Diversos

Datafolha: 56% dos brasileiros acham greve dos caminhoneiros deve seguir, contra 42% que são a favor de seu fim

Moradores de Canoas participam de protestos em apoio os caminhoneiros – Diego Vara/Reuters

Por interino

O brasileiro apoia maciçamente a paralisação dos caminhoneiros e defende sua continuidade, apesar de não estar disposto a pagar a conta que o governo federal aceitou receber dos manifestantes para tentar encerrá-la.

A conclusão é de pesquisa telefônica feita pelo Datafolha com 1.500 pessoas na terça (29). A margem de erro do levantamento é de três pontos para mais ou para menos.

Aprovam o movimento, que chega a esta quarta (30) ao décimo dia arrefecido mas ainda com bloqueios de estradas, 87% dos entrevistados. São contrários 10%, enquanto 2% se dizem indiferentes e 1% não souberam opinar.

Já 56% dos entrevistados acham que a paralisação deve seguir, contra 42% que são a favor de seu fim.

O apoio aos caminhoneiros é bastante homogêneo levando em conta as regiões do país, baixando um pouco entre os mais ricos e os mais velhos.

A origem da paralisação é o preço do diesel regulado pela Petrobras, que acompanha a variação internacional do combustível. Com o aumento recente do petróleo, aliado à alta do dólar, uma série de reajustes levou ao protesto.

Dando razão à análise de que há uma solidariedade difusa com o sentimento de injustiça tributária, consideram o pleito dos caminhoneiros justo 92%, índice que é de 57% mesmo entre aqueles que são contra o movimento.

Ainda assim, para 50% os caminhoneiros são mais beneficiados do que prejudicados pelo que eles chamam de greve –o governo trabalha com a hipótese de parte do movimento ter sido estimulado por donos de transportadoras. Esses, por sua vez, têm mais prejuízos, na visão de 60% dos ouvidos.

Já o cidadão se vê mais prejudicado (43% a 33% dos que se acham mais beneficiados) pessoalmente. Acham que o “brasileiro em geral” é mais prejudicado 56% dos ouvidos.

A pesquisa aferiu que o brasileiro não concorda em ser penalizado com aumento de impostos e corte de gastos federais para atender às reivindicações dos caminhoneiros.

Aprovam tais medidas, anunciadas de forma genérica dentro de uma paleta bastante variada de itens, apenas 10% dos entrevistados. São contrários 87%. Os entrevistados consideram que o governo vai favorecer empresários e caminhoneiros, e prejudicar mais a população.

Como seria esperado em relação ao governo de Temer, o mais impopular da história da redemocratização brasileira, a condução da negociação até aqui é aprovada só por 6% dos ouvidos, contra 77% que a desaprovam. Para 16%, ela foi regular, e 2% disseram não saber avaliar.

Para 96%, o presidente demorou para negociar, contra 3% que acham que ele o fez no momento certo.

Uma das principais críticas ao governo desde que o movimento eclodiu foi a falta de informação prévia acerca de sua gravidade potencial.

A alta taxa de apoio à manifestação dos caminhoneiros pode estar associada ao relativamente baixo impacto que ela teve até aqui no cotidiano dos entrevistados pelo Datafolha sobre a paralisação.

Dos ouvidos, 51% relataram ter deixado de fazer algumas das atividades apresentadas na pesquisa, contra 49% que mantiveram a rotina.

O número acompanha a proporção daqueles que disseram ter tido problemas para abastecer o automóvel: 53% ao todo, com 37% relatando ter tido muita dificuldade –o maior índice registrado no Norte/Centro-Oeste (42%).

ROTINA

Já o desabastecimento de alimentos, um dos aspectos mais temidos desse tipo de crise, ainda não é percebido. Apenas um quarto dos entrevistados disse ter tido dificuldade para comprar comida.

No dia a dia, o impacto ainda não se fez notar, segundo aponta o Datafolha. Deixaram de ir ao trabalho 15% dos entrevistados, contra 73% que mantiveram a assiduidade.

Já a visita ao médico só foi evitada por 13%, enquanto 83% a mantiveram. À escola, foram 69% dos alunos, com 19% preferindo ficar em casa. Atividades de lazer nem tampouco foram prejudicadas, sendo mantidas por 73%.

Viagens, algo sensível quando o tema é a falta de combustível provocada em postos de gasolina e aeroportos pela paralisação, ainda não foram afetadas.

Dos entrevistados, 26% relataram cancelamentos e 28% disseram que não irão viajar no feriado de Corpus Christi, nesta quinta (31). Já 67% seguiram com seus planos anteriores e 61% aproveitarão a folga.

Quando questionados acerca da responsabilidade pelo movimento, a maior parte dos entrevistados (42%) apontou para os motoristas autônomos de caminhão.

Já 31% concordaram com a tese do governo federal de que as empresas transportadoras são as responsáveis. O Palácio do Planalto diz que pelo menos parte do movimento é um locaute, greve ilegal estimulada por patrões a fim de auferir vantagens econômicas.

Uma minoria de 7% crê em autoria compartilhada do movimento e 5% aderem à ideia de que o próprio presidente Michel Temer e políticos são responsáveis pela paralisação.

Caso o movimento não acabe, apesar do acordo feito pelo governo, 88% defendem a continuidade das negociações e 9%, usar Forças Armadas e polícias.

PESQUISA TEM LIMITES, MAS APONTA TENDÊNCIAS

A pesquisa telefônica feita pelo Datafolha, a única possível no contexto, procura representar o total da população adulta do país, mas não se compara à eficácia de levantamentos presenciais nas ruas ou nos domicílios.

Por isso, apesar de 90% dos brasileiros possuírem acesso ao menos à telefonia celular, o Datafolha não adota o método em pesquisas eleitorais.

Ao telefone, é preciso questionamento rápido, sem estímulos visuais, e o contato com quem não pode atender em horário comercial é prejudicado. Os limites impostos não prejudicam as tendências apuradas, pela amplitude dos resultados e pelos cuidados adotados. Foram entrevistados 1.500 adultos em todas as regiões. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. 42% contra????????? Onde isso???????????????????????????? Só se for no Planalto Central!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    1. Eu sou contra! A greve já acabou! O que sobrou foi um movimento político de golpistas que querem intervenção militar e estão coagindo caminhoneiros a permanecerem parados Os caminhoneiros que sobraram estão como reféns de um grupo de desequilibrados mentais que querem militares no poder, idolatrando supostos salvadores da pátria. Sou contra intervenção militar, e por consequência, contra o que sobrou desse movimento. Chega de golpes e chega de crise política! Se querem mudanças, que aprendam a votar!

    2. Também sou contra, os caminhoneiros pararam e conseguiram tudo que reivindicaram, agora é voltar ao trabalho. Nós, todos os contribuintes, vamos pagar a conta. Agora eles têm diesel mais barato e a gente com mais impostos e prejuízos.

  2. Infelizmente a população da gasolina, não contribuiu para nada, os caminhoneiros fizeram a parte deles, mais nos não fizemos a nossa, esta ai o resultado alta na gasolina, neste pais só temos suada, atitude nada, vamos continuar pagando o preço da corrupção.

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Política

PT evitará falar sobre legalização do aborto e linguagem neutra para aproximar Lula do eleitorado evangélico

Foto: Ricardo Stuckert

O PT definiu uma estratégia para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de ampliar o apoio entre os eleitores evangélicos. O plano busca reduzir a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na disputa pelo Palácio do Planalto.

Entre as principais medidas está evitar debates sobre temas da pauta de costumes, como legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e linguagem neutra. A avaliação do partido é que esses assuntos costumam ser explorados por adversários para afastar o eleitorado evangélico de Lula.

A campanha também pretende relacionar programas sociais do governo a valores cristãos, destacando temas como família, combate à fome, justiça social e solidariedade. O PT ainda orientará sua militância evangélica, formada por cerca de 500 mil filiados, a reforçar essa mensagem durante o período eleitoral.

Outra frente da estratégia será destacar que o partido não pretende usar igrejas ou a fé como instrumento político. Com apoio de 27 núcleos espalhados pelo país, a legenda planeja ampliar o diálogo com lideranças e comunidades religiosas por meio de debates sobre políticas públicas e questões do cotidiano, como custo de vida, segurança e oportunidades de crescimento.

– Nosso projeto é o projeto das comunidades evangélicas. Nós não vamos manipular a fé de ninguém. Não vamos fazer disputa político eleitoral usando a fé de ninguém. Nós temos que construir o espaço de diálogo, afirmou Edinho Silva, presidente nacional do PT, à revista Veja.

A direção da campanha também identificou resistência entre parte do eleitorado evangélico à utilização política dos púlpitos. Por isso, o partido pretende reforçar a mensagem de que a igreja não deve ser transformada em palanque eleitoral.

– Nós não vamos manipular a fé de ninguém, afirma o presidente do partido e um dos coordenadores da campanha à reeleição, Edinho Silva.

Pleno News

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Geral

Ministros do STF veem exagero de Moraes em decisão sobre carta de Bolsonaro

Foto: Divulgação/STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar as visitas do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pegou de surpresa membros do STF (Supremo Tribunal Federal) e se tornou alvo de críticas inclusive de integrantes da ala da corte que costuma respaldar a atuação do magistrado.

A avaliação de dois ministros ouvidos sob reserva pela CNN é de que a determinação deve gerar o efeito contrário e reforçar o discurso de que a família Bolsonaro é vítima de perseguição do Supremo e, com mais ênfase, de Moraes.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Segundo o magistrado, o desrespeito “à medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro de ‘proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro’ está totalmente configurado por suas próprias afirmações”.

No entanto, uma ala da corte afirma que a decisão vai na contramão do discurso da corte que preza pela liberdade de expressão e que só limita essa garantia em casos extremos. A leitura é de que, apesar de não se tratar da mesma situação, é inevitável lembrar das duras críticas contra o ministro Luiz Fux em 2018, quando derrubou decisão do então colega, Ricardo Lewandowski, que havia liberado Luiz Inácio Lula da Silva, à época preso, a conceder uma entrevista.

Citam, ainda, o trecho da Lei de Execução Penal que autoriza detentos a manterem “contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes”.

O questionamento é sobre a determinação de Moraes de proibir Bolsonaro de usar “diretamente ou por intermédio de terceiro” as redes sociais. A crítica é que a decisão abre brecha para interpretações e que não deixa claro os limites para que seja respeitada. A questão é sobre a forma de divulgação de cartas de Bolsonaro, que não estão proibidas.

“Se Flávio tivesse lido a mensagem em uma coletiva de imprensa e isso fosse explorado por aliados depois seria permitido?”, argumenta um integrante da corte sob reserva

CNN

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Economia

Petróleo dispara mais de 9% com escalada de tensões em Ormuz

Foto: Getty

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (13) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que Washington vai cobrar um pedágio de 20% no Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent para setembro – referência na maior parte do globo – fechou a sessão com alta de 9,59%, a US$ 83,30.

Já os contratos para agosto do WTI – base do mercado dos EUA – encerraram com avanço de 9,42%, negociados a US$ 78,14.

Em publicação na rede social Truth Social, a o presidente dos EUA também anunciou que o bloqueio aos portos iranianos será retomado.

Na postagem, o americano disse que o estreito está aberto e que os Estados Unidos são o “guardião” da via. “Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim denominado porque impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos”, disse ele.

“Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como “O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ”, mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo”, afirmou o presidente.

Sobre o bloqueio aos portos, Trump afirmou que a medida impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos. Todos os outros países terão uso livre e irrestrito ao Estreito de Ormuz.

A tensão entre os dois países foi se itensificando nos últimos dias, com as forças dos EUA e do Irã trocando ataques intensos com mísseis e drones durante o fim de semana.

Nesta manhã, Teerã estendeu o conflito e atacou as instalações dos EUA no Golfo, afirmando ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, o que já havia feito os preços do petróleo subirem.

O Estreito de Ormuz é território essencial para a negociação da commodity mundo a fora, responsável pela exportação de um quinto do combustível fóssil no mundo todo.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro deste ano, os preços do petróleo passaram por muitos altos e poucos baixos, chegando a ser negociado a US$ 120 o barril.

Hoje, a quase cinco meses do início do conflito e tentativas frustradas de cessar-fogo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que havia atacado instalações militares dos EUA no Barein e no Kuweit, destruído sistemas de radar em Omã e atingido tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em resposta aos ataques dos EUA.

CNN

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Política

Rogério Marinho: proibição das visitas de Flávio a Bolsonaro afeta a campanha

Foto: Agência Senado

O coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta segunda-feira (13/7) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.

Segundo o senador, a medida é “mais uma arbitrariedade” e deve prejudicar a condução da campanha do filho mais velho do ex-presidente.

“É evidente que atrapalha, né? E me parece que termina impedindo que o maior líder da direita se comunique com o seu pré-candidato, que por acaso é seu filho. Além disso, há um vínculo familiar”, afirmou Marinho.

Na avaliação do coordenador da pré-campanha, a decisão de Moraes representa uma “mudança de critério” justamente em um momento de articulação eleitoral.

O ministro determinou a suspensão das visitas após concluir que Flávio Bolsonaro desrespeitou a decisão que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”.

 

Metrópoles

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Brasil

Beira-Mar revela medo de ser preso durante fuga e depois ser extraditado

Foto: Reprodução

Em depoimento ao qual o EXTRA teve acesso, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, relatou os mais de dois anos em que viveu escondido na Colômbia, sob o nome falso de Álvaro, e revelou o medo constante de ser preso e extraditado para os Estados Unidos, onde já respondia a um processo por tráfico internacional.

Beira-Mar contou que, ferido após a Operação Gato Negro, chegou a receber ajuda de guerrilheiros das FARC para ser levado a um hospital na Venezuela — um acordo que a organização tinha com o então presidente venezuelano Hugo Chávez —, mas fugiu por temer ser capturado em solo venezuelano e enviado aos EUA.

Ele segue até hoje na lista de sanções do governo americano, que o classifica como um dos principais traficantes internacionais de drogas. Veja abaixo os vídeos com a íntegra do depoimento, organizados por tema.

Beira-Mar chegou à Colômbia em 1999, viveu sob o nome falso de Álvaro na região amazônica dominada pelas FARC e negociou sua permanência no território da guerrilha.

Extra

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Geral

Secretaria de Turismo de Natal inicia mobilização para fortalecer o Turismo de Base Comunitária

Foto: Secom

A Secretaria Municipal de Turismo de Natal (Setur) iniciou a mobilização de comunidades, associações, empreendedores e iniciativas locais interessados em integrar o projeto de Turismo de Base Comunitária (TBC). A ação tem como objetivo identificar experiências que valorizem a cultura, as tradições, os saberes e o modo de vida local, fortalecendo o protagonismo dos moradores no desenvolvimento da atividade turística.

Como primeira etapa do projeto, entre os dias 13 e 24 de julho, a equipe técnica da Setur realizará o mapeamento de iniciativas aptas a integrar a ação. O levantamento servirá de base para a visita técnica da Vivejar, instituição nacional especializada em Turismo de Base Comunitária, que estará em Natal entre os dias 17 e 19 de agosto para diagnosticar as potencialidades do município e contribuir com a estruturação da iniciativa.

Entre as experiências com potencial para integrar o projeto estão a Comunidade da Vila de Ponta Negra, o trabalho das rendeiras locais, a tradicional ginga com tapioca, na Redinha, as atividades desenvolvidas na Gamboa do Jaguaribe e as vivências no Passo da Pátria, como passeios de canoa, contemplação do pôr do sol e ações de educação ambiental.

O secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, destaca que o projeto representa um importante passo para ampliar as oportunidades de desenvolvimento socioeconômico por meio do turismo. “O Turismo de Base Comunitária valoriza quem vive o território e preserva sua identidade cultural. Nosso objetivo é identificar iniciativas que já existem em Natal, fortalecer essas experiências e construir, junto aos moradores, um modelo que gere oportunidades, renda e desenvolvimento, colocando as comunidades no centro desse processo. Queremos que cada localidade seja protagonista da sua própria história”, afirma o secretário.

Além dos pontos já mapeados, a Setur convida representantes de grupos culturais, associações e empreendedores que desenvolvam atividades ligadas à gastronomia, ao artesanato, à pesca artesanal, à educação ambiental e a outras vivências comunitárias a participarem desta fase inicial.

A fundadora da Vivejar, Marianne Costa, ressalta que o projeto amplia as possibilidades do turismo na capital potiguar, ao mesmo tempo em que gera impacto social positivo. “Natal já é consolidada pelo turismo de sol e praia, e o TBC surge como uma oportunidade de diversificar essa oferta, conectando visitantes às experiências autênticas das comunidades. A proposta fortalece atividades tradicionais, gerando renda e valorizando os saberes do território. A Vivejar chega para somar a esse processo, contribuindo com metodologia, capacitação e apoio na estruturação de experiências alinhadas ao potencial de Natal e do Rio Grande do Norte”, pontua Marianne.

 

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Futebol

EMISSORA OFICIAL? Globo não transmitirá semifinal da Copa pela 1ª vez em mais de 50 anos

Foto: Reprodução

A TV Globo não transmitirá uma das semifinais da Copa do Mundo pela 1ª vez em 56 anos. A partida entre as seleções da França e da Espanha será exibida com exclusividade pela CazéTV, que detém os direitos de transmissão dos 104 jogos do torneio.

A emissora vai exibir apenas a disputa entre as seleções da Inglaterra e da Argentina, que também será transmitida pela CazéTV. A última vez em que a Globo não transmitiu uma das semifinais do Mundial foi na Copa de 1970.

Naquele torneio, as duas semifinais foram disputadas simultaneamente. A Globo optou por transmitir a partida entre as seleções do Brasil e do Uruguai, jogo que garantiu a classificação da seleção brasileira para a final.

Nas Copas de 1974 e 1978, o torneio não teve semifinais. O regulamento previa uma segunda fase com dois grupos, e os líderes avançavam diretamente à decisão.

Em 1982, as semifinais voltaram ao formato tradicional. Como os jogos foram realizados em horários diferentes, a Globo conseguiu transmitir os 2 confrontos.

A Globo teve exclusividade dos direitos de transmissão na TV aberta apenas nas edições de 1982, 2002, 2006, 2018 e 2022. Nos demais Mundiais, dividiu a cobertura com emissoras como SBT, Record, Band, TV Cultura e TV Tupi.

A disputa atual é com a CazéTV, que estreou na Copa do Mundo em 2022, depois que a emissora carioca abriu mão dos direitos para plataformas digitais. Em 2026, o canal se tornou o único detentor dos direitos de transmissão de todas as 104 partidas do torneio.

Pelo acordo de licenciamento, a Globo poderá exibir 55 jogos e só define quais partidas transmitirá depois da escolha da CazéTV.

Segundo informações do jornalista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, a Globo apresentou, na semana passada, uma proposta à CBF para renovar os direitos de transmissão da Copa do Brasil de 2027 a 2030. O documento estabelece a manutenção da exclusividade da competição.

A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizado a cada 4 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.

No caso do Brasil, cabe à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”). A CBF é uma organização de direito privado e sem nenhum vínculo com o governo federal.

O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.

Poder 360

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Brasil

Governo define prazo para troca do RG antigo pela nova Carteira de Identidade; veja até quando vale

Foto: Reprodução

O governo federal definiu o prazo máximo para que os brasileiros substituam o antigo Registro Geral (RG) pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Conforme o Decreto nº 10.977/2022, o documento atual continuará válido até 2032, quando deixará de ser aceito e deverá ser substituído pela nova identidade.

Embora o prazo final seja de dez anos contados da regulamentação da CIN, os cidadãos podem solicitar a emissão do novo documento a qualquer momento. A primeira via é gratuita e é emitida pelos órgãos de identificação civil dos estados e do Distrito Federal.

A nova Carteira de Identidade Nacional adota o CPF como número único de identificação, reduzindo a possibilidade de fraudes e unificando os cadastros em todo o país. Além da versão física, o documento também pode ser acessado digitalmente pelo aplicativo Gov.br.

A CIN também possui prazo de validade, que varia conforme a idade do titular. Para crianças de até 12 anos incompletos, o documento vale por cinco anos. Entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos. Já para pessoas com mais de 60 anos, a validade é indeterminada.

Outro diferencial é a possibilidade de reunir, na versão digital, informações de outros documentos, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho (CTPS), Título de Eleitor, PIS/Pasep, NIS, NIT, Certificado Militar e identidade funcional, mediante apresentação desses documentos no momento da solicitação.

Para emitir a CIN, é necessário apresentar uma certidão de nascimento ou casamento atualizada. A expectativa do governo é que, no futuro, a nova identidade concentre as principais informações do cidadão em um único documento.

Correio 24h

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Polícia

Homem engole 111 cápsulas de cocaína, expulsa 73 na Irlanda, volta a Natal com 38 e é preso após cirurgia no Walfredo

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante um homem de 40 anos pelo crime de tráfico de drogas, após ele ser submetido a uma cirurgia de emergência para a retirada de 38 cápsulas de cocaína do próprio organismo. O procedimento aconteceu no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

A prisão foi realizada após uma denúncia anônima informar que um paciente havia dado entrada na unidade hospitalar transportando entorpecentes no próprio corpo. Ao chegarem ao local, os policiais localizaram o suspeito, que confessou o crime e relatou ter procurado atendimento médico devido a fortes dores abdominais.

Durante as diligências, o homem informou que havia sido aliciado no estado de São Paulo, onde aceitou a promessa de receber R$ 20 mil para transportar 111 cápsulas de cocaína até a Irlanda, ocultadas no estômago. Segundo ele, no país europeu conseguiu expelir apenas 73 cápsulas, retornando ao Brasil com as 38 restantes ainda em seu organismo.

O investigado desembarcou no Rio Grande do Norte na última sexta-feira (10). No dia seguinte, em razão do agravamento do quadro clínico, procurou atendimento médico.

Inicialmente, a equipe médica adotou medidas clínicas para tentar a eliminação natural das cápsulas. No entanto, diante da ausência de sucesso e do risco iminente de rompimento dos invólucros, o que poderia provocar intoxicação grave e até a morte do paciente, foi necessária a realização de procedimento cirúrgico para a retirada de todo o material ilícito.

Após receber alta médica e ter seu estado de saúde estabilizado, o homem foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e permanece à disposição da Justiça.

A ação contou com o apoio do Grupo de Escolta Penal da Polícia Penal do RN. A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e solicita que informações que possam contribuir com investigações sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

 

Com informações do Portal da Tropical

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Geral

Sefaz-RN nega que ainda existam R$ 700 milhões pendentes em Restos a Pagar

Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ/RN) divulgou nesta segunda-feira, nota informando que participará da audiência promovida pelo Ministério Público para compreender, de forma detalhada, a metodologia e os números apresentados. Somente após essa análise técnica será possível se manifestar oficialmente sobre os dados. A Secretaria esclarece que não procede a informação de que ainda existam R$ 700 milhões pendentes em Restos a Pagar.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apontou um cenário de grave desequilíbrio financeiro na saúde estadual, com dívida de R$ 695,8 milhões em restos a pagar processados e uma nova dívida flutuante de R$ 29,2 milhões acumulada nos quatro primeiros meses de 2026, segundo reportagem do g1-RN. O tema será discutido em audiência com as secretarias estaduais de Saúde (Sesap), Fazenda (Sefaz) e Planejamento (Seplan) nesta terça-feira (14).

Segundo despacho da 47ª Promotoria de Justiça de Natal, a saúde estadual acumula R$ 695,8 milhões em restos a pagar processados, referentes a serviços já prestados por fornecedores que ainda não foram pagos. O documento também aponta o surgimento de uma nova dívida de R$ 29,2 milhões, indicando que as despesas continuam crescendo acima da capacidade de pagamento do Estado.

NOTA À IMPRENSA

A Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ/RN) informa que participará da audiência promovida pelo Ministério Público para compreender, de forma detalhada, a metodologia e os números apresentados. Somente após essa análise técnica será possível se manifestar oficialmente sobre os dados.

De imediato, a Secretaria esclarece que não procede a informação de que ainda existam R$ 700 milhões pendentes em Restos a Pagar. Os dados atualizados demonstram uma realidade distinta, o que será devidamente apresentado durante a audiência.

A SEFAZ ressalta, ainda, que, somente neste ano, o Governo do Estado já quitou mais de R$ 400 milhões em Restos a Pagar, reduzindo significativamente o passivo.

O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a transparência, o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das obrigações financeiras, pautando sua atuação pela responsabilidade fiscal e pelo diálogo institucional com os órgãos de controle e fiscalização.

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