Saúde

Cuidados para evitar covid-19 levaram à queda de outras doenças respiratórias no Brasil

Foto: reprodução

Quando os primeiros casos de covid-19 no País foram registrados no fim de fevereiro, coincidindo com o início da chamada “temporada de gripe”, os médicos temeram pelo pior. Um novo vírus muito contagioso se somaria a todos os outros patógenos respiratórios que costumam circular nesta época do ano, atingindo sobretudo as crianças. Mas a realidade se revelou bem diferente. A ocorrência dessas outras doenças caiu em mais de 70%. As internações de casos pediátricos graves foram reduzidas em 80%.

Os hábitos de isolamento social, uso de máscara e higiene pessoal redobrada adotados por causa da pandemia foram os grandes responsáveis pela queda expressiva das outras doenças respiratórias no País, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, comprovando a eficácia das barreiras físicas na disseminação de micróbios. Praticamente não tivemos “temporada de gripe”. E as crianças foram as mais poupadas.

O número de ocorrências de síndromes respiratórias graves causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), um dos mais comuns entre março e junho, caiu 76,4% entre janeiro e agosto deste ano quando comparado à média dos últimos três anos nos mesmos meses. Os casos de gripe também despencaram – uma redução de 62,2%. Os números são do sistema Infogripe, da Fiocruz.

“Todo o cenário estava armado para termos uma temporada especialmente grave de influenza este ano”, afirma Marcelo Gomes, coordenador do Infogripe. “Já tínhamos registrado um número de casos de gripe acima da média em fevereiro, bem antes do período em que costuma começar a temporada, mais perto do inverno. Além disso, tínhamos tido uma temporada muito forte de influenza no Hemisfério Norte e, quando isso ocorre, a tendência é se repetir por aqui.”

Em meados de março, no entanto, as medidas de isolamento social tiveram início, as escolas foram fechadas, e as campanhas para estimular a lavagem das mãos e o uso do álcool gel tomaram conta da mídia. Embora a máscara não tenha sido recomendada num primeiro momento, logo em seguida ela também foi adotada por parte da população.

“A partir daí o que vimos foi uma queda significativa e brutal dos casos graves de síndromes respiratórias”, aponta Gomes. “As ações que tomamos para tentar diminuir a velocidade de disseminação da covid foram eficientes para os outros vírus respiratórios que têm a mesma dinâmica de transmissão.”

Os dados do Infogripe mostram que o número de ocorrências graves de influenza de janeiro a agosto de 2019, por exemplo, foi de 6 mil, ante menos de 2 mil no mesmo período deste ano. Nos oito primeiros meses do ano, o número de casos de síndrome respiratória grave causada pelo vírus sincicial respiratório caiu de 5.765 em 2019 para 1.047 este ano. Segundo Gomes, a subnotificação é desprezível, porque o painel só registra os casos muito graves, em que os pacientes precisam ser hospitalizados.

Margareth Dalcolmo, pneumologista da Fiocruz, cita que também colaborou para esta queda a alta cobertura que a vacinação contra influenza alcançou neste ano. Logo que o coronavírus chegou ao Brasil, as autoridades de saúde incentivaram a vacinação justamente como medida para evitar a ocorrência de várias doenças respiratórias ao mesmo tempo, o que poderia aumentar a procura por hospitalização, prejudicando ainda mais a oferta. De acordo com o DataSus, a cobertura superou os 90% da população alvo no País.

Mas se as medidas foram tão eficientes contra os outros vírus, por que, então, os casos de covid não foram controlados também? A principal explicação é que a capacidade de transmissão do Sars-Cov-2 é bem maior do que a dos outros vírus – e este é um dos motivos que o tornam potencialmente mais perigoso. Se o isolamento social – ainda que parcial em muitos Estados – não tivesse sido feito, a tragédia da covid-19 teria sido bem maior.

A queda mais significativa no número de casos de outras gripes ocorreu entre as crianças. Com todas as escolas do País fechadas, elas realmente ficaram mais isoladas durante a maior parte da epidemia. Além disso, diferentemente do que ocorre em outras doenças respiratórias, elas não são o alvo preferencial da covid-19. Os mais vulneráveis são os adultos e os idosos.

Um novo estudo do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) revelou que as internações por infecções respiratórias comuns em UTIs pediátricas tiveram uma queda de 80% em 2020 em comparação com os três anos anteriores.

“As UTIs pediátricas ficaram muito vazias”, relata o pediatra José Colleti Jr, coordenador da UTIP do Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo, que participou do estudo. “Muitas delas, inclusive, fecharam porque não tinham pacientes e acabaram sendo transformadas em UTIs de covid. Alguns intensivistas pediátricos fizeram cursos rápidos e foram transferidos para unidades de adultos.”

O estudo foi feito em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva Pediátrica em 15 hospitais da Rede D’Or em Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Distrito Federal. A confirmação dos primeiros casos de covid no fim de fevereiro e começo de março, coincidindo com o início da temporada sazonal de doenças provocadas por vírus respiratórios, alarmou os médicos, sobretudo os pediatras, porque as crianças, normalmente, são mais vulneráveis aos patógenos respiratórios.

“Nesta época do ano, normalmente, as emergências pediátricas ficam lotadas, prontos socorros fecham por não terem condições de atender mais doentes, falta vaga em UTIs pediátricas”, enumera Colleti Jr. “Quando o novo coronavírus surgiu, não sabíamos como ele se comportaria em crianças. Ficamos com muito medo que se somasse às doenças que já tínhamos normalmente provocando uma verdadeira tragédia. Mas aconteceu justamente o contrário.”

“Não é que os vírus deixaram de existir, mas eles não circularam de forma tão intensa”, afirma a pediatra Patrícia Barreto, presidente do Departamento de Doenças do Aparelho Respiratório da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj). Segundo Patrícia, uma lição importante a ser mantida depois da volta às aulas, é que crianças com qualquer sintoma de doença respiratória, como febre e coriza, não devem ser mandadas para a escola como muitas vezes costumava ser feito.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Falácia, o que fez as pessoas não saíram de casa foi o terrorismo psicológico. Fica em casa. Só comparar os dados de cartórios com anos anteriores. Estranho o número de infartos terem diminuído também. A" ciência" evoluiu tanto assim durante este aprisionamento?

  2. Apesar do covid 19 ter em 2020 provocado um elevado número de perdas dos nossos entes queridos, por outro lado as estatísticas vão constatar uma redução significativa no número total mortes no mundo, resultante das paralisações das atividades econômicas. Isso servirá para reflexões sobre se vale a pena essa procura incessante de riqueza, tendo em vista suas consequências na qualidade de vida do ser humano.

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Mesa Diretora do Conselho Deliberativo ABC renuncia e convoca novas eleições

O Conselho Deliberativo do ABC Futebol Clube convocou uma reunião extraordinária para o dia 29 de setembro, com o objetivo de eleger uma nova Mesa Diretora após as renúncias apresentadas pelos atuais integrantes.

O edital é assinado por Erica Lopes Araripe do Nascimento, presidente do Conselho Deliberativo; Ricardo Couto e Silva, vice-presidente; e Nathália Rafaela Fidelis Campos, secretária. O documento informa que as renúncias dos atuais integrantes da Mesa Diretora produzirão efeitos somente após o encerramento da reunião extraordinária.

A reunião será realizada presencialmente na sede administrativa do clube, às 19h, em primeira chamada, e às 19h30, em segunda convocação. De acordo com o edital publicado nesta sexta-feira (18), serão escolhidos o novos presidente, o vice-presidente e o secretário do Conselho Deliberativo. A nova composição cumprirá o período restante do atual mandato.

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Análise do celular de Vorcaro passa a ter acesso restrito em gabinetes no STF; arquivo enviado pela PF tem 500 gigabytes

Foto: Divulgação/Banco Master

Os ministros do STF passaram a restringir o acesso aos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em meio à crise envolvendo o Banco Master. O material, enviado pela Polícia Federal, tem cerca de 500 GB e reúne mensagens, áudios, documentos e registros de atividades do aparelho.

A análise busca identificar informações relevantes e eventuais lacunas nos relatórios produzidos pela PF. Segundo relatos, os ministros ainda não definiram quais serão os próximos passos nem estabeleceram prazo para concluir a avaliação.

A PF informou que utilizou ferramentas especializadas para copiar, recuperar e organizar os dados, inclusive informações apagadas ou protegidas por senha. As cópias foram encaminhadas a Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques. A corporação afirmou que os arquivos são idênticos à extração original, que permanece sob cadeia de custódia.

O acesso ao conteúdo ocorreu após uma disputa entre ministros pelo espelhamento integral do aparelho. Zanin e Gilmar haviam solicitado acesso a Fachin, enquanto Mendonça, relator dos casos relacionados ao Master, alertou para possíveis impactos no julgamento.

O celular de Vorcaro foi apreendido em novembro do ano passado. A extração revelou contatos com autoridades dos Três Poderes e já serviu de base para operações contra os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner.

O conteúdo também colocou Moraes no centro da crise. Segundo relatório da PF, o ministro trocou 52 mensagens com Vorcaro e teria participado de tratativas envolvendo um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A PF também apontou encontros entre os dois e um pedido de ajuda do banqueiro diante de ações contra o banco.

Moraes classificou as mensagens atribuídas a ele como fantasiosas e afirmou que nunca favoreceu Vorcaro ou o Banco Master.

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Dono de ONG que recebeu R$ 5,6 milhões do governo federal mobiliza campanha paralela de Lula com aval de Janja

Janja participa de live eleitoral com integrantes do Ministério da Cultura e João Paulo Mehl | Foto: Movimento Cultura Com Lula via YouTube

Uma estrutura de mobilização em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne ações presenciais e digitais em todos os Estados e tem entre seus principais articuladores João Paulo Mehl, dono de uma ONG que recebeu R$ 5,6 milhões do governo federal desde 2023, segundo reportagem do Estadão.

Mehl é fundador da ONG Coletivo Soylocoporti, que recebeu R$ 3,4 milhões do Ministério da Cultura e R$ 2,3 milhões do Ministério das Cidades. A entidade foi contratada para coordenar o Comitê de Cultura do Paraná. Segundo o Estadão, o site do Movimento Cultura com Lula utiliza a infraestrutura tecnológica da Rede Livre, coordenada por Mehl.

A legislação eleitoral proíbe propaganda eleitoral, ainda que gratuita, em sites ou perfis de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. As regras também determinam que os endereços eletrônicos utilizados por campanhas sejam informados à Justiça Eleitoral.

Batizado de Movimento Cultura com Lula, o grupo utiliza a estrutura tecnológica da chamada Rede Livre, que reúne mais de 1,3 mil sites, blogs e influenciadores, e conta com a participação do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, além de Roberta Malvão, coordenadora-geral dos escritórios estaduais da pasta.

O movimento afirma que a iniciativa é independente e não possui vínculo institucional com o governo ou com a campanha oficial de Lula, e diz atuar de forma voluntária. A campanha do presidente também declarou que a iniciativa não integra oficialmente sua estrutura eleitoral. O Ministério da Cultura afirmou que orientou seus servidores a cumprir a legislação e que não utiliza a estrutura da pasta em atividades político-eleitorais.

Apesar disso, o movimento divulga pedidos de voto em Lula, organiza grupos de WhatsApp, oferece materiais de campanha e promove mobilizações presenciais. Em uma transmissão virtual no dia 14, que teve mais de 21 mil visualizações, participaram Janja, a ministra Margareth Menezes, Mehl e Malvão. A primeira-dama pediu mobilização para conquistar eleitores ainda indecisos.

Com informações de Estadão

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1ª Turma do STF rejeita recurso e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro em caso de coação

Foto: TV Câmara/Youtube

A Primeira Turma do STF formou maioria para manter a condenação de Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. A pena inclui também 50 dias-multa, com cada dia equivalente a dois salários mínimos, e deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.

Além do relator, Alexandre de Moraes, votaram pela rejeição do recurso da Defensoria Pública da União (DPU) os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Luiz Fux ainda não havia votado até a noite de sexta-feira (18).

De acordo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Eduardo atuou nos Estados Unidos, inclusive junto ao presidente Donald Trump, para pressionar por sanções contra ministros do STF e contra o Brasil, com o objetivo de beneficiar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes afirmou ainda que as articulações ultrapassaram os limites da atuação política e representaram uma ameaça às instituições brasileiras. “Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Isso não consta, desde a Constituição do Império até a atual, como função de deputado federal”, disse Moraes.

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STTU Natal: 120 vagas e salários iniciais de R$ 8 mil

O concurso da STTU Natal está avançando e prevê 120 vagas para Agente de Mobilidade Urbana, cargo de nível superior em qualquer área, com salário inicial de R$ 8 mil.

Enquanto o edital não é publicado, o IAP Cursos já inicia a preparação. No dia 22 de setembro, começa uma nova turma presencial voltada para o concurso, com aulas teóricas e uma preparação estruturada para quem deseja começar os estudos com antecedência e sair na frente.

✅ A equipe que mais aprova no RN;
✅ O conteúdo mais atualizado e direcionado ao concurso;
✅ Material teórico;
✅ A estrutura completa que você precisa para conquistar a aprovação.

As inscrições já estão abertas. Saiba mais em iapcursos.com ou no WhatsApp (84) 98128-0434

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EDITORIAL FOLHA DE S. PAULO: Medida de Lula une pânico eleitoral e populismo gastador


Evaristo Sá/AFP

A 17 dias do primeiro turno da corrida presidencial, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reajusta o Bolsa Família em 15% — a primeira correção do benefício em três anos e meio. A medida custará R$ 22,7 bilhões em 2027, que não constam do projeto de Orçamento enviado pelo Executivo ao Congresso há menos de três semanas.

Os dados não deixam dúvida quanto ao propósito descaradamente eleitoreiro da medida, que une o pânico de Lula diante de uma disputa cada vez mais acirrada à sua convicção populista de que todo problema se resolve com mais gasto público — poucos dias atrás, ele qualificou de “babaquice” o controle orçamentário.

Para emprestar legalidade à benesse, o governo argumenta que se trata de mera reposição do INPC. A manutenção do poder de compra do benefício é sem dúvida correta e desejável; o problema está em postergá-la até às vésperas de uma votação, sem previsibilidade nem planejamento.

As regras existem para impedir que os ocupantes de cargos executivos usem a máquina pública para desequilibrar a eleição. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais trechos da emenda constitucional que, no pleito anterior, permitiu a Jair Bolsonaro (PL) reajustar o mesmo Bolsa Família, à época chamado de Auxílio Brasil.

O precedente pode não se aplicar automaticamente a um reajuste, mas serve de todo modo para expor a anormalidade do que se faz agora. O casuísmo é provado pela falta de previsão nos Orçamentos deste ano e do próximo. Se a medida constituísse etapa normal e previsível de uma política pública, o dinheiro estaria reservado desde antes.

Agrava-se, com isso, a já calamitosa situação das contas. A peça orçamentária de 2027 —de responsabilidade de um presidente que considera equilíbrio fiscal “babaquice”— projeta oficialmente um superávit de R$ 18,6 bilhões, sem contar juros. Já a Instituição Fiscal Independente (IFI, ligada ao Senado), partindo de cenários mais realistas, calcula déficit de R$ 86 bilhões.

Sobre esse balanço depauperado recairá uma conta adicional vultosa, sem compensação clara. O país deve completar 14 anos de desequilíbrio fiscal iniciado sob Dilma Rousseff (PT) e de novo agravado sob Lula 3.

A dívida pública chegou a históricos 82,5% do PIB; os juros se mantêm entre os maiores do mundo há décadas, o que ajuda a explicar o pífio desempenho econômico do Brasil no período.

O populismo tem preço crescente. Famílias e empresas amargam endividamento recorde, e a atividade perde fôlego. Há risco concreto de uma recessão.

Não se discute a importância do Bolsa Família em um país tão desigual. Justamente por isso, seus beneficiários não podem ser tratados à base de clientelismo oportunista. O quanto governantes podem manipular a assistência aos pobres conforme o calendário eleitoral é uma questão a ser respondida pela Justiça.

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DATAFOLHA: Desconfiança no STF dispara, vai a 48% e atinge recorde


Divulgação/STF

A desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior patamar desde o início da série histórica, em 2012, alcançando 48% dos entrevistados que afirmam não confiar na corte, é o que mostra a última pesquisa do Datafolha. No levantamento anterior, realizado em março, a desconfiança diante do Supremo era de 43%.

O índice inédito marca a primeira vez em que o descrédito no Supremo supera numericamente o observado em outras três instituições que historicamente acumulavam maiores rejeições, patamares que já superaram 65%: a Presidência, o Congresso e os partidos políticos. Na pesquisa atual, os percentuais de desconfiança são de 42% para a Presidência, 45% para o Congresso e 45% para os partidos.

Impacto de crise interna e divisões

O aumento da desconfiança ocorre em meio a uma semana marcada por embates públicos no plenário do STF. Os ministros discutiram se Alexandre de Moraes deveria ser investigado devido a conversas suspeitas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontadas em relatório apresentado por André Mendonça.

No recorte de confiança, 14% dos entrevistados dizem confiar muito no Supremo, enquanto 35% afirmam confiar um pouco. Na pesquisa anterior, esses índices registravam 16% e 38%, respectivamente.

A pesquisa do Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026. O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados apontam que a rejeição ao STF varia conforme o perfil socioeconômico e político.

O descrédito é maior entre os homens (54%) do que entre as mulheres (43%). A desconfiança sobe para 60% entre quem possui renda familiar superior a cinco salários mínimos. Já entre os que avaliam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssimo, a rejeição chega a 75%.

Entre eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, 69% afirmam não confiar no STF, frente a 22% de desconfiança entre os eleitores do presidente Lula.

Opinião dos leitores

  1. Confiança NENHUMA, fora todos, e novos criterios para adentrar a suprema corte, como ter sido Juiz de carreira idade no minimo 50 anos, vida particular e profissional ILIBADA, não ser nomeado por politicos e 10 anos de gestão, depois vai embora.

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[VÍDEO] Advogado de Vorcaro diz que ex-banqueiro poderia ter colaborado com delação se houvesse interesse da PF


Reprodução/SBT News

O advogado Sérgio Leonardo, que representa a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou nessa sexta-feira (18), em entrevista ao SBT News, que seu cliente teria plenas condições de contribuir de forma decisiva para o esclarecimento dos fatos e o restabelecimento da verdade se a Polícia Federal tivesse demonstrado “interesse” em uma possível colaboração premiada.

Segundo a defesa, até o momento não houve interesse para delação do ex-banqueiro. “Eu tenho certeza absoluta de que Daniel Vorcaro pode contribuir de forma decisiva para o esclarecimento dos fatos. Eu não tenho nenhuma dúvida disso”, comentou o advogado. 

Apesar de não ter firmado um acordo de delação, o defensor reforçou que o ex-banqueiro mantém a disposição de prestar esclarecimentos e detalhar informações nos diversos depoimentos previstos no âmbito das investigações.

Opinião dos leitores

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Rio Grande do Norte realiza maior evento do Brasil sobre saúde mental e prevenção do suicídio


Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte realizou, nesta semana, o que se consolida como o maior evento do Brasil dedicado à saúde mental e à prevenção do suicídio. A programação, realizada entre os dias 16 e 18 de setembro, reuniu profissionais de diferentes instituições e estados, especialistas, estudantes, professores e representantes das áreas de saúde, segurança pública, educação, assistência social, Justiça, imprensa, entre outros segmentos.

Com uma proposta que alia conhecimento técnico, reflexão e acolhimento, o evento trouxe ao Estado grandes nomes nacionais, como Monja Coen, Neury Botega, Karen Scavacini e Leandro Karnal, além do Coronel Diógenes Munhoz, do Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo, referência nacional na abordagem técnica e humanizada a tentativas de suicídio.

A programação também contou com especialistas de destaque no Rio Grande do Norte, entre eles Débora Sampaio, Adriano Araújo e Euglena Lessa, ampliando o debate e promovendo a integração entre diferentes áreas que atuam direta ou indiretamente na promoção da saúde mental e na prevenção do suicídio.

Em Natal, na quarta-feira (16), o Teatro Riachuelo recebeu quase 2 mil participantes para um dia inteiro de palestras, debates e atividades voltadas à valorização da vida.

No dia seguinte, quinta-feira (17), profissionais participaram de uma atualização e nivelamento do Protocolo Nacional de Abordagem Técnica e Humanizada a Tentativas de Suicídio, realizado no auditório da FIERN. A atividade teve como objetivo atualizar conhecimentos e fortalecer a qualificação dos profissionais que atuam em situações de urgência e emergência.

A programação foi encerrada nesta sexta-feira (18), em Mossoró, no Teatro Dix-Huit Rosado, que ficou lotado para receber mais de 700 participantes. O público foi formado por profissionais, estudantes universitários, professores, gestores e representantes de instituições públicas e privadas.

Além da dimensão técnica e científica, o evento também teve um forte caráter social. O acesso à programação foi gratuito para a população, mediante ações de solidariedade, e foram arrecadados mais de uma tonelada de alimentos. Os recursos obtidos com as inscrições também foram destinados a instituições beneficentes que atuam na área da saúde mental.

Uma iniciativa que nasceu no Rio Grande do Norte

O projeto teve como idealizador e principal articulador de sua organização o Coronel Christiano Couceiro, do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte. A iniciativa vem sendo construída a partir da integração entre instituições e da compreensão de que a prevenção do suicídio exige atuação conjunta, qualificação profissional e, sobretudo, capacidade de dialogar com a sociedade.

A realização do evento também evidencia uma perspectiva de gestão que ultrapassa a execução de uma programação. A proposta foi transformar o debate sobre saúde mental em uma grande mobilização social, reunindo conhecimento, profissionais, instituições, solidariedade e participação popular em torno de uma mesma mensagem.

Ao longo dos três dias, o evento manteve uma característica que se tornou uma de suas marcas: falar sobre temas sensíveis com responsabilidade, mas também com leveza, acolhimento e esperança.

Mais do que discutir a prevenção do suicídio, a programação colocou em evidência a importância de falar sobre a vida, fortalecer redes de cuidado e ampliar o diálogo sobre saúde mental.

Para o Rio Grande do Norte, a realização representa também o reconhecimento da capacidade do Estado de promover uma agenda nacional sobre um dos mais importantes temas de saúde pública da atualidade.

Entre os grande apoiadores estavam: o Sesc, FIERN, Sebrae, Complexo Severino Lopes, Nau, Mangay, Tabua de Carne, Zeh Cozinha, Tche, Tratoria, Clan, Sams, Santa Clara, Hospital Rio Grande, Viver Saúde, Incor e a Associação Médica do RN.

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Lula lidera intenções de votos em 6 dos 7 Estados com maior pobreza extrema


Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para a presidência em seis das sete unidades da Federação que registram as maiores taxas de extrema pobreza no Brasil. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança apenas no Acre, que integra esse mesmo grupo.

Os dados referentes à extrema pobreza foram divulgados pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) na última quinta-feira (17). O cruzamento dessas informações com os levantamentos eleitorais mais recentes das principais empresas de pesquisa de cada estado foi realizado pelo site Poder360.

O Acre detém o índice mais elevado de extrema pobreza do país, alcançando 13,2%, estado onde Flávio Bolsonaro se posiciona à frente nas pesquisas. Nos outros seis estados que compõem o topo da lista de vulnerabilidade social, o atual presidente mantém a preferência do eleitorado.

Com informações da Revista Oeste e do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Lula cativa os pobres com bolsa família.
    Assim mantém o povo preso na dependência financeira.
    Não tem nenhuma interesse em modificar a situação, pois está governando e aumentando a dependência do bolsa família. Qualificação e emprego digno não é do interesse do PT. Um tipo moderno de voto do cabresto.

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