
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Nenhum país foi tão rápido quanto o Brasil no socorro financeiro à população mais afetada pela interrupção da renda, efeito do isolamento social provocado pela pandemia da covid-19.
Foi o que lembrou Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, em entrevista ontem ao CB.Poder — uma parceria do Correio Braziliense e da TV Brasília.
Ele lembrou que a “lei (que criou o auxílio emergencial de R$ 600) foi promulgada em 2 de abril. Cinco dias depois, lançamos o aplicativo, que teve, no primeiro dia, 42 milhões de cadastros. Dois dias depois, estávamos pagando 2,5 milhões de brasileiros”.
Guimarães reconheceu que houve atropelos, em função da necessidade de atender rapidamente às pessoas, mas, à medida que o programa foi avançando, os problemas estruturais foram sendo mitigados. Confira, a seguir, os principais pontos da entrevista.
A Caixa paga o auxílio emergencial de R$ 600 por meio de celular. Como funciona esse aplicativo e como facilita a vida das pessoas?
Realizamos o pagamento da primeira parcela para 59 milhões de brasileiros e, hoje (ontem), da segunda parcela para 50 milhões. Tem cerca de 8,5 milhões que acabamos de pagar a primeira parcela, então a segunda será paga dentro de algumas semanas. Qual é a novidade? Temos um benefício a mais para vocês. Além de poderem comprar em mais de mil sites simplesmente com o cartão de débito, originado no aplicativo do Caixa Tem, também podem ser feitos pagamentos de conta de água, de luz, de gás, de telefone. Outra novidade é a possibilidade do uso pelas maquininhas de cartão.
As pessoas que estão sendo aprovadas agora vão receber três parcelas de R$ 600?
Todos receberão três parcelas. Tem até o dia 3 de julho para realizar o cadastro. Então, quem se cadastrar até esta data, e for aprovado, receberá as três parcelas.
Com essa base vai ser possível montar um programa social muito mais abrangente do que o Bolsa Família, por exemplo?
Sim. Primeiro ponto é que todos os programas sociais que a Caixa paga, queremos que seja por meio dessas contas digitais.
Confira a entrevista completa aqui.
Correio Braziliense
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