Polêmica

Alegando medo de ameaças, Jean Wyllys, do PSOL, desiste de mandato, deixa o Brasil, e diz que vai se dedicar à carreira acadêmica

Eleito pela terceira vez consecutiva deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys vai abrir mão do novo mandato.

Em entrevista exclusiva à Folha, o parlamentar, eleito com 24.295 votos, —que está fora do país, de férias— revelou que não pretende voltar ao Brasil e que vai se dedicar à carreira acadêmica.

Desde o assassinato da sua correligionária Marielle Franco, em março do ano passado, Wyllys vive sob escolta policial. Com a intensificação das ameaças de morte, comuns mesmo antes da morte da vereadora carioca, o deputado tomou a decisão de abandonar a vida pública.

“O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: ‘Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis’. E é isso: eu não quero me sacrificar”, justifica.

De acordo com Wyllys, também pesaram em sua resolução de deixar o país as recentes informações de que familiares de um ex-PM suspeito de chefiar milícia investigada pela morte de Marielle trabalharam para o senador eleito Flávio Bolsonaro durante seu mandato como deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

“Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário”, afirma Wyllys. “O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, acrescenta.

Primeiro parlamentar assumidamente gay a encampar a agenda LGBT no Congresso Nacional, Wyllys se tornou um dos principais alvos de grupos conservadores, principalmente nas redes sociais. Ele também se diz “quebrado por dentro” em virtude de fake news disseminadas a seu respeito, mesmo tendo vencido pelo menos cinco processos por injúria, calúnia e difamação.

“A pena imposta, por exemplo, ao Alexandre Frota não repara o dano que ele produziu ao atribuir a mim um elogio da pedofilia. Eu vi minha reputação ser destruída por mentiras e eu, impotente, sem poder fazer nada. Isso se estendendo à minha família. As pessoas não têm ideia do que é ser alvo disso”, afirmou Wyllys.

Deputado federal eleito pelo PSL de São Paulo, Frota foi condenado em primeira instância na Justiça Federal, em dezembro do ano passado, a pagar uma indenização de R$ 295 mil por postar uma foto de Jean Wyllys acompanhada de uma declaração falsa: “A pedofilia é uma prática normal em diversas espécies de animal, anormal é o seu preconceito”.

Wyllys se ressente, sobretudo, da falta de liberdade no Brasil. “Como é que eu vou viver quatro anos da minha vida dentro de um carro blindado e sob escolta? Quatro anos da minha vida não podendo frequentar os lugares que eu frequento?”, questiona.

Também avisa que vai se desconectar das redes sociais temporariamente e que não pretende acompanhar a repercussão do seu anúncio.

“Essa não foi uma decisão fácil e implicou em muita dor, pois estou com isso também abrindo mão da proximidade da minha família, dos meus amigos queridos e das pessoas que gostam de mim e me queriam por perto”, explica.

Sobre o futuro, ele ainda não tem planos definidos. “Eu acho que vou até dizer que vou para Cuba”, ironiza.

Quando você decidiu abrir mão do mandato?

Eu já vinha pensando em abrir mão da vida pública desde que passei a viver sob escolta, quando aconteceu a execução da Marielle. Antes disso, havia ameaças de morte contra mim e, curiosamente, não havia contra ela. Nunca achei que as ameaças de morte contra mim pudessem acontecer de fato. Então, nunca solicitei escolta.

Mas, quando rolou a execução da Marielle, tive noção da gravidade. Além dessas ameaças de morte que vêm desses grupos de sicários, de assassinos de aluguel ligados a milícias, havia uma outra possibilidade: o atentado praticado por pessoas fanáticas religiosas que acreditavam na difamação sistemática que foi feita contra mim.

Você chegou a ser agredido?

Além dos xingamentos, tinha gente que me empurrava, mesmo com a presença dos seguranças ao meu lado. E a coisa foi se agravando por causa da campanha baseada em fake news. Eu não era candidato à Presidência da República, mas a principal fake news me envolvia —o kit gay. Foi uma fake news produzida em 2011 e atribuída a mim.

No dia em que ocorreu o eclipse lunar [27/07], aquele em que a lua ficou vermelha, eu não podia descer porque eu estava ameaçado. Só podia descer com a escolta e a escolta não estava lá. Uma coisa simples, um fenômeno no céu que eu não podia ver.

Nesse dia, tive uma crise de choro e falei: “eu vou largar tudo”. Não posso estar no meu país e não poder descer para ver um eclipse lunar sem ser insultado por pessoas que acham que sou pedófilo, que quero homossexualizar crianças.

Você cogitou a ideia de não se candidatar?

Não cheguei a pensar nisso porque estava no fluxo do trabalho. E não era uma questão só minha, envolvia o partido. Mas, quando já era candidato, pensei em abandonar a candidatura. Aí, durante a eleição aconteceu o atentado contra o presidente, esse atentado que está por ser explicado ainda, e isso atiçou ainda mais a violência contra mim nos espaços públicos.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) emitiu uma medida cautelar logo depois da eleição. O documento é claríssimo: é baseado em todas as denúncias que nós fizemos à Polícia Federal, no fato de que a Polícia Federal não avançou nas investigações sobre as ameaças contra mim. No fato de que a proteção era pífia.

A OEA deu um prazo para o Estado responder quais eram as providências que estava tomando em relação à minha proteção. A resposta foi a mais absurda possível.

O Estado não reconheceu que havia uma violência homofóbica no Brasil. Isso com quatro pessoas LGBTs ou mais tendo sido mortas durante o processo eleitoral, com o Moa do Katendê tendo sido assassinado na Bahia por causa do ambiente de violência política que se estabeleceu no Brasil.

A resposta do Estado à OEA foi dizer que eu estava seguro, tanto é que eu participei das eleições. É uma piada. Eu não via a hora de sair de férias porque queria sair do país. Porque estava me sentindo inseguro, mesmo com a escolta me acompanhando. Quando saí de férias, experimentei de novo uma vida em liberdade. Aí, tomei a decisão de não voltar.

Você se firmou como um dos principais adversários de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, a ponto de ter cuspido na cara dele durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A eleição de Bolsonaro contribuiu para sua decisão de não assumir o novo mandato?

Não foi a eleição dele em si. Foi o nível de violência que aumentou após a eleição dele. Para se ter uma ideia, uma travesti teve o coração arrancado agora há pouco. E o cara [o assassino] botou uma imagem de uma santa no lugar.

Numa única semana, três casais de lésbicas foram atacados. Um deles foi executado. A violência contra LGBTs no Brasil tem crescido assustadoramente.

O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: “Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis”. E é isso: eu não quero me sacrificar.

A violência contra mim foi banalizada de tal maneira que Marilia Castro Neves, desembargadora do Rio de Janeiro, sugeriu a minha execução num grupo de magistrados no Facebook. Ela disse que era a favor de uma execução profilática, mas que eu não valeria a bala que me mataria e o pano que limparia a lambança.

Na sequência, um dos magistrados falou que eu gostaria de ser executado de costas. E ela respondeu: “Não, porque a bala é fina”.

Veja a violência com homofobia dita por uma desembargadora do Rio de Janeiro. Como é que posso imaginar que vou estar seguro neste estado que eu represento, pelo qual me elegi?

Você é o principal porta-voz do movimento LGBT no Congresso. Num momento em que o debate em torno dessas pautas tende a se acirrar, como você se sente abrindo mão do mandato?

Para o futuro dessa causa, eu preciso estar vivo. Eu não quero ser mártir. Eu quero viver. Acho que essa violência política que se instalou no nosso país vai passar. Pode ser que no futuro eu retome isso, mas eu nem penso em retomar porque há tantas maneiras de lutar por essa causa que não passam pelo espaço da institucionalidade.

Você foi um dos primeiros políticos a usar intensamente a internet. Como você enxerga a atual atmosfera das redes sociais?

A diferença é que eu usava a internet para dar transparência ao meu trabalho, para ampliar os canais de comunicação e de democracia direta com a população. Nunca usei a internet para difamar ninguém, para caluniar ninguém.

Essa é a diferença para essas novas estrelas das redes sociais. Elas usam as redes sociais para a divulgação de fake news.

Há uma bancada inteira eleita com base em mentiras, inclusive contra mim. Eu venci processos contra umas cinco pessoas que me caluniaram. Só que esses processos não reparam o dano que isso causou na minha vida e na vida da minha família.

A pena imposta, por exemplo, ao Alexandre Frota não repara o dano que ele produziu ao atribuir a mim um elogio da pedofilia. Eu vi minha reputação ser destruída por mentiras e eu, impotente, sem poder fazer nada. Isso se estendendo à minha família. As pessoas não têm ideia do que é ser alvo disso.

Quais são seus planos? Para onde você vai?

Eu não vou falar onde estou. Eu acho que vou até dizer que vou para Cuba [ironiza]. Eu sou professor, dou aula. Eu escrevo, tenho um livro para terminar. Eu vou recompor minha vida. Eu vou estudar, quero fazer um doutorado.

Vou escolher um lugar onde eu possa fazer meu doutorado, que eu não pude fazer durante esses anos. Vou tocar minha vida dessa outra maneira.

Quando eu estiver refeito, quando eu achar que é a hora, eu volto, não necessariamente para esse lugar da representação política parlamentar, mas para a defesa da causa —isso eu nunca vou deixar de fazer.

Qual foi a reação do seu partido, o PSOL?

O partido reconhece que de fato eu sou um alvo e me deu apoio na minha decisão de não voltar. Reconhece que são graves as ameaças contra mim, que eu corro risco, que há uma vulnerabilidade maior pelo fato de eu ser identificado com a causa LGBT. Lamenta, claro, mas apoia minha decisão.

Você acha que a defesa muito enfática que você fez do mandato de Dilma Rousseff, e sobretudo do ex-presidente Lula, contribuiu para que esse clima de animosidade contra você crescesse?

Acho que sim. Acho que tudo acabou se misturando e eu fui convertido em um inimigo público para essas pessoas. Havia quem fizesse ameaça por conta desse ódio antipetista e havia quem quisesse me calar de fato. Tudo isso se misturou.

O PSOL reconhece essa vulnerabilidade. Mesmo os meus eleitores compreenderão isso. Milhares de pessoas não foram às ruas para protestar contra a execução da Marielle Franco à toa. Elas foram porque ficaram indignadas com a execução de uma mulher honesta, digna, uma parlamentar com um futuro brilhante que foi executada por uma rajada de metralhadora, parte dos tiros na cara dela.

Eu não quero ter esse fim. E para não ter esse fim eu não volto e não vou assumir o mandato. Não estou renunciando a nada porque sequer investi no mandato.

Você se arrepende de algo nesses oito anos como deputado federal?

Não me arrependo de nada. Eu acho que dei uma bela contribuição, que pode não ser reconhecida agora por causa das fake news, dos ataques e das mentiras, mas o espelho retrovisor pode mostrar de maneira clara como eu estive do lado certo o tempo inteiro.

A conquista do casamento civil igualitário foi uma conquista que dependeu muito da minha luta. Tenho muito orgulho do que fiz. Durante esses oito anos, enfrentei tudo isso com muita dignidade. Mas sou humano e cheguei ao meu limite.

E me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário [ex-PM suspeito de chefiar milícia que é investigada no caso Marielle]. O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim.

Qual é sua expectativa para o governo Jair Bolsonaro e qual deve ser o papel da oposição nos próximos quatro anos?

Não tenho nenhuma expectativa positiva em relação a esse governo. O nível de violência contra as minorias aumentou drasticamente desde que esse sujeito foi eleito. As suas relações pouco republicanas já vieram à tona —dele e de seus filhos. Então, não tenho boas expectativas.

A política econômica também não desenha um bom horizonte. O choque do neoliberalismo em um país desigual como o nosso não será bom. E acho que o Ministro da Justiça [Sérgio Moro] deve no mínimo prestar algum tipo de satisfação à população. Então, minhas perspectivas não são as melhores.

E acho que a saída para as esquerdas é a união. Mas, sinceramente, eu não quero mais opinar sobre isso porque estou abrindo mão do mandato justamente para não ter mais que opinar neste momento sobre essa questão. Quero cuidar de mim e me manter vivo.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Talvez o cerco esteja se fechando na investigação da facada ao presidente!
    Adélio era filado ao PSOL de Jean Willys, Adélio já entrou na câmara dos deputados em um gabinete parlamentar que não se sabe qual foi…..
    Vai se esconder igual a Batisti , para não ser extraditado!
    E não quer nem dizer para onde vai!
    Vai sobreviver como?
    Estranho….
    É o cerco da Polícia Federal se fechando…..

  2. Que notícia maravilhosa. Esse desclassificado deveria ir embora mas não para a Europa e sim para a Venezuela, Cuba, Bolívia ou Nicarágua. Não fará a menor falta e nunca é demais lembrar que não teve voto para se reeleger e só entrou pela coligação partidária. Já vai tarde e espero que não volte nunca mais.

  3. DEIXE O ENDEREÇO!! ESTÁ FUGINDO DE QUE? POR OUTRA PARTE, SERÁ UM A MENOS PARA INCENTIVAR A VADIAGEM, CONSUMO DE DROGAS E A PROSTITUIÇÃO NO BRASIL!! JÁ VAI TARDE!! OUTRA VITORIA, LEVA GLEISI, PAULO PIMENTA, LINDENBERG MARIA DO ROSÁRIO, EO OUTROS INCONFORMADOS COM VC!!

  4. A hipocrisia dessa cambada de esquerda é mesmo infindável. Esse sujeito nobilizou-se exatamente por posições extremamente radicais, com atitudes histéricas e até mesmo fazendo uso de cusparadas. Absurdo. Esse elemento não tem a menor compostura para tão importante cargo. Ai vem posar de coitadinho. É demais. Sugiro ir morar em um dos países que tanto admira. Não fará a menor falta por aqui. Muito pelo contrário. Hasta la vista.

  5. GLÓRIAS A DEUS!!
    Há uma profecia sobre você: ANUNCIAR O EVANGELHO DE CRISTO JESUS. Certamente nós veremos este dia chegar, seja no Brasil ou em outro país. Eu discordo com veemência de vários posicionamentos seus, mas não por isso irei aqui tentar te esculachar. Prefiro acreditar em mudanças e em dias melhores. O Senhor Jesus seja louvado!

  6. Se for uma pessoa coerente, irá para Cuba, Venezuela, Nicarágua ou Coréia do Norte…
    Em tempo: ele nem foi eleito, por isso essa histórinha de sair.

    1. Eleito através de um imbróglio político deplorável que só serve p/ beneficiar oportunistas como ele. Já vai tarde.

  7. Lamentável que alguém tenha que deixar seu país por ódio político… enquanto outros, corruptos desde a faculdade ou o alistamento militar, estão no poder!

  8. Roberta Miranda cantava essa letra. Vá com Deus, vá com Deus. Vou da uma opinião vá mora na Venezuela.

  9. Pessoa de bem que é expulsa de seu pais porque gays homofóbicos e enrustidos o ameaça e agride.

    1. kkkkkkkkk Nos poupe com comentários ridículos!
      Falta o outro q se diz ser cantor.

    2. Robério, diz aí, ele vai sair por decisão própria ou foi obrigado? Se é decisão própria ONDE CADE O TERMO EXPULSÃO?? Vá proteger um dos líderes do regime que você gosta, vá para Venezuela lutar contra a queda do ditador Maduro. Seja autêntico e verdadeiro em alguma coisa, aqui é um país democrático e isso incomoda demais vocês. O período onde só uma voz tinha razão e mandava em todos os outros passou. As mudanças vão vir, por mais que você não goste a democracia será consolidada sem vícios.

  10. Esse BOSTA já vai tarde …trocado por MERDA É MUITO,PTralhas diga para esse FDP se mudar para a Venezuela

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Campanhas eleitorais de 2026 gastaram mais de R$ 11 bilhões, aponta levantamento

Foto: Aurimar Silva/TRE-SP

As campanhas eleitorais de 2026 já registraram R$ 11,03 bilhões em despesas, segundo levantamento da CNN Brasil com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao gasto nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar: os candidatos têm até 3 de novembro para declarar despesas do primeiro turno e até 14 de novembro para informar os custos do segundo.

A maior parte dos recursos foi destinada a repasses financeiros entre candidatos e partidos, que somaram R$ 5,72 bilhões, cerca de 52% do total. Na sequência aparecem publicidade em materiais impressos (R$ 976 milhões), serviços de terceiros (R$ 795 milhões), mobilização de rua (R$ 662 milhões) e despesas com pessoal (R$ 538 milhões).

Facebook lidera recebimentos

Entre os gastos digitais, o Facebook, plataforma da Meta, liderou os recebimentos, com R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos de impulsionamento de campanhas. O valor representa um aumento de 272% em relação a 2022, quando a empresa recebeu R$ 129 milhões.

O levantamento também aponta R$ 488 milhões em impulsionamento de conteúdo, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos. Para especialistas ouvidos pela CNN, o crescimento das plataformas digitais reflete a mudança na forma de comunicação das campanhas com os eleitores.

A redução em relação a 2022 pode estar relacionada ao fato de 21 estados terem definido a eleição para governador no primeiro turno, evitando despesas com uma segunda etapa, segundo a advogada eleitoral Mariana Steinmetz.

As campanhas receberam recursos de diferentes fontes. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundão eleitoral, destinou R$ 4,91 bilhões aos partidos. Também foram registrados R$ 5,66 bilhões em repasses de partidos e candidatos, R$ 883 milhões em doações de pessoas físicas e R$ 175 milhões em recursos próprios.

Com informações de CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

“A vaidade é uma merda”, diz Janones sobre disputas por protagonismo na vitória de Lula


Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) usou as redes sociais neste sábado (31) para rebater os debates no campo progressista sobre a autoria e a relevância das contribuições para o resultado da eleição presidencial. Responsável pela mobilização do canal “Exército do Lula”, o parlamentar classificou as disputas de ego como fora de contexto diante do cenário político no Congresso Nacional.


“A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo”, publicou o deputado no X (antigo Twitter).

Em sua manifestação, Janones apontou que a prioridade deveria ser a articulação política contra a forte presença da oposição no Legislativo, e não a atribuição de créditos pelo resultado das urnas.

“Tem gente que parece não ter a MÍNIMA noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar”, completou o parlamentar.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro nos EUA


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte-americano. A declaração foi dada a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.

Apesar de descartar a reunião, Trump prestou apoio ao parlamentar e voltou a contestar o resultado das urnas no Brasil. “Sem planos de encontrá-lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça”, declarou em entrevista ao pool de imprensa.

Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Governo norte-americano nega apoio na saída do Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída do senador do território brasileiro, embora tenha confirmado a permissão de ingresso no país.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.

O secretário esclareceu ainda que Flávio Bolsonaro recebeu autorização de entrada sob o regime de parole (liberdade condicional administrativa), por determinação de Trump ao setor alfandegário.

Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro, Trump não chancelou a declaração divulgada por Flávio em carta recente, na qual o parlamentar autodenominou-se presidente eleito.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Com aval do PL e rejeição do Novo, 27 partidos confirmam legitimidade da reeleição de Lula


Foto: Ricardo Stuckert

O resultado da eleição presidencial teve o reconhecimento da ampla maioria dos partidos políticos com registro ativo no país. De acordo com levantamento que analisou 29 legendas, excluindo o partido do candidato eleito, 27 chancelaram o resultado oficial das urnas, enquanto uma sigla contestou o pleito e outra não se manifestou.

O reconhecimento formal do resultado eleitoral atesta a legitimidade do processo conduzido pela Justiça Eleitoral e não implica alinhamento político ou adesão às propostas do futuro governo. Entre as siglas que reconheceram o resultado está o próprio PL, legenda que disputou o segundo turno.

Contestação e Silêncio

Na contramão da maioria, o Partido Novo não reconheceu o resultado das urnas. A legenda criticou a condução do pleito e informou ter protocolado três ações judiciais questionando a chapa vencedora.

Já o Mobiliza foi a única agremiação que não emitiu qualquer posicionamento oficial até o fechamento do levantamento.

 

Tabela: Posição dos Partidos em Relação ao Resultado

Nº Partido Situação
1 Agir Reconheceu
2 Avante Reconheceu
3 Cidadania Reconheceu
4 Democracia Cristã (DC) Reconheceu
5 Democrata Reconheceu
6 MDB Reconheceu
7 Missão Reconheceu
8 Partido Comunista Brasileiro (PCB) Reconheceu
9 Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Reconheceu
10 Partido da Causa Operária (PCO) Reconheceu
11 PDT Reconheceu
12 PL Reconheceu
13 Podemos Reconheceu
14 Progressistas (PP) Reconheceu
15 Partido Renovação Democrática (PRD) Reconheceu
16 PRTB Reconheceu
17 PSB Reconheceu
18 PSD Reconheceu
19 PSDB Reconheceu
20 PSOL Reconheceu
21 PSTU Reconheceu
22 Partido Verde (PV) Reconheceu
23 Rede Sustentabilidade Reconheceu
24 Republicanos Reconheceu
25 Solidariedade Reconheceu
26 União Brasil Reconheceu
27 Unidade Popular (UP) Reconheceu
28 Novo Não reconheceu
29 Mobiliza Não se manifestou

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Suposto apoio a fuga de Flávio Bolsonaro agrava crise diplomática entre Brasil e Argentina


Foto: Ricardo Stuckert

A suspeita de que o governo da Argentina tenha prestado auxílio para facilitar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil agravou o desgaste nas relações entre os dois países. O episódio compromete ainda mais o diálogo bilateral e distancies as chances de uma retomada da normalidade diplomática.

Flávio Bolsonaro deixou o país após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. O parlamentar, que declarou não reconhecer o resultado da eleição, viajou rumo aos Estados Unidos em uma rota que incluiu escalas na Argentina e no Equador. O deslocamento teria contado com a assistência da Casa Branca e o suporte da Casa Rosada.

Na Argentina, a articulação é atribuída a Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente Javier Milei. O senador brasileiro viajou a bordo de uma aeronave da empresa argentina Baires Fly S.A., companhia atualmente investigada no país vizinho em um esquema que envolve a irmã do líder argentino.

Em resposta ao caso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, ministra-conselheira Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos oficiais ao Itamaraty.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Artistas do RJ se mobilizam por segundo turno em meio a impasse judicial sobre votos de Garotinho

Caso fosse realizado um segundo turno no RJ, a disputa ficaria entre o eleito em 1° turno, Douglas Ruas e Eduardo Paes. Foto: Ana Branco/ Agência GLOBO

Um grupo de artistas do Rio de Janeiro organiza um ato para contestar o resultado da eleição para o governo estadual e reivindicar a realização do segundo turno. Liderada por Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), a iniciativa será apresentada oficialmente em um encontro agendado para esta terça-feira (3), segundo informação divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A mobilização surge no centro de um imbróglio jurídico em torno da apuração dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O PSD, partido do candidato Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos 274.411 votos obtidos pelo ex-governador.

Garotinho disputou o pleito com a candidatura indeferida e com recurso pendente na Justiça Eleitoral, mas formalizou a desistência da ação após o término da votação. Paes classificou a atitude do ex-governador como uma manobra estratégica para favorecer seu adversário político.

Alteração nos votos válidos

A anulação dos votos de Garotinho alterou diretamente o resultado das urnas: o candidato Douglas Ruas (PL) subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, atingindo a maioria absoluta necessária para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

O PSD contesta o recálculo promovido pela Justiça Eleitoral e defende que o eleitorado volte às urnas para definir a eleição em um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

    1. Nao tem nada a ver com ser golpista. O TSE nao deveria ter deixado o garotinho ter disputado as eleicoes. Participou de debates, teve seu nome nas urnas e sua candidatura foi cancelada. Nao pode. Isso interferiu nas eleicoes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Justiça condena blogueiro e TV Futuro a indenizar Antônio Henrique; prefeito anuncia doação ao Abrigo São Vicente de Paulo


Foto: Divulgação

A Justiça condenou o blogueiro Paulo Sérgio Santana Santiago e a TV Futuro ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais ao prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Henrique. O prefeito anunciou que doará integralmente a indenização ao Abrigo São Vicente de Paulo assim que receber o valor.

A sentença também determina a remoção da publicação e a divulgação de uma retificação no programa “O Povo na TV” e no perfil @opovonatvrn. A matéria afirmava que a Prefeitura havia gasto quase R$ 6 milhões com serviços de buffet.

Conforme a decisão, o documento utilizado na reportagem era uma ata de registro de preços, destinada a eventuais contratações, e não comprovava que o município havia desembolsado o valor mencionado.

A retificação deverá ser divulgada em até dez dias após o trânsito em julgado — quando não houver mais possibilidade de recurso —, sob pena de multa diária

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PGR endossa decisão de Moraes que quebrou sigilo de jornalista do Maranhão que publicou reportagens com denúncias contra Dino

Foto: Victor Piemonte/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O profissional publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino, ministro da Corte, e seus familiares no Maranhão.

Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a divulgação de dados sobre os veículos poderia colocar em risco a segurança de Dino. Segundo ele, a quebra de sigilo também permitiria esclarecer como as informações foram obtidas e se houve pagamento pela publicação das reportagens.

O jornalista é acusado de cobrar R$ 100 mil para divulgar o material. Gonet afirmou que a investigação deve apurar uma possível relação financeira envolvendo informações reservadas. A defesa de Luís Pablo, porém, contesta a acusação e sustenta que não há fundamento para afastar a garantia constitucional do sigilo da fonte.

A medida de Moraes foi autorizada em março e incluiu buscas e apreensões de celulares e computadores na residência do jornalista. Após a decisão, a defesa recorreu ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento da investigação, a proteção das comunicações com fontes e advogados e o envio do caso à primeira instância.

A defesa também argumenta que reportagens sobre o uso de patrimônio público não caracterizam perseguição política contra o ministro e que a quebra do sigilo só poderia ser admitida diante de um interesse público preponderante.

Um relatório da Polícia Federal citado pela CNN Brasil apontou não haver indícios de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista. O documento também afirma que não foi possível confirmar que ele recebeu dinheiro para publicar as reportagens.

Moraes determinou ainda busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista. Cutrim está preso em outra investigação, sob acusação de obstrução de uma apuração de homicídio, mas nega a acusação.

Opinião dos leitores

  1. PGR BANDIDO CAPACHO DE MORAES E DA DITADURA LULA.

    MAS COMO JORNAZISTAS SÃO TODOS FILHOS DA PUTA E AVALIZAM A DITADURA E O GOLPE NAS URNAS ENTÃO BUSCA E APREENSÃO EM JORNAZISTA Ë GOSTOSO DEMAIS

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula é aconselhado a fazer indicação “segura” ao STF antes do fim do ano

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que ele escolha um nome com apoio consolidado no Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é que o governo precisa garantir a aprovação da indicação ainda em 2026, antes da renovação da Casa, que terá maior presença da oposição a partir do próximo ano.

Apesar de Lula ter sinalizado a intenção de indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, o nome ainda enfrenta resistência entre os senadores. Em abril, sua indicação foi rejeitada pelo plenário, uma derrota do governo no Legislativo durante o terceiro mandato.

Diante desse cenário, parlamentares aliados e integrantes do Planalto defendem uma escolha que tenha o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das principais lideranças da Casa. O favorito desse grupo é Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pacheco já era o nome preferido de Alcolumbre e de integrantes da cúpula do Senado antes da indicação de Messias. A recente aproximação entre Lula e o presidente da Casa também é vista pelos articuladores como um fator favorável ao ex-senador.

A preocupação aumentou após o avanço da direita nas eleições. O PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, terá 28 cadeiras no Senado a partir de 2027, sendo 19 conquistadas no último pleito.

Lula ainda não definiu sua escolha e deve amadurecer a decisão nos próximos dias. Além da indicação ao STF, o governo tem como prioridades no Congresso a PEC da Segurança Pública e o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Expectativas de inflação para 2027 e 2028 disparam após reeleição de Lula

Foto: Cristiano Mariz

A expectativa de inflação no Brasil subiu significativamente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa da corretora BGC Liquidez com cerca de 30 participantes do mercado elevou a projeção do IPCA para 5,3% em 2027 e 4,3% em 2028.

Antes do segundo turno, a pesquisa Focus, do Banco Central, apontava inflação de 4,34% para 2027 e 3,75% para 2028. A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O economista da BGC Carlos Thadeu afirma que a revisão reflete principalmente a preocupação com a falta de uma estratégia de ajuste fiscal e a expectativa de aumento dos gastos públicos. A alta do dólar, que passou de R$ 4,99 para R$ 5,44 em pouco mais de uma semana, também pressiona os preços, especialmente os combustíveis.

O economista diz ainda que 11% dos entrevistados já projetam inflação superior a 6% em 2027. Ele também aponta o possível fim da escala 6×1 como um fator adicional de pressão sobre os custos das empresas.

A preocupação do mercado envolve ainda a situação das contas públicas. A dívida bruta brasileira está próxima de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o governo prevê déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano. Economistas avaliam que seria necessário um ajuste fiscal de pelo menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos.

O cenário também mudou as expectativas para a taxa básica de juros. Com a Selic atualmente em 13,75% ao ano, a curva de juros futuros passou a indicar manutenção da taxa na próxima reunião do Copom, com apenas 20% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *