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Como o Congresso enterrou investigações dos dois maiores escândalos da década

APERTO DE MÃOS - Alcolumbre e Motta: contribuições para o retumbante fracasso das comissões de inquérito (Ton Molina/Fotoarena/.)

A CPMI do INSS atendia a todas as condições para entrar para a história como um dos grandes momentos do Congresso. A causa era das mais nobres: por anos, uma quadrilha formada por lobistas, empresários, funcionários públicos e sabe-se lá quem mais desviou de maneira sórdida, com a conivência e omissão de autoridades, parte das minguadas pensões dos aposentados.

Havia, no início, uma meta eletrizante a ser perseguida: a quase certeza de que a trama contava com a participação de políticos ou prepostos ligados a figurões do poder. E havia também uma meta desafiadora típica de casos de corrupção: descobrir onde foram parar mais de 4 bilhões de reais furtados dos idosos.

Porém, depois de seis meses de trabalho, 36 depoimentos, mais de 600 quebras de sigilo e muito barulho, a comissão foi encerrada sem sequer ter o relatório final aprovado. Em outras palavras, para a história, ela existiu, mas não chegou a lugar algum, não revelou nada. Entrou para os anais do Parlamento, mas como um retumbante exemplo de fracasso.

DECEPÇÃO - A Comissão do INSS: investigação terminou sem conclusãoDECEPÇÃO - A Comissão do INSS: investigação terminou sem conclusão (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Um conjunto de fatores contribuiu para esse desfecho. Desde que foi instalada, em agosto do ano passado, a CPMI foi alvo de sabotagem. A bancada do governo, em maioria, inviabilizou linhas importantes de investigação que poderiam atingir o Planalto, particularmente o presidente da República.

Uma das entidades envolvidas nas fraudes tinha o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, como dirigente. Ele nunca foi ouvido. O mesmo aconteceu com o primogênito do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que mantinha relações, até agora também não explicadas de forma clara, com um dos líderes da quadrilha.

Os requerimentos de convocação apresentados para ouvir o irmão e o filho do presidente foram rejeitados. A apuração emperrou ainda mais quando se soube que um ex-assessor do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, recebeu 3 milhões de reais de uma empresa ligada às fraudes. Dessa vez, houve quatro pedidos de convocação do ex-assessor que nunca foram analisados. Prevaleceu a maioria da bancada governista, naquele momento reforçada pelos parlamentares ligados ao senador. Resultado: a participação de figurões na trama não pôde ser esclarecida.

Qualquer manual de investigação ensina que a melhor maneira de chegar aos criminosos é seguir o dinheiro roubado. A CPMI até tentou. Depois de um cochilo da bancada governista, os parlamentares aprovaram a quebra do sigilo bancário do filho do presidente e de ex-dirigentes do banco Master, instituição que mantinha uma carteira de empréstimos fraudulentos a aposentados. O Master foi liquidado, deixando um rombo no mercado superior a 50 bilhões de reais.

Como se sabe, o dono do banco, Daniel Vorcaro, mantinha uma extensa teia de relações e contatos com magistrados e políticos, especialmente no Congresso, o que teria facilitado muitos de seus negócios escusos. O fundo de previdência dos funcionários públicos do Amapá, por exemplo, que tem como conselheiro um irmão de Alcolumbre, comprou títulos podres do Master, gerando um prejuízo de 400 milhões de reais aos aposentados do estado.

Há duas semanas, a CPMI pediu ao senador mais tempo para concluir o trabalho. Alcolumbre não se manifestou. Os parlamentares então recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que a prorrogação era um ato que cabia ao presidente do Congresso. Resultado: também não foi possível seguir o dinheiro.

FRACASSO - CPI do Crime Organizado: apuração do caso Master não prosperouFRACASSO – CPI do Crime Organizado: apuração do caso Master não prosperou (Saulo Cruz/Agência Senado)

Em ano eleitoral, é compreensível que políticos se protejam de eventuais desgastes. Não há, por enquanto, qualquer evidência de que Davi Alcolumbre tenha se beneficiado do roubo aos aposentados ou das falcatruas do banco. O fato de um irmão do senador ocupar o cargo de conselheiro do fundo de previdência do Amapá ou de seu ex-assessor ter recebido milhões de um golpista pode estar restrito ao universo das coincidências. A verdade é que os escândalos do INSS e do Master são altamente radioativos. Isso explicaria o empenho do presidente do Congresso em abreviar ou mesmo evitar novas investigações — cuidado que ele também tem tomado em relação à criação de uma CPI para investigar o Master.

Na semana passada, um grupo de senadores ingressou com uma ação no STF pedindo a interferência da Corte diante da omissão de Alcolumbre. Sorteado para relatar o caso, o ministro Kassio Nunes Marques ainda não se manifestou, mas é provável que a decisão dele seja contrária às pretensões dos parlamentares, o que sepultaria definitivamente a possibilidade de uma investigação congressual da maior fraude financeira da história.

EXEMPLO - CPMI dos Correios: há vinte anos, prisão e condenação de políticos e auxiliares do então presidente LulaEXEMPLO - CPMI dos Correios: há vinte anos, prisão e condenação de políticos e auxiliares do então presidente Lula (Alan Marques/Folhapress/)

Em fevereiro, deputados já haviam colhido mais de 200 assinaturas e protocolado um pedido de criação de uma CPI na Câmara. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), assim como fizeram os senadores, pediu ao STF que obrigasse Hugo Motta (Republicanos-­PB), presidente da Casa, a instalar a comissão de inquérito, mas o ministro Cristiano Zanin, que relatou o caso, rejeitou a demanda.

Procurado por VEJA, Motta, por meio de sua assessoria, explicou que o regimento interno estabelece o limite de cinco CPIs em funcionamento simultâneo e que sua instalação segue a ordem dos pedidos de criação — a do Master foi, portanto, para o fim da fila. “Adicionalmente, as diferentes instâncias, Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal e Ministério Público, estão atuando com autonomia e diligência nas investigações. O papel do Congresso é acompanhar e garantir que as investigações avancem com isenção”, ressaltou o parlamentar. Davi Alcolumbre também foi procurado por VEJA, mas não quis se pronunciar.

A falta de energia da cúpula do Congresso para investigar o Master se alia ao constrangimento que o caso gerou ao próprio Supremo Tribunal e às decisões consideradas controversas tomadas pelos ministros da Corte. A CPI do Crime Organizado, em funcionamento no Senado desde novembro, tentou driblar os obstáculos e puxar para a comissão a apuração de um dos fios soltos do escândalo.

Os parlamentares quebraram o sigilo de um fundo de investimento ligado ao Master que comprou cotas de um resort que pertencia a uma empresa da família do ministro do STF Dias Toffoli, ex-relator do inquérito que apura as operações ilegais do banco. O ministro Gilmar Mendes, porém, anulou o ato da CPI, justificando que quebras de sigilo precisam ser fundamentadas e individualizadas.

O mesmo entendimento já havia sido aplicado pelo ministro Flávio Dino, quando anulou a quebra do sigilo bancário do filho do presidente Lula, aprovada pela CPMI do INSS. Essas duas últimas decisões — corretas, ressalte-se — explicam em parte o fracasso das últimas investigações parlamentares. Mas só em parte.

SUPORTE - Plenário do STF: decisões utilizadas para inviabilizar investidas das comissõesSUPORTE – Plenário do STF: decisões utilizadas para inviabilizar investidas das comissões (Luiz Silveira/STF)

As comissões de inquérito já tiveram um papel decisivo na história política brasileira. Em 1993, a CPI do Orçamento desvendou um esquema que funcionava dentro do Congresso, manipulando verbas que acabaram no bolso de deputados e senadores. Estes tiveram os mandatos cassados. A CPMI dos Correios, em 2005, desnudou uma organização criminosa que usava dinheiro público para subornar políticos e comprar partidos — o chamado mensalão.

A descoberta levou para a cadeia auxiliares do então presidente Lula, parlamentares e empresários. Desde então, as investigações congressuais foram perdendo tração e credibilidade. A CPMI do INSS é o exemplo acabado.

O plenário da comissão foi transformado num ringue de disputa política entre governo e oposição. Durante seis meses, quem se aventurou a acompanhar o trabalho dos deputados e senadores ouviu gritarias e xingamentos e testemunhou cenas lamentáveis de baixaria explícita.

Dar uma satisfação mínima aos idosos que ficaram sem um pedaço de suas aposentadorias, ao que parece, era a última das prioridades.

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Opinião dos leitores

  1. Até quando vamos tolerar isso ? Vergonha de ser Brasileiro, povo fraco que troca show por saúde e segurança… até quando vamos continuar engolindo isso, achar que a corrupção é normal!

    1. Até quando o povo tiver bandido de estimação e ficar votando em petista e bolsonarista, que mente pros eleitores e depois fala que foi um engano, quando na verdade estão cumprindo acordos de bastidores. Políticos são funcionários, não ídolos.

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Projeto aprovado na Câmara permite converter milhas aéreas em dinheiro; texto segue para análise no Senado

Foto: Pixabay

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece novas regras para a venda e a troca de milhas aéreas por dinheiro. O texto agora será analisado pelo Senado e, se aprovado, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta, de autoria do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), determina que as companhias aéreas ofereçam uma opção oficial para converter milhas em dinheiro caso permitam a comercialização dos pontos.

O projeto aprovado pela Câmara  na quinta-feira (13) também proíbe o bloqueio de contas, a limitação de beneficiários e a exigência de reconhecimento facial para resgates. Empresas que já vendem milhas por dinheiro deverão permitir que o cliente também converta os pontos novamente em dinheiro.

De acordo com o projeto, as negociações deverão ser intermediadas por empresas independentes, com pelo menos sete anos de experiência e sem vínculo com companhias aéreas ou bancos.

Segundo levantamento da Latam, o número de passagens domésticas emitidas com milhas cresceu 30% entre janeiro e abril de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Foram 1,8 milhão de bilhetes emitidos pelo programa de fidelidade da companhia. No mesmo período, a emissão de passagens internacionais com milhas aumentou 35%.

Com informações de CNN Brasil

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VÍDEO: Homem é preso em operação da Polícia Civil contra grupo suspeito de venda fraudulenta de imóveis na Grande Natal

Um homem de 26 anos foi preso pela Polícia Civil do RN durante a operação “Identidade Emprestada”, deflagrada na quinta-feira (13) contra um grupo suspeito de aplicar golpes na venda fraudulenta de imóveis na Grande Natal.

A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva. Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam documentos falsificados, procurações, contratos e identidades de terceiros para simular a propriedade de imóveis e enganar compradores.

Algumas vítimas chegaram a pagar pelos imóveis e assumir supostos financiamentos. Em outros casos, os suspeitos teriam ocupado os imóveis e usado documentos falsos para enganar administrações de condomínios.

O homem preso foi localizado em Lucena, na Paraíba. Outros investigados, encontrados nos estados de Sergipe, Paraíba e Pará, não foram localizados e permanecem foragidos. As diligências continuam para localizar os demais suspeitos, informuou a Polícia Civil.

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PM terá mais de 500 policiais na segurança do jogo entre ABC e Nacional-AM; portões da Arena das Dunas abrem às 14h

Foto: divulgação/PM

Mais de 500 policiais militares estão escalados para atuar na segurança do jogo entre ABC e Nacional-AM, neste domingo (16), às 17h, na Arena das Dunas, em Natal. Os portões do estádio serão abertos às 14h para facilitar o acesso dos torcedores e evitar filas e aglomerações.

A partida vale o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro de 2027 e vaga nas semifinais da Série D. A expectativa é que a Arena receba pelo menos 30 mil torcedores.

A operação contará com policiamento a pé, motorizado, motocicletas, cavalaria e apoio aéreo, além de unidades especializadas da PM. O esquema também terá patrulhamento nas avenidas Senador Salgado Filho, Prudente de Morais e Nevaldo Rocha.

A PM orienta os torcedores a chegarem com antecedência, especialmente famílias com crianças e idosos. Torcidas organizadas poderão contar com escolta policial mediante solicitação prévia.

A fiscalização de ambulantes no entorno da Arena começa no sábado (15), em ação conjunta com a Semsur. O policiamento será reforçado a partir da manhã de domingo e estará totalmente mobilizado antes da abertura dos portões.

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Após reunião com Lula, Alcolumbre destrava PEC da Segurança e fim da escala 6×1

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu nesta sexta-feira (14) encaminhar para tramitação a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública, duas das principais prioridades do governo Lula no Congresso.

A decisão ocorreu após uma nova reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada. Foi o terceiro encontro entre os dois em cerca de dez dias, sinalizando uma reaproximação depois do desgaste provocado pela rejeição, no Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF.

As propostas terão tramitação pelo rito ordinário, passando pelas comissões e pelo plenário do Senado. A expectativa do governo é acelerar a análise antes das eleições de outubro.

Além das duas PECs, Alcolumbre também anunciou o encaminhamento do projeto que cria uma política nacional para minerais críticos e estratégicos.

A movimentação representa uma vitória política para o Planalto, que vinha pressionando pelo avanço das pautas consideradas estratégicas para a agenda de Lula em ano eleitoral.

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[VÍDEO] TARIFAÇO: Lula confirma aplicação da Lei de Reciprocidade contra os EUA e diz que é para mostrar que o Brasil “não é pouca coisa”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta sexta-feira (14) que o Brasil vai aplicar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, em razão do ‘Tarifaço’, para mostrar que o país “não é pouca coisa”.

“Nós ontem entramos com a lei de reciprocidade para a gente mostrar que a gente também não é pouca coisa. Nós nos respeitamos”, afirmou.

A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs. Segundo Lula, os EUA estariam divulgando “inverdades contra o Brasil”.

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PROPAGANDA ELEITORAL EM 2026: o que pode e o que é proibido nas redes sociais

Foto: Getty Images

As redes sociais terão regras específicas para a propaganda eleitoral nas eleições de 2026. As normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecem limites para candidatos, partidos e usuários e também disciplinam o uso de inteligência artificial durante a campanha.

A propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de 16 de agosto e poderá ser publicada em redes sociais, blogs, sites e aplicativos de mensagens. As páginas oficiais de candidatos, partidos, federações e coligações deverão ser informadas previamente à Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral também poderá determinar a retirada de conteúdos que contenham ataques ou agressões contra candidatos, quando houver solicitação do indivíduo ofendido.

O que é permitido

Candidatos e partidos poderão divulgar propostas e conteúdos de campanha nas redes sociais. O impulsionamento de publicações também será permitido, desde que siga as regras eleitorais.

Eleitores também podem manifestar opiniões políticas na internet. A liberdade de expressão só poderá ser limitada em casos de ofensa à honra ou imagem de candidatos e partidos ou de divulgação de fatos comprovadamente falsos.

O que é proibido

A legislação proíbe propaganda eleitoral paga na internet, com exceção do impulsionamento autorizado. Também não é permitido utilizar publicidade para criar artificialmente estados emocionais ou passionais na opinião pública.

Outro ponto importante envolve a inteligência artificial. Conteúdos produzidos ou alterados por IA, como vídeos, imagens, áudios e textos, deverão ser identificados de maneira clara, informando que foram gerados ou manipulados pela tecnologia.

O uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidatos será proibido, mesmo com autorização das pessoas envolvidas.

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[VÍDEO] “Walter Alves teve coragem de não assumir a bomba que Fátima ia deixar para ele no Governo do Estado”, comenta BG

No programa “Meio Dia RN” desta sexta-feira (14), BG elogiou a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir a gestão estadual em razão do caos financeiro deixado pela governadora Fátima Bezerra (PT). Ele fez o comentário ao repercutir uma entrevista da petista a uma rádio da capital potiguar, acusando-a de mentir sobre o pagamento dos salários dos servidores.

“Olha, cada dia eu admiro mais a coragem do vice-governador Walter Alves de ter apertado aquele botão assim: ‘Fátima, você não vai me lascar, não. Toma que o filho é teu’. Nunca na minha vida eu acreditaria que um vice-governador abdicaria do sonho de governar o estado que ele nasceu, que o pai foi governador, para simplesmente não cortar com a sua cabeça, não entrar na guilhotina. Foi isso que fez Walter Alves, teve coragem de não assumir essa bomba. Fátima Bezerra foi ontem numa FM aqui em Natal, dizer que os salários estão em dia. Fátima, você tá atrasando o salário todo mês, não repassa o dinheiro dos consignados dos servidores para o Banco do Branco e não paga os fornecedores, que estão há mais de cinco meses sem receber”, comentou BG.

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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro no Maracanãzinho e Lula em Bangu: candidatos fazem atos no mesmo dia no Rio de Janeiro

Fotos: Reuters e EPA/Shutterstock via BBC

A disputa presidencial de 2026 terá um duelo de peso no Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) escolheram a capital fluminense para cumprir agendas políticas no mesmo dia, neste domingo (16), data que marca o início oficial da campanha eleitoral.

Flávio participará de um ato no Maracanãzinho, espaço que já foi palco da convenção que lançou a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência em 2022. A escolha reforça a estratégia do senador de se apresentar como herdeiro político do pai e mobilizar a base bolsonarista no estado.

Lula, por sua vez, estará em Bangu, na Zona Oeste do Rio, em agenda voltada à sua campanha pela reeleição. O petista busca ampliar sua presença em áreas populares e fortalecer a mobilização de sua base no estado.

Os dois atos, realizados praticamente lado a lado no calendário, dão o tom de uma eleição marcada pela polarização entre os dois principais campos políticos do país. A campanha presidencial começa oficialmente neste domingo, quando os candidatos passam a poder realizar comícios, passeatas e pedir votos de forma explícita.

Com informações do jornal O Globo

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DINHEIRO INDO PELO RALO: famílias brasileiras perdem R$ 62,5 bilhões com bets em 2025

Imagem: ilustrativa/Gerada por IA

As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões com bets em 2025, segundo estimativa do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados( baseada em dados do Banco Central.

O levantamento aponta que R$ 350,97 bilhões foram transferidos por pessoas físicas para plataformas de apostas ao longo do ano. Considerando o valor líquido — o que foi pago menos o que voltou aos apostadores —, a perda chegou aos R$ 62,5 bilhões.

O valor equivale a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e representa quase 40% de tudo o que foi pago pelo Bolsa Família em 2025. O estudo estima ainda que 25,3 milhões de brasileiros apostaram no período. O avanço das bets ocorre justamente em meio ao aumento do endividamento das famílias. Dados do Banco Central indicam que as dívidas já representam praticamente metade do que os brasileiros recebem, com sucessivos recordes, considerando valor atual das dívidas das famílias com o Sistema Financeiro Nacional e a renda das famílias acumulada nos últimos doze meses.

Os valores dispararam a partir de janeiro de 2025, justamente quando a regulamentação entrou em vigor, mas tiveram uma leve queda em outubro, quando os benefícios do Bolsa Família foram proibidos de apostar. De janeiro a dezembro de 2025, 25,3 milhões de pessoas apostaram em plataformas de apostas esportivas no Brasil. O governo federal calculou 100,8 milhões de contas ativas em bets (um mesmo CPF pode ter mais de uma conta). Mais de dois terços dos apostadores são homens. Mulheres representam 31,7% das contas que fizeram apostas.

Com informações do Estadão

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Ex-prefeito de Nova Cruz, Flávio de Berói desiste de candidatura a deputado estadual pelo PSDB

O jornalista Tácio Cavalcanti noticiou em sua coluna no portal da rádio 98 FM Natal que o ex-prefeito de Nova Cruz, Flávio de Berói, confirmou nesta sexta-feira (14) a retirada de sua candidatura a deputado estadual pelo PSDB, que é presidido no Rio Grande do Norte pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira.

A desistência representa uma baixa importante para a nominata tucana na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Flávio tem atuação política consolidada no Agreste, vinha pontuando bem nas pesquisas eleitorais e era considerado um nome com potencial para conquistar uma votação expressiva.

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