Diversos

Crise no mercado de trabalho faz renda do brasileiro encolher em 2017, aponta IBGE; desigualdade aumenta no Nordeste

(Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

A crise no mercado de trabalho fez a renda do brasileiro encolher em 2017. Em média, a população perdeu R$ 12 no rendimento mensal real na comparação com o ano anterior – passou de R$ 2.124 para R$ 2.112, o que representa uma queda de 0,56%. Já o rendimento proveniente do trabalho caiu R$ 31 no mesmo período – de R$ 2.268 de R$ 2.237, um redução de 1,36%. É o que aponta um levantamento divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Com base na Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o instituto constatou que 60,2% da população – o equivalente a 124,6 milhões de pessoas – tinham algum tipo de rendimento em 2017.

Dentre a população que tinha rendimento, 41,9% o recebia do trabalho e 24,1% de outras fontes – estas se dividem em aposentadoria ou pensão (14,1%); aluguel e arrendamento (1,9%); pensão alimentícia ou doação (2,4%) e outros rendimentos (7,5%), categoria que inclui, por exemplo, seguro-desemprego, programas sociais como o Bolsa Família e poupança.

(Foto: Ilustração: Roberta Jaworski/G1)

As outras fontes de rendimento distintas do trabalho tiveram um acréscimo de R$ 32, passando de R$ 1.350 para R$ 1.382, um aumento de 2,37%.

Dentre estas outras fontes de renda, a mais frequente entre a população é a de aposentadorias ou pensões, que teve acréscimo médio de R$ 32 na passagem de 2016 para 2017 – um aumento de 1,27%.

O gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, afirmou, no entanto, que a variação dos valores de cada uma das fontes de renda não foi estatisticamente relevante.

“O IBGE desenvolveu uma metodologia que aponta de maneira efetiva se essa variação é significativa ou não, e não foi”, afirmou o pesquisador.

A série histórica desta pesquisa do IBGE começou em 2016.

Sudeste puxou redução na renda do trabalho

Considerando apenas a população que tinha renda proveniente do trabalho, o rendimento médio no Brasil ficou R$ 45 abaixo de 2017. Analisando regionalmente, porém, apenas o Sudeste teve queda neste rendimento – passou de R$ 2.625 para R$ 2.425, uma queda de R$ 200.

Em todas as demais regiões houve aumento do valor médio recebido pela população ocupada. A Centro-Oeste foi a que teve o maior aumento real, de R$ 91, seguida pelo Sul (R$ 28), Nordeste (R$ 25) e Norte (R$ 18).

Azeredo lembrou que a região Sudeste foi a que registrou a maior perda de postos de trabalho ao longo do ano. “Vale lembrar que no Rio de Janeiro, por exemplo, eram postos no setor de petróleo, que tem salários altos”, apontou.

Já a situação no Centro-Oeste, segundo o pesquisador, às características de emprego do Distrito Federal. “A maior parte dos trabalhadores de lá está no funcionalismo público, e funcionários públicos não perdem rendimento de trabalho”, explicou.

10% da população concentrou 43% dos rendimentos

A soma dos rendimentos recebidos por todos os brasileiros em 2017 foi de R$ 263,1 bilhões por mês, em média. Desse montante, 43,3% estava concentrado nas mãos de 10% da população do país. Já a parcela dos 10% das pessoas com os menores rendimentos detinha apenas 0,7% da massa.

A pesquisa revelou, ainda, que do total de trabalhadores, aproximadamente 4,4 milhões (5%) recebiam, em média, apenas R$ 47 mensais.

A concentração de renda, entretanto, não variou significativamente em relação a 2016, o que fez com que o índice de Gini – indicador que mostra o nível de desigualdade de renda de um país – se mantivesse em 0,549.

“O grande destaque dessa divulgação é que o Brasil continua um país desigual. Ela evidencia que a desigualdade persiste e que ela não reduz”, enfatizou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

Desigualdade cai no Sudeste e sobe nas demais regiões

Regionalmente, porém, a desigualdade não ficou estável. Ela caiu no Sudeste, e aumentou nas demais regiões, principalmente no Nordeste.

No Sudeste, o índice de Gini recuou de 0,535 para 0,529. Já no Nordeste ele aumentou de 0,555 para 0,567; no Norte, de 0,539 para 0,544; no Centro-Oeste de 0,523 para 0,536 e no Sul de 0,473 para 0,477. O indicador aponta que quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade de renda.

Embora afirme que as variações do Gini regional não tenham tido relevância estatística, Azeredo avaliou que no Sudeste o indicador caiu porque “a população do extrato de renda mais alta foi a que mais perdeu rendimento”, enquanto no Nordeste, onde o índice aumentou, “quem estava embaixo caiu um degrau a mais”, ficando ainda mais distante dos que ganham mais.

1% mais rico ganha 36 vezes mais que os 50% mais pobres

Ao analisar a diferença na concentração de renda, o IBGE apontou as pessoas que faziam parte do 1% da população com os maiores rendimentos (R$ 27.213 mensais em média) ganhavam, em média, 36,1 vezes mais que a metade da população que detinha os menores rendimentos (R$ 754). No ano anterior, este grupo de 1% com maiores rendimentos ganhavam 36,3 vezes a média dos 50% com rendimentos mais baixos.

A região Sul foi a que apresentou a menor distância entre estes dois grupos – o 1% mais rico ganhava em média 25 vezes o montante recebido pelos mais pobres -, enquanto no Nordeste foi observada a maior distância entre eles, de 44,9 vezes.

Segundo a pesquisa, o grupo dos 50% da população com menores rendimentos recebia no Sul do país, em média, R$ 974, mais que o dobro do valor recebido pelo mesmo grupo do Nordeste, que foi de R$ 487.

“Para mudar essa situação o país tem que gerar emprego, emprego decente, promover a educação para todos. Tem que fazer uma série de coisas que já sabemos serem necessárias”, avaliou o pesquisador do IBGE.

Proporção de domicílios com Bolsa Família cai

A pesquisa do IBGE mostrou, ainda, que caiu o percentual de domicílios que contavam com o Programa Bolsa Família na composição do rendimento familiar. Em 2016 este percentual era de 14,3% e caiu para 13,7% em 2017.

O maior percentual de domicílios que contavam com o benefício foi observado no Nordeste. Lá, 28,4% das famílias com algum tipo de rendimento contavam com o Bolsa Família. Em seguida, aparece a região Norte, com 25,8% dos domicílios com repasse da verba federal. No Centro-Oeste, este percentual foi de 8,5%, no Sudeste de 6,7% e no Sul de 4,6%.

O coordenador da pesquisa enfatizou que o rendimento médio domiciliar per captita nos domicílios que contavam com o Bolsa Família era de R$ 324, enquanto naqueles que não tinham o benefício era de R$ 1.489.

“Isso mostra que o acesso [ao programa] é bem aplicado, que mesmo que haja algum tipo de fraude, quem o está recebendo, no geral, tem necessidade de recebe-lo”, avaliou.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Vale ressaltar que quem elegeu Michel Temer, foram os mongoloides Petistas. Já já, vão querer dizer que Temer foi eleito vice com a ajuda da oposição. As lembranças são seletivas desse povo.

  2. Golpe concentrou riqueza e derrubou a renda dos brasileiros

    Em 2017, um ano após o golpe parlamentar de 2016 que levou Michel temer ao poder, os 10% da população com os maiores rendimentos detinham 43,3% da massa de rendimentos do país, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos detinha 0,7% desta massa; pessoas que faziam parte do 1% da população brasileira com os maiores rendimentos recebiam, em média, 36,1 vezes mais que o rendimento médio dos 50% da população com os menores rendimentos , segundo dados da PNAD Contínua do IBGE.

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Cidades

VÍDEOS: Registro de incêndios na Vila de Ponta Negra inclui ônibus em chamas

Vídeo: Cedido

O BLODOBG recebeu, na noite desta quinta-feira (26), um vídeo que mostra uma situação preocupante na Vila de Ponta Negra, localizada na zona Sul de Natal.

Nas imagens, é possível ver um carro próximo a chamas intensas. Um homem, que registrava o momento, narra a cena enquanto o fogo se espalha, chamando a atenção de quem passava pelo local. Um outro vídeo mostra um ônibus em chamas.

Veja:

O caso ocorreu na região da Vila de Ponta Negra e, até o momento, não há informações detalhadas sobre as causas do incêndio ou possíveis feridos.

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Mundo

Avião com 162 passageiros quase colide com helicóptero militar nos EUA

Foto: Reprodução

Um avião comercial e um helicóptero militar quase se envolveram em uma colisão durante um voo na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite de terça-feira (24/3). O caso foi divulgado nesta quinta-feira (26/3) pela Administração Federal de Aviação (FAA).

Dados do site Flightradar24 apontam que a distância entre as duas aeronaves chegou a cerca de 160 metros. O avião transportava 162 passageiros e seis tripulantes. Não houve feridos.

De acordo com as autoridades, a aeronave – um Boeing 737 da companhia United Airlines – se aproximava de um aeroporto por volta das 20h40 quando um helicóptero Black Hawk, do Exército dos Estados Unidos, cruzou sua trajetória.

A companhia aérea informou que os pilotos foram avisados por controladores de tráfego aéreo sobre a presença de uma aeronave militar na região e conseguiram visualizar o helicóptero durante a aproximação.

A FAA abriu investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido. Entre os pontos analisados está a possível violação de uma regra recente que proíbe que pilotos mantenham separação entre aeronaves apenas com base na visão, sem o uso de instrumentos, em áreas próximas a grandes aeroportos.

O episódio ocorre poucos dias após um avião da Air Canada Express colidir com um caminhão de bombeiros na pista do Aeroporto LaGuardia, em Nova York. O acidente deixou dois mortos – o piloto e o copiloto – e 41 feridos, entre eles dois funcionários que estavam no veículo.

Metrópoles

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Política

Lula atribui precariedade em hospitais federais do Rio à família Bolsonaro

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu a precariedade dos hospitais federais do Rio de Janeiro à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente esteve nesta quinta-feira (26) em Niterói, na abertura da Caravana Federativa do Governo Federal.

Lula fez referência ao Hospital Federal do Andaraí, municipalizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. Segundo o presidente, a gestão passada foi responsável pela pela “mercantilização” do setor hospitalar no estado.

“Os hospitais federais aqui do Rio de Janeiro estavam na mão da família Bolsonaro, que não cuidou desse hospital com o mínimo de respeito. A cozinha não funcionava, a UTI não funcionava, a emergência não funcionava. O que era mais grave: os funcionários do hospital Andaraí pagavam o estacionamento para colocar o carro pra ir trabalhar. O hospital tinha sido mercantilizado. E não sei que tipo de gente tomava conta daquele hospital”, afirmou o presidente.

Em outra visita à capital do estado, em fevereiro, Lula afirmou que os hospitais da região foram usados como “moeda de troca eleitoral” em momento de campanha.

Lula participou da abertura da Caravana Federativa do Governo Federal no Centro da cidade do Rio de Janeiro. O evento teve como objetivo ampliar o acesso a programas sociais, serviços e investimentos da União. Ele afirmou que o governo firmou um acordo com a Prefeitura da capital de repasse de recursos com a meta de transformar os hospitais federais em “centros de excelência”.

A CNN procurou o senador Flávio Bolsonaro para comentar as declarações do presidente e aguarda retorno.

CNN

Opinião dos leitores

    1. Gustavo, vá se tratar. Procure um psiquiatra urgente. Não deixe pra depois.

  1. O bichim bem que tentou, passou 08 anos arrumando para ele e a cambada, depois passou o bastão a anta, ficou querendo mandar, só que entrou em colapso, já se vão três anos de presidente, educação, segurança , saúde, infraestrutura, indicadores em queda, estatais no vermelho, rombo, dívida pública nas alturas, juros idem, e esse desmemoriado ridículo ainda não tira da boca o nome Bolsonaro, isso é doença, devia gritar por Mácron o tempo todo.

  2. Esse idoso está equivocado, qualquer problema vem com fack news, o problema é da incompetência de seu governo.

  3. SERÁ QUE, SE ESSA ANTA SE REELEGER, EM 2030, AINDA VAI TÁ CULPANDO BOLSONARO, PELA GESTÃO PÍFIA QUE ELE FAZ? ESQUECE BOLSONARO, DESGRAÇA!

  4. O nove dedos está a mais de 3 anos na presidência e não tomou nenhuma providência. É no mínimo conivente.

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Política

Prefeita Marina Trindade inaugura novo Mercado Público e anuncia pacote de obras no centro de Pedro Avelino

Foto: Divulgação

Pedro Avelino viveu um momento histórico nesta quinta-feira com a inauguração do novo Mercado Público Municipal, um equipamento aguardado há anos pela população e que agora se torna símbolo de desenvolvimento, fortalecimento da economia local e valorização das tradições do município.

A solenidade contou com grande participação popular, reunindo moradores, lideranças locais e autoridades em um ambiente marcado por emoção e sentimento de conquista coletiva. O espaço, moderno e estruturado, foi pensado para oferecer mais conforto, organização e dignidade tanto para comerciantes quanto para a população.

Durante o evento, a prefeita Marina Teodoro da Trindade destacou a importância da obra para o presente e o futuro da cidade. Em sua fala, ressaltou que o mercado representa não apenas uma entrega física, mas um novo ciclo de oportunidades para geração de renda e fortalecimento da economia local.

Na ocasião, a prefeita também assinou a ordem de serviço para a construção de um complexo de obras no entorno do mercado, que inclui um playground e uma academia voltada para os jovens, ampliando o espaço como um ponto de convivência, lazer e integração social.

O evento contou ainda com a presença do deputado estadual Tomba Farias, que, em um discurso emocionado, destacou a importância da entrega do equipamento como o cumprimento de um compromisso firmado com a população. Segundo ele, a obra só foi possível graças à sua articulação, com o apoio e empenho do então senador Rogério Marinho.

Com investimento superior a R$ 1 milhão, o novo Mercado Público Municipal já está em pleno funcionamento e passa a oferecer uma estrutura adequada para comercialização de produtos, além de promover mais conforto, lazer e qualidade de vida para toda a população de Pedro Avelino.

A entrega reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento urbano, a valorização dos espaços públicos e o cuidado com as pessoas, consolidando mais um avanço importante para o município.

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Judiciário

STF forma maioria contra prorrogação da CPMI no INSS

Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) por 7 votos a 2 contra a prorrogação da CPMI do INSS. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram a favor da liminar que determina o adiamento da comissão. Já os magistrados Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Carmem Lúcia e Gilmar Mendes votaram juntos em divergência a Mendonça e Fux e formaram a maioria.

Ainda resta o presidente da Corte, Edson Fachin, para determinar o último voto.

Na última segunda-feira (23), Mendonça já havia determinado que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), oficializasse a prorrogação da CPMI em até 48h. Ele atendeu a um mandado de segurança da cúpula do colegiado, que acusou Alcolumbre de omissão por não ler o requerimento de extensão dos trabalhos.

Em caso de inércia de Alcolumbre em ler o requerimento, Mendonça determinou que a presidência da CPI “estará imediatamente autorizada a prorrogar o funcionamento regular” dos trabalhos pelo prazo que a minoria parlamentar entender necessário.

Jovem Pan News

Opinião dos leitores

  1. A corrupção venceu, a máfia criminosa organizada venceu , o Brasil perdeu, A corrupção adentrou aos tribunais superiores, anarquia, absurdo

  2. O STF sempre pisoteando nos aposentados, foi assim na Revisão da Vida Toda e agora no roubo dos emprestos

  3. A ala podre do STF não tem vergonha de passar vergonha.
    É muito triste ver a onde chegou a suprema corte do Brasil, uma corte focada em proteger criminosos

  4. MAIS UMA PIZZA PRA COLEÇÃO, O SISTEMA É BRUTO, TÁ MUITO BEM APARELHADO! OUTUBRO VEM AÍ, VAMOS FICAR DE OLHOS ABERTOS! NÃO É FÁCIL DERROTAR O SISTEMA.

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Brasil

Gilmar chama vazamentos de “vexame” e cobra “desculpas” de parlamentares

Foto: Victor Piemonte

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), definiu como “vexame” o vazamento de dados e conversas íntimas durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.

O magistrado disse ainda que parlamentares deveriam se desculpar pelo ocorrido.

“Mas o problema maior é depois a falta de total escrúpulo. Porque se divulga, confiada na impunidade. Tem pessoas já velhas, com mais de 60 anos entrando na sala-cofre para depois ficar contando coisa que nada tem a ver com a investigação”, declarou.

“Isso é indigno. Não é bom para os senhores, para o parlamento, para as instituições. Os senhores não pediram desculpas ainda por esse episódio lamentável!”, completou o magistrado.

A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (26), durante o julgamento no plenário da Corte, que analisa a decisão do ministro André Mendonça sobre a prorrogação da CPMI do INSS. O relator foi o primeiro a votar e já se manifestou pelo referendo da liminar, propondo a prorrogação do colegiado por 60 dias.

Ao pedir a palavra durante o voto do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar afirmou que não existe quebra de sigilo em bloco sem individualização ou justificativa adequada, como ocorreu na comissão. O magistrado disse, ainda, que as informações foram divulgadas “confiadas na impunidade” dos parlamentares.

Não é a primeira vez que o decano sobe o tom e critica os vazamentos. No início de março, Gilmar afirmou que a exposição de conversas privadas sem qualquer relação com crimes é uma “gravíssima violação ao direito à intimidade”.

A declaração foi feita nas redes sociais do ministro, ao comentar reportagem sobre a intenção da empresária Martha Graeff de acionar a Justiça após a divulgação de mensagens com Daniel Vorcaro.

CNN

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Política

Allyson renuncia ao cargo de prefeito de Mossoró nesta sexta e vice, Marcos Medeiros, tomará posse

Foto: Célio Duarte

O município de Mossoró terá mudança no comando do Executivo a partir desta sexta-feira (27). A Câmara Municipal de Mossoró realiza, às 16h, sessão para leitura da carta de renúncia do prefeito Allyson Bezerra (União). Após a formalização da vacância do cargo, o vice-prefeito Marcos Medeiros (Republicanos) será empossado como novo prefeito. A solenidade de posse está marcada para as 18h, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

A carta de renúncia foi protocolada pelo chefe do Executivo mossoroense junto ao Legislativo municipal e será publicada por meio de Ato da Presidência no Diário Oficial do Município. O documento também foi lido em plenário durante sessão ordinária realizada na quarta-feira (25). Allyson deixa o cargo para cumprir com a exigência legal de desincompatibilização do cargo para poder se candidatar nas eleições desse ano ao cargo de governador.

As atividades serão transmitidas ao vivo pela TV Câmara (canal aberto 22.2) e pelo canal oficial da Câmara Municipal de Mossoró no YouTube.

Tribuna do Norte

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Política

Na reta final da janela partidária, nominata do MDB se consolida como uma das mais atrativas das Eleições 2026

Foto: Divulgação

A poucos dias do encerramento da janela partidária, previsto para o próximo dia 3 de abril, a nominata do MDB se consolida como uma das mais atrativas para as Eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Com um grupo competitivo e bem estruturado, o partido está próximo de fechar os 25 nomes da nominata e trabalha com a possibilidade concreta de eleger até quatro deputados estaduais.

Encabeçada pelo presidente estadual da sigla, Walter Alves, a nominata reúne nomes de peso e forte presença política em diversas regiões do estado. Entre os destaques estão ex-prefeitos, lideranças políticas, ex-deputado, vereadores e ex-vereadores que fortalecem ainda mais o grupo.

De acordo com projeções internas, o cenário é bastante favorável. A estimativa é de que o segundo candidato eleito pela legenda precise alcançar cerca de 25 mil votos, enquanto o terceiro nome da nominata pode garantir uma vaga na Assembleia Legislativa com aproximadamente 18 mil votos. Números considerados viáveis diante da densidade eleitoral dos pré-candidatos.

O desempenho promissor é resultado de um trabalho de articulação política conduzido por Walter Alves, que vem aglutinando lideranças expressivas e ampliando a capilaridade do MDB em todas as regiões do estado. A estratégia tem como foco montar uma nominata competitiva e equilibrada, capaz de maximizar o desempenho do partido nas urnas.

Com esse cenário, a expectativa é de que o MDB surpreenda nas Eleições marcadas para o dia 4 de outubro de 2026, consolidando-se como uma das principais forças políticas na disputa proporcional no Rio Grande do Norte.

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Geral

VÍDEO: Mendonça vota pela prorrogação da CPI do INSS e defende resposta a ‘roubo de bilhões dos mais vulneráveis’

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, defendeu a prorrogação da CPMI do INSS, que investiga fraudes em benefícios previdenciários.

Para ele, a continuidade dos trabalhos é necessária diante de um “roubo de bilhões de reais” que atingiu pessoas vulneráveis, como idosos e famílias de baixa renda.

Mendonça também criticou a cúpula do Congresso, apontando “omissão” por não dar andamento ao pedido de prorrogação da comissão. Ele determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, leia o requerimento para estender os trabalhos.

A CPMI pediu mais 90 dias de funcionamento, com possibilidade de prorrogação adicional. O pedido foi ignorado por Alcolumbre, o que levou o caso ao STF.

Agora, os demais ministros vão decidir se mantêm ou derrubam a decisão de Mendonça. Nos bastidores, a avaliação é que ele pode não ter votos suficientes para vencer.

Lideranças do Congresso criticam a medida e afirmam que o STF está interferindo em uma atribuição do Legislativo, ferindo o princípio da separação dos poderes.

Além disso, há receio de que a prorrogação da CPMI impacte o cenário eleitoral e amplie tensões políticas. Parlamentares também temem que as investigações avancem sobre diferentes grupos e gerem novos desgastes.

Dentro do STF, parte dos ministros defende estabelecer limites mais claros para o funcionamento de CPIs, para evitar que comissões sejam usadas como instrumento de pressão sobre a Corte.

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Geral

Magistrados reclamam de ‘severa redução remuneratória’ com decisão do STF sobre penduricalhos

Foto: Gustavo Moreno/ST

A Associação dos Magistrados Brasileiros criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou os penduricalhos pagos às carreiras da Justiça, afirmando que a medida implica “redução remuneratória imediata” e atinge “direitos reconhecidos”.

De acordo com os magistrados, a decisão do STF tem largos “efeitos”. “Afeta a previsibilidade do regime jurídico da magistratura, impacta a atratividade da carreira e tende a produzir reflexos na organização e na eficiência da prestação jurisdicional” sustenta.

Em julgamento nesta quarta, o STF estabeleceu um teto de 70% para o pagamento de indenizações à magistratura e às carreiras do Ministério Público enquanto o Congresso Nacional não editar lei sobre os penduricalhos. Considerando os valores máximos das indenizações autorizadas, a remuneração máxima da magistratura a partir de abril será de R$ 78,7 mil.

A Corte máxima fixou quais indenizações podem ser pagas, no limite de 35% do valor do subsídio do magistrado. Ainda estabeleceu um teto à parte, também de 35%, para o pagamento do adicional por tempo de serviço, que foi rebatizado como parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira. O benefício é calculado de acordo com o tempo de servido de cada magistrado – 5% a cada cinco anos.

Em nota, AMB citou o “enfraquecimento” da magistratura e invocou “condições institucionais necessárias ao adequado funcionamento do Poder Judiciário”.

A entidade que congrega associações de diferentes ramos da justiça destacou que a “defasagem remuneratória relevante” da magistratura em contraposição com a “elevada carga de trabalho” da classe.

“Causa perplexidade que a via que admite a criação de deveres, não seja admitida também para a regulação de direitos. O julgamento tende a intensificar esse contexto de perda”, sustenta.

A entidade defendeu, especificamente um dos penduricalhos que agora foi extinto pelo STF: a licença compensatória. O benefício foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça. Segundo a decisão do STF, só são permitidas indenizações criadas por lei promulgada pelo Congresso Nacional.

A AMB defendeu o benefício, afirmando que ele foi criado como ” mecanismo de compensação pelo exercício de atividades extraordinárias”. A entidade diz que os magistrados brasileiros convivem com “excesso de trabalho” que “impacta também a saúde” dos mesmos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A mamadeira tava cheia de leite com açúcar, mel de abelha 🐝 e adoçante, assim é mão na roda, tem que ganhar pelo trabalho e nao pra ter Status, dinheiro justo, dinheiro certo pelo desempenho correto, acho muito benefício, justo pelo justo.

  2. Se está achando ruim…va para o serviço privado. Serviço público não era pra ser uma forma de enriquecer as custas do povo…mas para servir o povo. Quer ficar rico…monte uma empresa

  3. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

    O Brasil é um verdadeiro circo, onde os palhaços somos nós (o povo).

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