Por interino
Foto: Adriano Machado/Reuters
Aliados de Michel Temer no Congresso Nacional e ministros do Supremo Tribunal Federal afirmam que o governo atingiu um nível extremo de enfraquecimento político, não descartando, em caso de piora na situação, o risco de a gestão não conseguir se sustentar nos sete meses que lhe restam.
A avaliação ouvida pela Folha é a de que a crise com os caminhoneiros atingiu um dos últimos resquícios de credibilidade da administração, a área econômica.
Temer completou no último dia 12 dois anos de governo como o presidente, na média, mais impopular desde pelo menos a gestão de José Sarney (1985-1990).
Mas vinha batendo na tecla de que em sua administração a inflação foi reduzida e o país saiu da recessão, embora em ritmo mais lento do que o esperado.
Com a crise da greve dos caminhoneiros, o país passa por uma grave situação de desabastecimento, cenário não detectado pelo governo apesar de alertas nessa direção.
Emparedado, o Palácio do Planalto foi obrigado a ceder em vários pontos, em uma demonstração do enfraquecimento político que vive, mas mesmo assim não conseguiu até esta segunda-feira (28), oitavo dia da crise, encerrar a paralisação.
“Não é o caminhoneiro, é o brasileiro que não admite a Presidência do Temer. O PT insistiu na Dilma. Deu no deu”, afirmou em nota o líder da bancada do aliado DEM, o senador Ronaldo Caiado (GO).
“A greve dos caminhoneiros detonou a popularidade do Temer e do governo, a população está revoltada. O governo tinha ainda certa credibilidade na equipe econômica. Era um alicerce importante”, afirma o deputado Rogério Rosso (DF), do também aliado PSD.
Um dos principais correligionários de Temer na Câmara, o deputado Beto Mansur (MDB-SP) afirma que todo o espectro político perde, não só Temer. “Tivemos um problema na questão da inteligência do governo, de não saber o tamanho da ‘trolha’, essa é minha opinião, mas tem que procurar resolver. Esse é um processo perde-perde, ninguém ganha.”
Nos bastidores do STF, a avaliação de ministros é a de que o governo subestimou os caminhoneiros. No caso de o desabastecimento se agravar, há, na visão desses magistrados, o risco de uma revolta de maior proporção, com ameaça ao já cambaleante mandato de Temer.
Ainda de acordo com integrantes da corte, o emedebista e o seu entorno estão longe de representar uma voz com força para dialogar com diferentes grupos sociais.
Eles afirmam que em um momento como esse era preciso que Temer procurasse institucionalmente os governadores e chefes de outros poderes. Mas a interlocução do Palácio do Planalto com o STF tem sido feita pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que já conversou com quase todos os 11 magistrados, pessoalmente e por telefone.
Na quinta-feira (24), ele se reuniu por cerca de uma hora com Gilmar Mendes, em Brasília. Nesta segunda (28), o encontro foi com Alexandre de Moraes.
No Congresso, Temer busca se reaproximar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é pré-candidato à sua sucessão.
Durante o fim de semana, quando tentava se desvencilhar da crise, Temer chamou apenas o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para conversar. Não procurou Maia.
Nesta segunda-feira (28), os deputados Baleia Rossi (MDB-SP) e Pauderney Avelino (DEM-AM) costuraram uma conversa entre Temer e Maia, que foi ao Palácio do Planalto no início da tarde.
A TEMPESTADE PERFEITA SOBRE O PRESIDENTE
– enfrenta uma greve de caminhoneiros sem precedentes;
– tem níveis recordes de impopularidade;
– não fez a economia deslanchar, e agora tem de lidar com a alta do dólar;
– perdeu a capacidade de aprovar reformas no Congresso;
– é investigado pela PF em razão de decreto no setor portuário
Folha de São Paulo
O sujo fala do mal lavado. Esses que se pronunciam são cúmplices desse drama. Políticos envolvidos em corrupção no esquema da Petrobrás que quebraram a estatal e, uma Suprema Corte que não julga e, quando julga é benevolente, cada um tem sua parcela nesse quadro social de instabilidade nacional.
portanto, se Temer é fraco é deve cair e os outros… infelizmente, devem continuar pois serão reeleitos por quem reclama que as coisas estão ruim e, sendo assim, as mudanças não irão ocorrer, conforme o desejado pela nação brasileira.
Já vai tarde. Se não presta, é corrupto e não quer sair, o povo coloca pra fora.
FORA CORRUPTO
Defender o Governo, nesse momento, não é defender a pessoa de Temer; mas, antes, defender a governabilidade e a manutenção das pequenas melhoras econômicas no nosso País. Se houver uma (possível) renúncia, quem assumirá é o Dep. Rodrigo Maia, que fará um mandato-tampão até outubro, e o País continuará mergulhado no caos e nas incertezas econômicas.
Não sejam inocentes, reformas tributárias em ano eleitoral não são possíveis, seja em razão de entraves jurídicos, seja por força da inviabilidade política, o que impede a redução de impostos, que, muitas vezes, correspondem a mais da metade do preço dos produtos e serviços que consumimos. Não se iludam: os combustíveis são apenas parte dos problemas. O grande gargalo entre a produção e o seu escoamento é o que trava o nosso País, e não há mudança de presidente que dê jeito na situação; pelo menos, não em um curto período de tempo.
No geral, TODOS os políticos, de TODOS os partidos, são corruptos ou têm problemas com a legalidade dos seus atos. E, caso os militares assumam, eles vão fazer política. Ou seja: mais do mesmo! Nada substitui uma democracia. E o direito de voto é inalienável. Quem quiser viver em um regime de exceção, que se mude para China, Cuba, Coréia do Norte, Venezuela, entre outros paraísos da esquerda decrépita…
Assinado: Ceará Coxa Mundão.
tudo isso e não tem o bom senso de renunciar pois no brasil fazem de tudo para permanecer no poder roubando dinheiro público. Tomara que morra, demonio.