Política

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos diz que discussão sobre candidatura a presidente ‘avançou muito’

Coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos admite a disposição de concorrer à Presidência pelo PSOL. Segundo Boulos, “avançou-se bastante nos debates junto ao PSOL para que se possa consolidar uma candidatura”. A decisão será anunciada em março.

“Se esse entendimento confluir para uma candidatura, eu vou assumir”, diz.

Aos 35 anos –idade mínima para registro de candidatura presidencial–, ele rechaça a hipótese de aliança com o PT. “Não está colocado.”

A eleição presidencial caminha para uma fragmentação inédita da esquerda, com candidatos de PT, PC do B, PDT e PSOL.

Guilherme Boulos, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e cotado para candidato à Presidência – Avener Prado/Folhapress

Folha – O prazo do PSOL para definição de sua candidatura é março. O sr. vai concorrer?
Guilherme Boulos – As discussões com o PSOL têm avançado e também as discussões internas do MTST. A posição que o PSOL tomou em defesa da democracia e contra a perseguição judicial a Lula ajudou no debate. Neste momento, estamos fazendo uma rodada de discussões na base do MTST em todo o país para chegar a uma definição final.

O sr. está disposto a concorrer?
Avançou-se bastante nos debates junto ao PSOL para consolidar uma candidatura. Não tomo definições como essa sozinho. O MTST tem instâncias e uma decisão importante como essa precisa passar por esses passos.

Concluído todo esse processo, o sr. estaria disposto?
​Se o entendimento do MTST for de que isso contribui para o movimento e para o projeto em que acreditamos, se esse entendimento se consolidar junto a outros movimentos com que temos relação muito próxima e também junto ao PSOL, dentro da perspectiva de construir um projeto de esquerda para Brasil, seguramente.

Seguramente, o quê?
Se esse entendimento confluir para uma candidatura, eu vou assumir.

Embora apoie atos pelo direito de Lula concorrer, o sr. não participa dos eventos que lançam a candidatura dele.
O MTST e a Frente Povo Sem Medo têm estado na linha de frente pelo direito de Lula ser candidato. Na esquerda, há espaço para unidade. Neste momento, toda esquerda e o campo progressivo têm que estar unidos contra a reforma da Previdência, contra o golpe e contra a perseguição ao Lula. Mas também há diversidade. E a diversidade da esquerda, de opiniões e propostas, não pode ser anulada.

O sr. havia dito que dificilmente concorreria contra Lula. Acha, então, que ele não conseguirá disputar?
Tenho maior respeito pela trajetória de Lula e a clareza de que sua condenação é injusta e sem prova. Minha defesa é do direito de ele ser candidato.

Então, o sr. não veria problema em concorrer contra Lula?
Como o debate não está consolidado no MTST e ainda não há uma definição fechada da candidatura, prefiro não fazer especulações de como será o processo eleitoral.

Como financiaria a campanha?
É um debate que tem que ser feito. Mas é preciso eliminar esse modelo de campanhas faraônicas. Gerou distorções profundas. Ainda que seja artesanal, é preferível fazer uma campanha com chinelo rasgado do que comprometida com empreiteira.

O PT se deixou contaminar por esse modelo?
O PT cometeu erros e acertos. Como acertos, desenvolveu importantes políticas sociais e de valorização do salário mínimo. Um de seus erros foi não ter enfrentado a lógica desse sistema político, mantendo alianças com partidos que mandam no Brasil desde sempre.

Dada essa avaliação, há alguma possibilidade hoje de o sr. apoiar uma candidatura do PT, do Lula?
Na esquerda, temos que ser capazes de diferenciar unidade e diversidade. Somos solidários e apoiadores do Lula no direito de ele ser candidato. Mas existem diferenças que tivemos oportunidade de colocar inúmeras vezes para o próprio Lula. É de conhecimento público.

Por exemplo?
Se foi possível ter no passado um “ganha-ganha”, ganhavam o andar de cima e o andar de baixo, hoje não é mais. A economia está numa recessão profunda e a sociedade está polarizada. A única forma de assegurar direitos sociais e ter um projeto popular é enfrentar privilégios. Há uma encruzilhada no Brasil. Não é mais possível reeditar acordos, nem composições sociais, do passado.

Existe chance de apoio, já que esses alertas não foram levados em conta?
Apesar de toda injustiça e massacre que o PT tem sofrido nesse período, em especial o Lula, não vejo que haja uma revisão crítica da política que vem sendo feita. Tanto no que se refere a alianças como na necessidade de um enfrentamento maior com a casa grande, com o sistema financeiro.

Então, o sr. acha difícil um apoio formal?
Isso não está colocado. Às vezes, existe uma postura infantil. De um lado, dizer “tem que estar todo mundo junto e quem critica é inimigo”. Do outro lado, o infantilismo é dizer “está tudo errado, tem que se dividir todo mundo, esses caras erraram, não vamos nem sentar à mesa”. É preciso ter maturidade. É plenamente conciliável uma postura política de unidade nos temas que são fundamentais, e inclusive de lealdade, e de colocar com firmeza aquilo que nos diferencia.

O sr. tem medo da pecha de que traiu o Lula?
Estivemos na linha de frente de todas as manifestações contra a condenação do Lula. Estive em Porto Alegre, São Paulo e Rio, em vários atos em defesa dele. Mais do que da boca para fora, como alguns fizeram, fizemos a solidariedade e apoio na prática. O Lula não acha isso. Aventar isso é querer colocar intriga na esquerda.

O seu sogro [metalúrgico filiado ao PSOL] acha que sua eleição seria difícil. O sr. tem esse entendimento?
​Claro, ué. Esta será a eleição mais imprevisível desde 1989. Tivemos um golpe. Há um jogo pesado para que as candidaturas do establishment ganhem, que inclui até tentar tirar o Lula do processo. Só que o lado de lá também tem problemas. Que nome eles têm? É o Bolsonaro? o Bolsonaro não dura duas semanas. É o Geraldo Alckmin, que empurram, empurram e não decola? É o Luciano Huck, o candidato da Globo, de programa de auditório, para governar o Brasil? Esta eleição não será fácil nem para um projeto de esquerda nem para aqueles que deram o golpe.

O sr pretende amenizar sua imagem, que é de duro e agressivo, para uma campanha?
As pessoas são injustas com a minha imagem. Não sou duro, nem agressivo. Brinco com minhas filhas. Tomo cerveja com amigos. Mas também não vou mudar o que sou.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Já fui filiado do Psol, sai pq não aguentava a postura de muitos de seus quadros, semelhante a banda podre dos outros partidos, com compra de votos em eleiçoes, atitudes ilícitas junto aos seus assessores por parte de um de seus vereadores, entre outras atitudes negativas. Percebi que o partido que se formava, ao sair do PT, já vinha contaminado em sua essência. Perderam a oportunidade de fazer diferente. E para culminar com seu erro, resolveram apoiar LULADRAO, réu condenado em duas instâncias e que tenta provar aos cidadãos que política é assim mesmo, só no toma lá dá cá, corrupção e falcatruas. O Psol está perdendo ótima oportunidade de crescer e mostrar que é sério.

  2. Prefiro votar em Beira mar !!!!!
    A que ponto chegou o Brasil, e o que é pior a que ponto ele vai chegar!!!!

  3. Primeiro parágrafo do livro A Elite do Atraso, de Jessé Souza:
    Este livro foi pensado para ser uma leitura historicamente informada da conjuntura recente brasileira. A crise brasileira atual é também e antes de tudo uma crise de ideias. Existem ideias velhas que nos legaram o tema da corrupção na política como nosso grande problema nacional. Isso é falso, embora, como em toda mentira e em toda fraude, tenha seu pequeno grão de verdade. Nossa corrupção real, a grande fraude que impossibilita o resgate do Brasil esquecido e humilhado, está em outro lugar e é construída por outras forças. São essas forças, tornadas invisíveis para melhor exercerem o poder real, que o livro pretende desvelar. Essa é a nossa elite do atraso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Mar de Fé 2026 movimenta Extremoz com três dias de louvor, fé e grandes atrações gospel

Quarta edição do evento acontece de 10 a 12 de setembro, ao lado do letreiro da cidade, com nomes nacionais, regionais e artistas locais. Foto: Divulgação

“O povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou.”
Mateus 4:16

É chegada a semana do Mar de Fé 2026. Extremoz se prepara para receber, de 10 a 12 de setembro, a quarta edição de um dos principais eventos religiosos do município, que já conquistou espaço no calendário cultural da Terra do Grude.

Durante três dias, o espaço ao lado do letreiro de Extremoz será palco de uma grande celebração de fé, louvor e adoração, reunindo moradores, visitantes e famílias em uma programação gratuita e aberta ao público.

O Mar de Fé 2026 terá uma programação especial, com a presença de grandes nomes da música gospel nacional, além de artistas regionais e talentos locais. Entre as atrações confirmadas estão Rafaella Massaal, Marquinhos Gomes, Davi Sacer, Isadora Pompeo, Douglas Liberdade, Raio de Luz e Shekinah, além de outras atrações que prometem tornar os três dias ainda mais especiais.

Mais do que um evento musical, o Mar de Fé se consolidou como um momento de celebração, comunhão e fortalecimento da fé, reunindo diferentes gerações em torno da música gospel e da mensagem cristã.

A realização da quarta edição reforça a importância do evento para o calendário de Extremoz e amplia a programação cultural e religiosa do município, atraindo público de diferentes localidades para vivenciar momentos de louvor e adoração em um dos cenários mais conhecidos da cidade.

A Prefeitura de Extremoz convida toda a população e os visitantes para fazerem parte dessa grande celebração.

De 10 a 12 de setembro, Extremoz se une em uma só voz para celebrar a fé. É o Mar de Fé 2026!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] SABATINA JORNAL DAS 6: Allyson cita contrato que pode causar prejuízo de R$ 143,7 milhões à Prefeitura de Mossoró como exemplo de “modernização” para o RN

Imagem: Reprodução

Na sabatina do Jornal das 6 com os candidatos ao Governo do Estado, realizada pela 96 FM, nesta terça-feira (8), Allyson Bezerra (União Brasil) citou o contrato de construção da nova Arena Nogueirão como exemplo de parceria público privada que pretende realizar para “modernizar” o Rio Grande do Norte. Ele, no entanto, omitiu que a licitação, assinada ainda na gestão dele, poderá causar um prejuízo de aproximadamente R$ 143,7 milhões à Prefeitura de Mossoró, segundo um parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

O parecer, assinado pelo auditor Vladimir Sérgio de Aquino, mantém a recomendação de suspensão do contrato assinado pelo então prefeito Allyson Bezerra. Para o TCE, não ficou demonstrada a viabilidade econômica do negócio. Apesar disso, o candidato disse na sabatina que a Prefeitura de Mossoró não gastará “nem um real” na obra.

O técnico alerta que o negócio não seria rentável para a empresa nas condições apresentadas no projeto. Diante do risco da incorporadora não recuperar o investimento e rescindir o contrato, Mossoró poderá ter que arcar futuramente com uma indenização estimada em aproximadamente R$ 143,7 milhões, segundo estimativa do TCE.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

AFASTAMENTO DE ANDREI: Gilmar cita pressa, eleições e competência do plenário ao pedir vista

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou, nesta terça-feira (8/9), os argumentos que o levaram a pedir vista e interromper o julgamento sobre o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal e do diretor de Inteligência da corporação.

Em seu despacho, Gilmar levantou dúvidas sobre a legalidade da medida determinada pelo ministro André Mendonça, questionou a competência da Segunda Turma para analisar o caso e apontou o risco de decisões conflitantes dentro da própria Corte.

O decano destacou que o processo foi incluído na pauta no próprio dia do julgamento, menos de uma hora antes do início da sessão virtual. Segundo ele, a rapidez impediu o exame da íntegra dos autos e da decisão submetida a referendo, situação que classificou como grave diante de uma medida que afasta das funções o dirigente máximo da Polícia Federal.

Gilmar ressaltou que a medida foi determinada a partir de solicitação formulada por um partido político, o que estaria em “aparente contrariedade” ao Código de Processo Penal e ao Regimento Interno do STF. O ministro também afirmou haver elementos que apontam para a competência do plenário, e não da Segunda Turma, para decidir o caso.

Um dos argumentos para levar o processo ao plenário é o fato de a própria decisão de Mendonça registrar elementos que sugerem que o relatório de inteligência usado para embasar o afastamento teria sido produzido pelo diretor-geral da PF “por provocação de membro da Primeira Turma” do Supremo. Segundo Gilmar, se essa premissa for considerada, atos atribuídos a um integrante do tribunal devem ser examinados pelo plenário.

Com informações de Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

[VÍDEO] Secretário de Saúde rebate Allyson: “O único hospital do estado que não funciona à noite e nem nos finais de semana é o que ele inaugurou em Mossoró”

Imagem: Reprodução/Instagram

O secretário de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, reagiu às críticas feitas pelo candidato ao Governo Allyson Bezerra (União Brasil) à rede estadual de saúde. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (8), Motta rebateu as declarações do ex-prefeito de Mossoró e apresentou uma série de números e serviços que, segundo ele, demonstram o funcionamento e a ampliação da estrutura hospitalar do Estado. Com informações do Blog do Barreto.

A gravação começa mostrando um trecho de uma entrevista de Allyson em que o candidato critica a situação dos hospitais regionais e afirma que “a grande maioria não existe”. Em seguida, Alexandre Motta contesta a avaliação.

“Eu tô vendo aqui uma entrevista do candidato Allyson, que diz que a maioria dos hospitais do Estado não funciona. E eu tenho certeza que o único hospital do Estado que não funciona nem de noite, nem sábado, nem domingo foi o hospital que ele inaugurou em Mossoró”, disparou.

A referência é ao Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, inaugurado durante a gestão de Allyson na Prefeitura de Mossoró. A unidade já foi alvo de críticas anteriores de Motta, que questionou sua estrutura e chegou a afirmar que o equipamento possui características de policlínica. Reportagens publicadas nos últimos meses também registraram o embate entre a Secretaria Estadual de Saúde e a gestão mossoroense em torno da classificação e do funcionamento da unidade.

“O Governo do Estado trabalha com base em dados concretos, planejamento e transparência para aprimorar continuamente as políticas públicas. Na rede estadual de saúde, esse compromisso se reflete no funcionamento de excelência dos hospitais, que oferecem atendimento qualificado, estrutura adequada e serviços orientados às necessidades da população”, afirmou.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘DOA A QUEM DOER’: partidos e políticos reagem ao afastamento de Andrei da PF

Foto: Marcelo Camargo

O afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal provocou reações de integrantes do governo e de partidos de oposição nesta terça-feira (8). Enquanto a ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu a apuração das responsabilidades no caso Banco Master, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, elogiou a decisão do ministro André Mendonça. O Partido Novo, autor do pedido contra o chefe da PF, tratou a medida como uma vitória e voltou a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Em declaração à Jovem Pan, Tebet afirmou que a crise exige uma resposta firme do Supremo Tribunal Federal e que eventuais envolvidos no escândalo devem responder criminalmente, independentemente do cargo que ocupem:“Corrupção é chaga que mata o futuro. A crise institucional sem precedentes exige atuação firme do STF. Qualquer autoridade que esteja envolvida no escândalo do Banco Master tem que responder pelos seus eventuais crimes. O sigilo de tudo deve ser aberto o quanto antes e as responsabilidades apuradas. Doa a quem doer”, declarou a ministra.

Caiado classificou a decisão de Mendonça como “firme e corajosa” e disse que instituições de Estado devem atuar sem interferência política.

“Quem me conhece sabe que sempre defendi lei e ordem caminhando juntas, sem espaço para politização. As instituições de Estado precisam agir com total imparcialidade e respeito rigoroso à Constituição. É assim que uma autoridade de verdade exerce o seu papel. O Brasil precisa de postura firme no STF e em qualquer outra instituição do país”, afirmou o governador.

O Partido Novo lembrou que havia solicitado o afastamento de Andrei seis dias antes da decisão. “Quem está envolvido não pode conduzir a investigação. Em qualquer país que funciona de verdade, isso é normal. Mas, no Brasil dos intocáveis, é uma vitória a ser comemorada”, publicou a legenda.

“Seis dias atrás, o NOVO pediu o afastamento de Andrei Rodrigues. Hoje, o ministro André Mendonça acolheu o pedido e o afastou. Cai um intocável. Mas o sistema continua em pé”, acrescentou o partido. Na mesma manifestação, a sigla afirmou que “o próximo passo necessário para o país é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes”.

Zema compartilhou uma mensagem semelhante, dizendo: “Conseguimos o afastamento do Chefe da PF. André Mendonça acaba de afastar o Andrei Rodrigues do Comando da PF. A decisão foi tomada com base no pedido do Partido Novo, após um relatório de 200 páginas encontrar menções ao Andrei no celular do Vorcaro. Enquanto muitos falam, a gente faz. E seguiremos firmes contra os intocáveis.CHEGA DE INTOCÁVEIS!”. A mensagem foi publicada em suas redes sociais.

Com informações da Jovem Pan

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

[VÍDEO] Potiguar ganha R$ 1 milhão em programa e recebe surpresa de Luciano Huck em casa

Imagem: Reprodução

A potiguar Marta, natural de Luís Gomes, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, ganhou R$ 1 milhão no quadro Familhão, exibido no último domingo 6 no programa Domingão com Huck, da TV Globo. A vencedora recebeu em casa a visita surpresa do apresentador Luciano Huck, que fez a entrega simbólica das barras de ouro correspondentes ao prêmio. Com informações do Agora RN.

A história de Marta foi apresentada durante a atração. Aos 17 anos, ela deixou Luís Gomes em busca de melhores oportunidades e se mudou para o estado de São Paulo. Há cerca de 30 anos vivendo em São Caetano do Sul, construiu sua trajetória profissional e atualmente é proprietária de um restaurante administrado ao lado do marido.

A entrega do prêmio foi marcada pela emoção. Luciano Huck surpreendeu Marta em sua residência para anunciar a conquista e entregar simbolicamente as barras de ouro equivalentes ao prêmio de R$ 1 milhão.

Mesmo vivendo há três décadas fora do Rio Grande do Norte, Marta mantém suas origens ligadas ao município de Luís Gomes. A conquista repercutiu entre familiares, amigos e moradores da cidade, que comemoraram a vitória da conterrânea em rede nacional.

O Familhão é um dos quadros do Domingão com Huck e distribui prêmios milionários aos participantes sorteados, além de promover histórias de vida dos vencedores durante o programa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

TCE abre negociação para solucionar impasses da Arena das Dunas e da Via Costeira

Foto: Reprodução/TCE

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) instaurou procedimentos para buscar soluções negociadas para dois impasses envolvendo o poder público estadual: o contrato de concessão da Arena das Dunas e a situação dos imóveis concedidos a particulares na Via Costeira, em Natal. É a primeira vez que o Tribunal utiliza o mecanismo de Solução Técnica Consensual (STC).

Com a decisão, serão criadas comissões técnicas para reunir representantes dos órgãos e demais partes envolvidas e tentar construir soluções para as controvérsias. O prazo para os trabalhos será de até 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

Segundo o TCE, a proposta é colocar os diferentes envolvidos em uma mesma mesa para discutir os problemas e tentar encontrar alternativas para questões que se arrastam e envolvem diferentes aspectos. O mecanismo permite que as soluções sejam discutidas de forma conjunta, levando em consideração questões técnicas, financeiras e legais.

A adoção da ferramenta foi analisada inicialmente pelo presidente do TCE-RN, conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes. Depois de receber parecer favorável da Secretaria de Controle Externo (SECEX), os processos foram encaminhados ao relator, conselheiro Antonio Ed Souza Santana, que confirmou a possibilidade de utilização do procedimento.

Agora, os dois casos seguem para uma nova etapa, na qual serão formados grupos de trabalho com representantes das instituições envolvidas. O objetivo é levantar os principais pontos de divergência e avaliar alternativas para cada situação.

Arena das Dunas

Um dos processos envolve o contrato de concessão da Arena das Dunas, firmado entre o Governo do Rio Grande do Norte e a empresa responsável pela administração do estádio.

A negociação deverá tratar de diferentes pontos relacionados ao funcionamento do contrato, entre eles os custos envolvidos, os pagamentos feitos pelo Estado, os critérios usados para avaliar o desempenho da concessionária e a participação de um verificador independente.

Também estarão em discussão questões relacionadas a incentivos fiscais e às receitas que podem ser obtidas pela concessionária além dos valores previstos no contrato.

A proposta de utilizar a Solução Técnica Consensual partiu da própria concessionária e teve a concordância do Governo do Estado. Antes de autorizar o procedimento, a área técnica do TCE-RN analisou as informações apresentadas e considerou que o caso preenchia os requisitos necessários.

Durante o período de negociação, a análise de mérito de questões diretamente relacionadas aos pontos que estão sendo discutidos ficará suspensa nos processos que deram origem à iniciativa.

Imóveis da Via Costeira

O segundo caso envolve imóveis localizados na Via Costeira, em Natal, que foram concedidos pelo poder público para utilização por particulares.

A discussão busca definir quais regras devem ser aplicadas a essas áreas e qual será a destinação dos imóveis. O assunto já havia sido levado ao TCE-RN em um processo anterior.

Em decisão anterior, o Tribunal determinou a suspensão de procedimentos destinados a renovar ou prolongar as concessões. Também determinou que os imóveis fossem retomados pela DATANORTE e que fosse elaborado um plano para definir o futuro das áreas.

A situação envolve questões que vão além da ocupação dos terrenos. O caso também inclui aspectos ambientais, econômicos, jurídicos e relacionados ao uso das áreas, o que levou o TCE-RN a considerar a negociação uma alternativa para tentar chegar a uma solução.

A abertura das discussões, porém, não cancela nem suspende automaticamente as medidas determinadas anteriormente pelo Tribunal. Qualquer alteração dependerá de uma nova avaliação e de aprovação do Tribunal Pleno.

Como vai funcionar

A Solução Técnica Consensual é uma ferramenta que permite ao TCE-RN participar de discussões entre os órgãos e instituições envolvidos em problemas considerados complexos.

Em vez de analisar apenas os argumentos de cada lado e posteriormente tomar uma decisão, o Tribunal cria um espaço para que os envolvidos apresentem propostas e tentem construir uma saída conjunta.

Isso não significa que a fiscalização deixe de existir. O TCE continua acompanhando os casos e poderá avaliar se a solução encontrada está de acordo com as regras e com o interesse público.

A ferramenta foi incluída na Lei Orgânica do TCE-RN pela Lei Complementar Estadual nº 775/2024 e regulamentada pela Resolução nº 019/2025-TCE.

Próximos passos

As comissões responsáveis pelos dois casos ainda serão formadas. A Secretaria de Controle Externo deverá indicar os integrantes, que serão oficializados pela Presidência do Tribunal.

A partir da instalação, os grupos terão até 180 dias para discutir as questões e buscar alternativas. O período poderá ser prorrogado por mais 180 dias.

Caso as partes cheguem a uma proposta de solução, o resultado ainda será submetido à análise do Tribunal. Eventuais mudanças nas medidas já determinadas também dependerão de aprovação do Tribunal Pleno.

Com informações do Portal 98 FM

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Messias diz que reunião com Fachin e ministro da Justiça foi “institucional e republicana”

Foto: Emanuelle Sena/ AscomAGU

O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou nesta terça-feira, 8, que teve uma conversa “muito institucional e republicana” com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. A reunião durou cerca de 30 minutos e também contou com a participação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

O encontro ocorreu horas após o ministro André Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Também foi afastado o diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa.

Na mesma decisão, o ministro impôs a abertura imediata de investigações pela Corregedoria da PF para apurar a produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades. Ele também determinou a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação de magistrados, advogados públicos ou da própria polícia.

Segundo apurou o blog da Andréia Sadi, a AGU vê na decisão de Mendonça uma invasão de competência da Presidência. O órgão deve recorrer com o argumento de que a medida viola competência privativa da Presidência da República para nomeação e exoneração do chefe da PF.

Gilmar pede vista

Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes, pediu vista nesta terça, 8, do julgamento que analisa a decisão de Mendonça.

O caso estava sob análise da segunda turma da Corte.

Antes de pedir vistas, dois ministros haviam se manifestado a favor da decisão de Mendonça: Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

Assim, faltaria apenas a manifestação do ministro Dias Toffoli, que também integra o colegiado.

A decisão de André Mendonça foi tomada após a produção do relatório apócrifo que embasou o pedido de investigação contra o magistrado feito na semana passada pelo seu colega Alexandre de Moraes.

Moraes acusou o colega de ato de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade a partir desse documento.

No despacho, Mendonça também determina que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar as circunstâncias em que os documentos foram produzidos, quem determinou sua elaboração, quem os redigiu e se existem outros relatórios com finalidade semelhante.

Com informações de O Antagonista, g1 e CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Camila Araújo protocola pedido de investigação a ataque contra senador Rogério Marinho em Natal


Foto: Divulgação/CMN

A vereadora e candidata a deputada estadual Camila Araújo (PL) protocolou, nesta terça-feira (8), ofícios junto à Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte e à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social solicitando que a apuração da agressão sofrida pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) seja encaminhada à Polícia Federal.

Rogério foi atingido por um ovo na tarde desta segunda-feira (7), quando deixava a mobilização política realizada no Largo do Atheneu, na zona Leste de Natal. O homem foi detido e conduzido à Delegacia Central de Flagrantes.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito, de 24 anos, saiu de São Paulo do Potengi com a intenção de atingir o senador. O celular do acusado foi apreendido e o caso foi registrado inicialmente por injúria.

Para Camila, as circunstâncias precisam ser investigadas de forma mais ampla. “Quem mandou agredir Rogério Marinho? Quem financiou esse ato? Foi realmente uma ação isolada? Essas são perguntas que precisam ser respondidas. Não podemos tratar como um episódio banal uma agressão premeditada contra um senador da República durante uma manifestação política”, afirmou.

No documento, Camila solicita o envio imediato à Polícia Federal do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), dos demais documentos relacionados ao caso e, especialmente, do aparelho celular apreendido, preservando os elementos necessários para eventual análise do conteúdo.

Com informações da Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Preocupado com os resultados das últimas pesquisas, Lula é orientado a convocar Conselho da República e defender mandato no STF

Foto: Reuters

Diante dos últimos resultados nas pesquisas que já colocam Flávio Bolsonaro na frente em cenários de 2º turno e da mais recente escalada na crise institucional, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo e orientadaram Lula a convocar Conselho da República e defender mandato no STF.

Entre as propostas estão a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, a retirada de André Mendonça das relatorias dos casos Banco Master e INSS e o encerramento do inquérito das fake news.

Interlocutores de Lula também defendem uma nova reunião urgente com o presidente do STF, Edson Fachin, em busca de uma “solução pacificadora”. Outra possibilidade discutida é propor uma mudança constitucional para estabelecer mandatos de 10 ou 15 anos para futuros ministros do Supremo.

No Planalto, a preocupação aumentou após Flávio Bolsonaro (PL) aparecer numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno da pesquisa Nexus divulgada nesta terça-feira (8). Assessores avaliam que a crise no STF terá peso importante na reta final da campanha.

Também está em discussão a convocação do Conselho da República, embora a medida divida opiniões no governo por poder ampliar a exposição da crise.

A primeira reação de Lula ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, será o recurso da AGU contra a decisão de Mendonça. O governo argumentará que cabe exclusivamente ao presidente nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal.

Com informações de CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *