Geral

De olho em 2026, Lula planeja ao menos 6 novos programas sociais

Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ao menos 6 projetos para lançar antes das eleições de 2026. Os novos programas sociais são citados publicamente pelo petista como benefícios que seu governo pretende dar a setores da população. A Justiça Eleitoral determina que os candidatos à reeleição têm até 4 de julho (3 meses antes do pleito) para anunciar e fazer propaganda de novas medidas.

A prioridade do petista é a aprovação da isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 e o desconto na alíquota para quem recebe de R$ 5.001 a R$ 7.350. O texto, promessa da campanha de 2022, deve ser votado no Congresso até o fim de setembro para que entre em vigor em 2026.

A estimativa para as perdas de arrecadação com a isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000 por mês subiu para R$ 31,3 bilhões em 2026 com o parecer apresentado por Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto na Câmara. Antes, a Receita Federal calculava uma renúncia de R$ 25,8 bilhões.

Foto: Poder 360

Em outra frente, Lula segue com a ideia de injetar dinheiro em camadas da população que irão aplicar os recursos diretamente em produtos ou serviços, alavancando o PIB (Produto Interno Bruto).

O presidente já disse que prepara linhas de crédito subsidiadas para diversas áreas. Quer emprestar dinheiro para reformas residenciais e para entregadores comprarem motos elétricas. Já até citou aumentar o teto do Minha Casa, Minha Vida para além dos R$ 12.000 atuais, visando a classe média.

A estratégia segue um mantra repetido pelo petista a exaustão em seu 3º mandato: muito dinheiro na mão de poucos cria desigualdade, enquanto pouco dinheiro na mão de muitos traz prosperidade.

Em ano eleitoral, a percepção da economia do país deve ter um peso relevante na aprovação do governo e, consequentemente, do desempenho nas urnas.

O modus operandi de despejar recursos em benefícios para setores específicos antes das eleições foi criticado por Lula e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao longo deste mandato.

O chefe do time econômico já afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma “bagunça” no orçamento federal de 2022 e gastou US$ 60 bilhões para tentar ganhar as eleições.

Nas contas da época, o Poder360 calculou uma despesa de R$ 27 bilhões antes do pleito. Havia benefícios para caminhoneiros, taxistas, um Auxílio Brasil turbinado e até vale-gas.

Este último programa deve ser ampliado por Lula. O MME (Ministério de Minas e Energia) deve lançar em 5 de agosto o Gás para Todos, novo programa social voltado à ampliação do acesso ao gás de cozinha.

A proposta, que deve ser apresentada por meio de uma MP (Medida Provisória), tem expectativa de alcançar 16,6 milhões de famílias –número 3 vezes maior que o público do Auxílio Gás atual, hoje limitado a 5,4 milhões de famílias.

Cortes no Bolsa Família

O maior programa social do governo deve ser assunto no próximo ano. O Executivo intensificou nesta 2ª metade de 2025 o pente-fino que vem fazendo no benefício. De junho para julho, 855 mil famílias deixaram de receber o auxílio. Essa baixa foi a maior em 1 só mês da história do programa social.

O discurso oficial do Ministério do Desenvolvimento Social é que a maior parte dessas pessoas saiu do Bolsa Família porque aumentou de renda. Só que é muito incomum que um corte dessa magnitude ocorra de forma orgânica.

O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) disse ao Poder360 que a estimativa do governo é de que cerca de 2 milhões de pessoas entrem no Bolsa Família. Mas o Executivo cortou o benefício ao menor número em 3 anos. Dias afirma que os cortes, no futuro, serão menores.

Popularidade e Trump

Lula obteve uma melhora na avaliação do governo enquanto capitalizou politicamente nas redes sociais o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Os novos programas devem alavancar mais positivamente essa avaliação quando esse efeito cessar na população. A avaliação no Executivo é que o petista precisa chegar com uma avaliação positiva em 2026 para conseguir angariar apoios de partidos mais ao centro, que atualmente estão mais próximos do grupo dos Bolsonaros.

Pesquisa da Quaest divulgada em 16 de julho mostrou uma recuperação da popularidade do governo. De maio para julho, caiu de 17 para 10 p.p. (pontos percentuais) a distância entre os eleitores que desaprovam (ainda maioria) para os que aprovam.

Segundo a Quaest, hoje 53% desaprovam a gestão federal petista, contra 57% em maio. No caso dos que aprovam, a taxa oscilou positivamente de 40% para 43% nesses 2 meses.

Essa melhora coincide com a campanha que o governo e o PT, partido de Lula, fizeram nas últimas semanas dizendo que é necessário taxar mais os ricos. Também houve outra iniciativa de marketing relevante do Palácio do Planalto, em defesa do que diz ser a soberania nacional contra a ameaça dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros.

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil, de 10 a 14 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

“O que chama atenção é que a melhora na popularidade se deu principalmente fora das bases de apoio tradicionais do governo”, disse Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Segundo Nunes, 3 fatores explicam a melhora na percepção da população com relação ao governo. São eles:

  • confronto entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump;
  • melhora na percepção econômica;
  • campanha “nós contra eles” promovida pelo governo.

A maioria (79%) diz acreditar que a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros vai prejudicar suas vidas. Já 72% consideram que Trump errou ao impor a taxa ao Brasil sob a justificativa de que haveria perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Isso, o negócio é da esmolas e criar uma nação de vagabundos dependentes.
    Se faltar dinheiro Luladrão, aumente os impostos de novo.

  2. Isso ai Lule. Deveria colocar tudo de graça para todo mundo. Vai dá super certo. Trabalho e Dinheiro é uma invenção dos porcos capitalistas norte-americanos fascistas.

  3. A estratégia é destruir a economia e criar um país de mendigos, tudo que eles vão precisar fazer é oferecer a esmola em troca do voto

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Brasil

[VÍDEO] VALE À PENA RIR DE NOVO: Relembre quando Lula afirmou que “em setembro, vai entrar o grosso”

Imagem: Reprodução

Em julho de 2023, uma fala de Lula sobre o programa Desenrola Brasil acabou ganhando um significado próprio nas redes sociais. Ao comentar a expectativa de ampliação do programa, o presidente afirmou: “Em setembro, vai entrar o grosso”.

A declaração foi feita durante uma edição do “Conversa com o Presidente”. Na ocasião, Lula falava sobre as etapas do Desenrola, criado pelo governo para facilitar a renegociação de dívidas e ajudar brasileiros a sair da inadimplência.

O programa havia começado naquele mês atendendo uma primeira parcela do público. A partir de setembro, estava prevista uma nova etapa, com a inclusão de pessoas que recebiam até dois salários mínimos ou estavam inscritas no Cadastro Único, além da renegociação de dívidas de até R$ 5 mil.

Foi nesse contexto que Lula disse que “em setembro, vai entrar o grosso”, referindo-se à entrada de uma parcela maior de brasileiros no programa.

A frase, porém, acabou ganhando repercussão para além do contexto original e passou a ser relembrada e utilizada nas redes sociais como um meme. Mais de três anos depois, a declaração continua aparecendo de tempos em tempos nas redes.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

[VÍDEO] Renan Santos publica vídeo em tom de despedida após decisão de Toffoli que suspendeu campanha nas redes

Imagem: Reprodução

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, publicou nesta segunda-feira (31) um vídeo em tom de despedida após uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restringir a campanha digital da chapa.

No vídeo, Renan afirma que não poderá produzir ou publicar conteúdos nas redes sociais, participar de debates e sabatinas. Ele também critica a decisão e a classifica como “ilegal” e “persecutória”.

Segundo o candidato, a suspensão ocorreu após um problema técnico no registro dos perfis utilizados pela campanha. Ele nega ter cometido abuso de poder econômico e afirma que vai recorrer ao TSE para tentar derrubar a decisão.

Renan também relacionou a medida às manifestações que organizou contra Dias Toffoli e outros integrantes do Judiciário. Ao final do vídeo, pediu que apoiadores salvem e compartilhem a gravação, afirmando que não pretende desistir da disputa.

A decisão de Toffoli suspendeu a transmissão de conteúdos em 16 perfis não informados dentro do prazo legal, manteve liberados apenas um site e uma conta no X declarados no registro inicial e determinou a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral. A medida também prevê restrições à participação da chapa em debates e sabatinas.

Com informações do Via Certa Natal

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Eleições 2026

Agregador de pesquisas: diferença entre Lula e Flávio cai e Cury desponta

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Andressa Anholete/Agência Senado/Montagem/UOL

Escritor e candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante) surpreendeu os adversários ao disparar nas mais recentes pesquisas eleitorais e avançar na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em levantamentos divulgados nesta segunda-feira (31/8), o escritor oscilou até 9 pontos percentuais para cima, sendo o primeiro nome, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), a alcançar dois dígitos na preferência do eleitor.

“Cury tem concentrado seu discurso em temas como educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização política. A estratégia busca apresentar o escritor como uma alternativa de centro e ampliar sua presença entre eleitores que procuram uma candidatura fora da disputa protagonizada por Lula e pelo campo bolsonarista”, ressalta assessoria do candidato em nota enviada ao Metrópoles.

Na pesquisa AtlasIntel, Cury saltou de 1,6% para 7,8% das intenções de voto –- ou seja, crescimento de 6,2 pontos percentuais. Já no levantamento BTG/Nexus, também divulgado nesta segunda, o candidato passou de 2% na pesquisa anterior para 11% – 9 pontos percentuais.

Com o avanço, Cury ultrapassa Ronaldo Caiado e passa a ocupar o terceiro lugar na disputa.

A assessoria de Cury atribui o crescimento nas pesquisas ao aumento de exposição do candidato durante a campanha. Segundo a nota, as aparições do escritor ao público brasileiro contribuíram para “ampliar o conhecimento do eleitorado sobre a candidatura”.

Outro componente da estratégia, segundo a assessoria do candidato do Avante, tem sido a presença digital. “Cury vem registrando forte alcance e engajamento nas redes sociais, com vídeos de entrevistas, debates, propostas e agendas de campanha circulando em diferentes plataformas.”

Ainda de acordo com a nota, “a combinação entre televisão e redes sociais passou a ampliar a exposição nacional do candidato em um momento decisivo da campanha. Conteúdos relacionados às suas participações em debates e entrevistas também vêm impulsionando discussões sobre suas propostas e sua candidatura”.

AtlasIntel

A nova pesquisa do AtlasIntel/Bloomberg mostra que o presidente Lula segue na dianteira das intenções de voto, com 43,4% no 1º turno.

Confira os resultados:

Lula (PT): 43,4% (-1,5 p.p)

Flávio Bolsonaro (PL): 33,7% (-2,1 p.p)

Augusto Cury (Avante): 7,8% (+6,2 p.p)

Renan Santos (Missão): 7,6% (- 0,2 p.p)

Ronaldo Caiado (PSD): 3,3% (+ 0,2 p.p)

Pablo Marçal (PRTB): 1,9% (Não estava na última pesquisa)

Romeu Zema (Novo): 1% (- 1,8 p.p)

Samara (UP): 0,9% (- 1,2 p.p)

Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1% (+0,1 p.p)

Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,1% (+0,1 p.p)

Não sabem: 0,2% (- 0,8 p.p)

Brancos e nulos: 0,1% (- 0,5 p.p)

A 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a vantagem numérica sobre seus principais adversários nas intenções de voto do primeiro turno, na disputa pela Presidência da República.

Confira os resultados:

Lula (PT): 39%

Flávio Bolsonaro (PL): 33%

Augusto Cury (Avante): 11%

Ronaldo Caiado (PSD): 5%

Renan Santos (Missão): 3%

Romeu Zema (Novo): 1%

Samara (UP): 1%

Nenhum/Branco/ Nulo: 3%

Não sabem: 3%

 

Com informações de UOL

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Geral

Lula teve 8 minutos a mais de fala que Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, mostra levantamento

Foto: Reprodução/Rede Globo

O presidente Lula (PT) teve cerca de 8 minutos a mais de tempo de fala que Flávio Bolsonaro (PL) durante as sabatinas realizadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O levantamento, divulgado pela coluna de Cláudio Magnavita, no Correio da Manhã, cronometrou os 40 minutos destinados a cada entrevista.

Segundo os dados, Lula falou por 29 minutos e 5 segundos, enquanto Flávio teve 21 minutos e 34 segundos para responder aos questionamentos dos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli.

A diferença ocorreu principalmente em razão do tempo utilizado pelos jornalistas.

Na sabatina de Flávio, Tralli e Renata falaram por 18 minutos e 2 segundos.

No caso de Lula, os apresentadores do JN ocuparam 13 minutos e 36 segundos do tempo da entrevista, ou seja, 4 minutos e 26 segundos a menos, comparado ao tempo de fala da dupla quando sabatinou Flávio.

O levantamento aponta que, na prática, o senador do PL teve quase 45% do tempo da entrevista consumido pelas intervenções dos apresentadores, enquanto Lula ficou com uma parcela significativamente maior do tempo total para apresentar suas respostas, mais de 70% do tempo.

Mesmo uma sabatina não estabelecendo uma divisão rígida do tempo entre perguntas e respostas, fica nítida a diferença. No fim das contas, Lula teve um tempo maior para expor suas posições, enquanto Flávio foi mais interrompido pelos apresentadores.

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Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, lançaram neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”

Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais – em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 – significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor. Agora é o momento de preservar a economia e garantir a segurança jurídica do País”.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o comércio, os serviços e o turismo possuem realidades muito diferentes, e uma regra única pode produzir consequências graves para pequenas empresas, empregos e até para os preços pagos pela população. “A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, defende.

O Sistema Comércio apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais.

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Geral

Endometriose e Infertilidade: Como o diagnóstico de precisão define o melhor caminho para a maternidade

Avanços na medicina reprodutiva e exames de imagem especializados ajudam mulhe-res a mapear a doença e decidir de forma segura entre a abordagem cirúrgica e a Fertilização in Vitro

Para muitas mulheres e casais do Rio Grande do Norte, a jornada para gerar uma nova vida pode esbarrar em desafios complexos e silenciosos. Entre as condições mais investigadas nos consultó-rios de reprodução humana está a endometriose — uma doença que, embora muito debatida, ainda gera dúvidas cruciais na hora de definir o tratamento adequado para quem deseja engravidar.

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio (camada da menstruação) fora do útero, podendo atingir ovários, tubas e até o intestino. No entanto, a medici-na reprodutiva moderna alerta: encontrar a endometriose não é necessariamente o fim do mistério para quem tem dificuldade de engravidar.

“Muitas vezes, a descoberta de focos leves de endometriose não altera o fato de que a paciente precisará de auxílio para engravidar. O verdadeiro salto de qualidade na medicina atual não é ape-nas diagnosticar a doença, mas sim mapear sua gravidade para tomar a decisão mais assertiva: operar ou focar na reprodução assistida”, apontam os especialistas.

O desafio da escolha: Cirurgia ou FIV? A relação entre a endometriose e a fertilidade é multifa-torial. A inflamação crônica pode prejudicar a qualidade dos óvulos e a implantação embrionária, enquanto casos mais severos podem causar distorções anatômicas. A partir de um diagnóstico pre-ciso, abrem-se caminhos distintos, que exigem avaliação médica minuciosa:

• A via cirúrgica: É frequentemente recomendada quando a mulher apresenta dores pélvicas incapacitantes que afetam sua qualidade de vida, ou quando há lesões profundas que distor-cem a anatomia pélvica a ponto de inviabilizar o funcionamento das trompas. A cirurgia minimamente invasiva foca em restabelecer a anatomia e aliviar a dor.

• A Fertilização in Vitro (FIV): Em muitos quadros — especialmente quando a reserva ovariana já está reduzida, a idade da mulher é um fator de atenção ou não há dor limitante —, a cirurgia pode não ser o melhor primeiro passo. A FIV surge como o tratamento pa-drão-ouro por permitir que o processo de fecundação ocorra fora do ambiente inflamatório da pelve, contornando as barreiras físicas e acelerando o caminho até a gravidez.

Em algumas situações mais complexas, a abordagem pode ser combinada, exigindo uma integra-ção total entre cirurgiões ginecológicos e especialistas em reprodução humana.

A importância do exame especializado

Para que essa decisão seja tomada com segurança, o ultrassom pélvico de rotina não basta. A pre-cisão diagnóstica atual baseia-se em exames com protocolos específicos, em especial quando há um exame clínico compatível, como a Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a Ressonância Magnética da pelve, que conseguem mapear os focos da doença em detalhes.

Contudo, os médicos lembram um mito recorrente: a intensidade da dor não reflete a gravidade das lesões anatômicas. Mulheres com poucos sintomas de dor podem ter quadros de infertilidade, re-forçando a necessidade de investigação técnica.

Experiência e olhar individualizado no RN No Rio Grande do Norte, a medicina reprodutiva tem acompanhado essa evolução global de perto. O DNA Fértil, instituição com atuação desde 1997 em Natal, reforça que o cuidado com a fertilidade exige ir além de protocolos padronizados.

Com quase três décadas de experiência, a clínica destaca que evitar diagnósticos genéricos e conduzir uma investigação profunda sobre a reserva ovariana, o fator masculino e o estadiamento da endometriose é o que transforma a ansiedade dos casais em um plano de ação claro, seguro e hu-manizado.

A recomendação central é o aconselhamento especializado. Mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar ou que já possuem diagnóstico de endometriose e desejam ser mães devem procu-rar um médico especialista em reprodução humana para avaliar as reais necessidades do seu caso, garantindo que o tratamento escolhido proteja não apenas a sua saúde, mas também o seu potencial fértil.

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Geral

Ô LOUCO: Não tomar banho vira tendência entre homens da geração Z

Foto: Reprodução

Sob a justificativa de que o odor natural é mais atraente, a nova tendência entre homens da geração Z é o Pheromone Maxxing. A geração Z compreende o grupo de pessoas nascidas entre 1997 e 2012. Adeptos ao movimento, meninos e jovens adultos têm deixado de tomar banho, escovar os dentes e usar desodorante antes de encontros, afirmando que essas práticas fazem os feromônios masculinos ficarem mais perceptíveis para possíveis parceiras. Alguns ainda vão além: usam camisas sujas e bebem a própria urina como uma forma de eliminar toxinas pelo suor.

Feromônios são compostos químicos que transmitem sinais entre membros da mesma espécie. Na natureza, já foram documentados entre insetos e outros animais, sendo muito associados a instintos reprodutivos. Entretanto, os estudos sobre feromônios nos seres humanos são inconclusivos, ou seja, não há qualquer evidência científica de que deixar de tomar banho ou usar desodorante aumente as chances de atrair parceiros.

O fenômeno do Pheromone Maxxing surgiu a partir do movimento Looksmaxxing, voltado para a maximização da aparência, no qual os usuários usam as redes sociais para compartilhar o processo de otimização do físico, muitas vezes adotando medidas extremas, como procedimentos cosméticos e dietas drásticas, para alcançar esse objetivo.

Metrópoles – Ilca Maria Estevão

Opinião dos leitores

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Após ter campanha eleitoral suspensa, Renan Santos troca fotos de perfis e diz ter sido “censurado” por Toffoli

Foto: Reprodução/Instagram

Minutos após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (31) que suspendeu a propaganda eleitoral digital, os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação em debates e outros meios de comunicação, Renan Santos (Missão) se manifestou pelas redes sociais dizendo que foi “censurado” pelo ministro Dias Toffoli.

Em protesto contra a decisão, Renan trocou a foto dos perfis oficiais de sua campanha nas redes sociais.

O ministro determinou a suspensão cautelar após apontar que 16 perfis utilizados pelo candidato foram informados à Justiça Eleitoral 12 dias depois do pedido de registro da candidatura. Para Toffoli, a omissão poderia permitir que as contas fossem tratadas pelas plataformas como perfis comuns e, assim, obtivessem vantagem por meio dos algoritmos de recomendação.

A decisão de Toffoli é cautelar e não determina, por enquanto, o indeferimento da candidatura. Renan e o partido terão 24 horas para informar quando os perfis passaram a ser utilizados para propaganda eleitoral e se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação pode levar ao indeferimento do registro.

Em vídeo publicado nas redes sociaisum dia antes da decisão do TSE, Renan já havia comentado sobre o risco de sua candidatura e criticado a possibilidade de ser acusado de abuso de poder econômico.

“Eles estão falando aqui de um caso que está dando problema no TSE para um monte de gente, do registro das redes sociais de todos os candidatos. É um problema que envolve o TSE, é um problema interno de sistema ali, que já foi resolvido há muito tempo”, afirmou.

Renan também disse que sua campanha é uma das mais baratas entre os candidatos e que depende de vaquinhas e doações privadas. “Eu posso ser enquadrado por abuso de poder econômico. […] As campanhas dos outros estão usando centenas de milhões de reais, por dentro e por fora. E eu estou abusando do poder econômico”, declarou.

Opinião dos leitores

  1. Esse cara é um descontrolado, a cara dele não nega, um príncipe desse sendo presidente do Brasil seria uma comédia.

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Geral

Toffoli suspende propaganda eleitoral de Renan Santos, veta repasse de recursos e proíbe ida a debates

Foto: Felipe Marques / Zimel Press / Estadão Conteúdo / CP

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, suspendeu a campanha de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada neste domingo e foi divulgada nesta segunda (31).

Segundo o ministro, perfis irregulares estariam divulgando conteúdos favoráveis ao candidato.

Toffoli, relator do pedido de registro de candidatura de Renan, determinou a suspensão da realização de propaganda eleitoral da chapa do Missão, de repasses do Fundo Eleitoral e do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.

O ministro já havia adiado o julgamento do registro de candidatura de Renan durante o fim de semana.

“A constatação é suficiente para, no exercício do poder geral de cautela, determinar, de ofício, medidas necessárias para impedir a continuidade dos benefícios obtidos de forma inidônea em razão da omissão dos endereços”, diz um trecho da decisão.

A decisão vale também para o candidato à vice-presidente, Aroldo Medina.

g1

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Lula sanciona lei que pode retirar até R$ 16,6 bilhões da saúde e educação no Orçamento 2027

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um dia depois de se apresentar no Jornal Nacional como candidato à Presidência comprometido com os mais pobres, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, sem vetos, a Lei Complementar 235. A medida, publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (28), altera regras fiscais e abre espaço no Orçamento, com impacto direto sobre os recursos destinados à saúde e à educação.

Segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a mudança pode reduzir em R$ 4,7 bilhões o piso constitucional da saúde em 2027. Além disso, até R$ 3 bilhões de recursos que deveriam ser destinados adicionalmente à saúde e à educação em 2027 foram antecipados para 2026.

Estimativas de economistas apontam que o impacto conjunto nas duas áreas pode chegar a R$ 16,6 bilhões no próximo ano.

A principal alteração retira da base de cálculo do piso da saúde receitas obtidas com petróleo, estimadas em R$ 31 bilhões para 2027. Na prática, os 15% previstos na Constituição continuam valendo, mas passam a incidir sobre uma base menor, reduzindo o volume de recursos destinados à área.

A inclusão dessas medidas ocorreu durante a tramitação do projeto que tratava da redução de impostos sobre combustíveis. As mudanças foram negociadas com a equipe econômica do governo e aprovadas rapidamente pela Câmara e pelo Senado em 12 de agosto. No Senado, um destaque apresentado pelo PL para retirar o dispositivo foi derrotado por 43 votos a 20. Os nove senadores do PT votaram pela manutenção da medida.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que houve a exclusão de receitas do petróleo da base de cálculo da saúde e classificou as alterações como “ajustes e reformas por dentro dos pisos”. Segundo ele, a medida ajudará a conter despesas obrigatórias e “abrir espaço para o ano que vem”. O governo também prevê economia de cerca de R$ 10 bilhões em 2027 com as mudanças.

Com informações de Poder 360

Opinião dos leitores

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