais deverão informar os valores pagos a magistrados da ativa, aposentados e pensionistas entre abril e julho de 2026, detalhando as verbas remuneratórias e indenizatórias e apresentando as folhas de pagamento. O descumprimento da determinação poderá resultar no afastamento dos presidentes dos tribunais, além de responsabilização nas esferas penal, civil e disciplinar.
O preço médio das passagens aéreas domésticas comercializadas no Brasil atingiu R$ 632,53 em maio de 2026, alta de 11,2% em relação a maio de 2025, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Mesmo com as medidas do governo federal na tentativa de frear o impacto da alta do preço de petróleo no setor, o custo do QAV (querosene de aviação) teve alta de 68,5% no período e elevou as tarifas.
Os dados de tarifas aéreas domésticas são enviados mensalmente pelas empresas aéreas à Anac e divulgados depois de processo de validação técnica.
As informações consideram a data de venda do bilhete e correspondem exclusivamente ao valor do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, com atualização monetária pelo IPCA.
A Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (SEFAZ/RN) informa que, na manhã desta segunda-feira, 6 de julho, efetuará o repasse de 60% da cota-parte do ICMS destinada aos municípios potiguares, correspondente ao valor que deveria ter sido transferido na semana anterior. Os 40% restantes serão repassados na terça-feira, 7 de julho, concluindo integralmente a transferência desses recursos.
A SEFAZ/RN esclarece ainda que o repasse da cota-parte do ICMS referente à semana corrente, bem como os repasses do FUNDEB relativos à última semana e à semana corrente, serão realizados até a próxima sexta-feira.
A Secretaria reafirma seu compromisso com o diálogo permanente e o respeito institucional na relação com os municípios potiguares, mantendo a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. A SEFAZ/RN seguirá atuando para assegurar a regularização do fluxo dos repasses, preservando a cooperação entre os entes públicos e o cumprimento de suas obrigações constitucionais.
Aí mente… é o medo que aquele orgão do orificio central não aguente!!!