Diversos

Como funciona uma das ‘fábricas de fake news’ no Brasil

Marcela Ross é apresentada como uma “jornalista de personalidade” que escreve para o Lava Jato News desde fevereiro de 2018. Ela também já publicou textos no Notícias Brasil Online e no Painel Econômico. Mora em São Paulo e se formou pela Unip em 2007. No Facebook, costuma divulgar links de posts publicados nos sites em que trabalha. Só há um problema nisso tudo: Marcela Ross não existe.

Assim como não existe nenhuma pesquisa oficial que indique que 94% da população apoia a intervenção militar e o fechamento do Congresso ou uma confirmação do governo de que ele já admite declarar o estado de sítio no Brasil – o que não impediu que essas notícias se espalhassem na web.

No Brasil, os sócios Rafael Brunetti e Hugo Dantas estão por trás da falsa Marcela Ross e de parte das fake news que tem circulado na internet – entre elas, as duas acima citadas. A dupla já se conhecia antes de criar os sites Notícias Brasil Online, Lava Jato News, Painel Econômico e Escapoliu. Os dois são parceiros numa empresa de revenda de produtos para carro.

O Notícias Brasil Online, principal negócio da dupla, ficou recentemente em 3º lugar em um ranking feito pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, publicado pelo professor Pablo Ortellado, da USP, entre as páginas com o melhor desempenho após uma mudança no algoritmo do Facebook – superando vários sites oficiais da imprensa tradicional. Para fazer o ranking, foi levado em conta o número de vezes em que algum link do site tenha sido compartilhado na rede social. Ele só perdeu para o G1 e para a Veja.

Rafael tem 38 anos e mora com a mulher em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Conta que se formou em administração em meados de 2006 e que, por isso, se sente preparado para administrar os sites. Aos 24 anos, Hugo estuda marketing e publicidade. É o sócio de Rafael na empreitada e também mora em Praia Grande.

Pelo menos 20 páginas no Facebook divulgam regularmente os links dos sites da dupla. As publicações nessas páginas tentam atrair cliques para os sites que administram. Entre as páginas, estão “Operação Lava Jato – Apoio o Juiz Sergio Moro” (com 600 mil curtidas) e “Brasil na Lava Jato” (com 391 mil curtidas). Parte das páginas foi retirada do ar depois do contato do G1. Algumas voltaram ao ar na semana seguinte, com menos posts.

“Estamos fazendo uma revisão das páginas, mas nada de demais, não. Logo todas elas estarão ativas de novo. A gente não tem nada para esconder. Não temos nada, não fazemos nada de errado”, diz Rafael Brunetti, em entrevista feita por telefone, antes de dizer que todos os veículos podem cometer erros.

Os nomes da Lava Jato e do juiz Sérgio Moro são usados em grupos do Facebook que concentram, no total, mais de 500 mil usuários da rede social. O mais popular é “Operação Lava Jato Apoio ao juiz Sérgio Moro”, com 305 mil usuários. Os posts que direcionam aos sites de Rafael e Hugo chegam a alcançar milhares de compartilhamentos.

A postagem de links em páginas e grupos foi uma das principais formas que Rafael e Hugo encontraram para fazer com que seus links viralizassem na internet. Esse poderio ajuda a ampliar o alcance não só do Notícias Brasil Online, mas também de Lava Jato News, Escapoliu e Painel Econômico.

Marcela Ross

Mas a colunista Marcela Ross, que aparece no site da dupla, é um exemplo de algo fabricado. A foto, na verdade, é de Georgiana Ciltaru, assistente de gerência de uma empresa de produtos eletrônicos. Georgiana nasceu na Romênia e mora atualmente nos Estados Unidos.

O G1 a encontrou e conversou com ela pelo Facebook. Georgiana conta que as fotos usadas pelo perfil falso foram tiradas em 2010 por um amigo. Ele publicou as fotos da assistente de gerência no site Pixabay e liberou os arquivos para uso livre.

Colunista foi criada, com histórico profissional falso e foto de romena, para assinar posts (Foto: G1)

Questionado sobre isso, Rafael Brunetti diz que apenas seu sócio, Hugo Dantas, pode dar detalhes sobre a participação de Marcela Ross nos negócios da dupla. Mas Hugo não quer falar com o G1. A Unip, por exemplo, nega que alguma Marcela Ross tenha estudado na instituição.

“Não conheço, não sei quem é. Tenho que perguntar para o Hugo. Vou ter que falar para o Hugo tomar cuidado também, porque acredito que ele está também sendo vítima de ‘fake news’. E aí fica difícil, né?”, afirma.

Após o contato do G1, a página da colunista no site Lava Jato News foi tirada do ar. As assinaturas nos posts permanecem.

Negócios em família

Para publicar os links das notícias, Rafael e Hugo usam também os perfis de familiares para não chamar tanta atenção. Um dos perfis é o de Jorge Dantas. O motorista de carro diz que não está envolvido com os sites do irmão Hugo e que empresta o perfil para divulgar links no Facebook. Diz que já tentou investir num site de receitas culinárias, com conteúdos copiados de livros e outros sites, mas não deu certo.

Na rede social, porém, Jorge também aparece como administrador de pelo menos 8 páginas do Facebook. Todas compartilham links de posts publicados nos sites de Hugo e Rafael. Ele afirma que a medida é para evitar o roubo de páginas em caso de uma ação cracker e reforça que não está envolvido nos negócios do irmão caçula.

Em 13 de junho deste ano, Jorge Dantas compartilhou no seu perfil pessoal do Facebook um post da página “Em defesa do Brasil”. O texto diz que a jornalista Míriam Leitão participou do assalto ao Banco Banespa da Rua Iguatemi, em São Paulo, em 6 de outubro de 1968. A foto do post é atribuída ao do dia do julgamento do crime. Segundo o post, a jornalista e “seus comparsas levaram 80 mil cruzeiros, equivalente a R$ 800 mil”.

Irmão de um dos sócios ajuda a compartilhar notícia falsa na internet (Foto: G1)

A foto de Míriam Leitão é, na verdade, do fim de 1972. A imagem foi publicada junto a um depoimento da jornalista ao “Observatório da Imprensa” sobre as torturas sofridas durante a ditadura militar. Em dois meses de prisão, a jornalista chegou a pesar 39 quilos – 11 a menos do que quando chegou. Não há qualquer menção a assalto ou julgamento. Míriam jamais participou de assalto ou pegou em armas contra a ditadura. Sua resistência foi pacífica, como a realização de panfletagens.

O mesmo texto, compartilhado agora com a foto de Míriam Leitão, já tinha viralizado nas redes sociais anteriormente. Só que com a foto da ex-presidente Dilma Rousseff.

O G1 identificou ainda que o perfil da irmã de Jorge e Hugo, Ana Rosa Dantas, também é usado para compartilhar links dos sites ligados a Rafael e Hugo. Ela não quer falar sobre o assunto.

O Facebook não comenta casos específicos, mas diz que as notícias falsas têm sido motivadas por questões econômicas e políticas. Os cliques de internautas se revertem em lucros, diz. Segundo a gerente de produto da empresa, Tessa Lyons, o Facebook tem diminuído o alcance orgânico de “conteúdos de baixa qualidade como caça-cliques”, deletado contas e conteúdos que violem as regras e informado os usuários sobre os conteúdos que elas veem na rede social.

“Nós também agimos contra páginas inteiras e sites que repetidamente compartilham notícias falsas, reduzindo toda a sua distribuição no feed de notícias. E como nós não queremos fazer dinheiro a partir da desinformação ou ajudar aos criadores dessas histórias a ter lucro, essas páginas não podem rodar anúncios na plataforma ou usar nossas ferramentas de monetização como o Instant Articles”, diz trecho do texto.

Modus operandi

Os sites Notícias Brasil Online, Lava Jato News, Escapoliu e Painel Econômico não identificam Rafael e Hugo na seção “Quem somos” ou “Contato”. Essa parte fica em branco. Alguns posts dos sites, porém, são assinados por Hugo Dantas, outros, por Marcela Ross, e os restantes, apenas por “admin” ou “NBO”. Recentemente, Rafael começou a assinar também alguns posts.

Ao G1, Rafael diz que é responsável por muitas das publicações dos sites e que as demais são de Hugo. O domínio do Notícias Brasil Online está registrado no CPF de Hugo. O domínio do site Lava Jato News está no nome de Rafael Brunetti. Já os sites Escapoliu e Painel Econômico foram criados a partir do GoDaddy, empresa americana que tem sites prontos e também registra domínios.

O Registro.br, que autoriza domínio .br (como é no caso do Notícias Brasil Online), afirma que “é responsável apenas pelo registro de nomes de domínios” e que “nunca entra no mérito dos conteúdos lá hospedados”. “Em geral, os [sites] que têm más intenções preferem usar domínios muito menos controlados e seguros do que o .br”, diz a nota.

Os sócios usam uma ferramenta argentina chamada Postcron para agilizar a publicação de links em redes sociais – e, principalmente, no Facebook. Segundo o site, é possível fazer um “agendamento massivo” de mil posts de uma única vez. O Facebook confirma que o uso da ferramenta é autorizado pela rede social.

Rafael diz que recebe dinheiro por anúncios do Google AdSense, “como todo mundo”, mas não fala o valor. Não conta ainda se o site tem outra fonte de dinheiro ou se alguma empresa já comprou publicidade diretamente com as páginas ou o site.

Local registrado como a sede da empresa de notícias de Rafael, numa área residencial de Praia Grande (Foto: G1 Santos)

Uma consulta na Junta Comercial de SP mostra que Rafael Brunetti tem uma empresa em seu nome desde setembro de 2008. Ela foi cadastrada como uma escola de idiomas; em fevereiro deste ano, porém, houve uma alteração na atividade econômica da microempresa para “serviços de agência de notícias, serviços de distribuição de material de imprensa, serviços de distribuição de matéria noticiosa, serviços de divulgação de notícias”. O capital informado da empresa é de R$ 5 mil.

Rafael reforça, porém, que os sites mencionados não são sua principal ocupação e que publica textos apenas quando consegue tempo, normalmente à noite. Ele afirma que seu trabalho principal é com a revenda de produtos automotivos, junto com Hugo. E que não existe nenhuma redação com jornalistas.

O Google não comenta casos específicos, mas afirma que leva o “fenômeno da desinformação muito a sério”. Em nota, a empresa diz que trabalha para manter o “sistema de anúncios livre de conteúdos ruins, especialmente aqueles que buscam enganar as pessoas”. O Google afirma ainda que atualizou as diretrizes para impedir que os sites “exibam anúncios do Google em conteúdos enganosos”. A empresa pode notificar os donos dos sites, que podem entrar para uma lista negra ou podem ser suspensos.

“Descobrimos práticas enganosas observando os padrões de tráfego, o conteúdo em si e a apresentação geral da propriedade web. Também confiamos nos usuários para denunciar sites que eles acreditam estarem violando nossas políticas”, afirma a empresa, sem citar nomes.

O Google diz que, no ano passado, bloqueou mais de 12 mil sites que copiavam e duplicavam conteúdo de outros sites. Outros 650 sites foram banidos do sistema de anúncios e quase 90 mil sites entraram numa lista negra por violarem a polícia de AdSense.

Segundo a estimativa do StatShow, apenas um dos sites de Rafael e Hugo, o Notícias Brasil Online, tem 125 mil visualizações de página por mês – ou 56,7 mil visitantes únicos. Sem considerar outras fontes de dinheiro, o site pode render mensalmente ao menos R$ 1.400 (360 dólares) para os sócios. Esse valor é apenas uma estimativa. A renda dos negócios pode ser maior – principalmente se os sócios fizerem algum contrato com alguma pessoa ou empresa diretamente.

Neste mês, por exemplo, um post de um consultório de psicologia estava fixado no topo da página “Brasil na Lava Jato”, administrada por Hugo e Rafael. O G1 ligou para o celular da psicóloga e psicanalista Patricia Santhos, que aparece nas imagens do post. Ela diz que é uma das proprietárias da página e nega ter feito qualquer pagamento para a dupla.

Motivos e interesses

Questionado sobre a renda dos sites, ele afirma que “não visou nem visa lucro”. “A gente não vive disso. A gente tem empresa. A gente começou por uma coisa de estar na mídia, estar na internet”, diz. Para Rafael, o sucesso em viralizar na internet tem relação com temas populares. Ele menciona temas como corrupção, Sérgio Moro, Lava Jato, Lula e Jair Bolsonaro como nomes com potencial para ganhar força nas redes sociais. Nenhum dos dois sócios é filiado a algum partido político.

Rafael destaca um dos posts mais bem sucedidos do site. Ela aborda os 23 investigados na Lava Jato que podem perder o foro privilegiado caso não consigam se reeleger neste ano. Rafael diz que o link ultrapassou 1 milhão de visualizações de páginas – número bem superior ao informado pelo StatShow. O administrador conta que “pesquisou” e “foi atrás para saber quem eram os investigados”. Diz que fez consultas na internet e que procurou os políticos, embora tenha recebido pouca atenção dos gabinetes.

Uma consulta ao site de Rafael e Hugo é suficiente, porém, para ver que o texto publicado é, na verdade, a íntegra de uma reportagem do G1. O crédito ao portal consta do rodapé da página. Apenas o título foi alterado. Nos sites da dupla é comum a republicação na íntegra de textos que saíram também em veículos menores e na imprensa tradicional.

Normalmente, os sites de notícias falsas não publicam apenas notícias falsas, mas também notícias verdadeiras. O Notícias Brasil Online, por exemplo, costuma fazer cerca de 15 posts diários, em média. A maioria, de fato, não é falsa (apenas republicações de reportagens da imprensa tradicional ou de veículos menores).
O G1, porém, listou a Rafael alguns casos de textos publicados pelos sites Notícias Brasil Online e Lava Jato News que foram considerados falsos. Ele reconhece que errou em algumas notícias, mas diz ter corrigido e publicado retratações em todos os casos. A pesquisa nos sites constata, porém, que vários links continuam no ar. Nenhuma retratação foi encontrada – nenhuma também foi enviada, como prometido por Rafael.

“O Notícias Brasil Online não é ‘fake news’. Às vezes a gente erra num conteúdo, num título. Mas a gente sempre busca novidades, a gente se retrata, a gente fala se precisar. E a gente vai assim. Não é o nosso caso, tem muita gente picareta que ganha muito dinheiro com isso que eu sei. Não vou citar o caso, mas sei de um cara que tira R$ 150 mil por mês.”

Os setes tipos de desinformação classificados pelo First Draft, organização sem fins lucrativos que dissemina boas práticas para elaborar e analisar conteúdo verossímil na internet (Foto: First Draft)

Intervenção militar

Um dos posts polêmicos do Notícias Brasil Online já foi alvo de apurações das agências de checagem. O texto dizia que “94% da população quer intervenção militar e apoia o fechamento do Congresso”. O dado vinha de uma enquete do site em que o internauta era perguntado sobre o assunto. Menos de mil pessoas responderam à pergunta.

Enquete feita com internautas sem qualquer valor estatístico foi compartilhada como ‘pesquisa com a população brasileira’ (Foto: G1)

A mulher de Hugo, Esthela Dantas, publicou o post em um grupo. Ele foi compartilhado por mais de 400 usuários na época, em outubro de 2017. Em agosto daquele ano, o mesmo link já tinha feito sucesso na página “Brasil na Lava Jato”, com pelo menos 300 compartilhamentos. Esthela foi procurada. Ela não quer se manifestar sobre o assunto.

Rafael Brunetti, sócio do Notícias Brasil Online, diz que não conseguiu localizar essa notícia e que não se lembra de o site ter publicado o texto.

Relação entre Senado e Exército

Em 16 de maio deste ano, o Notícias Brasil Online publicou um post no qual afirmava que “Sem qualquer aviso prévio, o Exército começa a fiscalizar os senadores em Brasília”. O texto também saiu no “Lava Jato News”, administrado pela dupla, com a assinatura de Hugo Dantas.

No mesmo dia, o link já tinha viralizado no WhatsApp. Ainda não há uma ferramenta que ajude a rastrear notícias falsas no aplicativo de mensagens. No Facebook, o post foi compartilhado por mais de 10 mil usuários. Na época, a notícia falsa foi checada por jornalistas do Grupo Globo e saiu na seção “É ou não é”, do G1. Depois, o Notícias Brasil Online e o Lava Jato News tiraram o site do ar.

Post falso foi desmentido; não houve fiscalização feita por militares no Senado (Foto: G1)

O texto também foi publicado em outros sites. “Todo Dia Notícias” deu o crédito ao Notícias Brasil Online e publicou o texto. A página “MBCC – Movimento Brasil Contra a Corrupção” e o site Jornal da Cidade Online também publicaram a mensagem, mas com um título diferente. O vídeo publicado na página do MBCC teve mais de 130 mil visualizações no Facebook.

Rafael Brunetti, sócio do Notícias Brasil Online, diz que apenas replicou o conteúdo em seus sites.

A checagem do Grupo Globo mostra que esse caso era uma notícia falsa. Havia uma visita agendada para os estagiários dos cursos de Alto Comando da Escola Superior de Guerra, da Escola de Guerra Naval e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Não foi uma fiscalização do Exército aos senadores, mas sim uma visita ao Senado e com aviso prévio.

Greve de caminhoneiros

Paulo Cesar Quirino mora em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, e se identifica no Facebook como “chefe de reportagem” do Notícias Brasil Online. Trabalhou na Marinha de fevereiro de 1981 a janeiro de 1985. Aos 55 anos, está aposentado.

Em 28 de maio deste ano, um vídeo publicado por Quirino no Facebook teve mais de 20 mil compartilhamentos. No post, Quirino identificou o homem como “Emílio”, “o proprietário da maior transportadora do Brasil, a Dalçoquio”. Quirino escreveu que era um desabafo do empresário em meio à greve de caminhoneiros.

Na verdade, o vídeo era de Edemilson Canci, um locutor de Blumenau. O vídeo original, publicado no canal do locutor, teve apenas 2,5 mil visualizações no YouTube. Já o vídeo do locutor, creditado como dono da “maior transportadora”, passou de 150 mil visualizações no Facebook. Rapidamente, o vídeo e a falsa identidade do homem já tinham viralizado no WhatsApp e chegado ao celular da equipe de reportagem.

Vídeo atribuído a ‘dono da maior transportadora do Brasil’ foi compartilhado nas redes (Foto: G1)

O G1 perguntou a Quirino por que motivo ele identificou o homem do vídeo como Emílio Dalçoquio e se houve algum erro na publicação. Quirino apagou o post e disse que tinha recebido o vídeo de uma amiga de Facebook, que não foi localizada pelo G1.

Rafael Brunetti minimiza a função de Quirino nas redes e nos sites do grupo. O sócio do Notícias Brasil Online afirma que Paulo Cesar Quirino é dono de uma página do Facebook e que apenas deu autorização de “editor” para os perfis de Rafael e Hugo. Segundo Brunetti, Quirino não faz parte dos negócios e só pode ser considerado um “voluntário” da equipe do Notícias Brasil Online.

O sócio ainda diz que não há um local em que todos se reúnam para trabalhar e alimentar os sites. Segundo Rafael, eles só conhecem Quirino pela internet. “Não tem redação. Estou em casa, sentado, com o meu notebook. Se você quiser, eu tiro foto do meu labrador e eu aqui. A gente [referindo-se também a Hugo] tem outros planos paralelos.”

Estado de sítio no Brasil

Em um post de abril deste ano, o Notícias Brasil Online afirma que o governo federal já admite a declaração do estado de sítio no país. Uma foto do presidente Michel Temer, junto a integrantes das Forças Armadas, acompanha a notícia. O texto foi publicado, na verdade, pela Folha de S.Paulo na seção “há 50 anos”, que lembra fatos históricos do Brasil.

Ou seja, o texto da Folha de S.Paulo se refere a um fato de 1968, quando o país estava na ditadura militar. O texto do Notícias Brasil Online não faz qualquer menção àquele ano nem ao jornal Folha de S.Paulo. Apenas o leitor que chegar ao segundo parágrafo perceberá que a notícia cita “o presidente Arthur da Costa e Silva”, que comandava o país na época, e não o presidente Michel Temer, como induzem a foto e o título.

O conteúdo também foi alvo de uma checagem de uma agência. Rafael Brunetti, sócio do Notícias Brasil Online, diz que não vê gravidade nesse erro apontado “porque o Rio de Janeiro está numa situação difícil, com as Forças Armadas, os caminhoneiros”. “Existe uma possibilidade, né? Há tantos pedidos de intervenção militar, protestos, manifestações, greve de caminhoneiros… Greve de caminhoneiros quase explode tudo. Se o governo não baixa a bola, o negócio ia pegar fogo no país.”

Carta de mulher brasileira

Outro post de sucesso no site foi o da carta escrita supostamente por uma médica que estava decepcionada com o ex-presidente Lula. O texto voltou a circular em janeiro deste ano, depois que os desembargadores do TRF-4 mantiveram a condenação do ex-presidente e aumentaram a pena para 12 anos e um mês de prisão.

Uma consulta ao número do Conselho Regional de Medicina (CRM) que circula junto com a carta indica, porém, que a inscrição está vinculada a um homem (e não a uma mulher). Há registros de a carta já circular desde 2006 e com outra autoria, segundo o site Boatos.org.

O post publicado na página do Notícias Brasil Online no Facebook teve mais de 400 compartilhamentos. Rafael Brunetti diz que a carta viralizou na internet e que não é de autoria dele. “A gente postou e não consultou o CRM da médica. Não fizemos a busca necessária. Fizemos um erro, com certeza”, afirma.

“Pode postar [a reportagem] tranquila. O que você falar nós vamos responder. E vai ficar tudo normal. As páginas vão ficar no ar. Os sites vão ficar no ar também, entendeu? Vai ficar tudo no ar. A gente vai continuar publicando as matérias do dia, dos grandes jornais, da grande mídia”, afirma Rafael.

G1

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Gestão Nilda inicia maior investimento recente em sinalização viária de Parnamirim

A gestão da prefeita Nilda Cruz iniciou, nesta semana, uma das maiores ações de modernização da sinalização viária já realizadas em Parnamirim. Com investimento superior a R$ 2,5 milhões, a iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com a segurança no trânsito, a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população.

A prefeita acompanhou de perto o início dos trabalhos, que preveem a implantação de cerca de 7 mil metros quadrados de sinalização horizontal com tecnologia termoplástica de alta durabilidade, material que oferece mais visibilidade, resistência e eficiência para a organização do tráfego.

O investimento integra um conjunto de ações estruturantes colocadas em prática pela gestão Nilda para enfrentar problemas históricos e preparar a cidade para o crescimento dos próximos anos. Além da revitalização da sinalização horizontal, o programa contempla a modernização da rede semafórica, com a implantação de equipamentos mais modernos e manutenção permanente dos sistemas.

A iniciativa representa um marco para a mobilidade urbana de Parnamirim, fortalecendo a segurança de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. A expectativa é que as melhorias contribuam para um trânsito mais organizado, reduzam riscos de acidentes e garantam mais eficiência na circulação de veículos em diversos pontos da cidade.

“Estamos trabalhando para construir uma cidade mais segura, organizada e preparada para o futuro. Esse investimento demonstra o compromisso da nossa gestão com obras e ações que geram resultados concretos para a população”, destacou a prefeita Nilda Cruz.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Fim da escala 6×1: Mudança terá custo bilionário a municípios, diz associação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 aguarda votação no Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto reduz a jornada semanal para 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho.

A medida já preocupa municípios e setores da economia. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, a mudança pode provocar reajuste de até 8% nas tarifas de ônibus municipais. Nesse cenário, as prefeituras teriam de escolher entre repassar o aumento aos usuários ou ampliar os subsídios ao transporte público.

O presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidoni, afirmou que os impactos vão além do transporte e atingem áreas como saúde, educação, limpeza urbana e obras públicas.

“No final do dia, quem vai pagar essa conta é o orçamento público”, declarou.

De acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios, a redução da jornada exigiria a contratação de mais de 700 mil servidores em todo o país, gerando um custo estimado de quase R$ 40 bilhões. Apenas em São Paulo, seriam necessários cerca de 100 mil novos servidores, com impacto de aproximadamente R$ 10 bilhões.

Guidoni também alertou para possíveis prejuízos na prestação dos serviços públicos, especialmente em cidades menores e com dificuldades financeiras.

“Se imediatamente não fizer a reposição dessa mão de obra ou a substituição, os serviços têm uma tendência natural a serem diminuídos na qualidade de prestação e na quantidade de prestação”, afirmou.

O dirigente defende que, caso a proposta seja aprovada, a implementação ocorra de forma gradual e acompanhada de uma revisão do Pacto Federativo para garantir recursos aos municípios.

“Os municípios já estão endividados por demasia para ter mais dessa responsabilidade nos seus orçamentos”, concluiu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Desembargador Expedito Ferreira engrossa caldo do PSDB e vai acompanhar decisão conjunta para o Governo

O desembargador aposentado Expedito Ferreira de Souza, que tem história no Alto Oeste Potiguar, onde iniciou sua vida no município de Alexandria, e é pré-candidato a Assembleia Legislativa se soma ao grupo do PSDB que vão tomar decisão conjunta para o Governo do Estado.

Dr. Expedito tem vários serviços prestados à magistratura potiguar. Ele foi presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e do Tribunal Regional Eleitoral, além de ter se destacado como juiz em Mossoró por um grande período.

O caldo no PSDB vem engrossando para se tomar a mesma decisão em relação a governador. Além do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, a deputada Cristiane Dantas, o líder do PSDB na Assembleia, Taveira Júnior, o prefeito de Parelhas, Dr. Tiago, a médica Júlia Almeida, pré-candidata a deputada estadual, o ex-vice-governador Fábio Dantas, e o ex-prefeito Flávio de Berói, que concorre a deputado no PSDB e exerce liderança em Nova Cruz e no Agreste. Agora se soma o desembargador Expedito Ferreira, nome que vem sendo trabalhado para a Assembleia Legislativa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

“Nem no tempo da pandemia sofremos tanto quanto agora”, avalia o presidente da Abrasel

Presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado

O fechamento das unidades dos restaurantes Nau e Mangai em Recife, dois dos nomes mais conhecidos da gastronomia nordestina e com forte presença em Natal, acendeu um sinal de alerta entre empresários do setor de alimentação fora do lar. No Rio Grande do Norte, a avaliação é de que o segmento atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos.

“Nem no tempo da pandemia sofremos tanto quanto agora.” A afirmação é do presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, ao comentar o cenário enfrentado pelos estabelecimentos potiguares. A preocupação encontra respaldo nos números. Levantamento realizado pela associação apontou que 33% dos bares e restaurantes do estado operaram no prejuízo nos primeiros três meses deste ano.

Em Natal, alguns dos restaurantes que encerraram suas atividades recentemente incluem o Restaurante Caicoense (que funcionava no Natal Shopping), o Duma Cozinha e o tradicional português Santa Maria, que fechou após mais de duas décadas de funcionamento na capital potiguar.

Segundo Machado, a dificuldade está diretamente relacionada à incapacidade de repassar custos ao consumidor. Dados da pesquisa mostram que 47% dos estabelecimentos não realizaram qualquer reajuste nos preços dos cardápios nos últimos 12 meses, enquanto outros 48% conseguiram corrigir os valores apenas em linha com a inflação ou abaixo dela.

“O empresário vê seus custos aumentarem, mas encontra um consumidor com renda apertada e menor disposição para gastar. Muitos acabam absorvendo os reajustes para não perder clientes, comprometendo as margens e ampliando o endividamento”, afirma ele.

O problema também se reflete na saúde financeira das empresas. Boa parte dos estabelecimentos do setor declarou possuir algum tipo de pagamento em atraso, segundo dados recentes da entidade. Em todos os levantamentos realizados neste ano, mais de 40% dos bares e restaurantes do Rio Grande do Norte relataram acúmulo de dívidas.

Para a Abrasel, o quadro é agravado pelo elevado custo do crédito e pela redução do poder de compra das famílias brasileiras. Estudos recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) sobre consumo indicam que os juros elevados têm levado consumidores a adotar uma postura mais cautelosa, reduzindo gastos em setores de serviços e lazer, justamente os mais dependentes da renda disponível.

A pressão sobre os custos também permanece elevada. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Abrasel, mostram que a inflação continua impactando alimentos e bebidas, principais insumos do setor, enquanto bares e restaurantes seguem encontrando dificuldades para repassar integralmente esses aumentos aos consumidores.

A pressão inflacionária sobre custos e insumos apontada por Thiago Machado não afeta apenas bares e restaurantes. Em busca de maior competitividade, empresas tradicionais de outros setores têm transferido parte de suas operações para o Paraguai, atraídas pela chamada Lei de Maquila, que simplifica a tributação e reduz a burocracia para exportadores. Marcas como Lupo, JBS e BRF estão entre as companhias que já aderiram ao modelo.

Nesse contexto, o encerramento das operações do Nau e do Mangai em Recife ganhou significado simbólico para empresários da região. Inaugurados em dezembro de 2020 na capital pernambucana, os empreendimentos pertencem a grupos consolidados e mantêm operações de destaque em Natal. O fechamento reforçou a percepção de que nem mesmo marcas consolidadas estão imunes às dificuldades enfrentadas atualmente pelo setor.

Embora a Abrasel ainda aposte em uma recuperação gradual ao longo do ano, a entidade avalia que o momento exige atenção. “O fechamento de grandes operações mostra que o problema não está restrito aos pequenos negócios. Toda a cadeia está sentindo os efeitos de um cenário econômico que comprime receitas, aumenta custos e dificulta investimentos”, acrescenta Thiago Machado.

Informalidade

O aumento dos custos de produção, os juros elevados e a retração do consumo, apontada pelo presidente da Abrasel, vêm pressionando as empresas do setor e limitando sua capacidade de investimento. Nesse contexto, outro fator que preocupa é o avanço da informalidade.

“Quando a informalidade cresce, os primeiros e mais impactados são os pequenos negócios e os trabalhadores que atuam dentro das regras. Empresas que recolhem impostos, cumprem obrigações trabalhistas e seguem a legislação passam a competir em condições desiguais, o que enfraquece todo o ambiente econômico, destaca Thiago Machado.

Para a Abrasel, o aumento da informalidade não é apenas consequência das dificuldades econômicas, mas também um indicativo de que muitos empreendedores encontram obstáculos para permanecer na formalidade. O presidente afirma que “isso exige atenção do poder público e a construção de políticas que estimulem a geração de empregos, reduzam a burocracia e fortaleçam a competitividade dos negócios formais”, sob pena de, segundo ele, “a situação se agravar ainda mais no setor de bares e restaurantes”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Terceiro suspeito de atentado contra vereador Cabo Deyvison é preso

Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (17), o terceiro suspeito de participação no atentado contra o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró. O homem foi localizado durante uma operação contra uma organização criminosa, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e no Ceará.

Os dois primeiros suspeitos já haviam sido presos na terça-feira (16), após serem interceptados na divisa entre os dois estados. As investigações sobre o crime seguem em andamento. 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Interdições para obras na rede elétrica afetam trânsito na zona Norte de Natal até sábado

Screenshot

Foto: Divulgação 

Motoristas que circulam pela avenida João Medeiros Filho, na zona Norte de Natal, devem ficar atentos a intervenções pontuais no trânsito a partir desta quinta-feira (18). A Neoenergia Cosern e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) informaram que as alterações serão necessárias para a realização de obras de reforço da rede elétrica na região.

As intervenções ocorrerão no trecho entre a avenida Maranguape, no Conjunto Santa Catarina, e a rua Limoeiro do Norte, no Conjunto Potengi. De acordo com o aviso, os serviços serão realizados das 7h às 11h e das 13h às 17h, com previsão de continuidade até o sábado (20).

Segundo a Neoenergia Cosern e a STTU, as interdições serão feitas somente em uma das faixas da avenida e sempre no contrafluxo do trânsito. A medida busca permitir a execução do serviço com menor impacto possível à circulação de veículos em uma das principais vias da Zona Norte.

A orientação é que os condutores redobrem a atenção ao passar pelo trecho durante os horários de intervenção. A distribuidora informou ainda que não haverá interrupção no fornecimento de energia elétrica na área durante a realização dos trabalhos.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CONFÉ 2026: Pedro Filho participa de um dos maiores eventos evangélicos do RN

Foto: Divulgação

O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho esteve entre os destaques dos dois primeiros dias do CONFÉ 2026, um dos maiores encontros evangélicos do Rio Grande do Norte. Além de participar da programação, Pedro integra a equipe organizadora do evento, que reúne milhares de fiéis, pastores, lideranças religiosas e representantes de diversas igrejas do estado.

A abertura do congresso contou com a presença de importantes lideranças políticas do Rio Grande do Norte, recepcionadas por Pedro Filho, entre elas o pré-candidato a governador Álvaro Dias e o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio, além dos deputados Sargento Gonçalves e Coronel Azevedo.

Consolidado como uma das principais referências do calendário evangélico potiguar, o CONFÉ tem se destacado ao longo dos anos por promover momentos de comunhão, fortalecimento espiritual, adoração e reflexão bíblica. A edição de 2026 reúne participantes de diversas regiões do estado, reforçando a relevância do segmento evangélico na vida social, cultural e comunitária do Rio Grande do Norte.

A participação de Pedro Filho no evento vai além da atuação política. Nascido em uma família cristã e criado dentro da igreja evangélica, ele possui uma trajetória diretamente ligada ao segmento, onde desenvolveu atividades ministeriais e construiu relações com lideranças religiosas em diferentes regiões do estado.

“Participar do CONFÉ é algo muito especial para mim. Nasci e fui criado dentro da igreja, e tenho uma profunda gratidão por tudo que aprendi através da fé cristã. Ver tantas pessoas reunidas para adorar a Deus e fortalecer seus valores é motivo de alegria e renovação da nossa esperança. O CONFÉ representa a força da igreja, da família e dos princípios que ajudam a transformar vidas”, disse Pedro Filho.

Atualmente vereador em Assú e pré-candidato a deputado federal, Pedro é reconhecido como uma das jovens lideranças evangélicas em ascensão no RN. Sua atuação tem sido marcada pela defesa da família, da liberdade religiosa e dos valores cristãos, pautas que também estão presentes na essência do CONFÉ.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: Em conversa no G7, Lula diz que “nunca foi esquerdista”

 

Em uma conversa durante uma reunião da cúpula do G7 na França, nesta quarta-feira (17/6), o presidente Lula afirmou que “nunca foi esquerdista”.

No momento da fala, o petista conversava com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o atual chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

No trecho vazado, Lula começa explicando que governos de direita, como os republicanos nos Estados Unidos e os conservadores na França, permaneceram mais tempo no poder que governos de esquerda.

O petista diz que demonstra que “o mundo não é de esquerda”, mas “de meio”. A chefe do FMI, então, relembra que, quando Lula foi eleito em 2003, havia uma expectativa de que ele fosse “um esquerdista”, o que não se confirmou.

“Mas eu nunca fui esquerdista”, responde Lula. “Eu era um dirigente sindical com uma belíssima relação com o sindicalismo alemão. Tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação boa com a UGT da Espanha”, respondeu o presidente.

Lula lembrou ainda que chegou a ser tratado como “anticomunista” na década de 1980, após recusar um convite para participar de um congresso na União Soviética e realizar uma viagem pela Europa em busca de apoio internacional.

“Em 1980, tinha um congresso na Rússia para o qual fui convidado. Eu não fui porque havia sido condenado pela Lei de Segurança Nacional. Fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade. E aí passei a ser tratado como anticomunista”, disse o petista.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esse milagre sempre acontece em época de campanha, conversinha mole para os jegues murchar as orelhas e zurrar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: “Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal”, Mendonça responde Gilmar e manda recado ao STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça enfrentou as críticas do decano da Corte, Gilmar Mendes, durante o julgamento da Segunda Turma nesta terça-feira (16). O colegiado manteve as prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Gilmar foi o único a defender a soltura dos dois.

Ele abriu a divergência, comparando os métodos do caso Master, relatado por Mendonça, às práticas da Operação Lava Jato, as quais classificou como “autoritárias” e “espetaculosas”. Gilmar criticou o que chamou de “punitivismo inebriado” e a utilização de prisões para induzir delações premiadas.

“Juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia. Nós sabemos muito bem onde esse caminho termina”, alfinetou. Nesta tarde, Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação da Polícia Federal.

O decano queixou-se de que os relatórios foram juntados aos autos poucas horas antes da sessão, impedindo a análise da defesa e dos próprios pares. “A jurisdição penal não opera sobre o que se sonega, mas sobre o que se revela”, disparou.

“Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude finaceira do nosso país”, retrucou Mendonça no ínicio de seu voto. Ele rebateu as críticas, afirmando que o processo não trata de “simples atores num gabinete na Faria Lima” praticando crimes de colarinho branco.

Segundo o relator, a investigação revelou “contornos de máfia” e de “crime organizado mafioso”, com uso de fuzis, metralhadoras e infiltração no sistema policial.

Confira no vídeo abaixo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Desafio provoca estudantes da Maple Bear Natal a refletirem sobre o papel da Inteligência Artificial

Foto: Divulgação

“IA: Aliada ou substituta?” Esse é o questionamento que vai fazer os estudantes da Maple Bear Natal serem desafiados em mais uma edição do Hackaton Educacional, uma maratona de conhecimento e inovação, pioneira no Nordeste, e que entra na sua sétima edição a partir desta terça-feira (16) até a próxima sexta-feira (19). O projeto une tecnologia, inovação e desenvolvimento pessoal.

O objetivo do hackaton é estimular o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade, da colaboração e da resolução de problemas. Ao longo de quatro dias, os alunos trabalham em equipes para analisar uma problemática proposta pela equipe pedagógica e construir, por meio da tecnologia, estratégias capazes de contribuir para a reflexão e a busca por soluções.

Em edições anteriores, o Hackathon já abordou temas relacionados à convivência ética no ambiente digital, água potável e saneamento, além dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), incentivando reflexões sobre responsabilidade, respeito e cidadania.

A iniciativa integra a metodologia canadense adotada pela escola, que valoriza a aprendizagem baseada em projetos, a investigação e o desenvolvimento de competências essenciais para a formação de cidadãos preparados para os desafios de uma sociedade em constante transformação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *