Judiciário

Conversas mostram atuação de Moro no caso, que chegou a questionar Lava Jato e dar conselhos e pistas

O Blog reproduz aqui o material da The Intercept que supostamente mostra que o então juiz federal Sérgio Moro sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos. a motivação política dos procuradores em atuarem contra Lula:

Sergio Moro e Deltan Dallagnol trocaram mensagens de texto que revelam que o então juiz federal foi muito além do papel que lhe cabia quando julgou casos da Lava Jato. Em diversas conversas privadas, até agora inéditas, Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal.

“Talvez fosse o caso de inverter a ordem da duas planejadas”, sugeriu Moro a Dallagnol, falando sobre fases da investigação. “Não é muito tempo sem operação?”, questionou o atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro após um mês sem que a força-tarefa fosse às ruas. “Não pode cometer esse tipo de erro agora”, repreendeu, se referindo ao que considerou uma falha da Polícia Federal. “Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou entao repassando. A fonte é seria”, sugeriu, indicando um caminho para a investigação. “Deveriamos rebater oficialmente?”, perguntou, no plural, em resposta a ataques do Partido dos Trabalhadores contra a Lava Jato.

As conversas fazem parte de um lote de arquivos secretos enviados ao Intercept por uma fonte anônima há algumas semanas (bem antes da notícia da invasão do celular do ministro Moro, divulgada nesta semana, na qual o ministro afirmou que não houve “captação de conteúdo”). O único papel do Intercept foi receber o material da fonte, que nos informou que já havia obtido todas as informações e estava ansioso para repassá-las a jornalistas. A declaração conjunta dos editores do The Intercept e do Intercept Brasil (clique para ler o texto completo) explica os critérios editoriais usados para publicar esses materiais, incluindo nosso método para trabalhar com a fonte anônima.

A Constituição brasileira estabeleceu o sistema acusatório no processo penal, no qual as figuras do acusador e do julgador não podem se misturar. Nesse modelo, cabe ao juiz analisar de maneira imparcial as alegações de acusação e defesa, sem interesse em qual será o resultado do processo. Mas as conversas entre Moro e Dallagnol demonstram que o atual ministro se intrometeu no trabalho do Ministério Público – o que é proibido – e foi bem recebido, atuando informalmente como um auxiliar da acusação.

A atuação coordenada entre o juiz e o Ministério Público por fora de audiências e autos (ou seja, das reuniões e documentos oficiais que compõem um processo) fere o princípio de imparcialidade previsto na Constituição e no Código de Ética da Magistratura, além de desmentir a narrativa dos atores da Lava Jato de que a operação tratou acusadores e acusados com igualdade. Moro e Dallagnol sempre foram acusados de operarem juntos na Lava Jato, mas não havia provas explícitas dessa atuação conjunta – até agora.

Moro negou em diversas oportunidades que trabalhava em parceria com o MPF. “Vamos colocar uma coisa muito clara, que se ouve muito por aí que a estratégia de investigação do juiz Moro. […] Eu não tenho estratégia de investigação nenhuma. Quem investiga ou quem decide o que vai fazer e tal é o Ministério Público e a Polícia [Federal]. O juiz é reativo. A gente fala que o juiz normalmente deve cultivar essas virtudes passivas. E eu até me irrito às vezes, vejo crítica um pouco infundada ao meu trabalho, dizendo que sou juiz investigador”, desafiou, numa palestra que proferiu em março de 2016.

Desde o início da operação, em 2013, Dallagnol e o MPF tentaram passar uma imagem de que Moro atuava com imparcialidade e distância dos acusadores. “Sempre avaliou os pedidos do Ministério Público de modo imparcial e técnico”, escreveu o procurador, sobre o então juiz, em seu livro de memórias. A Procuradoria-Geral da República endossou essa narrativa. “Assim, inviável a declaração de nulidade de todos os atos praticados no curso da ação penal processada e julgada pelo Juízo Criminal Federal de Curitiba, que se manteve imparcial durante toda a marcha processual”, escreveu a PGR em parecer pró-Moro.

Mas a proximidade com o juiz facilitou o trabalho do Ministério Público, e o próprio Dallagnol já admitiu isso. “Demos a ‘sorte’ de que o caso caísse nas mãos de um juiz como Sergio Moro”, escreveu Dallagnol no Twitter e no seu livro.

Os diálogos

“iram isso????”, escreveu no Telegram Athayde Ribeiro Costa, um dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná. “PqP!”, respondeu Roberson Pozzobon, membro da equipe e do grupo FT MPF Curitiba 2, no qual procuradores da Lava Jato de Curitiba discutiam estratégias para as investigações que transformaram a política brasileira.

As mensagens eram uma reação à notícia “Diretor da Odebrecht que acompanhava Lula em suas viagens será solto hoje”, publicada naquele 16 de outubro de 2015 no blog de Lauro Jardim, do Globo.

Minutos depois, Dallagnol usou o chat privado do Telegram para discutir o assunto com Moro, até então responsável por julgar os casos da Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Caro, STF soltou Alexandrino. Estamos com outra denúncia a ponto de sair, e pediremos prisão com base em fundamentos adicionais na cota. […] Seria possível apreciar hoje?”, escreveu Dallagnol.

“Não creio que conseguiria ver hj. Mas pensem bem se é uma boa ideia”, alertou o então juiz. Nove minutos depois, Moro deu outra dica ao procurador: “Teriam que ser fatos graves”.

Depois de ouvir a sugestão, Dallagnol repassou a mensagem de Moro para o grupo de colegas de força-tarefa. “Falei com russo”, anunciou, usando o apelido do juiz entre os procuradores. Em seguida, os investigadores da Lava Jato passaram a discutir estratégias para reverter a decisão, mas Alencar não seria preso novamente, numa demonstração clara de que os diálogos entre Moro e Dallagnol influenciaram diretamente os desdobramentos da operação.

Um mês depois, Sergio Moro enviou uma questão a Deltan Dallagnol pelo Telegram. “Olha está um pouco dificil de entender umas coisas. Por que o mpf recorreu das condenacoes dos colaboradores augusto, barusco emario goes na acao penal 5012331-04? O efeito pratico é impedir a execução da pena”, reclamou a Dallagnol. Em teoria, o juiz não deveria ter interesse em resultados do processo, como, por exemplo, o aumento ou redução de penas de um acusado – nem muito menos tirar satisfação com o Ministério Público fora dos autos.

Num despacho publicado às 14h01, o juiz chamou o recurso do MPF de “obscuro”. Minutos depois, às 14h08, Dallagnol respondeu pelo Telegram. Moro rebateu, também pelo aplicativo de mensagens: “Na minha opiniao estao provocando confusão. E o efeito pratico sera jogar para as calendas a existência [da] execução das penas dos colaboradores”.

Em 21 de fevereiro de 2016, Moro se intrometeu no planejamento do MP de forma explícita. “Olá Diante dos últimos . desdobramentos talvez fosse o caso de inverter a ordem da duas planejadas”, afirmou Moro, numa provável menção às fases seguintes da Lava Jato. Dallagnol disse que haveria problemas logísticos para acatar a sugestão. No dia seguinte, ocorreu a 23ª fase da Lava Jato, a Operação Acarajé.

Dias depois, Moro cometeu um deslize de linguagem que revela como a acusação e o juiz, que deveria avaliar e julgar o trabalho do MP, viraram uma coisa só. “O que acha dessas notas malucas do diretorio nacional do PT? Deveriamos rebater oficialmente? Ou pela ajufe?”, escreveu o juiz em 27 de fevereiro, usando a primeira pessoa do plural, dando a entender que as reações do juiz e do MP deveriam ser coordenadas.

Em 31 de agosto de 2016, Moro mais uma vez escancarou seu papel de aliado dos acusadores ao questionar o ritmo das prisões e apreensões. “Não é muito tempo sem operação?”, perguntou o então juiz ao procurador às 18h44. A última fase da Lava Jato havia sido realizada 29 dias antes – a operação Resta Um, com foco na empreiteira Queiroz Galvão.

A periodicidade – e até mesmo a realização de operações – não deveria ser motivo de preocupação do juiz, mas Moro trabalhava com Dallagnol para impulsionar as ações do Ministério Público, como comprovam os diálogos e comentários habituais nas conversas entre os dois.

“É sim”, respondeu Dallagnol mais tarde. A operação seguinte ocorreu três semanas depois.

‘Estou repassando. A fonte é séria’

O ministro da Justiça de Bolsonaro parece ter cruzado a fronteira que separa juiz e investigador numa conversa de 7 de dezembro de 2015, quando ele passou informalmente uma pista sobre o caso de Lula para que a equipe do MP investigasse. “Entao. Seguinte. Fonte me informou que a pessoa do contato estaria incomodado por ter sidoa ela solicitada a lavratura de minutas de escrituras para transferências de propriedade de um dos filhos do ex Presidente. Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou entao repassando. A fonte é seria”, escreveu Moro.

“Obrigado!! Faremos contato”, respondeu Dallagnol pouco depois. “E seriam dezenas de imóveis”, acrescentou o juiz. O procurador disse que ligou para a fonte, mas ela não quis falar. “Estou pensando em fazer uma intimação oficial até, com base em notícia apócrifa”, cogitou Dallagnol. Ao que tudo indica, o procurador estava considerando criar uma denúncia anônima para justificar o depoimento da fonte ao MP. O juiz Sergio Moro poderia condenar a solução – ou ficar quieto. Mas endossou a gambiarra: “Melhor formalizar entao”, escreveu Moro.

Mais um sinal de que ele trabalhava em coordenação com a acusação veio numa troca de mensagens em 13 de março de 2016, quando manifestações contra o governo de Dilma Rousseff tomaram as ruas. O juiz revela o desejo de “limpar o congresso”.

Três dias depois, Dilma tentaria nomear Lula para a Casa Civil, e Moro divulgaria a famosa conversa gravada entre a então presidente e o ex-presidente. Naquela manhã, Dallagnol e Moro conversaram sobre a divulgação dos áudios e se consultaram sobre a estratégia.

As críticas à divulgação dos áudios foram fortes e, seis dias depois, o procurador e o juiz ainda discutiam o assunto:

Uma semana depois da conversa, porém, Moro pediu desculpas pela decisão.

O juiz voltaria a dar conselhos ao MP em 21 de junho de 2016. Deltan Dallagnol apresentou uma prévia impressionante dos indícios de corrupção revelados pela delação de 77 executivos da Odebrecht, que implicavam 150 políticos, incluindo nomes como Michel Temer, Dilma, Lula, Eduardo Cunha, Aécio Neves, Sérgio Cabral e Geraldo Alckmin. “Reservadamente. Acredito que a revelação dos fatos e abertura dos processos deveria ser paulatina para evitar um abrupto pereat mundus”, disse Moro, usando a expressão em latim para um ditado do meio jurídico – “acabe-se o mundo [mas] faça-se justiça”. “Abertura paulatina segundo gravidade e qualidade da prova. Espero que LJ sobreviva ou pelo menos nós”, completou.

Outro conselho veio em em 15 de dezembro de 2016, quando o procurador atualizou o juiz sobre as negociações da delação dos executivos da Odebrecht.

‘Não pode cometer esse tipo de erro agora’

Em março de 2017, Moro escreveu a Dallagnol para sugerir por baixo dos panos um caminho para a investigação da Lava Jato – o que, na teoria, só poderia ser feito dentro dos autos. “Prezado, a Deputada Mara Gabrili mandou o texto abaixo para mim, podem dar uma checada nisso. Favor manter reservado”, disse o então juiz.

Seguia-se uma longa mensagem de Gabrilli, do PSDB de SP e atualmente senadora, em que ela sugere que o banqueiro Marcos Valério, preso após os processos do Mensalão, fosse ouvido a respeito do assassinato de Celso Daniel, ocorrido em 2002. Daniel era prefeito de Santo André, cidade do ABC paulista, berço político de Lula e do Partido dos Trabalhadores.

Menos de uma hora depois, Moro ouviu que o apelo da então deputada seria levado em conta pela Lava Jato. “Falei com Diogo, que checará”, respondeu Dallagnol, fazendo referência ao procurador Diogo Castor de Mattos.

Dois meses depois, em 8 de maio de 2017, Curitiba parecia à beira de uma guerra civil. Dali a dois dias, Lula se sentaria pela primeira vez diante de Moro para depor, como réu, no caso do triplex. Diante da chegada de caravanas de apoio ao petista – e, em menor número, de fãs de Moro e da Lava Jato –, a secretaria de Segurança Pública do Paraná montou um gigantesco esquema que incluiu até atiradores de elite no dia do julgamento.

Em meio ao clima de tensão, Moro disparou uma mensagem a Dallagnol em que, duramente, o cobrava sobre a intenção de adiar em cima da hora o depoimento do ex-presidente. “Que história é essa que vcs querem adiar? Vcs devem estar brincando”, escreveu, às 19h09. “Não tem nulidade nenhuma, é só um monte de bobagem”, completou.

Dallagnol só respondeu no dia seguinte, às 8h41. “Passei o dia fora ontem. Defenderemos manter. Falaremos com Nivaldo”, ele prometeu. Referia-se a Nivaldo Brunoni, juiz de primeira instância que cobria as férias do relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, João Pedro Gebran Neto. Naquele mesmo dia, Brunoni rejeitou pedido da defesa do petista para adiar o interrogatório.

Dois dias depois, uma outra conversa que revela o clima de camaradagem entre juiz e acusação. “Caro, foram pedidas oitivas na fase do 402, mas fique à vontade, desnecessário dizer, para indeferir. De nossa parte, foi um pedido mais por estratégia”, teclou Dallagnol. Moro respondeu antecipando a sua decisão: “Blz, tranquilo, ainda estou preparando a decisão mas a tendência é indeferir mesmo”.

Em 26 de junho, seria a vez de Moro ditar a estratégia para o Ministério Público Federal manter preso João Vaccari Neto, tesoureiro do PT que ele condenara, mas que seria absolvido por falta de provas, no dia seguinte, pelo TRF4.

A leitura das conversas mostra como Moro e Dallagnol ficaram próximos ao longo dos anos. Entre as últimas mensagens a que o Intercept teve acesso, Moro conversa em tom de amizade com o procurador – que tratava o atual ministro como “Caro juiz” no início dos diálogos.

Mas também houve momentos tensos entre os dois. Em março de 2016, Moro irritou-se com o que considerou um erro da Polícia Federal. “Tremenda bola nas costas da Pf”, digitou o então juiz. As justificativas apresentadas por Dallagnol não o convenceram. “Continua sendo lambança. Não pode cometer esse tipo de erro agora.”

Um ano depois, Moro, aparentemente irritado com uma das procuradoras da força-tarefa da Lava Jato, fez um pedido delicado a Dallagnol:

‘Moro não é modelo de juiz imparcial’

As conversas entre Moro e DAllagnol enviadas pela fonte anônima compreendem um período de dois anos entre 2015 e 2017. Já no grupo de procuradores citado neste texto, o FT MPF Curitiba, o conteúdo dos chats totaliza o equivalente a um livro de 1.700 páginas.

Juristas ouvidos pelo Intercept disseram que a proximidade entre procuradores e juízes é normal no Brasil – ainda que seja imoral e viole o código de ética dos magistrados.

“Pela Constituição, o processo penal brasileiro é acusatório. Na prática, é inquisitivo”, cravou Lenio Streck, advogado, jurista, pós-doutor em Direito e professor de Direito Constitucional na Unisinos, no Rio Grande do Sul. “O juiz acaba sendo protagonista do processo, age de ofício [ou seja, sem ser provocado por uma das partes], busca provas. Isso acaba fazendo com que o MP, também com postura inquisitiva, acabe encontrando um aliado estratégico no juiz. É um problema anterior, de que a Lava Jato é um sintoma.”

Aprovado em 2008 pelo Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, o Código de Ética da Magistratura Nacional determina, em seu primeiro artigo, que juízes atuem “norteando-se pelos princípios da independência, da imparcialidade” e “do segredo profissional”, entre outros.

O capítulo 3 do código, que trata exclusivamente da imparcialidade, diz, no artigo oitavo: “O magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito”. O artigo seguinte determina que o juiz, “no desempenho de sua atividade, cumpre dispensar às partes igualdade de tratamento, vedada qualquer espécie de injustificada discriminação.”

Em várias decisões, o Supremo Tribunal Federal ratificou decisões que proíbem juízes de promover investigações. “A Constituição de 1988 fez uma opção inequívoca pelo sistema penal acusatório. Disso decorre uma separação rígida entre, de um lado, as tarefas de investigar e acusar e, de outro, a função propriamente jurisdicional. Além de preservar a imparcialidade do Judiciário, essa separação promove a paridade de armas entre acusação e defesa, em harmonia com os princípios da isonomia e do devido processo legal”, diz a ementa da ação direta de inconstucionalidade 5104, relatada pelo ministro Roberto Barroso.

As conversas sugerem que o juiz deu acesso privilegiado à acusação e ajudou o Ministério Público a construir casos contra os investigados, o que pode ser usado pela defesa dos acusados na Lava Jato. Esse foi, por exemplo, o argumento da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao recorrer da condenação e ao denunciar Sergio Moro na Comissão de Direitos Humanos da ONU. “O juiz Moro atuou com pré-julgamento, pois ele foi o juiz de investigação de Lula”, disse o advogado que representou o ex-presidente na ONU, Geoffrey Robertson, na época em que o petista foi condenado em segunda instância. A defesa de Lula vem, sem sucesso, questionando a imparcialidade de Moro no Supremo Tribunal Federal.

“O juiz brasileiro, em regra, é um juiz formal, mais distante, mas tem mais proximidade com o MPF, porque são ambos funcionários públicos. Existe um desequilíbrio nesse sentido”, afirmou o advogado Antônio Sérgio Pitombo, que já defendeu na Justiça o atual chefe de Moro, Jair Bolsonaro.

“Conheço o juiz Moro há muitos anos. Não é um modelo de juiz imparcial, tem um viés de favorecer a acusação. [Mas] O ponto sobre Lava Jato nunca foi o juiz Moro, mas o Tribunal Regional da Quarta Região [responsável por julgar na segunda instância os processos da operação] nunca corrigir o juiz Moro. Juízes com esse ímpeto [punitivista] sempre tivemos no Brasil. Mas nunca tivemos um tribunal tão leniente [com a primeira instância] como o TRF4. Ali parecia haver um pacto ideológico entre tribunal e juiz. O tribunal achava bonito aquilo”, criticou Pitombo.

O relator dos processos da Lava Jato no TRF4, o juiz de segunda instância João Pedro Gebran Neto, é amigo pessoal de Moro e, via de regra, se alinha ao atual ministro em suas sentenças.

Muitas das decisões tomadas por Moro ainda podem ser questionadas pelas defesas de condenados na Lava Jato e revistas em tribunais superiores.

Ao contrário do que tem como regra, o Intercept não solicitou comentários de procuradores e outros envolvidos nas reportagens, para evitar que eles atuassem para impedir sua publicação e porque os documentos falam por si. Entramos em contato com as partes mencionadas imediatamente após publicarmos as matérias, que atualizaremos com os comentários assim que eles sejam recebidos.

Opinião dos leitores

  1. O Luladrão agora vai se chamar moroladrão e o ceará mundão vai se chamar dallagnol encarceradão, como diz o bozo bandido bom é bandido morto! A casa caiu, Lula livre e presidente do Brasil e a lavajato vai pra onde? Se atirar da ponte Newton Navarro.

  2. O Luladrão agora vai se chamar moroladrão e o ceará mundão vai se chamar dallagnol encarceradão, como diz o bozo bandido bom é bandido morto! A cada caiu, Lula livre e presidente do Brasil e a lavajato vai pra onde? Se atirar da ponte Newton Navarro.

  3. Tá complicado, até o SuperMoro tá enrrolado. A lava jato começou bem, mas depois que prendeu Lula parou geral, com certeza foi influenciada pela política e pelo poder. Se tivesse continuado naquele ritmo tinha sido ótimo, só prender um lado é bronca.

  4. Simplesmente para querer absorver o maior bandido ja gerado na humanidade, cometeram mais um crime.

  5. Código de Processo Penal.
    Art 254: o juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qlqr das partes:
    IV – se tiver aconselhado qualquer das partes.
    Art 564: a nulidade ocorrerá nos seguintes casos:
    I – por incompetência, suspeição ou suborno do juiz.

  6. Me admiro dar credibilidade a essa tal Intercept. É muita coincidência divulgar essa besteira logo depois da invasão dos celulares das autoridades para dar ideia de veracidade.
    Que bom que Moro e Dalagnoll se uniram para livrar o Brasil da praga petista. Sozinhos jamais conseguiriam enjaular a jararaca.
    Não lembro se ela foi a pé pra Curitiba como prometeu.

  7. O Brasil virou um caldeirão, com isso agora, vai explodir!
    Desde o começo das investigações, tudo aconteceu muito rápido: provas, acusações, sentenças, áudio vazado para a imprensa. Agora entendemos o motivo: prisão política por ideologia.
    Agora vem a dúvida: será que as provas condenatórias realmente existiam ou foram plantadas?
    Outra pergunta que não quer calar: E agora, o que acontece com Lula, com o Super Ministro e qual o futuro da Lava Jato?

  8. Os ladrões foram flagrados, devolveram dinheiro roubado, relataram empresas, essas também devolveram dinheiro de roubo através de acordo de leniência. Coisa de 50 bilhões fora devolvido dos roubos, isso quer dizer que a operação foi um sucesso. Pela 1a vez na história, o povo recebeu de volta uma vultosas quantia que roubaram deles. Querem algo melhor?

  9. Não vejo nada demais!. O único crime aí vou o roubo de informações do celular de um ministro. Só observamos assim o sistema que está sendo enfrentado. Moro é ícone e não adianta a esquerda espernear.

  10. Quer dizer então que o cara apurava e prendia, ou seja, batia o escanteio e corria para cabecear.

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Geral

Piloto levava meninas para motel com documento falso; polícia identifica ao menos 10 vítimas

Foto: reprodução

A polícia de São Paulo identificou ao menos 10 vítimas do piloto de 60 anos preso nesta segunda-feira (9) no aeroporto de Congonhas acusado de abuso sexual contra jovens e menores. Também foram presas uma mãe e uma avó de algumas vítimas, acusadas de exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a polícia, elas vendiam imagens e deixavam menores “saírem com o piloto”.

O acusado oferecia de R$ 50 a R$ 100 reais para que as responsáveis fornecessem as imagens das menores. Em caso de saída para motel com as meninas, o piloto poderia pagar valores maiores, além de pagar com remédios. Segundo a polícia, o acusado também fazia documentos de identidade falsos para que as vítimas menores de idade pudessem entrar em motéis.

O próprio acusado gravava os abusos. O material era produzido e transmitido a terceiros pelo suspeito, que não mostrava o rosto nas gravações. No celular do piloto foram encontradas diversas mídias com fotos das jovens.

Investigação

De acordo com a delegada Ivalda Leixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a mãe de uma das vítimas fez contato em novembro do ano passado com a polícia, após ver imagens no celular da filha. As autoridades, então, rastrearam e identificaram o piloto. Os crimes eram cometidos havia pelo menos oito anos.

Os policiais descobriram que o piloto tinha um bom relacionamento com uma senhora chamada Denise. A mulher filmava as netas e permitia que as duas jovens saíssem com o suspeito.

A senhora alegava para as netas que o piloto “já estava velhinho” e que “já, já ele morre”, quando questionada pelas meninas sobre o motivo de fazer aquilo.

Casamento

O piloto mora em Guararema, no interior paulista, e está em seu segundo casamento. A esposa dele relatou não ter conhecimento do crime e ficou em choque com a situação. Os dois voltaram de uma lua de mel recentemente. O acusado fazia a ponte-áerea Rio x São Paulo. Os crimes eram cometidos antes ou após os voos.

Uma das vítimas, ouvida nesta segunda-feira (9), relatou estar machucada e disse que foi agredida pelo piloto na última vez que tiveram relação, na semana passada. A polícia tenta identificar outras vítimas e outros criminosos envolvidos no esquema.

SBT News

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Anvisa emite alerta para uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico

Foto: Carolina Rudah/GettyImages

O uso de canetas para obesidade e diabetes sem prescrição médica ou fora das indicações em bula levou a Anvisa a emitir um alerta nesta segunda-feira (9). A agência aponta aumento de casos de pancreatite associados a medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro.

No Brasil, estão sob investigação seis mortes suspeitas por pancreatite possivelmente ligadas ao uso das canetas, além de mais de 200 notificações de problemas no pâncreas durante o tratamento. Todos os casos ainda estão em análise.

O alerta envolve medicamentos à base de semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida, abrangendo todas as canetas registradas no país. Embora a pancreatite já conste como reação adversa nas bulas, a Anvisa afirma que houve crescimento recente nas notificações, especialmente em usos para emagrecimento rápido ou fins estéticos.

A agência reforça que os medicamentos devem ser usados somente com prescrição e acompanhamento médico e orienta a interrupção imediata do tratamento em caso de suspeita de pancreatite, sem retomada se o diagnóstico for confirmado. Também há alerta para possível circulação de produtos falsificados.

Segundo o painel Vigimed, há dois casos suspeitos de morte associados ao Ozempic, três ao Saxenda e um ao Mounjaro. A Anvisa destaca que ainda não é possível confirmar relação direta, já que os pacientes tratados fazem parte de grupos com risco maior para pancreatite.

Especialistas e fabricantes reforçam a necessidade de acompanhamento médico. As empresas Novo Nordisk e Eli Lilly afirmaram que a inflamação no pâncreas consta nas bulas e orientam a suspensão do uso diante de sintomas suspeitos.

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Geral

‘Quando ele tinha contato com as crianças, ele as estuprava’, diz delegada sobre piloto da Latam

Fotos: Polícia Civil SP | reprodução PF

A delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação que levou à prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, dentro de uma avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, afirmou em coletiva nesta segunda-feira, 9, que “quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava”.

Lopes é acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil. Segundo a polícia, o piloto participa do esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos.

“Ele tinha contato com algumas das vítimas e ele levava até para motel com RG de pessoa maior de idade. Uma delas, ele começou a abusar com 8 anos e hoje ela já está 12. A outra acabou de fazer 18 anos, uma das vítimas. Quando ele tinha contato físico, real, com essas crianças, então ele as estuprava”, diz a delegada.

O piloto teria “comprado” três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante operação realizada nesta manhã. A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos.

Em nota, a Latam informou que o piloto foi preso durante os procedimentos de embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A empresa ainda afirma que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Além das duas prisões, a polícia ainda cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As ações são realizadas na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana.

O inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

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Geral

Estratégia de Fachin para código de conduta no STF divide até ministros favoráveis à ideia

Foto: Antonio Augusto/STF

A proposta do presidente do STF, Edson Fachin, de criar um código de ética para a Corte tem apoio majoritário entre os ministros, mas enfrenta resistências quanto ao momento do debate, inclusive entre magistrados favoráveis à iniciativa.

Internamente, a avaliação é de que discutir regras de conduta agora pode fragilizar o tribunal e alimentar ataques, num cenário de crise de imagem e questionamentos envolvendo ministros. Por isso, Fachin passou a considerar adiar o avanço do tema para depois das eleições, ganhando tempo para consolidar apoios.

Além de Fachin, nomes como Cármen Lúcia, indicada como relatora do projeto, Cristiano Zanin, Luiz Fux, André Mendonça e Flávio Dino veem a ideia com bons olhos. Ainda assim, a falta de um texto formal faz com que parte dos ministros avalie o debate como abstrato e prematuro.

Para um grupo mais simpático à proposta, o código seria uma resposta institucional à sociedade, diante de desgastes recentes, como os desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master, que citam contratos e relações comerciais ligadas a familiares de ministros.

Já críticos defendem que a Loman e a Constituição já oferecem regras suficientes para a magistratura. Ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes manifestaram publicamente esse entendimento.

Um estudo da Fundação FHC, citado por interlocutores de Fachin, sustenta a necessidade de reforçar a reputação pública do Judiciário e sugere regras sobre imparcialidade, manifestações públicas, participação em eventos, quarentena pós-mandato e critérios mais claros de impedimento e suspeição. Por ora, o tema segue em discussão interna, sem consenso sobre o melhor momento para avançar.

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Geral

VÍDEO: BG comenta a postura da oposição a Paulinho Freire diante do sucesso da prévia carnavalesca na Avenida da Alegria em Natal

Diante do sucesso da prévia carnavalesca da Avenida da Alegria, que reuniu cerca de 180 mil pessoas na Redinha, o BG criticou, no programa Meio-Dia RN desta segunda-feira (9), a postura da oposição a Paulinho Freire, afirmando que torcem para que os eventos promovidos pela Prefeitura de Natal deem errado.

O incômodo da oposição foi tanto que parlamentares do PT passaram a repercutir, nas redes sociais de forma oportunista e articulada, o transbordamento da lagoa do Jardim Primavera — a única, entre as 82 lagoas da capital, a apresentar problema após as fortes chuvas.

BG questionou a atuação dos parlamentares petistas Natália Bonavides, Fernando Mineiro, Daniel Valença e Brisa Bracchi nesse contexto: “Quanto destinaram de emendas para Natal investir em infraestrutura nesses quatro anos de mandato?”, indagou.

Opinião dos leitores

  1. BG o problema é que enquanto isso… caímos em buracos todos os dias com os nossos carros! Boa parte das ruas de Tirol e Petrópolis são de paralelepípedo, mesmo com os IPTUs mais caros! Vamos comparar Natal com João Pessoa, estamos 10 anos atrasados… enquanto não melhorar o simples em Natal, sou contra a qualquer centavo que esse tipo de iniciativa!

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Geral

Reservas hídricas do RN apresentam leve aumento e acumulam 36,41% da capacidade total


Foto: Raoni Lopes/IGARN

As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte somam 1,92 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 36,41% da capacidade total do estado, segundo levantamento do Igarn, divulgado nesta segunda-feira (9). O volume representa um leve aumento em relação ao início de fevereiro, quando o percentual era de 36,31%.

O monitoramento permanente dos reservatórios é utilizado pelo Governo do Estado para orientar ações de abastecimento, segurança hídrica e gestão dos recursos hídricos.

Reservatórios com recarga significativa

  • Campo Grande (São Paulo do Potengi)

    • Subiu de 44,76% para 52,94% (+8,18%)

  • Açude público de Currais Novos

    • Maior aumento proporcional: de 4,26% para 13,95%

  • Japi II (São José do Campestre)

    • Passou de 7,26% para 11,57% (+4,31%)

  • Barragem de Oiticica

    • Acumula 15,20% da capacidade (antes 14,80%)

Principais mananciais do estado

  • Armando Ribeiro Gonçalves (maior do RN)

    • 42,93% da capacidade (leve redução em relação ao início de fevereiro)

  • Santa Cruz do Apodi

    • Mantém 53,60%, sem alteração no volume

Reservatórios em situação crítica (abaixo de 10%)

Total caiu de 25 para 21 açudes

  • Secos:

    • Itans (Caicó)

    • Mundo Novo (Caicó)

  • Volumes extremamente baixos:

    • Passagem das Traíras (0,03%) – São José do Seridó

    • Jesus Maria José (0,06%) – Tenente Ananias

    • Lulu Pinto (0,01%) – Luís Gomes

    • Brejo (0,23%) – Olho D’Água do Borges

    • Sabugi (1,06%) – São João do Sabugi

    • Carnaúba (1,22%) – São João do Sabugi

    • Esguicho (1,58%) – Ouro Branco

    • Tourão (1,94%) – Patu

  • Entre 2% e 9%:

    • Apanha Peixe – Caraúbas (3,33%)

    • Gangorra – Rafael Fernandes (3%)

    • 25 de Março – Pau dos Ferros (4,12%)

    • Inspetoria – Umarizal (4,35%)

    • Bonito II – São Miguel (4,58%)

    • Beldroega – Paraú (5,46%)

    • Dourado – Currais Novos (6,66%)

    • Zangarelhas – Jardim do Seridó (7,16%)

    • Dinamarca – Serra Negra do Norte (8,30%)

    • Boqueirão de Parelhas (8,85%)

O Igarn reforça que, apesar do incremento pontual em alguns reservatórios, o cenário ainda exige uso responsável da água e planejamento contínuo, especialmente nas regiões mais afetadas pela escassez.

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Geral

VÍDEO: “Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou sobre o seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que, se o republicano conhecesse a “sanguinidade de lampião em um presidente”, ele não provocaria o Brasil.

“Quando eu viajar [para os Estados Unidos], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso. Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, disse o petista. A declaração ocorreu durante evento no Instituto Butantan, em São Paulo, nesta segunda-feira (9).

Lula destacou que não quer “briga” com Trump: “Eu não sou doido. Vai que eu brigo e eu ganho, o que vou fazer?”

De acordo com o petista, a discussão do Brasil gira em torno da “construção da narrativa”. O chefe do Executivo disse que o governo brasileiro quer mostrar para o mundo a relevância do multilateralismo e acrescentou que não interessa ao Brasil o unilateralismo e teoria de que “o mais forte pode tudo contra o mais fraco”.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Cada dia que passa ele vai deixando de mentir, e falando verdades. No sangue dele corre os mesmos atributos de lampião, Lampião foi bandido, tinha uma quadrilha, tinha apoiadores que concordavam com ele e que achavam que os crimes deles eram contra uma elite.
    Neste Nordeste nada mudou, infelizmente.

  2. Concordo plenamente presidente Lula, sua saguinidade é a mesma de Lampião, saqueador de cofres, bandido de alta periculosidade, mas teve um povo que botou ele pra correr em Mossoró, quem sabe o Brasil não terá mais corajosos pra botar o bandido pra correr

  3. Ôôô Lula, se vc conhecer se o arsenal Bélico que os EUA (Trump) tem, vc ficaria pianinho de rabo entre as pernas tá?
    Juntando Vc, 100 Lampião e os cangaceiros todinhos do Brasil, não dá pra servir de bucha de canhão pro Trump.
    Rsrsrs…
    Lula da Silva, aí entende de conversar merda!!
    Esse presidente do meu País, me mata de vergonha.
    Ah ladrão!
    🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣…
    Luizinho é uma comédia.

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Geral

Avó é presa por “vender” netas a piloto da Latam preso e investigado por pedofilia

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma mulher de 55 anos foi presa nesta segunda-feira (9), em São Paulo, suspeita de receber dinheiro pela “venda” das próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para exploração sexual. O principal investigado no esquema é um piloto da Latam, preso no mesmo dia dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas.

O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi detido durante os procedimentos de embarque de um voo com destino ao Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e produção de pornografia infantojuvenil, com indícios de atuação criminosa há pelo menos oito anos.

A prisão faz parte da Operação Apertem os Cintos, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o inquérito teve início em outubro de 2025 e já identificou três vítimas, todas menores de idade.

Além das prisões temporárias, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Guararema, na região metropolitana. A polícia aponta que os investigados formavam uma estrutura organizada, com divisão de funções e prática reiterada dos crimes.

Em nota, a Latam informou que abriu investigação interna, declarou estar à disposição das autoridades e afirmou repudiar qualquer prática criminosa. O voo em que o piloto atuaria ocorreu normalmente.

Opinião dos leitores

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Chuvas

Inmet publica novo aviso de chuvas intensas de até 50 mm para todo RN

Foto: Adriano Abreu

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um novo alerta de chuvas intensas com grau de severidade de perigo potencial para todo o Rio Grande do Norte, com início às 8h51 desta segunda-feira (9) e validade até 23h59 da terça-feira (10).

A previsão indica precipitações entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, acompanhadas de ventos de 40 a 60 km/h, com baixo risco de cortes de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas. Nas últimas 24h, foi registrado até 80 mm em cidades do interior do RN.

A recomendação do Inmet é para que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, e evite o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em caso de necessidade, a orientação é buscar informações junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).

O alerta ocorre em meio a um período de instabilidade que já vem se confirmando no estado desde a última sexta-feira (6). O aviso também abrange outros estados do Nordeste, como Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Piauí e Maranhão, além de áreas da Bahia.

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Política

Babá Pereira deixará Femurn até o fim de fevereiro

Foto: Magnus Nascimento

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira (PL), anunciou que irá renunciar ao cargo até o final do mês de fevereiro. A declaração foi feita na última semana, durante a abertura do Conexão CNM, em Natal, após a confirmação que será candidato a vice-governador na chapa com o ex-prefeito da capital potiguar, Álvaro Dias (Republicanos), nas eleições deste ano.

Babá foi eleito para a presidência da Femurn em janeiro de 2025, com a maior participação de votantes da história da entidade. Com 109 votos, superou Pedro Henrique, que obteve 52 votos, em uma eleição que contou com um total de 161 votantes.

“Enquanto estive à frente da presidência da Femurn, sempre tive um comportamento apartidário, defendendo os interesses de todos os municípios do Rio Grande do Norte. Mas, por uma questão de ética e respeito a todos os prefeitos e prefeitas do nosso estado, deixarei o cargo até o fim de fevereiro”, disse Babá.

Com a saída de Babá Pereira, que é ex-prefeito de São Tomé, na região Agreste do Rio Grande do Norte, quem assumirá a presidência da Federação dos Municípios será o atual vice-presidente e prefeito de Portalegre, Zé Augusto (União Brasil).

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

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