Geral

Como uma secretaria da Prefeitura de Natal ludibriou o Ministério Público e beneficia empresa que deveria ser punida

Foto: Prefeitura do Natal

Blog do Dina – por Dinarte Assunção

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal tem retardado a aplicação de penalidade contra empresa que não obedeceu processo de licitação no âmbito da pasta, ao mesmo tempo em que, denunciada ao MP por omissão, diz ter tomado atitudes sobre o caso, o que levou o MPRN a arquivar o inquérito do caso. Apuração do Blog do Dina indica que a pasta ludibriou o Ministério Público.

A empresa Liderança não só não foi não penalizada como determina o edital da licitação que disputou como vem sendo beneficiada em uma série de atos da gestão municipal, incluindo quebra cronológica de pagamentos, forma pela qual ela passa na frente de outros credores e recebe antes.

O processo administrativo da empresa já dura três anos na SMS, coisa que é incomum, segundo apurou o blog com fontes com ajudaram a reportagem entender como a pasta ludibriou o Ministério Público.

O caso

A licitação em questão foi para fornecimento de veículos à Secretaria Municipal de Saúde, em lote da qual a empresa Liderança Mudança e Transportes deveria fornecer veículos zero quilômetro a SMS. Dois dias antes de iniciar a execução do contrato, ela comunicou que não dispunha dos veículos.

Documentos da Secretaria Municipal de Saúde obtidos pelo Blog do Dina apontam que, internamente, técnicos da pasta formularam parecer pedido a punição contra a empresa. O descumprimento da Liderança, obrigou a gestão a renovar um contrato emergencial.

“É visível a falta de respeito e compromisso da Liderança Mudanças e Transportes Ltda com a Secretaria Municipal de Saúde, quando em todos os seus ofícios ela se contradiz, e sempre traz um novo motivo para não ter cumprido com suas obrigações. Não foi diferente quando lhe foi oportunizado para apresentar defesa quanto a abertura de processo para lhe aplicar as penalidades previstas pela inexecução contratual e recusa de assinatura do contrato”, diz trecho de parecer do Setor de Transportes da SMS.

Tradicionalmente, quando uma empresa descumpre uma disputa de licitação, ela é penalizada sendo impedida até de contratar com a gestão.

Ludibriou o Ministério Público

Não é o caso da Liderança. O descumprimento fez o MPRN abrir um inquérito para apurar suposta omissão da SMS em punir a empresa.

Embora a Secretaria tenha aberto um procedimento, três anos se passaram e a penalidade não foi aplicada.

Ao MPRN, a SMS informou que abriu um procedimento disciplinar. O parquet entendeu portanto que não houve omissão e arquivou o caso, sem se dar conta que a SMS ludibriou o Ministério Público.

Ocorre que parecer da própria SMS já opina pela penalidade, mas, misteriosamente, ela não só acontece como a Liderança segue sendo beneficiada pela gestão municipal.

O apanhado da investigação do Blog do Dina foi encaminhado para a promotoria para que avalie a reabertura do inquérito contra a SMS.

Benefícios

Só de julho para cá, a Liderança aparece como beneficiária de contratos com pastas da gestão municipal, como Esportes, Serviços Urbanos.

Para quem deveria ser punida, a empresa aparece como beneficiária de pagamentos antecipados. Na gestão pública, existe uma ordem de liquidação para os credores. Mas a Liderança consegue passar na frente e receber antes o seu, como se vê abaixo em contrato com a Semsur.

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Noutra quadra, a empresa aparece contratando com a Seinfra até R$ 11,1 milhões para serviços ligados à manutenção de limpeza e engenharia agronômica.

Evidências de Omissão

Embora tenha aberto procedimento administrativo contra a Liderança desde 2021, a SMS não a aplica. Fontes da secretaria relataram que os pareceres elaborados pedem punição mas não conseguem explicar porque esse processo é barrado acima deles.

O Blog do Dina solicitou que a SMS enviasse o procedimento administrativo sobre a Liderança. Em resposta, o pedido para que a solicitação fosse enviada a seis e-mails. Todas as mensagens para os seis e-mails voltaram.

Na sequência o Blog do Dina solicitou diretamente à assessoria de imprensa, com cópia para gabinete da chefia da SMS.

Em resposta, a SMS disse ao Blog do Dina que o caso estava no jurídico.

Mais Evidências Que Ludibriou o Ministério Público

Ocorre que ao Ministério Público, em 26 de março, a SMS informou que aguardava defesa da empresa. A empresa não só já se manifestou como há parecer de técnicos da secretaria rebatendo veementemente as alegações da empresa e explicando como ela causou prejuízo à gestão.

Pelo descumprimento da Liderança, a gestão se viu obrigada a fazer contrato emergencial, que causou prejuízo. O parecer da SMS pedindo a punição da empresa narra como a empresa mentiu e sua defesa não pode ser considerada, reiterando a necessidade de penalizá-la. O documento é de julho deste ano e deste então fica travado dentro da SMS.

Confira: VEJA AQUI O PARECER DA SMS

Blog do Dina – por Dinarte Assunção

Após publicação desta matéria, a empresa Liderança Mudanças e Transportes enviou uma nota de esclarecimento:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em resposta à matéria publicada através do Blog do Dina, Blog do BG, dentre outros possíveis meios de comunicação acerca da suposta ausência de penalidade para a empresa Liderança Mudanças e Transportes, bem como pelo benefício em atos de gestão municipal, o que inclui quebra cronológica de pagamentos, a referida empresa vem apresentar nota de esclarecimento objetivando comprovar publicamente que sempre agiu com lisura e dentro da legalidade.

Inicialmente, vem a empresa alertar que não se deve imputar algo a alguém sem antes oportunizar o contraditório e ampla defesa, sob pena de responder legalmente pelos possíveis danos por ventura causados. Diante de todas as imputações de cunho falso direcionadas à empresa Liderança, esta esclarece ponto a ponto, conforme passa a expor.

Em momento algum a empresa ludibriou o Ministério Público, mas sim apresentou os esclarecimentos pertinentes acerca do problema, tendo este entendido que não se tratava de nenhuma hipótese passível de penalidade. Explicamos.

Existiu uma informação de que a Liderança deveria ser penalizada porque, ao ganhar uma concorrência na Secretaria Municipal de Saúde, chegou a assinar mas não cumpriu o contrato sem qualquer penalidade, o que não condiz com a realidade dos fatos.

A Ata de Registro de Preços nº 007/2021 não se limitou a contratação de veículos somente com a Secretaria de Saúde, mas também com a SEMTAS, SEMOV e GAVIPRE, todos referentes ao Pregão Eletrônico nº 24.005/2020.

Quanto à Secretaria Municipal de Saúde, o contrato nunca foi assinado porque esta secretaria publicou uma portaria, após a licitação, renovando o contrato com uma empresa que prestava serviço anteriormente por mais 90 dias, aduzindo ser de forma emergencial, porém sem explicação, tendo em vista já existir uma licitação válida para mudança de empresa, inclusive com proposta mais vantajosa.

Dessa forma, o serviço não foi realizado pela Liderança Mudanças e Transportes porque o contrato não foi assinado em virtude da prorrogação do prazo do contrato vigente à época por mais de 90 (noventa) dias, desobrigando a empresa Liderança em manter o compromisso assumido, conforme art. 41 e 64, §3º, ambos da Lei 8.666/93 (vigente à época), eis que decaiu o direito à contratação em virtude da ausência de assinatura do termo de contrato dentro do prazo e condições estabelecidos de 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas. O BLOG anexa um documento aduzindo ser uma manifestação acerca da defesa apresentada pela empresa Liderança, porém sem assinatura e sem timbre, o que torna o documento sem qualquer valor para o deslinde do caso em tela, eis que não comprova quem emitiu nem de qual secretaria teria sido enviado, sendo tal documento completamente desconhecido pela empresa.

A matéria veiculada em redes sociais pelo referido blog menciona ainda que a empresa está sendo beneficiada em uma série de atos de gestão municipal, incluindo quebra cronológica de pagamentos, passando na frente de outros credores e recebendo antes. Destarte, a empresa vem informar que o Ente Público Municipal está em atraso com os pagamentos dos seguintes contratos: SEMSUR – Contrato 002/2023 (Veículos 1.0): meses de maio a setembro do corrente ano; SEMSUR – Contrato 090/2023 (Caminhões): meses de junho a setembro do corrente ano. Dessa forma, não entendemos qual a preterição existe em favor da empresa, que só recebeu uma parte do serviço porque ameaçou suspender a prestação dos serviços, ato este previsto em contrato (inclusive constando tal informação na ordem de pagamento publicada quando aduz que a quebra da ordem cronológica se justifica por ser despesas inadiáveis e imprescindíveis ao prosseguimento das ações municipais da área de serviços urbanos, referente aos serviços de locação de veículos). Ou seja, em momento algum houve qualquer tipo de pagamento antecipado, eis que ainda existem faturas não pagas, porém o serviço poderia parar se não houvesse pelo menos o pagamento da fatura VENCIDA MAIS ANTIGA.

Desta feita, esta empresa comprova que, se não foi penalizada, certamente não deu motivo para tanto. Ao contrário, sempre procurou trabalhar com lisura e de forma idônea e, por isso, é tão perseguida em seus contratos/licitações, sendo a mais recente por participar de uma licitação pela SEINFRA aonde respeitou todos os regulamentos que a legislação atual exige e apresentou menor preço global, inclusive sendo necessário ajuizamento de Mandado de Segurança para que fosse garantida a habilitação da empresa no certame licitatório, eis que preencheu todos os requisitos legais, bem como a abertura dos envelopes, onde comprova que a empresa apresentou o menor preço global e, por isso, foi vencedora do certame de forma lícita, inclusive tendo a sua capacidade técnica confirmada através de decisão judicial. Dessa forma, a empresa concorreu de forma lícita, culminando com a assinatura do contrato entre as partes.

Acreditando não existir mais nenhuma dúvida acerca da referida licitação, renovamos nossos votos de estima e colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, requerendo que qualquer tipo de divulgação de informações referentes a empresa Liderança Mudanças e Transportes seja realizada após comprovação dos fatos em sua veracidade, evitando assim situações desagradáveis, informando inclusive que a comprovação do aqui alegado encontra-se disponível nas dependências da empresa para o acesso deste blog, caso tenham interesse.

Natal/RN, 18 de setembro de 2024. Atenciosamente,

A Direção

Opinião dos leitores

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Política

Novo ministro herda agenda explosiva na Justiça em ano eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assume a pasta em um dos momentos mais delicados do governo Lula (PT). Em pleno ano eleitoral, a segurança pública voltou ao centro do debate nacional e se tornou estratégica para o Planalto, tanto pelo impacto direto na percepção do eleitor quanto pelo potencial de desgaste político.

Entre os principais desafios está a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, considerada prioridade absoluta da gestão Lula. O texto, herdado da era Ricardo Lewandowski, enfrenta forte resistência no Congresso e entre governadores, que veem risco à autonomia dos estados. O substitutivo apresentado pelo relator Mendonça Filho (União-PE) alterou pontos centrais da proposta original e incorporou temas sensíveis, como restrições ao voto de presos provisórios e a possibilidade de redução da maioridade penal via referendo.

Outro foco de tensão é o Projeto de Lei Antifacção, criado como resposta ao avanço do crime organizado. Após sofrer mudanças na Câmara e no Senado, o texto retorna agora aos deputados, com o Planalto atuando nos bastidores para evitar novas alterações que esvaziem instrumentos considerados essenciais. Caberá a Lima e Silva decidir entre negociar concessões ou bancar o risco de uma derrota política em um tema-chave para o discurso governista.

Além da articulação política, o ministro terá de enfrentar o crescimento e a sofisticação das facções criminosas, que já atuam de forma transnacional e infiltradas na economia formal. Com a insegurança voltando a figurar entre as principais preocupações da população, a cobrança por resultados rápidos tende a aumentar — justamente em um campo onde avanços estruturais raramente produzem efeitos imediatos.

Com informações do Metrópoles

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Geral

PEQUISA QUAEST: Para 50% dos brasileiros, interferir em outro país para prender ditador é aceitável

Foto: XNY/Star Max/GC Images

Metade dos brasileiros considera aceitável que um país interfira em outro para prender um ditador, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15). O levantamento aponta que 50% dos entrevistados concordam com esse tipo de ação internacional, enquanto 41% se dizem contrários e 9% não souberam ou preferiram não opinar.

O tema foi abordado no contexto da operação dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. A ação teve aprovação de 46% dos brasileiros ouvidos, enquanto 39% desaprovaram a iniciativa americana. Outros 15% não souberam ou não responderam.

A prisão de Maduro ocorreu em uma operação conduzida por forças americanas em Caracas, descrita oficialmente como uma ação policial conjunta. O líder venezuelano já era acusado pelos EUA de crimes como narcotráfico, narcoterrorismo e conspiração internacional para o tráfico de drogas, acusações que se acumulavam desde 2020.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Com informações da CNN

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Geral

Flávio cresce nas pesquisas e força Centrão a recalcular rota para 2026

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Pouco mais de um mês após lançar a pré-candidatura ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) deixou de ser tratado pelo Centrão como uma jogada tática para blindar Jair Bolsonaro e passou a ser encarado como um nome real na disputa presidencial. O desempenho inicial do senador nas pesquisas surpreendeu dirigentes partidários e esfriou o entusiasmo de siglas que trabalhavam para viabilizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa da direita.

A escolha de Flávio pelo ex-presidente teve como pano de fundo a preservação do espólio político do bolsonarismo dentro do núcleo familiar, mesmo contrariando o desejo do centro político por um nome mais amplo. Com perfil mais pragmático e oito anos de Senado, o filho “01” superou Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro na disputa interna, mas manteve desconfianças ao admitir publicamente que poderia retirar a candidatura mediante negociações ligadas à pauta da anistia.

A virada ocorreu em dezembro, quando pesquisas passaram a apontar Flávio como o opositor mais competitivo contra Lula em cenários de segundo turno. Levantamentos da Genial/Quaest mostraram o senador à frente de outros nomes da direita, inclusive de Tarcísio, reacendendo o entusiasmo da base bolsonarista e levando o PL a iniciar uma ofensiva para atrair partidos do Centrão.

Apesar do crescimento, lideranças partidárias avaliam que o principal entrave segue sendo a alta rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro. Ainda assim, o desempenho nas pesquisas já foi suficiente para mudar o cálculo político do centro, que agora observa com mais cautela se insistirá em uma candidatura alternativa ou se terá de negociar com um bolsonarismo que, mais uma vez, mostra força eleitoral.

Com informações do Metrópoles

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Política

Moraes abre inquérito sigiloso para investigar suposto vazamento de dados de ministros do STF

Foto: Wilton Junior

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes instaurou de ofício um inquérito sigiloso para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam quebrado, de forma irregular, o sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus familiares. A investigação foi aberta durante o plantão do tribunal, quando Moraes atua como presidente interino, sem pedido prévio da Procuradoria-Geral da República (PGR), que informou apenas que acompanhará o caso.

A apuração ganhou força após a chegada ao STF do caso envolvendo o Banco Master. Reportagens revelaram contratos e negócios que envolvem familiares de ministros da Corte com estruturas financeiras ligadas ao banco, o que levantou suspeitas de que informações sigilosas poderiam ter sido acessadas ou vazadas por órgãos federais. Em caráter reservado, parte dos ministros defende o esclarecimento dos fatos, enquanto outra ala vê a investigação como possível pressão ou represália contra órgãos de controle.

O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão no Supremo, acentuado pelo avanço das investigações sobre as fraudes atribuídas ao Banco Master. As decisões recentes do ministro Dias Toffoli, relator do caso, incluindo medidas atípicas envolvendo a custódia de provas e atos determinados durante o recesso, aprofundaram divisões internas na Corte e provocaram críticas de investigadores e especialistas em direito penal.

O novo inquérito também reacende debates sobre o modelo adotado pelo STF em investigações abertas de ofício e mantidas sob sigilo, como o inquérito das fake news, instaurado em 2019 e ainda sem previsão de encerramento. Para críticos, a repetição desse formato amplia questionamentos sobre transparência, limites institucionais e o papel do Supremo na condução direta de apurações criminais.

Com informações do Estadão

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Geral

VÍDEO: Oinegue questiona Toffoli e cobra transparência em investigação sobre o Banco Central

Vídeo: Reprodução

O jornalista Eduardo Oinegue, âncora do BandNews no Meio do Dia e do Jornal da Band, levantou questionamentos sobre a condução dos processos ligados à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Para ele, causa estranheza a escolha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para centralizar as decisões do caso, além do forte sigilo imposto às investigações.

Oinegue também criticou a falta de clareza sobre o que está sendo apurado e afirmou que a sociedade é impedida de saber detalhes relevantes envolvendo o Banco Central e o sistema financeiro. Segundo o jornalista, o excesso de sigilo alimenta suspeitas e enfraquece a confiança nas instituições responsáveis pela apuração.

Outro ponto destacado foi a relação entre Toffoli e advogados ligados à defesa do Banco Master. O âncora citou uma viagem do ministro na companhia desses advogados como elemento que levanta dúvidas sobre um possível conflito de interesses e sobre a imparcialidade na condução dos processos.

Para Oinegue, o conjunto de episódios — sigilo, conexões pessoais e decisões concentradas no STF — prejudica a imagem do Judiciário e reforça desconfianças sobre a influência do poder econômico nas decisões judiciais, ampliando o desgaste institucional em um caso de grande repercussão nacional.

Com informações da BandNews

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Política

Lula veta quase R$ 400 milhões em emendas e mantém bloqueio bilionário no Orçamento de 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que fixa os gastos da União em R$ 6,54 trilhões, mas vetou R$ 393,8 milhões em emendas parlamentares e manteve a trava de R$ 11,5 bilhões incluída pelo Congresso. O corte atingiu justamente o valor adicional incorporado por deputados e senadores ao montante original de emendas.

Inicialmente, o Orçamento previa R$ 49,9 bilhões para emendas, mas o Congresso elevou esse total para cerca de R$ 61 bilhões ao acrescentar despesas discricionárias. Segundo o Palácio do Planalto, a manobra violou a Lei Complementar 210 de 2024, ao direcionar recursos genéricos para destinos específicos, como hospitais e obras pontuais — prática vedada pela legislação.

Do total de R$ 11,5 bilhões, o governo pretende remanejar R$ 7,7 bilhões para programas sociais que haviam sido alterados pelo Congresso. Outros R$ 3,3 bilhões permanecerão bloqueados para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. A LOA também autoriza o Executivo a congelar emendas para assegurar a meta fiscal e cobrir despesas obrigatórias, como Previdência, Bolsa Família e salários do funcionalismo.

Apesar disso, o Congresso garantiu uma blindagem parcial: o governo não pode cancelar emendas para reforçar outras áreas do Orçamento. Há exceções apenas com aval do parlamentar autor, por impedimento técnico ou após outubro, caso faltem recursos para gastos obrigatórios. Os vetos presidenciais ainda podem ser derrubados pelo Legislativo.

A lei mantém pontos centrais do Orçamento de 2026, como o salário mínimo em R$ 1.621, além de R$ 271,3 bilhões para a Saúde e R$ 233,7 bilhões para a Educação, reforçando a disputa política entre Planalto e Congresso pelo controle das verbas públicas.

Com informações do Poder360

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Geral

Farra do INSS: dirigente preso fez Pix a ex-assessor de deputado após receber R$ 250 mil

Foto: Angela Macario/Getty Images

Um dos presos na investigação sobre fraudes no INSS fez uma transferência via Pix para um ex-assessor parlamentar após receber recursos de entidades investigadas no esquema. Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT), ligado à Conafer, repassou R$ 25 mil a Leandro de Almeida Lima Alves, ex-assessor do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), depois de ter recebido R$ 250 mil de pessoas e organizações sob suspeita, segundo relatório do Coaf enviado à CPMI do INSS.

Os depósitos que abasteceram Vinícius partiram da Fafer, entidade ligada à Conafer, de Ingrid Pikinskeni Morais Santos e de uma empresa associada à Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), todas citadas nas investigações. O Pix ocorreu cerca de seis meses após Pettersen destinar R$ 1 milhão em emendas parlamentares ao instituto presidido por Vinícius, em dezembro de 2023 — um ano antes, o parlamentar já havia enviado outros R$ 1,5 milhão à mesma entidade.

As emendas tinham como objetivo projetos de capacitação de agricultores e inseminação de bovinos em Minas Gerais, mas, de acordo com a Polícia Federal, os recursos foram desviados por meio de convênios com licitações supostamente fraudadas. Uma empresa ligada à própria Conafer, registrada em nome de Ingrid Pikinskeni, teria sido subcontratada e recebido mais de R$ 2,1 milhões, reforçando os indícios de irregularidades no uso do dinheiro público.

As investigações também apontam a compra e revenda de uma aeronave envolvendo Vinícius e o deputado mineiro, além da atuação de um “núcleo político” abastecido com pagamentos de propina, segundo a PF. O parlamentar nega irregularidades. Procurados, o deputado, entidades citadas e demais envolvidos ainda não se manifestaram oficialmente.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Geral

“Quem vai julgar as provas?”: Aldo Medeiros questiona atuação do STF em operação contra o Banco Master

Foto: Reprodução

O advogado Aldo Medeiros, ex-presidente da OAB no Rio Grande do Norte e nome respeitado no meio jurídico, criticou publicamente a condução do Supremo Tribunal Federal no caso que envolve o Banco Master. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (14), ele levantou questionamentos sobre a decisão do STF de determinar que todo o material apreendido pela Polícia Federal seja encaminhado diretamente ao próprio Tribunal.

Segundo Aldo, a medida cria uma situação inédita no processo penal brasileiro. Para ele, ao centralizar no Supremo a guarda e a análise inicial das provas, surge uma dúvida fundamental: quem, afinal, irá examinar o conteúdo para identificar se há elementos válidos de prova. O advogado destacou que, sem acesso da Polícia Federal e do Ministério Público ao material, o Tribunal acabaria acumulando funções que não lhe cabem.

“O Supremo passa a cumprir todas as etapas do processo”, alertou o jurista, ao sugerir que a dinâmica compromete o modelo tradicional de investigação e acusação previsto no ordenamento jurídico. A crítica foi feita em tom técnico, mas com forte preocupação institucional.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, cumprindo cerca de 40 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em fraudes no Banco Master, incluindo o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e familiares. A operação reacendeu o debate sobre os limites e o papel de cada órgão no sistema de Justiça.

Opinião dos leitores

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Política

TOFFOLI NA MIRA: senadores pedem impeachment por caso Master

Foto: Agência Brasil

Senadores da oposição protocolaram pedido de impeachment contra o ministro do STF, Dias Toffoli, nesta quarta-feira (14), alegando crimes de responsabilidade no caso do Banco Master. Segundo os parlamentares, o magistrado violou princípios básicos da moralidade e da impessoalidade. Para eles, Toffoli teria se alinhado à defesa do banco e praticado atos processuais fora do padrão.

Entre os pontos mais críticos está a retirada da investigação da primeira instância, a determinação de sigilo absoluto e a ordem para acareação entre um diretor do Banco Central e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro.

Segundo a petição, assinada por Magno Malta, Eduardo Girão e Damares Alves, essas decisões configuram uma “associação extraprocessual” com a defesa, lançando sombra sobre sua imparcialidade.

O documento ainda critica que Toffoli tenha mantido atos fora da lei mesmo após reconhecer sua irregularidade, e que materiais apreendidos na operação da Polícia Federal fiquem agora sob custódia do STF.

Para os senadores, essas medidas não corrigem falhas, mas consolidam a irregularidade, reforçando o risco de desvio funcional no caso.

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Mundo

Irã fecha céus e regime entra em alerta máximo após protestos e pressão dos EUA

Foto: Reprodução/FlightRadar24

O regime iraniano fechou o espaço aéreo do país para voos internacionais nesta quarta-feira (14), liberando apenas operações com origem ou destino à capital, Teerã. A decisão ocorre em meio à escalada dos protestos contra o aiatolá Ali Khamenei e ao aumento da tensão com os Estados Unidos, acendendo mais um sinal de instabilidade no país.

Segundo autoridades iranianas, a medida foi comunicada às companhias aéreas e já tem efeito prático: dados do site Flightradar24 mostram pouquíssimas aeronaves sobrevoando o Irã.

O fechamento dos céus é visto como estratégia de controle interno diante do agravamento da crise política e do risco de novas mobilizações populares.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou ter sido informado de que a repressão violenta do regime estaria diminuindo.

“Os assassinatos estão parando”, disse no Salão Oval, após estimativas apontarem que cerca de 20 mil manifestantes teriam sido mortos pela máquina repressiva iraniana nos últimos dias.

Enquanto Trump cancelou reuniões com o regime e incentivou os iranianos a ocuparem instituições, prometendo que “a ajuda está a caminho”, Teerã tenta passar normalidade.

O chanceler Abbas Araghchi afirmou que o governo mantém “controle total” da situação — discurso que contrasta com o fechamento do espaço aéreo e o isolamento crescente do país no cenário internacional.

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