Diversos

Como o comportamento de manada explica adesão impensada aos ativismos políticos

Pixabay

O ativismo se expressa, sobretudo, através de movimentos coletivos. Mas essa própria noção de coletividade pode ser uma pressão para pessoas participarem de um movimento simplesmente para sentirem que fazem parte de algo: a chamada “mob mentality” ou comportamento de manada é um instrumento político e uma arma para promover a agenda de grupos específicos.

A teoria psicológica de “comportamento de manada” sugere que seres humanos têm maior probabilidade de adotar determinados comportamentos porque seus amigos, colegas de trabalho e vizinhos já o adotam. Basicamente, ninguém quer ser o primeiro ou o último a fazer algo, mas sim estar seguro e inserido em um determinado grupo social.

“Se a questão é o que fazer com uma caixa de pipoca vazia em um cinema, com que rapidez dirigir em um determinado trecho de rodovia ou como comer o frango em um jantar, as ações das pessoas ao nosso redor serão importantes para definir nossa resposta”, diz o psicólogo Robert Cialdini, autor de “Influência: A Psicologia da Persuasão”.

A mesma lógica se aplica a ideologias políticas: um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley constatou que as pessoas tendem a alinhar suas opiniões políticas as do grupo em que estão inseridas.

O experimento reuniu 63 pessoas de duas cidades do Colorado: o primeiro de Boulder, um município com maioria de esquerda, enquanto o outro reunia pessoas de Colorado Springs. Ambos os grupos discutiram aquecimento global, ações afirmativas e união civil para casais do mesmo sexo.

Nas duas discussões, o principal efeito foi tornar os membros do grupo mais extremos em suas opiniões, comparado ao que eram antes de começarem a conversar. Ou seja: progressistas se tornaram mais progressistas nas três questões, enquanto conservadores se tornaram mais conservadores.

“Todos queremos tomar decisões melhores. Estudos identificam os papéis benéficos das estruturas de diversidade de pensamento, subgrupo e liderança plana na otimização de ideias e resolução de problemas”, diz Zac Baynham-Herd, analista da prática de ciências comportamentais da Ogilvy Consulting. “À medida que a atividade online cresce, o potencial de proliferação de ‘ovelhas negras’ e ‘comportamento de manada’ também aumenta”, acrescenta.

Pertencimento

No caso dos movimentos ativistas, o comportamento de manada pode levar à influência sobre as pessoas para participarem de uma ação simplesmente para se sentirem parte do grupo. Simultaneamente, seguir a manada simplifica ideias complexas — que deveriam ser as pautas dos movimentos.

“Se o que você está pensando pode ser facilmente expresso em um slogan e gritado ou erguido no alto por uma multidão, então você provavelmente não está pensando em nada”, diz David Rieff, autor do livro “A Bed for the Night: Humanitarianism in Crisis”.

Estudos do matemático Steven Strogatz da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, chamam esta dinâmica de “Sincronização de Multidão”, uma inclinação para a harmonização das ações de forma coletiva quando os indivíduos se agrupam. O matemático afirma que essa propensão à organização espontânea está presente em todos os seres humanos. O fenômeno, porém, é observado quando todos começam a praticar uma mesma ação, em um mesmo sentido.

“Copiar o que as outras pessoas fazem pode ser útil em muitas situações, como que tipo de telefone comprar, ou para os animais, para que lado correr se a situação é perigosa”, explica o Dr. Colin Torney, coordenador de um estudo sobre comportamento de manada publicado na revista Royal Society Interface.

“No entanto, o desafio está em avaliar crenças pessoais quando elas contradizem o que os outros estão fazendo. Nós mostramos que a evolução vai levar as pessoas a superutilizar a informação social, e copiar os outros muito mais do que deveriam”, acrescenta.

A irracionalidade das multidões

Em 2011, um protesto começou com uma marcha pacífica contra o assassinato cometido por um policial e rapidamente se tornou violento. Várias regiões de Londres foram alvo de estimados 3.443 atos de vandalismo, saques e incêndios criminosos, com 14 cidadãos feridos e cinco assassinados.

Na Alemanha, uma série de relatos de violência foram registrados em Colônia, Hamburgo e Frankfurt na véspera de Ano Novo em 2016. As vítimas apresentaram mais de 500 denúncias criminais: grandes grupos de homens se reuniram nas estações de trem e começaram a perseguir, roubar e agredir sexualmente centenas de mulheres. Os crimes foram atribuídos a imigrantes e refugiados e, como resposta, outros grupos passaram a atacar essas populações.

“Um fator pode ter contribuído para a escalada da agressão: as próprias multidões”, dizem Mina Cikara, professora de psicologia de Harvard, e Adrianna Jenkins, pesquisadora na Universidade da Califórnia em Berkeley, autoras de um estudo sobre o comportamento de rebanho. “Agir como parte de um grupo pode fazer com que os indivíduos se sintam mais anônimos e menos responsáveis ​​por suas ações.”

O perigo do comportamento de manada é que dá permissão para atitudes que os indivíduos, sozinhos, provavelmente não fariam. “Qualquer pessoa que tenha sofrido bullying em um pátio da escola ou, mais precisamente, alguém que já tenha participado do bullying ou apenas tenha ficado parado enquanto estava acontecendo, conhece muito bem aquela sensação de que não há culpa se você estiver fazendo o que todo mundo faz. Você acaba fazendo, ou pelo menos apoiando, coisas que nunca faria sozinho”, diz David Rieff.

Rieff exemplifica o comportamento de manada com o chamado Paradigma Asch, que deriva de uma série de experimentos realizados na Swarthmore College. No experimento, dois grupos de voluntários receberam um teste de visão padrão. No grupo de controle, o teste foi direto: pesquisadores administraram a atividade e anotaram os resultados, sem fazer nenhum esforço para influenciar as respostas. Cada sujeito teve sua chance de responder, sendo permitido que todos ouvissem as respostas de seus colegas. Quando foi dada uma resposta incorreta a uma determinada pergunta, não houve evidências de que outras pessoas no grupo alterassem suas próprias respostas como resultado.

Por outro lado, no outro grupo, os pesquisadores plantaram indivíduos que foram instruídos a dar respostas erradas às perguntas do teste. Quando pelo menos três pessoas deram respostas erradas idênticas, até 75% do grupo seguiu o exemplo, fornecendo a mesma resposta incorreta.

“O problema dessa ‘falta de sabedoria’ das multidões vai muito além de uma simples dicotomia entre o verdadeiro e o errôneo”, diz Rieff. “No contexto de uma multidão, o que se acredita pode realmente ser de importância secundária”, acrescenta. “Pense no comportamento das multidões políticas do momento presente: é um exercício após o outro de simplificação radical, decompondo ativamente todos os elementos da individualidade e da civilização”, conclui.

Gazeta do Povo

 

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Política

Caiado deixa União Brasil e oficializa filiação ao PSD mirando 2026

Foto: Reprodução

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou nesta terça-feira (27) sua filiação ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, deixando oficialmente o União Brasil. O comunicado foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Caiado aparece ao lado dos governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), ambos já filiados à sigla.

Cotados como possíveis candidatos à Presidência da República em 2026, os três governadores afirmaram que atuarão de forma conjunta dentro do partido e que apoiarão aquele que for escolhido como representante do PSD na disputa nacional. Caiado destacou que a decisão foi tomada sem interesses individuais e com foco na construção de um projeto político comum.

Durante o anúncio, Eduardo Leite afirmou que o movimento representa mais do que ambições pessoais e defendeu a união em torno de um plano voltado para o futuro do país. Ratinho Jr. também ressaltou a chegada de Caiado como um reforço importante para a proposta de construir um Brasil mais moderno e comprometido com políticas sociais.

Ao comentar a mudança partidária, Caiado agradeceu ao União Brasil, legenda pela qual construiu sua trajetória recente, mas afirmou que o novo passo representa um amadurecimento político. Segundo ele, a filiação ao PSD simboliza a busca por um projeto nacional capaz de promover mudanças estruturais no país.

Com informações da CNN

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Economia

Corte no preço da gasolina da Petrobras deve ter impacto tímido no RN

Foto: Magnus Nascimento

A redução de 5,2% no preço da gasolina anunciada pela Petrobras deve ter reflexo limitado no Rio Grande do Norte. Especialistas avaliam que o repasse ao consumidor final depende de toda a cadeia de combustíveis e não ocorre de forma automática, especialmente em estados que não compram majoritariamente o produto diretamente da estatal.

A queda, que passou a valer nesta terça-feira (27), reduziu o preço médio da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras para R$ 2,57 por litro. Segundo economistas, o movimento foi influenciado pela estabilidade do barril de petróleo no mercado internacional e pela desvalorização do dólar, fatores que reduzem o custo de importação de derivados. Ainda assim, o efeito nos postos depende das decisões das distribuidoras e das refinarias regionais.

No RN, a expectativa é de impacto menor porque a maior parte da gasolina comercializada no estado vem da Refinaria Clara Camarão, que segue a paridade de preços internacionais por ser privada. Apenas uma parcela menor do mercado compra combustível de estados vizinhos, como Paraíba e Pernambuco, onde a redução da Petrobras pode gerar alguma margem para preços mais competitivos.

Analistas apontam que, caso haja repasse, ele tende a ser gradual e condicionado à renovação dos estoques das distribuidoras. A avaliação é de que eventuais ajustes devem começar a ser percebidos nos próximos dias, mas sem garantia de uma queda expressiva nas bombas, já que o comportamento do mercado costuma ser mais rápido nos aumentos do que nas reduções.

Com informações da reportagem da Tribuna do Norte

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Geral

Governo Lula tenta conter desgaste do caso Master e atua para barrar CPI em ano eleitoral

Foto: Reprodução / TV Globo

Preocupado com o impacto político da crise envolvendo o Banco Master, o Palácio do Planalto trabalha para se afastar do caso e evitar que o tema ganhe força no Congresso em pleno ano eleitoral. A estratégia do governo é reforçar o discurso de apoio às investigações em curso e evitar a instalação de uma CPI, vista internamente como um fator de instabilidade que poderia travar pautas prioritárias da gestão Lula.

O desgaste aumentou após a repercussão de encontros entre o presidente Lula e o dono do banco, Daniel Vorcaro, além das revelações envolvendo figuras próximas ao governo, como o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que prestou consultoria jurídica ao Master antes de retornar ao Executivo. O assunto também ganhou força nas redes sociais, com menções frequentes ao presidente e aliados, ampliando a pressão política sobre o Planalto.

Aliados do governo no Congresso afirmam que a linha de defesa será destacar que a Polícia Federal e o Banco Central já atuam no caso, o que tornaria desnecessária uma comissão parlamentar. A avaliação é de que uma CPI poderia transformar o escândalo em palco político para a oposição e contaminar o ambiente legislativo às vésperas das eleições.

Nos bastidores, o governo também pretende apontar que o processo de liquidação do banco foi conduzido pelo Banco Central e que as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal. A leitura no Planalto é de que conter o avanço do caso no debate político será essencial para evitar que o tema da corrupção volte ao centro da disputa eleitoral em 2026.

Com informações do O Globo

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Geral

Lula diz confiar em Delcy Rodríguez e defende que solução da crise na Venezuela venha do próprio povo

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (27), durante viagem ao Panamá, que espera que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, “dê conta do recado” diante do atual cenário político no país. Segundo Lula, a situação ainda é recente e exige cautela, reforçando que cabe exclusivamente aos venezuelanos encontrarem uma saída para a crise.

Lula relatou que já conversou duas vezes com Delcy Rodríguez, mas evitou detalhar o conteúdo das conversas. De acordo com o presidente, a líder venezuelana demonstrou preocupação com os acontecimentos recentes. Para o petista, não cabe ao Brasil nem aos Estados Unidos interferirem diretamente no processo político interno da Venezuela.

O presidente brasileiro também defendeu que os Estados Unidos respeitem a soberania venezuelana. Segundo Lula, é fundamental que o país possa cuidar de seus próprios interesses democráticos sem pressões externas, destacando que a autodeterminação é um princípio essencial nas relações internacionais.

As declarações foram dadas durante a chegada de Lula ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe. Esta é a primeira agenda internacional do presidente em 2026, que inclui reuniões bilaterais e debates sobre os rumos políticos e econômicos da região.

Com informações da CNN

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Política

Fátima Bezerra, em entrevista à FM Universitária, reafirmou que é “candidatíssima ao Senado”

Foto: Divulgação

Em entrevista à FM Universitária, a governadora Fátima Bezerra (PT) declarou que é “candidatíssima ao Senado”. A afirmação sepulta especulações sobre sua pré-candidatura, deixando claro que mantém o projeto para 2026.

Fátima apresentou sua trajetória como base para o projeto, citando experiência como servidora pública, parlamentar e gestora. Entre os marcos destacados estão a relatoria do novo Fundeb, políticas de valorização de profissionais da educação, expansão da rede federal de ensino superior e técnico, criação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional (IERNs) e interiorização universitária, incluindo o campus de Ciências Médicas do Seridó e a perspectiva de um Hospital Universitário em Caicó.

A governadora falou da necessidade de sua candidatura, atrelando ao projeto nacional, e afirmando que a eleição de 2026 será determinante para a governabilidade do presidente Lula e a composição do Congresso Nacional. Ela ressaltou a importância do Senado como espaço para garantir estabilidade institucional, citando episódios de confrontos às instituições, como os do dia 8 de janeiro de 2023.

No âmbito estadual, Fátima confirmou a pré-candidatura de Cadu Xavier ao governo do Estado e informou que PT e federação de esquerda trabalham na montagem de chapas para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Ela também comentou a decisão de Walter Alves de não disputar a reeleição, destacando que o diálogo institucional foi mantido.

Ao se declarar “candidatíssima ao Senado”, Fátima reforça sua posição na disputa de 2026, sinalizando que pretende ocupar espaço político relevante no RN e na agenda nacional, sem fazer comentários sobre possíveis alianças ou estratégias partidárias além das confirmadas.

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Judiciário

Moraes nega encontros com ex-presidente do BRB e Vorcaro; Metrópoles mantém apuração

Foto: Reprodução

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, negou nesta terça-feira (27) ter se reunido com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na mansão do empresário Daniel Vorcaro, em Brasília. A negação veio depois de reportagem da coluna de Andreza Matais, publicada pelo Metrópoles, que revelou o suposto encontro.

Segundo a publicação, Moraes teria ido à casa de Vorcaro em dois momentos distintos. O mais recente teria sido durante um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Além de Moraes e Paulo Henrique, estavam presentes o próprio Vorcaro e um assessor do ministro.

O outro encontro teria ocorrido no fim de semana da eleição presidencial nos Estados Unidos, em novembro de 2024, quando Donald Trump venceu a disputa. A coluna do Metrópoles afirma ter relatos confirmando ambas as visitas, mantendo a apuração mesmo após a negativa de Moraes.

A nota do ministro não detalha os motivos ou a pauta das visitas, apenas nega o encontro com Paulo Henrique Costa, enquanto o Metrópoles reitera a veracidade das informações obtidas.

Opinião dos leitores

  1. Sendo mentira, vamos ver se o valente juiz vai colocar a repórter no inquérito das fake news, conhecido como fim do mundo!!!

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Política

Lula almoça às escondidas com Moraes em meio ao escândalo Master

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Lula se encontrou secretamente com o ministro do STF Alexandre de Moraes em Brasília, em meio à crise que envolve a Corte e o Banco Master. O almoço não apareceu nas agendas oficiais e levanta suspeitas sobre a proximidade entre Executivo e Judiciário, conforme o Metrópoles.

Aliados afirmam que a pauta teria sido “segurança pública”, mas o encontro acontece dias depois de Moraes abrir inquérito sobre suposta quebra irregular de sigilo fiscal de ministros e familiares, e na mesma semana em que Lula escolheu Wellington César Lima como novo ministro da Justiça.

Este foi o segundo encontro de Lula com Moraes em janeiro. No dia 15, o presidente reuniu o ministro, o procurador-geral da República Paulo Gonet e outros integrantes do governo para uma reunião ampliada no Planalto. Em dezembro, Lula também almoçou reservadamente com Dias Toffoli, relator do caso Master, acompanhado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O caso Master já atingiu a reputação de Moraes e Toffoli. A proximidade do presidente com ministros envolvidos no escândalo acende o alerta sobre independência do STF.

Opinião dos leitores

  1. Será que só houve esse encontro sobre o master ou os encontros ocorrem às escondidas desde o 8/01??

  2. É uma quadrilha completa. Dizem que quem faz o ladrão é a oportunidade. Não existe oportunidade mais cristalina para ladrão do que um governo de esquerda no poder.

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Política

BALANÇO FINAL: PF apreende R$ 251 mil em espécie e desmonta esquema de desvio de recursos da saúde no RN

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu R$ 251,5 mil, 33 celulares, 34 eletrônicos — entre notebooks, HDs e tablets —, quatro veículos e 117 documentos na Operação Mederi.

Segundo a PF, a investigação apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no RN que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. 

Auditorias apontam contratos superfaturados, insumos não entregues e produtos de má qualidade. Houve cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha, no Oeste potiguar.

Os investigados podem responder por desvio de recursos públicos e fraudes em licitações.

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Política

Senador expõe suspeitas no STF, cita Moraes e Toffoli e ameaça impeachment

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira não poupou críticas ao STF e colocou o impeachment de ministros na mesa. Relator da CPI do Crime Organizado, ele afirmou que há “problemas na conduta” de magistrados no caso do Banco Master, citando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como alvos de questionamentos sobre contratos, valores e relações que precisam ser esclarecidos.

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista Veja, Vieira deixou claro que o Judiciário deve prestar explicações como qualquer outro poder. Segundo ele, não pode existir autoridades blindadas ou acima da lei, sob pena de agravar a crise institucional no país.

O senador avisou que, caso o STF não colabore com a investigação, o impeachment passa a ser o caminho restante. Para Vieira, uma democracia de verdade exige que todos, sem exceção, possam ser investigados e responsabilizados.

Além disso, a CPI pode investigar familiares de ministros que mantiveram negócios com o banco de Daniel Vorcaro. Vieira apontou indícios de uma organização criminosa que comprava acesso privilegiado aos três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — usando contratos com escritórios de advocacia. “A investigação precisa avançar com todo o alcance necessário”, afirmou.

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Geral

PF aponta suposto repasse de R$ 60 mil a Allyson em esquema de contratos da saúde

Foto: Reprodução

Interceptações telefônicas analisadas pela Polícia Federal indicam um suposto repasse de R$ 60 mil ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, dentro de um contrato de R$ 400 mil para compra de materiais médicos. O caso veio à tona nesta terça-feira (27) e ganhou repercussão nacional após reportagem exibida pela TV Globo.

Segundo a investigação, apenas R$ 140 mil teriam sido usados para o fim contratado, ou seja, a compra de insumos hospitalares. O restante do dinheiro, de acordo com os diálogos interceptados entre empresários, teria sido dividido como comissões e possíveis vantagens indevidas, incluindo valores destinados a sócios da empresa, a uma mulher ainda não identificada e ao prefeito citado nas conversas.

Os investigadores detalham que o rateio mencionado nos diálogos seria de R$ 130 mil para os sócios, R$ 40 mil para uma terceira pessoa, R$ 30 mil para a empresa e R$ 60 mil atribuídos ao prefeito de Mossoró. O nome de Allyson Bezerra aparece nos diálogos analisados pela PF, mas, até o momento, a apuração segue em fase investigativa.

Operação Mederi

O caso é alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da CGU, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no RN, inclusive na residência do prefeito, onde foram apreendidos celular, computador e HDs.

A PF apura indícios de superfaturamento e pagamento por produtos que não teriam sido entregues, e chegou a encontrar dinheiro em espécie escondido em uma caixa de isopor.

A defesa de Allyson afirma que não há prova de envolvimento pessoal e que ele segue no cargo sem medidas restritivas.

Opinião dos leitores

  1. é muita podridrão neste RN, um estado terminal que esta sobrevivendo nos aparelhos, mas sem respirador.

  2. Vamos esperar apurar os fatos, o cara se queimar por 60 mil é vergonhoso, porém ele está negociando palanque com quem mesmo?

    1. 👉👉👉Em nota, Walter confirma que não assumirá Governo, é candidato a deputado, 👉vota em Lula e 👉Allyson e deixa Senado em aberto. Walter é vice de qual partido???? Allysson e esquerda tudo a ver.

    2. 60 que foi rastreado. Tem muito mais por vir.
      Ele que se segure na cela!

    3. Verdade. Se for culpado que pague mas, muito estranho essa investigação a passos de uma eleição onde o mesmo é favorito contra o governo atual.

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