Educação

De pedreiro a Uber: o malabarismo para viver com os salários do magistério

“Minha filha, aqui a gente dá uns pulos.” Assim, Cícero Ferreira de Lima assume seu malabarismo para fechar as contas do mês sendo professor de Educação Física na EE Alberto Caldeira, em Farias, distrito de Guanhães (MG).

Quando não está dando aula, ele assenta pisos de cerâmica, chapisca paredes e dá o acabamento com reboco em casas da cidade. Apareceu um problema com a bomba hidráulica ou o chuveiro encrencou? Lá está Cícero. O professor também faz corridas com seu Corsa até Guanhães, a 45 quilômetros por estrada de terra, levando e trazendo seus conterrâneos. Cobra 100 reais pelo trajeto total. “Falar pra você que compensa esse valor, compensa não”, diz. “Aqui a gasolina é cara, a estrada de chão não presta, faço mais para ajudar quem precisa.” ​

O guanhanense fala como se necessitado não fosse. Mas, aos 40 anos, tem apenas um cargo como contratado. São 17 aulas por semana, pelas quais ganha 1,6 mil reais. Professor há quase uma década, ele afirma que, financeiramente, seria melhor se concentrar na função de pedreiro, ofício que aprendeu do pai. “Mas eu adoro estar com os meninos na escola, é a melhor coisa que existe”, afirma.

A mulher, Danúbia da Costa Teixeira, 34 anos, leciona na mesma instituição, mas como concursada, e nos períodos da manhã e da noite. Suas aulas de português lhe rendem 2 mil reais, que são pagos em três parcelas ao longo do mês —​prática exercida por Minas Gerais desde 2016 para remunerar os servidores públicos. ​

Acontece que a soma salarial dos dois professores não garante o sustento do casal nem dos filhos, de 11 e 4 anos. Então, quando aparece, Danúbia faz palestra para o Sebrae sobre a importância da argumentação para aumentar as vendas, pelas quais recebe em média 150 reais. Também corrige redações do Enem e presta assessoria em trabalhos de conclusão de curso.

De olho numa melhor formação, ela faz doutorado em Linguística Teórico-Descritiva na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Como o governo cortou as bolsas da Capes, Danúbia vende bananas verdes fritas na faculdade para custear a viagem e aceita a guarida dos professores para dormir na casa deles, na capital. “Quase todo colega meu da escola pública faz alguma coisa por fora, vende cosméticos, lingerie, dá aula particular de violão ou de pintura”, lembra a mineira. ​

A jornada do casal reflete o jeito que os educadores brasileiros encontram para sobreviver aos contratos precários e à baixa remuneração da profissão. Para José Marcelino de Rezende Pinto, professor da Universidade de São Paulo (USP) com experiência em política e gestão educacional, o problema remonta, na verdade, ao século 19.

De fato, em 1891, o médico, jornalista e historiador José Ricardo Pires de Almeida já denunciava “a função mal remunerada que não encontra na opinião pública a consideração a que tem direito muito mais que as outras”. O professor, nas palavras de Almeida, substituía em certa medida o pai e a mãe de família, inaptos para cumprir completamente seu dever social. Deveria ganhar mais, portanto. ​

A questão, porém, não se resolveu. “Vivemos uma crise crônica de remuneração”, afirma Rezende. Àqueles que desejam puxar o debate para mais perto, o sociólogo Ricardo Antunes, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta o período da ditadura militar como um divisor de águas. “A ditadura, no seu conjunto, tinha a ideia de incentivar as escolas privadas, o que debilitou as chamadas escolas de aplicação, que ensaiavam um projeto público mais qualitativo”, afirma. Segundo Antunes, os governos que se sucederam, já no período democrático, não enfatizaram uma política de recuperação do que se perdeu em termos de excelência. ​

ASSENTANDO O PISO

Se há conquistas a apontar é a Lei nº 11.738, de 2008, que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional e estipulou um valor abaixo do qual nenhum professor deve receber. Em 2009, ele era de 950 reais; hoje, para uma jornada de 40 horas por semana, perfaz brutos 2.455 reais.

“Mas atualmente apenas 66% dos municípios cumprem o piso e somente 14 estados remuneram o mínimo previsto em lei”, diz Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Ela explica que muitas cidades de pequeno porte têm dificuldade de arrecadação, um dos motivos para não pagar o valor determinado para o início da carreira. Já nos grandes centros urbanos o desafio é outro: em geral, cumpre-se o piso, mas ele está muito aquém de atender a condições de vida diante dos custos elevados com moradia, transporte, alimentação e acesso à cultura. Anna frisa que é preciso garantir a valorização gradual dos salários e a incorporação das gratificações, que, segundo ela, são muitas vezes utilizadas para não aumentar o salário-base. ​

O professor de Matemática e Física Alexandre Gonçalo Santana, 47 anos, mora no Rio de Janeiro, segunda maior cidade do país e capital de um estado cuja calamidade financeira está diretamente relacionada com a precariedade do professorado. Dono de apenas uma matrícula, Santana conseguia se manter por meio das horas extras que fazia. “Eu fazia dobra nas escolas, tinha isso como um salário que compreendia todos os meus custos, até alguns passeios”, lembra. Mas, há um ano, ele perdeu essas horas extras —que não são incorporadas ao salário na aposentadoria— e não conseguiu mais pagar suas despesas com a remuneração de docente no CIEP 230 Manoel Malaquias Gurgel da Silva, em Nilópolis.

Seus olhos se voltaram para o Uber. Alexandre vendeu o carro e comprou outro adaptado para gás, combustível mais econômico. Hoje ele roda no contraturno das três aulas semanais e não descansa nos fins de semana. Acrescentou cerca de 2 mil reais das corridas ao salário de 4 mil reais, além de 600 reais por mês com as três aulas por semana que dá a presos do Complexo de Bangu.

Estudo do Todos pela Educação mostra que 29% dos 2 mil entrevistados têm ocupações extras para complementar a renda. Desses, 9% focam em atividades educacionais, como Danúbia, 5% se voltam ao comércio, como os colegas de Danúbia, e 3% prestam serviços, como Cícero e Alexandre.

A baixa remuneração docente impacta também na escolha que os jovens mais bem preparados fazem para entrar na carreira. “A atratividade nunca foi tão baixa se comparada a outras profissões”, diz Andreza Barbosa, professora da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Ela realizou em 2018 uma pesquisa com professores da rede pública que atuam na região de Piracicaba, no interior paulista, onde o Índice de Desenvolvimento Humano é alto. Dos 464 professores entrevistados, 15% possuíam outra fonte de renda.

“Os estudantes têm optado por carreiras que gozam de maior prestígio e valorização social e financeira”, afirma. Andreza reconhece a heterogeneidade dessa situação. Ela lembra que há estados em que o problema é menor, e por vezes dentro do próprio estado há discrepâncias consideráveis entre os municípios.

O professor de Educação Infantil Evandro Tortora, 30 anos, não demorou a perceber esse cenário. Em 2014, na sua cidade natal de Pederneiras (SP), ele ganhava 1,5 mil reais por 32 horas semanais. Cerca de 230 quilômetros adiante, em Campinas, passou a receber pela mesma jornada 4.900 reais (somado o vale alimentação) depois que passou a atuar no CEI Dr. Claudio de Souza Novaes.

“Aqui a gente não precisa dobrar período e somos remunerados para fazer cursos de formação”, diz, já instalado em um apartamento alugado, onde mora sozinho. O salário lhe permite bancar viagens à Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, onde faz doutorado.​

EQUIPARAÇÃO DE SALÁRIOS​

O Relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2018, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra uma queda na diferença no salário de professor e de outros profissionais de mesma escolaridade. De 65% em 2012 foi para 75% em 2017. Ou seja: era 35% menor, e agora seria 25% inferior. “Isso não significa que houve melhora efetiva na remuneração docente, mas, sim, que a queda nas demais profissões foi maior nesse meio tempo”, afirma Rezende.

O PNE estabelece na meta 17 a necessidade de equiparar a remuneração docente com a de outros profissionais dos quais também se exige formação em nível superior. A meta tem uma data que deveria ser atingida até 2020, ao final do sexto ano de vigência do plano. Para chegar a esse patamar de equiparação, especialistas em educação pedem quase em uníssono que se revogue a PEC 241

Aprovada em 2016, ela estabelece um limite do governo federal para gastos primários (aqueles com saúde, educação, assistência social, cultura etc.). A fórmula passa a valer a partir de 2018 e vai até 2026.

Quem não respeitar o teto ficará impedido de, no ano seguinte, dar aumento salarial, contratar pessoal e estabelecer novas despesas. “Essa PEC impossibilita que os recursos e os salários sejam de maior monta e que ocorra uma efetiva reestruturação do setor público”, diz o sociólogo Ricardo Antunes, da Unicamp. Para ele, seria preciso cortar em áreas “irrelevantes” do serviço público e reorganizar completamente esse orçamento, sob risco de daqui a uma década a situação da escola pública estar ainda mais precarizada.

Fora do alcance da PEC 241, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é apontado como um ganho, que dirime as desigualdades. O fundo reúne a arrecadação de impostos municipais e estaduais —mais uma complementação da União— e distribui para os estados mais pobres. O modelo vence em 2020 e dois projetos correm no Congresso com sugestões de mudanças, um deles propondo que 70% da soma seja usada para pagar profissionais da Educação —hoje, 60% vai para salários apenas de professores.

PARA AS MULHERES, MENOS AINDA

A dedicação ao magistério é predominantemente feminina —80% dos profissionais são mulheres—, e esse é outro ponto a ser levado em conta quando se fala de remuneração. Embora no sistema público haja uma equiparação salarial entre os dois sexos, mais mulheres atuam na educação infantil e nos anos iniciais do Fundamental, etapas que pior remuneram.

“As sociedades machistas, ao ver como suplementar o papel das mulheres, fortalecem a redução e o achatamento salarial, e isso é evidente na rede de ensino”, afirma Antunes. Para ele, o professor vem sendo destruído naquele que era seu atributo maior: a qualidade intelectual e a formação. “Quando a criança em condição de precariedade encontra um professor mal preparado e desmotivado, trabalhando em ambientes depauperados, isso tem consequências profundas, entre elas a incapacidade de criar um ensino livre, universal, laico e humanista”, afirma.

Mesmo com dupla, tripla, às vezes quádrupla jornada, Danúbia da Costa Teixeira não se vê fora da sala de aula, assim como seus dois irmãos, também professores. Isso não a impede de voltar à carga contra a situação adversa do magistério no país.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. kkkkkk
    enquanto isso os nobres e exemplares magistrados (juizes e promotores), recebendo auxilio moradia de 5mil e salario de 39mil, pior ainda sao as regalias, a comecar pelas ferias de 60 dias e agora soube por meu cunhado que é da jsutiça que a farra neste fim de ano é em torno de venda de ferias e licença premio para não sobrar dinheiro em caixa, EITA BRASILLLLLL
    Dar para entender?!
    IMORAL

    1. Com tanta mordomia e folgas falta tempo para julgarem os milhares de processos se arrastam há anos sem julgamento

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Douglas Ruas (PL) é declarado governador eleito no RJ após TRE retotalizar votos

Foto: Alerj/Divulgação

Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito governador do Rio de Janeiro após retotalização dos votos realizada pelo TRE-RJ neste sábado (10) em razão do infederimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), anulando 274.411 votos do então candidato.

Inicialmente, a disputa no estado teria segundo turno entre Douglas Ruas (PL), que conquistou 49,25% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD), que recebeu 42,76%.

Com a nova totalização, Douglas Ruas venceu a corrida eleitoral com 50,88% ante a 44,16% de Eduardo Paes.

Com o reprocessamento, os resultados apresentados pelas urnas continuarão da mesma forma que estão desde o domingo (4) em que ocorreu o primeiro pleito. O que mudou foi um cálculo matemático, feito pelo sistema da Justiça Eleitoral, em cima da quantidade de votos válidos.

De acordo com o TRE-RJ, após a retotalização, serão dados dois dias para a apresentação de eventuais impugnações pelas partes legitimadas. Na sequência, haverá um prazo de três dias para dar publicidade ao resultado. Encerrado esse período, será marcada uma sessão plenária da Corte para analisar e julgar possíveis contestações e, posteriormente, homologar o resultado.

Com informações de CNN Brasil

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[VÍDEOS] DANOU-SE: PT diz que botou mais de 100 mil pessoas em Natal na manhã deste sábado (10)

Claro que passou longe disso, mas os petistas estão afirmando que colocaram mais de 100 mil pessoas nas ruas do Alecrim, na manhã deste sábado (10), durante passeata com a presença de Lula em Natal.

Uma coisa é mobilizar apoiadores em torno da presença de Lula na capital potiguar. Outra, bem diferente, é anunciar mais de 100 mil pessoas sem apresentar uma metodologia ou dados que sustentem esse número.

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Mensagens de Vorcaro e operador com livre acesso ao Planalto apontam plano para captar R$ 10 bilhões de fundos de pensão de estatais e gerar R$ 1 bilhão em propina

Foto: Reprodução

Mensagens e registros de ligações obtidas em investigação da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro identificaram, segundo reportagem da revista VEJA, suposta articulação com integrantes do grupo político do ministro Alexandre Padilha em busca de investimentos de fundos de pensão de estatais federais.

De acordo com a publicação, Vorcaro teria recorrido ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, a Padilha e ao então assessor presidencial Olavo Noleto para tentar reuniões com dirigentes de fundos de previdência como Petros (Petrobras), Postalis (Correios), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil).

O objetivo seria captar cerca de R$ 10 bilhões dessas entidades por meio de títulos do Banco Master. A reportagem afirma que R$ 1 bilhão seria destinado ao pagamento de propinas pelo suposto esquema de lobby, enquanto R$ 9 bilhões ficariam com o banco.

No celular de Vorcaro, a PF teria encontrado mais de 450 mensagens, cerca de 180 ligações atribuídas a Júlio e um áudio de maio de 2024 relacionado às articulações. As informações foram divulgadas pela VEJA. As suspeitas relatadas pela revista não equivalem, por si só, à comprovação de responsabilidade criminal dos citados.

O nome do operador petista com livre acesso ao Planalto e aos fundos de pensão é Júlio Cezar, identificado como dono de uma consultoria em Goiânia, no estado de Goiás.

“Daniel, o Henrique (Jäger) aqui, com o presidente (da Petros), tá numa reunião do conselho lá. Ele falou que, saindo de lá, vai me ligar para ver a agenda dele, tá. Mas eu falei para ele que eu quero amanhã ou domingo. Agilizar logo para não ficar enrolando – o mais tardar segunda-feira. E… Deixa eu te perguntar: se tiver alguma novidade sobre o Banco do Brasil, você me avisa? Porque qualquer coisinha, já estando ok, eu já ponho você na boca do gol na quarta-feira quando você estiver lá, tá”, disse Júlio.

Com informações de Veja

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[VÍDEO] Em evento de apoio a Cadu em Natal, Lula diz que PT tirou o Nordeste da fome e faz apelo a quem não votou no 1º turno para votar no 2º

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que os governos petistas tiraram o Nordeste da fome e pediu que apoiadores convençam eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno a votar no segundo. A declaração foi feita neste sábado (10), durante caminhada em Natal em apoio ao candidato ao Governo do RN, Cadu de Lula (PT).

Lula direcionou o apelo especialmente aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. “Se o Lula tem 80 e é candidato, por que você com 70 anos não pode votar?”, questionou.

O presidente também pediu que os eleitores considerem a família e a defesa da democracia ao decidir comparecer às urnas. “Você tem que se levantar do sofá pensando no seu filho, na sua filha, no seu neto, na sua neta, e ir votar pra compensar a luta que você fez pra conquistar a democracia nesse país”, declarou.

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[VÍDEO] Paulinho Freire fala em ir às ruas para “aumentar votação de Flávio Bolsonaro em Natal”

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), afirmou que pretende mobilizar prefeitos do Rio Grande do Norte para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. “Eu tenho certeza que nós vamos reverter muitos votos”, declarou durante encontro com lideranças políticas.

Sobre Natal, Paulinho citou que Flávio perdeu o primeiro turno para Lula por apenas quatro pontos percentuais e afirmou que a campanha irá às ruas para tentar reverter o resultado. “Aqui em Natal, nós vamos fazer tudo pra virar”, disse.

Paulinho também citou os resultados de Flávio em Parnamirim e Galinhos e defendeu a união dos gestores municipais em torno da candidatura. Ele também pediu que os prefeitos presentes conversem com os colegas que não participaram do encontro para reforçar a mobilização.

“É importante a gente ter um conterrâneo na primeira linha do governo federal”, afirmou, ao mencionar a possibilidade de um potiguar ocupar posições de destaque em Brasília e facilitar o diálogo dos municípios com a União. O prefeito também homenageou Álvaro Dias, Babá e Coronel Hélio pela participação na campanha e disse que os três serão importantes na nova fase da disputa.

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Executivo da Veja é alvo de Fake News após reportagens da revista sobre repasse de R$ 30 milhões de Vorcaro para documentário sobre Lula

Foto: VEJA/Reprodução

O executivo Fábio Carvalho, chairman e publisher da Editora Abril, responsável pela revista VEJA, passou a ser alvo de Fake News após a publicação de reportagens sobre repasse de R$ 30 milhões de Daniel Vorcaro para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as informações falsas divulgadas está a de que Carvalho teria participado de um jantar de empresários em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado em São Paulo, em 27 de agosto. Segundo a VEJA, o executivo estava fora da capital paulista na data do encontro, tendo viajado naquela manhã e retornado apenas em 30 de agosto.

A revista atribui a origem da informação falsa a um artigo publicado pela revista Piauí, assinado por João Moreira Salles, que incluiu Carvalho na lista de participantes do jantar. A publicação critica a ausência de correção do texto. A VEJA também nega a informação de que Carvalho teria comprado um triplex ligado a Vorcaro por meio da empresa Enforce. Segundo a revista, o executivo nunca teve participação societária na companhia.

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[VÍDEO] “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, diz Flávio

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10), em ato no Rio de Janero, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), colocará a faixa presidencial nele em janeiro de 2027.

“Vocês verão, na data da posse, Flávio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, disse, após erguer uma bandeira com a foto do pai.

Flávio também declarou alguns de seus planos, se for eleito presidente. “Em janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra ao narcotráfico no Rio de Janeiro e no Brasil. Ladrão de celular vai ficar oito anos preso e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia. Vamos reduzir a maioridade penal, porque menor de idade que comete crime como gente grande, vai pagar como gente grande”, disse.

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Rogério reúne mais de 100 prefeitos e lideranças do RN para reforçar campanha de Flávio Bolsonaro no 2º turno


O senador Rogério Marinho, presidente do PL no Rio Grande do Norte, reuniu nesta manhã de sábado (10) mais de 100 prefeitos e lideranças de municípios de todas as regiões do Estado. O encontro, realizado em um hotel de Natal, teve como objetivo traçar estratégias para reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro no 2º turno para presidente da República.

“Já registramos no primeiro turno um grande crescimento de Flávio Bolsonaro em praticamente todos os municípios do Estado, e nossa meta agora é melhorar ainda mais este desempenho no 2º turno. Com o empenho de todos aqui, temos certeza que vamos contribuir para a vitória de Flávio, e juntos vamos mudar o Brasil”, disse Rogério.

O encontro contou com as presenças de Álvaro Dias, Babá Pereira e Coronel Hélio, chapa do partido ao Governo e ao Senado pelo PL, recebendo ambos uma expressiva votação. Também esteve presente o prefeito Paulinho Freire, o presidente da Femurn, José Augusto Rêgo, os deputados federais General Girão e Carla Dickson, a deputada federal eleita Nina, os deputados estaduais Dr. Kerginaldo, Coronel Azevedo e Tomba Farias, a deputada estadual eleita Camila Araújo, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome, e o futuro presidente da Casa, Aldo Clemente, além de dezenas de vereadores, vice-prefeitos e ex-prefeitos.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Após pedido de Cadu, Lula promete terceira ponte ligando zonas Norte e Sul de Natal

Durante ato da campanha presidencial na manhã deste sábado no bairro do Alecrim, em Natal, o presidente Lula (PT) prometeu construir a terceira ponte de Natal, ligando as zonas Norte e Sul da capital potiguar.

O compromisso foi anunciado após um pedido público de Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, que disputa o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil).

“Não tem nada que a Fátima pediu que não fosse feito aqui nesse estado. Portanto, o pedido agora do Cadu será tratado com o mesmo carinho e com a mesma respeitabilidade do pedido da governadora Fátima”, declarou Lula em resposta ao pedido de Cadu.

Em seguida, Lula completou a fala afirmando que “se o Rio Grande do Norte precisa da terceira ponte, terá a terceira ponte, Cadu. Compromisso assumido”.

Opinião dos leitores

  1. O PT está governando o RN há 08 anos e não construiu essa terceira ponte, com Lula na Presidência. Lula está derretendo nas pesquisas e Cadu de Fátima não será eleito.
    Se Alysson mantiver um bom relacionamento com o futuro governo federal, aí sim, poderá ser construída uma nova ponte.

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Janja reage contra ideia de aproximar deputada eleita Ana Elisa de Lula em campanha: ‘Só se for para perder mesmo’

Fotos: Reprodução

A primeira-dama Janja da Silva reagiu com uma crítica à sugestão de incluir a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) na estratégia digital da campanha de Lula no segundo turno.

Conforme apurou a Coluna do Estadão, a primeira-dama reagiu prontamente à sugestão: “Só se for para perder mesmo”, disparou. Procurada pela coluna, Janja não se manifestou.

A proposta foi apresentada por um candidato derrotado durante uma reunião de dirigentes petistas realizada na terça-feira (6), dois dias após o primeiro turno. A ideia era gravar vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da parlamentar de 21 anos, uma das mais votadas do partido em Minas Gerais.

Apesar da reação de Janja, a estratégia foi aprovada, e Lula gravou vídeos com a jovem deputada. A iniciativa, porém, gerou repercussão negativa após opositores resgatarem publicações antigas de Ana Elisa nas redes sociais. Entre as mensagens divulgadas estão críticas a pessoas brancas, defesa do bloqueio de plataformas digitais e ataques a apoiadores da direita e a evangélicos. As postagens resgatadas de Ana Elisa foram feitas entre 2020 e 2026.

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