Saúde

COVID: RN possui 29 leitos críticos e 39 leitos clínicos disponíveis

O RN permanece com fila zerada de pacientes para UTI Covid conforme levantamento feito por volta das 12h20 desta quarta-feira (22).

Neste período, havia sete (07) pacientes com perfil para leitos críticos na lista de regulação e dois aguardavam avaliação. Foram registrados disponíveis 29 leitos críticos e outros 39, sendo clínicos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Programas de Lula perdem tração e capacidade de seduzir o eleitor, diz pesquisa

Foto: Divulgação/PT

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 5, mostra que vários programas do governo Lula, criados para conquistar eleitores, estão perdendo tração bem no momento em que a campanha começa para valer.

O prazo para os partidos enviarem suas chapas ao Tribunal Superior Eleitoral se encerra nesta quarta, 5.

A partir de agora, faltam apenas 60 dias para as eleições.

No último levantamento, 68% disseram que não foram beneficiados pela isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil salários mínimos.

Em julho, o índice foi de 65%.

Ao mesmo tempo, houve uma queda entre os que disseram terem sido beneficiados: de 32% para 30%.

Entre julho e agosto, subiu de 39% para 46% o índice daqueles que disseram não ter sentido diferença com a isenção do imposto de renda.

Outro programa para ganhar votos foi o Desenrola 2.0.

Entre julho e agosto, os que acham que o Desenrola 2.0 foi uma boa ideia caiu de 55% para 47%.

O índice dos que acham que o Desenrola aumentou a renda significativamente despencou de 35% para 26%.

Lula também tem recorrido ao enfrentamento com os Estados Unidos para ganhar votos.

Antes, os brasileiros estavam achando que Lula estava agindo corretamente ao peitar o presidente americano Donald Trump.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Perto da campanha eleitoral, Lula vive seu pior momento com Trump em meio a temor por intervenção

Foto: Andrew Caballeto-Reynolds/AFP

Após um ano e meio de idas e vindas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nunca esteve tão distante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a menos de duas semanas do início oficial da campanha eleitoral.

A revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, anunciada na terça-feira (4/8) pelo governo americano, agravou ainda mais a crise diplomática entre os dois países. A medida se soma às tarifas de 25% e 12,5% aos produtos brasileiros, anunciadas em julho, e reduz a viabilidade de acordos comerciais que satisfaçam ambas as partes.

Outro fator que ampliou as tensões foi a revelação, no dia 24 de julho, de que o Brasil negou o visto de dois funcionários da administração Trump que seriam enviados para questionar a transparência das urnas eletrônicas, além de uma suposta demora na aprovação do nome de Daniel Perez, indicado para assumir a embaixada americana em Brasília.

Roberto Uebel, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos e professor de relações internacionais da ESPM São Paulo, avalia que a última medida da Casa Branca coloca o governo Lula em uma “situação dupla”: atende a uma narrativa de “perseguição” dos EUA que pode ser útil à campanha de Lula, mas dificulta a negociação dos setores que foram atingidos pelo novo tarifaço.

“A relação atravessa sua fase mais tensa desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Apesar de tentativas de negociação direta, a imposição de novas tarifas e a judicialização do tema na OMC (Organização Mundial do Comércio) demonstram que a agenda comercial passou a ser fortemente influenciada por fatores políticos e estratégicos, reduzindo o espaço para soluções exclusivamente diplomáticas”, afirma.

Uebel relembra outros momentos delicados na relação entre Brasil e EUA, como durante a Segunda Guerra Mundial e em episódios de espionagem em 2013, nos governos Dilma Rousseff e Barack Obama, mas ressalta: “a diferença atual é a combinação de atritos diplomáticos, comerciais e eleitorais, que amplia a percepção de deterioração simultânea em várias frentes”.

Receio de interferência

As recentes ações da gestão de Donald Trump já são lidas por integrantes do governo Lula como tentativas de interferência eleitoral no Brasil. O temor é de que, com a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se acirrando, a Casa Branca adote novas medidas no campo diplomático, como uma eventual expulsão Maria Luiza Viotti do país ou a retirada da indicação de Daniel Perez. O cenário resultaria no rebaixamento do status das relações diplomáticas entre os países.

Nesta quarta-feira (5/6), contudo, Lula indicou não temer uma interferência dos EUA sobre as eleições e enviou um “recado” ao secretário de Estado americano Marco Rubio.

“Se o secretário de Estado quiser vir aqui fazer comício para o meu adversário, eu acho até bom. Eu quero derrotar todos eles juntos. Eu não sou de ficar fazendo bravata. […] Quem governa esse país sou eu. Quem disputa as eleições aqui são os brasileiros, e qualquer um pode”, disse, em entrevista ao podcast “Os Três Elementos” e ao canal “Meteoro Brasil”.

Ao mesmo tempo, em seus discursos, Lula alterna entre alfinetadas a Trump e falas de que não quer conflitos, apenas “guerra de narrativas” com o presidente dos EUA.

“Quero todo mundo como amigo, nem Trump quero como inimigo. Não sou louco. O cara diz que tem os maiores navios do mundo, as maiores bombas atômicas, os maiores aviões, o maior exército do mundo. […] Quero guerra apenas de narrativa. Na narrativa, nós estamos certos. Quem tem razão não baixa a cabeça”, declarou, no dia 29 de julho.

Com informações de O Tempo

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição”, tranquiliza Lula

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) que a eleição presidencial de outubro, na qual concorrerá à reeleição, será o último pleito da vida dele. O petista disse que deseja ir pescar após o término de um eventual quarto mandato.

– Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição. Eu quero ir pescar, e eu sou um bom pescador – declarou em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.

Durante a entrevista, Lula também falou sobre projetos do Executivo para combater a desinformação nas redes sociais.

– Precisamos ser mais duros no controle da perversidade de alguns humanos nas redes digitais – declarou.

– A gente precisa transformar em crime o cara que utiliza a internet para contar mentira sobre doenças, para dar desinformação, para mandar um cara tomar remédio que não pode tomar. Tudo isso tem que ser crime, isso não é liberdade de expressão, isso é canalhice e irresponsabilidade. Com doença, a gente não brinca – disse.

OUTRO LULA?

Uma pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta (5) aponta que 12,5% dos eleitores brasileiros acreditam que o presidente Lula morreu e foi substituído por um clone, enquanto 28,5% não sabem ou não quiseram responder à pergunta. Dessa forma, são 41% da população aqueles que mantém a tese em aberto.

Já os que negam a teoria categoricamente totalizam 58,9% dos entrevistados.

Entre os argumentos usados por quem defende a teoria, está a vitalidade que o chefe do Executivo demonstra aos seus 80 anos de idade.

Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

SEM FREIO: Governo Lula já torrou R$3,3 trilhões entre janeiro e início de agosto

Foto: Ricardo Stuckert

O governo brasileiro já conseguiu torrar mais de R$3,3 trilhões, este ano, segundo a plataforma Ga$to Brasil, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), que contabiliza os gastos das esferas dos governos municipais, estaduais e federal.

O governo federal de Lula (PT) torrou mais de R$1,5 trilhão até o início de agosto. É, de longe, o maior gastão. As informações são da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Só o Poder Executivo federal, sob responsabilidade direta do governo Lula, torrou quase R$200 bilhões com pessoal e encargos, em 2026.

O Judiciário, alvo de ações no STF por conta dos penduricalhos, gastou cerca de R$581 milhões com pessoal e encargos, neste mesmo período.

O Legislativo federal, que inclui o Congresso e Tribunal de Contas da União, custou pouco mais de R$3,5 bilhões no mesmo período.

Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Prefeito Jaime Calado acompanha investimentos e melhorias em escolas de São Gonçalo

Foto: Divulgação

Na tarde desta quarta-feira (5), o prefeito Jaime Calado vistoriou as ações realizadas na Escola Poti Cavalcanti, em Novo Amarante, e nas unidades Maria de Lourdes e CMEI Padre Thiago Theisen, no bairro Jardins. A agenda teve como objetivo acompanhar os serviços em andamento nas três unidades.

O prefeito estava acompanhado pelo secretário de Educação, Micael Moreira; pela secretária adjunta da pasta, Socorro Medeiros; pela secretária de Manutenção, Rosemeire Moura; e pelo subsecretário de Obras, Arthur Queiroz.

Na Escola Poti Cavalcanti, foram executadas melhorias como rampas de acessibilidade, novos corrimãos, adequações nos banheiros, trocas de portas e janelas para adaptação das salas e adequações na estrutura para receber aparelhos de ar-condicionado.

Durante a passagem pela unidade, Jaime Calado destacou que as mudanças garantem mais conforto e condições adequadas para o aprendizado dos estudantes. “Foi feita toda a adaptação da escola para a instalação dos aparelhos de ar-condicionado. Isso dá mais conforto às crianças e condições para que elas possam se concentrar no aprendizado, que é o nosso principal objetivo. A escola passou por uma transformação, com ampliação da acessibilidade e adequações que elevaram o padrão oferecido aos nossos alunos”, afirmou.

A diretora da Escola Poti Cavalcanti, Eliane Avelino, afirmou que as mudanças já são percebidas pelas famílias. “É gratificante ouvir dos pais dos nossos alunos a frase: ‘É uma nova escola’. Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo para oferecer um ambiente cada vez melhor para o aprendizado”, ressaltou.

No bairro Jardins, o prefeito acompanhou o início dos serviços de climatização da Escola Maria de Lourdes. No CMEI Padre Thiago Theisen, foram vistoriadas as adequações na rede elétrica para a instalação dos equipamentos. A creche também recebeu placas solares, contribuindo para a eficiência energética.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Ação de improbidade pede suspensão dos direitos políticos de Valtinho Monteiro, presidente do MDB de Serra de São Bento

Foto: Reprodução/Instagram

Uma ação de improbidade administrativa protocolada no Poder Judiciário do Rio Grande do Norte pede a suspensão dos direitos políticos de Valtinho Monteiro, presidente do MDB em Serra de São Bento. A ação também pede a proibição de contratar com o poder público por até 14 anos.

De acordo com as informações apuradas pelo Blog do RR e com o que está disponível no processo judicial nº 0800974-28.2026.8.20.5153, Francisco Erivaldo da Silva Monteiro, conhecido como Valtinho, presidente do MDB em Serra de São Bento e dirigente do IGRN, é alvo de suspeitas dos órgãos de controle envolvendo recursos públicos administrados pelo instituto. Serra de São Bento aparece como vítima e autora das providências: identificou os indícios, suspendeu os repasses e levou o caso à Justiça. Caso seja condenado por enriquecimento ilícito, Valtinho poderá ter os direitos políticos suspensos e ficar proibido de contratar com a Administração Pública por até 14 anos, além de sofrer multa e ressarcir eventual prejuízo.

Outros municípios, como Natal, Vera Cruz, Major Sales, Areia Branca e Maxaranguape, também já foram acionados para prestar esclarecimentos sobre eventuais irregularidades.

Ainda de acordo com o Blog do RR, documentos bancários apontam R$ 70 mil transferidos para a Estação Service, empresa da qual Valtinho é sócio-administrador, e outros R$ 30 mil destinados à empresa do diretor financeiro do IGRN. A ação de improbidade questiona a ausência de documentação suficiente para justificar os pagamentos e relata o cancelamento de nota fiscal após o recebimento do dinheiro público. O instituto também aparece como reclamado em processos trabalhistas, aumentando a pressão por uma auditoria ampla sobre sua gestão financeira e suas obrigações com os trabalhadores.

De acordo com as informações, a CGU, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual foram acionados por meio de representações e passaram a integrar as investigações.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Salário mínimo de 2027 tem reajuste estimado; veja o que mudaria

Foto: Getty

O governo federal projeta elevar o salário mínimo para 1.717 reais em 2027, conforme estimativa apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado ao Congresso Nacional em abril. Se a previsão for confirmada, o piso nacional subirá 96 reais em relação aos atuais 1.621 reais, o que representa um reajuste nominal de 5,92%.

A estimativa, no entanto, ainda poderá ser alterada. O valor definitivo depende da inflação acumulada até novembro de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além dos demais parâmetros previstos na legislação. Após a divulgação do índice pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o governo editará o decreto que oficializará o novo salário mínimo, válido a partir de 1º de janeiro de 2027.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a projeção considera um ganho real de 2,5%, portanto acima da inflação, preservando a política de valorização do piso nacional e ampliando o poder de compra dos trabalhadores que recebem o salário mínimo.

O processo de definição começa com a estimativa incluída no PLDO, que orienta a elaboração do Orçamento da União. Em seguida, o valor é incorporado ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado ao Congresso no segundo semestre. Somente após a divulgação do INPC de novembro e a publicação de decreto presidencial é que o montante oficial é definido.

A política permanente de valorização do salário mínimo foi restabelecida pela Lei nº 14.663/2023. Pela regra, o reajuste combina a variação do INPC acumulada nos 12 meses encerrados em novembro do ano anterior, responsável por recompor a inflação, com o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que garante aumento acima da inflação quando a economia apresenta expansão.

No caso do piso previsto para 2027, será considerado o desempenho da economia em 2025. Ainda assim, o ganho real está limitado a 2,5% ao ano, conforme determina o arcabouço fiscal, mesmo que o crescimento do PIB supere esse percentual.

O salário mínimo serve de referência para trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e para uma série de benefícios vinculados ao piso nacional, entre eles aposentadorias e auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seguro-desemprego, abono salarial PIS/Pasep e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Depois de aprovado pelo Congresso, o PLDO se transforma na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta a elaboração do Orçamento federal. Posteriormente, o valor definitivo do salário mínimo será incorporado à Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por autorizar os gastos do governo no exercício seguinte.

Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Marcola ajudou lobista amiga de Lulinha a chegar à cúpula do Ministério da Saúde

Foto: Reprodução/Montagem

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não recebeu empréstimos formais da lobista Roberta Luchsinger. Ele costumava enviar para ela contas que tinha para pagar. Roberta pagava. Pedia em troca ajuda para ter acesso a autoridades e Marcola conseguiu colocá-la em contato com a cúpula do Ministério da Saúde, segundo reportagem da jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor Econômico. As informações são do Poder 360.

“A única contrapartida a esses depósitos [de Roberta para Marcola] foi a ponte para o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, hoje chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do gabinete de Lula, Swedenberger Barbosa. Um dirigente da campanha que esteve recentemente com Berger, como é chamado, e diz ter ouvido dele que, a despeito das gestões de Roberta, nenhum contrato foi firmado na Saúde com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS”, escreveu o Valor.

De acordo com a reportagem, quem apresentou Roberta Luchsinger para Marcola foi Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho mais velho do presidente Lula), e sua mulher, Renata. É que Lulinha e Renata são amigos próximos da lobista, com quem inclusive passam férias juntos –como mostram imagens de redes sociais.

Marcola relatou a integrantes da campanha lulista, segundo o Valor, que Roberta Luchsinger sempre se oferecia para ajudá-lo financeiramente, mas que ele sempre recusava. Num determinado momento, “cedeu, aceitando que Roberta pagasse contas que lhe apresentava. Nunca recebeu dinheiro dela, mas lhe passava, por WhatsApp, os pagamentos que precisava que fossem feitos”.

O Valor também relata que os integrantes do governo sabem já há algum tempo sobre essa relação de Marcola com Roberta. Sobretudo porque foi quebrado o sigilo do celular da lobista, e ali estavam as mensagens trocadas entre ela e o ex-assessor de Lula.

Marcola relatou ao presidente da República o que havia se passado. “Lula chamou dirigentes de sua campanha e pediu que o levassem: ‘Marcola não pode mais ficar aqui’ ”. Isso ocorreu em meados de julho e Marcola saiu formalmente do Palácio do Planalto no dia 21 de julho (eis o ato de dispensa no Diário Oficial da União – PDF – 60 kB). A partir da sua saída do governo, resolveu dar um jeito de devolver os valores recebidos de Roberta. No Planalto, na função de chefe de Gabinete de Lula ficou Oswaldo Malatesta, que era adjunto de Marcola.

Não está claro se Marcola, Lula ou outros integrantes do governo souberam do dinheiro recebido pelo ex-assessor só porque inferiram o que estaria no celular de Roberta ou se houve vazamento de algum órgão de controle envolvido na investigação, como a Polícia Federal. O que se sabe é que foi montada uma operação para tentar de todas as formas evitar que a notícia fosse divulgada antes da eleição de 4 de outubro.

O Poder360 confirmou a informação –que circulava por Brasília há dias– e revelou na 2ª feira (3.ago.2026) que Marcola havia recebido dinheiro de Roberta. Assim que a reportagem foi publicada, um assessor do Palácio do Planalto ligou para a Redação deste jornal digital reclamando e dizendo que este post reproduzia “fofocas de Brasília”. Pretendia que a notícia fosse retirada do ar. Logo depois, o próprio Marcola admitiu publicamente que tudo era verdade, que ele havia recebido dinheiro da lobista e que, portanto, a alegação do Planalto estava errada.

O ex-assessor passou as últimas semanas pensando em como contornar o efeito negativo que a revelação poderia ter. O Poder360 apurou que Marcola cogitou formalizar o recebimento de dinheiro de Roberta por meio de um contrato de mútuo, com data retroativa a 2 ou 3 anos passados. A lobista, entretanto, até agora tem se recusado a assinar o documento –que pode ser facilmente dado como algo forjado. Ela é alvo da investigação conduzida pela operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. Por causa disso, na 3ª feira (4.ago.2026), Marcola divulgou uma nota simples (íntegra – PDF – 53 kB) dizendo que foi um empréstimo pessoal no valor de R$ 249 mil.

Na nota em que reconhece o que chamou de “empréstimo já quitado”, Marcola diz que não cometeu ilegalidade dele decorrente. O contato entre Roberta e o Ministério do Desenvolvimento Social, cujo titular é o ministro Wellington Dias, é que teria resultado em licitação vencida por cliente de Roberta, mas não teria sido mediado por Marcola.

A campanha não esperava que a notícia viesse à tona neste momento. Marcola deixou a campanha do petista. A insegurança em relação à condução dos inquéritos que investigam o filho do presidente e estão em mãos do ministro André Mendonça é gigantesca, mas a titularidade do 3º inquérito pelo ministro Flávio Dino equilibra, em parte, as apreensões. O advogado de Fábio, Marco Aurélio de Carvalho, a verbalizou: “Recebemos com absoluta tranquilidade a instauração de mais um inquérito, temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino”.

A defesa de Fábio peticionou à Corregedoria-Geral da Polícia Federal contra o vazamento de dados sigilosos e pediu providências ante a notícia de que a campanha do candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, pretende divulgar áudios entre o filho do presidente e Roberta. O celular de Roberta, o mesmo que registrou as trocas de mensagens com Marcola, teve seu sigilo quebrado por decisão de Mendonça.

O mesmo ministro, porém, foi quem autorizou a operação de busca em endereços de familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do advogado Willer Tomaz. O 1º é da cozinha do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e tem a confiança do Palácio do Planalto, que fez dele o vice-líder do governo e relator da indicação do ministro Jorge Messias ao Senado. O 2º, porém, tem relações muito mais estreitas com o principal adversário de Lula nesta campanha, Flávio Bolsonaro. Seu celular também teve o sigilo quebrado.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Natal registra avanço no IDEB 2025 e amplia resultados na educação municipal

Foto: Manoel Barbosa

A educação municipal de Natal apresenta avanço nos indicadores de qualidade do ensino. Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2025 mostram que a Rede Municipal de Ensino evoluiu nos Anos Iniciais e nos Anos Finais do Ensino Fundamental, registrando crescimento em relação à edição anterior e marcando o primeiro resultado do índice divulgado durante a gestão do prefeito Paulinho Freire.

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o município passou de 4,5, em 2023, para 4,8, em 2025, mantendo a trajetória de crescimento da rede. Nos Anos Finais, o avanço foi ainda mais expressivo, com o índice saindo de 3,3 para 3,7 no mesmo período. O crescimento de 0,4 ponto nos Anos Finais representa a maior evolução registrada pela rede municipal entre os dois segmentos avaliados. Os resultados refletem a evolução do desempenho dos estudantes e do fluxo escolar, critérios que compõem o cálculo do indicador e são utilizados para medir a qualidade da educação básica pública no país.

Durante o período que antecedeu a avaliação, a Secretaria Municipal de Educação (SME) mobilizou as escolas para a participação no SAEB, promovendo orientações e acompanhamento pedagógico. O município também instituiu mecanismos de valorização das unidades de ensino, como o Selo Ouro de Escola Participativa, voltado à mobilização para a avaliação, e a Comenda Municipal de Excelência Educacional, destinada às escolas com melhor desempenho no IDEB em 2026. As iniciativas integram a política educacional da rede voltada ao acompanhamento dos indicadores de aprendizagem.

O prefeito Paulinho Freire destacou que mais do que indicadores, esses números representam milhares de estudantes aprendendo mais, professores fortalecidos em sua missão e uma rede que avança com planejamento, compromisso e foco na aprendizagem.

“Quando iniciamos esta gestão, estabelecemos uma prioridade muito clara: colocar a educação no centro das nossas decisões. A primeira medida foi zerar a fila por vagas em creches, porque sabíamos que garantir o acesso das crianças à escola era o ponto de partida para construir uma rede mais forte e oferecer mais oportunidades às famílias”, disse o prefeito.

Paulinho comentou ainda que o avanço de Natal no IDEB confirma que o município segue um caminho consistente na educação. Segundo ele, o resultado traz evidência para a importância de manter o planejamento, o diálogo com a comunidade escolar e os investimentos permanentes para ampliar as oportunidades de aprendizagem dos estudantes e dar continuidade aos avanços da rede municipal.

Para o secretário municipal de Educação, Aldo Fernandes, os resultados demonstram que o caminho adotado é o mais eficiente. “Recebemos a missão do prefeito Paulinho Freire de transformar a educação pública em uma política baseada em planejamento, método, acompanhamento e valorização das pessoas. Em apenas um ano e sete meses, os resultados do IDEB mostram que estamos no caminho certo. Mais do que elevar índices, estamos concretizando uma educação pública de qualidade, construída diariamente dentro de cada sala de aula, com o protagonismo dos nossos professores e o compromisso de toda a rede.”

Ações estruturantes contribuem para fortalecer a rede municipal de ensino

O avanço registrado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) ocorre em um contexto de ações desenvolvidas pela rede municipal de ensino nos últimos anos, voltadas ao fortalecimento da aprendizagem e da gestão educacional. Nesse período, a Prefeitura do Natal ampliou o quadro de professores efetivos, investiu em formação continuada, ampliou as políticas de alfabetização e desenvolveu iniciativas de inovação pedagógica nas escolas da rede.

Entre as medidas adotadas está a posse de 710 novos professores efetivos, realizada em 2025, ampliando o quadro de profissionais da educação e contribuindo para a continuidade do trabalho pedagógico nas unidades de ensino. Ainda em 2025, foram criados mais 300 cargos efetivos de professor, destinados a nomeações em 2026, além da contratação de 254 professores temporários neste ano para atender às demandas da rede municipal de ensino.

A SME manteve um calendário permanente de formações continuadas para professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares, abordando temas relacionados à alfabetização, práticas pedagógicas, inclusão, avaliação e gestão educacional. Além disso, a atual gestão adotou uma política de valorização dos profissionais da educação, com medidas voltadas ao cumprimento do piso nacional do magistério e à antecipação de 40% do 13º salário, contribuindo para o reconhecimento e a valorização da carreira docente.

Na área da alfabetização, aderiu ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), que passou a fundamentar ações voltadas ao desenvolvimento da leitura e da escrita nos anos iniciais. Em 2025, o município também promoveu o seminário “Boas Práticas no Território de Natal”, reunindo profissionais da rede para compartilhar experiências e estratégias desenvolvidas em sala de aula.

A inovação pedagógica também integra esse conjunto de ações. Projetos voltados à robótica educacional, cultura maker e ao uso de tecnologias na aprendizagem passaram a fazer parte da rotina de escolas municipais, além da participação da rede na ExpoEduc, onde foram compartilhadas experiências desenvolvidas por estudantes e educadores.

As ações também contemplam o acompanhamento da gestão escolar, com formações específicas para equipes gestoras e monitoramento do processo de ensino e aprendizagem. O resultado do IDEB 2025 demonstra a evolução da rede municipal nos dois segmentos avaliados, com crescimento em relação à edição anterior tanto nos Anos Iniciais quanto nos Anos Finais do Ensino Fundamental, refletindo o trabalho desenvolvido nas escolas ao longo dos últimos anos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Só Lula não terá chapa ‘puro-sangue’ entre os principais concorrentes ao Planalto

Foto: Getty

Os principais candidatos à Presidência em oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiram fechar apoios de outros partidos e, portanto, terão como vices nomes de dentro de suas próprias legendas.

O cenário foi selado nesta quarta-feira, 5, com o anúncio de que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será vice de Flávio Bolsonaro (PL).

Antes de Flávio, já haviam anunciado chapas puro-sangue:

O escritor Augusto Cury (Avante) ainda não anunciou quem será seu companheiro de chapa, mas com União Brasil, PP, Republicanos, MDB, Podemos e PSDB optando pela neutralidade, as opções ficam restritas.

O presidente Lula já havia fechado o apoio das principais legendas de esquerda (PSB, PCdoB, PSOL, Rede e PV) à sua candidatura à reeleição há tempos, mas tampouco conseguiu ampliar seu arco de alianças para além de seu próprio campo ideológico.

A composição das chapas neste ano reflete a crescente mudança na execução do Orçamento. Se antes essas legendas menores optavam por um candidato visando cargos e ministérios, hoje, com as emendas e mais liberdade para direcionar verbas, isso tem menos importância, segundo especialistas.

Outros motivos foram a incerteza em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro e a percepção de que novos fatos envolvendo o caso do Banco Master poderiam vir à tona, além da pouca atratividade das demais candidaturas: a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta mostra que, somados, todos os candidatos além de Lula e Flávio tem apenas 13% das intenções de voto. Individualmente, nenhum ultrapassa os dois dígitos.

Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *