O número de chaves Pix registradas chegou a 478,3 milhões em julho de 2022, ultrapassando o dobro do número da população do Brasil (214,9 milhões), segundo dados do Banco Central. Impulsionado por essa forma de pagamento, o mobile banking, transações financeiras feitas remotamente usando um dispositivo móvel, como tablet e smartphone, vem ganhando cada vez mais espaço.
As transações com o Pix em maio de 2022 somaram R$ 889 bilhões e tiveram valor médio de R$ 461. As novas modalidades também vêm crescendo desde o fim do ano passado. Em julho, o número de transações de Pix Saque atingiu 268 milhões e do Pix Troco 3,1 milhões.
A maiorias das chaves Pix cadastradas é aleatória (190,3 milhões, 39,78%). Já 108,8 milhões (22,75%) usam o CPF; 100,3 milhões (22,75%), o celular; 70,3 milhões (14,71%) e 8,4 milhões (1,77%) o CNPJ.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação contra Djairlon Henrique Moura, ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte e ex-diretor de Operações da corporação, e outros dois ex-diretores da PRF.
Os três haviam sido indiciados pela Polícia Federal em janeiro de 2025 sob suspeita de participação nas ações que teriam dificultado ou impedido o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições de 2022.
Além de Djairlon, a decisão beneficia Luis Carlos Reischak Junior e Rodrigo Cardozo Hoppe. A PF apontou indícios de crimes como desobediência, prevaricação, restrição ao exercício do direito de voto e participação, por omissão, em tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, concluiu que não havia elementos contra os três ex-diretores. Diante da manifestação da PGR, Moraes determinou o arquivamento da investigação.
O Novo pediu à Universidade de São Paulo (USP) a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também é professor da Faculdade de Direito da instituição. O partido também quer o afastamento preventivo do ministro das atividades na universidade.
O pedido foi protocolado por Christian Lohbauer, um dos fundadores do Novo e candidato a deputado federal por São Paulo. Segundo ele, cabe à USP apurar a conduta do professor diante dos fatos que vêm sendo divulgados envolvendo Moraes.
O documento cita mensagens atribuídas ao ministro e a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, além do contrato de R$ 131 milhões firmado pelo banco com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
O Novo sustenta que os fatos devem ser apurados em processo disciplinar, com garantia de contraditório e ampla defesa. O presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, afirmou que não cabe à USP julgar Moraes como ministro do STF, mas analisar sua conduta como professor.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (24), as operações Uiraçu 41 e Uiraçu 42 para combater crimes relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet.
Os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em endereços nos bairros de Mãe Luiza e Planalto, em Natal.
Até o momento, a Polícia Federal não informou detalhes das condutas apuradas ou se houve prisões durante o cumprimento das medidas judiciais.
A PF também alertou pais e responsáveis para a importância de acompanhar as atividades de crianças e adolescentes nos ambientes virtual e físico como forma de prevenir situações de abuso e exploração sexual.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (24) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT), que registra 44%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos.
Na comparação com a pesquisa anterior do instituto, divulgada no início de setembro, Flávio passou de 44% para 45%, enquanto Lula permaneceu com 44%. Em julho, Lula tinha 45% e Flávio, 42%.
O Real Time Big Data também simulou outros confrontos. Lula e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 44% cada. Contra Romeu Zema (Novo), Lula tem 45% a 39%; diante de Renan Santos (Missão), 44% a 38%; e contra Augusto Cury (Avante), o placar é de 44% a 43%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre 19 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04202/2026.
O preço do botijão de gás de cozinha de 13 kg varia de R$ 95 a R$ 130 em Natal, uma diferença de R$ 35, segundo pesquisa realizada pelo Procon Natal em 30 pontos de venda nesta terça-feira (22). A variação entre o menor e o maior valor chega a 36,84%.
O preço mais alto foi encontrado no bairro Potengi, na Zona Norte, enquanto o menor foi registrado em Lagoa Azul. A média na capital é de R$ 114, alta de 10,67% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o valor médio era de R$ 103.
Por região, a Zona Sul tem o maior preço médio, de R$ 121. Em seguida aparecem as zonas Oeste, com R$ 114, Leste, com R$ 111, e Norte, com R$ 110.
Segundo o Procon Natal, a alta está relacionada a negociações salariais, convenções coletivas e reajustes nos custos das distribuidoras. O órgão recomenda pesquisar antes da compra e conferir as condições de pagamento e entrega.
O avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas levou o presidente Lula (PT) a reavaliar a estratégia de ficar fora dos debates no primeiro turno. Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente avalia participar do debate da Globo na próxima quinta-feira (1º), embora a decisão ainda não tenha sido tomada.
Aliados de Lula defendem a participação como forma de antecipar um possível confronto de segundo turno e defender o governo diante de uma audiência elevada. O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, e o presidente do PT, Edinho Silva, estão entre os que defendem a presença do presidente.
Dentro da campanha, porém, há preocupação de que Lula se torne o principal alvo dos demais candidatos. Também não há garantia de que Flávio participe mesmo com a presença do petista. O senador tem condicionado sua ida à participação de Lula, mas aliados avaliam que ele ainda pode desistir.
A mudança de estratégia ocorre com a redução da distância entre os dois nas pesquisas. No último Datafolha, Lula aparece com 39% e Flávio com 36%, em empate técnico. É a menor diferença entre os dois desde a primeira quinzena de maio.
A disputa pela Presidência da República entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, tem potencial para se consolidar como a mais acirrada e polarizada da história do Brasil desde 1994, de acordo com as projeções das pesquisas eleitorais.
Dados da pesquisa Quaest mais recente apontam que a diferença nas intenções de voto no primeiro turno entre os dois concorrentes é de apenas 4,7 pontos percentuais. Lula registra 43,5% dos votos válidos, enquanto Flávio pontua 38,8%.
Este cenário demonstra uma distância ainda menor do que a verificada na disputa de 2022, quando Lula obteve 48,3% dos votos válidos no primeiro turno contra 43,2% de Jair Bolsonaro, uma margem de 5,2 pontos percentuais. A soma das intenções de voto dos dois principais nomes também atingiu um patamar inédito, alcançando juntos 69,6% no primeiro turno. Em 2018, por exemplo, o abismo entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad no primeiro turno foi muito mais amplo, de 16,7 pontos percentuais.
Histórico de Disputas e Fatores da Polarização
Historicamente, antes da consolidação desta forte polarização em torno de Lula e do sobrenome Bolsonaro, visto por uma parcela do eleitorado como o único capaz de fazer frente ao lulismo, as eleições mais apertadas haviam ocorrido em 2006 (quando Lula superou Geraldo Alckmin por 7 pontos no primeiro turno) e em 2014 (com Dilma Rousseff vencendo Aécio Neves por 8 pontos de diferença). Nas pontas mais distantes, Fernando Henrique Cardoso venceu Lula com margens expressivas de 27,2 pontos em 1994 e 21,3 pontos em 1998, já no primeiro turno.
Diante desse panorama, especialistas avaliam que o resultado da votação de 4 de outubro permanece totalmente imprevisível, podendo sofrer reviravoltas caso ocorra algum escândalo de última hora na reta final da campanha.
Uma pesquisa realizada pelo PoderData em parceria com o Aya Bancah, divulgada nesta fase de reta final de campanha e realizada entre os dias 20 e 23 de setembro aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados no cenário de primeiro turno para a eleição presidencial. Considerando os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), o petista registra 43% das intenções de voto, contra 42% do parlamentar.
No cenário que engloba a totalidade do eleitorado, incluindo brancos, nulos e os que não souberam responder, a proximidade se mantém: o atual presidente aparece com 41%, enquanto o senador pontua 39%. Ambos os candidatos registraram oscilação positiva em comparação ao levantamento anterior, feito entre 13 e 16 de setembro, quando Lula contabilizava 37% e Flávio somava 36%.
Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) aparece em 3° com 6% das intenções de voto. Logo atrás aparece Renan Santos (Missão) com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 2%. Com apenas 1% aparece Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (Democracia Cristã). Não pontuaram: Wilson Grassi (Democrata), Leonardo Avalanche (PRTB), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB).
O levantamento foi conduzido pelo PoderData com recursos próprios e parceria de divulgação do Aya Bancah. Os dados foram coletados entre os dias 20 e 23 de setembro de 2026 por meio de ligações para telefones fixos e celulares, totalizando 3.000 entrevistas aplicadas em 723 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação.
A margem de erro estimada é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%, estando devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01739/2026. Para assegurar a representatividade proporcional da sociedade em termos de sexo, idade, renda, escolaridade e região, o instituto realiza dezenas de milhares de chamadas telefônicas, frequentemente ultrapassando a marca de 100 mil ligações até perfazer a amostra fiel da população.
A lobista Roberta Luchsinger, que é sócia de Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha), filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presenteou Swedenberger Barbosa (assessor direto de Lula), com um relógio de R$ 66 mil, ingressos para shows, uma obra de arte avaliada em R$ 82,9 mil e até mesmo o custeio de sua festa de aniversário. Os mimos e regalias vêm à tona por meio de trocas de mensagens obtidas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
De acordo com apurações anteriores da coluna, Berger e Luchsinger atuavam de forma conjunta na liberação de verbas da pasta da Saúde voltadas a estados e municípios. “Estamos colocando tudo que tem de bebida”, escreveu Luchsinger em uma das conversas sobre a comemoração, detalhando a presença de itens como whisky, vinho, gin e champanhe. Em resposta, Berger agradeceu pela festa considerada “linda, impecável”.
Conexões com a Secretaria Presidencial
O material recuperado também evidencia a proximidade de Roberta Luchsinger com Cláudia Troiano, secretária pessoal do presidente Lula. As duas mantinham diálogo frequente a respeito da agenda presidencial. A lobista presenteou Cláudia com roupas, ingressos para espetáculos e uma peça de joalheria, além de hospedá-la em seu apartamento situado em São Paulo em março de 2025.
O Contraponto de Lula
As revelações entram em rota de colisão com declarações dadas pelo presidente Lula durante sabatina realizada pela TV Globo em 27 de agosto. Na ocasião, o petista afirmou categoricamente que “nunca viu” Roberta Luchsinger, qualificando-a com termos ríspidos. “Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim”, declarou Lula na entrevista, onde também a chamou de “pilantra”.
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer campanha explícita para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o líder argentino, a vitória da direita no Brasil pode interromper o “curso socialista decadente” administrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com essa movimentação, Milei afasta ainda mais qualquer possibilidade de reaproximação diplomática entre Buenos Aires e Brasília. As relações entre Brasil e Argentina atravessam uma grave crise desde o final de julho, impulsionada por declarações e ataques diretos desferidos por Milei contra Lula.
Além de apoiar abertamente a campanha de Flávio Bolsonaro, o presidente argentino rotulou Lula com termos como “presidiário”, “ladrão” e “corrupto”. Como resposta à tensão, o governo brasileiro decidiu retirar seu embaixador do posto em solo argentino. Na diplomacia, essa medida é interpretada como um claro sinal de rebaixamento nos laços bilaterais, deixando a representação oficial sem o seu representante máximo no país hospedeiro.
O Escudo das Américas e as Ideias de Liberdade
Após discursar para líderes globais, Milei foi questionado sobre uma eventual adesão do Brasil ao “Escudo das Américas” caso Flávio Bolsonaro vença o pleito de outubro. Criada em março pelos Estados Unidos, a coalizão de segurança reúne 15 países latino-americanos alinhados aos interesses norte-americanos na região, bloco do qual Brasil e México ficaram de fora.
“O Brasil participar do Escudo das Américas é uma questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, afirmou Milei na ONU.
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