Educação

De pedreiro a Uber: o malabarismo para viver com os salários do magistério

“Minha filha, aqui a gente dá uns pulos.” Assim, Cícero Ferreira de Lima assume seu malabarismo para fechar as contas do mês sendo professor de Educação Física na EE Alberto Caldeira, em Farias, distrito de Guanhães (MG).

Quando não está dando aula, ele assenta pisos de cerâmica, chapisca paredes e dá o acabamento com reboco em casas da cidade. Apareceu um problema com a bomba hidráulica ou o chuveiro encrencou? Lá está Cícero. O professor também faz corridas com seu Corsa até Guanhães, a 45 quilômetros por estrada de terra, levando e trazendo seus conterrâneos. Cobra 100 reais pelo trajeto total. “Falar pra você que compensa esse valor, compensa não”, diz. “Aqui a gasolina é cara, a estrada de chão não presta, faço mais para ajudar quem precisa.” ​

O guanhanense fala como se necessitado não fosse. Mas, aos 40 anos, tem apenas um cargo como contratado. São 17 aulas por semana, pelas quais ganha 1,6 mil reais. Professor há quase uma década, ele afirma que, financeiramente, seria melhor se concentrar na função de pedreiro, ofício que aprendeu do pai. “Mas eu adoro estar com os meninos na escola, é a melhor coisa que existe”, afirma.

A mulher, Danúbia da Costa Teixeira, 34 anos, leciona na mesma instituição, mas como concursada, e nos períodos da manhã e da noite. Suas aulas de português lhe rendem 2 mil reais, que são pagos em três parcelas ao longo do mês —​prática exercida por Minas Gerais desde 2016 para remunerar os servidores públicos. ​

Acontece que a soma salarial dos dois professores não garante o sustento do casal nem dos filhos, de 11 e 4 anos. Então, quando aparece, Danúbia faz palestra para o Sebrae sobre a importância da argumentação para aumentar as vendas, pelas quais recebe em média 150 reais. Também corrige redações do Enem e presta assessoria em trabalhos de conclusão de curso.

De olho numa melhor formação, ela faz doutorado em Linguística Teórico-Descritiva na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Como o governo cortou as bolsas da Capes, Danúbia vende bananas verdes fritas na faculdade para custear a viagem e aceita a guarida dos professores para dormir na casa deles, na capital. “Quase todo colega meu da escola pública faz alguma coisa por fora, vende cosméticos, lingerie, dá aula particular de violão ou de pintura”, lembra a mineira. ​

A jornada do casal reflete o jeito que os educadores brasileiros encontram para sobreviver aos contratos precários e à baixa remuneração da profissão. Para José Marcelino de Rezende Pinto, professor da Universidade de São Paulo (USP) com experiência em política e gestão educacional, o problema remonta, na verdade, ao século 19.

De fato, em 1891, o médico, jornalista e historiador José Ricardo Pires de Almeida já denunciava “a função mal remunerada que não encontra na opinião pública a consideração a que tem direito muito mais que as outras”. O professor, nas palavras de Almeida, substituía em certa medida o pai e a mãe de família, inaptos para cumprir completamente seu dever social. Deveria ganhar mais, portanto. ​

A questão, porém, não se resolveu. “Vivemos uma crise crônica de remuneração”, afirma Rezende. Àqueles que desejam puxar o debate para mais perto, o sociólogo Ricardo Antunes, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta o período da ditadura militar como um divisor de águas. “A ditadura, no seu conjunto, tinha a ideia de incentivar as escolas privadas, o que debilitou as chamadas escolas de aplicação, que ensaiavam um projeto público mais qualitativo”, afirma. Segundo Antunes, os governos que se sucederam, já no período democrático, não enfatizaram uma política de recuperação do que se perdeu em termos de excelência. ​

ASSENTANDO O PISO

Se há conquistas a apontar é a Lei nº 11.738, de 2008, que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional e estipulou um valor abaixo do qual nenhum professor deve receber. Em 2009, ele era de 950 reais; hoje, para uma jornada de 40 horas por semana, perfaz brutos 2.455 reais.

“Mas atualmente apenas 66% dos municípios cumprem o piso e somente 14 estados remuneram o mínimo previsto em lei”, diz Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Ela explica que muitas cidades de pequeno porte têm dificuldade de arrecadação, um dos motivos para não pagar o valor determinado para o início da carreira. Já nos grandes centros urbanos o desafio é outro: em geral, cumpre-se o piso, mas ele está muito aquém de atender a condições de vida diante dos custos elevados com moradia, transporte, alimentação e acesso à cultura. Anna frisa que é preciso garantir a valorização gradual dos salários e a incorporação das gratificações, que, segundo ela, são muitas vezes utilizadas para não aumentar o salário-base. ​

O professor de Matemática e Física Alexandre Gonçalo Santana, 47 anos, mora no Rio de Janeiro, segunda maior cidade do país e capital de um estado cuja calamidade financeira está diretamente relacionada com a precariedade do professorado. Dono de apenas uma matrícula, Santana conseguia se manter por meio das horas extras que fazia. “Eu fazia dobra nas escolas, tinha isso como um salário que compreendia todos os meus custos, até alguns passeios”, lembra. Mas, há um ano, ele perdeu essas horas extras —que não são incorporadas ao salário na aposentadoria— e não conseguiu mais pagar suas despesas com a remuneração de docente no CIEP 230 Manoel Malaquias Gurgel da Silva, em Nilópolis.

Seus olhos se voltaram para o Uber. Alexandre vendeu o carro e comprou outro adaptado para gás, combustível mais econômico. Hoje ele roda no contraturno das três aulas semanais e não descansa nos fins de semana. Acrescentou cerca de 2 mil reais das corridas ao salário de 4 mil reais, além de 600 reais por mês com as três aulas por semana que dá a presos do Complexo de Bangu.

Estudo do Todos pela Educação mostra que 29% dos 2 mil entrevistados têm ocupações extras para complementar a renda. Desses, 9% focam em atividades educacionais, como Danúbia, 5% se voltam ao comércio, como os colegas de Danúbia, e 3% prestam serviços, como Cícero e Alexandre.

A baixa remuneração docente impacta também na escolha que os jovens mais bem preparados fazem para entrar na carreira. “A atratividade nunca foi tão baixa se comparada a outras profissões”, diz Andreza Barbosa, professora da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Ela realizou em 2018 uma pesquisa com professores da rede pública que atuam na região de Piracicaba, no interior paulista, onde o Índice de Desenvolvimento Humano é alto. Dos 464 professores entrevistados, 15% possuíam outra fonte de renda.

“Os estudantes têm optado por carreiras que gozam de maior prestígio e valorização social e financeira”, afirma. Andreza reconhece a heterogeneidade dessa situação. Ela lembra que há estados em que o problema é menor, e por vezes dentro do próprio estado há discrepâncias consideráveis entre os municípios.

O professor de Educação Infantil Evandro Tortora, 30 anos, não demorou a perceber esse cenário. Em 2014, na sua cidade natal de Pederneiras (SP), ele ganhava 1,5 mil reais por 32 horas semanais. Cerca de 230 quilômetros adiante, em Campinas, passou a receber pela mesma jornada 4.900 reais (somado o vale alimentação) depois que passou a atuar no CEI Dr. Claudio de Souza Novaes.

“Aqui a gente não precisa dobrar período e somos remunerados para fazer cursos de formação”, diz, já instalado em um apartamento alugado, onde mora sozinho. O salário lhe permite bancar viagens à Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, onde faz doutorado.​

EQUIPARAÇÃO DE SALÁRIOS​

O Relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2018, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra uma queda na diferença no salário de professor e de outros profissionais de mesma escolaridade. De 65% em 2012 foi para 75% em 2017. Ou seja: era 35% menor, e agora seria 25% inferior. “Isso não significa que houve melhora efetiva na remuneração docente, mas, sim, que a queda nas demais profissões foi maior nesse meio tempo”, afirma Rezende.

O PNE estabelece na meta 17 a necessidade de equiparar a remuneração docente com a de outros profissionais dos quais também se exige formação em nível superior. A meta tem uma data que deveria ser atingida até 2020, ao final do sexto ano de vigência do plano. Para chegar a esse patamar de equiparação, especialistas em educação pedem quase em uníssono que se revogue a PEC 241

Aprovada em 2016, ela estabelece um limite do governo federal para gastos primários (aqueles com saúde, educação, assistência social, cultura etc.). A fórmula passa a valer a partir de 2018 e vai até 2026.

Quem não respeitar o teto ficará impedido de, no ano seguinte, dar aumento salarial, contratar pessoal e estabelecer novas despesas. “Essa PEC impossibilita que os recursos e os salários sejam de maior monta e que ocorra uma efetiva reestruturação do setor público”, diz o sociólogo Ricardo Antunes, da Unicamp. Para ele, seria preciso cortar em áreas “irrelevantes” do serviço público e reorganizar completamente esse orçamento, sob risco de daqui a uma década a situação da escola pública estar ainda mais precarizada.

Fora do alcance da PEC 241, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é apontado como um ganho, que dirime as desigualdades. O fundo reúne a arrecadação de impostos municipais e estaduais —mais uma complementação da União— e distribui para os estados mais pobres. O modelo vence em 2020 e dois projetos correm no Congresso com sugestões de mudanças, um deles propondo que 70% da soma seja usada para pagar profissionais da Educação —hoje, 60% vai para salários apenas de professores.

PARA AS MULHERES, MENOS AINDA

A dedicação ao magistério é predominantemente feminina —80% dos profissionais são mulheres—, e esse é outro ponto a ser levado em conta quando se fala de remuneração. Embora no sistema público haja uma equiparação salarial entre os dois sexos, mais mulheres atuam na educação infantil e nos anos iniciais do Fundamental, etapas que pior remuneram.

“As sociedades machistas, ao ver como suplementar o papel das mulheres, fortalecem a redução e o achatamento salarial, e isso é evidente na rede de ensino”, afirma Antunes. Para ele, o professor vem sendo destruído naquele que era seu atributo maior: a qualidade intelectual e a formação. “Quando a criança em condição de precariedade encontra um professor mal preparado e desmotivado, trabalhando em ambientes depauperados, isso tem consequências profundas, entre elas a incapacidade de criar um ensino livre, universal, laico e humanista”, afirma.

Mesmo com dupla, tripla, às vezes quádrupla jornada, Danúbia da Costa Teixeira não se vê fora da sala de aula, assim como seus dois irmãos, também professores. Isso não a impede de voltar à carga contra a situação adversa do magistério no país.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. kkkkkk
    enquanto isso os nobres e exemplares magistrados (juizes e promotores), recebendo auxilio moradia de 5mil e salario de 39mil, pior ainda sao as regalias, a comecar pelas ferias de 60 dias e agora soube por meu cunhado que é da jsutiça que a farra neste fim de ano é em torno de venda de ferias e licença premio para não sobrar dinheiro em caixa, EITA BRASILLLLLL
    Dar para entender?!
    IMORAL

    1. Com tanta mordomia e folgas falta tempo para julgarem os milhares de processos se arrastam há anos sem julgamento

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Escritório de esposa de Moraes produziu 36 pareceres para Banco Master

Foto: Reprodução

O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master.

Os dados foram divulgados pelo próprio escritório de advocacia, que prestou serviços para a empresa do banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.

Em nota pública, a esposa do magistrado também ressalta que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede da instituição financeira, além de dois encontros por videoconferência.

A banca de direito foi contratada de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 pelo Banco Master e realizou “ampla consultoria e atuação jurídica” por meio de uma equipe composta por quinze advogados.

Ao todo, foram contratados ainda outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

“O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, esclareceu.

A esposa do ministro negou neste final de semana que a mensagem enviada por Vorcaro no dia da sua prisão tenha sido direcionada a ela.

Segundo o jornal “O Globo”, o recado teria sido endereçado ao ministro. Ele, porém, nega a informação.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

A pedido de Lula, Janja embarca para Nova York e representará o Brasil em evento da ONU por cinco dias

Foto: Reprodução/Instagram

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva embarcou neste domingo (8) para Nova York, onde participará da 70ª edição da Comissão sobre a Situação da Mulher, organizada pela Organização das Nações Unidas. A missão oficial foi autorizada por decreto publicado no Diário Oficial da União e terá duração de até cinco dias na agenda principal da primeira-dama.

O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A viagem ocorre a convite da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e integra a delegação brasileira no evento internacional que discute políticas públicas voltadas às mulheres.

Em publicação nas redes sociais, Janja afirmou que a comissão é um dos espaços mais importantes do mundo para debater desafios enfrentados por mulheres e meninas. A agenda inclui reuniões e debates sobre violência de gênero, além de encontros com representantes de governos e organizações da sociedade civil.

Entre os compromissos previstos está a participação em um evento organizado por Brasil e México para discutir estratégias de enfrentamento ao feminicídio. A atividade faz parte do contexto do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa lançada neste ano para ampliar políticas de prevenção e proteção às mulheres.

A viagem acontece poucos dias após Janja receber da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura o título de “Campeã da Igualdade Social”, em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O reconhecimento destacou sua atuação em iniciativas ligadas ao combate à fome e à promoção de políticas sociais.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: MST bloqueia rodovia em Touros com queima de pneus e trânsito fica interditado

Vídeo: Reprodução

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizam um bloqueio na BR-101 no município de Touros, no Rio Grande do Norte. O protesto acontece na manhã desta segunda-feira (9) e tem provocado transtornos para motoristas que trafegam pela região.

De acordo com relatos de condutores que passaram pelo local, manifestantes atearam fogo em pneus e utilizaram objetos para interditar totalmente a via. Com isso, o tráfego ficou completamente parado nos dois sentidos da rodovia.

Motoristas que seguiam viagem relataram que estão impossibilitados de continuar o trajeto e aguardam a liberação da pista. Filas de veículos começaram a se formar nos dois lados do bloqueio.

Até o momento, não há informações oficiais sobre as reivindicações do grupo ou previsão para liberação da estrada. A manifestação ocorre em um dos principais acessos da região, o que ampliou o impacto para quem precisa circular pelo trecho.

Autoridades de segurança foram acionadas para acompanhar a situação e tentar restabelecer o tráfego no local.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Chuva intensa no Seridó ultrapassa 200 mm e açude sangra após 14 anos em Cruzeta

Vídeo: Reprodução/Blog Marcos Dantas

O dia de domingo (8) foi marcada por fortes chuvas em comunidades rurais de Cruzeta e em outras áreas do Seridó potiguar. No Sítio Riacho dos Jardins, moradores relataram um acumulado superior a 200 milímetros, um dos maiores volumes registrados na região durante o período.

As precipitações também provocaram a sangria do Açude Caiçarinha, que não transbordava havia cerca de 14 anos. O cenário chamou atenção dos moradores e renovou a esperança de agricultores e criadores que dependem diretamente das chuvas no campo.

Outras comunidades rurais também registraram bons volumes. No Sítio Caiçara da Jurema foram contabilizados 110 mm, enquanto no Sítio de Mabel o acumulado chegou a 209 mm. Já no Recanto do Jardim foram registrados 120 mm.

Em Caicó, também houve registro de chuva significativa. No Sítio Carcará, o acumulado foi de 102 milímetros, contribuindo para a recuperação de barreiros, pequenos açudes e reservatórios da região.

As chuvas foram celebradas por agricultores do Seridó, que aguardavam com expectativa um inverno mais favorável neste ano. O bom volume de água deve ajudar tanto na recarga dos reservatórios quanto no fortalecimento das atividades agrícolas no campo.

Com informações do Blog Marcos Dantas

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

VÍDEO: Final entre Cruzeiro e Atlético-MG acaba com briga generalizada e se torna jogo com mais expulsões na história

Vídeo: Reprodução/X

O Cruzeiro Esporte Clube conquistou neste domingo (8) o título do Campeonato Mineiro de 2026 ao vencer o rival Clube Atlético Mineiro por 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte. O gol do título foi marcado por Kaio Jorge, garantindo o fim de um jejum de seis anos sem taças estaduais para a Raposa.

Apesar da conquista celeste, a partida terminou marcada por uma briga generalizada no último lance do jogo. Após o apito final, o goleiro Everson iniciou uma discussão com o meia Christian, o que rapidamente escalou para um confronto envolvendo praticamente todos os jogadores em campo.

Atletas das duas equipes trocaram socos e chutes, enquanto membros das comissões técnicas e seguranças invadiram o gramado para tentar conter a confusão. Com o tumulto, não houve mais reinício da partida.

Ao todo, 23 jogadores foram expulsos – veja lista abaixo:

Atlético: Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Minda, Preciado e Mateo Cassierra.

Cruzeiro: Christian, Fabricio Bruno, Lucas Romero, Kaio Jorge, João Marcelo, Kauã Prates, Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner e Gerson.

Com a vitória por 1 a 0, o Cruzeiro confirmou o título estadual e chegou à 39ª conquista do Campeonato Mineiro em sua história, ampliando sua galeria de troféus na competição.

Antes mesmo de a bola rolar, a decisão já havia enfrentado um atraso. O início do jogo, previsto para as 18h, foi adiado por cerca de oito minutos devido à forte fumaça vermelha lançada no estádio em uma ação promovida pela Federação Mineira de Futebol, que utilizou as cores de sua marca na abertura da final.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Motoboys fazem protesto após agressão a entregador em frente a restaurante em Natal

 

View this post on Instagram

 

A post shared by Nazaré Online (@nazare.online)

Vídeo: Reprodução/Instagram @nazare.online

Motoboys por aplicativo realizaram um protesto na noite deste domingo (8) em frente ao restaurante onde um entregador teria sido agredido por um empresário, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal. A mobilização ocorreu poucas horas após o caso ganhar grande repercussão nas redes sociais.

De acordo com relatos, dezenas de trabalhadores de delivery se reuniram no local para cobrar justiça e demonstrar apoio ao colega que afirma ter sido agredido enquanto aguardava um pedido. O grupo permaneceu em frente ao estabelecimento e protestou contra o que classificou como desrespeito e violência contra entregadores.

A confusão teria começado quando o motoboy aguardava a retirada de uma entrega e foi abordado pelo proprietário do restaurante. Testemunhas relataram que a discussão evoluiu rapidamente e terminou com agressões físicas contra o trabalhador.

Após a circulação do vídeo e do relato da vítima, a reação entre entregadores foi imediata. Motoboys de diferentes aplicativos passaram a se dirigir ao local e organizaram o ato ainda na mesma noite.

Até o momento, o proprietário do estabelecimento não havia se pronunciado publicamente sobre o episódio. Funcionários do restaurante afirmaram à reportagem que desconheciam os detalhes da ocorrência.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Perícia põe em dúvida explicação de Moraes sobre mensagens atribuídas a Vorcaro

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Uma análise técnica realizada por especialistas e pelo próprio software utilizado pela Polícia Federal do Brasil para extrair dados de celulares colocou em dúvida a explicação apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sobre mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com a análise citada em reportagem do jornal O Globo, o fato de capturas de tela aparecerem em pastas vinculadas a outros contatos não comprova que o conteúdo não tenha sido enviado ao ministro. Técnicos explicam que o sistema utilizado para a extração organiza os arquivos automaticamente por códigos internos do aparelho, e não com base no destinatário das mensagens.

As mensagens investigadas teriam sido enviadas por meio de imagens de “visualização única” no WhatsApp. Segundo a apuração, os textos eram digitados por Vorcaro no bloco de notas do celular, transformados em prints e enviados, desaparecendo após serem visualizados pelo destinatário.

Mesmo com o desaparecimento das imagens no aplicativo, as anotações permaneceram armazenadas no aparelho e foram recuperadas durante o processo de perícia digital realizado pelos investigadores.

A Polícia Federal informou que os dados extraídos do celular foram compartilhados com a CPI do INSS por determinação do STF e que o material encaminhado corresponde integralmente ao conteúdo obtido na perícia, sem qualquer edição ou seleção prévia.

Com informações do Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Chuva de 102 mm é registrada na zona rural de Caicó e anima moradores

Vídeo: Reprodução/Blog Marcos Dantas

Uma forte chuva registrada neste domingo (8) levou esperança para moradores da zona rural de Caicó. No Sítio Carcará, o acumulado chegou a 102 milímetros, segundo relatos de moradores da comunidade.

A precipitação foi considerada significativa para a região, que depende diretamente das chuvas para a agricultura e a criação de animais. Em áreas do Seridó potiguar, volumes acima de 100 mm em um único dia costumam provocar rápida recuperação de açudes, barreiros e reservatórios de pequeno porte.

Moradores também relataram que a chuva veio acompanhada de trovões e rajadas de vento, mas sem registro de danos. O volume elevado chamou atenção pela intensidade e pela rápida formação de enxurradas em alguns trechos da comunidade rural.

As precipitações neste período do ano são aguardadas com expectativa pelos agricultores, que dependem do inverno para garantir o plantio e a produção no campo. A chuva registrada no Sítio Carcará reforça o cenário positivo para o início da quadra chuvosa na região.

Além de beneficiar a agricultura familiar, as chuvas ajudam a melhorar a situação hídrica no interior do Rio Grande do Norte, especialmente em áreas do Seridó, onde a irregularidade das precipitações costuma afetar o abastecimento e a produção rural.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ex-ministro de Lula é detido em aeroporto e deportado do Panamá após questionamento sobre prisão na ditadura

Foto: Agência Brasil/Fábio Rodrigues Pozzebom

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Franklin Martins, afirmou ter sido detido e deportado do Panamá na última sexta-feira (6), quando fazia conexão no país a caminho da Guatemala.

Segundo Martins, a abordagem ocorreu no aeroporto internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, logo após o desembarque. Ele relatou que foi parado por dois policiais à paisana, apresentou seus documentos e acabou levado para uma sala onde prestou esclarecimentos antes de ser colocado em um voo de volta ao Brasil horas depois.

O jornalista afirmou que, durante o interrogatório, foi questionado principalmente sobre sua prisão em 1968, durante o regime militar brasileiro. Na ocasião, ele disse ter respondido apenas que havia sido detido por motivos políticos e que havia lutado contra a ditadura no país.

Martins viajava para participar de um seminário promovido pela iniciativa Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas, que ocorreria na Universidade Rafael Landívar, na Guatemala. A Associação Brasileira de Imprensa publicou uma carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil questionando a condução do caso e classificando a detenção como arbitrária.

Após a repercussão do episódio, o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, enviou uma carta ao chanceler brasileiro Mauro Vieira pedindo desculpas e classificando o ocorrido como um “incidente” relacionado a procedimentos administrativos de imigração.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Motoboy é agredido por dono de restaurante enquanto aguardava pedido em Natal

 

View this post on Instagram

 

A post shared by Via Certa (@viacertanatalrn)

Vídeo: Via Certa Natal

Um moto-entregador por aplicativo foi agredido na noite deste domingo (8) na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal. O caso aconteceu enquanto o trabalhador aguardava a retirada de um pedido em frente a um restaurante da região.

De acordo com relatos de pessoas que estavam no local, o motoboy aguardava a corrida quando foi abordado pelo proprietário do estabelecimento, que teria se irritado com a presença do entregador próximo ao carro. A situação rapidamente evoluiu para uma discussão.

Testemunhas afirmam que o empresário se aproximou de forma agressiva e, durante o desentendimento, cuspiu e deu um tapa no rosto do trabalhador, que aguardava para realizar a entrega. A agressão teria ocorrido diante de outras pessoas que estavam nas proximidades.

Em entrevista após o ocorrido, o entregador relatou que estava encostado em um carro quando foi repreendido pelo dono do estabelecimento. Segundo ele, mesmo após se afastar, o homem voltou a questioná-lo e acabou partindo para agressão física. O motoboy afirma que sofreu um soco na boca, que provocou um corte, e que o suspeito ainda teria feito menção de estar armado ao passar de carro pelo local pouco depois.

A equipe de reportagem foi até o restaurante onde ocorreu a confusão, mas funcionários disseram desconhecer a situação e informaram que o proprietário não estava no local para comentar o caso. O trabalhador afirmou que pretende buscar justiça após a agressão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *